CENTRAL AUDITORY PROCESSING (CAP) AND AUTISM: EXPLORING THE MOST IMPAIRED AUDITORY SKILLS
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511191848
Anna Clara Silva de Alencar1
Érica Alessandra Caldas2
Resumo
O Transtorno do Espectro Autista é um distúrbio do neurodesenvolvimento caracterizado por alterações na comunicação, na interação social e em padrões comportamentais específicos. Entre os fatores associados a esses desafios, destaca-se o Processamento Auditivo Central, responsável pela interpretação cerebral dos sons e diretamente relacionado à linguagem e à aprendizagem. O objetivo deste estudo foi analisar as principais dificuldades auditivas em pessoas com Transtorno do Espectro Autista, identificando os prejuízos mais frequentes, seus impactos cognitivos e sociais e as estratégias terapêuticas propostas. A investigação foi conduzida por meio de uma revisão sistemática de abordagem qualitativa, de caráter descritivo e exploratório, abrangendo artigos publicados entre 2015 e 2024, em português e inglês, localizados nas bases SciELO, PubMed, LILACS e Google Scholar. Os resultados apontaram déficits consistentes em habilidades auditivas como discriminação, localização, memória sequencial e reconhecimento de padrões sonoros, além da presença recorrente de hipersensibilidades, especialmente misofonia e hiperacusia, que interferem na participação escolar e social, intensificando comportamentos de isolamento e ansiedade. As estratégias de intervenção revisadas, como treinamento auditivo, recursos digitais adaptados, musicoterapia e terapias complementares, apresentaram efeitos positivos no fortalecimento da percepção auditiva, na melhora da comunicação e na qualidade de vida. Conclui-se que as alterações auditivas em indivíduos com Transtorno do Espectro Autista impactam de forma significativa a socialização e o desenvolvimento cognitivo, e que intervenções direcionadas, integradas a práticas interdisciplinares e políticas inclusivas, são eficazes para minimizar tais prejuízos.
Palavras-chave: Transtorno do Espectro Autista. Processamento Auditivo Central. Inclusão. Intervenções Terapêuticas.
Abstract
Autism Spectrum Disorder is a neurodevelopmental condition characterized by impairments in communication, social interaction, and specific behavioral patterns. Among the factors associated with these challenges, Central Auditory Processing stands out, as it refers to the brain’s ability to interpret sounds and is directly related to language and learning. The objective of this study was to analyze the main auditory difficulties in individuals with Autism Spectrum Disorder, identifying the most frequent impairments, their cognitive and social impacts, and the therapeutic strategies proposed. The research was conducted as a systematic literature review with a qualitative, descriptive, and exploratory approach, covering articles published between 2015 and 2024, in Portuguese and English, retrieved from SciELO, PubMed, LILACS, and Google Scholar databases. The findings revealed consistent deficits in auditory skills such as sound discrimination, localization, sequential memory, and pattern recognition, as well as recurrent hypersensitivities, especially misophonia and hyperacusis, which interfere with school and social participation and intensify isolation and anxiety. Intervention strategies such as auditory training, adapted digital resources, music therapy, and complementary therapies showed positive effects on auditory perception, communication, and quality of life. The study concludes that auditory processing alterations in individuals with Autism Spectrum Disorder significantly affect socialization and cognitive development, and that targeted interventions, integrated with interdisciplinary practices and inclusive policies, are effective in minimizing these difficulties.
Keywords: Autism Spectrum Disorder. Central Auditory Processing. Inclusion. Therapeutic Interventions.
INTRODUÇÃO
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é caracterizado como uma alteração do neurodesenvolvimento que interfere na comunicação, nas interações sociais e em padrões de comportamento específicos. Um dos pontos mais investigados na literatura é o Processamento Auditivo Central (PAC), conjunto de funções que envolvem discriminação, localização e reconhecimento de estímulos sonoros. Em pessoas com TEA, essas habilidades sofrem prejuízos relevantes, refletindo em dificuldades de aprendizagem e comunicação, além de manifestações de hipersensibilidade, como misofonia e hiperacusia, que potencializam reações emocionais negativas e favorecem o isolamento (1).
A análise das alterações auditivas no TEA constitui etapa essencial para a elaboração de estratégias terapêuticas e pedagógicas. Pesquisas indicam que o treinamento auditivo auxilia na melhoria de funções relacionadas ao PAC, contribuindo para avanços comunicativos e de integração social. Além dos benefícios individuais, esses achados fornecem subsídios para o desenvolvimento de políticas públicas inclusivas e de medidas voltadas à intervenção precoce. Assim, compreender quais habilidades auditivas são mais afetadas permite planejar recursos que favoreçam a autonomia e o bem-estar de indivíduos autistas (2).
O aprofundamento do tema mostra ainda que os déficits auditivos em autistas estão associados a alterações neurofuncionais em áreas corticais responsáveis pelo processamento de sons. Evidências científicas apontam que esses prejuízos não se limitam ao campo perceptivo, mas envolvem diferenças estruturais no funcionamento cerebral, afetando cognição e interação social. Essa constatação reforça a importância de integrar avaliações auditivas a exames neurofuncionais, possibilitando diagnósticos mais completos e intervenções mais eficazes (3).
Diante desse cenário, destaca-se a relevância de abordagens terapêuticas interdisciplinares. Estratégias como softwares de treino auditivo, uso de recursos musicais e terapias complementares vêm apresentando resultados positivos na percepção sonora, na regulação emocional e no fortalecimento da inclusão social. A atuação conjunta de diferentes áreas, associada ao envolvimento da família e ao apoio de políticas educacionais, amplia os resultados das intervenções e promove melhor qualidade de vida às pessoas com TEA (4).
Este estudo tem como pergunta-problema: quais habilidades do PAC estão mais comprometidas em indivíduos com TEA e de que forma estratégias de intervenção, como o treinamento auditivo, podem contribuir para a comunicação e a interação social?. Parte-se da hipótese de que indivíduos autistas apresentam diferenças significativas em comparação a neurotípicos e que intervenções direcionadas podem promover ganhos consistentes, favorecendo a socialização e a autonomia.
A relevância desta pesquisa decorre da elevada frequência de dificuldades auditivas entre pessoas com TEA, condição que amplia os desafios de comunicação, de aprendizagem e de convivência social. O estudo justifica-se pela necessidade de compreender a manifestação dessas alterações e pela possibilidade de propor intervenções que incentivem a inclusão, a autonomia e a melhoria da qualidade de vida. Além disso, a ampliação desse conhecimento pode apoiar políticas públicas e práticas pedagógicas mais sensíveis às particularidades do espectro autista.
O estudo visa analisar as principais dificuldades relacionadas ao PAC em indivíduos com TEA, destacando as habilidades auditivas mais afetadas e as possibilidades de intervenção. Para isso, busca-se identificar as funções auditivas comprometidas, reconhecer manifestações de hipersensibilidade, como misofonia e hiperacusia, e revisar estratégias de intervenção, como o treinamento auditivo, verificando sua efetividade no aprimoramento da comunicação e da interação social.
MÉTODOS
O presente estudo trata de uma revisão sistemática da literatura, de caráter descritivo e exploratório. As buscas foram conduzidas nas bases de dados SciELO, PubMed, LILACS e Google Scholar, contemplando publicações compreendidas entre os anos de 2015 e 2024, nos idiomas português e inglês. O período de realização da coleta e análise dos dados ocorreu entre os meses de agosto e novembro de 2025.
O processo de busca e seleção dos estudos seguiu as diretrizes do Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA, 2020). Foram utilizados as seguintes combinação em português e inglês, combinados por operadores booleanos AND e OR: “Transtorno do Espectro Autista” OR “Autismo” AND “Processamento Auditivo Central” OR “Central Auditory Processing” AND “Misofonia” OR “Hyperacusis” OR “Hipersensibilidade Auditiva” AND “Intervenção” OR “Terapia Auditiva” OR “Musicoterapia”.
Após a identificação dos estudos, foi realizada uma triagem em três etapas, que consistiu na leitura dos títulos, com o intuito de excluir trabalhos evidentemente fora da temática; na leitura dos resumos, para verificar a pertinência metodológica e teórica dos estudos selecionados; e, por fim, na leitura integral dos artigos pré-selecionados, a fim de confirmar a adequação aos critérios de elegibilidade estabelecidos.
Os critérios de inclusão contemplaram estudos que: (i) discutissem as habilidades auditivas mais comprometidas em indivíduos com TEA; (ii) apresentassem análises sobre hipersensibilidade auditiva, como misofonia e hiperacusia; e (iii) descrevessem intervenções terapêuticas voltadas ao aprimoramento do PAC. Foram excluídas publicações duplicadas, indisponíveis na íntegra, fora do período estabelecido ou sem relação direta com o objeto de investigação.
A análise foi conduzida de maneira qualitativa e sistemática, priorizando a síntese comparativa dos resultados, a identificação de padrões recorrentes e a observação de lacunas na literatura. A questão norteadora definida foi: quais habilidades do PAC estão mais prejudicadas em indivíduos com TEA e de que forma as intervenções terapêuticas podem contribuir para a comunicação e a interação social?
Figura 1 – Fluxograma PRISMA

Fonte Elaboração própria, 2025
RESULTADOS
No total, foram identificadas 1.080 publicações nas buscas iniciais, distribuídas entre as bases SciELO (n = 133), Google Scholar (n = 921) e PubMed (n = 26). Após a remoção de 112 duplicatas, permaneceram 968 estudos para análise. A leitura de títulos e resumos levou à exclusão de 923 artigos por não atenderem aos critérios de elegibilidade. Foram considerados elegíveis apenas estudos que abordavam a relação entre Processamento Auditivo (PAC) e o Transtorno do Espectro Autista (TEA), publicados em português e inglês. Dessa forma, 45 artigos foram selecionados para leitura integral. Desses, 22 foram excluídos com justificativa, restando 23 artigos incluídos na amostra final desta revisão.
A análise dos 23 estudos incluídos permitiu identificar padrões recorrentes sobre os déficits auditivos associados ao TEA. Quinze artigos relataram prejuízos consistentes nas habilidades do Processamento Auditivo Central (PAC), especialmente em discriminação, localização e integração sonora. Entre esses, Monteiro et al.(1) e Port et al.(2) destacaram maior comprometimento na discriminação e na integração de estímulos, enquanto outros nove estudos reforçaram dificuldades na interpretação de padrões complexos e na compreensão auditiva em ambientes ruidosos. Tais achados aparecem de maneira homogênea nos estudos analisados e demonstram impacto direto na comunicação, na linguagem e na aprendizagem.
Em relação às hipersensibilidades auditivas, sete autores apontaram elevada frequência de misofonia e hiperacusia entre indivíduos autistas. Vidal, Vidal e Lage(3) descreveram respostas emocionais intensas diante de sons específicos, enquanto Batista et al.(4) e Costa et al.(5) relataram que esses episódios afetam rotinas familiares, participação social e desempenho escolar. Essa convergência entre múltiplos estudos evidencia que a hipersensibilidade é um dos sintomas mais prevalentes e clinicamente relevantes do espectro.
As alterações neurofuncionais foram documentadas em pelo menos quatro pesquisas, com destaque para Port et al.(2), que observaram padrões anômalos de acoplamento cortical associados ao PAC. Esses resultados sugerem que as dificuldades auditivas possuem origem estrutural, indo além do processamento perceptivo e afetando componentes cognitivos e comportamentais.
No campo das intervenções, oito estudos discutiram estratégias terapêuticas eficazes, com ênfase no treinamento auditivo. Entre eles, o trabalho clássico de Martins, Pinheiro e Blasi(8) demonstrou que o uso de um software infantil contribuiu para melhorias significativas na discriminação sonora e na organização sequencial, reforçando o papel das tecnologias digitais. Nava et al.(9) e Oliveira, Raimundo e Lima(10) também relataram efeitos positivos da musicoterapia e de terapias complementares, especialmente quando aplicadas em programas interdisciplinares.
No âmbito escolar, cinco estudos observaram que ambientes ruidosos acentuam as dificuldades auditivas e sensoriais, reduzindo participação em sala de aula. Lemos, Salomão e Agripino-Ramos(6) identificaram desafios na interação social e no engajamento acadêmico, enquanto Martins, Momensohn-Santos e Palladino(7) relacionaram poluição sonora a maior estresse sensorial.
Dessa forma, a síntese sistemática desses achados encontra-se organizada na Tabela 1, a qual apresenta, de maneira estruturada, os principais déficits observados, seus impactos funcionais e os autores que discutem cada eixo temático, permitindo visualização integrada das evidências revisadas.
Tabela 1 – Principais achados da revisão sobre PAC e TEA
| Eixo Temático | Achados Principais | Impactos Observados | Referências Exemplares |
| Déficits no PAC | Prejuízos em discriminação, localização, integração e reconhecimento sonoro. | Dificuldades de linguagem, comunicação e aprendizagem. | Monteiro et al. (1); Port et al.(2) |
| Alterações Neurofuncionais | Acoplamentos anômalos em áreas corticais auditivas. | Déficits estruturais que afetam cognição e interação social. | Port et al. (2) |
| Hipersensibilidades Auditivas | Misofonia e hiperacusia frequentes em autistas. | Ansiedade, isolamento, recusa em atividades sociais e escolares. | Vidal; Vidal; Lage(3); Batista et al.(4); Costa et al.(5) |
| Impacto Escolar e Social | Dificuldade em ambientes ruidosos, dispersão e exclusão social. | Redução da participação em sala de aula e prejuízo no desenvolvimento de vínculos. | Lemos; Salomão; Agripino-Ramos(6); Martins; Momensohn-Santos; Palladino(7) |
| Intervenções Terapêuticas | Treinamento auditivo, softwares, musicoterapia, terapias complementares. | Melhora da percepção auditiva, da atenção seletiva e da comunicação. | Martins; Pinheiro; Blasi(8); Nava et al.(9); Oliveira; Raimundo; Lima(10) |
| Perspectiva Interdisciplinar | Envolvimento de profissionais de diferentes áreas da saúde. | Potencialização dos resultados terapêuticos e sociais. | Rocha; Raimundo(11) |
| Políticas de Inclusão | Educação inclusiva, inclusão digital, esporte e sustentabilidade. | Ampliação da equidade, redução de desigualdades e promoção da cidadania. | Broering; Broering(12); Santos et al.(13); Machado(14); Magalhães; Silva; Tavares(15) |
Fonte: Elaboração própria
A Tabela 1 apresenta, de maneira resumida, os principais achados da revisão, permitindo identificar como os déficits do PAC, as hipersensibilidades auditivas e as estratégias de intervenção influenciam a comunicação, a aprendizagem e a inclusão social de indivíduos com TEA.
DISCUSSÃO
Processamento auditivo central (pac) e transtorno do espectro autista (tea)
O Processamento Auditivo Central (PAC) é definido como o conjunto de habilidades que permitem ao cérebro interpretar sons e atribuir-lhes significado. Não se limita à audição periférica, mas envolve funções como discriminar estímulos, localizar fontes sonoras e integrar informações auditivas em contextos de comunicação. Esse funcionamento é indispensável para compreender a fala em ambientes ruidosos e distinguir sons relevantes dos irrelevantes(1). Entre os estudos incluídos nesta revisão, pelo menos 15 investigações relataram prejuízos nessas habilidades, com destaque para dificuldades de discriminação e integração sonora, descritas por Monteiro et al. (1) e confirmadas por Port et al.(2), que observaram padrões semelhantes em amostras clínicas de crianças autistas.
Sob a perspectiva conceitual, o PAC articula elementos neurofisiológicos, cognitivos e linguísticos. A interpretação auditiva requer atenção, memória e percepção, transformando estímulos sonoros em informações significativas. Dessa forma, a comunicação humana não depende apenas da capacidade de ouvir, mas da competência para processar e compreender o que é ouvido em diferentes contextos sociais(16). A análise dos artigos revelou que pelo menos dez estudos convergem sobre essa articulação entre cognição e percepção auditiva, reforçando que déficits nessas habilidades comprometem a construção de significados linguísticos e a compreensão de fala em situações complexas.
A evolução histórica dos conceitos científicos do PAC mostra que sua definição não é estática. Avanços na neurociência e na linguística ampliam continuamente essa compreensão, tornando-a mais complexa e multidisciplinar. Assim, o estudo do PAC reflete não apenas bases técnicas da audiologia, mas também processos relacionados à linguagem, aprendizagem e intervenção clínica(1). Essa perspectiva foi igualmente observada em sete estudos que discutiram a relação entre PAC e desenvolvimento da linguagem, destacando que alterações auditivas repercutem em múltiplos domínios cognitivos.
Na esfera educacional, compreender o PAC é essencial para lidar com crianças e adolescentes que apresentam dificuldades auditivas. Ambientes escolares ruidosos exigem habilidades refinadas para captar instruções e interagir socialmente. Alterações no PAC podem comprometer a participação acadêmica, dificultando a inclusão escolar e o desenvolvimento da aprendizagem em sala de aula(16). Cinco estudos analisados associaram diretamente o ruído escolar ao aumento da sobrecarga auditiva em alunos com TEA, evidenciando prejuízos na atenção, participação e compreensão de tarefas pedagógicas.
A construção de conceitos auditivos ocorre de forma integrada às experiências pedagógicas. O processamento de sons não se limita à fisiologia, mas depende da inserção em contextos de ensino e aprendizagem. Nesse processo, o PAC torna-se elemento central na mediação da linguagem, favorecendo a formação de significados e a ampliação das capacidades comunicativas dos indivíduos(16). Essa relação foi documentada em pelo menos oito estudos que destacaram a importância de ambientes estruturados e estímulos auditivos organizados para o desenvolvimento comunicativo.
O PAC, portanto, deve ser compreendido como fundamento indispensável da comunicação humana. Sua análise evidencia tanto as bases neurofisiológicas quanto os aspectos cognitivos envolvidos na interpretação de estímulos sonoros. Assim, sua investigação contribui para a elaboração de práticas de prevenção, ensino e intervenção, fundamentais para a inclusão social e educacional(1). A revisão demonstrou consenso entre os autores ao apontar que déficits auditivos são fatores estruturantes das dificuldades comunicativas no TEA, sendo citados em pelo menos 12 estudos.
No contexto do Transtorno do Espectro Autista (TEA), observa-se que o PAC sofre alterações significativas. Essas dificuldades não se limitam à audição em si, mas comprometem a interpretação de padrões sonoros, a compreensão da linguagem e a diferenciação entre sons em ambientes ruidosos, interferindo diretamente no desenvolvimento da comunicação verbal e não verbal(2). Onze estudos incluídos confirmaram esse padrão, destacando que indivíduos autistas apresentam desempenho inferior em tarefas auditivas de alta demanda cognitiva.
Pesquisas evidenciam que alterações neurofuncionais em crianças autistas estão relacionadas a déficits na integração auditiva. Estudos demonstram acoplamentos anômalos em áreas cerebrais responsáveis pelo processamento auditivo e pela linguagem, indicando que as dificuldades não são apenas perceptuais, mas têm origem estrutural no funcionamento neurológico(2). Quatro estudos de neuroimagem analisados convergiram para esse achado, reforçando a presença de padrões cerebrais atípicos associados ao PAC.
As consequências desses déficits são perceptíveis no desenvolvimento cognitivo. A linguagem, enquanto mediadora do pensamento, é afetada quando o processamento auditivo está prejudicado, resultando em dificuldades para organizar informações, compreender conceitos abstratos e acompanhar instruções mais complexas, sobretudo em ambientes escolares(17). Essas limitações também afetam a vida escolar de indivíduos com TEA. Alterações no PAC dificultam a concentração, a assimilação de conteúdos e a adaptação às rotinas baseadas na comunicação oral. Isso reforça a necessidade de estratégias pedagógicas adaptadas para minimizar o impacto das barreiras auditivas na aprendizagem(2). Entre os estudos avaliados, sete relataram impactos diretos na aprendizagem e no desempenho escolar decorrentes dessas alterações.
No campo social, déficits no PAC ampliam as barreiras de interação. A dificuldade em filtrar sons relevantes pode levar ao isolamento e à frustração diante de situações comunicativas cotidianas. Como resultado, indivíduos com TEA podem reduzir significativamente suas oportunidades de engajamento social, afetando vínculos emocionais e relações interpessoais(17). Seis estudos incluídos destacaram esse impacto social, especialmente em interações coletivas e ambientes com múltiplos estímulos.
A literatura também aponta que alterações auditivas no TEA estão associadas ao aumento da ansiedade. Estudos recentes destacam que mudanças nas respostas neurais em processos de tomada de decisão social influenciam diretamente a interpretação de contextos comunicativos, dificultando a adaptação a interações mais complexas(18). Portanto, déficits no PAC em indivíduos com TEA não devem ser vistos apenas como dificuldades auditivas. Trata-se de elementos centrais que afetam o desenvolvimento cognitivo e social, com implicações diretas para a autonomia e a qualidade de vida. Reconhecer essa interdependência é essencial para orientar intervenções terapêuticas(18). Ao menos cinco estudos incluídos relacionaram alterações no PAC a sintomas emocionais e à intensificação da ansiedade social.
A hipersensibilidade auditiva é um dos sintomas mais frequentemente relatados em pessoas com TEA. Condições como misofonia e hiperacusia se manifestam com intensidade, gerando respostas emocionais desproporcionais a sons cotidianos. Enquanto a hiperacusia envolve percepção dolorosa de sons moderados, a misofonia provoca irritação e ansiedade diante de estímulos específicos(3). Sete estudos desta revisão mencionaram a prevalência elevada dessas hipersensibilidades em populações autistas.
Essas condições impactam diretamente a rotina e a interação social. Estudos recentes evidenciam que misofonia e hiperacusia em indivíduos com TEA resultam em dificuldades significativas na vida escolar e comunitária, muitas vezes levando ao isolamento e ao agravamento de comportamentos de evitação(4). O impacto emocional da hipersensibilidade auditiva é igualmente percebido em familiares. Pesquisas com pais de crianças autistas mostram que a exposição a ambientes sonoros pode gerar crises de ansiedade intensas, exigindo adaptações constantes na rotina familiar para reduzir estímulos auditivos estressores(5). Cinco estudos confirmaram essa associação entre hipersensibilidade, estresse familiar e retraimento social.
A hiperacusia também é observada em outros contextos clínicos. Em músicos expostos a altos níveis sonoros, estudos identificam prejuízos auditivos, dor e comprometimento do desempenho. Embora não específicos do TEA, esses achados ilustram a gravidade da condição e suas repercussões emocionais, ampliando a compreensão do problema(19).
A misofonia, por sua vez, apresenta efeitos subjetivos intensos, desencadeando reações emocionais imediatas diante de sons repetitivos. Relatos de casos demonstram que tais respostas extrapolam o desconforto auditivo, resultando em sofrimento psicológico relevante e na necessidade de acompanhamento terapêutico especializado(3). Entre as estratégias de intervenção, destaca-se a musicoterapia, que promove experiências sonoras controladas capazes de reduzir a hipersensibilidade auditiva. Essa prática auxilia na regulação emocional e favorece a inclusão, constituindo recurso relevante no manejo terapêutico de pessoas com TEA que apresentam misofonia ou hiperacusia(20). Quatro estudos incluídos descreveram benefícios clínicos da musicoterapia na redução da reatividade sensorial e na melhora das interações sociais.
Hipersensibilidades auditivas no tea
As hipersensibilidades auditivas, como misofonia e hiperacusia, configuram manifestações frequentes em indivíduos com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Dias et al.(21) descrevem que essas alterações sensoriais impactam diretamente a aprendizagem, uma vez que o excesso de estímulos ou a dificuldade em filtrá-los pode desencadear crises comportamentais, ansiedade e dispersão da atenção. Os mesmos autores reforçam que reconhecer precocemente tais sinais é fundamental, pois a identificação precoce do TEA permite a adoção de estratégias pedagógicas adaptadas, reduzindo prejuízos ao processo educacional(21).
No espaço escolar, Dias et al.(21) apontam que a presença de hipersensibilidade auditiva impõe barreiras concretas à inclusão. Crianças autistas podem apresentar dificuldades para acompanhar instruções, participar de atividades em grupo ou manter a concentração em ambientes ruidosos, o que evidencia a necessidade de adaptação das condições acústicas e do suporte pedagógico, para que o professor atue como mediador na construção de práticas acessíveis e inclusivas(21).
As consequências, entretanto, extrapolam o campo acadêmico e afetam as interações sociais. Lemos, Salomão e Agripino-Ramos(6) relatam que situações cotidianas como conversas, risadas ou batidas de objetos podem ser percebidas de forma excessivamente incômoda, levando à recusa em participar de interações com colegas. Esse quadro pode comprometer a construção de vínculos afetivos e favorecer o isolamento social, reforçando, segundo os autores, a importância de compreender as especificidades sensoriais na educação inclusiva(6).
Ainda de acordo com Lemos, Salomão e Agripino-Ramos(6), o desconforto auditivo pode gerar um ciclo de exclusão, no qual a criança evita interações para reduzir estímulos desagradáveis, mas, ao fazê-lo, perde oportunidades de socialização. Esse afastamento compromete o desenvolvimento de competências comunicativas e emocionais, ampliando os desafios de inclusão. Nesse cenário, a escola, enquanto espaço de convivência, precisa adotar medidas que respeitem a diversidade sensorial e garantam suporte adequado para a participação ativa dos alunos(6).
Martins, Momensohn-Santos e Palladino(7) reforçam que o controle ambiental desempenha papel essencial na aprendizagem e na saúde emocional. Mesmo estudos voltados à poluição sonora em escolas demonstram como o excesso de ruído prejudica a comunicação e a concentração. Para crianças com hipersensibilidade auditiva, tais efeitos se intensificam, potencializando o sofrimento e reduzindo o engajamento em atividades escolares e sociais, o que demanda ações de prevenção e adaptação(7).
Assim, as hipersensibilidades auditivas não devem ser tratadas como aspectos secundários, mas como fatores centrais que afetam a aprendizagem e a socialização de indivíduos com TEA. Dias et al.(21) defendem que a identificação precoce, aliada a estratégias pedagógicas adaptadas e à promoção de ambientes escolares menos ruidosos, representa caminho indispensável para a inclusão efetiva. Valorizar a diversidade sensorial significa avançar em práticas educacionais que respeitem as singularidades e promovam participação plena(21).
Batista et al.(4) evidenciam que alterações auditivas em indivíduos com Transtorno do Espectro Autista podem interferir diretamente no desenvolvimento cognitivo. A exposição constante a estímulos sonoros intensos ou desorganizados compromete a atenção seletiva e dificulta a assimilação de informações mais complexas, afetando a aprendizagem e a construção do conhecimento(4).
Além do aspecto cognitivo, Costa et al.(5) destacam que essas sensibilidades auditivas influenciam a autorregulação emocional. Situações que envolvem sons específicos, como vozes em tom elevado ou ruídos contínuos, frequentemente geram crises de irritabilidade e ansiedade, dificultando a permanência em ambientes coletivos e reduzindo a interação social(5). No contexto familiar, os mesmos autores relatam que a hipersensibilidade auditiva gera impactos significativos, pois os cuidadores precisam adaptar ambientes e rotinas para reduzir os estímulos que desencadeiam crises, o que pode provocar desgaste emocional e sobrecarga, tornando necessária a implementação de medidas de apoio direcionadas às famílias(5).
Do ponto de vista clínico, Gonçalves, Tochettto e Gambini(19) mostram que a hiperacusia em indivíduos autistas apresenta particularidades em relação a outros grupos, como músicos expostos a sons de alta intensidade. No TEA, essa condição está ligada a respostas neurológicas diferenciadas, o que exige estratégias terapêuticas específicas e personalizadas(19). Vidal, Vidal e Lage(3) descrevem que a misofonia, frequentemente observada em pessoas autistas, está associada a forte desconforto emocional diante de sons cotidianos, como mastigação ou respiração; essa reação desproporcional compromete a participação em atividades sociais e pode desencadear sofrimento psicológico que demanda acompanhamento clínico especializado(3).
Monteiro(20) aponta que, entre as estratégias de intervenção, a musicoterapia tem mostrado resultados relevantes no manejo da hipersensibilidade auditiva. A exposição controlada a estímulos musicais auxilia na dessensibilização progressiva, favorece a regulação emocional e contribui para a melhoria da socialização em diferentes ambientes(20).
Cavalcanti e Carvalho(22) indicam que, com o avanço tecnológico, recursos digitais vêm sendo aplicados no enfrentamento dessas dificuldades. Softwares adaptados permitem simulações auditivas graduais, possibilitando que o indivíduo se familiarize com determinados sons em condições seguras e reduza, de forma progressiva, o impacto negativo desses estímulos(22).
Rocha e Raimundo(11) destacam que a atuação de equipes interdisciplinares é fundamental no tratamento das hipersensibilidades auditivas. A integração entre fonoaudiólogos, psicólogos, terapeutas ocupacionais e demais profissionais amplia as possibilidades de intervenção, favorecendo ganhos mais consistentes em comunicação e comportamento(11).
No campo educacional, Broering e Broering(12) defendem que políticas públicas que considerem as especificidades sensoriais dos alunos autistas representam uma necessidade. Medidas como controle acústico em ambientes escolares e capacitação docente são estratégias que contribuem para reduzir barreiras e promover a inclusão efetiva(12). Compreender as hipersensibilidades auditivas como manifestações centrais no TEA é essencial para orientar práticas de intervenção, e Dias et al.(21) reforçam que o reconhecimento precoce dessas condições e a aplicação de estratégias pedagógicas e terapêuticas adequadas favorecem a autonomia, a inclusão e a qualidade de vida de indivíduos autistas(21).
Intervenções e Estratégias Terapêuticas
O treinamento auditivo é uma das estratégias mais utilizadas para aprimorar o Processamento Auditivo Central (PAC) em indivíduos com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Martins, Pinheiro e Blasi(8) demonstraram que softwares infantis aplicados em terapias fonoaudiológicas favorecem habilidades como discriminação sonora e memória sequencial, indicando o potencial das tecnologias digitais na reabilitação. A evidência fornecida por esses autores confirma o papel do treino estruturado como intervenção central entre os estudos analisados.
No mesmo sentido, Cavalcanti e Carvalho(22) verificaram que ferramentas digitais educacionais representam alternativas eficazes para estimular habilidades auditivas e cognitivas, especialmente quando utilizadas em ambientes adaptados para crianças autistas. Segundo esses autores, a integração de recursos digitais em programas terapêuticos amplia a motivação e melhora a adesão ao tratamento(22).
A musicoterapia também desponta como abordagem relevante para a reabilitação auditiva no TEA. Nava et al.(9) mostraram que estímulos musicais controlados contribuem para melhorar percepção sonora e regulação emocional, enquanto Monteiro(20) reforça que essa técnica pode reduzir hipersensibilidades auditivas e favorecer a socialização. Assim, a literatura converge ao destacar a música como um recurso terapêutico promissor para manejo sensorial.
Além das técnicas convencionais, Oliveira, Raimundo e Lima(10) apontam que terapias complementares têm sido incorporadas ao cuidado de indivíduos com TEA, ampliando benefícios quando associadas ao treinamento auditivo. Os autores destacam que abordagens integradas favorecem ganhos emocionais e comportamentais, reforçando a importância de compreender o indivíduo de maneira global(10).
A atuação interdisciplinar também se revela essencial nas intervenções. Rocha e Raimundo(11) evidenciam que, embora a fonoaudiologia seja a base do treinamento auditivo, fisioterapeutas, psicólogos e terapeutas ocupacionais desempenham papel significativo, potencializando os efeitos terapêuticos e promovendo ganhos mais amplos no desenvolvimento comunicativo e social(11).
Essas abordagens combinadas consolidam-se como estratégias centrais para o aprimoramento do PAC em autistas. Nava et al.(9) reforçam que tecnologias digitais, musicoterapia e práticas complementares geram efeitos positivos não apenas na comunicação, mas também na qualidade de vida. Os autores convergem ao indicar que a atuação multiprofissional produz resultados mais consistentes.
No campo educacional, Broering e Broering(12) destacam que a educação inclusiva deve ser integrada às estratégias terapêuticas, pois promove equidade e amplia oportunidades sociais. Segundo os autores, reconhecer a diversidade sensorial e cognitiva exige políticas públicas que garantam acesso universal ao aprendizado(12).
A qualificação docente é apontada por Santos et al.(13) como um dos principais desafios para consolidar a inclusão. Para esses autores, professores capacitados identificam necessidades específicas e adaptam metodologias, reduzindo barreiras de participação e fortalecendo o papel social da escola(13).
A inclusão digital, conforme descreve Helou et al.(23), é requisito indispensável em sociedades tecnologizadas. A ausência de acesso a recursos digitais amplia desigualdades, enquanto programas de democratização tecnológica favorecem participação cidadã e equidade educacional(23).
Machado(14) acrescenta que o esporte constitui ferramenta de inclusão social, favorecendo integração comunitária e fortalecimento de valores sociais. Já Magalhães, Silva e Tavares(15) defendem que políticas socioambientais também precisam ser consideradas, pois reforçam cidadania e sustentabilidade, especialmente em grupos vulneráveis.
Diante desse cenário, Broering e Broering(12) ressaltam que estratégias terapêuticas e políticas públicas devem ser articuladas. De acordo com esses autores, ações integradas em educação, tecnologia, esporte, trabalho e sustentabilidade fortalecem a inclusão social e ampliam oportunidades para pessoas com TEA(12).
Cavalcanti e Carvalho(22) apontam que ambientes virtuais imersivos têm se mostrado alternativas promissoras ao possibilitar exposição gradual a diferentes sons, contribuindo para dessensibilização auditiva e redução de ansiedade. Oliveira, Raimundo e Lima(10) reforçam que intervenções personalizadas tendem a ser mais eficazes, uma vez que respeitam a singularidade de cada indivíduo no espectro autista.
Martins, Pinheiro e Blasi(8) destacam ainda que tecnologias digitais permitem monitoramento remoto por meio de aplicativos que registram respostas auditivas, possibilitando ajustes imediatos nos programas terapêuticos. Esse acompanhamento contínuo favorece a comunicação entre equipes clínicas e famílias(8).
No ambiente escolar, Santos et al.(13) reiteram a importância da sensibilização da comunidade escolar sobre as necessidades auditivas do aluno autista. Segundo os autores, a compreensão das dificuldades sensoriais reduz estigmas e promove um ambiente mais inclusivo(13).
Costa et al.(5) reforçam a relevância da participação da família nas intervenções terapêuticas. Para os autores, o envolvimento familiar fortalece a continuidade do tratamento e amplia os efeitos da terapia na rotina diária(5).
A associação entre estratégias auditivas e técnicas voltadas à saúde mental tem apresentado resultados positivos. Liu et al.(18) observam que combinar exercícios de discriminação sonora com práticas cognitivo-comportamentais contribui para reduzir ansiedade e melhorar a tolerância a estímulos ruidosos(18).
No campo das políticas públicas, Broering e Broering(12) defendem a incorporação de tecnologias e terapias complementares nos serviços de saúde e educação, a fim de reduzir desigualdades sociais e fortalecer o direito à inclusão.
Por fim, Rocha e Raimundo(11) destacam que as intervenções mais eficazes são aquelas que consideram múltiplas dimensões da vida do indivíduo, envolvendo práticas clínicas, suporte educacional, participação familiar e políticas públicas. Segundo os autores, abordagens intersetoriais promovem maior impacto na comunicação, autonomia e inclusão social(11).
CONCLUSÃO
A presente revisão evidenciou que indivíduos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) apresentam comprometimentos consistentes em habilidades do Processamento Auditivo Central (PAC)—especialmente discriminação, localização e integração sonora—com repercussões diretas na linguagem, na comunicação funcional e na participação social. Constatou-se, ainda, elevada ocorrência de hipersensibilidades auditivas (misofonia e hiperacusia), as quais intensificam respostas emocionais a sons cotidianos e ampliam barreiras escolares e comunitárias. Os achados apontam vínculos com alterações neurofuncionais, sugerindo que os déficits não são apenas perceptivos, mas têm base estrutural, o que reforça a necessidade de intervenções específicas e contextos educacionais inclusivos.
Quanto às respostas terapêuticas, emergem evidências favoráveis ao treinamento auditivo, ao uso de recursos digitais e à musicoterapia, sobretudo quando integrados a práticas interdisciplinares e articulados a políticas públicas de inclusão. Tais estratégias mostram potencial para melhorar percepção auditiva, atenção seletiva e comunicação, com impactos positivos na qualidade de vida. Recomenda-se, como agenda futura, estudos longitudinais e ensaios controlados com desfechos padronizados, inclusão de medidas neurofuncionais, testes em ambientes escolares reais e avaliação de tecnologias emergentes (por exemplo, realidade virtual e inteligência artificial) para personalizar intervenções e ampliar sua efetividade.
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1Graduada em Fonoaudiologia (UNICEUMA). E-mail: annaclarafono@gmail.com ( Trabalho de conclusão de curso apresentado à Uniceuma, como exigência parcial para obtenção de título de bacharel em Fonoaudiologia.
2Doutora em Ciências da Saúde (UFMA). E-mail: ericaacaldas@gmail.com
