REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511151431
Rosilda Felisardo Cordeiro Jardim
Rakeline da Silva Miglio
Quezia Costa Azevedo
Karen Amanda Carvalho dos Santos
Glória Letícia Oliveira Gonçalves Lima
Sirley Costa de Barros
Roberta Alves da Silva
Larissa de Castro Magalhães Teixeira
Erick Bruno Monteiro Costa
Orientadora: Prof.ª. Enfª. Sabrina do Socorro Marques de Araújo de Almeida
1. INTRODUÇÃO
1.1. TEMA DE ESTUDO
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA, 2023), o Linfoma de Hodgkin (LH) é um câncer do sistema linfático, caracterizado pela presença das células de Reed-Sternberg. Essa neoplasia é mais prevalente entre adultos jovens, especialmente homens com idades entre 15 e 40 anos, e apresenta um segundo pico de incidência após os 55 anos. Apesar dos avanços terapêuticos que proporcionam altas taxas de cura, Pereira et al. (2021) apontam que aproximadamente 20% dos homens com LH apresentam resistência ao tratamento inicial ou recaídas, o que demanda cuidados paliativos para garantir uma melhor qualidade de vida.
Os cuidados paliativos, de acordo com Who (2020), visam melhorar a qualidade de vida de pacientes com doenças ameaçadoras à vida, proporcionando alívio do sofrimento, controle da dor e manejo das questões físicas, emocionais e espirituais. Souza e Silva (2022) destacam a importância desses cuidados nos estágios avançados da doença, garantindo conforto e dignidade ao paciente, além de fornecer suporte essencial à família.
Carvalho e Freitas (2020) ressaltam o papel fundamental da enfermagem nos cuidados paliativos, com os profissionais da área envolvidos diretamente na administração de terapias para controle da dor, suporte emocional, assistência psicossocial e educação do paciente e seus familiares. Fernandes, Moura e Almeida (2019) enfatizam que a humanização do atendimento e a adoção de uma abordagem multidisciplinar contribuem para a melhor aceitação da doença e do prognóstico, reduzindo a angústia e promovendo um maior bem-estar ao paciente.
A atuação da enfermagem na promoção da qualidade de vida dos pacientes com LH é essencial. Segundo Silva e Costa (2021), estratégias educativas, orientações familiares e suporte sintomático são fundamentais para a assistência qualificada. Santos et al. (2022) destacam que os enfermeiros desempenham um papel central na avaliação e aplicação de protocolos de alívio da dor e na gestão emocional, impactando diretamente a adaptação dos pacientes à doença. Oliveira e Martins (2023) afirmam que intervenções personalizadas, como escuta ativa e suporte psicossocial, influenciam positivamente a resposta emocional dos pacientes, reduzindo o sofrimento e promovendo maior conforto.
Estudos recentes reforçam a necessidade de aprimorar as diretrizes assistenciais, visando uma abordagem mais assertiva e humanizada, baseada em evidências científicas. A evolução dos cuidados paliativos têm se concentrado na individualização do tratamento, buscando oferecer intervenções cada vez mais personalizadas.
Neste contexto, o presente estudo visou realizar uma revisão integrativa da literatura sobre as intervenções de enfermagem em cuidados paliativos para homens diagnosticados com Linfoma de Hodgkin, destacando a importância dessas ações no alívio do sofrimento, na melhoria da qualidade de vida e no suporte emocional desses pacientes.
1.2. JUSTIFICATIVA
A escolha do presente tema surgiu a partir de experiências vivenciadas tanto no âmbito familiar quanto profissional, que evidenciaram a importância de um olhar mais atento e aprofundado sobre os desafios enfrentados por pacientes diagnosticados com LH. Essas vivências despertaram a necessidade de compreender com mais sensibilidade e precisão as particularidades e demandas de cada indivíduo diante dessa condição. Ao delimitar o tema, identificou-se uma notável escassez de produções acadêmicas e científicas voltadas especificamente para essa temática, o que revela uma fragilidade na literatura disponível. Diante disso, tornou-se evidente a relevância da produção de novos estudos — sejam eles de cunho literário ou científico — como forma de contribuir para o avanço do conhecimento na área, fomentar o debate e subsidiar práticas mais humanizadas e eficazes no cuidado aos pacientes.
O valor deste estudo está na necessidade de aprimorar a assistência de enfermagem em cuidados paliativos para pacientes oncológicos, com foco específico em homens diagnosticados com Linfoma de Hodgkin (LH). De acordo com Silva e Moreira (2021), os cuidados paliativos são fundamentais para o alívio do sofrimento e a promoção de um cuidado integral, humanizado e centrado no paciente. Who (2020) reforça que essa abordagem melhora a qualidade de vida dos pacientes e de seus familiares ao longo da doença.
A complexidade do LH e suas repercussões físicas e emocionais tornam essencial a identificação de intervenções eficazes. Souza e Almeida (2022) argumentam que o manejo adequado dos sintomas, aliado ao suporte emocional e ao acolhimento da família, é determinante para a qualidade da assistência prestada. Além disso, estudos indicam que enfermeiros capacitados podem melhorar significativamente a experiência do paciente e otimizar o manejo da dor e dos sintomas relacionados à progressão da doença (Pereira et al.,2023).
Por fim, este estudo contribuiu para a formação de diretrizes assistenciais baseadas em evidências, fortalecendo a prática clínica. Carvalho e Santos (2021) destacam que a padronização das práticas de enfermagem pode elevar a qualidade da assistência e garantir maior segurança ao paciente. Desta forma, a presente pesquisa se justificou pela necessidade de consolidar intervenções que promovam o bem-estar dos pacientes e possibilitem uma abordagem mais estruturada no campo dos cuidados paliativos.
1.3. PROBLEMÁTICA
O Linfoma de Hodgkin representa um desafio significativo no contexto oncológico, especialmente no que tange às intervenções de enfermagem em cuidados paliativos. Inca (2023) aponta que, apesar dos avanços no tratamento, uma parcela dos pacientes homens com LH apresenta resistência terapêutica ou recidiva, o que evidencia a necessidade de cuidados paliativos eficazes. Who (2020) reforça que o acesso a esses cuidados ainda é limitado em diversas realidades clínicas, comprometendo a qualidade de vida dos pacientes.
A literatura demonstra que a enfermagem desempenha um papel central nesse contexto, garantindo suporte sintomático, controle da dor e assistência psicossocial (Carvalho e Freitas, 2020). No entanto, Santos et al. (2022) destacam que a ausência de protocolos padronizados e a escassez de diretrizes específicas dificultam a implementação de práticas assistenciais eficazes. Além disso, Fernandes, Moura e Almeida (2019) evidenciam que a sobrecarga dos profissionais de enfermagem pode comprometer a qualidade do cuidado prestado, reforçando a necessidade de treinamentos e capacitações contínuas.
Diante dessa problemática, o presente estudo buscou investigar quais são as principais intervenções de enfermagem que efetivamente contribuem para a qualidade de vida de homens diagnosticados com LH, fornecendo subsídios para aprimoramento das práticas assistenciais baseadas em evidências.
Dessa forma elaborou-se as seguintes questões norteadoras;
A. Quais as principais intervenções de enfermagem nos cuidados paliativos para homens com Linfoma de Hodgkin?
B. Quais os principais diagnósticos de enfermagem aplicados aos cuidados paliativos para homens com Linfoma de Hodgkin?
2. OBJETIVOS
2.1 GERAL
Realizar uma revisão integrativa da literatura sobre as intervenções de enfermagem em cuidados paliativos para homens diagnosticados com Linfoma de Hodgkin.
2.2 ESPECÍFICOS
Identificar os principais diagnósticos de enfermagem aplicados aos cuidados paliativos para homens com Linfoma de Hodgkin.
Discutir o impacto das intervenções de enfermagem na qualidade de vida dos pacientes homens com Linfoma de Hodgkin.
3. REFERENCIAL TEÓRICO
3.1. CONCEITO DO LINFOMA DE HODGKIN EM HOMENS
O Linfoma de Hodgkin é um câncer hematológico raro que se origina nos linfonodos e é caracterizado pela presença das células de Reed-Sternberg, células gigantes multinucleadas que distinguem este tipo de linfoma de outros cânceres hematológicos (Smith et al., 2020). Segundo Silva et al. (2021), a doença afeta principalmente homens jovens entre 15 e 40 anos, além de um segundo pico de incidência em idosos, sendo responsável por cerca de 10% de todos os linfomas.
Tipos de Linfoma de Hodgkin (ABRALE, 2024), Linfoma de Hodgkin Clássico (LHC):Esclerose Nodular: O subtipo mais comum, predominante em jovens adultos, caracterizado por bandas de tecido cicatricial nos linfonodos, geralmente afetando o mediastino; Celularidade Mista: Comum em idosos, associado ao vírus Epstein-Barr é composto por diferentes tipos de células; Rico em Linfócitos: Subtipo raro, geralmente com bom prognóstico; Depleção Linfocitária: Raro e mais agressivo, predominante em pacientes imunossuprimidos. Linfoma de Hodgkin com Predominância Linfocitária Nodular (LHPN): Caracterizado por células “em pipoca”, é menos agressivo e tratado de forma distinta dos subtipos clássicos.
FIGURA 1 – CÉLULAS DE REED-STERNBERG CARACTERÍSTICAS DO LINFOMA DE HODGKIN

Fonte: Revista ABRALE – Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (2024)
Os sintomas típicos incluem linfonodomegalia indolor, febre, sudorese noturna e perda de peso inexplicada (Oliveira; Souza, 2019). O diagnóstico é realizado através de biópsia excisional do linfonodo afetado, com análise histopatológica e imunohistoquímica (Costa et al., 2022).

Fonte: Jardim & Miglio (2025)
O impacto do diagnóstico nos pacientes e familiares é significativo, exigindo suporte psicológico e cuidados integrais. A literatura destaca que, mesmo com altas taxas de cura nos estágios iniciais, pacientes em estágios avançados podem apresentar recaídas e necessitar de cuidados paliativos (Moraes; Almeida, 2023).
A necessidade de cuidados paliativos surge principalmente em casos avançados ou resistentes ao tratamento, proporcionando qualidade de vida e controle de sintomas (Santos et al., 2024). Os cuidados paliativos incluem controle de dor, alívio de sintomas e suporte emocional, favorecendo um cuidado holístico e humanizado (Barros; Soares, 2023).
Esses cuidados são essenciais para preservar a dignidade e promover qualidade de vida, mesmo diante de um prognóstico desfavorável, ressaltando a importância de uma abordagem multidisciplinar no manejo desses pacientes.
FIGURA 2 – ESTÁGIOS DO LINFOMA NO CORPO

Fonte: Revista ABRALE – Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (2024)
Na figura 2 podemos classificar o Linfoma de Hodgkin como: Estágio I: o câncer está localizado em um único grupo de linfonodos ou em uma única região do corpo. Estágio II: afeta dois ou mais grupos de linfonodos, mas ainda está limitado a um lado do diafragma (acima ou abaixo). Estágio III: atingiu grupos de linfonodos em ambos os lados do diafragma. Estágio IV: o câncer se disseminou para órgãos fora do sistema linfático, como fígado, ossos, pulmões e/ou medula óssea. Apesar de existirem fatores que aumentam a chance de uma pessoa desenvolver o linfoma de Hodgkin, não significa que todos que foram expostos a eles terão essa doença. (Abrale, 2024)
3.2. CUIDADOS PALIATIVOS NA ENFERMAGEM ONCOLÓGICA
Os cuidados paliativos são um componente essencial no tratamento de pacientes com doenças graves, especialmente no contexto oncológico, onde o objetivo não é a cura, mas a promoção da qualidade de vida e o alívio do sofrimento. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cuidados paliativos vão além do alívio de sintomas físicos, englobando também aspectos emocionais, sociais e espirituais do paciente. Este modelo de cuidado busca proporcionar uma experiência mais digna e menos dolorosa ao paciente durante a fase terminal da doença, envolvendo também sua família de maneira integral. Araújo et al. (2020) afirmam que “os cuidados paliativos são cruciais para oferecer dignidade ao paciente, aliviar o sofrimento e proporcionar um enfrentamento adequado da doença” (p. 45), destacando que o foco está em atender o ser humano em sua totalidade, respeitando suas necessidades e desejos.
Esses cuidados não se restringem a um simples alívio da dor física, mas buscam também aliviar o sofrimento psicológico, social e espiritual do paciente. Barbosa et al. (2022) enfatizam que a abordagem integrada nos cuidados paliativos permite que o paciente, apesar da gravidade da doença, vivencie sua jornada de maneira mais harmônica e com maior qualidade de vida, reduzindo o impacto da doença na sua vivência diária.
O papel da enfermagem nos cuidados paliativos é fundamental, pois os enfermeiros são os profissionais que mais se aproximam do paciente no seu dia a dia, sendo responsáveis pela administração de tratamentos e pela escuta ativa das necessidades do paciente e de sua família. Segundo Bezerra et al. (2021), a enfermagem no contexto paliativo se caracteriza por uma abordagem integral, onde o enfermeiro não apenas administra os cuidados assistenciais necessários, mas também oferece suporte emocional e psicológico, atendendo às necessidades de todo o contexto do paciente. A escuta ativa é uma das ferramentas essenciais para o enfermeiro, que precisa compreender não apenas os sintomas físicos, mas também as angústias e medos que surgem durante o processo de adoecimento terminal.
Figueiredo et al. (2019) destacam que, além dos cuidados técnicos, a comunicação eficaz é vital para que os pacientes e suas famílias possam tomar decisões informadas sobre o tratamento, entendendo as opções e as possíveis consequências de cada escolha. O enfermeiro atua como facilitador nesse processo, promovendo o diálogo entre as equipes de saúde e a família, garantindo que todas as perspectivas sejam ouvidas e respeitadas.
No entanto, a atuação do enfermeiro nos cuidados paliativos também exige habilidades para lidar com as dificuldades emocionais e psicológicas geradas pelo sofrimento constante, tanto do paciente quanto da família. A empatia e o acolhimento contínuo são componentes cruciais dessa prática. Como afirmam Lima e Santos (2023), a enfermagem paliativa precisa ser altamente especializada para lidar com as complexidades que surgem no processo de morte e sofrimento, incluindo a gestão da dor crônica e o apoio psicológico.
A implementação de cuidados paliativos enfrenta diversos desafios, sendo um dos principais a falta de capacitação específica dos profissionais de enfermagem. De acordo com Gonçalves et al. (2022), muitos enfermeiros ainda não têm acesso a programas de formação contínua em cuidados paliativos, o que pode resultar em cuidados incompletos ou inadequados para os pacientes. Este déficit de capacitação compromete a qualidade do atendimento, especialmente no que diz respeito à gestão da dor e ao apoio emocional durante a fase terminal da doença.
Outro desafio significativo é a sobrecarga emocional que os profissionais enfrentam ao lidar com pacientes terminais. A proximidade com a morte e com o sofrimento diário pode gerar estresse emocional, levando ao esgotamento profissional (Burnout). Segundo Pereira e Lima (2021), a falta de suporte psicológico para os enfermeiros que atuam na área de cuidados paliativos é um fator importante que contribui para o desgaste emocional desses profissionais. Além disso, muitos hospitais enfrentam dificuldades logísticas e orçamentárias para fornecer as condições necessárias para um cuidado paliativo de qualidade, o que aumenta a pressão sobre os profissionais da saúde.
A enfermagem humanizada é um dos pilares dos cuidados paliativos, pois trata-se de um cuidado que respeita a dignidade, os valores e a autonomia do paciente. A humanização vai além de cuidados técnicos e envolve o reconhecimento do paciente como um ser único, com suas próprias necessidades, medos e desejos. A prática de enfermagem humanizada requer uma escuta ativa, onde o enfermeiro se coloca como um facilitador no processo de comunicação entre o paciente, a família e a equipe de saúde. Vasconcelos et al. (2021) afirmam que “a enfermagem humanizada contribui significativamente para a construção de um vínculo de confiança, o que fortalece o cuidado oferecido ao paciente e à família” (p. 102).
Esse cuidado humanizado também envolve o respeito às escolhas do paciente em relação ao seu tratamento e à sua jornada de adoecimento, permitindo que ele tenha o direito de tomar decisões informadas sobre sua saúde. Para Oliveira e Costa (2022), a humanização no cuidado paliativo melhora a experiência do paciente, permitindo-lhe vivenciar o processo de adoecimento com mais dignidade e menos sofrimento, respeitando sua autonomia e os seus desejos.
Dessa forma, a enfermagem humanizada é um componente essencial na construção de um ambiente de cuidados paliativos, pois fortalece a relação entre o paciente e a equipe de saúde, contribuindo para uma melhor qualidade de vida, mesmo em um contexto de terminalidade. Esse cuidado implica não apenas em oferecer um tratamento físico adequado, mas também em proporcionar um espaço de acolhimento emocional, onde o paciente e sua família possam encontrar conforto, apoio e entendimento durante todo o processo de adoecimento e falecimento.
4. METODOLOGIA
4.1 TIPO DE PESQUISA
Tratou-se de uma pesquisa qualitativa, do tipo revisão integrativa da literatura, que permitiu reunir e analisar estudos sobre as intervenções de enfermagem em cuidados paliativos para homens com Linfoma de Hodgkin. A abordagem qualitativa mostrou-se apropriada para compreender fenômenos complexos em saúde, permitindo a análise aprofundada de práticas assistenciais. Pitanga (2020) destaca que a pesquisa qualitativa é essencial para estudar fenômenos em contextos naturais, oferecendo uma compreensão detalhada das experiências humanas e sociais no campo da saúde. De acordo com Taquete e Borges (2020), essa abordagem possibilita a exploração das diversas perspectivas dos sujeitos, promovendo uma análise crítica e reflexiva dos contextos envolvidos.
A revisão integrativa, conforme proposto por Mendes et al. (2020), possibilita a síntese de conhecimentos por meio da inclusão de estudos diversos, promovendo uma visão abrangente sobre o tema. Souza et al. (2020) reforçam que a revisão integrativa constitui-se como uma estratégia poderosa para reunir evidências de múltiplos estudos, integrando os conhecimentos disponíveis e proporcionando uma compreensão holística dos fenômenos estudados.
FIGURA 3 – ETAPAS DA REVISÃO INTEGRATIVA

Fonte: Jardim & Miglio (2025)
4.2 FONTES DE DADOS
A coleta de dados foi realizada em bases científicas como PubMed, SciELO, LILACS utilizando descritores como “Doença de Hodgkin”, “Cuidados paliativos em oncologia”, “Intervenções de enfermagem” e “Qualidade de vida”. A pesquisa buscou artigos científicos publicados entre 2019 à 2025, de autores nacionais e internacionais, garantindo a inclusão de estudos atualizados e relevantes para a temática abordada.
4.3 TÉCNICA DE COLETA DE DADOS
A coleta de dados para este estudo foi realizada no período de agosto de 2025 a dezembro de 2025, utilizando os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) e Medical Subject Headings (MeSH) para garantir precisão e abrangência na busca. Foram selecionados descritores como “Doença de Hodgkin”, “Cuidados Paliativos em Oncologia”, “Intervenções de Enfermagem” e “Qualidade de Vida”, que foram cruzados em duplas e trios, com os operadores booleanos “AND” e “OR”. A estratégia de busca seguiu os seguintes cruzamentos: (1) Doença de Hodgkin AND Cuidados Paliativos em Oncologia; (2) Cuidados Paliativos em Oncologia AND Intervenções de Enfermagem; (3) Intervenções de Enfermagem AND Qualidade de Vida; (4) Doença de Hodgkin AND Intervenções de Enfermagem AND Qualidade de Vida.
A pesquisa foi realizada nas bases de dados PubMed, SciELO e LILACS, buscando artigos publicados entre 2019 e 2025, considerando autores nacionais e internacionais para garantir atualidade e relevância ao estudo.
QUADRO 2 – PUBLICAÇÕES DISPONÍVEIS NO PERÍODO DE 2019 A 2025 CONFORME DESCRITORES E BASES DE DADOS

A busca nas bases de dados no período de 2019 a 2025 resultou em um total de 295 artigos relacionados à temática do estudo. Na base SciELO, foram encontrados 18 artigos com a combinação Doença de Hodgkin AND Cuidados Paliativos, 22 artigos com Intervenções de Enfermagem AND Cuidados Paliativos e 15 artigos com Intervenções de Enfermagem AND Qualidade de Vida, totalizando 55 publicações.
Na PubMed, identificaram-se 45 artigos com Doença de Hodgkin AND Cuidados Paliativos, 60 artigos com Intervenções de Enfermagem AND Cuidados Paliativos e 35 artigos com Intervenções de Enfermagem AND Qualidade de Vida, alcançando um total de 140 publicações.
Na base LILACS, foram encontrados 32 artigos com Doença de Hodgkin AND Cuidados Paliativos, 40 artigos com Intervenções de Enfermagem AND Cuidados Paliativos e 28 artigos com Intervenções de Enfermagem AND Qualidade de Vida, totalizando 100 publicações.
FLUXOGRAMA DE PRISMA DA SELEÇÃO DE ARTIGOS INCLUÍDOS NESSA REVISÃO INTEGRATIVA NA SÉRIE HISTÓRICA 2019-2025

Fonte: Jardim & Miglio (2025)
Foi realizada a triagem inicial dos artigos identificados, resultando na exclusão de 190 publicações após a leitura dos títulos. Em seguida, permaneceram 105 artigos selecionados conforme os critérios estabelecidos. Após a análise crítica de títulos e resumos, 70 artigos foram excluídos, restando 20 para leitura na íntegra. Desses, 35 foram excluídos após a leitura completa, culminando em 10 artigos incluídos, que serviram como base para o presente estudo, conforme demonstrado no fluxograma acima.
4.4 TÉCNICA DE ANÁLISE DE DADOS
A técnica de análise dos dados foi feita conforme a abordagem de Sousa e Santos (2020), este método consiste em três etapas fundamentais que garantem rigor metodológico e confiabilidade nos resultados obtidos.
A primeira etapa, chamada de pré-análise, corresponde à organização e leitura flutuante do material, permitindo a identificação dos pontos-chave e o estabelecimento de categorias iniciais. A segunda etapa, denominada exploração do material, envolve a codificação, classificação e categorização das informações, de acordo com os objetivos do estudo, proporcionando um entendimento mais detalhado dos dados coletados. A terceira e última etapa corresponde ao tratamento dos resultados, inferência e interpretação, na qual os dados são analisados criticamente, buscando identificar relações, padrões e significados que respondam às questões de pesquisa.
Essa abordagem metodológica possibilitou uma análise aprofundada das intervenções de enfermagem em cuidados paliativos para homens com Linfoma de Hodgkin, promovendo uma reflexão crítica e subsidiando recomendações para a melhoria do cuidado de enfermagem nesta área.
4.5 CRITÉRIOS DE INCLUSÃO
Foram incluídos neste estudo artigos publicados entre os anos de 2019 e 2025, em língua portuguesa e inglesa, que estavam disponíveis na íntegra. Os artigos selecionados deveriam abordar especificamente intervenções de enfermagem em cuidados paliativos para pacientes diagnosticados com LH. Apenas publicações que atenderam a esses critérios de temporalidade, idioma e conteúdo foram consideradas para a análise.
4.6. CRITÉRIOS DE EXCLUSÃO
Foram excluídos deste estudo os artigos duplicados, as revisões sistemáticas ou de literatura que não apresentaram uma metodologia clara, assim como aqueles que não abordaram especificamente a enfermagem ou os cuidados paliativos. Também foram excluídos artigos que não atenderam ao recorte temporal de 2019 a 2025, garantindo que apenas publicações relevantes e dentro do período estabelecido foram consideradas.
4.7 ASPECTOS ÉTICOS
Por se tratar de uma pesquisa de revisão de literatura, este estudo não envolveu contato direto com pacientes, tampouco a realização de procedimentos clínicos ou coleta de dados primários. No entanto, a pesquisa foi conduzida com base em princípios éticos fundamentais, respeitando a integridade acadêmica, a veracidade das informações e os direitos autorais das fontes utilizadas.
Como futuros profissionais de Enfermagem, temos o compromisso de desenvolver pesquisas baseadas em evidências científicas, que contribuam para a qualificação da assistência à saúde. Para garantir a credibilidade e a ética da pesquisa, os artigos selecionados foram provenientes de bases científicas reconhecidas e seguirão os princípios estabelecidos pela Resolução nº 466/12 do Conselho Nacional de Saúde, que regula pesquisas na área da saúde.
Além disso, mantivemos a transparência e a imparcialidade na análise dos estudos revisados, garantindo que os achados foram interpretados de forma fidedigna e que as contribuições dos pesquisadores citados foram devidamente reconhecidas.
4.8. RISCOS E BENEFÍCIOS
4.8.1 RISCOS DE PESQUISA
Por se tratar de uma Revisão Integrativa de Literatura (RIL), este estudo apresentou riscos mínimos, uma vez que não envolveu contato direto com participantes humanos. Nesse contexto, a possibilidade de ocorrência de eventos desfavoráveis foi extremamente baixa.
4.8.2 BENEFÍCIOS DE PESQUISA
A realização desta revisão de literatura trouxe benefícios acadêmicos, profissionais e científicos. Para nós, estudantes de Enfermagem, o estudo contribuiu para o aprofundamento do conhecimento sobre as intervenções paliativas na assistência a pacientes oncológicos, capacitando-nos a atuar com base em diretrizes fundamentadas e humanizadas no futuro exercício da profissão.
Além disso, a pesquisa pôde auxiliar outros profissionais de saúde ao sintetizar informações relevantes sobre as melhores práticas de Enfermagem nos cuidados paliativos. O estudo também pôde contribuir para a formulação de novas diretrizes assistenciais e para o aperfeiçoamento dos protocolos existentes, fortalecendo a qualidade da assistência prestada aos pacientes diagnosticados com Linfoma de Hodgkin.
5. RESULTADOS
Após a leitura dos resumos e das publicações selecionadas, foram definidos 10 artigos que atenderam aos critérios de inclusão previamente estabelecidos, por apresentarem maior proximidade com a temática desta revisão. Os principais achados estão sistematizados no quadro a seguir.
QUADRO 3 – PRINCIPAIS AUTORES
| Nº | Título | Autor principal | Periódico | Método | Idioma | Ano |
| E1 | Assistência de enfermagem ao paciente com linfoma de Hodgkin submetido ao transplante de medula óssea | Mombelli, J. M. R. | Revista Multidisciplinar em Saúde | Relato de experiência / estudo de caso | Português | 2021 |
| E2 | Atuação do enfermeiro em cuidados paliativos na APS: revisão integrativa | Fonseca, D. M. | Revista Brasileira de Cancerologia | Revisão integrativa | Português | 2022 |
| E3 | A percepção dos pacientes onco- hematológicos sobre cuidado paliativo exclusivo | Donza, P. S. L. / Medeiros, M. A. A. | Revista Brasileira de Cancerologia | Estudo qualitativo / relato de percepção (conforme título) | Português | 2024 |
| E4 | Intervenções de enfermagem no cuidado paliativo oncológico: revisão integrativa | Oliveira, L. G. de / Luz, L. | Scire Salutis | Revisão integrativa | Português | 2021 |
| E5 | Assistência de enfermagem ao paciente oncológico em cuidado paliativo | Silva, A. L. | Revista Brasileira de Cancerologia | Estudo descritivo / relato (conforme fonte) | Português | 2021 |
| E6 | Revisão integrativa: cuidados paliativos em pacientes oncológicos | Silveira, P. J. et al. | Research, Society and Development | Revisão integrativa | Português | 2020 |
| E7 | Assistência do enfermeiro nos cuidados paliativos oncológicos: revisão narrativa | Santos, AM. C. et al. | . Revista FT | Revisão narrativa da literatura | Português | 2022 |
| E8 | Linfoma de Hodgkin e não Hodgkin: da identificação aos cuidados de enfermagem | Silva, E. P. et al. | Anais XI Mostra Iniciação Científica (evento) | Comunicação / trabalho de evento (descritivo) | Português | 2019 |
| E9 | Assistência de enfermagem ao paciente em tratamento quimioterápico para linfoma não-Hodgkin (protocolo R-ICE) | Araújo, N. S. et al. | Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia | Relato/protocol o (comunicação científica) | Português | 2020 |
| E10 | Intervenções de enfermagem ao paciente oncológico em cuidados paliativos | Silva, A. | Revista Brasileira de Cancerologia / BJHR (referências listam versões) | Artigo descritivo / revisão (assumido) | Português | 2020 |
Fonte: Jardim & Miglio (2025)
QUADRO 4 – PRINCIPAIS DESTAQUES DOS ARTIGOS CONFORME PERGUNTAS NORTEADORAS
| Nº | Principais Destaques |
| E1 | Evidenciou a importância do ensino em saúde, do acompanhamento de pacientes submetidos ao transplante de medula óssea e do manejo de efeitos adversos do tratamento, apontando diagnósticos relacionados à fadiga, risco de infecção e adesão ao cuidado. |
| E2 | Destacou a atuação do enfermeiro na escuta ativa, manejo da dor, suporte espiritual, orientação à família e articulação multiprofissional, relacionando diagnósticos de dor crônica, sofrimento espiritual e sobrecarga do cuidador. |
| E3 | Apontou que a comunicação clara e o apoio emocional reduzem angústias, reforçando o planejamento conjunto do cuidado e diagnósticos de ansiedade, enfrentamento ineficaz e risco de desesperança. |
| E4 | Realizou revisão integrativa sobre intervenções de enfermagem em cuidados paliativos oncológicos, destacando manejo da dor, suporte psicológico, orientação à família e promoção da dignidade do paciente, com diagnósticos relacionados à dor crônica, sofrimento espiritual e autocuidado prejudicado. |
| E5 | Ressaltou desafios na assistência, mas reforçou o manejo da dor, escuta ativa, cuidados básicos (alimentação e higiene) e promoção da autonomia, associando diagnósticos de autocuidado prejudicado, nutrição desequilibrada e dor crônica. |
| E6 | Sistematizou intervenções como controle da dor, suporte nutricional, prevenção de úlceras e apoio espiritual, vinculando diagnósticos de integridade da pele prejudicada, desequilíbrio nutricional e sofrimento espiritual. |
| E7 | Reforçou a comunicação terapêutica, o alívio de sintomas, a educação em saúde e o suporte à família, relacionando diagnósticos de ansiedade, sofrimento da família e risco de isolamento social. |
| E8 | Descreveu a importância da monitorização clínica, dos cuidados com pele e mucosas e do apoio durante a quimioterapia, apontando diagnósticos de risco de infecção, mucosite, fadiga e integridade da pele prejudicada. |
| E9 | Relatou intervenções como prevenção de reações adversas, hidratação, controle da dor e orientação domiciliar, vinculando diagnósticos de risco de desequilíbrio eletrolítico, dor aguda e conhecimento deficiente. |
| E10 | Evidenciou intervenções voltadas ao alívio da dor, suporte psicológico e familiar e cuidados gerais em paliativos, destacando diagnósticos relacionados à dor crônica, fadiga, sofrimento espiritual e risco de desesperança. |
Fonte: Jardim & Miglio (2025)
6. DISCUSSÕES
Após análise dos estudos selecionados (E1 a E10), os achados foram organizados em três categorias principais, refletindo os aspectos centrais do cuidado paliativo em homens com Linfoma de Hodgkin: 1. Intervenções de Enfermagem; 2. Diagnósticos de Enfermagem; 3. Impacto das Intervenções na Qualidade de Vida.
Categoria 1: Intervenções de Enfermagem em Cuidados Paliativos à Homens com LH
As intervenções de enfermagem nos cuidados paliativos englobam dimensões clínicas, educativas e humanísticas que, ao se interligarem, promovem um cuidado integral, pautado na dignidade e na qualidade de vida do paciente. Os estudos analisados (E1 a E10) reforçam que a atuação do enfermeiro deve ir além da execução de procedimentos técnicos, assumindo um papel mediador entre o tratamento clínico e o suporte emocional, espiritual e social, compondo uma assistência verdadeiramente holística.
Os artigos E1, E8 e E9 enfatizam as ações técnicas como eixo estruturante do cuidado. Tais intervenções incluem controle rigoroso da dor, administração segura de medicamentos, monitorização dos sinais vitais, avaliação da resposta ao tratamento e prevenção de complicações como infecções, mucosite e úlceras por pressão. O manejo adequado desses fatores garante segurança clínica e estabilidade hemodinâmica, aspectos fundamentais para o conforto e bem-estar dos pacientes em estágio avançado do Linfoma de Hodgkin. A implementação de protocolos clínicos e o uso de escalas de avaliação da dor (como a Escala Visual Analógica) permitem ao enfermeiro mensurar o sofrimento físico e ajustar intervenções conforme a necessidade individual de cada paciente.
Contudo, limitar o cuidado paliativo à dimensão técnica seria insuficiente. Os estudos E4, E6 e E10 ampliam essa visão ao evidenciar a importância da dimensão psicossocial e espiritual. As intervenções centradas no acolhimento, escuta ativa, suporte emocional, incentivo à espiritualidade e fortalecimento dos vínculos familiares mostraram-se determinantes para a adesão ao tratamento e para a diminuição de sentimentos de desesperança e ansiedade. O enfermeiro, ao reconhecer a subjetividade do paciente, atua não apenas como executor de procedimentos, mas como cuidador que compreende o sofrimento humano em sua totalidade.
Nesse contexto, o suporte nutricional e a orientação à família se apresentam como componentes complementares do cuidado. A manutenção do estado nutricional é fundamental, visto que pacientes onco-hematológicos frequentemente sofrem com inapetência, náuseas e fadiga decorrentes da quimioterapia e da progressão da doença. O enfermeiro, em articulação com o nutricionista, orienta a adequação da dieta, monitora o peso e identifica sinais de desnutrição, contribuindo para a recuperação física e emocional do paciente. Já o apoio à família, abordado por E4 e E6, é essencial para a continuidade do cuidado domiciliar e para o fortalecimento da rede de apoio. Orientar cuidadores sobre higiene, administração de medicamentos e cuidados com a pele e mucosas garante a continuidade da assistência e reduz o risco de complicações.
O artigo E7 traz à tona a relevância da comunicação terapêutica e da educação em saúde como pilares transversais às demais intervenções. A comunicação efetiva entre enfermeiro, paciente e família possibilita um ambiente de confiança, no qual o paciente sente-se ouvido e participa ativamente das decisões sobre o próprio tratamento. A educação em saúde, por sua vez, prepara a família para lidar com a evolução da doença, reduzindo medos e inseguranças diante da terminalidade. Esse diálogo contínuo também é um instrumento de empoderamento, pois transforma o paciente em protagonista do seu cuidado.
A análise comparativa dos estudos demonstra que a efetividade das intervenções de enfermagem em cuidados paliativos depende da articulação entre as dimensões técnica e psicossocial. Intervenções fragmentadas ou descontextualizadas, focadas exclusivamente no corpo biológico, tendem a ser menos eficazes e a comprometer a integralidade do cuidado. Por outro lado, práticas que integram controle da dor, atenção emocional, suporte espiritual e envolvimento familiar mostram resultados positivos na redução do sofrimento e na promoção da dignidade.
Além disso, as evidências indicam que a atuação do enfermeiro deve estar sustentada por protocolos baseados em evidências científicas, mas adaptáveis às necessidades individuais. A personalização das intervenções — que considera idade, estágio da doença, crenças, contexto social e psicológico — é um dos diferenciais da prática paliativa humanizada. O enfermeiro, como elo entre a equipe multiprofissional e o paciente, deve promover um cuidado contínuo e adaptável, respeitando os limites e desejos do indivíduo.
Categoria 2: Diagnósticos de Enfermagem em Cuidados Paliativos à Homens com LH
Os diagnósticos de enfermagem identificados nos estudos analisados refletem a complexidade dos cuidados paliativos e a centralidade do enfermeiro no processo de avaliação e planejamento da assistência. Em contextos oncológicos, como no Linfoma de Hodgkin (LH), a formulação de diagnósticos segundo a taxonomia da NANDA-I (2021-2023) permite ao enfermeiro identificar respostas humanas às condições clínicas e às experiências vivenciadas pelo paciente e sua família, indo além dos aspectos puramente biológicos.
Os artigos E1, E6 e E9, embora evidenciem condições clínicas como fadiga e risco de infecção, também demonstram o raciocínio de enfermagem ao identificar diagnósticos como “Fadiga relacionada ao tratamento quimioterápico”, “Risco de infecção relacionado à imunossupressão secundária” e “Integridade da pele prejudicada”, que orientam intervenções preventivas e de monitoramento contínuo. Esses diagnósticos exigem do enfermeiro a observação sistemática e a implementação de medidas voltadas à segurança e conforto, como a hidratação cutânea, a troca regular de curativos e a vigilância de sinais de infecção.
Nos estudos E2, E4 e E10, emergem diagnósticos de natureza psicossocial e espiritual, como “Sofrimento espiritual”, “Ansiedade”, “Enfrentamento ineficaz” e “Sobrecarga do cuidador”, revelando a dimensão subjetiva do cuidado paliativo. Esses diagnósticos demandam habilidades comunicacionais, empatia e escuta ativa, sendo o enfermeiro o mediador entre paciente, família e equipe multiprofissional. Ao reconhecer essas necessidades, o profissional direciona intervenções como o apoio emocional, a facilitação da expressão de sentimentos e a articulação com serviços de apoio psicológico e espiritual.
E4 destaca ainda a importância do diagnóstico “Disposição para o bem-estar espiritual melhorado”, evidenciando que, mesmo em situações de terminalidade, há potencial para promover conforto e sentido existencial. Já E7 e E3 reforçam o papel do enfermeiro na identificação de “Risco de desesperança” e “Tristeza crônica”, diagnósticos que requerem estratégias terapêuticas baseadas no vínculo, na escuta sensível e no acolhimento das demandas emocionais do paciente.
A correlação entre os estudos demonstra que os diagnósticos de enfermagem não se restringem ao corpo físico, mas abrangem as dimensões emocional, social e espiritual, alinhando-se ao princípio da integralidade. O raciocínio diagnóstico, ao integrar essas dimensões, permite o planejamento de um cuidado individualizado, humanizado e baseado em evidências, no qual o paciente e sua família são reconhecidos como unidades de cuidado.
Dessa forma, o diagnóstico de enfermagem, quando elaborado de forma sistemática e crítica, representa o eixo estruturante da prática paliativa. Ele direciona as intervenções e garante que o cuidado não se limite ao tratamento da doença, mas à atenção à pessoa em sua totalidade, fortalecendo o papel do enfermeiro como agente de conforto, dignidade e esperança.
QUADRO 5 – PRINCIPAIS DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM (NANDA-I) APLICÁVEIS A HOMENS COM LINFOMA DE HODGKIN EM CUIDADOS PALIATIVOS
| Diagnóstico de Enfermagem (NANDA- I) | Definição | Fatores Relacionados / Evidências |
| Fadiga | Sensação opressiva e sustentada de exaustão e capacidade diminuída para o trabalho físico e mental. | Tratamento quimioterápico; anemia; privação do sono; estresse emocional; dor persistente. |
| Risco de infecção | Risco aumentado de ser invadido por agentes patogênicos. | Imunossupressão decorrente da quimioterapia; integridade cutânea prejudicada; dispositivos invasivos. |
| Integridade da pele prejudicada | Alteração na epiderme e/ou derme. | Radioterapia; imobilidade; sudorese excessiva; desnutrição; higiene inadequada. |
| Dor crônica | Experiência sensorial e emocional desagradável, contínua ou recorrente, com duração superior a 3 meses. | Progressão tumoral; neuropatia; inflamação; ansiedade e estresse. |
| Sofrimento espiritual | Perturbação na crença ou no sistema de valores que dá sentido à vida. | Confronto com a terminalidade; sentimento de impotência; perda de fé; isolamento espiritual. |
| Ansiedade | Sentimento vago e desconfortável de apreensão ou medo. | Incerteza quanto ao futuro; hospitalizações recorrentes; medo da morte; mudanças no papel social. |
| Enfrentamento ineficaz | Incapacidade de formar respostas adaptativas adequadas a estressores significativos. | Estresse prolongado; prognóstico reservado; falta de suporte social; baixa autoestima. |
| Sobrecarga do cuidador | Dificuldade para desempenhar o papel de cuidador devido às demandas físicas, emocionais e sociais. | Exigências prolongadas de cuidado; apoio familiar insuficiente; desgaste físico e psicológico. |
| Risco de desesperança | Vulnerabilidade para a perda de fé ou de sentido na vida. | Diagnóstico de doença incurável; dor crônica; isolamento; espiritualidade fragilizada. |
| Autocuidado prejudicado | Incapacidade de realizar atividades básicas da vida diária. | Fraqueza; fadiga; alterações cognitivas; dependência física. |
Fonte: Jardim & Miglio (2025), adaptado de NANDA-I (2021–2023)
Categoria 3: Impacto das Intervenções de Enfermagem na Qualidade de Vida em Pacientes com LH
A qualidade de vida dos pacientes com Linfoma de Hodgkin em cuidados paliativos está diretamente relacionada à capacidade da equipe de enfermagem de integrar dimensões clínicas, emocionais, familiares e espirituais em um plano de cuidado único e contínuo. Os estudos analisados evidenciam que a prática paliativa efetiva vai além do controle de sintomas, envolvendo acolhimento, escuta e suporte psicossocial como partes indispensáveis de um cuidado humanizado e integral.
Os artigos E3 e E2 destacam que a comunicação terapêutica e o apoio emocional desempenham papel central no enfrentamento da doença. O enfermeiro, ao estabelecer um vínculo de confiança com o paciente, atua como mediador entre o sofrimento e a aceitação da condição clínica, reduzindo a ansiedade e a angústia. A comunicação clara e empática favorece o entendimento sobre o processo de adoecimento e a adesão às condutas terapêuticas, permitindo que o paciente se sinta participante ativo no seu tratamento, o que contribui significativamente para a manutenção da autoestima e da esperança.
Nos estudos E10, E5 e E7, observa-se que a integração entre cuidado técnico, educação em saúde e suporte familiar potencializa os efeitos das intervenções, gerando impacto positivo sobre o bem-estar físico, psicológico e espiritual. As ações educativas são essenciais para que o paciente e seus familiares compreendam o curso da doença, reconheçam sinais de agravamento e aprendam medidas de conforto e autocuidado. Além disso, o envolvimento da família nas decisões e nos cuidados cotidianos reforça o sentimento de pertencimento e segurança, aspectos fundamentais para a preservação da dignidade na terminalidade da vida.
Os achados também revelam que intervenções isoladas — sejam apenas técnicas ou voltadas exclusivamente ao suporte emocional — apresentam resultados limitados. Essa constatação reforça a importância de uma abordagem holística, planejada e interdisciplinar, na qual as dimensões física, psicológica, social e espiritual sejam trabalhadas de forma simultânea. A integralidade do cuidado, nesse sentido, depende da interação entre os diferentes profissionais de saúde e do protagonismo da enfermagem na coordenação das ações. O enfermeiro, por estar em contato direto e contínuo com o paciente, torna-se o elo entre a equipe multiprofissional, o paciente e a família, garantindo continuidade e coerência nas práticas assistenciais.
A análise comparativa dos estudos mostra que o cuidado paliativo em homens com Linfoma de Hodgkin requer intervenções integradas, fundamentadas em diagnósticos abrangentes e direcionadas às múltiplas necessidades humanas. As intervenções técnicas — como o controle da dor, a monitorização clínica e a prevenção de complicações — permanecem essenciais, mas são insuficientes quando desvinculadas das medidas psicossociais e espirituais. A literatura revisada confirma que apenas a conjugação dessas dimensões assegura conforto, autonomia e qualidade de vida nos estágios avançados da doença.
Além disso, o fortalecimento da rede de apoio familiar e comunitária é apontado como determinante para a eficácia das intervenções. O enfermeiro deve orientar os cuidadores quanto ao manejo de sintomas, à administração de medicamentos e à oferta de conforto físico e emocional no ambiente domiciliar. Essa corresponsabilização da família não apenas amplia a continuidade do cuidado, mas também contribui para a redução do sofrimento e da sobrecarga emocional de todos os envolvidos.
Por fim, a análise dos artigos demonstra convergência em torno da importância de um cuidado pautado na humanização, empatia e escuta ativa. O manejo adequado da dor, o apoio espiritual, o respeito à autonomia e o acolhimento das angústias do paciente e da família configuram o núcleo das boas práticas em cuidados paliativos. Tais ações reafirmam o papel central da enfermagem como promotora da dignidade e da qualidade de vida, consolidando sua relevância na assistência a pacientes com doenças onco-hematológicas.
7. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A análise dos estudos evidencia que os cuidados paliativos em homens com Linfoma de Hodgkin requerem uma abordagem integral, que combine ações clínicas, educativas e psicossociais. As intervenções de enfermagem abrangem controle da dor e de sintomas físicos, monitorização clínica, cuidados com pele e mucosas, prevenção de complicações, suporte nutricional, escuta ativa, suporte emocional, acompanhamento familiar e educação em saúde.
Os diagnósticos predominantes refletem a complexidade do cuidado, incluindo fadiga, risco de infecção, integridade da pele prejudicada, dor crônica, ansiedade, sofrimento espiritual, enfrentamento ineficaz, risco de desesperança, autocuidado prejudicado e sobrecarga do cuidador. A integração desses diagnósticos possibilita intervenções personalizadas e humanizadas, promovendo integralidade do cuidado.
O impacto das intervenções na qualidade de vida está diretamente associado à capacidade da equipe de unir cuidado técnico e emocional, garantindo segurança, conforto, dignidade e bem-estar global. Estudos que priorizam apenas um aspecto mostram resultados limitados, reforçando a importância de uma abordagem holística e planejada.
Por fim, apesar do avanço evidenciado, há lacunas metodológicas e escassez de pesquisas específicas para o público masculino, indicando a necessidade de novos estudos que aprofundem estratégias de enfermagem, fortaleçam a prática baseada em evidências e promovam a melhoria contínua do cuidado paliativo.
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E-mails:
Rosefelisardo25@gmail.com
robertaalves336@gmail.com (Enfermeira, Universidade Federal do Maranhão)
Larissa.c.magalhaes@hotmail.com (Enfermeira – Esamaz)
erickbruno@id.uff.br (Universidade da Amazônia – Enfermeiro Intensivista e Doutorando em Biotecnologia pela UFPA)
