REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202508111157
Kelly Regina Bada
Aline Negreiro de Souza
Cláudia Ziporiana de Oliveira Araújo
Mariana Magalhães Monteiro
Pollyana de Freitas Maia
Orientadora: Diala Alves de Sousa
RESUMO
Objetivo: Analisar as responsabilidades e competências da equipe de enfermagem intensivista no cuidado de pacientes portadores de lesão por pressão (LPP), abordando fatores de risco e tratamento, para impactar positivamente na qualidade de vida de pacientes. Método: Este artigo trata de um estudo exploratório e descritivo, realizado por meio de uma revisão integrativa da literatura, caracterizada por uma pesquisa bibliográfica. A coleta de dados foi realizada por meio de buscas em bases de dados virtuais de saúde, em especial a Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), o Sistema Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (LILACS) e a Biblioteca Nacional de Medicina (MEDLINE), além do Scielo. Resultado: A UTI é um ambiente crítico que exige cuidados especiais e cuidados especiais da equipe de enfermagem, pois os pacientes permanecem acamados, sob proteção e utilizando equipamentos médicos invasivos. Os cuidados devem ser otimizados para proporcionar um ambiente de recuperação saudável. Nesse contexto, faz-se necessário desenvolver um plano de cuidados que inclua tratamento comportamental, classificação da ferida com base na localização, formato e tamanho, e levando em consideração as características da lesão, sintomas dolorosos e hipersensibilidade. Considerações finais: A prevenção e o tratamento de lesão por pressão (LPP) em pacientes de unidade de terapia intensiva (UTI) é uma questão importante para a enfermagem e para a qualidade da assistência prestada. Este estudo mostrou que a implementação de medidas preventivas baseadas em evidências e a capacitação contínua da equipe de enfermagem são importantes para reduzir a incidência de UP e melhorar a saúde e o conforto dos pacientes
Palavra-chave: Lesão por Pressão. Enfermeiro. Prevenção. Unidade de terapia Intensiva.
ABSTRACT
Objective:To analyze the responsibilities and competencies of the intensive care nursing team in caring for patients with pressure injuries (PI), addressing risk factors and treatment to positively impact patients’ quality of life. Method: This article discusses an exploratory and descriptive study conducted through an integrative literature review characterized by a bibliographic search. Data collection was carried out through searches in virtual health databases, particularly the Virtual Health Library (VHL), the Latin American and Caribbean Health Sciences Information System (LILACS), and the National Library of Medicine (MEDLINE), as well as SciELO. Results: The ICU is a critical environment that requires special attention and care from the nursing team, as patients remain bedridden, under protection, and using invasive medical equipment. Care must be optimized to provide a healthy recovery environment. In this context, it is essential to develop a care plan that includes behavioral treatment, wound classification based on location, shape, and size, while considering the characteristics of the injury, painful symptoms, and hypersensitivity. Final Considerations: The prevention and treatment of pressure injuries (PI) in intensive care unit (ICU) patients is an important issue for nursing and the quality of care provided. This study demonstrated that implementing evidence-based preventive measures and ongoing training for the nursing team are crucial for reducing the incidence of pressure injuries and improving patients’ health and comfort.
Keywords: Pressure Injury. Nurse. Prevention. Intensive Care Unit.
1 INTRODUÇÃO
A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é uma área hospitalar especializada no tratamento de pacientes graves. Muitos desses pacientes apresentam instabilidade hemodinâmica, falência de órgãos, necessidade de ventilação mecânica, sedação, administração de drogas vasoativas e alterações no nível de consciência. Essas condições os tornam extremamente vulneráveis ao desenvolvimento de lesões por pressão (LPP) (CASTANHEIRA et al., 2018). A frequência de úlceras por pressão em pacientes de unidades de terapia intensiva (UTI) varia entre os hospitais devido às características dos pacientes e às condições clínicas, além dos contextos específicos da unidade, destacando um problema multifatorial. Dadas as limitações psicobiológicas, terapêuticas e ambientais que os pacientes enfrentam nos cuidados intensivos, é essencial realizar uma avaliação de risco para identificar primeiro aqueles em risco de desenvolver tais lesões. Uma vez identificado o risco, medidas preventivas específicas e intervenções de enfermagem direcionadas devem ser implementadas rapidamente (SOUZA et al., 2018).
As lesões por pressão (LPP) são um problema discutido há muitos anos por acometerem pacientes hospitalizados. Essas lesões, sejam superficiais ou profundas, afetam a pele e os tecidos moles devido à falta de oxigênio e/ou nutrientes em uma área específica que interfere nas necessidades dos tecidos. Além disso, a LPP pode atrasar a recuperação do paciente e atuar como meio de morte (ALVES, 2016).
As lesões por pressão são um problema reconhecido mundialmente, afetando todos os níveis das hierarquias de cuidados de saúde e pessoas de todas as idades, conduzindo a elevados custos financeiros para os sistemas de saúde. Custos elevados estão associados ao aumento de investimentos em materiais, equipamentos, medicamentos, intervenções cirúrgicas e internações prolongadas por LP (OTTO et al., 2019).
Os enfermeiros desempenham um papel vital na prevenção e tratamento de lesões por pressão (LPP). Dado que estas lesões são evitáveis, é essencial estabelecer políticas e medidas preventivas que visem minimizar o sofrimento e os custos para os pacientes, seus familiares e suas instituições. A aplicação de escalas preditivas de risco e a implementação de estratégias preventivas e terapêuticas são essenciais para manter a integridade da pele dos pacientes. Além disso, a promoção de campanhas de prevenção pode ser uma estratégia eficaz para incentivar o pessoal a adoptar as melhores práticas recomendadas (SILVA et al., 2017).
As lesões por pressão são hoje consideradas um problema de saúde pública devido à sua elevada incidência. É, portanto, fundamental que a equipe de enfermagem atue na prevenção e no tratamento dessas lesões, com base em diretrizes clínicas e evidências científicas que orientem uma prática clínica eficaz, contribuindo assim para a redução da incidência de úlceras por pressão (FEITOSA et al., 2020).
Diante dessa problemática e dessas preocupações, surgem os seguintes questionamentos: quais medidas preventivas e práticas de promoção da saúde têm sido adotadas para prevenir o desenvolvimento de úlceras por pressão? O objetivo deste estudo foi analisar as responsabilidades e competências da equipe de enfermagem intensivista no cuidado de pacientes portadores de lesão por pressão (LPP), abordando fatores de risco e tratamento, para impactar positivamente na qualidade de vida dos pacientes.
2 OBJETIVOS
Analisar as responsabilidades e competências da equipe de enfermagem intensivista no cuidado de pacientes portadores de lesão por pressão (LPP), abordando fatores de risco e tratamento, para impactar positivamente na qualidade de vida dos pacientes.
3 METODOLOGIA
Este artigo trata de um estudo exploratório e descritivo, realizado por meio de uma revisão integrativa da literatura, caracterizada por uma pesquisa bibliográfica. A revisão integrativa permite a utilização de diferentes metodologias, proporcionando uma síntese de resultados de diferentes estudos relacionados ao tema de interesse.
A pesquisa bibliográfica envolve a revisão da literatura sobre as principais teorias que orientam o trabalho científico, incluindo consulta a periódicos, livros, artigos acadêmicos, sites e outras fontes.
A coleta de dados foi realizada por meio de buscas em bases de dados virtuais de saúde, em especial a Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), o Sistema Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (LILACS) e a Biblioteca Nacional de Medicina (MEDLINE), além do Scielo. portal. Os critérios de inclusão e exclusão foram definidos com base no objetivo que norteou a revisão. Estão incluídos estudos qualitativos e quantitativos que abordam o tema úlceras por pressão. Os artigos selecionados foram lidos na íntegra e analisados em profundidade, preservando a autenticidade das ideias, temas e conceitos de cada autor.
A coleta de dados foi realizada em agosto de 2024. O estudo incluiu artigos relacionados ao tema de pesquisa, publicados entre 2016 e 2022, escritos em português, com texto completo e acesso gratuito. Os critérios de exclusão eliminaram artigos pagos, comentários, teses, monografias, dissertações, revisões bibliográficas, artigos duplicados em diferentes bases de dados e aqueles que não se relacionavam ao tema da pesquisa.
4 REFERENCIAL TEÓRICO
A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é um departamento de um hospital que se concentra no atendimento de pacientes graves que necessitam de cuidados especializados, o fornecimento de medicamentos, equipamentos hospitalares e profissionais especializados para lidar com problemas graves.
Esse ambiente expõe os pacientes a grande vulnerabilidade e risco de infecção. As lesões por pressão (LPP) são um dos problemas mais comuns na unidade de terapia intensiva, podendo afetar negativamente a qualidade do cuidado devido às longas internações hospitalares, à inatividade no leito e ao estado de saúde dos pacientes (FURTADO et al., 2022).
Na unidade de terapia intensiva, os pacientes são considerados muito importantes devido ao desequilíbrio de alguns dos sistemas fisiológicos mais importantes e à redução de sua visão. Essas condições aumentam o risco de desenvolvimento de lesões por pressão (LPP), que requerem atenção imediata da equipe de saúde e de enfermagem (PEREIRA et al., 2016).
As lesões por pressão (LPP) são caracterizadas por danos à pele ou aos tecidos moles subjacentes, geralmente na superfície da pele, e podem ocorrer na pele ou na gripe aberta, acompanhadas de dor. Esta lesão é causada por uma pressão forte ou prolongada que é agravada por um corte. Devido a esse problema, é necessária a implementação de medidas preventivas em ambientes de cuidado (REBOUÇAS, 2020).
As zonas mais afetadas pelas úlceras de pressão incluem a cabeça, ombros, ombros, cotovelos, ancas, zona sacral, joelhos e calcanhares, por serem estas as partes do corpo mais expostas em situações de imobilidade na cama. Essas lesões têm causas multifatoriais, como a intensidade e a duração da pressão, o que leva à diminuição do fluxo sanguíneo, isquemia, hipóxia, inflamação e, nos casos mais graves, necrose tecidual (PAIVA et al., 2019).
As lesões por pressão (LPPs) afetam a pele e os tecidos moles, principalmente as lesões ósseas, devido à pressão friccional e às forças de cisalhamento. As áreas mais afetadas são o sacro, tornozelos e áreas trocantéricas, onde a falta de sangue e nutrientes leva à má circulação, doenças graves e morte celular. As lesões são classificadas nos graus 1 a 4, e as mais graves são chamadas de lesões por pressão não divisíveis ou profundas (FURTADO et al., 2022).
A utilização da escala de Norton e da escala de Braden é importante para o cuidado, pois permite avaliação contínua e implementação de medidas preventivas, reduzindo os problemas relacionados às lesões por pressão. A equipe de enfermagem deve estar atenta às recomendações para prevenção de lesões por pressão, pois a falta de informações afeta pacientes que correm risco de desenvolvê-las (JOMAR et al., 2019).
A escala de Braden, segundo Pachá et al., (2018), é a mais utilizada e reconhecida pela sua confiabilidade na enfermagem clínica. Mede a gravidade e o risco real associado ao paciente, além de criar consistência na classificação do risco, dos fatores de risco e do grau de risco criado para cada paciente individual. A escala de Braden é citada na literatura por Silva et al., (2018) como uma ferramenta com seis subescalas de percepção sensorial, umidade, suavidade, mobilidade, nutrição, fricção e forças de deslizamento.
Cada subescala avalia a condição do paciente e, com base na comparação entre a condição do paciente e os critérios da escala, dá uma classificação de 1 a 4 e determina o valor de like. Mas para diagnosticar e prevenir eficazmente os casos de lesões por pressão, bem como realizar intervenções preventivas, o enfermeiro deve atuar como líder da equipe de enfermagem (SILVA et al., 2018).
Uma lesão por pressão (IBP) é uma ferida na pele causada por um bloqueio do fluxo sanguíneo para a área afetada. Essa condição compromete a oxigenação e nutrição tecidual e leva à isquemia, hipóxia, acidose tecidual, edema e necrose celular. A LPP é classificada nas categorias I, II, III, IV, que não podem ser classificadas de acordo com características como tamanho e profundidade da lesão (MOURA et al., 2021).
De acordo com o grupo Ibes (2021) e o National Pressure Ulcer Advisory Panel (NPUAP), as úlceras por pressão são classificadas nas seguintes categorias:
- Estágio I: Eritema que não clareia, podendo variar em pele escura. -Estágio II: perda de pele quando a pele fica exposta.
- Estágio III: a pele desaparece completamente e a gordura fica visível com aparecimento de muco e cicatrizes.
- Estágio IV: perda completa de pele e tecidos, com exposição de fáscia, tendões, ligamentos ou ossos.
- Lesão indiferenciada: perda completa de pele e tecido, mas a extensão é desconhecida devido à presença de hematomas e cicatrizes.
É importante utilizar a escala para identificar fatores de risco e ativar intervenções precoces para garantir a prevenção.
Porém, além da utilização da escala, é importante que a equipe de enfermagem esteja atenta aos fatores de risco como movimentação dos tecidos, idade, dieta, líquidos, doenças (como diabetes e sangramento), nível de consciência, etc. Em segundo lugar, estes fatores de risco devem ser levados a sério para prevenir lesões (ALMEIDA et al., 2019).
As medidas preventivas devem ser iniciadas quando o paciente é internado nas instalações médicas e o especialista reconhece as lesões por pressão (LP) como um efeito colateral preventivo que pode causar sérios danos ao paciente.
Cabe à equipe de enfermagem garantir a segurança do paciente e avaliar o risco de LP por meio de ferramentas como a escala de Braden. A ANVISA publicou nota técnica e orientações sobre prevenção de lesões por pressão (LPP) no sistema de saúde. Alguns dos procedimentos necessários incluem: registro no prontuário, avaliação de risco antes e durante a internação, exame diário da pele, uso de cama especial, cuidados como levantar os pés e cuidar dos calcanhares, garantir a higiene adequada do corpo, guardar comida, etc. Hidratação, uso de absorventes úmidos, mudança de decúbito a cada duas horas e orientação aos pacientes e familiares na prevenção e tratamento de LPP (REBOUÇAS, 2021).
Esta ferramenta auxilia na avaliação individual do paciente. A partir da pontuação total é possível identificar o nível de risco do paciente, para que o enfermeiro possa prestar tratamento e ajuda adequados. É importante que a avaliação não se baseie apenas no valor global dos pontos. As subcategorias devem ser analisadas cuidadosamente para identificar cuidados específicos que justifiquem uma prevenção eficaz (SILVA et., 2019).
A prevenção das lesões por pressão (LP) é a melhor estratégia, pois auxilia na redução de novas complicações, além de reduzir os custos do tratamento e o tempo de internação. Portanto, fica clara a importância da implementação de medidas preventivas para evitar o surgimento de LP (ALMEIDA et al., 2021).
Segundo Felisberto e Takashi, (2021) as estratégias de prevenção devem ser implementadas após a admissão do paciente e incluem:
Desenvolvimento e manutenção de registros. Avaliação de risco pré-hospitalar Avaliação diária da pele, principalmente visceral; Utilização de materiais antiderrapantes, como colchões especiais; adesão à higiene pessoal; Tenha cuidado com o que você come e bebe. mudar de posição a cada duas horas; e orientar o paciente e familiares para os cuidados adequados (FELISBERTO et al., 2021).
A prevenção é prioridade para os profissionais que cuidam dos pacientes.
Uma abordagem de prevenção em várias etapas começa com a identificação precoce dos pacientes vulneráveis, da equipe médica, dos familiares e, se possível, do próprio paciente. As medidas preventivas mais importantes incluem medidas de redução do estresse, mudanças regulares de posição, controle da imunidade, cuidados com a pele e dieta alimentar (RODRIGUES et al., 2021).
Importante ferramenta de prevenção de lesões por pressão (LPP), colchões especiais reduzem a pressão sobre marcas de tecidos, principalmente para pessoas que ficam muito tempo deitadas e sofrem de problemas de saúde. Durante uma longa internação hospitalar, o paciente fica menos consciente e deprimido, a mobilidade e a visão das lesões tornam-se difíceis e o risco de LPP aumenta (LIMA et al., 2020).
A higiene do paciente foi um fator importante no estudo de Souza e Cividini (2021) a enfermagem é responsável por examinar a pele para avaliar a umidade e a limpeza, especialmente nas áreas ao redor dos equipamentos médicos, para identificar áreas potenciais e tomar medidas preventivas. Esses tratamentos e produtos para a pele podem reduzir o risco de lesões por pressão (LPP).
O acompanhamento geral do paciente consiste em exames físicos regulares e planejamento adequado para implementação de medidas que visem a prevenção de lesões. O profissional enfermeiro é responsável por essa avaliação, pois possui um conhecimento científico, uma filosofia e uma prática de cuidado em saúde (SILVA et al., 2019).
O enfermeiro e a equipe de enfermagem desempenham papel importante na prevenção de lesões por pressão (LPP). É importante que considerem a criação e implementação de medidas de prevenção de LP nos hospitais brasileiros.
Porém, muitos problemas como falta de recursos humanos e recursos, além de filosofia de gestão, gestão de enfermagem, ainda existem. Embora os enfermeiros reconheçam a importância destas estratégias, a carga de trabalho pode ser muito desafiadora. A quantidade certa de recursos humanos em enfermagem afeta a qualidade da assistência prestada, o controle de custos, a satisfação do cliente e os bons resultados (LIMA et al., 2020).
O objetivo da enfermagem é prestar uma assistência de qualidade aos pacientes em terapia intensiva, onde o paciente e seus familiares vivenciam:
Momentos críticos durante a internação, não só pela patologia, mas pelos problemas que enfrentam neste momento, aumentar a conscientização de esses pacientes sobre os diversos problemas, inclusive os danos à integridade da pele que podem levar a lesões, principalmente a lesão por pressão (LPP). Estas lesões podem resultar da utilização de equipamentos médicos, procedimentos invasivos ou falta de assistência (RODRIGUES et al., 2021).
A UTI é um ambiente crítico que exige cuidados especiais e cuidados especiais da equipe de enfermagem, pois os pacientes permanecem acamados, sob proteção e utilizando equipamentos médicos invasivos.
Os cuidados devem ser otimizados para proporcionar um ambiente de recuperação saudável. Nesse contexto, faz-se necessário desenvolver um plano de cuidados que inclua tratamento comportamental, classificação da ferida com base na localização, formato e tamanho, e levando em consideração as características da lesão, sintomas dolorosos e hipersensibilidade (LIMA et al., 2020).
O enfermeiro, como gestor do cuidado na UTI, é responsável por prever o risco e implementar medidas preventivas, tratamento e informação sobre lesões por pressão (LP) nos serviços de saúde.
Algumas medidas são necessárias para prevenir LP, incluindo mudança de decúbito, elevação da cabeça em até 30 graus, uso de colchão de casca de ovo ou pneumático, uso de travesseiros para conforto e redução de sintomas cutâneos, arrumação da cama para pacientes que foram expostos. , trocando as fraldas na hora certa e, se necessário, utilizando cremes barreira e utilizando escalas especiais para avaliar o risco de LP (PINTO et al., 2021).
A enfermagem caracteriza-se pela sua abordagem humanística, muito importante para os cuidados preventivos em pacientes de UTI. É clara a importância de incentivar a investigação para melhorar os profissionais na promoção, prevenção e redução de danos (GOMEZ et al., 2018).
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A prevenção e o manejo de lesões por pressão (LPP) em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) configuram-se como desafios significativos na atuação da enfermagem, em virtude da condição crítica dos pacientes e da complexidade dos cuidados exigidos. A presente investigação demonstrou que, em virtude da imobilidade prolongada, da gravidade das condições clínicas e da exposição a diversos dispositivos médicos, os pacientes em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) apresentam elevada susceptibilidade ao surgimento de Lesões por Pressão (LPP).
O estudo acentua a importância das classificações de avaliação de risco, como a Escala de Braden, amplamente reconhecida na literatura como um instrumento eficiente para antever e evitar o aparecimento dessas lesões. A aplicação metódica dessas escalas possibilita a execução de estratégias preventivas particulares, tais como alterações de posição, cuidados cutâneos, utilização de colchões especiais e controle rigoroso da nutrição e da hidratação.
Ressalta-se a função imprescindível da equipe de enfermagem como protagonista nesse processo, incumbida de detectar precocemente os fatores de risco, elaborar planos de cuidados individualizados e assegurar a implementação de intervenções preventivas. Entretanto, obstáculos como a escassez de recursos humanos e materiais, a sobrecarga laboral e a exigência de formação contínua ainda prejudicam a eficácia do atendimento oferecido.
Dessa forma, a prevenção de Lesões por Pressão (LPP) deve ser considerada uma prioridade nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), devendo ser incorporada à rotina de cuidados desde o momento da admissão hospitalar. A adoção de protocolos assistenciais fundamentados nas mais robustas evidências científicas, associada a uma administração eficaz e à colaboração em equipe, tem o potencial de diminuir complicações, encurtar o período de hospitalização e propiciar uma recuperação mais ágil e segura para os pacientes.
Por conseguinte, esta investigação destaca a importância de pesquisas incessantes e da educação continuada dos profissionais de saúde, visando o aprimoramento das práticas assistenciais e o fortalecimento da cultura de prevenção nas instituições hospitalares. A atenção humanizada, fundamentada em saberes técnicos e éticos, deve constituir o eixo central da assistência oferecida em contextos de alta complexidade, como as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).
REFERÊNCIAS
ALVES, C. R. (Org.). Escala de Braden: a importância da avaliação do risco de úlcera de pressão em pacientes em uma unidade de terapia intensiva. Revista Recien. São Paulo, 2016. Disponível em: http://dx.doi.org/10.24276/rrecien2358-3088.2016.6.17.36-44.
ALMEIDA, F. (Org.). Assistência de enfermagem na prevenção da lesão por pressão: uma revisão integrativa. Revista Eletrônica Acervo Saúde [Internet]. 2019 [citado 2024 out 15].Disponível em: https://doi.org/10.25248/reas.e1440.2019
CASTANHEIRA, L. S. (Org.). Escalas de predição de risco para lesão por pressão em pacientes criticamente enfermos: revisão integrativa. Enfermagem em Foco. Minas Gerais, 2018.
FELISBERTO, M. P. (Org.). Atuação do enfermeiro na prevenção e cuidado ao paciente com úlcera por pressão na unidade de terapia intensiva. Revista. São Paulo, 2021.
FEITOSA, D. V. S. (Org.). “Atuação do enfermeiro na prevenção de lesão por pressão: uma revisão integrativa da literatura”. Revista Eletrônica Acervo Saúde, vol. 43, n. 43, Aracaju, 2020.
FURTADO, J. M. (Org.). Cuidados de enfermagem na prevenção de lesão por pressão em unidade de terapia intensiva: revisão integrativa. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação. São Paulo, v.8.n.05. maio. 2022.
GOMES, R. K. G. (Org.). Prevenção de lesão por pressão: segurança do paciente na assistência à saúde pela equipe de enfermagem. Revista Expressão Católica Saúde; v. 3, n. 1. Quixadá, 2018.
GRUPO IBES. Classificação das lesões por pressão (Consenso NPUAP 2021): adaptada culturalmente ao Brasil. [Internet]. [citado 2024 out 15]. Disponível em: https//:DOI: 10.25191/recs.v3i1.2164
JOMAR, R. T. (Org.). “Incidence of pressure injury in an oncological intensive care unit”. Revista Brasileira de Enfermagem,[Internet] vol. 72, n. 6, [citado 2024 out 15] 2019. Disponível em: https://doi.org/10.1590/0034-7167-2018-0356 linkcopy
LIMA, V. L. (Org.). Contribuição da equipe de enfermagem na prevenção de lesões por pressão em pacientes internados nas unidades de terapia intensiva (UTI). Research, Society and Development.[Internet]. [citado 2024 out 15], 2020. Disponível em: DOI: http://dx.doi.org/10.33448/rsd-v9i11.9468
OTTO, C. (Org.). “Fatores de risco para o desenvolvimento de lesão por pressão em pacientes críticos”. Revista Enfermagem em Foco, vol. 10, n. 1. Joinville, 2019.
PACHÁ, H.H.P. (Org.) . Pressure Ulcer in Intensive Care Units: a case-control study. Rev Bras Enferm [Internet]. [citado 2024 out 15], 2018. Disponível em: DOI: http://dx.doi.org/10.1590/0034-7167-2017-0950
PAIVA, M. M. (Org.). “Lesão por pressão: revisão da literatura das ações de cuidado do técnico em enfermagem”. RECITAL – Revista de Educação, Ciência e Tecnologia de Almenara, vol. 1, n. 1. Minas Gerais, 2019.
PEREIRA, M. O. (Org.). Segurança do paciente: prevenção de úlcera por pressão em unidade de terapia intensiva. Inova Saúde, v. 5, n. 2. Criciúma, 2016.
PINTO, B. A. J. (Org.). Medidas preventivas de lesão por pressão realizadas em unidades pediátricas de terapia intensiva. Enfermagem em Foco. São José do Rio Preto, 2021.
REBOUÇAS, R.O. (Org.). Qualidade da assistência em uma unidade de terapia intensiva para prevenção de lesão por pressão. Estima–Brazilian Journal of Enterostomal Therapy, v. 18. Fortaleza, 2021.
RODRIGUES, C. S. (Org.). Atuação do enfermeiro nas lesões por pressão em pacientes de unidade de terapia intensiva. Rev. Enferm. Atual In Derme [Internet]. 16º de setembro de 2021 [citado 2024 out 15 ]. Disponível em: https://www.revistaenfermagematual.com.br/index.php/revista/article/view/1170
SILVA, D.R.A. (Org.). Curativos de lesões por pressão em pacientes críticos: análise de custos. Rev Esc Enferm USP.São Paulo, 2017.
SILVA, R. V. (Org.). “O papel da enfermagem na prevenção de lesão por pressão: uma revisão integrativa”. Revista Saúde UNG, vol. 12, n. 1. Fortaleza, 2018.
SILVA, A. L. M. (Org.). A utilização da escala de Braden como instrumento preditivo para prevenção de lesão por pressão. Revista Saúde em Foco – Edição nº 11. Brasília, 2019.
SOUZA, C. A. (Org.). Ações do enfermeiro na prevenção da lesão por pressão no hospital: uma revisão integrativa de literatura. Revista Varia Scientia – Ciências da Saúde. [Internet]. [citado 2024 out 15 ], V. 7; N 2. 2021. Disponível em: https://e-revista.unioeste.br/
SOUZA, M.F. (Org.). Risco de lesão por pressão em UTI: adaptação transcultural e confiabilidade da EVARUCI. Acta Paul Enferm. São Paulo, 2018.
