INCIDÊNCIA DE HANSENÍASE NO MUNICÍPIO DE JABOATÃO DOS GUARARAPES-PE E O PERFIL SOCIODEMOGRÁFICO DOS CASOS DIAGNOSTICADOS

INCIDENCE OF LEPROSY IN THE MUNICIPALITY OF JABOATÃO DOS GUARARAPES-PE AND THE SOCIODEMOGRAPHIC PROFILE OF THE DIAGNOSED CASES

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202508110927


Laysla Tamyres de Oliveira Borges1; Natália Letícia da Silva¹; Daniel Paulo de Lima Maciel¹; Caroline Andrade da Silva¹; Pedro Lucas Alves Albuquerque¹; João Vitor Linhares de Sá²; Évila Maria de Oliveira Santos¹; Maria Amanda de Azevedo Pontes¹; Victor Hugo Pereira Bento do Vales¹; Giulia da Costa Zanella³


Resumo

A hanseníase é uma doença infectocontagiosa causada pelo Mycobacterium leprae, que atinge principalmente a pele e os nervos periféricos. Sua transmissão ocorre pelo contato próximo e prolongado com pessoas infectadas. O Brasil ocupa a segunda posição mundial em número de casos detectados, ficando atrás apenas da Índia. Em 2022, observou-se que 41,4% dos casos ocorreram em pessoas com escolaridade até o ensino fundamental completo, e 53,1% estavam na faixa etária de 30 a 59 anos, o que demonstra impacto na população economicamente ativa. A região Nordeste concentra grande parte dos diagnósticos, especialmente em municípios como Jaboatão dos Guararapes-PE. O presente trabalho teve como objetivo levantar dados sobre a hanseníase no município de Jaboatão dos Guararapes, utilizando uma revisão integrativa da literatura, com abordagem descritiva e qualitativa. As informações foram extraídas de bases de dados nacionais e regionais, com destaque para o DATASUS, considerando variáveis como idade, sexo, raça e escolaridade. Os resultados evidenciaram maior incidência da doença entre pessoas pardas, indicando a influência de desigualdades socioeconômicas no acesso à saúde e na propagação da hanseníase. Embora existam políticas públicas, como a “Estratégia Nacional para o Enfrentamento da Hanseníase” e a “Política Estadual de Educação Preventiva Contra a Hanseníase” em Pernambuco, desafios persistem devido ao estigma social e às barreiras no sistema de saúde. O enfrentamento eficaz da doença requer ações integradas, sensíveis ao contexto local, que promovam equidade, acesso a diagnóstico precoce e tratamento adequado. Campanhas de conscientização e capacitação de profissionais de saúde são essenciais para reduzir o estigma e melhorar o acolhimento dos pacientes, contribuindo para a redução da incidência e para a melhoria da qualidade de vida das populações vulneráveis.

1 INTRODUÇÃO

A hanseníase é uma doença infectocontagiosa causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que pode afetar a pele, mucosas e nervos dos membros superiores e inferiores. Os principais sintomas da hanseníase são a parestesia nas mãos e nos pés, redução ou abolição da sensibilidade ou força muscular do rosto ou nas mãos e pés, manchas brancas, vermelhas ou amarronzadas e edemas pelo corpo. A transmissão ocorre por meio da fala, tosse ou espirros (Brasil, 2024).

Assim, quando um indivíduo fica exposto por tempo prolongado juntamente a alguém infectado que não aderiu ao tratamento, o indivíduo pode ser contaminado por partículas que contenham a bactéria. Contudo, se o indivíduo infectado aderir corretamente o tratamento ele para de transmitir a Hanseníase (Brasil, 2024). 

Em 2022, 41,4% dos casos de hanseníase registrados no Brasil foram de pessoas que possuíam escolaridade até o fundamental completo ou não. Isso demonstra que o grau de escolaridade tem grande importância no perfil epidemiológico pois está intimamente relacionado no grau de instrução da pessoa. Quanto maior o grau de instrução de um indivíduo maior serão os meios que ele adotará para prevenir doenças contagiosas e estar sempre atento em casos suspeitos de pessoas infectadas por doenças como a Hanseníase (Brasil, 2024). 

Além disso, 53,1% dos casos registrados de Hanseníase no território nacional, em 2022, foram da faixa etária de 30 a 59 anos e 29,4% dos casos registrados são de pessoas com 60 anos ou mais. Através desses dados pode ser evidenciado, que a principal população acometida é a de adultos, seguida da população idosa. Isso ocorre devido a maior exposição diária cotidiana dessa população adulta com outras pessoas que podem estar infectadas em situações diversas, como o trabalho (Brasil, 2024).

Apesar de todo avanço nos tratamentos, que são disponibilizados gratuitamente, a hanseníase continua sendo considerado um desafio significativo para a saúde pública em várias regiões do Brasil, principalmente nas cidades onde a concentração geográfica é alta, tornando-se, nesses lugares, uma doença endêmica.

Nesse cenário, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o município de Jaboatão dos Guararapes, localizado no estado de Pernambuco, Brasil, possui uma população de 644.037 pessoas, segundo o censo de 2022. A proporção é de 2.489,28 habitantes por quilômetro quadrado neste município. O que demonstra uma grande concentração populacional para a área do município pernambucano (Brasil, 2023).

 A alta densidade populacional de Jaboatão dos Guararapes-PE cria condições propícias para a disseminação da hanseníase. Em áreas densamente povoadas, a convivência diária em locais como transporte público, mercados e áreas residenciais compactas aumenta a probabilidade de exposição ao Mycobacterium leprae, especialmente entre pessoas que ainda não têm acesso adequado a cuidados de saúde e a medidas preventivas.

Essa concentração populacional também pode refletir um cenário em que condições de saneamento básico e infraestrutura urbana são limitadas em algumas áreas, o que, aliado ao baixo acesso a informações de saúde e a barreiras para o diagnóstico precoce, dificulta o controle da hanseníase.

Por isso, é necessário analisar os dados epidemiológicos disponibilizados pelo Ministério da Saúde, dado que, ao estabelecer uma comparação entre a incidência dos últimos 5 anos, entre os sexos, faixas etárias e comorbidades associadas, é possível entender os índices descritos nos municípios mais afetados pela hanseníase.

A investigação dos fatores sociodemográficos é essencial para abordar a doença de maneira abrangente. Há uma ausência da análise dos diferentes cenários sociais, e, por isso, também há uma ausência de políticas públicas mais estratégicas para cada população, podendo levar a diagnósticos tardios e, consequentemente, a uma maior propagação da doença. Assim, a pesquisa deste trabalho tem o potencial de revelar como fatores como renda, escolaridade e acesso aos cuidados de saúde afetam a incidência da hanseníase, oferecendo uma base para a criação de programas de saúde pública mais direcionados e eficazes (Castro; Fachin, 2023).

Além disso, compreender os vínculos entre as características sociodemográficas e a incidência de hanseníase pode facilitar a implementação de intervenções específicas, como campanhas de conscientização, melhorias no acesso aos serviços de saúde e programas de educação voltados para a prevenção da doença. Essas medidas são essenciais para reduzir a prevalência de hanseníase e promover um ambiente mais saudável para os residentes de Jaboatão dos Guararapes-PE. 

Hoje, acredita-se que as pessoas mais acometidas pela hanseníase em Jaboatão dos Guararapes-PE são mulheres, negras, com renda de até três salários mínimos, com ensino médio incompleto e residentes em bairros econômicos mais desfavoráveis e com crises sanitárias. 

Assim, a investigação oferece uma oportunidade valiosa para aprimorar a saúde pública e aumentar a qualidade de vida nas comunidades afetadas. Dessa forma, o objetivo geral deste trabalho é levantar dados acerca da hanseníase no município de Jaboatão dos GuararapesPE, por meio da análise do perfil prevalente dos pacientes acometidos, de acordo com a idade, sexo, raça, escolaridade e fatores socioeconômicos, da elucidação das lacunas existentes nas políticas públicas de prevenção e do apontamento dos principais fatores de risco para contaminação.

2 METODOLOGIA 

Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de natureza descritiva com abordagem qualitativa. O estudo foi construído baseado na sequência metodológica proposta por Mendes, Silveira & Galvão (2019) de acordo com as seguintes etapas: 1) elaboração da pergunta da revisão; 2) busca e seleção dos estudos primários; 3) extração de dados dos estudos; 4) avaliação crítica dos estudos primários incluídos na revisão; 5) síntese dos resultados da revisão e 6) apresentação do método.

Inicialmente realizou-se a definição do tema, identificação do problema e elaboração da pergunta norteadora: “Como os fatores sociodemográficos da população de Jaboatão dos Guararapes-PE influenciam a incidência de casos de hanseníase na região?”.

Na segunda etapa ocorreu a busca de artigos primários por meio das bases de dados Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Medical Literature Analysis and Retrievel System Online (MEDLINE), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Scientific Electronic Library Online (SciELO), de agosto a outubro de 2024. Foram utilizados os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “Hanseníase”, “Mycobacterium leprae” e “Brasil”, com a utilização dos operadores booleanos AND e OR; tendo como estratégia de busca: (hanseníase OR mycobacterium leprae AND Brasil).

 Após a busca inicial com a estratégia definida, foram encontrados 283 documentos. Foi realizada a aplicação dos filtros: artigos completos disponíveis na  íntegra, nos idiomas português, inglês e espanhol, com recorte temporal de 2016 a 2024, nas bases de dados LILACS, MEDLINE, PUBMED e SciELO, restando 67 artigos. Seguiu-se com a leitura dos títulos e resumos, do qual selecionou-se 15 artigos para serem lidos na íntegra.

A leitura completa dos artigos se deu por meio de análise criteriosa para verificar se os estudos respondiam à pergunta norteadora e a investigação proposta. Dentre as 27 publicações selecionadas, apenas 15 foram mantidas. Além disso, também foram utilizadas as referências bibliográficas das publicações selecionadas, a fim de ampliar o material de estudo.

Para a coleta de dados epidemiológicos referentes ao município de Jaboatão dos Guararapes-PE foi utilizado a base de dados DATASUS, através da área de pesquisa “Epidemiológicas e Morbidade”, seguiu-se na opção de pesquisa “Casos de hanseníase desde 2015 (SINAN), após isso, selecionou-se os filtros: últimos 10 anos, raça, sexo, escolaridade e faixa etária, para os casos diagnóstico em Jaboatão dos Guararapes-PE.

Após isso, os dados foram estudados e analisados juntamente com a bibliografia selecionada.

3 RESULTADOS 

3.1 Hanseníase no nordeste brasileiro

A hanseníase é uma condição clínica crônica e representa um importante desafio de saúde pública tanto no Brasil quanto no mundo, devido aos seus elevados índices epidemiológicos. O Brasil ocupa uma posição preocupante no cenário global, sendo classificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o segundo país com maior número de casos detectados, atrás apenas da Índia (Jesus et al., 2018). 

Nessa perspectiva, entre 2013 e 2023, foi levantada uma estatística de mais de 49 mil casos confirmados de hanseníase no Brasil. A região Nordeste apresentou o maior número de casos, com 16.373 registros, seguida pela região Sul, com mais de 10 mil pacientes. A região Sudeste contabilizou 9.259 casos, enquanto as regiões Norte e Centro-Oeste, somadas, registraram mais de 15 mil diagnósticos dessa condição clínica crônica (Brasil, 2024). 

Além disso, dados do Ministério da Saúde indicam que, entre 2017 e 2021, foram diagnosticados mais de 119 mil novos casos de hanseníase no Brasil, com predominância de casos entre a população masculina, que representa cerca de 57% dos registros. Observou-se também que 40% dos pacientes têm ensino fundamental incompleto, sugerindo que o sexo e a escolaridade estão associados a uma maior evasão dos cuidados e promoção da saúde, o que pode contribuir para a disseminação e agravamento da doença (Brasil, 2023).

Entre 2013 e 2023, a faixa etária mais acometida pela hanseníase no Brasil foi a de 30 a 59 anos, representando 53,2% dos casos, com 26.186 registros. A taxa de internação também foi mais elevada nesta faixa etária, exceto para crianças menores de um ano (Brasil, 2024). 

Esses números refletem uma associação entre a alta incidência de hanseníase e condições socioeconômicas desfavoráveis. Indivíduos em situação de vulnerabilidade social representam a maioria dos casos e, frequentemente, apresentam maior risco de desenvolver sequelas físicas devido ao diagnóstico tardio ou ao não tratamento adequado (Romero et al., 2019).

No estado de Pernambuco, especificamente, foram registrados 25.008 novos casos de hanseníase entre 2011 e 2021, resultando em uma prevalência de 16,51 casos por 100 mil habitantes, com uma taxa de 37,26 por 100 mil habitantes nas regiões metropolitanas. Assim como em nível nacional, observa-se uma alta incidência de pacientes com ensino fundamental incompleto e baixa renda familiar, demonstrando a influência significativa dos fatores socioeconômicos na propagação da hanseníase (Elias et al., 2023).

Nas regiões metropolitanas, esse índice aumenta para 37,26 casos por 100 mil habitantes. Assim como ocorre a nível nacional, uma alta proporção dos pacientes diagnosticados no estado apresenta perfil socioeconômico baixo, sendo que 57% têm ensino fundamental incompleto e 60% vivem com apenas um salário mínimo, revelando um perfil epidemiológico que reflete a relação entre condições socioeconômicas e a prevalência da doença em Pernambuco (Elias et al., 2023).

3.2 Fatores de risco para contaminação por Mycobacterium leprae

A transmissão da hanseníase ocorre principalmente por meio da eliminação do Mycobacterium leprae através das vias aéreas superiores, como pela tosse, espirro ou fala de pessoas infectadas. O contágio não ocorre por meio de objetos ou contato físico direto, como abraços (Brasil, 2024).

Alguns fatores de risco estão associados ao desenvolvimento da hanseníase. Um dos principais fatores é o convívio prolongado: o contato próximo com uma pessoa infectada por um período de três semanas dobra a probabilidade de infecção (Niitsuma et al., 2021). 

Além disso, a vacina BCG, administrada até os cinco anos de idade para proteção contra a tuberculose, também ajuda a fortalecer a resposta imunológica contra o Mycobacterium leprae. A ausência dessa vacinação aumenta a suscetibilidade das crianças à hanseníase, deixando-as mais vulneráveis à infecção (Niitsuma et al., 2021).

Outro fator relevante é a associação entre raça/cor e o risco de infecção. Segundo a Fiocruz (2019), pessoas de raça/cor preta têm 92% mais risco de contrair hanseníase em comparação com pessoas de raça/cor branca. Esse aumento do risco é atribuído à maior prevalência de populações negras em áreas urbanas periféricas, onde o acesso a saneamento básico é limitado e as moradias são frequentemente construídas de materiais precários, como taipa ou madeira, o que aumenta o risco de adoecimento pela hanseníase.

3.3 Políticas públicas de prevenção

A hanseníase ainda representa um desafio global significativo, apesar de estar presente na história da humanidade há séculos. Em resposta, a OMS lançou a “Estratégia Global para a Hanseníase”, com o objetivo de reduzir, ou até eliminar, a ocorrência de novos casos, principalmente entre crianças. Contudo, esse avanço tem ocorrido de forma lenta, dado que, nos últimos cinco anos, houve uma redução mínima na incidência da doença no continente africano, enquanto outros continentes apresentaram leve aumento (OMS, 2016).

No Brasil, a hanseníase é especialmente prevalente entre populações em condições socioeconômicas e ambientais menos favorecidas, além de enfrentar obstáculos no acesso a serviços de saúde adequados. Para enfrentar esses desafios, o Ministério da Saúde adotou a “Estratégia Nacional para o Enfrentamento da Hanseníase”, que se alinha aos objetivos da OMS. Entre suas metas estão preconizadas a busca pela redução das taxas de novos casos; a diminuição da incidência entre crianças; e a institucionalização do registro em todos os estados para criar um perfil epidemiológico fiel e abrangente (Brasil, 2021).

Em Pernambuco, essas diretrizes foram reforçadas pela criação da “Política Estadual de Educação Preventiva Contra a Hanseníase”, instituída pela Lei Nº 18.471 em 2024. Essa política prevê a capacitação de profissionais de saúde para o manejo adequado dos pacientes, bem como o combate ao estigma social associado à hanseníase. A iniciativa busca difundir o conhecimento e incentivar a prevenção, promovendo uma abordagem colaborativa com sociedade para reduzir a incidência e melhorar o tratamento da hanseníase (Pernambuco, s.d.).

3.4 Dados do DATASUS acerca do contato registrado com indivíduos que tiveram o diagnóstico confirmado da hanseníase em Jaboatão dos Guararapes-PE

Atualmente, o estado de Pernambuco apresenta a terceira maior taxa de detecção de hanseníase no Brasil, figurando entre os dez estados com maior prevalência da doença. Segundo a “Estratégia Nacional para o Enfrentamento da Hanseníase”, 106 municípios pernambucanos estão classificados no grupo três, o nível mais crítico de combate à doença. Esse grupo inclui municípios com uma taxa de detecção de hanseníase igual ou superior a 10 casos por 10.000 habitantes. Entre os municípios com maior número de casos, destacam-se Recife e Jaboatão dos Guararapes, que enfrentam desafios significativos no controle e prevenção da hanseníase (Brasil, 2021). 

As tabelas a seguir apresentam dados essenciais para a compreensão do panorama epidemiológico da hanseníase na cidade de Jaboatão dos Guararapes-PE, com base no contato. Ao analisar esses indicadores, é possível identificar os principais fatores de risco e as populações mais vulneráveis.

Tabela 1: Diagnósticos nos últimos 9 anos 

AnoDiagnósticos
2015755
2016538
2017810
2018634
2019770
2020298
2021338
2022381
2023261
202464

Fonte: DATASUS, 2024.

Tabela 2: Sexo das pessoas diagnosticadas com hanseníase nos últimos 9 anos  

AnoFemininoMasculino
2015398357
2016254284
2017426393
2018367281
2019362408
2020141157
2021169169
2022184197
2023107154
20242935

Fonte: DATASUS, 2024.

Tabela 3: Idade das pessoas diagnosticadas com hanseníase nos últimos 9 anos  

Ano15-19 anos20-29 anos30-59 anos60+ anos
2015346450681
2016338226789
20175355468117
201837108307119
20198773421149
2020156012975
2021293517266
20223051219475
202343712781
20240142713

Fonte: DATASUS, 2024.

Tabela 4: Cor das pessoas diagnosticadas com hanseníase nos últimos 9 anos  

AnoBrancaPardaPreta
201512755442
20167733469
201714551376
201814642246
20197738397
20205113849
20214412746
20226617756
20233011631
202401822

Fonte: DATASUS, 2024.

Tabela 5: Escolaridade das pessoas diagnosticadas com hanseníase nos últimos 9 anos  

AnoAnalfabetoEnsino Fundamental IncompletoEnsino Fundamental CompletoEnsino Médio IncompletoEnsino Médio Completo
201539371177596
201620240392890
2017273095445112
201833225235376
201939252384780
20201871362350
20211281302657
2022239281863
2023440112049
20244153210

Fonte: DATASUS, 2024.

3.5 Representação gráfica acerca dos pacientes diagnosticado com hanseníase, com contato registrado em Jaboatão dos Guararapes-PE

Gráfico 1: Pacientes diagnosticados com hanseníase com contato registrado (2015-2024)

Fonte: produção autoral, construído através de dados do DATASUS, 2024.

Gráfico 2: Pacientes diagnosticados com hanseníase com contato registrado por sexo (20152024)

Fonte: produção autoral, construído através de dados do DATASUS, 2024.

Gráfico 3: Pacientes diagnosticados com hanseníase com contato registrado por faixa etária (2015-2024)

Fonte: produção autoral, construído através de dados do DATASUS, 2024.

Gráfico 4: Pacientes diagnosticados com hanseníase com contato registrado por cor  (20152024)

Fonte: produção autoral, construído através de dados do DATASUS, 2024.

Gráfico 5: Pacientes diagnosticados com hanseníase com contato registrado por grau de escolaridade (2015-2024)

Fonte: produção autoral, construído através de dados do DATASUS, 2024.

3.6 Dados acerca dos pacientes diagnosticado com hanseníase, com contato examinado em Jaboatão dos Guararapes-PE

Tabela 6: Total de pessoas que tiveram diagnóstico de hanseníase com contato registrado nos últimos 9 anos  

AnoDiagnósticos Totais
2015548
2016499
2017739
2018574
2019619
2020289
2021284
2022360
2023239
202425
Total4.176

Fonte: DATASUS, 2024.

Tabela 7: Sexo das pessoas que tiveram diagnóstico de hanseníase com contato registrado nos últimos 9 anos 

AnoSexo FemininoSexo Masculino
2015265283
2016236263
2017391348
2018317257
2019288331
2020138151
2021145139
2022176184
202398141
2024187
Total2.0722.104

Fonte: DATASUS, 2024.

Tabela 8: Idade das pessoas que tiveram diagnóstico de hanseníase com contato registrado nos últimos 9 anos  

Ano15-1920-2930-5960+
2015314836350
2016337324784
20173955419108
201837102264115
20197056324131
2020156012174
2021293413961
2022264418475
202343610879
202401063

Fonte: DATASUS, 2024.

Tabela 9: Cor das pessoas que tiveram diagnóstico de hanseníase com contato registrado nos últimos 9 anos  

AnoCor BrancaCor PardaCor Preta
201511038239
20167030369
201712847759
201812937740
20196732556
20205113548
20214511840
20226316952
2023289831
20240611
Total6912.390445

Fonte: DATASUS, 2024.

Tabela 10: Escolaridade das pessoas que tiveram diagnóstico de hanseníase com contato registrado nos últimos 9 anos  

AnoAnalfabetoFundamental IncompletoFundamental CompletoMédio IncompletoMédio Completo
201532236157575
201619216382885
201717293544599
201838201235369
201935207314763
20201870362344
20211372282640
2022239241859
2023430112049
2024033210
Total1991.423243277593

Fonte: DATASUS, 2024.  

3.7 Representação gráfica acerca dos pacientes diagnosticados com hanseníase, com contato examinado em Jaboatão dos Guararapes-PE

Gráfico 6: Pacientes diagnosticados com hanseníase com contato examinado (2015-2024)

Fonte: produção autoral, construído através de dados do DATASUS, 2024.

Gráfico 7: Pacientes diagnosticados com hanseníase com contato examinado por sexo (20152024)

Fonte: produção autoral, construído através de dados do DATASUS, 2024.

Gráfico 8: Pacientes diagnosticados com hanseníase com contato examinado por faixa etária (2015-2024)

Fonte: produção autoral, construído através de dados do DATASUS, 2024.

Gráfico 9: Pacientes diagnosticados com hanseníase com contato examinado por cor (20152024)

Fonte: produção autoral, construído através de dados do DATASUS, 2024.

Gráfico 10: Pacientes diagnosticados com hanseníase com contato examinado por grau de escolaridade (2015-2024)

Fonte: produção autoral, construído através de dados do DATASUS, 2024.

4 DISCUSSÃO

4.1 Diagnósticos Anuais

Para fins epidemiológicos, usou-se o parâmetro de contatos examinados, ou seja, os pacientes que de fato passaram por avaliação médica, pois os dados de contato registrado incluem pessoas que foram contactadas por profissionais de saúde do Sistema Único de Saúde, por suspeita de hanseníase, mas sem necessariamente receber o diagnóstico da doença, já os contatos examinados trata-se dos pacientes que foram examinados clinicamente e receberam diagnóstico positivo da hanseníase.

Assim, a tabela 6 de diagnósticos revela um comportamento flutuante no número de casos de hanseníase entre 2015 e 2024. Observa-se um aumento significativo em 2017, atingindo o maior número de diagnósticos (739), representando um aumento de 48.1% em relação ao ano anterior, que foi 499 diagnósticos em 2016, seguido de um novo pico em 2019 com 619 casos. A partir de 2020, o número de casos registrados começou a diminuir de forma acentuada, alcançando o menor valor em 2024 (25 casos).

Esse padrão pode refletir as mudanças nas estratégias de detecção e tratamento da hanseníase no período analisado. A queda acentuada a partir de 2020 pode estar associada à pandemia de COVID-19, que dificultou o acesso aos serviços de saúde e pode ter atrasado o diagnóstico de novas infecções. A redução observada em 2024 é um dado positivo, pois pode indicar uma possível diminuição na incidência da doença, embora também possa refletir subnotificação ou barreiras contínuas no sistema de saúde para a detecção de casos.

4.2 Distribuição por Sexo

A distribuição dos diagnósticos por sexo aponta uma predominância de casos em mulheres (2.072) em relação aos homens (total de 2.104), com diferenças variáveis ao longo dos anos, como pode ser visualizado na Tabela 7. Anos como 2017 e 2018 apresentaram uma diferença mais pronunciada, com o número de diagnósticos femininos, 391 (em 2017) e 317 (em 2018), superando os masculinos, que foi 348 (no ano de 2017) e 257 (em 2018). Essa predominância de casos em homens se alinha ao perfil epidemiológico esperado para hanseníase, onde o comportamento social e ocupacional masculino, bem como a maior exposição a fatores de risco, contribuem para uma maior suscetibilidade à infecção.

Adicionalmente, os dados reforçam a importância de estratégias de educação e prevenção da doença voltadas para ambos os sexos, especialmente para o público masculino.

Esse grupo apresenta barreiras de acesso ao serviço de saúde e pode adiar a busca por diagnóstico e tratamento, o que aumenta o risco de complicações e transmissão.

4.3 Distribuição por Faixa Etária

Na Tabela 8, de faixa etária, observa-se que a maior parte dos casos se concentra no grupo de 30 a 59 anos, representando um grupo de risco importante, como pode ser analisado no ano de 2022 em que esse grupo teve 108 pessoas diagnosticadas com hanseníase, 36 pessoas na faixa dos 20 a 29 anos e 26 pessoas na faixa dos 15 aos 19 do mesmo período. Esse grupo etário é o mais ativo economicamente, o que pode contribuir para a propagação da doença, devido ao maior contato social e possíveis condições de trabalho que elevam a exposição a ambientes de risco.

A faixa de 60 anos ou mais também apresenta números consideráveis, como no ano de 2019 em que o número de diagnósticos dessa faixa, 131, foi maior que o total das faixas etárias dos 15 a 19 e 20 a 29 juntas, que foi de 126, do mesmo ano. sugerindo uma prevalência acumulada que pode estar relacionada com infecções antigas ou casos não diagnosticados ao longo da vida. A presença de diagnósticos em faixas etárias mais jovens (15 a 29 anos) indica a importância de ações preventivas desde a adolescência e juventude, com um enfoque específico em comunidades de maior risco.

4.4 Distribuição por Cor

A distribuição por cor/etnia evidencia uma predominância de casos entre indivíduos pardos (2.390), seguidos por brancos (691) e pretos (335), como pode ser visualizado na Tabela 9. Esse padrão está em linha com dados epidemiológicos que mostram que a hanseníase afeta desproporcionalmente grupos de menor status socioeconômico, muitos dos quais são predominantemente pardos no Brasil. 

Esse cenário sugere uma correlação entre raça e condições socioeconômicas, incluindo aspectos como habitação, saneamento básico, e acesso ao sistema de saúde. Assim, essa tabela reforça a necessidade de políticas públicas voltadas para o combate das desigualdades sociais e raciais, uma vez que essas condições são fatores de risco adicionais para a hanseníase. A implementação de ações que promovam a equidade no acesso aos cuidados de saúde é crucial para a redução dos índices de infecção e propagação da doença.

4.5 Distribuição por Escolaridade

A tabela de escolaridade, Tabela 10, evidencia que a maior parte dos casos está entre pessoas com ensino fundamental incompleto (1.387), seguidas pelo grupo com ensino médio completo (534), no período de 2015 a 2022. Um número significativo de casos também é observado entre pessoas analfabetas (195), no mesmo período de análise, o que sugere uma relação entre nível de escolaridade e acesso à informação sobre prevenção e cuidados com a hanseníase.

Indivíduos com escolaridade mais baixa tendem a ter menos acesso à educação em saúde, o que dificulta o reconhecimento dos sintomas da hanseníase e a procura precoce por diagnóstico e tratamento. Isso pode ser evidenciado no ano de 2015, em que o número de pessoas diagnosticadas por hanseníase foi de 236, enquanto o número de pessoas com o fundamental completo era de apenas 15 no mesmo ano. Esse dado evidencia a necessidade de programas educacionais de saúde voltados para a hanseníase, especialmente direcionados a comunidades com menor escolaridade. A conscientização pode melhorar o acesso ao diagnóstico precoce e o cumprimento do tratamento, reduzindo a taxa de transmissão e as complicações associadas. Além disso, nos anos de 2015 a 2022 o número de pessoas diagnosticadas com hanseníase que possuíam ensino médio completo era menor do que as de pessoas com ensino fundamental incompleto, podendo ser avaliado na tabela 10.

Essas análises sugerem que a hanseníase, além de um problema de saúde, é também um reflexo das desigualdades sociais e econômicas presentes no país. A compreensão detalhada desses dados fornece insights importantes para orientar políticas públicas e ações de saúde direcionadas às populações mais vulneráveis, promovendo a equidade no combate e prevenção da hanseníase.

4.6 Fatores socioeconômicos da população mais afetada 

O acesso à saúde da população mais afetada pela hanseníase é um aspecto crucial para o controle da doença e para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes. As desigualdades sociais e econômicas desempenham um papel significativo na prevalência da hanseníase, uma vez que a maioria dos casos está concentrada entre indivíduos de baixa renda e com menor nível educacional. Essa situação é agravada pela falta de infraestrutura adequada, como saneamento básico e acesso a serviços de saúde, que são essenciais para prevenir a disseminação da doença.

Em muitos casos, a população mais vulnerável enfrenta barreiras que dificultam a busca por diagnóstico e tratamento. O estigma associado à hanseníase pode levar ao isolamento social e à discriminação, resultando em um ciclo de evasão do cuidado. Além disso, a falta de informações e o desconhecimento sobre a doença, especialmente entre aqueles com baixo nível de escolaridade, dificultam ainda mais o acesso ao tratamento adequado.

A análise da prevalência da hanseníase entre grupos étnicos, especialmente entre pessoas pardas e pretas, revela como as desigualdades raciais interagem com as questões socioeconômicas. Esses grupos frequentemente habitam áreas periféricas, onde as condições de vida são precárias, e a disponibilidade de serviços de saúde é limitada. Isso ressalta a necessidade de um planejamento de políticas públicas que abordem essas desigualdades de forma integrada, levando em consideração as especificidades locais e as necessidades da população.

As políticas de saúde pública devem priorizar a promoção da equidade no acesso aos serviços de saúde, implementando estratégias que garantam a detecção precoce e o tratamento da hanseníase. É essencial criar programas de conscientização que eduquem as comunidades sobre a doença, desmistificando mitos e estigmas. Além disso, as campanhas devem ser acessíveis e culturalmente relevantes, com o envolvimento de líderes comunitários para aumentar a eficácia das iniciativas.

Outro aspecto importante é a capacitação dos profissionais de saúde para lidar com a hanseníase, garantindo que estejam preparados para oferecer um atendimento humanizado e livre de preconceitos. Isso pode contribuir para que os pacientes se sintam mais seguros em buscar atendimento e, assim, reduzam as taxas de diagnóstico tardio.

Logo, o fortalecimento da vigilância epidemiológica e da rede de assistência à saúde é fundamental para garantir que todos os indivíduos, especialmente os mais vulneráveis, tenham acesso aos cuidados necessários. A elaboração de políticas públicas deve considerar a intersecção entre saúde, educação e desenvolvimento social, promovendo um ambiente em que a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento da hanseníase sejam viáveis para toda a população, independentemente de sua condição socioeconômica.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Depreende-se, portanto, que a hanseníase ainda é um grave problema de saúde pública no Brasil, especialmente no estado de Pernambuco, onde a prevalência da doença se associa a fatores sociais, econômicos e educacionais. A análise dos dados evidenciou que a hanseníase ainda afeta de maneira desproporcional populações vulneráveis, refletindo desigualdades estruturais que dificultam o acesso a serviços de saúde adequados.

É necessário que as políticas públicas sejam formuladas e implementadas de maneira abrangente, visando não apenas o controle epidemiológico da hanseníase, mas também a promoção da equidade em saúde. Isso inclui a necessidade de ações de conscientização e educação em saúde que combatam o estigma associado à doença, além da capacitação contínua dos profissionais de saúde para um atendimento mais humanizado.

A prevenção e o diagnóstico precoce são fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e minimizar as sequelas físicas e sociais da hanseníase. Portanto, as estratégias devem incluir a mobilização de comunidades e a criação de redes de apoio que incentivem a busca pelo tratamento, especialmente entre os grupos mais afetados.

Ademais, a intersecção de fatores como raça, classe social e condições de vida deve ser considerada na formulação das políticas, uma vez que a promoção da saúde vai além da simples oferta de serviços. É preciso adotar uma abordagem integral que busque melhorar as condições socioeconômicas e de vida da população, garantindo assim que todos tenham acesso a cuidados adequados e respeitosos.

Em suma, enfrentar a hanseníase requer um esforço conjunto entre governo, sociedade civil e comunidade, com um foco claro na equidade e na justiça social. Somente através de uma abordagem integrada e sensível às realidades locais será possível reduzir os índices da doença e promover a saúde e o bem-estar da população.

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1Discente do Curso Superior de Medicina da AFYA Faculdade de Ciências Médicas de Jaboatão. E-mail:
layslatamyresjb@gmail.com
2Discente do Curso Superior de Odontologia da Universidade Estadual do Piauí. E-mail: joaosa2003@aluno.uespi.br
3Docente do Curso Superior de Medicina da AFYA Faculdade de Ciências Médicas de Jaboatão. E-mail:
giulia.zanella@afya.com.br