PREVENÇÃO DE ACIDENTES DOMÉSTICOS ATRAVÉS DA CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS: UM RELATO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA

PREVENTING DOMESTIC ACCIDENTS THROUGH STORYTELLING: A UNIVERSITY EXTENSION REPORT

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ar10202508152325


Olivana do Socorro Miranda Tavares¹; Edficher Margotti²; Ana Samyle Borges Farias³; Beatriz da Silva Almeida⁴; Carliene Fiel Valente⁵; Mateus Gonçalves Costa⁶; Samara Rebeca Silva de Miranda⁷; Samylis Silva dos Santos⁸.


Resumo

Este estudo tem como objetivo relatar o uso do teatro de fantoches à beira-leito para a prevenção de acidentes domésticos e promoção da saúde em uma unidade de internação pediátrica. Trata-se de um relato de experiência desenvolvido por acadêmicos de enfermagem do projeto de extensão “Acidentes Domésticos na Infância Não é Brincadeira” em um hospital universitário em Belém do Pará. A atividade foi desenvolvida para crianças hospitalizadas com condições clínicas que as impediam de participar de atividades em grupo. O teatro de fantoches envolvia encenações que abordavam temas como quedas, queimaduras, uso de tomadas e intoxicações, levando em consideração a faixa etária e o estado emocional de cada criança. Observou-se uma diminuição nos sinais de estresse e ansiedade, além de maior compreensão sobre comportamentos preventivos. Além disso, a ação também promoveu o fortalecimento do vínculo entre equipe de saúde e as crianças, bem como proporcionou aos discentes o desenvolvimento de competências empáticas, criativas e comunicacionais. Conclui-se que o uso do lúdico é uma estratégia eficaz para a educação em saúde e prevenção de acidentes infantis no ambiente doméstico.

Palavras-chave: Acidentes Domésticos. Criança Hospitalizada. Prevenção de Acidentes. Educação em Saúde.

1 INTRODUÇÃO

A prevenção de acidentes domésticos corresponde a atuação perante os riscos ambientais, sociais, intrínsecos e extrínsecos relacionados a situações inesperadas, a partir de medidas tomadas para a realização de uma boa intervenção em tempo hábil e com resultados positivos. (Santos, et al.2022)

Nesse contexto, ao ser vítima de possíveis eventos de lesões abruptas, seu quadro clínico e a estadia em unidades pediátricas são acontecimentos que podem afetar diretamente em seu estado emocional dependendo de sua idade, cognição e percepção, ademais, limitações diárias devido a rotina hospitalar e a dificuldade de enfrentamento de suas emoções e realidade pode causar impactos no desenvolvimento infantil. (Silva, et al.2023)

Dessa forma, a execução de atividades que proporcionam cuidados assistenciais a partir de peculiaridades para cada público, é essencial no alcance do sucesso de uma medida de prevenção e promoção à saúde do público infantil, assim, direcionar atividades lúdicas é necessário no manejo de condutas que ofereçam conforto durante a internação dessa faixa etária em setores pediátricos. (Claus et al, 2021)

Para o desenvolvimento de ações de promoção e recuperação de saúde, utiliza-se não somente tecnologias, materiais e a terapêutica farmacológica, mas recursos assistenciais que associam, ao agir assistencial teórico-prático, ações de escuta qualificada, expressão de sentimentos, a criação da tríade de vínculo profissional, paciente e família e atividades lúdicas, que amenizam sentimentos negativos e possibilitem um ambiente seguro e acolhedor a esta faixa etária. (Silva, et al.2023)

Assim, a partir de situações vivenciadas associadas ao desenvolvimento de quadro clínicos e seu tratamento, geram em crianças a estranheza do ambiente, a reclusão, introspecção desse público, a evolução de  sentimentos negativos e o quadro de humor deste público. (Silva, et al. 2023)

Dessa forma, as intervenções não farmacológicas, como o lúdico, tornam-se perspectivas na melhora de quadros emocionais, sociais, psíquicos e afetivos, além de promoção de cuidados e oportunidade de aprendizagem. (Teixeira; Dos Santos. 2023)

Por isso, o “brincar” exercido em espaços de internação possui relevância para a promoção da saúde, nesse contexto, justifica a necessidade de contribuições acerca de atividades lúdicas desenvolvidas à beira-leito, que proporcionam prevenção, interação, autonomia e autocuidado para crianças e adolescentes. (Campos et al, 2024)

A questão norteadora deste trabalho conclui-se em se as atividades lúdicas desenvolvidas à beira-leito permitem a aprendizagem acerca de acidentes domésticos?

Desse modo, o presente trabalho tem como objetivo descrever o teatro de fantoche realizado à beira-leito como ferramenta de promoção em saúde e prevenção de acidentes.

2 METODOLOGIA

Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, realizado em um hospital universitário, localizado na cidade de Belém, Pará, Brasil. Os envolvidos na experiência são acadêmicos de enfermagem, através do projeto de extensão “Acidentes Domésticos na Infância Não é Brincadeira – ADINB”. A experiência ocorreu durante a permanência ativa dos extensionistas no ano de 2024.

3 DESCRIÇÃO DA EXPERIÊNCIA

No primeiro momento, é identificado os leitos que não possuem a possibilidade de assistir as peças de teatro no ambiente o qual é realizado as ações do projeto, assim, de forma sensível e planejada, iniciando-se com a verificação do censo diário de internação para identificar quais crianças, por condições clínicas ou restrições médicas, não podem sair para participar das atividades recreativas em grupo. Após isso, é realizada a seleção dos materiais lúdicos para educação em saúde e momentos de descontração com as crianças beira-leito, e por fim, a paramentação adequada de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) para interação com as crianças nas enfermarias selecionadas. No momento seguinte, constitui-se pela ação propriamente dita, ao chegar ao leito, é realizado o teatro com fantoche sobre temas associados a acidentes domésticos infantis.  É a partir da utilização dos fantoches como ferramenta de diversão, é possível o alcance de uma experiência individualizada direcionada ao momento vivenciado pela criança, adaptada à faixa etária, com encenações e diálogos que se relacionem com a criança e seu estado emocional, aliviando o estresse e outros sentimentos vivenciados por crianças e adolescentes em ambientes de internações, essa iniciativa além do acolhimento e o fortalecimento de vínculo e confiança entre o público infantil e o aluno voluntário realizando a ação propiciam o momento educativo, que se desenvolve simultaneamente a ludicidade dos fantoches. É através do teatro dos fantoches beira leito é o mecanismo articulado de abordagem de temas importantes de modo leve em que se origina ações de educação em saúde, indagações e estímulo do pensamento crítico e autocuidado. O último momento configura-se como a dinâmica elaborada pelos extensionistas, no qual, a partir da história contada, explora-se o entendimento da criança sobre o assunto demonstrado, seus entendimentos, sua compreensão acerca de limitações, perigos, possibilidades e tomada de decisão acerca de cuidados em ambientes domiciliares, gerando assim a aproximação deste público com a independência no próprio cuidado e desenvolvimento de análise de situações cotidianas que oferecem riscos a sua saúde. Assim, a utilização do fantoche como instrumento de abordagem, humaniza as interações e estabelece segurança e confiança para a realização de dinâmicas, facilitando a comunicação, o que torna receptivo a informação, além de um participante ativo, sendo protagonista no seu processo de aprendizagem nas situações apresentadas nas histórias, engajando em assuntos como o cuidado com tomadas, intoxicação por produtos de limpeza, quedas, corte,queimaduras, entre outros acidentes evitáveis, além de motivar a participação do responsável, promovendo intervenção educativa para além do público e ampliando o alcance de iniciativas que buscam reduzir danos evitáveis em domicílio e gerando maior consciência.

4 RESULTADOS E DISCUSSÕES

A implementação do teatro de fantoches à beira-leito como atividade lúdica em unidades de internação pediátrica evidenciou-se como uma estratégia eficaz para a promoção da saúde e prevenção de acidentes domésticos entre o público infantil. A ação foi direcionada especialmente para crianças com restrições clínicas ou impedimentos médicos que impossibilitaram sua participação nas atividades recreativas em grupo. Dessa forma, o projeto ofereceu um momento individualizado e sensível, no próprio leito hospitalar, adaptando os conteúdos e abordagens de acordo com a faixa etária, condição emocional e quadro clínico da criança.

Durante as visitas, foram realizadas pequenas encenações com fantoches, nas quais temas relacionados à segurança no ambiente doméstico foram abordados de maneira lúdica, clara e acessível. Assuntos como o uso correto de tomadas, o perigo de produtos de limpeza, escadas, objetos cortantes e fogo foram inseridos em narrativas criativas, o que favoreceu a participação ativa das crianças, que se mostraram curiosas, interagiram com os personagens e, em muitos casos, desejaram reproduzir ou continuar as histórias.

Verificou-se que a ludicidade proporcionada pelos fantoches reduziu significativamente sinais de estresse, ansiedade e angústia, frequentemente presentes no contexto hospitalar. O ambiente antes caracterizado pelo isolamento e silêncio tornou-se, ainda que temporariamente, um espaço de escuta ativa, alegria, acolhimento e aprendizado. Além do alívio emocional, foi possível perceber o desenvolvimento de atitudes mais seguras por parte das crianças, que passaram a compreender a importância de evitar comportamentos de risco no ambiente doméstico.

Outro aspecto observado foi o fortalecimento do vínculo entre a equipe de saúde e os pacientes pediátricos. As crianças deixaram de ser meras receptoras de cuidado e passaram a ocupar um papel ativo no processo educativo, demonstrando envolvimento, fazendo perguntas e refletindo sobre o conteúdo apresentado. A participação dos familiares também foi relevante, pois ao perceberem o interesse das crianças, mostraram-se motivados a ouvir e aprender, ampliando o alcance da intervenção educativa.

Além dos efeitos sobre os pacientes e suas famílias, a atividade também proporcionou benefícios significativos para os discentes envolvidos no projeto. A vivência prática permitiu o desenvolvimento de habilidades importantes para a assistência de enfermagem, como empatia, escuta qualificada, criatividade, comunicação adaptada e sensibilidade ao lidar com o sofrimento infantil. Os acadêmicos relataram que a experiência contribuiu para uma compreensão mais ampla e humanizada do cuidado em saúde, destacando a importância de intervenções que vão além da técnica e do conhecimento biomédico.

Portanto, os resultados obtidos reforçam a importância da utilização de estratégias educativas lúdicas no ambiente hospitalar, especialmente junto ao público infantil. O teatro de fantoches revelou-se uma ferramenta potente não apenas para a prevenção de acidentes domésticos, mas também para a promoção do bem-estar físico, emocional e social das crianças hospitalizadas, gerando impactos positivos tanto no processo de cuidado quanto na formação dos profissionais de saúde.

O teatro de fantoches é um instrumento lúdico de ensino-aprendizagem que contribui de maneira significativa na educação de crianças. A utilização dessa ferramenta proporciona a esse público a oportunidade de aprender de forma recreativa, dinâmica e cativante (De Andrade; Tibúrzio,2022). Ao vivenciar histórias com personagens fictícios, as crianças se envolvem emocionalmente com o conteúdo, o que potencializa a absorção das informações e favorece a mudança de comportamentos de risco (Anjos To, et al., 2021).

No contexto da prevenção de acidentes domésticos, a ferramenta é eficaz ao retratar situações cotidianas, como o uso de objetos cortantes, contato com produtos de limpeza e o fogão, ensinando as crianças sobre os perigos e formas de proteção. Quando incentivada a adotar medidas de segurança, a criança age com mais cautela. Esse conhecimento sobre os riscos e a forma de evitar lesões, permite um desenvolvimento de habilidades para agir corretamente diante de situações  perigosas (Oliveira et al., 2020).

Além disso, o teatro de fantoches ajuda as crianças a entender ou aceitar certas circunstâncias, como por exemplo um nascimento de um irmão ou a perda de um ente querido (Pinheiro Rd, 2021). No caso das ações do projeto, isso se traduziu na capacidade de abordar temas delicados relacionados a choques, quedas, entre outros, com leveza. Esse método permite  que as crianças aprendam o que são os acidentes, como evitá-los e a importância de adotar comportamentos seguros (Carmo; Silva, 2022).

O uso da ludicidade à beira-leito demonstrou ser útil para diminuir sentimentos de medo e ansiedade. Quando a criança brinca, ela adquire os meios para libertar o estresse e a tensão gerados pelas suas vivências na interação com o ambiente hospitalar. Esse é um meio privilegiado de exploração e expressão dos medos, anseios e receios, acentuando seu valor terapêutico (Da Silva Quixabeira et al, 2021).

Atividades como essa contribuem para a recuperação física, reduzindo o tempo de internação e promovendo a adesão ao tratamento. Do ponto de vista emocional, a prática fortalece a resiliência, melhora o humor e facilita a socialização, tornando o ambiente hospitalar mais acolhedor e menos intimidador (Ciuffo et al., 2023). Em um contexto que interrompe a rotina da criança, o uso do lúdico preserva seu desenvolvimento e mantém a sensação de normalidade, essencial ao bem-estar.

5 CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS

Mediante ao exposto, nota-se a relevância da implementação de atividades lúdicas como ferramentas para a prevenção de acidentes domésticos e promoção da saúde no contexto hospitalar. Através das vivências obtidas foi possível reconhecer como promover ações de educação em saúde de maneira acessível para o público infantil não apenas contribui no aprendizado, mas também oportuniza momentos descontraídos de acolhimento, em um ambiente marcado por desafios no que diz respeito à hospitalização infantil.

Ademais, a participação dos discentes nas atividades relacionadas ao projeto, possibilitou o aprimoramento de habilidades fundamentais na prática da assistência de enfermagem, que estão além de conhecimentos teóricos e técnicos, evidenciando que a saúde não se restringe apenas a aspectos biológicos, mas também emocionais, sociais e afetivos. Através das atividades os estudantes puderam exercer escuta ativa, empatia e habilidades comportamentais que favorecem a adaptação do conhecimento para um público com tantas particularidades.

REFERÊNCIAS

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CAMPOS, I. C. O. et al. A importância do brincar durante o tratamento de crianças hospitalizadas. Revista Eletrônica Acervo Saúde, v. 24, n. 8, e14935, 2024.

CARMO, L. S.; SILVA, V. C. Teatro de fantoches como estratégia lúdica para a promoção e prevenção à saúde. Revista Eletrônica Acervo Saúde, v. 15, n. 7, e10685, 2022. DOI: https://doi.org/10.25248/reas.e10685.2022.

CLAUS, M. I. S. et al. A inserção do brincar e brinquedo nas práticas de enfermagem pediátrica: pesquisa convergente assistencial. Escola Anna Nery, Rio de Janeiro, v. 25, n. 3, e20200383, 2021. DOI: https://doi.org/10.1590/2177-9465-ean-2020-0383.

CIUFFO, L. L. et al. The use of toys by nursing as a therapeutic resource in the care of hospitalized children. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília, v. 76, n. 2, e20220433, 2023. DOI: https://doi.org/10.1590/0034-7167-2022-0433.

OLIVEIRA, V. C. Enfermagem e o brincar: prevenção de acidentes com pré-escolares. Brazilian Journal of Development, Curitiba, v. 6, n. 12, p. 103351-103362, 2020. DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv6n12-729.

PINHEIRO, R. D. Fantoches: reações e emoções de crianças na mediação da leitura e na interação com as histórias infantis. LUME: Repositório Digital, v. 1, n. 1, p. 12-83, 2021.

SANTOS, R. R. et al. Prevenção de acidentes domésticos na infância: conhecimento de cuidadores de uma unidade de saúde. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília, v. 75, n. 2, e20210006, 2022. DOI: https://doi.org/10.1590/0034-7167-2021-0006.

SILVA, J. I. et al. O lúdico como estratégia no cuidado no olhar da criança hospitalizada. Saúde Coletiva (Barueri), São Paulo, v. 10, n. 52, p. 2210-2221, 2020. DOI: https://doi.org/10.36489/saudecoletiva.2020v10i52p2210-222.

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TEIXEIRA, B. S.; SANTOS, C. C. A. A contribuição do brincar na assistência à criança hospitalizada: percepções da enfermeira. Práticas e Cuidado: Revista de Saúde Coletiva, Salvador, v. 6, e17309, 2025. DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.15760214. Disponível em: https://www.revistas.uneb.br/saudecoletiva/article/view/17309. Acesso em: 12 ago. 2025.


¹Discente do Curso Superior de Enfermagem da Universidade Federal do Pará Campus Belém, e-mail: olivanatavares52@gmail.com. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-9807-0896.;
²Docente do Curso Superior de Enfermagem da Universidade Federal do Pará Campus Belém. Doutorado em Saúde da Criança com área de concentração em Pediatria (PPGPSC/2013), e-mail: edficher@ufpa.br. ORCID: https://orcid.org/0000-0003-2948-8284.;
³Discente do Curso Superior de Enfermagem da Universidade Federal do Pará Campus Belém, e-mail: ana.borges.farias@ics.ufpa.br. ORCID: https://orcid.org/0009-0004-9383-6655.;
⁴Discente do Curso Superior de Enfermagem da Universidade Federal do Pará Campus Belém, e-mail: beatriz.almeida@ics.ufpa.br. ORCID: https://orcid.org/0009-0005-2360-3327.;
⁵Discente do Curso Superior de Enfermagem da Universidade Federal do Pará Campus Belém, e-mail: carliene.valente@ics.ufpa.br. ORCID: https://orcid.org/0009-0004-4939-4538.;
⁶Discente do Curso Superior de Enfermagem da Universidade Federal do Pará Campus Belém, e-mail: mateus.goncalves.costa@ics.ufpa.br. ORCID: https://orcid.org/0009-0009-5648-830.;
⁷Discente do Curso Superior de Enfermagem da Universidade Federal do Pará Campus Belém, e-mail: samara.miranda@ics.ufpa.br. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-6279-6169.;
⁸Discente do Curso Superior de Enfermagem da Universidade Federal do Pará Campus Belém, e-mail: samylis.santos@ics.ufpa.br. ORCID: https://orcid.org/0009-0001-8236-8575.