PORTADOR DO TRAÇO FALCÊMICO: UMA LITERATURA NARRATIVA

SICKLE CELL TRAIT CARRIER: A NARRATIVE LITERATURE REVIEW

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ni10202511302120


Isabella do Nascimento Campos Daniel
Maria Eduarda Lobato de Mattos
Orientador Profº. MSc. Frederico Augusto Rocha Neves


Resumo

A doença falciforme (DF) é uma hemoglobinopatia hereditária autossômica recessiva causada pela mutação que substitui o ácido glutâmico por valina na cadeia beta da hemoglobina, originando a hemoglobina S (HbS). Em homozigose (HbSS), essa alteração leva à deformação dos eritrócitos em forma de foice, polimeriza da HbS e episódios de vaso-oclusão, responsável pelas principais manifestações clínicas de enfermidade. No Brasil, a DF apresenta distribuição heterogênea, com maior prevalência nas regiões Norte e Nordeste e cerca de 3.000 novos casos.

O traço falciforme (HbAS), caracterizado pela heterozigose para o gene da hemoglobina S, é amplamente prevalente na população brasileira, variando de 2% a 8% conforme a região. Embora considerado clinicamente benigno em condições normais, indivíduos com HbAS podem manifestar eventos vaso-oclusivos, rabdomiólise por esforço físico, complicações renais especialmente nefropatia falciforme e risco de morte súbita quando expostos a hipóxia, desidratação, altas temperaturas ou atividades físicas intensas. A alta frequência do gene HbS está associada à vantagem seletivo contra malária, o que explica sua persistência em população de origem africana.

 A triagem neonatal e o aconselhamento genético constituem estratégias fundamentais para o diagnóstico precoce, prevenção de complicações e orientação reprodutiva embora ainda existam lacunas na implementação dessas medidas.

Neste trabalho, apresenta-se uma síntese epidemiológica, fisiopatologia e as particularidades clínicas da doença e do traço falciforme, além de uma avaliação do conhecimento populacional obtido por meio de questionário on-line aplicado nas cinco regiões do Brasil.

Palavras-chave: doença falciforme, traço falciforme, hemoglobina S

ABSTRACT

Sickle cell disease (SCD) is an autosomal recessive hereditary hemoglobinopathy caused by a mutation that replaces glutamic acid with valine in the β‑globin chain, resulting in hemoglobin S (HbS). In the homozygous state (HbSS), this alteration leads to erythrocyte deformation into a sickle shape, HbS polymerization, and vaso‑occlusive episodes, which are responsible for the main clinical manifestations of the disease. In Brazil, SCD shows a heterogeneous distribution, with higher prevalence in the North and Northeast regions and approximately 3,000 new cases annually.

Sickle cell trait (HbAS), characterized by heterozygosity for the hemoglobin S gene, is widely prevalent in the Brazilian population, ranging from 2% to 8% depending on the region. Although considered clinically benign under normal conditions, individuals with HbAS may experience vaso‑occlusive events, exertional rhabdomyolysis, renal complications—particularly sickle cell nephropathy—and an increased risk of sudden death when exposed to hypoxia, dehydration, high temperatures, or intense physical exertion. The high frequency of the HbS gene is associated with selective advantage against malaria, which explains its persistence in populations of African ancestry.

Newborn screening and genetic counseling are essential strategies for early diagnosis, prevention of complications, and reproductive guidance, although gaps in the implementation of these measures still persist.

This study presents an epidemiological overview, the pathophysiology, and the clinical particularities of sickle cell disease and sickle cell trait, as well as an assessment of population knowledge obtained through an online questionnaire administered across the five regions of Brazil.

Keywords: sickle cell disease, sickle cell trait, hemoglobin

Introdução

A doença falciforme (DF) ou anemia falciforme (AF) é uma doença genética hereditária autossômica homozigótica que ocorre quando dois genótipos HbS formam um genótipo HbSS a partir da substituição de um ácido glutâmico por uma valina na posição 6 do cromossomo 11. Quando expostos a tecidos com baixos níveis de oxigenação, como a medula renal, extremidades ou músculos grandes, os eritrócitos perdem a forma de disco e endurecem, resultado do alongamento da molécula HbS e da aproximação as globinas β-S, se polimerizando1. Estes assumem um formato de foice, o que os torna mais frágeis, permeáveis e grudentos, fazendo com que se acumulem nas paredes de vasos menores, junto de plaquetas e células inflamatórias, impedindo o fluxo de outras células2. A doença foi registrada pela primeira vez em 1910 por James B. Herrick, e, nos anos 1950, Linus Pauling e seus colegas determinaram que se tratava de uma doença de ordem genética3. Esta condição que promove a deformação dos eritrócitos em forma de foice e desencadeia uma série de complicações clínicas4;5. No Brasil, a doença possui distribuição heterogênea, com maior prevalência nas regiões Norte e Nordeste, onde a frequência de heterozigotos para HbS varia entre 6% e 10%6;7. Estima-se que nasçam cerca de 3.000 crianças com doença falciforme a cada ano no país, incluindo aquelas com anemia falciforme e outras hemoglobinopatias relacionadas8.

Entre as principais complicações associadas à AF, destacam-se as crises alérgicas, pneumonias, acidente vascular cerebral (AVC), síndrome torácica aguda, priapismo e osteonecrose9. Tais manifestações não apenas comprometem a qualidade de vida, como também impõem limitações significativas no cotidiano dos pacientes, influenciando aspectos sociais, psicológicos e ocupacionais10;11. Além disso, a experiência de dor é frequentemente acompanhada de sofrimento holístico, abarcando dimensões física, emocional, social e espiritual11.

O diagnóstico precoce, especialmente por meio da triagem neonatal, e o aconselhamento genético representam estratégias essenciais para o manejo da AF. Essas intervenções permitem não apenas o controle sintomático e a prevenção de complicações, mas também o esclarecimento sobre padrões de herança genética, auxiliando indivíduos e famílias na tomada de decisões reprodutivas7;12. No entanto, persistem lacunas na implementação dessas práticas, resultando em desinformação e impactos negativos na saúde pública13.

A anemia falciforme (AF) é uma das doenças genéticas e hereditárias mais comuns em todo o mundo, resultante de uma mutação no gene da hemoglobina, que leva à produção de hemoglobina S (HbS) em homozigose (HbSS), condição que promove a deformação dos eritrócitos em forma de foice e desencadeia uma série de complicações clínicas4;5. No Brasil, a doença possui distribuição heterogênea, com maior prevalência nas regiões Norte e Nordeste, onde a frequência de heterozigotos para HbS varia entre 6% e 10%6;7. Estima-se que nasçam cerca de 3.000 crianças com doença falciforme a cada ano no país, incluindo aquelas com anemia falciforme e outras hemoglobinopatias relacionadas8.

Entre as principais complicações associadas à AF, destacam-se as crises álgicas, pneumonias, acidente vascular cerebral (AVC), síndrome torácica aguda, priapismo e osteonecrose9. Tais manifestações não apenas comprometem a qualidade de vida, como também impõem limitações significativas no cotidiano dos pacientes, influenciando aspectos sociais, psicológicos e ocupacionais10;11. Além disso, a experiência de dor é frequentemente acompanhada de sofrimento holístico, abarcando dimensões física, emocional, social e espiritual11.

O diagnóstico precoce, especialmente por meio da triagem neonatal, e o aconselhamento genético representam estratégias essenciais para o manejo da AF. Essas intervenções permitem não apenas o controle sintomático e a prevenção de complicações, mas também o esclarecimento sobre padrões de herança genética, auxiliando indivíduos e famílias na tomada de decisões reprodutivas7;12. No entanto, persistem lacunas na implementação dessas práticas, resultando em desinformação e impactos negativos na saúde pública13.

O traço falciforme, condição genética resultante da heterozigose para o gene da hemoglobina S (HbAS), constitui uma das alterações hematológicas hereditárias de maior prevalência no Brasil, com uma frequência que varia regionalmente de 2% a 8%, estimando-se a existência de mais de dois milhões de portadores em todo o país. Em condições fisiológicas normais, os indivíduos com traço falciforme são assintomáticos, não apresentam anemia, têm expectativa de vida semelhante à da população geral e seus achados hematológicos são normais, com a concentração de hemoglobina A (HbA) superando a de hemoglobina S (HbS).

Pacientes portadores do traço têm maior predisposição a desenvolver carcinoma de medula renal, rabdomiólise por esforço e a sofrer morte súbita, entre demais complicações vasculares, pulmonares, oculares e sistêmicas14; 15.      

Geralmente, pacientes com porcentagens abaixo de 35% permanecem assintomáticos em condições ambientais e fisiológicas consideradas normais; porém, pacientes com valores acima deste podem apresentar dor abdominal no quadrante superior direito ou no peito, respiração curta e aperto no peito. Em condições extremas, como hipo/hipertermia, hipóxia, desidratação ou outras condições que favoreçam a falcização das hemácias, pode haver sintomas semelhantes aos de AF e crises vaso-oclusivas. Em pacientes com TF, a dor após esforços físicos é descrita como uma cãibra acompanhada de fraqueza e dormência2.

Origem

Sabe-se que a síndrome falciforme tem ligação direta com a raça. Na África, a prevalência dessas mutações é de 25% a 45% e a incidência das complicações varia de acordo com os haplótipos de cada região e, consequentemente, sua clínica. A associação dessa mutação genética com a malária só foi feita em 195416; 17. Essa mutação causa a substituição de uma adenina (A) por uma timina (T), originando uma valina (Val) no lugar de um ácido glutâmico (Glu) na posição 6 do cromossomo 1116.

A mudança de aminoácidos que causam a deformidade das células inibe a reprodução e o desenvolvimento do hemoparasita Plasmodium falciparum nos eritrócitos dismórficos, consequentemente diminuindo 90% dos danos clínicos causados pela malária em pacientes HbAS16. Acredita-se que essa variação tenha ocorrido como um mecanismo de preservação da espécie, visto que indivíduos HbAA vinham a óbito em decorrência da malária e indivíduos HbSS faleciam pela doença falciforme ainda durante a infância. Indivíduos HbAS não eram acometidos com nenhuma das duas complicações, levando o traço para as seguintes gerações18. Existe maior probabilidade de que um vetor (mosquito Anopheles ou, popularmente, mosquito-prego) transmissor da malária adquira o protozoário de um indivíduo assintomático HbAS do que de um indivíduo sintomático HbAA19.

A síndrome falciforme

A anemia e o traço falciforme acometem aproximadamente 300 a 400 mil neonatos/ano na África Subsaariana e Índia e aproximadamente 300 milhões de pessoas no mundo, principalmente em países endêmicos de malária20.

O traço falciforme ainda é considerado uma condição benigna, já que não apresenta sintomas de importância médica no cotidiano, porém, quando expostos a condições desfavoráveis como o calor e o frio extremos, altas e baixas altitudes e condições que favoreçam a falcização das células e possam elevar o pH do sangue21.

Tecidos com baixa oxigenação como os músculos grandes e a medula renal tendem a aumentar a polimerização das células sanguíneas, que perdem elasticidade e assumem o formato de foice, se agregando à outras células com mais facilidade e consequentemente aumentando o recrutamento inflamatório e os riscos do surgimento de trombos e isquemia tecidual14;20.

Por ser uma área com baixa oxigenação, a medula renal costuma sofrer fenômenos vaso-oclusivos na microvasculatura com maior frequência, o que pode causar carcinoma medular renal, inflamação crônica, Doença Renal Crônica (DRC) e a perda de néfrons justamedulares, o que afeta o funcionamento do órgão como um todo, podendo evoluir para RDC terminal. A única condição clínica reportada na maior parte dos portadores do traço é a hipostenúria21.

O acometimento variável dos rins, comum em portadores de TF, é denominado Nefropatia Falciforme. Apesar de quase sempre assintomática e inofensiva, é uma condição que tem significativo aumento de morbimortalidade e injúria vascular sistêmica, além de outros acometimentos sistêmicos. Apesar disso, portadores de TF têm menor predisposição a um declínio cognitivo e Acidente Vascular Encefálico Isquêmico e Demência Evidente 20;14;3.

Em condições externas favoráveis, esses indivíduos não costumam apresentar sintomas ou sinais do traço e, desde que mantendo visitas regulares a especialistas e um estilo de vida saudável, podem viver uma vida normal, sem diminuição da expectativa de vida.

A síndrome falciforme no Brasil

A anemia falciforme é uma das doenças hematológicas hereditárias com a maior relevância epidemiológica no Brasil, sendo um problema de saúde pública também em outros países. Estima-se que no Brasil 60.000 a 100.000 pessoas tenham anemia falciforme. A AF tem uma distribuição heterogênea em todo país e nos estados da Bahia, Piauí e Distrito Federal estão os maiores números de casos. A expectativa de vida de pessoas com AF no Brasil é de 37 anos da idade em relação a população em geral. A partir de um estudo que discorre sobre a mortalidade no país, sabe-se que das 6.533.132 mortes registradas, 3.320 foram de indivíduos com anemia falciforme. A idade mediana de morte entre eles foi de 32 anos, já na população saudável em geral é de 69 anos22.

No Brasil, estima-se que 4% da população tenha o traço falciforme. A incidência da HbAS é superior nas regiões norte e nordeste, englobando 6% a 10% da população dessas regiões, enquanto no sul e sudeste acomete 2% a 3% da população. Isso se deve à maior concentração da população, trazida da África no século XVI, nessas regiões. Dessa maneira, houve a herança dos genes da hemoglobina S pelas gerações seguintes18.

Metodologia

Foi elaborado um questionário utilizando a plataforma Google Forms com 10 perguntas simples e objetivas com linguagem clara para coleta de dados sobre o conhecimento da população das cinco regiões do Brasil sobre o assunto. Este foi compartilhado por aplicativo de mensagens instantâneas e o folder informativo foi enviado individualmente por e-mail para cada participante.

A coleta de literatura foi feita através das plataformas SciELO e PubMed usando os descritores Sickle cell, Sickle cell trait, Sickle cell and Brazil e Sickle cell and ethnic, sickle cell and genetic.

Foram aplicadas as seguintes perguntas:

 Idade

Sexo

Cor (autodeclarada)

Você sabe o que é traço falciforme, também conhecido como hemoglobina S ou traço falcêmico? (Pergunta 1)

Você tem histórico familiar de doença (anemia falciforme) ou traço falciforme? (Pergunta 2)

Você já fez o exame para identificação do traço (eletroforese de hemoglobina)? (Pergunta 3)

 Você sabia que o traço falciforme pode ser hereditário (de pai para filho)? (Pergunta 4)

 Você conhece os riscos que pessoas portadoras do traço correm? (Pergunta 5)

Você já procurou ou recebeu informações sobre o traço falciforme? (Pergunta 6)

Resultados

Foram obtidas 184 respostas em todo o Brasil para as perguntas anteriormente citadas e extraídos os seguintes dados:

Dos participantes entrevistados, a maioria tem entre cinquenta e um e sessenta e nove anos (58), seguidos por participantes com idades entre trinta e um e quarenta anos (48), dezoito e trinta anos (44), quarenta e um e cinquenta anos (31) e maiores de setenta anos (3) como ilustra o gráfico:

Figura 1. Fonte: Autoras, 2025

Dentre os participantes entrevistados, 70% são mulheres e 30% homens, como ilustrado no gráfico:

Figura 2. Autoras, 2025

Os participantes se autodeclararam como de cor parda (58%), brancos (32%), pretos (9%) e amarelos (1%), como ilustrado:

Figura 3. Autoras, 2025

A grande maioria dos entrevistados respondeu “não” para todas as perguntas, como é mostrado no gráfico:

Figura 4. Autoras, 2025

Discussão

Em sua quase totalidade as respostas obtidas através do questionário mostram que o traço falciforme é tratado como uma condição inofensiva e que as informações divulgadas pelo Ministério da Saúde, não deixam claros os riscos silenciosos enfrentados pelos portadores.

As pessoas não demonstram interesse em informações básicas sobre a condição e a doença e apesar da notificação compulsória de novos casos de DF desde 202323, pessoas nascidas antes deste período são quase invisíveis tanto para os dados epidemiológicos, quanto para si mesmos quando não sabem que são portadores.

No Brasil, as forças armadas não exigem testes para a detecção de hemoglobinopatias, o que torna o ingresso de indivíduos que não sabem ser portadores ainda mais arriscado24. O risco de morte súbita por calor ou lesões oriundas do esforço extremo durante o treinamento pode aumentar principalmente em regiões mais quentes como o Norte e o Nordeste, mas isso não é levado em consideração durante a elaboração de testes de saúde e de aptidão física.

Com o avanço do aquecimento global, o planeta tem esquentado cada vez mais e o número de casos de morte por calor extremo têm aumentado com o passar dos anos. Portadores do traço tendem a ser mais sensíveis a mudanças climáticas, principalmente ao calor e, infelizmente, muitos destes acabam perdendo suas vidas por conta das altas temperaturas, mas isso não pode ser amplamente divulgado, pois não há como diferenciar a falcização ante e post-mortem25; 21.

De modo geral, portadores estão em risco constante em um país com diferenças climáticas e geográficas muito grandes e às vezes não podem nem ao menos seguir certas profissões, mas tudo é pior quando não se sabe que carrega o traço, portanto, a conscientização e o teste do pezinho não são apenas questões de saúde pública, mas ferramentas de autonomia. Saber é o primeiro e o mais crucial passo para mapear os perigos, adaptar a rotina e dialogar com médicos, assim, transformar um risco constante em uma vida plena, mesmo que requeira acompanhamento médico contínuo.

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23 Ministério da Saúde. Doença falciforme terá agora notificação obrigatória [Internet]. 2023 [Citado 1 Nov 2025]. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2023/novembro/doenca-falciforme-tera-agora-notificacao-obrigatoria

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