REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202508151220
Sara Cristina Saraiva Batista Diniz1
Dayrton Raulino Moreira2
Manuela Luiza de Souza Fernandes3
Roberta Oriana Assunção Sousa da Ponte Lopes4
Caroline Nogueira Paranhos5
RESUMO
A diarreia aguda (DA) é uma das principais causas de morbimortalidade infantil e desnutrição nos países em desenvolvimento, sendo considerada a segunda maior causa de morte em crianças menores de 5 anos. Tendo em vista a magnitude da situação objetivou-se a avaliar as internações por diarreia aguda em pacientes internados em um hospital pediátrico. Sendo realizado um estudo do tipo descritivo, observacional e retrospectivo, de abordagem quantitativa através da análise dos dados contidos nos prontuários eletrônicos de 84 pacientes internados durante o ano de 2023 no Hospital Municipal da Criança Dr Noé Fortes de Cerqueira com CID-10 A 0.09. Em relação as características sociodemográficas, a maioria das crianças internadas eram do sexo masculino, pertenciam a faixa etária de 1 a 5 anos e eram provenientes da própria capital. A média de dias de internação no estudo foi de 5,13 dias. Quanto as variáveis farmacoterapêuticas, 73,8% (n= 62) fez uso de antibiótico, sendo a ceftriaxona por via endovenosa a mais utilizada com 40,3% (n= 25). Quanto ao uso de probiótico, 84,5% (n=71) fizeram uso da medicação durante a internação, sendo o Saccharomyces boulardii o mais utilizado com 91,5% (n= 65). Infere-se que o tratamento realizado no manejo da diarreia foi baseado nas evidências científicas, sendo utilizada a SBP como referência.
Palavras-chave: Gastroenterites. Pediatria. Hospitalização.
ABSTRACT
Acute diarrhea (AD) is one of the main causes of childhood morbidity and mortality and malnutrition in developing countries, and is considered the second leading cause of death in children under 5 years of age. Given the magnitude of the situation, the objective was to evaluate hospitalizations due to acute diarrhea in patients admitted to a pediatric hospital. A descriptive, observational, and retrospective study was carried out, with a quantitative approach through the analysis of data contained in the electronic medical records of 84 patients admitted during the year 2023 to the Dr. Noé Fortes Municipal Children’s Hospital in Cerqueira with ICD-10 A 0.09. Regarding sociodemographic characteristics, the majority of hospitalized children were male, belonged to the age group of 1 to 5 years, and came from the capital itself. The average number of days of hospitalization in the study was 5.13 days. Regarding pharmacotherapeutic variables, 73.8% (n = 62) used antibiotics, with intravenous ceftriaxone being the most used with 40.3% (n = 25). Regarding the use of probiotics, 84.5% (n = 71) used the medication during hospitalization, with Saccharomyces boulardii being the most used with 91.5% (n = 65). It is inferred that the treatment performed in the management of diarrhea was based on scientific evidence, with the SBP being used as a reference.
Keywords: Gastroenteritis. Pediatrics. Hospitalization.
INTRODUÇÃO
A diarreia aguda (DA) constitui-se como uma das principais causas de morbimortalidade infantil e desnutrição em países em desenvolvimento (World Health Organization, 2005), sendo ainda considerada a segunda maior causa de morte em crianças menores de cinco anos e responsável por aproximadamente um terço das hospitalizações pediátricas. Frequentemente associada à desnutrição e desidratação, a DA compromete diretamente a saúde e o adequado desenvolvimento infantil (Costa et al., 2021).
Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP, 2023), o Ministério da Saúde (MS) define diarreia aguda como uma síndrome na qual ocorre três ou mais episódios diários de evacuações com fezes diarreicas e que apresenta evolução autolimitada com duração máxima de 14 dias.
Os protozoários, as bactérias e os vírus são os principais agentes causadores de diarreia aguda infecciosa, com maior prevalência, principalmente, nas menores de cinco anos. Os vírus são os principais agentes etiológicos da diarreia aguda de origem infecciosa, sendo o rotavírus o patógeno mais frequente, embora os quadros bacterianos sejam responsáveis por uma maior letalidade. E as principais bactérias encontradas nesses contextos são a “Escherichia coli”, “Shigella spp” ou “Salmonella spp”.
Nesse contexto, a introdução da vacina contra rotavírus no Programa Nacional de Imunização (PNI), implementada no ano de 2006, tem se mostrado um marco decisivo para a saúde pública brasileira. Essa estratégia resultou em uma redução expressiva nas taxas de internações hospitalares e de mortalidade por doenças diarreicas associadas a esse agente etiológico, especialmente entre crianças menores de um ano, refletindo diretamente na melhoria das condições de saúde infantil no país (Veras et al., 2022).
Além disso, os custos totais relacionados às hospitalizações por essa condição são elevados, atingindo mais de 32 milhões de reais no período de 2019 a 2023, com uma média anual superior a seis milhões de reais. Diante desse cenário, torna-se essencial garantir o acesso a serviços médicos ágeis e de qualidade, visando o tratamento precoce e a prevenção do agravamento das condições clínicas que levam às internações hospitalares nessa população pediátrica (Aranha et al., 2024).
Dessa forma, o presente estudo objetivou-se avaliar as internações decorrentes de diarreia aguda em pacientes atendidos em um hospital pediátrico. Por meio dessa análise, investigou-se as características clínicas e epidemiológicas que envolvem essas internações.
MÉTODOS
Trata-se de um estudo descritivo, observacional e retrospectivo, com abordagem quantitativa que foi desenvolvido através da análise sistemática dos dados constantes nos prontuários eletrônicos de pacientes internados com diagnóstico de diarreia e gastroenterite de origem infecciosa presumível, classificados sob o código CID-10 A09, conforme estabelecido pela Classificação Internacional de Doenças em um hospital municipal da cidade de Teresina- Piauí.
A instituição dispõe de 46 leitos destinados exclusivamente à internação clínica pediátrica, o que a qualifica como um importante centro de atenção secundária na capital piauiense.
Como critério de inclusão, baseou-se em pacientes na faixa etária entre 0 e 14 anos, internados no ano de 2023 com o diagnóstico clínico compatível com diarreia e gastroenterite de origem infecciosa presumível, devidamente registrado nos prontuários eletrônicos, segundo a classificação do CID-10 A09.
A coleta de dados foi iniciada somente após a devida aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa, conforme os preceitos éticos que regem estudos envolvendo seres humanos. A pesquisa seguiu integralmente os dispositivos da Resolução nº 466, de 12 de dezembro de 2012, do Conselho Nacional de Saúde, que dispõe sobre as diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos (Plataforma Brasil, CAAE: 78920624.4.0000.5211).
Os dados foram obtidos através da aplicação de um questionário semiestruturado com variáveis epidemiológicas (sexo, idade e procedência) e variáveis clínicas (duração da internação, se fez uso de antibiótico e qual antibiótico, se fez uso de probiótico e qual probiótico, se fez uso de protetor gástrico e qual protetor gástrico, se fez uso de sintomáticos e qual sintomáticos e se fez uso de hidratação venosa.) Os dados coletados foram organizados e sistematizados em um banco eletrônico, construído especificamente para esta pesquisa, com a utilização do software Microsoft “Excel 2019”.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Foram identificados, por meio do sistema eletrônico de registros hospitalares, 84 pacientes com idade entre 0 e 14 anos e 11 meses, internados com diagnóstico compatível com o código CID-10 A09, correspondente a diarreia e gastroenterite de origem infecciosa presumível. Esses registros compuseram a amostra analisada neste estudo, respeitando os parâmetros metodológicos estabelecidos.
Em relação aos desfechos clínicos observados, verificou-se que, entre os 84 casos incluídos na amostra, não houve registro de óbito durante o período de internação. Tal achado sugere, de forma preliminar, a efetividade das condutas assistenciais e terapêuticas empregadas pela equipe multiprofissional da instituição, refletindo um manejo clínico adequado dos episódios de diarreia aguda na população pediátrica atendida.
No contexto das internações por diarreia no estado do Piauí, a evolução dos indicadores epidemiológicos reflete avanços significativos na assistência à saúde infantil ao longo das últimas décadas. Um estudo ecológico conduzido na região analisou a taxa de internação e o coeficiente de mortalidade por diarreia em crianças menores de cinco anos, evidenciando uma redução expressiva nos óbitos relacionados à doença. Entre os anos de 1990 e 2015, a mortalidade infantil por diarreia passou de 14% para 1,4%, indicando melhorias substanciais nas estratégias de prevenção, diagnóstico e tratamento dessa condição (COSTA et al., 2023).
Um estudo descritivo conduzido por Aranha et al. (2024), que analisou a epidemiologia das internações pediátricas por doença diarreica aguda ao longo de um período de cinco anos na região Nordeste, revelou que o estado do Piauí foi responsável por 6,57% do total de internações registradas na macrorregião. Esse dado evidencia a relevância da diarreia aguda como um problema de saúde pública no estado, reforçando a necessidade de medidas preventivas e assistenciais eficazes para reduzir a incidência e a gravidade dos casos na população infantil.
Em Teresina, os dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS) indicam que, ao longo do ano de 2023, foram registradas 206 internações classificadas sob o código CID-10 para diarreia e gastroenterite de origem infecciosa presumível (DATASUS, 2024). Esse número reflete a persistência da diarreia aguda como um desafio significativo para a saúde pública, embora represente um cenário potencialmente mais controlado em comparação com períodos anteriores. A análise desses registros permite compreender a dinâmica epidemiológica da doença no município e a análise profunda das internações, pois o estudo abrangeu 40,7% das internações registradas no ano de 2023.
Desse modo, a Tabela 1 apresenta a distribuição dos pacientes pediátricos internados por diarreia aguda no ano de 2023, segundo as variáveis sexo, faixa etária e procedência.
Tabela 1- Perfil sociodemográfico. Teresina- PI, 2023.

Fonte: Elaborado pela autora (2025)
A análise dos dados sociodemográficos apresentados na Tabela 1 revela que a maioria das crianças internadas por diarreia aguda no hospital em estudo durante o ano de 2023 pertence ao sexo masculino, totalizando 45 casos, o que representa 53,6% da amostra. Esse achado corrobora com estudos epidemiológicos que identificam uma leve predominância do sexo masculino na incidência de doenças infecciosas pediátricas, possivelmente associada a fatores imunológicos, comportamentais e de exposição ambiental diferenciada entre os sexos durante a infância.
No que se refere à distribuição etária, observou-se que a maior parte dos pacientes internados se encontravam na faixa de 1 a 5 anos (n = 49; 58,3%), seguida por crianças com menos de 1 ano (n = 25; 29,8%). Esses dados reforçam a literatura que destaca a elevada vulnerabilidade de crianças menores de cinco anos à diarreia aguda, sobretudo em decorrência da imaturidade do sistema imunológico e da maior suscetibilidade à exposição a agentes patogênicos, frequentemente relacionada a práticas alimentares e de higiene em processo de desenvolvimento.
Além disso, em países em desenvolvimento, a presença de fatores como deficiência nutricional, desmame precoce e condições socioeconômicas precárias contribui para o aumento da incidência de infecções bacterianas mesmo quando estas não constituem a principal etiologia da doença, agravando o quadro clínico nessa faixa etária (Barbosa et al.,2020).
As faixas etárias de 6 a 10 anos e acima de 10 anos representaram, respectivamente, 9,5% e 2,4% da amostra, indicando menor impacto da diarreia aguda em crianças mais velhas, possivelmente devido à maior maturação imunológica e à redução da exposição direta a fatores de risco ambientais.
A epidemiologia das internações pediátricas por diarreia aguda na região Nordeste entre os anos de 2019 e 2023 tem sido amplamente investigada em estudos recentes, destacando padrões demográficos consistentes com os achados da presente pesquisa. Segundo Aranha et al. (2024), verificou-se que o sexo masculino foi o mais acometido, representando 52,69% dos casos, e que a faixa etária mais afetada foi de 1 a 4 anos, correspondendo a 50,58% das hospitalizações. Esses dados corroboram com os resultados encontrados no presente estudo, no qual 53,6% dos pacientes internados eram do sexo masculino e 58,3% pertenciam à faixa etária de 1 a 5 anos.
Quanto à procedência, verifica-se que a maioria das internações ocorreu entre crianças residentes na capital, correspondendo a 85,7% da amostra (n = 72), enquanto apenas 14,3% (n = 12) eram provenientes do interior do estado. Essa distribuição pode ser atribuída ao hospital em estudo que, por sua vez, caracteriza-se como uma unidade de atenção secundária, especializada no atendimento a urgências e emergências pediátricas, sendo referência na capital, especialmente para bairros adjacentes.
No estudo conduzido por Lemos (2024), no estado do Rio Grande do Norte, verificou-se um perfil epidemiológico diferente, com maior prevalência do sexo feminino (54,58%) e uma predominância expressiva de crianças oriundas do interior do estado (94,01%), contrastando com os achados da presente pesquisa, em que 85,7% das crianças internadas eram provenientes da capital. Essa divergência pode estar associada a fatores estruturais, como a distribuição da rede hospitalar e o acesso aos serviços de saúde, além de diferenças socioeconômicas e culturais entre os estados analisados.
O tempo médio de hospitalização observado na presente pesquisa foi de 5,13 dias. Resultado semelhante ao identificado por Rocha et al. (2012) em uma investigação realizada em Minas Gerais, na qual o tempo médio de permanência hospitalar foi de 4,8 dias, indicando um tempo relativamente curto de hospitalização. Como também, ao registrado em estudos conduzidos em outros municípios, como Matinhos, onde a média de permanência hospitalar foi de 5,3 dias, porém superior à média de 3 dias identificada em outras localidades (Millnitz et al., 2024).
A duração da internação pode variar em função de fatores como a gravidade do quadro clínico, a resposta individual ao tratamento instituído e a efetividade da reposição hidroeletrolítica.
Nesse contexto, a Tabela 2 apresenta a distribuição dos pacientes pediátricos internados por diarreia aguda em relação ao uso de sintomáticos e outras intervenções terapêuticas durante o período de hospitalização.
Tabela 2- Uso de sintomáticos nas internações pediátricas por diarreia aguda. Teresina – PI, 2023.


Fonte: Elaborado pela autora (2025)
Em relação ao uso de protetores gástricos, observou-se que apenas um paciente (1,2%) recebeu essa intervenção, enquanto a grande maioria (98,8%) não fez uso desse tipo de medicação. Esse dado sugere que a administração de protetores gástricos não é uma prática rotineira no manejo da diarreia aguda, possivelmente em conformidade com as diretrizes clínicas que desaconselham seu uso indiscriminado nessa condição.
No que se refere ao uso de probióticos, verificou-se uma prevalência elevada dessa abordagem terapêutica, com 84,5% (n=71) dos pacientes recebendo algum tipo de probiótico durante a internação. Dentre as cepas administradas, Saccharomyces boulardii foi a mais utilizada, correspondendo a 91,5% dos casos em que houve prescrição desse tipo de intervenção.
Outras cepas, como Bacillus clausii (2,8%), Bifidobacterium animalis subsp. lactis (2,8%), Lactobacillus rhamnosus (1,4%) e Saccharomyces cerevisiae (1,4%), foram menos frequentemente prescritas. Esse padrão de prescrição reforça a preferência clínica pelo Saccharomyces boulardii, cuja eficácia terapêutica já foi amplamente documentada, incluindo sua capacidade de reduzir significativamente a duração dos episódios diarreicos, o tempo de hospitalização e a frequência das evacuações, sem estar associada a eventos adversos relevantes, o que a configura como uma estratégia segura e eficaz no manejo clínico da gastroenterite aguda infantil (Fu et al., 2022).
De forma complementar, os probióticos também têm se mostrado terapias adjuvantes promissoras, principalmente quando administrados precocemente. A ampla prescrição de Saccharomyces boulardii observada neste estudo (91,5% dos casos com uso de probióticos) está alinhada a evidências de uma revisão sistemática conduzida por Júnior e Marroni (2021) e Grenov et al. (2017), que identificaram redução significativa na duração dos sintomas quando essa cepa foi utilizada no tratamento da diarreia aguda em crianças.
Esses achados reforçam a importância de integrar condutas baseadas em evidências ao protocolo clínico institucional, priorizando intervenções que não apenas atenuem os sintomas, mas também acelerem a recuperação clínica e reduzam o tempo de hospitalização. O uso de sintomáticos foi amplamente empregado, sendo administrado em 98,8% dos pacientes internados. Entre os medicamentos mais frequentemente utilizados, destacam-se a ondansetrona ou bromoprida (96,4%) e a dipirona (91,6%), indicando um foco no controle de sintomas como náusea, vômitos e febre.
Outros fármacos incluíram a simeticona (48,2%), utilizada para alívio de desconfortos gastrointestinais, o paracetamol (19,3%), o albendazol (21,7%) e a escopolamina (25,3%). A suplementação com zinco, recomendada pelo Ministério da Saúde como adjuvante na recuperação intestinal, recomendada para crianças menores de cinco anos, foi administrada em 13,3% (n=11) dos pacientes, o que pode indicar uma subutilização desse elemento terapêutico na população estudada. Embora subutilizada (13,3% dos casos), foi corretamente indicada para crianças menores de cinco anos, conforme as diretrizes nacionais.
No que concerne à reposição volêmica, 83,3% dos pacientes receberam hidratação venosa, enquanto 16,7% não necessitaram desse tipo de intervenção. Entre os componentes utilizados na reposição hidroeletrolítica, observou-se maior prevalência do uso de soro glicosado 5% ou 10% (67,1%) e soro fisiológico 0,9% (50,0%), seguidos pelo cloreto de potássio (KCl) (48,6%), cloreto de sódio (40,0%), glicose 50% (18,6%) e gluconato de cálcio (5,7%). A elevada frequência da hidratação venosa reforça a importância desse suporte terapêutico no manejo da diarreia aguda moderada a grave, garantindo a estabilização clínica e prevenindo complicações decorrentes da desidratação.
Além disso, um ponto crítico identificado no estudo diz respeito à ausência de descrição sistemática do exame físico nos prontuários analisados, o que compromete não apenas a justificativa clínica da escolha do tratamento, mas, sobretudo, a definição precisa do plano de hidratação mais adequado. Conforme argumentado por Lamas et al. (2021), a decisão pela hidratação venosa e seus respectivos componentes deve basear-se exclusivamente na avaliação detalhada dos sinais clínicos apresentados pela criança, como o grau de desidratação, perfusão periférica e estado geral.
A lacuna nos registros clínicos compromete, assim, a análise da adequação do manejo instituído e evidencia a necessidade de melhorias na qualidade da documentação clínica, a fim de garantir maior segurança, eficácia e rastreabilidade das condutas terapêuticas em ambiente hospitalar.
Os dados da presente pesquisa refletem a aplicação prática de intervenções farmacológicas amplamente respaldadas na literatura científica, especialmente no que se refere ao manejo sintomático e adjuvante da diarreia aguda em crianças. O uso de antieméticos, como a ondansetrona, foi identificado em 96,4% dos pacientes internados, sendo uma conduta condizente com os achados de Calegare e Comelis (2021), os quais destacam que tal medicação contribui significativamente para a redução dos episódios de vômito.
Essa ação é essencial, pois reduz as perdas líquidas e favorece a manutenção do estado de hidratação, especialmente em quadros clínicos de maior gravidade, nos quais a reposição volêmica torna-se um ponto crítico da conduta terapêutica. Essa estratégia contribui não apenas para a estabilização clínica, mas também para a prevenção de complicações decorrentes da desidratação.
Além dos antieméticos, outras intervenções complementares desempenham papel fundamental na recuperação da mucosa intestinal e na redução do tempo de internação. A suplementação com zinco, ainda que subutilizada na presente amostra (13,3%), é apontada por Lima et al. (2024) como um fator essencial para a integridade da mucosa intestinal e a aceleração da recuperação em episódios de gastroenterite. Estudos clínicos demonstram sua eficácia na redução da gravidade e duração dos quadros diarreicos.
No tocante às variáveis farmacoterapêuticas observadas neste estudo, os achados dialogam com as recomendações estabelecidas pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP, 2023), que, em seu guia de atualização, apresenta orientações clínicas para o tratamento da diarreia aguda em crianças. A SBP orienta, no que diz respeito à hidratação venosa, o uso de soluções como soro glicosado a 5% e soro fisiológico a 0,9%, os quais estiveram entre os mais utilizados na amostra analisada.
Além disso, a entidade recomenda o uso racional de antipiréticos, como dipirona e paracetamol, bem como antieméticos e a suplementação com zinco — todos identificados com diferentes frequências entre os pacientes estudados. No que tange ao uso de antibióticos, as diretrizes incluem fármacos como azitromicina, ceftriaxona e ciprofloxacino, sendo os dois primeiros amplamente prescritos na instituição analisada.
Ressalta-se, ainda, a recomendação do uso de probióticos, com ênfase na cepa Saccharomyces boulardii, que também foi a mais frequentemente administrada nesta pesquisa.
A Tabela 3 apresenta a distribuição dos pacientes pediátricos internados por diarreia aguda de acordo com o uso de antibióticos durante o período de hospitalização em 2023.
A administração de antimicrobianos é uma conduta que deve ser criteriosamente avaliada, considerando que a etiologia da diarreia aguda pode ser predominantemente viral, tornando o uso de antibióticos desnecessário na maioria dos casos.
Tabela 3 – Uso de antibióticos nas internações pediátricas por diarreia aguda. Teresina – PI, 2023.

Fonte: Elaborado pela autora (2025)
Com isso, a análise da Tabela 3 revela que, entre os 84 pacientes pediátricos internados por diarreia aguda no hospital em estudo, durante o ano de 2023, 73,8% (n=62) receberam antibioticoterapia durante o período de hospitalização, enquanto 26,2% (n=22) não fizeram uso desse tipo de medicamento. Esse dado indica uma elevada taxa de prescrição de antimicrobianos, o que levanta questionamentos acerca da etiologia predominante dos casos internados e da adequação do manejo clínico adotado na instituição.
A prescrição de antibióticos no contexto da diarreia aguda deve ser realizada com base em critérios clínicos bem estabelecidos, uma vez que a maioria dos episódios é de origem viral e tende a apresentar resolução espontânea com tratamento sintomático e reposição hidroeletrolítica adequada. Diretrizes nacionais e internacionais recomendam o uso de antimicrobianos apenas em casos específicos, como nos quadros de diarreia sanguinolenta sugestiva de disenteria bacteriana, na suspeita de infecção por Clostridium difficile, em situações de imunossupressão ou na presença de sinais de sepse.
Dessa forma, a alta frequência de prescrição observada pode indicar um possível uso excessivo desses fármacos, o que demanda uma avaliação mais criteriosa para evitar a seleção de microrganismos resistentes e minimizar os riscos associados ao uso indiscriminado de antibióticos. Ressalta-se que a diarreia associada ao uso de antibióticos está entre os eventos adversos mais comuns relacionados a esses medicamentos; embora a maioria dos casos seja leve, a infecção por Clostridium difficile pode evoluir para quadros graves, como colite, megacólon tóxico e até óbito (Mullish; Williams, 2018).
Por outro lado, a administração de antimicrobianos pode ter sido justificada em função da gravidade clínica de determinados casos, especialmente em pacientes que apresentaram sinais sugestivos de infecção bacteriana, como febre persistente, comprometimento do estado geral e manifestações sistêmicas. A ausência de informações detalhadas sobre os critérios adotados para a prescrição dos antibióticos limita a interpretação dos dados, tornando essencial a análise da conduta terapêutica em relação aos protocolos vigentes.
O percentual de 26,2% dos pacientes que não receberam antibioticoterapia sugere que, para essa parcela da amostra, o manejo clínico pode ter sido baseado na reidratação e na terapêutica sintomática, sem a necessidade de intervenção antimicrobiana. Essa abordagem está alinhada com as diretrizes que priorizam o uso racional de antibióticos, evitando o comprometimento da microbiota intestinal e reduzindo a resistência bacteriana. A avaliação detalhada desses achados contribui para a reflexão sobre a necessidade de monitoramento contínuo das práticas institucionais, garantindo a conformidade com as recomendações baseadas em evidências científicas e promovendo um tratamento mais seguro e eficaz para a população pediátrica acometida por diarreia aguda.
A distribuição dos dados permite visualizar a frequência e os tipos de antimicrobianos prescritos no manejo clínico da doença, evidenciando a predominância do uso de ceftriaxona por via endovenosa, seguida de metronidazol por via oral e azitromicina, segundo o Gráfico 1.
Gráfico 1- Uso de antibióticos nas internações pediátricas por diarreia aguda. Teresina- PI, 2023.
Fonte: Elaborado pela autora (2025)
Dessa maneira, constatou-se que 73,8% (n=62) dos pacientes fizeram uso de antibióticos durante a hospitalização, com predomínio da ceftriaxona por via endovenosa, administrada em 53,3% (n=48) dos casos.
O metronidazol por via oral foi o segundo antimicrobiano mais prescrito, utilizado em 23,3% (n=21) dos pacientes, seguido da azitromicina (12,2%), gentamicina (5,6%) e sulfametoxazol + trimetoprima (3,3%). A amoxicilina e a ampicilina, ambas utilizadas por apenas 1,1% dos pacientes, tiveram menor representatividade no esquema terapêutico adotado.
Cabe ressaltar que o número total de antibióticos prescritos (n=90) supera o número de pacientes que fizeram uso dessa terapia (n=62), o que indica a adoção de esquemas combinados em alguns casos. Essa prática pode estar relacionada à gravidade clínica de determinados pacientes ou à necessidade de cobertura antimicrobiana mais ampla para infecções bacterianas suspeitas ou confirmadas.
No entanto, considerando que a etiologia da diarreia aguda é predominantemente viral, a elevada prescrição de antibióticos levanta questionamentos sobre a adequação da conduta terapêutica em relação às diretrizes nacionais e internacionais, que recomendam o uso restrito desses fármacos apenas para quadros de disenteria bacteriana, infecção por Clostridium difficile ou casos específicos de imunossupressão.
Os achados da presente pesquisa, que apontam uma taxa de prescrição de antibióticos em 73,8% das internações pediátricas por diarreia aguda, dialogam com evidências de estudos internacionais, como o conduzido por Notejane et al. (2024) no Uruguai, no qual 86% das 229 crianças avaliadas também receberam tratamento antimicrobiano. Nesse estudo, a ceftriaxona foi o antibiótico mais utilizado (62%), seguida pela azitromicina (35%), padrão terapêutico semelhante ao observado no hospital em estudo, onde a ceftriaxona liderou as prescrições, seguida do metronidazol e da azitromicina.
Esses dados evidenciam uma tendência regional e até internacional de uso frequente de antibióticos no manejo da diarreia pediátrica, o que levanta importantes reflexões sobre a racionalidade dessas condutas frente à etiologia viral predominante da maioria dos casos.
Complementando essa análise, Brant, Antunes e Silva (2015), em estudo publicado no Jornal de Pediatria, destacam os benefícios do uso de zinco e probióticos como terapias adjuvantes no tratamento da diarreia aguda infantil, demonstrando redução significativa na duração do episódio diarreico e nas perdas fecais associadas. No entanto, os mesmos autores enfatizam que os antibióticos não estão indicados na maioria dos episódios de diarreia, mesmo quando há identificação de agentes bacterianos, devido ao curso autolimitado e benigno da doença na maioria dos casos.
Esses achados reforçam a importância da avaliação clínica criteriosa antes da prescrição de antimicrobianos, a fim de evitar o uso indiscriminado e os riscos associados à resistência bacteriana. No contexto da presente pesquisa, embora os antibióticos tenham sido amplamente utilizados, observa-se a necessidade de fortalecimento da adesão às diretrizes clínicas que priorizam terapias baseadas em evidências e o uso racional de medicamentos no manejo da diarreia aguda na infância.
CONCLUSÃO
O estudo alcançou seu objetivo ao caracterizar as internações por diarreia aguda em uma população pediátrica atendida em hospital de referência na capital piauiense, identificando os principais aspectos clínicos, epidemiológicos e terapêuticos envolvidos. Observou-se maior prevalência em crianças menores de cinco anos, do sexo masculino e residentes em áreas urbanas periféricas, evidenciando a influência de determinantes sociais e ambientais no risco de hospitalização.
Quanto ao perfil clínico e à conduta assistencial, a análise revelou que, a maioria dos pacientes não utilizaram protetor gástrico, fizeram uso de probiótico, sendo o Saccharomyces boulardii o mais utilizado. Quanto aos sintomáticos, a maioria fez uso, principalmente de antitérmico e antiemético e a minoria fez uso do zinco. A maioria fez uso de hidratação venosa composta. Quanto ao uso de antibiótico, a maioria dos pacientes fizeram uso de antibiótico.
Em grande parte, os tratamentos adotados estiveram alinhados às diretrizes do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Pediatria, sobretudo no uso de soluções de hidratação e probióticos. No entanto, foram detectadas inadequações, como a elevada prescrição de antibióticos e a subutilização do zinco, além da ausência de registros clínicos padronizados. Tais achados apontam para a necessidade de atualização contínua das equipes multiprofissionais, padronização de protocolos institucionais e melhoria na qualidade da documentação clínica.
Em síntese, os resultados contribuem para a identificação de grupos de risco e reforçam a importância de estratégias preventivas, ações educativas e intervenções clínicas baseadas em evidências, visando à redução da morbimortalidade infantil associada à diarreia aguda.
REFERÊNCIAS
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1Acadêmica do curso de Medicina do Centro Universitário UniFacid. Orcid: https://orcid.org/0000-0003-1040-0385.
2Professor Mestre do curso de Medicina do Centro Universitário UniFacid. Orcid: https://orcid.org/0000-0003-3746-8785.
3Acadêmica do curso de Medicina do Centro Universitário UniFacid. Orcid: https://orcid.org/0000-0003-2645-5460/print.
4Professora Mestre do curso de Medicina do Centro Universitário UniFacid.
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