REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511251212
Geovana Helena Batista*
João Pedro Lima Bernardes
Orientadora: Prof.ª Constance Rezende Bonvicini
RESUMO: O presente artigo analisa os impactos educacionais do uso excessivo da tecnologia e das redes sociais por crianças e adolescentes, evidenciando como o vício digital interfere na atenção, na memória, na disciplina e na motivação escolar. A pesquisa, de caráter dedutivo e bibliográfico, demonstra que o contato precoce e constante com telas estimula a busca por recompensas imediatas, reduz a tolerância à frustração e compromete o desenvolvimento cognitivo e emocional. Além disso, o uso sem supervisão expõe os jovens a conteúdos inadequados, ansiedade digital e queda no rendimento escolar. No contexto educacional, observa-se que o ambiente da sala de aula se torna menos atrativo diante da velocidade e dos estímulos do mundo virtual. Contudo, quando utilizada com intencionalidade pedagógica, a tecnologia pode se tornar uma aliada no processo de ensino, desde que mediada por professores capacitados e acompanhada por políticas públicas que promovam uma educação digital consciente, capaz de preparar as novas gerações para um futuro mais equilibrado e responsável.
Palavras-chave: Tecnologia. Redes sociais. Vício digital. Educação. Aprendizagem.
1 – INTRODUÇÃO
Vivencia-se, na contemporaneidade, uma era marcada pela intensa presença das tecnologias digitais, que passaram a influenciar de maneira profunda as relações sociais, a formação de identidade e o comportamento humano, o que também afeta o ambiente escolar.
Será apontado, ao longo do trabalho, que: “o uso excessivo das telas por crianças ou adolescentes, pode ter efeitos nocivos não apenas na saúde física, mas também nas habilidades sociais, intelectuais e emocionais.2”
Nessa perspectiva, o uso excessivo de dispositivos eletrônicos e redes sociais por crianças e adolescentes provoca um desequilíbrio no comportamento dos estudantes, com sintomas característicos de irritabilidade, agressividade e ansiedade, o que torna mais dificultoso o processo pedagógico3.
É importante ressaltar que não é objetivo do presente trabalho demonizar ou realizar um criticismo excessivo dos dispositivos eletrônicos e das redes sociais. É consabido que essas novas tecnologias trouxeram grandes avanços para a sociedade, notadamente na área de acesso à informação, comunicação, ciência, cultura e também na área educacional.
No entanto, o que se pretende é analisar minuciosamente os malefícios causados pelo uso indiscriminado dessas tecnologias por crianças e adolescentes, evidenciado as dificuldades causadas no processo de aprendizagem.
A estrutura do artigo organiza-se em três capítulos: o primeiro examina o impacto negativo do uso excessivo da tecnologia; o segundo aborda as consequências da utilização sem supervisão das redes sociais e o terceiro discute os impactos desses elementos no desempenho escolar dos discentes.
2 – O IMPACTO NEGATIVO DA UTILIZAÇÃO EM EXCESSO DE DISPOSITIVOS DIGITAIS POR CRIANÇAS E ADOLESCENTES
Conforme será demonstrado abaixo, a utilização de dispositivos eletrônicos, como aparelhos celulares, computadores, videogames, televisões, tablets, dentre outros, por longo períodos de tempo, tem o condão de impactar negativamente o desenvolvimento psíquico de crianças e adolescentes, especialmente no que tange a habilidades sociais, intelectuais e emocionais.4
Tal situação se agrava quando crianças e adolescentes, que evidentemente são agentes vulneráveis e necessitam da supervisão de responsáveis para desempenharem as atividades do cotidiano de forma adequada, são expostos indiscriminadamente ao uso da tecnologia, já que “uso prolongado e desregulado de tecnologias digitais tem sido associado a alterações neuropsicológicas que vão além do cansaço momentâneo ou da distração ocasional”5.
Nessa perspectiva, o que vem sendo observado é que o mundo físico e as brincadeiras convencionais que usualmente marcam o desenvolvimento ao longo da infância estão sendo gradualmente abandonadas pelo mundo digital, ocasionando um vício em dispositivos eletrônicos cada vez mais intenso.
Frisa-se que o uso abusivo de dispositivos eletrônicos por crianças e adolescentes é evidenciada por dados científicos, os quais demonstram a seguinte realidade:
Atualmente, 95% da população de 9 a 17 anos é usuária de internet no país, o que representa 25 milhões de crianças e adolescentes conectados. O celular foi apontado como o instrumento mais usado para o acesso de 97% dos usuários, sendo o único meio de conexão à rede para 20% dos entrevistados. Os Dispositivos: telefone celular, televisão, computador e videogame, considerando-se somente as classes D e E, essa proporção chega a 38%. Os dados evidenciam o poder de persuasão das tecnologias digitais nos lares brasileiros.6
Destarte, os infantes não se tornam dependentes dos dispositivos eletrônicos do “dia para a noite”. Ao contrário, é um processo gradual que se intensifica com a passagem do tempo. Essas crianças são expostas desde a tenra idade a longos períodos utilizando aparelhos eletrônicos, de modo que elas sequer conseguem conceber a possibilidade de viverem um infância sem o uso das ferramentas digitais, torna-se algo inimaginável.7
A partir da utilização excessiva dos recursos tecnológicos, uma consequência lógica é a redução das interações sociais e familiares e o isolamento. As crianças e adolescentes estão cada vez mais isolados no mundo digital, sendo um verdadeiro desafio afastá-los das telas para trazê-los ao mundo real, a fim de que eles possam ter interações com outras pessoas, inclusive no âmbito familiar.
Outrossim, cumpre ressaltar que a utilização excessiva de tecnologias ao longo da infância e da adolescência pode ocasionar severos impactos neurológicos, já que, nessa faixa de idade, “o cérebro adolescente, por estar em processo de maturação, torna-se mais suscetível à influência de estímulos digitais constantes.”8
Destaca-se que a utilização de dispositivos eletrônicos, por ocasionar intenso prazer aos usuários, o que provoca o vício e a dependência, inclusive em decorrência de aspectos neuroquímicos:
[…] esse efeito de prazer se assemelha com a dependência de substância (álcool e drogas ilícitas), pois a internet apresenta uma estrutura relacionada com a elevação do neurotransmissor dopamina, como também aspectos de abstinência e tolerância.9
Logo, conclui-se que a utilização indiscriminada dos recursos tecnológicos possui elevado poder viciante, especialmente no que tange às crianças e adolescentes, que são um público mais vulnerável que os adultos, em razão de seu corpo e sua personalidade estarem em processo de desenvolvimento.
Para além de serem altamente viciantes, a utilização excessivo de dispositivos tecnológicos podem ocasionar distúrbios físicos nos usuários, usualmente ligados a problemas de posturais, como “como a síndrome do “Text Neck”, causada pela inclinação excessiva da cabeça ao olhar para dispositivos eletrônicos”, além de potencializar o sedentarismo e a obesidade.10
Aliado com todos os problemas físicos, o vício em dispositivo eletrônicos é um fator que pode ocasionar transtornos de ordem psicológica, como: como: síndrome do toque fantasma, efeito google, nomofobia, depressão de facebook, náusea digital, hipocondria digital, transtorno de dependência de internet e vícios em jogos online.11
O termo nomofobia é utilizado para conceituar o desconforto acentuado que é sentido por usuários altamente dependentes da tecnologia quando estão longe de seus aparelhos celulares ou computadores, ou seja, o intenso medo de ficarem desconectados da internet.12
É em razão desse desconforto que são comuns frases como “eu não consigo viver sem o meu celular” ou “sem meu celular eu sinto como se estivesse sem roupa”. Percebe-se que o usuário passa a identificar o aparelho celular como se fosse parte de seu corpo, praticamente como um órgão vital, sendo inimaginável vislumbrar a separação do dispositivo eletrônico.14
Muito mais que um mero aborrecimento diário, a nomofobia pode provocar diversos sintomas:
A dependência patológica se manifesta em indivíduos que quando ficam sem seu objeto de dependência, no caso, telefone celular ou computador, para poderem se comunicar, acabam apresentando sintomas e alterações emocionais e comportamentais. Os sintomas observados mais frequentemente nestas situações são: angústia, ansiedade, nervosismo, tremores, suor, entre outros, que estão relacionados à impossibilidade de uso imediato do telefone celular ou do computador e são conhecidos como sintomas nomofóbicos.14
Outro fenômeno que merece ser analisado é o denominado “efeito Google”, que nada mais é do que as dificuldades de memorização decorrentes ocasionadas pela noção de que a internet é um banco de dados, que pode ser consultado a qualquer momento.15
Desse modo, ao desenvolvermos o costume de pesquisar praticamente todas as nossas dúvidas na internet, utilizando essa muleta “constantemente”, nossa capacidade de memorização é significativamente afetada, já que tal habilidade não é colocada em prática com habitualidade.
Já a hipocondria digital é uma condição que pode ser descrita da seguinte forma:
Uma das doenças agravadas devido à internet foi a hipocondria, já possuindo uma variante, a hipocondria digital ou cibercondria. A cibercondria é a tendência de buscar informações para fazer autodiagnósticos que muitas vezes estão errados, visto que a internet pode exacerbar sentimentos de hipocondria e, em alguns casos, causar novas ansiedades. Outro ponto importante é que os internautas, muitas vezes, não praticam a leitura literal da informação, isto é, eles podem encontrar uma maneira de transformar qualquer sintoma pequeno em várias doenças terríveis, alimentando a sensação de estar doente.16
Além de todas os impactos citados acima, a utilização desenfreada de dispositivos eletrônicos ao longo da noite pode impactar negativamente o sono de crianças e adolescentes, pois o ciclo circadiano pode ser afetado pelo impacto da luz azul emitida pelas telas.
A luz azul é considerada prejudicial ao organismo humano, pois seu comprimento de onda exerce efeito mais intenso na supressão da melatonina, hormônio essencial para a regulação do sono. Assim, o uso de dispositivos eletrônicos durante a noite não apenas distrai ou retarda o início do sono, mas pode efetivamente inibir o adormecimento, interferindo de maneira direta no ciclo circadiano natural.17
É consabido que pessoas que dormem menos do que o necessário tem predisposição a apresentar alterações comportamentais, como, por exemplo, irritabilidade, impulsividade e dificuldade de concentração. Além disso, o sono inadequado prejudica a capacidade de autorregulação emocional, tornando crianças e adolescentes mais suscetíveis a conflitos e instabilidade de humor.
Esse quadro tende a formar um ciclo vicioso: o uso noturno de aparelhos digitais retarda o sono e a insônia estimula ainda mais o consumo de conteúdos eletrônicos no tempo livre ao longo da madrugada. A médio e longo prazo, tal situação pode ocasionar que crianças e adolescentes “troquem o dia pela noite”, afetando tanto sua saúde física quanto seu convívio familiar e social.
Conforme já destacado acima, a infância é um período marcado por intensa neuroplasticidade, contudo, quando os estímulos predominantes provêm de dispositivos digitais, que são caracterizados pela intensa velocidade, o cérebro infantil passa a se adaptar a um padrão de funcionamento voltado à busca de recompensas imediatas, em detrimento de processos cognitivos mais lentos e elaborados.
Acerca desse tema, destaco que:
Além disso, o excesso de estímulos imediatos fragiliza a capacidade de autorregulação emocional. Crianças e adolescentes que crescem em ambientes de estímulos constantes e recompensas instantâneas têm mais dificuldade de lidar com frustrações, pois o cérebro, condicionado à dopamina fácil e rápida, reage com irritação, ansiedade ou apatia diante de qualquer experiência que não ofereça gratificação imediata.
Isso cria um ciclo vicioso: quanto mais estímulo, menor a tolerância à ausência dele – e, com isso, perde-se também a habilidade de refletir, de elaborar emoções complexas e de sustentar projetos de longo prazo. A cultura da distração infinita se impõe como norma, enfraquecendo o pensamento crítico, a introspecção e a profundidade das relações humanas.18
A utilização exacerbada de tecnologias que oferecem estímulos e mecanismos de recompensa fácil, como jogos eletrônicos, vídeos curtos e notificações em redes, estimula de forma repetitiva o sistema dopaminérgico, responsável pela sensação de prazer e motivação.
Em razão de tais estímulos constantes e de estarem habituadas ao ritmo frenético da tecnologia, crianças e adolescentes passam a demonstrar menor paciência diante de atividades que exigem esforço prolongado, como a leitura, os estudos ou a prática de esportes.
Ao se habituar a ambientes digitais marcados pela velocidade, o cérebro infantil encontra dificuldade para manter atenção em atividades mais lentas e burocráticas, o que contribui para um incremento de comportamentos impulsivos e para a incessante busca de diversão rápida.
Assim sendo, tornou-se um cenário bastante comum a substituição das brincadeiras clássicas de infância pelo uso de dispositivos digitais, o que também é problemático, já que a brincadeira “é um meio extremamente natural que possibilita à criança explorar seu mundo, possibilitando as descobertas, o entendimento, conhecer seus sentimentos, suas ideias.”19
Ademais, a substituição das brincadeiras por dispositivos eletrônicos prejudica o desenvolvimento motor e social, eis que, ao brincar fisicamente, a criança aprimora a coordenação, o equilíbrio e a noção de espaço, além de outras habilidades, razão pela qual “a criança precisa ser respeitada em cada fase de sua infância, incentivando seu desenvolvimento motor, estimulando com brincadeiras, jogos, com os estímulos adequados.”20
Por consequência, a utilização exacerbada da tecnologia em detrimento das brincadeiras usuais da infância configura um evidente empobrecimento da experiência infantil, reduzindo a criatividade, a autonomia e o aprendizado emocional.
Diante do exposto, é possível concluir que o uso indiscriminado da tecnologia impacta negativamente o desenvolvimento infantil e juvenil, com consequências emocionais, cognitivas ou até mesmo físicas. Esse cenário torna-se ainda mais preocupante quando se considera a expansão das redes sociais e o papel que elas exercem na construção da identidade, da autoestima e das relações interpessoais de jovens e adolescentes, conforme será detalhado no próximo tópico.
3 – AS CONSEQUÊNCIAS NEGATIVAS CAUSADAS PELO USO DAS REDES SOCIAIS SEM SUPERVISÃO POR CRIANÇAS E ADOLESCENTES.
Conforme demonstrado acima, o uso excessivo de dispositivos eletrônicos impacta negativamente o desenvolvimento de crianças e adolescentes, contudo, o efeito negativo é ainda mais acentuado quando há o uso sem supervisão de pais e responsáveis de redes sociais.
As redes sociais digitais podem ser definidas como sendo plataformas de conexão e interação realizadas por meio da internet, as quais são acessadas por aparelhos celulares, computadores, tablets, dentre outros dispositivos eletrônicos, que permitem a criação, o compartilhamento e a disseminação de conteúdos entre usuários conectados, além da troca de mensagens por meio digital.21
De acordo com pesquisas realizadas no ano de 2019, foram obtidos os seguintes resultados:
[…] De acordo com uma pesquisa realizada pela Agência Brasil (2019), 82% das crianças e adolescentes usuárias de internet relatam usar e ter perfis nas redes sociais, o que corresponderia a 22 milhões de usuários nessa faixa etária no país. A partir desses dados, foi possível saber que cerca de 97% dos adolescentes na faixa etária de 15 a 17 anos são usuários da internet e possuem redes sociais (Agência Brasil, 2019). […]22
Outrossim, o uso sem supervisão de redes sociais por crianças e adolescentes podem ocasionar impactos negativos. Frisa-se que: “embora as redes sociais imponham um limite mínimo de idade, essa regra é facilmente burlada, haja vista que não há uma fiscalização frente a esses perfis”.23
É que nessa faixa etária não há discernimento suficiente para compreender plenamente os riscos do ambiente digital, que envolvem o compartilhamento de dados pessoais, a possível exposição da intimidade, o consumo de conteúdos inapropriados e o contato com desconhecidos.
Além disso, a rede social atua a partir de mecanismos de recompensa, o que também pode causar impactos neurológicos negativos nos infantes:
Plataformas como Instagram, TikTok e Facebook criam um ambiente de interação constante, onde a busca por likes e validação social pode levar a comportamentos compulsivos. Muitos passam horas rolando feeds, comparando-se a outros e sentindo-se pressionados a manter uma imagem idealizada.24
Sem a devida supervisão e orientação, as redes sociais se convertem em um espaços de vulnerabilidade emocional e cognitiva, ocasionando o fenômeno usualmente denominado como ansiedade digital. Tal condição caracteriza-se pela inquietação e pela necessidade constante de conexão, resultante do medo de perder interações, mensagens ou atualizações nas plataformas virtuais.
Não obstante, também existe o alto risco de que crianças e adolescentes sejam expostos a conteúdos impróprios para a idade, incluindo: “possibilidade da exposição a conteúdo pornográfico e a pedofilia e a possibilidade de serem persuadidas por propagandas e vendas indesejáveis.”25
Basta navegar certo tempo em redes sociais para nos depararmos com conteúdos contendo violência, erotização precoce, discursos de ódio e comportamentos autodestrutivos. Por não possuírem idade suficiente para lidar com tais informações, os infantes tendem a absorver esses conteúdos e internalizá-los, o que pode gerar dessensibilização emocional, hiperssexualização e perda dos preceitos morais e éticos.
Especificamente em relação à rede social Tik Tok, que é bastante popular entre o público infantil, verifica-se que os relatos de exposição de conteúdos inapropriados são recorrentes:
[…] Isso pois, considerando que as crianças são, por natureza, curiosas acerca da sexualidade, os conteúdos que versam sobre esse tema, quando apresentados à criança pelo aplicativo, despertam no infante o interesse de saber e consumir mais vídeos sobre o assunto. Desse modo, visto que o aplicativo consegue classificar e identificar as preferências de conteúdo do usuário, o TikTok dá início ao bombardeamento de conteúdos similares às de sua preferência, sem quaisquer responsabilidades acerca da prejudicialidade das mídias. Por consequência, ao inserir temas sobre a sexualidade que sejam inadequados para a atual capacidade de entendimento e compreensão da criança, constata-se uma verdadeira violação à infância e ao indivíduo em desenvolvimento. Isso porque a fase infantil é roubada do infante e abreviada, dando espaço para a inserção desajustada e indevida de matérias adultas no período mais vital de seu crescimento.26
Além do consumo de conteúdos impróprios, outro impacto negativo causado pelo uso inadequado das redes sociais por crianças e adolescentes é o bullying praticado em redes sociais, fenômeno que é conhecido como cyberbullying, em agressor utiliza dos recursos tecnológicos e dos instrumentos propiciados pelas redes sociais para disseminar o ódio e constranger suas vítimas.27
Trata-se de um ato de ataque psicológico que é consumado mediante o envio de mensagens agressivas, comentários ofensivos, falas ameaçadores, apelidos ridicularizadores, entre outros tipos de ataque, que são potencializados pela ampla visibilidade e pela instantânea disseminação de informações no ambiente virtual, em que velocidade de propagação de conteúdo é extremamente acelerado, o que acaba culminando em danos às horas das pessoas quase irreversíveis, tudo impulsionado pelo famigerado algoritmo.
A referida prática, que infelizmente é bastante comum entre crianças e adolescentes em redes sociais, é ainda mais estimulada pela noção de impunidade e anonimato que paira na internet. Muitas das vezes os agressores se valem de perfis falsos e pseudônimos e logram êxito em ferir a honra de suas vítimas sem qualquer responsabilização.28
Entre os principais impactos da prática do cyberbullying em crianças e adolescentes, podemos destacar que:
[…] estudos reportam a associação desse tipo de violência com níveis elevados de ansiedade, uso e abuso de psicotrópicos, maior severidade de transtornos emocionais, como a depressão, ideias ou tentativas de suicídio, prejuízos na escola, dentre outros.29
Portanto, constata-se que a utilização das redes sociais sem a devida observância dos pais e responsáveis culmina os riscos dos vícios em tecnologias digitais por crianças e adolescentes. O ambiente virtual, quando explorado de forma descontrolada por menores de idade, torna-se um espaço bastante perigoso. Fenômenos como cyberbullying, ansiedade digital e acesso a conteúdos impróprios ilustram o quanto essas plataformas podem afetar negativamente o desenvolvimento psíquico e comportamental dos infantes.
Outrossim, a problemática associada ao uso excessivo por menores de idade das redes sociais e de dispositivos eletrônicos em geral revela-se ainda mais preocupante quando analisada sob a prisma da educação, e das dificuldades pedagógicas que são originadas a partir disso, conforme será demonstrado acima.
4 – OS IMPACTOS DO VÍCIO TECNOLÓGICO NO DESEMPENHO ESCOLAR DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES
Conforme já destacado nos tópicos acima, a inserção dos dispositivos tecnológicos impactaram profundamente no cotidiano de crianças e adolescentes, contudo, as consequências não ficam adstritas ao ambiente familiar e social, mas também transbordam para o ambiente escolar, tornando bem mais desafiadora a dinâmica pedagógica na sala de aula.
É que o uso desregrado da tecnologia e das redes sociais faz com que o ambiente escolar, pautado em atividades que exigem concentração e esforço, como a leitura, a escrita e a resolução de atividades que exigem esforço cognitivo, é considerado como um ambiente tedioso e chato:
As doenças mentais que podem surgir com o uso da internet, também podem causar um pior desempenho acadêmico, visto por exemplo no caso da depressão cuja pessoa fica com pouca força de vontade para o estudo.
O FOMO e o transtorno de dependência da internet (mencionados na seção “Novas doenças”), juntamente com um menor interesse dos alunos na aula do que no mundo virtual, pode explicar essa situação dos alunos terem certas dificuldades em manter atenção por mais de 15 minutos.30
Nesse sentido, não há comparação entre a velocidade e os estímulos neurológicos proporcionados pelo uso dos dispositivos eletrônicos e atividades que são rotineiramente consideradas chatas pelos estudantes, como a leitura de um livro teórico. Esse contraste contribui para o desengajamento escolar e para a queda no rendimento acadêmico, pois o aluno tende a considerar os dispositivos eletrônicos mais prazerosos do que a escola.
Acostumados à rapidez e a velocidade da tecnologia, é comum que crianças e adolescentes apresentem dificuldades ao longo do processo pedagógico, já que “não é possível desenvolver a inteligência satisfatoriamente sem atenção e concentração”.31
Considerando que a rotina dos alunos fora da escola são cercadas por telas, notificações e redes sociais, a capacidade de memorização é significativamente reduzida. Nesse sentido, o fenômeno conhecido como “efeito Google” — já destacado no tópico acima — revela-se bastante acentuado no ambiente escolar, tendo em vista que os estudantes, habituados a usar os mecanismos de pesquisa disponíveis na internet sempre que se deparam com alguma, deixam de exercitar a recordação e a capacidade de raciocínio.
Dessa forma, o vício em tecnologia prejudica a autonomia intelectual e o raciocínio, tornando o processo de aprendizagem um verdadeiro desafio para os docentes, que necessitam se esforçar cada vez mais para tornar o ambiente pedagógico mais efetivo.
Além de todos os fatores citados acima, o uso de dispositivos eletrônicos, como aparelhos celulares, dentro da sala de aula, também impacta negativamente o aprendizado de crianças e adolescentes. Pesquisas revelam que 80% dos estudantes afirmam que o celular prejudica sua concentração em sala de aula, especialmente em matemática.32
A distração ocasionada pelo uso contínuo do celular para enviar mensagens de texto, assistir vídeos e jogar jogos eletrônicos, dentro da sala de aula, interfere de forma direta na concentração, comprometendo a continuidade do raciocínio e a retenção do aprendizado.
Diante da magnitude do problema, foi editada a Lei Federal nº 15.100/2025, a qual veda a utilização, por estudantes, de aparelhos eletrônicos portáteis pessoais, inclusive telefones celulares, nos estabelecimentos públicos e privados de ensino da educação básica, em todo território nacional.33
Todavia, a mera proibição não é suficiente para solucionar essa questão integralmente. É necessário compreender que a tecnologia, quando voltada para propósitos educativos claros, tem o condão de ser utilizada como ferramenta estratégica de apoio pedagógico, não sendo apenas uma inimiga do aprendizado.
Assim sendo, é fundamental que os professores incrementem no cotidiano de ensino recursos tecnológicos, a fim de proporcionar uma maior interação dos alunos às aulas. Tais dispositivos podem ser utilizados “para o desenvolvimento, buscando oportunidades de aprendizagem para as crianças, de forma interativa, e com intencionalidade pedagógica.”34
Dentre os pontos positivos da inclusão dos dispositivos eletrônicos nos ambientes escolares, podemos concluir que:
A inserção das novas tecnologias, nos ambientes escolares, além de constituir um discurso próprio, nos últimos anos, tem materializado ou sugestionado a inclusão dos alunos e das escolas na lógica das redes, estendendo os benefícios de uma educação ao estilo digital.35
Outrossim, o conceito de tecnologia educacional se refere justamente aos métodos que são utilizados no emprego de dispositivos eletrônicos para fins educacionais e pedagógicos, as quais podem servir de auxílio no aprendizado.36
A partir desse ponto de vista, a aplicação de recursos audiovisuais, jogos didáticos e educacionais, dentre outros recursos educacionais é de suma importância para que as aulas passem a ter um aspecto um pouco mais dinâmico e divertido, se aproximando da realidade digital que os estudantes vivenciam fora da escola. Trata-se da utilização dos recursos tecnológicos como ferramenta para aproximar os infantes da escola, ao invés de distanciá-los.
É imprescindível que o professor desenvolva habilidades voltadas à utilização de dispositivos eletrônicos em sala de aula, uma vez que os recursos estão profundamente inseridos na realidade vivenciada pelos alunos contemporâneos. Para tanto, é necessário integrar os novos recursos ao currículo escolar, a fim de que sua utilização seja eficiente em modernizar as aulas.37
Dessa forma, embora o vício tecnológico seja um fator prejudicial ao desempenho escolar de crianças e adolescentes, afetando sua atenção, memória, comportamento e motivação para o aprendizado. Contudo, quando utilizados de forma adequada os dispositivos eletrônicos podem ser uma valiosa ferramenta no processo educativo, facilitando a modernização do ambiente escolar.
5 – CONSIDERAÇÕES FINAIS
Diante das análises realizadas, constata-se que uso indiscriminado de dispositivos eletrônicos e redes sociais tem o condão de impactar negativamente o desenvolvimento de crianças e adolescentes, em decorrência de possíveis problemas físicos, como o sedentarismo e a má postura, e psicológicos, como a ansiedade, depressão, baixo auto estima, irritabilidade, impulsividade, dentre outros. Em decorrência disso, o vício digital se tornou para famílias, escolas e para a sociedade em geral.
A superação desse cenário demanda uma ação conjunta entre família e escola, a fim de educar as crianças e adolescentes a utilizarem os dispositivos eletrônicos e as redes sociais de forma moderada. Acerca do tempo ideal de tela para menores de idade, os estudos apontam que:
O tempo de tela recomendado para cada idade é: menores de 2 anos: evitar a exposição a qualquer tipo de tela, mesmo que passivamente; entre 2 e 5 anos: no máximo uma hora por dia, com supervisão e acompanhamento de um adulto responsável; entre 6 e 10 anos: no máximo duas horas de tela por dia, com supervisão de um responsável; entre 11 e 18 anos: não ultrapassar 3 horas por dia, também com supervisão de um responsável, e evitar o período noturno.38
Logo, constata-se a necessidade de orientar as crianças e adolescentes ao uso consciente e saudável da tecnologia, já que: “proibir o acesso não é a solução, mas orientar os jovens a estabelecer limites saudáveis e refletir sobre seu comportamento online é essencial.”39
Outrossim, o verdadeiro desafio que se impõe não é de afastar completamente crianças e adolescentes da tecnologia, mas ensiná-los a utilizá-la com responsabilidade, discernimento e cuidado, evitando ou, ao menos, diminuindo os impactos negativos causados.
2MOREIRA, Celeste; DE FÁTIMA MARTINS, Esmeralda. Uso consciente dos recursos tecnológicos: qualidade de vida das crianças e adolescentes. RECISATEC-REVISTA CIENTÍFICA SAÚDE E TECNOLOGIA-ISSN 2763-8405, v. 3, n. 3, p. e33260-e33260, 2023. Disponível em: https://recisatec.com.br/index.php/recisatec/article/view/260. Acesso em: 10 set. 2025. p. 3.
3MARQUES, Kerolyn Luiza Sá Batista; LIMA, Márcio Amorim Tolentino de. ANSIEDADE DIGITAL: UMA ANÁLISE NEUROPSICOLÓGICA DO USO EXCESSIVO DE TECNOLOGIA PELOS ADOLESCENTES. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, [S. l.], v. 11, n. 6, p. 1383–1398, 2025. DOI: 10.51891/rease.v11i6.19730. Disponível em: https://periodicorease.pro.br/rease/article/view/19730. Acesso em: 11 set. 2025. p. 3.
4MOREIRA, Celeste; DE FÁTIMA MARTINS, Esmeralda. Uso consciente dos recursos tecnológicos: qualidade de vida das crianças e adolescentes. RECISATEC-REVISTA CIENTÍFICA SAÚDE E TECNOLOGIA-ISSN 2763-8405, v. 3, n. 3, p. e33260-e33260, 2023. Disponível em: https://recisatec.com.br/index.php/recisatec/article/view/260. Acesso em: 10 set. 2025. p. 3.
5MARQUES, Kerolyn Luiza Sá Batista; LIMA, Márcio Amorim Tolentino de. ANSIEDADE DIGITAL: UMA ANÁLISE NEUROPSICOLÓGICA DO USO EXCESSIVO DE TECNOLOGIA PELOS ADOLESCENTES. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, [S. l.], v. 11, n. 6, p. 1383–1398, 2025. DOI: 10.51891/rease.v11i6.19730. Disponível em: https://periodicorease.pro.br/rease/article/view/19730. Acesso em: 11 set. 2025. p. 3.
6DE OLIVEIRA, Debora Moreira et al. O uso excessivo de tecnologias digitais e seus impactos nas competências socioemocionais de adolescentes. Revista Contemporânea, v. 4, n. 12, p. e6825-e6825, 2024. Disponível em: Disponível em: https://ojs.revistacontemporanea.com/ojs/index.php/home/article/view/6825. Acesso em: 11 set. 2025. p. 6.
7Ibidem. p. 9.
8MARQUES, Kerolyn Luiza Sá Batista; LIMA, Márcio Amorim Tolentino de. ANSIEDADE DIGITAL: UMA ANÁLISE NEUROPSICOLÓGICA DO USO EXCESSIVO DE TECNOLOGIA PELOS ADOLESCENTES. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, [S. l.], v. 11, n. 6, p. 1383–1398, 2025. DOI: 10.51891/rease.v11i6.19730. Disponível em: https://periodicorease.pro.br/rease/article/view/19730. Acesso em: 11 set. 2025. p. 11.
9DE OLIVEIRA, Debora Moreira et al. O uso excessivo de tecnologias digitais e seus impactos nas competências socioemocionais de adolescentes. Revista Contemporânea, v. 4, n. 12, p. e6825-e6825, 2024. Disponível em: Disponível em: https://ojs.revistacontemporanea.com/ojs/index.php/home/article/view/6825. Acesso em: 11 set. 2025. p. 9.
10MAGALHÃES, Vanessa et al. Efeitos do uso excessivo de telas no neurodesenvolvimento de crianças e adolescentes o que diz a literatura. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, v. 7, n. 3, p. 1956-1964, 2025. Disponível em: https://bjihs.emnuvens.com.br/bjihs/article/view/5526. Acesso em: 11 set. 2025. p. 5.
11DE OLIVEIRA, Debora Moreira et al. O uso excessivo de tecnologias digitais e seus impactos nas competências socioemocionais de adolescentes. Revista Contemporânea, v. 4, n. 12, p. e6825-e6825, 2024. Disponível em: Disponível em: https://ojs.revistacontemporanea.com/ojs/index.php/home/article/view/6825. Acesso em: 11 set. 2025. p. 16.
12MAZIERO, Mari Bela; OLIVEIRA, Lisandra Antunes de. Nomofobia: uma revisão bibliográfica. Unoesc & Ciência-ACBS, v. 8, n. 1, p. 73-80, 2016. Disponível em: https://www.academia.edu/download/99241880/pdf.pdf. Acesso em 29 set. 2025. p. 2.
13LOURENÇO, Camilo Monteiro et al. Nomofobia: o vício em gadgets pode ir muito além!. Multi-Science Journal, v. 1, n. 3, p. 53-55, 2015. Disponível em: https://periodicos.ifgoiano.edu.br/multiscience/article/download/118/93. Acesso em 29 set. 2025. p. 1.
14MAZIERO, Mari Bela; OLIVEIRA, Lisandra Antunes de. Nomofobia: uma revisão bibliográfica. Unoesc & Ciência-ACBS, v. 8, n. 1, p. 73-80, 2016. Disponível em: https://www.academia.edu/download/99241880/pdf.pdf. Acesso em 29 set. 2025. p. 2.
15BORNHAUSEN, Diogo Andrade. Sentidos e saturações da memória no digital: observações sobre a apreensão das informações a partir do “Efeito Google”. Volume 18-Edição 2 2º Semestre de 2018 ISSN 1676-3475, p. 139, 2018. Disponível em: https://staticrevistacommunicare.casperlibero.edu.br/uploads/2020/12/comunicare182.pdf#page=64. Acesso em 29 set. 2025. p. 65.
16LAZZARIS, Lucas Cercal; DELSOTO, Giovanni Simões. Redes sociais e comportamento humano. 2016. Disponível em: https://nepet.ufsc.br/tecdev/Artigos/20162/Artigo_Giovanni_Lucas.pdf. Acesso em 29 set. 2025. p. 3.
17Ibidem. p. 6.
18DA CUNHA, Nilton Pereira et al. COMO O DIGITAL MUDOU A EXPERIÊNCIA HUMANA NO SÉCULO XXI: O HUMANO HÍBRIDO. Revista Tópicos, v. 3, n. 22, p. 1-15, 2025. Disponível em: https://revistatopicos.com.br/artigos/como-o-digital-mudou-a-experiencia-humana-no-seculo-xxi-o-humano-hibrido. Acesso 30 de out. 2025. p. 9.
19MOREIRA, Celeste; DE FÁTIMA MARTINS, Esmeralda. Uso consciente dos recursos tecnológicos: qualidade de vida das crianças e adolescentes. RECISATEC-REVISTA CIENTÍFICA SAÚDE E TECNOLOGIA-ISSN 2763-8405, v. 3, n. 3, p. e33260-e33260, 2023. Disponível em: https://recisatec.com.br/index.php/recisatec/article/view/260. Acesso em: 10 set. 2025. p. 6.
20Ibidem. p. 5.
21OLIVEIRA JUNIOR, E. P. et al. Os impactos das redes sociais no comportamento socioemocional de crianças e adolescentes. Revista de Pesquisa e Prática em Psicologia, v. 1, n. 1, p. 189-213, 2021. Disponível em: https://www.academia.edu/download/106181473/479045103.pdf. Acesso em 20 set. 2025. p. 5.
22Ibidem. p. 2
23Ibidem. p. 8
24MARQUES, Kerolyn Luiza Sá Batista; LIMA, Márcio Amorim Tolentino de. ANSIEDADE DIGITAL: UMA ANÁLISE NEUROPSICOLÓGICA DO USO EXCESSIVO DE TECNOLOGIA PELOS ADOLESCENTES. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, [S. l.], v. 11, n. 6, p. 1383–1398, 2025. DOI: 10.51891/rease.v11i6.19730. Disponível em: https://periodicorease.pro.br/rease/article/view/19730. Acesso em: 11 set. 2025. p. 6.
25NEVES, K. S. S. M. et al. Da infância à adolescência: o uso indiscriminado das redes sociais. Revista Ambiente Acadêmico Cachoeiro de Itapemirim, v. 1, n. 2, p. 119-139, 2015. Disponível em: https://multivix.edu.br/wp-content/uploads/2018/04/revista-ambiente-academico-edicao-2-artigo-7.pdf. Acesso em 20 set. 2025. p. 13.
26MOSNA, Arthur. A rede social TikTok e a erotização precoce de crianças e adolescentes: considerações à luz da hipervulnerabilidade do consumidor e da proteção integral à criança. 2024. Disponível em: http://repositorio.upf.br/handle/riupf/2720. Acesso em 03 de novembro de 2025. p. 9
27JAHNKE, Letícia Thomasi; GAGLIETTI, Mauro. O avanço tecnológico e os conflitos comportamentais nas redes sociais–o cyberbullying. In: 1º Congresso Internacional de Direito e Contemporaneidade da UFSM. 2012. p. 31. Disponível em: https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/563/2019/09/35.pdf. Acesso em 03 de outubro de 2025. p. 5.
28Ibidem. p. 7.
29WENDT, Guilherme Welter. Cyberbullying em adolescentes brasileiros. 2012. Disponível em: https://recima21.com.br/index.php/recima21/article/view/5650. Acesso em 04 de novembro de 2025. p. 22.
30AZZARIS, Lucas Cercal; DELSOTO, Giovanni Simões. Redes sociais e comportamento humano. 2016. Disponível em: https://nepet.ufsc.br/tecdev/Artigos/20162/Artigo_Giovanni_Lucas.pdf. Acesso em 04 de novembro de 2025. p. 9.
31MARTINS, Maurício Rebelo. Educação e tecnologia: a crise da inteligência. Educação UFSM, v. 44, 2019. Disponível em: http://educa.fcc.org.br/scielo.php?pid=S1984-64442019000100061&script=sci_arttext. Acesso em 04 de novembro de 2025. p. 15.
32BRASIL. Celulares nas escolas. Uso consciente, pedagógico e seguro. Brasília/DF. 2025. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/celular-escola. Acesso em 05 de novembro de 2025.
33BRASIL. Lei nº 15.100, de 13 de janeiro de 2025. Dispõe sobre a utilização, por estudantes, de aparelhos eletrônicos portáteis pessoais nos estabelecimentos públicos e privados de ensino da educação básica. Brasília/DF. Publicado no Diário Oficial da União de 14.1.2025. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2025/lei/l15100.htm. Acesso em 05 de novembro de 2025.
34LOPES, Gabriel César Dias et al. Tempo de tela e uso de tecnologia na educação: do consumo recreativo para o vício, um risco para as crianças. Cuadernos de Educación y Desarrollo, v. 15, n. 5, p. 4664-4679, 2023. Disponível em: https://ojs.cuadernoseducacion.com/ojs/index.php/ced/article/view/1433. Acesso em 04 de novembro de 2025. p. 14.
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36RAMOS, Márcio Roberto Vieira. O uso de tecnologias em sala de aula. V Seminário de Estágio do Curso de Ciências Sociais do Departamento de Ciências Sociais-UEL. Londrina, v. 11, p. 2012, 2012. Disponível em: https://www.uel.br/revistas/lenpes-pibid/pages/arquivos/2%20Edicao/MARCIO%20RAMOS%20-%20ORIENT%20PROF%20ANGELA.pdf. Acesso em 04 de novembro de 2025. p. 6.
37DA SILVA, Ione de Cássia Soares; DA SILVA PRATES, Tatiane; RIBEIRO, Lucineide Fonseca Silva. As Novas Tecnologias e aprendizagem: desafios enfrentados pelo professor na sala de aula. Em Debate, n. 15, p. 107-123, 2016. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/emdebate/article/view/1980-3532.2016n15p107. Acesso em 05 de novembro 2025. p. 7.
38MOREIRA, Celeste; DE FÁTIMA MARTINS, Esmeralda. Uso consciente dos recursos tecnológicos: qualidade de vida das crianças e adolescentes. RECISATEC-REVISTA CIENTÍFICA SAÚDE E TECNOLOGIA-ISSN 2763-8405, v. 3, n. 3, p. e33260-e33260, 2023. Disponível em: https://recisatec.com.br/index.php/recisatec/article/view/260. Acesso em: 10 set. 2025. p. 8.
39MARQUES, Kerolyn Luiza Sá Batista; LIMA, Márcio Amorim Tolentino de. ANSIEDADE DIGITAL: UMA ANÁLISE NEUROPSICOLÓGICA DO USO EXCESSIVO DE TECNOLOGIA PELOS ADOLESCENTES. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, [S. l.], v. 11, n. 6, p. 1383–1398, 2025. DOI: 10.51891/rease.v11i6.19730. Disponível em: https://periodicorease.pro.br/rease/article/view/19730. Acesso em: 11 set. 2025. p. 7.
6 – REFERÊNCIAS
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*Graduanda do curso de pedagogia do Centro de Ensino Superior de São Gotardo – CESG.
