OS DESAFIOS DA EDUCAÇÃO PARA A VELHICE NUMA SOCIEDADE ETARISTA: IMPLICAÇÕES PARA A SAÚDE MENTAL 

EDUCATIONAL CHALLENGES FOR OLD AGE IN AN AGEIST SOCIETY: IMPLICATIONS FOR MENTAL HEALTH

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cs10202510122302


Autora: Kauanny Fernandes da Silva Glória
Orientadora: Ma. Iule Lourraine da Silva Landinho


Resumo 

O envelhecimento populacional é um fenômeno mundial que desafia sociedades cada vez mais marcadas pelo etarismo. Esta fase está associada a decadência e a incapacidade, prejudicando a saúde mental e também a inserção social dos idosos. O presente artigo tem como objetivo compreender como os desafios da educação para a velhice impactam na saúde mental e contribuem para o enfrentamento de estigmas relacionados à idade. Refere-se a uma pesquisa bibliográfica, de caráter qualitativo e descritivo, realizada a partir de revisão sistemática da literatura. Os resultados indicam que o etarismo reforça a exclusão social e limita o acesso a oportunidades de aprendizagem, enquanto a educação, entendida como um processo contínuo e direito universal, estabelece ferramentas fundamentais para assim promover autonomia, autoestima e participação ativa na velhice. Conclui-se que ponderar a educação para os idosos é essencial para lutar contra preconceitos e garantir uma velhice mais respeitável. 

Palavras-chave: Velhice. Educação. Etarismo. Saúde Mental. Inclusão Social. 

1. INTRODUÇÃO 

A velhice se apresenta de maneiras variadas e é influenciada por diversos contextos, permitindo a identificação de elementos comuns que contribuem para a classificação ou reconhecimento de uma pessoa como idosa. Frequentemente, essa percepção é marcada por preconceitos. Dessa forma, a velhice é comumente associada à decadência, abrangendo não apenas o desgaste físico, mas também a presença de doenças e a dependência de outros (Santos, 2019). 

Séculos atrás, a velhice costumava estar associada à pobreza, à inatividade e à tranquilidade. Entretanto, foi somente a partir da década de 1960 que novas percepções surgiram sobre o envelhecimento, ligando-o a aspectos como saúde, atividade, aprendizado e satisfação pessoal. Essas 2 (duas) visões demonstram 2 (duas) abordagens diametralmente opostas entre si: uma delas que considera a velhice como uma série de perdas e outra que vê a vida como um período de introspecção e equilíbrio (Simões, 1998). 

Sob a ótica biológica, a velhice pode ser interpretada como um processo inerente de declínio funcional das estruturas orgânicas, decorrente do avanço da idade e marcado por transformações degenerativas inevitáveis. No entanto, se restringir a definição é adotar uma visão reducionista, que atrela o envelhecimento a uma visão puramente cronológica, desconsiderando a singularidade da experiência humana e os múltiplos fatores socioculturais que moldam a vivência da velhice em diferentes contextos (Caldas, 2002). 

A visão negativa sobre o envelhecimento, muitas vezes, resulta da falta de informações adequadas sobre o processo, gerando significados e imagens desfavoráveis que prejudicam a convivência e a interação social. Esses significados criam estereótipos que podem levar à exclusão ou à valorização dos idosos na comunidade. Além disso, para Shepard (2013), a categorização do idoso não se restringe apenas à idade, mas também considera aspectos como sexo, estilo de vida, saúde, condições socioeconômicas e influências constitucionais. Assim, torna-se claro que a população idosa é diversa e não homogênea, refletindo uma variedade de experiências e situações de vida.  

De acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde (2018), até 2050 a população mundial com mais de 60 anos deverá dobrar, passando de 12% para 22%, com aumento mais expressivo em países de baixa e média renda. No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2018) aponta que a população acima de 65 anos, que atualmente representa 9,2%, deve alcançar 25,5% até 2060. Esses dados evidenciam que o envelhecimento é um fenômeno crescente, e a visão negativa sobre essa fase pode gerar sérios prejuízos, como isolamento social, violência e negligência, que continuam sendo um problema relevante mesmo após a criação do Estatuto do Idoso (Brasil, 2003), que garante direitos fundamentais à pessoa idosa. 

Diante do cenário apresentado delimitou-se este problema de pesquisa: qual é a importância da educação para combater o estigma da velhice em uma sociedade etarista? Para tanto, adotou-se como objetivo geral desta pesquisa compreender como os desafios da educação para a velhice impactam na saúde mental de idosos. Este trabalho buscou coletar e disseminar informações importantes para profissionais de saúde mental, assistência social, educação e acadêmicos interessados na velhice, reunindo materiais que servem como suporte na compreensão da saúde mental relacionada ao envelhecimento. 

Além disso, tem-se investigado questões psicossociais e como a percepção da velhice impacta a saúde mental, abordando também os desafios educacionais e aspectos psicocorporais que envolvem o envelhecimento. Como dito, há várias visões vigentes acerca do envelhecimento; neste trabalho, adotaremos o conceito de idoso baseado na definição da Organização Mundial de Saúde (OMS), que define como idoso os indivíduos que possuem 60 (sessenta) anos ou mais. 

2. METODOLOGIA 

O presente trabalho tem como objetivo compreender como os desafios da educação para a velhice impactam na saúde mental de idosos e suas reverberações psicológicas. Portanto, o estudo terá finalidade metodológica básica ou pura, pois objetiva produzir conhecimentos adquiridos a partir da revisão sistemática de materiais sobre o assunto. Nessa perspectiva, o resultado do estudo poderá ter relevância para trazer conteúdos de questões reais que atravessam a prática profissional do psicólogo. 

Será utilizado o objeto metodológico exploratório, com o propósito de conhecer melhor a problemática da pesquisa e os possíveis desdobramentos. Conforme Gil (2007, p. 41) a pesquisa exploratória “tem como objetivo proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo mais explícito ou a construir hipóteses’’. Diante disso, verifica-se que o método utilizado poderá identificar, avaliar e definir intervenções para que sejam construídas possíveis soluções em conjunto com os atores do objeto em estudo. 

Será realizada uma pesquisa de natureza qualitativa, com caráter descritivo e em formato de revisão sistemática. De acordo com Gerhardt e Silveira (2009), a pesquisa qualitativa tem como finalidade apresentar e interpretar dados a partir da descrição dos elementos e fenômenos que estão relacionados e fazem parte do objeto de estudo. Os autores enfatizam que nesse tipo de pesquisa não é priorizada a obtenção de números, mas busca-se gerar aprofundamento no entendimento sobre determinado assunto ou organização. 

A pesquisa pode ser vista como exploratória por pretender gerar maior aproximação com o problema e objetivando fazer com que ele se torne mais claro e visível (Gehardt; Silveira, 2009). Sendo assim, o delineamento escolhido para esta pesquisa será de revisão sistemática da literatura, que utiliza como fonte de dados a literatura sobre determinado assunto dos últimos 5 anos (Sampaio; Mancini, 2007). A revisão sistemática permite que diversos estudos feitos de maneira individual sejam unidos, o que possibilita que o fenômeno seja analisado de forma mais ampla (Roever, 2017). 

3. O PROCESSO DE ENVELHECIMENTO 

O aumento da população idosa vem sendo observado há cerca de 4 a 5 décadas, sendo considerado idoso o indivíduo com idade igual ou superior a 60 anos (BRASIL, 2003, Art. 1º). O Brasil tem vivenciado o aumento exponencial da população idosa, que de acordo com a projeção para o ano de 2025 o número de pessoas com idade igual ou superior a 60 anos será de 32 milhões (Veras, 2017). Este fenômeno está relacionado a diversos fatores sociais e demográficos, como o aumento da expectativa de vida, que se deve aos avanços médicos e às melhorias na saúde pública, permitindo que a população viva por mais tempo e com melhor qualidade de vida. 

De acordo com os dados da OPAS (Organização PanAmericana de Saúde, 2018), até 2050, a população mundial com mais de 60 anos deverá dobrar, passando de 12% para 22%, com um aumento mais expressivo em países de baixa e média renda. No Brasil, conforme o IBGE (2018), a população acima de 65 anos, que atualmente representa 9,2%, deve alcançar 25,5% até 2060. Esse envelhecimento populacional terá impacto significativo na economia, saúde pública e políticas sociais, tanto em países desenvolvidos quanto em desenvolvimento, com variações regionais dependendo da renda e do acesso a serviços de saúde. 

Além disso, de acordo com o IBGE (2018), estima-se que, em 2047, a população do Brasil diminuirá seu crescimento, o que poderá agravar ainda mais o processo de envelhecimento populacional. Papalia e Feldman (2013) reiteram que o envelhecimento é um processo gradual e variável. Dessa forma, entender as dimensões fisiológicas, psicológicas e sociais desse processo é fundamental (Oliveira; Justo, 2019). 

A velhice está presente em toda história da humanidade e apesar disso pode ser compreendida como um fator individual, os fatores presentes na rotina do indivíduo ao longo da vida, a concepção própria de envelhecimento e outros determinantes são o que irão compor a maneira individual de compreender e viver a velhice. A humanidade viveu momentos de valorização e respeito à velhice, e também períodos de desumanização, etarismo e preconceito contra idosos (Raiol, 2017). 

Ao longo da história, desde o Antigo Egito até o Renascimento, a velhice foi quase sempre abordada de maneira estereotipada, com as mesmas comparações e metas repetidas. Na sociedade, há uma espécie de convenção que busca silenciar o assunto, tanto para exaltá-lo quanto para desmerecê-lo. A literatura, por sua vez, a entoca sob um manto de trivialidades, ocultando-a em vez de iluminá-la (De Freitas, 2018). Contudo, em diversas culturas, a velhice foi vista de maneira positiva, associada à sabedoria e ao respeito. No Antigo Egito, os anciãos eram considerados guardiões da experiência e ocupavam papéis de destaque nas decisões políticas e religiosas. De maneira semelhante, em culturas orientais, como a chinesa, a velhice é reverenciada, com os anciãos sendo vistos como fontes de estabilidade e ensinamentos morais. 

Essas visões contrastam com a valorização da juventude que predominou no Ocidente após o Renascimento, onde a velhice foi frequentemente associada à decadência física e mental. Essa mudança no olhar sobre a velhice foi impulsionada por transformações culturais, sociais e econômicas significativas. O advento do humanismo renascentista trouxe uma ênfase na razão, na ciência e na valorização do corpo jovem e produtivo, marcando uma transição na forma como o envelhecimento era percebido. Mais tarde, com a Revolução Industrial e a consolidação do capitalismo, a lógica da produtividade passou a ditar o valor social do indivíduo, e os idosos, muitas vezes vistos como economicamente inativos, foram gradualmente marginalizados. Como destaca Beauvoir (1970), a velhice passou a ser um “problema” em uma sociedade que prioriza o fazer, o produzir e o consumir. Assim, a forma como a velhice é encarada variou ao longo do tempo e de acordo com o contexto cultural e social, refletindo as ideologias dominantes de cada época. 

O século atual ampliou a percepção negativa da velhice, associando-a à fragilidade biopsíquica e à deterioração, em um contexto em que a sociedade valorizava a força física e a capacidade produtiva (DE Freitas, 2018). Com isso, a relevância social dos idosos e as funções que desempenhavam tornaram-se quase irrelevantes. Contudo, a partir do século XX, o aumento das pesquisas sobre o envelhecimento levou à distinção entre velhice e enfermidade (Tribess, 2017). 

Os avanços médicos e o aumento da expectativa de vida mostraram que envelhecer não é necessariamente sinônimo de doença, reconhecendo que muitos idosos podem viver de forma saudável e independente, o que influenciou a formulação de políticas públicas para um envelhecimento ativo e com qualidade de vida. Proteger os direitos dos idosos é uma meta essencial que precisa ser efetivamente alcançada. É notável que muitos não conhecem seus direitos, e mesmo aqueles que têm essa consciência costumam se calar, seja por vergonha ou por se considerarem “minorias desassistidas”. Diversas investigações demonstram que a velhice é frequentemente abordada como um problema social, político e/ou de saúde (Barbanti, 2018). 

3.1 O filme A Substância (2024) 

Além da produção científica, as representações culturais e midiáticas também desempenham papel central na construção das imagens sobre a velhice. O filme A Substância (Fargeat, 2024), por exemplo, retrata simbolicamente a pressão social pela juventude, ao narrar a busca de uma mulher idosa por recuperar sua vitalidade e lugar social através de uma substância que promete restaurar sua juventude. 

A obra funciona como metáfora das barreiras enfrentadas por idosos em sociedades etaristas, nas quais o envelhecimento é frequentemente associado à perda de valor e exclusão de espaços educacionais. Essas imagens midiáticas reforçam estigmas que dificultam a inserção do idoso em práticas de aprendizagem e evidenciam a necessidade de se compreender a educação como processo contínuo, universal e sem limites etários. 

O filme “A Substância” (2024) explora a busca de uma mulher idosa por jovialidade, tanto no físico quanto mental. Ao decorrer da trama, a protagonista interpretada por Demi Moore, tenta recuperar uma versão mais jovem de si mesma, utilizando uma substância que lhe promete restaurar sua juventude. Essa luta pela juventude e pela reintegração da identidade revela as pressões sociais e os desafios enfrentados pelos idosos, em especial no que diz respeito ao seu acesso à educação e a sua participação ativa na sociedade. O filme pode ser visto como uma metáfora das barreiras enfrentadas por aqueles que já atingiram a velhice, sendo marginalizados e muitas vezes excluídos de processos educacionais. 

Em uma sociedade em que muitas vezes associa a velhice à incapacidade e a perda de potencial, a substância serve como uma reflexão sobre a maneira como os idosos são vistos e tratados. A educação, muitas vezes é percebida como algo exclusivo para os mais jovens, enquanto isso a ideia de aprendizado contínuo é frequentemente negada aos idosos. O filme ao retratar a luta da protagonista para manter-se ativa, traz o questionamento dessa percepção e destaca assim, a necessidade de repensar as oportunidades educacionais para a velhice. 

Ao decorrer do filme, a busca incessante pela juventude e restauração da aparência jovem é conectada à tentativa de recuperar o tempo perdido. Essa obsessão pela juventude está profundamente enraizada em uma sociedade etarista, onde idosos são excluídos de espaços educacionais e são vistos como incapazes de se adaptarem às demandas contemporâneas. 

O filme ao mostrar os desafios de uma pessoa idosa em sua busca pela juventude, nos faz refletir sobre a importância de garantir acesso à educação para os mais velhos, sem a imposição de barreiras etárias. A educação, como um processo contínuo, deve ser entendida como direito universal, e não algo que tenha um limite de idade. O filme levanta questionamentos como as instituições educacionais muitas vezes não estão realmente preparadas para acolher as necessidades dos idosos e como a sociedade precisa evoluir e também valorizar o potencial de aprendizado de todas as faixas etárias. 

A Substância é uma história sobre a busca pela juventude. A mesma oferece uma visão crítica sobre a maneira como a sociedade lida com o envelhecimento, especialmente no que se refere à educação. Questionando sobre as limitações impostas aos idosos, o filme serve como um lembrete que a educação deve ser inclusiva para todas as idades. 

3.2 O ENVELHECIMENTO E A PANDEMIA

A educação adquirida ao longo da vida exerce influência direta sobre o bem-estar psicológico dos idosos, oferecendo suporte para que enfrentam de forma mais equilibrada os desafios próprios dessa etapa. O acesso a experiências educativas contribui para o fortalecimento da autonomia, da autoestima e da capacidade de adaptação às mudanças, favorecendo uma convivência mais saudável com as dificuldades impostas pelo envelhecimento (Cachioni; Neri, 2004). 

Além disso, a educação desempenha um papel fundamental na forma como a sociedade percebe e se relaciona com a velhice. Esse processo impacta diretamente a qualidade de vida do idoso, na medida em que auxilia no enfrentamento de preconceitos, estigmas e exclusões sociais, fortalecendo os recursos psicológicos necessários para resistir às manifestações do etarismo (Cachioni; Neri, 2004). 

A pandemia da Covid-19, iniciada em 2020, trouxe à tona desafios singulares para a população idosa. As medidas de isolamento social, necessárias para a contenção da doença, restringiram a participação em atividades educacionais presenciais e diminuíram as interações sociais, como cursos, encontros da terceira-idade, dentre outros, fatores que impactaram negativamente a saúde emocional e cognitiva (Who, 2020). 

Nesse cenário, a relação entre educação e bem-estar psicológico ficou ainda mais evidente. Estudos mostram que idosos que participaram de programas de educação continuada ou atividades culturais on-line conseguiram manter maior senso de propósito e controle sobre suas vidas, além de apresentarem melhores indicadores de saúde mental (Who, 2020). O aprendizado digital, embora desafiador, funcionou como uma estratégia de enfrentamento, permitindo que muitos idosos permanecessem conectados social e cognitivamente durante o isolamento. 

No entanto, a pandemia também escancarou desigualdades: muitos idosos não conseguiram acompanhar o avanço tecnológico necessário para acessar plataformas educacionais on-line. Essa exclusão digital intensificou sentimentos de impotência e abandono, revelando que a educação, além de um direito, é também uma ferramenta de proteção psicológica diante de crises coletivas (WHO, 2020). A ausência de inclusão tecnológica refletiu na sobrecarga emocional de idosos que não puderam usufruir desses recursos, aumentando a vulnerabilidade ao isolamento e à depressão.

Portanto, ao relacionar educação e saúde psicológica na velhice, especialmente no contexto pandêmico, percebe-se que a aprendizagem contínua funciona como fator de resiliência e promoção da saúde mental. A pandemia evidenciou que idosos engajados em práticas educativas tiveram maior suporte emocional e cognitivo para enfrentar o período, enquanto aqueles sem acesso a tais práticas sofreram mais intensamente os efeitos negativos do isolamento. Isso reforça a necessidade de políticas públicas que garantam o acesso da pessoa idosa a processos educacionais inclusivos, presenciais e digitais, como parte do direito à educação ao longo da vida. 

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS 

A pesquisa confirma que a educação é fundamental para combater o estigma da velhice em uma sociedade etarista. Os objetivos estabelecidos são atingidos, pois assim demonstra que a aprendizagem contínua revigora a saúde mental, ampliando a autonomia e favorecendo a inclusão social dos idosos. 

O estudo verifica que a educação, é compreendida como um direito universal, proporcionando a ampliação da autonomia, da autoestima e da participação ativa, configurando-se como mecanismo de transformação social e psicológica. Como encargo teórico, reforça-se a necessidade de entender o envelhecimento para além da perspectiva cronológica. Enfatiza-se a urgência de políticas públicas que assegurem o acesso dos idosos a processos educacionais presenciais e digitais. 

Considera-se como limitação a natureza exclusivamente bibliográfica da pesquisa, sugerindo-se a realização de estudos empíricos que investiguem experiências existentes de idosos em espaços educacionais. 

Conclui-se que, a educação para a velhice responde de forma concreta ao problema inicial proposto, ao revelar-se capaz de reduzir os impactos do etarismo, ampliando as possibilidades de inclusão social e favorecer um envelhecimento mais digno e participativo. 

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