THE USE OF INTRAORAL SCANNERS IN DENTISTRY: A LITERATURE REVIEW
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511131438
Amanda Thaís Nogueira Martins Ferro1
Jarbas Ramos dos Santos2
Alan Sampaio Fernandes3
Resumo: Com o avanço das tecnologias, a sociedade tem passado por diversas transformações, e a Odontologia acompanha esse processo por meio da incorporação de ferramentas digitais inovadoras. Entre elas, destacam-se os scanners intraorais, que vêm substituindo as técnicas convencionais de moldagem por registros digitais tridimensionais de alta precisão. A presente pesquisa, uma revisão integrativa da literatura, teve como objetivo analisar as principais aplicações clínicas, bem como as vantagens e limitações do uso dos scanners intraorais na prática odontológica. A busca foi realizada nas bases PubMed, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde, entre julho e setembro de 2025, considerando publicações no período de 2015 a 2025. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, foram selecionados 11 artigos que compuseram a amostra. Os resultados apontam que os scanners intraorais proporcionam benefícios significativos, como maior precisão, conforto ao paciente, otimização do tempo clínico e integração com sistemas digitais, além de contribuírem para a previsibilidade dos tratamentos reabilitadores. No entanto, ainda existem desafios, como o alto custo dos equipamentos, a necessidade de treinamento profissional e algumas limitações técnicas que dificultam sua ampla adoção. Conclui-se que os scanners intraorais constituem um recurso promissor e em constante aprimoramento, consolidando-se como elementos centrais na transformação da prática odontológica contemporânea.
Palavras-chave: Odontologia digital. Scanners intraorais. Moldagem digital. CAD/CAM. Reabilitação oral.
Abstract: With the advancement of technology, society has undergone several transformations, and dentistry has kept pace through the incorporation of innovative digital tools. Among these, intraoral scanners stand out for replacing conventional impression techniques with highly accurate three-dimensional digital records. This study, an integrative literature review, aimed to analyze the main clinical applications, advantages, and limitations of using intraoral scanners in dental practice. The search was conducted in the PubMed, SciELO, and Virtual Health Library databases between July and September 2025, considering publications from 2015 to 2025. After applying inclusion and exclusion criteria, 11 articles were selected to compose the sample. The results show that intraoral scanners provide significant benefits, such as greater accuracy, patient comfort, clinical time optimization, and integration with digital systems, in addition to enhancing the predictability of rehabilitative treatments. However, challenges such as high equipment costs, the need for professional training, and certain technical limitations still hinder their widespread adoption. It is concluded that intraoral scanners represent a promising and continuously evolving resource, establishing themselves as key elements in the transformation of contemporary dental practice.
Keywords: Digital dentistry. Intraoral scanners. Digital impressions. CAD/CAM. Oral rehabilitation.
1. Introdução
Com o avanço das tecnologias digitais, a odontologia tem passado por transformações significativas, impactando diretamente os métodos de diagnóstico e as abordagens terapêuticas. Entre as principais inovações destacam-se a radiologia digital, a tomografia computadorizada de feixe cônico, a impressão 3D e os sistemas CAD/CAM, que vêm modificando de forma substancial a prática clínica (Bósio et al., 2017).
Esses recursos tecnológicos representam uma ruptura em relação às técnicas tradicionais de moldagem, substituindo os materiais elastoméricos convencionais por registros digitais tridimensionais obtidos em tempo real, o que resulta em maior precisão e eficiência nos tratamentos odontológicos (Suese et al., 2020). Historicamente, as moldagens sempre desempenharam um papel essencial nos procedimentos reabilitadores, demandando destreza manual do profissional e apresentando riscos de imprecisões durante a manipulação dos materiais.
Nesse contexto, os scanners intraorais surgem como uma alternativa moderna, permitindo a captura detalhada de imagens digitais dos dentes e tecidos moles, minimizando as limitações das moldagens convencionais. Além disso, oferecem visualização imediata das estruturas escaneadas, facilitando o planejamento e a comunicação entre profissional e paciente, com maior clareza e interatividade (Gomes et al., 2021).
O desenvolvimento dessa tecnologia não é recente. Desde a década de 1970, com maior consolidação nos anos 1980, surgiram os primeiros modelos de scanners intraorais. O marco inicial foi o sistema CEREC, introduzido comercialmente em 1987 por Mörmann e Brandestini (Kihara et al., 2020). A partir desse ponto, os avanços tecnológicos tornaram os equipamentos cada vez mais eficientes, incorporando funcionalidades como a eliminação do uso de pós de contraste e a captura de imagens em tempo real, na velocidade de vídeo, o que ampliou consideravelmente sua aplicabilidade clínica (Chiu et al., 2020).
Com a integração a softwares de desenho e manufatura assistida por computador (CAD/CAM), os scanners intraorais consolidaram-se como ferramentas centrais no processo de reabilitação oral, possibilitando a confecção de coroas, alinhadores ortodônticos, próteses fixas e guias cirúrgicos com alto grau de precisão e previsibilidade (Zanete et al., 2019).
Do ponto de vista técnico, a avaliação desses dispositivos é fundamentada nos conceitos de trueness (veracidade) e precision (precisão). Contudo, em aplicações mais complexas, como escaneamentos de arco completo ou confecção de múltiplas próteses sobre implantes, ainda se observam limitações relacionadas à fidelidade dos registros, as quais podem variar de acordo com a marca e a geração do equipamento utilizado (Pesce et al., 2024).
Entre as vantagens mais evidentes do uso dessa tecnologia, destacam-se o aumento do conforto do paciente, a redução do tempo clínico e a minimização de erros decorrentes da manipulação de materiais de moldagem. Soma-se a isso a possibilidade de armazenamento e transmissão digital dos arquivos, o que otimiza a comunicação entre clínicas e laboratórios (Siqueira et al., 2021; León e Ozcan, 2021).
Outro aspecto relevante é a possibilidade de realizar ajustes em tempo real durante o processo de escaneamento. Fatores ergonômicos também se mostram determinantes para o aprimoramento da eficiência clínica, estimulando a adoção crescente dessa tecnologia em consultórios e instituições de ensino (Eggmann et al., 2024).
Diante desse panorama, observa-se que os scanners intraorais deixaram de ser apenas instrumentos auxiliares, assumindo um papel central na transformação digital da odontologia contemporânea (Gehrke et al., 2024).
Assim, esta pesquisa tem como propósito desenvolver uma revisão integrativa da literatura, com o objetivo de analisar as evidências científicas relacionadas ao uso dos scanners intraorais na odontologia, considerando sua evolução tecnológica, aplicações clínicas, vantagens e perspectivas futuras. A relevância deste estudo fundamenta-se no impacto crescente das tecnologias digitais na prática odontológica, que vêm reformulando os processos de diagnóstico, planejamento e execução dos tratamentos clínicos (Siqueira et al., 2021).
2. Metodologia
A presente pesquisa caracteriza-se como uma revisão integrativa da literatura, metodologia amplamente utilizada no campo científico por permitir a síntese sistematizada e a análise crítica do conhecimento produzido sobre uma temática específica. Esse tipo de revisão fundamenta-se em um processo estruturado, composto por seis etapas que asseguram a validade e a consistência dos resultados obtidos: (1) identificação do tema e formulação da questão norteadora; (2) estabelecimento dos critérios de inclusão e exclusão; (3) definição das informações a serem extraídas dos estudos; (4) avaliação da qualidade metodológica dos trabalhos selecionados; (5) análise e interpretação dos achados; e (6) apresentação e discussão dos resultados (Galvão; Ricarte, 2020).
A questão norteadora formulada para esta investigação foi: “Quais são as principais aplicações clínicas e vantagens do uso dos scanners intraorais na odontologia?”.
A coleta de dados foi realizada nas bases Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), PubMed e SciELO, durante o período de julho a setembro de 2025. Foram utilizados como descritores os termos: técnica de digitalização, impressão digital, precisão digital e escaneamento intraoral. Para aprimorar a especificidade das buscas e garantir a recuperação de estudos pertinentes, empregou-se o operador booleano AND, permitindo a combinação dos descritores de forma direcionada ao objeto de estudo.
A seleção dos estudos seguiu critérios metodológicos rigorosos. Foram incluídas publicações redigidas em português ou inglês, compreendendo o período de 2015 a 2025, que abordassem diretamente o uso clínico dos scanners intraorais na odontologia. Excluíram-se revisões integrativas, uma vez que o objetivo da presente pesquisa consistiu em reunir e analisar evidências provenientes de estudos primários. Também foram desconsiderados artigos de opinião, reportagens, folhetos e relatos de caso, por não atenderem aos padrões metodológicos estabelecidos para este tipo de investigação.
3. Revisão da literatura
Após a realização da busca nas bases de dados, foram encontradas 1.453 publicações relacionadas ao tema proposto. Para garantir a pertinência e a qualidade das evidências incluídas, o processo de seleção dos estudos ocorreu em duas fases.
Na primeira, foi feita a leitura dos títulos e resumos, com o intuito de eliminar as produções que não se enquadravam nos critérios de inclusão previamente definidos. Na sequência, procedeu-se à leitura completa dos artigos que permaneceram, a fim de confirmar sua adequação aos objetivos da pesquisa. Ao final dessa etapa, 11 estudos atenderam aos requisitos estabelecidos e compuseram a amostra final da revisão.
As informações extraídas dos artigos selecionados foram organizadas em uma tabela, elaborada para facilitar a visualização e a análise dos dados. Essa estrutura contemplou elementos como o título do trabalho, o ano de publicação, os autores e o tipo de tecnologia investigada.
Por se tratar de uma revisão de literatura, sem envolvimento direto de seres humanos ou animais, o estudo foi desenvolvido em conformidade com os princípios éticos que orientam a pesquisa científica, garantindo o respeito à integridade e à fidedignidade das informações utilizadas.
Quando 1: Desenvolvido, pelo próprio autor, 2025
Nº | Título | Ano | Autor(es) | Tipo de tecnologia |
| 1 | Progresso na odontologia digital: O uso prático de Scanner intraorais | 2020 | Kazuhiko Suese | Trios |
| 2 | Influência da idade, treinamento, scanner intraoral e versão do software na precisão do escaneamento de operadores inexperientes | 2023 | Zarauz, et al., | Trios 3 |
| 3 | Tempo de escaneamento e precisão de escaneamentos de arco completo com scanners intraorais: um estudo comparativo das condições do simulador de cabeça intraoral e do modelo portátil | 2021 | Wu et al., | CEREC Omnicam |
| 4 | Uso de scanners intraorais em implantodontia | 2020 | Bernadi, Silva, Dantas | CEREC Omnicam |
| 5 | O estado atual da odontologia digital chairside e materiais. | 2019 | Blatz, Conejo | Primescan |
| 6 | Precisão de impressões digitais CAD/CAM com diferentes parâmetros de scanner intraoral. | 2020 | Chiu et al., | 3shape D2000 |
| 7 | Moldagem convencional x Moldagem digital: onde estamos e para onde vamos. | 2021 | Gomes, et al., | Lava True Definition |
| 8 | Precisão e praticidade do scanner intraoral em odontologia: Uma revisão de literatura | 2020 | Kihara, et al., | Planscan |
| 9 | Avaliação da acurácia de quatro métodos digitais por análise linear e volumétrica de impressões dentárias. | 2019 | Pagano, et al., | Sinergia Scan |
| 10 | Uso de scanners intraorais em implantodontia | 2025 | Berutti, Campos, Batista | True definition |
4. Discussão
Os scanners intraorais consolidaram-se como instrumentos indispensáveis na odontologia contemporânea, promovendo avanços significativos na agilidade dos procedimentos clínicos e na experiência dos pacientes. Conforme Armonvit et al. (2021), a facilidade de operação e a redução de etapas no fluxo de trabalho são fatores determinantes para o aumento da eficiência clínica. Esses dispositivos permitem a digitalização rápida e precisa da cavidade oral, eliminando a necessidade das moldagens físicas e, consequentemente, reduzindo o tempo clínico e o desconforto do paciente. Além disso, favorecem a segurança no armazenamento de dados e otimizam a comunicação entre cirurgiões-dentistas e laboratórios, permitindo a confecção mais ágil e precisa de próteses e restaurações.
A aplicabilidade dos scanners intraorais é ampla, abrangendo desde o diagnóstico até a confecção de restaurações personalizadas, como coroas, facetas, pontes e dispositivos removíveis. Seu uso também se estende à implantodontia e à ortodontia, especialmente na confecção de alinhadores, além de cirurgias guiadas, aumentando a previsibilidade e a eficácia clínica (Logozzo et al., 2014). A principal vantagem reside na precisão, uma vez que o escaneamento digital reduz erros comuns nas moldagens com alginato ou silicone, além de proporcionar maior conforto e agilidade. Os modelos digitais podem ser visualizados e analisados em tempo real, o que facilita o planejamento de casos complexos e a comunicação com laboratórios, otimizando o fluxo de trabalho e reduzindo os prazos de entrega (Suese et al., 2020; Pagano et al., 2019; Blatz; Conejo, 2019).
Segundo Blatz e Conejo (2020), os scanners intraorais mais recentes apresentam capacidade de captura de detalhes anatômicos equivalente ou superior às técnicas convencionais. Essa precisão é essencial para o sucesso clínico, e os avanços ergonômicos e de usabilidade têm impulsionado a substituição gradual das moldagens tradicionais, frequentemente associadas ao desconforto do paciente. Outro aspecto relevante é a utilização dessa tecnologia em indivíduos com alergia a materiais de moldagem. Brucoli et al. (2020) destacam que a possibilidade de captar imagens mucoestáticas de estruturas anatômicas moles representa um avanço importante, oferecendo uma alternativa segura e confortável para pacientes com restrições ao uso de materiais convencionais.
Apesar dos benefícios, a incorporação dos scanners intraorais na prática odontológica ainda enfrenta desafios. Os valores exorbitantes dos equipamentos continuam sendo um dos principais entraves, conforme apontam Bernadi Berutti, Silva Campos e Danta Batista (2020). Além do investimento financeiro, a necessidade de capacitação técnica e a curva de aprendizado associada ao uso desses dispositivos podem dificultar sua adoção em clínicas de menor porte. Aspectos técnicos também influenciam o desempenho, já que estudos de Chiu et al. (2020) e Gomes et al. (2021) indicam que fatores como saliva, sangue e movimentação da mucosa podem comprometer a qualidade das imagens, especialmente em áreas extensas, exigindo repetições que aumentam o tempo de atendimento (Kihara et al., 2019).
Outro desafio refere-se à resistência de alguns profissionais à adoção de novas tecnologias. Armonvit, Rokaya e Sanohkhan (2021) observam que a aversão tecnológica ainda é presente em diversas áreas da saúde, o que pode retardar a modernização dos métodos clínicos. Contudo, os avanços contínuos têm contribuído para uma adesão crescente a essas ferramentas. De acordo com Alkhayer et al. (2020), a popularização dos scanners intraorais decorre da precisão aprimorada, da facilidade de uso e da boa aceitação por parte dos pacientes. O conforto durante o atendimento e a diminuição da curva de aprendizado reforçam sua adoção, embora ainda seja necessário que novas pesquisas explorem suas limitações e possíveis aprimoramentos. A integração entre métodos digitais e técnicas convencionais permanece uma abordagem eficaz, garantindo resultados previsíveis e de alta qualidade.
Os modelos mais recentes apresentam melhorias significativas na precisão das digitalizações de arcadas completas. Schelenz et al. (2023) verificaram que esses equipamentos produzem dados mais confiáveis, embora ainda não existam evidências conclusivas de diferenças clinicamente relevantes entre os modelos disponíveis. Essa evolução pode ser atribuída ao aprimoramento contínuo do hardware e do software, que potencializa o desempenho dos dispositivos. No campo da implantodontia, Chrabieh et al. (2024) avaliaram o impacto da profundidade da plataforma do implante na acurácia da digitalização e constataram que o sistema iTero apresentou melhores resultados em implantes subgengivais, reforçando sua relevância clínica.
A experiência do operador também influencia os resultados. Bedrossian et al. (2022) observaram que o desempenho com o sistema Lava Cos varia de acordo com a experiência profissional. Em contrapartida, Pacheco et al. (2021) constataram que, nos sistemas iTero e Cerec Bluecam, a experiência não apresentou correlação direta com a precisão, permitindo que operadores iniciantes obtivessem resultados equivalentes ou até superiores. As condições ambientais igualmente interferem na qualidade das imagens. Revilla-León et al. (2020) verificaram que o sistema TRIOS tem melhor desempenho sob iluminação ambiente adequada, enquanto o iTero exige condições lumínicas específicas para garantir resultados ideais.
A tecnologia Cerec destaca-se pela interface intuitiva, que facilita o uso mesmo entre profissionais com pouca experiência. Beuer et al. (2009) demonstraram que estudantes, após breve treinamento, foram capazes de produzir restaurações de qualidade satisfatória, com estabilidade dos resultados após três anos, o que evidencia o potencial dessa tecnologia tanto em contextos clínicos quanto educacionais.
O funcionamento dos scanners intraorais baseia-se em diferentes tecnologias ópticas. A microscopia confocal de varredura a laser (CLSM), desenvolvida por Marvin Lee Minsky em 1961, permite a obtenção de imagens ópticas de alta resolução com profundidade seletiva, resultando em reconstruções tridimensionais detalhadas (Mangano et al., 2017). Outros métodos empregados incluem a triangulação óptica ativa ou passiva, utilizada na coleta de dados tridimensionais, e a tomografia óptica coerente (OCT), capaz de gerar cortes transversais da microestrutura, ampliando a análise dos tecidos biológicos (Logozzo et al., 2014).
As tendências atuais apontam para a integração crescente da inteligência artificial e da realidade aumentada aos processos clínicos, com o objetivo de guiar procedimentos em tempo real e capturar informações não apenas morfológicas, mas também estruturais dos tecidos duros e moles. Esses avanços prometem elevar ainda mais a precisão, a eficiência e a personalização dos tratamentos odontológicos (Park; Son; Lee, 2019).
5. Conclusão
Os scanners intraorais representam uma grande transformação na odontologia atual, marcada por grandes avanços e funcionalidades. A incorporação de recursos inovadores, como microscopia focal e tomografia óptica, bem também a melhoria.
Além dos aspectos tecnológicos, fatores ambientais: como condições de iluminação e a adequação às particularidades de cada tipo de tratamento desempenham papel essencial na otimização do desempenho clínico. Nesse sentido, a integração equilibrada entre métodos digitais e técnicas tradicionais continua a ser uma estratégia válida para assegurar a precisão, a previsibilidade dos procedimentos e a satisfação do paciente.
Dessa forma, os scanners intraorais consolidam-se como ferramentas transformadoras na prática odontológica, proporcionando maior conforto ao paciente e eficiência ao profissional. A superação das limitações atuais e a incorporação contínua de inovações tecnológicas apontam para um futuro promissor, no qual esses dispositivos tendem a assumir um papel central na odontologia digital e na melhoria da qualidade dos cuidados oferecidos.
Referências
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1Graduando em Bacharelado de Odontologia
2Graduando em Bacharelado de Odontologia
3Professor: Centro Universitário Mário Pontes Jucá
