AVALIAÇÃO DA APLICAÇÃO DO MÉTODO PILATES NA QUALIDADE DE VIDA EM PACIENTES COM DOR LOMBAR CRÔNICA

EVALUATION OF THE APPLICATION OF THE PILATES METHOD ON THE QUALITY OF LIFE OF PATIENTS WITH CHRONIC LOW BACK PAIN

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202511131422


Nicolli Chaihen Mackiesviz Christ1
Alexssandro Pereira Furtin2


RESUMO 

Introdução: A dor lombar crônica é uma das condições musculoesqueléticas mais prevalentes e incapacitantes, comprometendo a qualidade de vida e a funcionalidade dos indivíduos. Entre as abordagens fisioterapêuticas disponíveis, o método Pilates tem se destacado por promover fortalecimento muscular, melhora postural e equilíbrio corporal, favorecendo o controle da dor e o bem-estar global. Objetivo: Analisar a influência do método Pilates na qualidade de vida de pacientes com dor lombar crônica, avaliando seus efeitos sobre a dor, a força muscular e a amplitude de movimento. Metodologia: Trata-se de um estudo quase-experimental, de abordagem quantitativa e qualitativa, realizado com 20 participantes de ambos os sexos, com idade entre 20 e 60 anos e diagnóstico de dor lombar crônica. A intervenção teve duração de oito semanas, com duas sessões semanais de 50 minutos, utilizando exercícios do método Pilates em níveis básico e intermediário. Os instrumentos aplicados foram o questionário SF-36, a Escala Visual Analógica (EVA), a goniometria e a dinamometria digital, com análise estatística pelo software Jamovi (p < 0,05). Resultados: Houve redução significativa da dor, aumento da força muscular e da amplitude de movimento, além de melhora expressiva nos domínios físico e mental do SF-36. 

Conclusão: O método Pilates mostra-se eficaz e seguro na reabilitação de pacientes com dor lombar crônica, promovendo melhora funcional e da qualidade de vida. 

Palavras-chave: Pilates; Dor lombar crônica; Qualidade de vida; Fisioterapia; Reabilitação. 

Abstract: Introduction: Chronic low back pain is one of the most prevalent and disabling musculoskeletal conditions, compromising individuals’ quality of life and functional capacity. Among the available physiotherapeutic approaches, the Pilates method has stood out for promoting muscle strengthening, postural improvement, and body balance, contributing to pain control and overall well-being. Objective: To analyze the influence of the Pilates method on the quality of life of patients with chronic low back pain, evaluating its effects on pain, muscle strength, and range of motion. Methodology: This is a quasi-experimental study with a quantitative and qualitative approach, conducted with 20 participants of both sexes, aged between 20 and 60 years, diagnosed with chronic low back pain. The intervention lasted eight weeks, with two weekly sessions of 50 minutes, using Pilates exercises at basic and intermediate levels. The instruments applied were the SF-36 questionnaire, the Visual Analogue Scale (VAS), goniometry, and digital dynamometry, with statistical analysis performed using the Jamovi software (p < 0.05). Results: There was a significant reduction in pain, an increase in muscle strength and range of motion, and an expressive improvement in the physical and mental domains of the SF-36. Conclusion: The Pilates method proves to be an effective and safe physiotherapeutic intervention in the rehabilitation of patients with chronic low back pain, promoting functional improvement and better quality of life. 

Keywords: Pilates; Chronic low back pain; Quality of life; Physiotherapy; Rehabilitation. 

1 INTRODUÇÃO 

A dor lombar crônica constitui-se em um dos problemas de saúde mais recorrentes na população mundial, sendo considerada uma das principais causas de incapacidade funcional e absenteísmo laboral. Estudos indicam que cerca de 80% das pessoas apresentarão, em algum momento da vida, um episódio de dor lombar, e aproximadamente 40% desenvolverão um quadro crônico, o que compromete de forma significativa o desempenho físico, emocional e social dos indivíduos (Cordeiro et al., 2022). Além de limitar atividades diárias, a dor lombar acarreta elevados custos socioeconômicos, tanto pela demanda crescente por serviços de saúde quanto pelo impacto na produtividade e na qualidade de vida (Castro et al., 2024). 

Diante desse cenário, a fisioterapia assume papel essencial na prevenção e no tratamento da dor lombar crônica, por meio de técnicas que visam restaurar a funcionalidade e promover o bem-estar global do paciente. Entre as abordagens fisioterapêuticas mais utilizadas destaca-se o método Pilates, criado por Joseph  

Pilates na década de 1920, que baseia-se em princípios de concentração, controle, centralização, precisão, fluidez e respiração. O método promove o fortalecimento muscular, a melhora da flexibilidade, o equilíbrio postural e o alinhamento corporal, sendo amplamente empregado na reabilitação de disfunções musculoesqueléticas (Schmit et al., 2016). Pesquisas evidenciam que o Pilates pode contribuir significativamente para a redução da dor, aumento da amplitude de movimento e melhora da percepção de bem-estar físico e mental (Martins, 2021). 

Apesar dos avanços nas terapias conservadoras, ainda persistem lacunas quanto à comprovação científica dos efeitos do método Pilates na qualidade de vida de pacientes com dor lombar crônica. Torna-se, portanto, necessário aprofundar a compreensão sobre a eficácia dessa prática como recurso fisioterapêutico, sobretudo por se tratar de uma intervenção não invasiva, de baixo custo e amplamente acessível. A justificativa para esta pesquisa está fundamentada na relevância clínica e social do tema, uma vez que os resultados poderão contribuir para ampliar o conhecimento sobre o uso do Pilates na reabilitação de pacientes com lombalgia crônica, fortalecendo sua aplicabilidade como método terapêutico eficaz e seguro. 

Dessa forma, este estudo tem como objetivo geral analisar a influência do método Pilates na qualidade de vida de pacientes com dor lombar crônica. Como objetivos específicos, busca-se avaliar a qualidade de vida dos participantes, investigar o nível de dor, comparar a amplitude de movimento e compreender as alterações da força muscular após a intervenção. Assim, pretende-se demonstrar que o método Pilates pode representar uma importante ferramenta de reabilitação e promoção da saúde, contribuindo para a redução da dor, melhora funcional e maior qualidade de vida dos indivíduos acometidos por essa condição. 

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA OU REVISÃO DA LITERATURA 

A dor lombar crônica é reconhecida mundialmente como uma das principais causas de incapacidade física e afastamento do trabalho, representando um problema de saúde pública de grande impacto social e econômico. Sua alta prevalência está relacionada ao estilo de vida sedentário, más posturas, envelhecimento populacional e sobrecarga mecânica da coluna vertebral (Cordeiro et al., 2022). Segundo Castro et al. (2024), estima-se que cerca de 80% da população apresentará, em algum momento da vida, um episódio de dor lombar, e aproximadamente 40% desses casos evoluirão para a forma crônica. 

A lombalgia é caracterizada por dor persistente na região inferior da coluna vertebral, geralmente associada a limitações funcionais que interferem nas atividades de vida diária e na qualidade de vida dos indivíduos (Lisboa et al., 2022). A etiologia dessa condição é multifatorial, podendo estar relacionada a alterações degenerativas, desequilíbrios posturais, fraqueza muscular, fatores psicossociais e ocupacionais (Padilha et al., 2024). Nesse contexto, a fisioterapia desempenha papel essencial na identificação das causas e na reabilitação funcional, utilizando-se de métodos e técnicas que visam aliviar a dor, restaurar a mobilidade e melhorar o desempenho físico (Maia et al., 2015). 

2.1 A fisiopatologia da dor lombar crônica 

De acordo com a Associação Internacional para o Estudo da Dor (IASP), a dor é definida como uma experiência sensorial e emocional desagradável associada a uma lesão tecidual real ou potencial (Alves & Oliveira, 2022). No caso da dor lombar crônica, há uma complexa interação entre fatores biológicos, psicológicos e sociais, configurando uma síndrome de descondicionamento, na qual a diminuição da atividade física e a cinesiofobia — medo do movimento — agravam o quadro clínico (Borges et al., 2023). Além disso, o desequilíbrio entre os músculos estabilizadores do tronco, especialmente o transverso do abdômen e o multífido lombar, está diretamente associado à instabilidade segmentar e ao aumento da dor (Límirio, 2015). 

Tais alterações comprometem a estabilidade da coluna vertebral, cujo equilíbrio depende da integração entre três sistemas: o passivo (ossos e ligamentos), o ativo (músculos) e o neural (controle motor). Quando um desses sistemas falha, os demais sofrem sobrecarga, resultando em dor e limitação funcional (Cordeiro et al., 2022). Assim, estratégias de tratamento que promovam fortalecimento, controle motor e reeducação postural são fundamentais para restaurar o equilíbrio biomecânico e funcional. 

2.2 Tratamentos fisioterapêuticos para dor lombar 

Diversos recursos são utilizados na fisioterapia para o tratamento da dor lombar crônica, entre eles a eletroterapia, o ultrassom terapêutico, a acupuntura, a massagem, a hidroterapia e os exercícios terapêuticos (Santos et al., 2021). Dentre essas abordagens, os exercícios de estabilização segmentar e o método Pilates têm se destacado por promoverem o fortalecimento dos músculos do tronco e a melhora da postura (Silveira et al., 2018). 

A eletroanalgesia por meio da estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS) é amplamente utilizada para modular a dor e melhorar o fluxo sanguíneo local (Mendonça et al., 2020). Já o ultrassom terapêutico produz efeitos mecânicos e térmicos que favorecem o metabolismo celular e a regeneração tecidual (Galhardo et al., 2019). A acupuntura, reconhecida pelo Ministério da Saúde, atua na modulação neuroquímica da dor e na promoção do equilíbrio energético corporal (Martins et al., 2017). Apesar da eficácia dessas técnicas, muitas apresentam resultados transitórios, o que justifica a busca por métodos complementares e de maior adesão, como o Pilates. 

2.3 O método Pilates como ferramenta terapêutica 

O método Pilates foi desenvolvido por Joseph Pilates na década de 1920, inicialmente como uma forma de condicionamento físico e, posteriormente, como recurso terapêutico para reabilitação musculoesquelética. Baseia-se em seis princípios fundamentais — controle, concentração, centralização, precisão, fluidez e respiração — que, aplicados em conjunto, promovem equilíbrio corporal e consciência postural (Schmit et al., 2016). 

Segundo Cordeiro et al. (2022), o Pilates tem como principal objetivo fortalecer a musculatura estabilizadora da coluna e melhorar a flexibilidade e coordenação motora. O método é indicado para diversas faixas etárias e condições clínicas, sendo amplamente utilizado no tratamento da dor lombar crônica. Estudos demonstram que sua prática regular contribui para a redução da dor, o aumento da força muscular e a melhora da mobilidade articular, além de favorecer o bem-estar psicológico e o equilíbrio emocional (Martins, 2021). 

Carvalho & Oliveira (2020) destacam que, embora existam diferentes protocolos de exercícios, o Pilates aplicado de forma sistematizada por profissionais capacitados tem se mostrado eficaz na restauração da estabilidade lombo-pélvica. Pego, Cunha & Souza (2020) afirmam que a posição neutra da pelve, frequentemente utilizada nos exercícios, é essencial para o recrutamento adequado dos músculos estabilizadores do tronco. Além dos benefícios físicos, a prática estimula a liberação de endorfinas, promovendo alívio da tensão e melhora da percepção de qualidade de vida (Maciel et al., 2017). 

2.4 Relevância do Pilates na reabilitação da lombalgia crônica 

A literatura científica evidencia que o método Pilates é uma intervenção segura, acessível e eficaz para o manejo da dor lombar crônica, por integrar fortalecimento, alongamento e controle postural de forma simultânea. Sua aplicação regular melhora a capacidade funcional e a autoconfiança dos pacientes, refletindo positivamente nos aspectos físicos e mentais da qualidade de vida (Nilsson & Kristenson, 2015). 

Nesse sentido, o Pilates se apresenta como uma alternativa terapêutica relevante na prática fisioterapêutica moderna, favorecendo uma abordagem global e centrada no paciente. Entretanto, apesar dos resultados promissores, ainda são necessários mais estudos controlados e padronizados para determinar os protocolos ideais de intervenção e compreender plenamente os mecanismos envolvidos nos benefícios observados. 

Portanto, a fundamentação teórica deste estudo sustenta-se na evidência de que o método Pilates, ao promover estabilidade, força e consciência corporal, pode ser um recurso eficaz na reabilitação de pacientes com dor lombar crônica, contribuindo significativamente para a melhora da qualidade de vida e para a consolidação de práticas fisioterapêuticas baseadas em evidências. 

3 METODOLOGIA  

O presente estudo caracteriza-se como uma pesquisa quase-experimental, de natureza quantitativa e qualitativa, com delineamento intervencional e longitudinal, cujo objetivo foi analisar a influência do método Pilates na qualidade de vida de pacientes com dor lombar crônica. O estudo foi realizado entre os meses de junho e setembro de 2025, em uma clínica de fisioterapia do município de Itaipulândia, Paraná, sob supervisão direta de fisioterapeuta capacitado no método Pilates, conforme descrito por Cordeiro et al. (2022). 

3.1 Participantes da pesquisa 

A amostra foi composta por 20 participantes adultos, de ambos os sexos, com idades entre 20 e 60 anos, diagnosticados com dor lombar crônica há mais de 12 semanas. A seleção ocorreu por amostragem não probabilística por conveniência, a partir da lista de pacientes atendidos na Clínica Kalinka de Cássia Fisioterapia e Pilates. Todos os participantes foram informados sobre os objetivos e procedimentos da pesquisa e assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) antes do início do estudo, conforme orientações éticas de Vieira & Silva (1992). 

Foram incluídos indivíduos com diagnóstico clínico de dor lombar crônica, disponibilidade para participar das sessões e concordância em cumprir o protocolo proposto. Foram excluídos aqueles com lesões graves associadas, doenças neurológicas, instabilidade hemodinâmica, doenças sistêmicas incapacitantes, ou ausência superior a 30% das sessões (Castro et al., 2024). 

3.2 Procedimentos éticos 

A pesquisa foi conduzida de acordo com os princípios estabelecidos pela Resolução nº 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde, e aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Centro Universitário Dinâmica das Cataratas (UDC). Todos os voluntários foram informados sobre os riscos e benefícios da participação, garantindo-se o sigilo dos dados e a liberdade de desistência a qualquer momento, sem prejuízos ao tratamento fisioterapêutico (Lima, 1995). 

3.3 Protocolo de intervenção 

O protocolo de intervenção teve duração de oito semanas, com duas sessões semanais de aproximadamente 50 minutos cada, seguindo os princípios fundamentais do método Pilates — concentração, controle, centralização, precisão, fluidez e respiração —, conforme Schmit et al. (2016). As aulas foram compostas por 13 exercícios básicos, com progressão gradual até 19 exercícios intermediários ao longo do programa, de acordo com a evolução funcional dos participantes (Martins, 2021). 

Os exercícios foram realizados nos equipamentos específicos do método (Reformer, Cadillac, Chair e Ladder Barrel), além de exercícios no solo (Mat Pilates), utilizando acessórios como bola suíça, magic circle, theraband e over ball. Cada movimento foi executado em três séries de 12 repetições, respeitando os limites individuais de cada participante, com foco no fortalecimento do core, na mobilidade da coluna lombar e na reeducação postural (Carvalho & Oliveira, 2020). Todas as sessões foram supervisionadas por fisioterapeuta especializado, seguindo as recomendações de Pego, Cunha & Souza (2020). 

3.4 Instrumentos de avaliação 

A coleta de dados foi realizada em dois momentos: avaliação inicial (pré-intervenção) e reavaliação (pós-intervenção), com o objetivo de mensurar as variáveis dor, amplitude de movimento, força muscular e qualidade de vida. Os instrumentos utilizados foram: 

  • Questionário SF-36 (Short Form Health Survey): empregado para avaliar a qualidade de vida, abrangendo oito domínios — capacidade funcional, aspectos físicos, dor, estado geral de saúde, vitalidade, aspectos sociais, emocionais e saúde mental — conforme metodologia validada por Lisboa et al. (2022). 
  • Escala Visual Analógica (EVA): utilizada para mensurar a intensidade da dor relatada pelos participantes, com pontuação de 0 (sem dor) a 10 (dor insuportável), segundo Padilha et al. (2024). 
  • Goniometria lombar: realizada com goniômetro circular Trident, modelo MOD GON PVC, para mensurar a amplitude de movimento nos planos de flexão e extensão da coluna lombar, conforme descrito por Límirio (2015). 
  • Dinamometria digital: aplicada para avaliar a força isométrica dos músculos flexores e extensores do tronco, com três tentativas por grupo muscular e intervalo de 30 segundos entre as medições, conforme metodologia de Borges et al. (2023). 

Todos os instrumentos utilizados são reconhecidos na literatura e amplamente empregados em estudos clínicos e experimentais (Nilsson & Kristenson, 2015). 

3.5 Análise estatística dos dados 

Os dados coletados foram tabulados em planilhas eletrônicas e analisados com o software Jamovi (versão 2.2.5), conforme metodologia aplicada por Galhardo et al. (2019). Foi realizada análise descritiva das variáveis quantitativas (média, desvio-padrão, valores mínimos e máximos) e categóricas (frequências absolutas e relativas). 

A normalidade dos dados foi verificada por meio do teste de Shapiro-Wilk, sendo aplicados o teste t pareado para variáveis com distribuição normal e o teste de Wilcoxon para aquelas que não apresentaram normalidade, adotando-se nível de significância de p < 0,05 (Mendonça et al., 2020). 

As variáveis analisadas incluíram os escores dos domínios físico e mental do SF-36, a intensidade da dor (EVA), a amplitude de movimento lombar (goniometria) e a força muscular (dinamometria). Os resultados foram organizados em tabelas e gráficos comparativos, permitindo avaliar a efetividade do método Pilates na reabilitação de pacientes com dor lombar crônica (Maciel et al., 2017). 

4 RESULTADOS E DISCUSSÕES OU ANÁLISE DOS DADOS 

A amostra foi composta pelo total de 20 participantes, dos quais 80,0% eram do sexo feminino e 20,0% do sexo masculino, achados que evidenciam predominância do gênero feminino, conforme apresentado na Tabela 1, o que vai de acordo com outras pesquisas que demonstraram uma prevalência de dor lombar crônica em indivíduos do sexo feminino (SANT’ANNA et al., 2021). Isso se dá, devido a uma combinação de fatores biológicos, hormonais, psicossociais e ocupacionais. As mulheres são mais suscetíveis a variações hormonais relacionadas ao ciclo menstrual, gestação e menopausa, que podem influenciar a sensibilidade à dor e a estabilidade musculoesquelética. Além disso, fatores como menor massa muscular, maior prevalência de osteopenia e diferenças anatômicas na pelve contribuem para sobrecarga da coluna lombar. Aspectos psicossociais, como maiores índices de ansiedade, depressão e dupla jornada de trabalho (doméstico e profissional), também têm sido associados ao aumento da percepção e cronificação da dor. Tais elementos, somados, explicam a maior vulnerabilidade feminina frente à dor lombar crônica (JIANG et al., 2025).  

Estudos apontam que há maior prevalência de relato de dor crônica na região lombar, do sexo feminino, o que pode estar relacionado à sua maior atenção aos sinais e sintomas de alterações no próprio corpo. Além disso, a execução de atividades domésticas de forma mais intensa e frequente, fator que manteve associação significativa mesmo após os ajustes estatísticos, contribui para uma maior exposição a esforços repetitivos e sobrecarga física (MALTA et al., 2017). 

Tabela 1.  Distribuição de frequência por sexo dos pacientes submetidos à intervenção com o método Pilates no tratamento da lombalgia  

Frequências de sexo 

Legenda: M= pacientes do sexo masculino. F= pacientes do sexo feminino.  N= número de participantes.  

Na amostra da pesquisa foi identificada a idade média dos participantes em 46,1 anos, com desvio padrão de 11,7 anos. De acordo com estudos, observa-se que, com o avanço da idade, a prevalência da dor lombar crônica apresenta tendência crescente entre os 30 e 60 anos. Tal relação possui fundamentação biológica, uma vez que o envelhecimento está associado à redução gradual das funções fisiológicas e ao surgimento de alterações mecânicas e degenerativas nas estruturas anatômicas.    

Ademais, uma revisão da literatura identificou que a ocorrência da dor lombar atinge seu ponto máximo por volta dos 60 anos, havendo diminuição após essa faixa etária. 

Entre as possíveis justificativas para essa redução estão o declínio cognitivo, a menor sensibilidade à dor e uma maior tolerância aos sintomas dolorosos observada em indivíduos mais idosos (SANT’ANNA, et al., 2021).  

Tabela 2. Distribuição de frequência por sexo e idade, apresentando a média, mediana, desvio padrão, idade mínima e idade máxima dos pacientes submetidos à intervenção com o método Pilates no tratamento da lombalgia 

Legenda: Média de idade dos participantes=46,1; Mediana da idade dos pacientes=44,0; Desvio-padrão=11,7; Mínimo= Idade mínima 23; Máximo= Idade máxima 60 

Em relação ao Domínio Físico, os valores médios (± desvio padrão) foram de 80,0 ± 14,7 para homens e 47,8 ± 22,1 para mulheres na primeira medida, e 94,5 ± 6,66 para homens e 78,8 ± 17,3 para mulheres na segunda medida. Os valores mínimo e máximo observados variaram de 65 a 95 para homens e de 20 a 95 para mulheres na primeira medida, e de 85 a 100 para homens e de 42 a 100 para mulheres na segunda medida. 

O teste de normalidade de Shapiro-Wilk indicou que os dados não diferiram significativamente da normalidade, tanto para homens (W = 0,882; p = 0,348 e W = 0,878; p = 0,331) quanto para mulheres (W = 0,923; p = 0,188 e W = 0,903; p = 0,090), sugerindo distribuição aproximadamente normal dos escores de Domínio Físico, onde foram encontrados P>0,5. 

Ao analisar a qualidade de vida por meio dos domínios do questionário SF-36, observou-se um efeito estatisticamente significativo do fator tempo nas pontuações referentes à capacidade funcional e aspectos físicos.  

Outro ponto relevante observado foi em relação ao domínio “Físico” apresentado na Tabela 3. Nota-se que os pacientes apresentaram evolução positiva, com aumento dos escores na reavaliação em comparação à primeira avaliação, evidenciando que a intervenção com o protocolo de método pilates teve bons resultados. Este domínio avalia a presença e a extensão de limitações associadas à capacidade física. Essas avaliações constituem um importante marcador de saúde, útil para identificar resultados clínico-funcionais permitindo relacionar a melhora funcional com a diminuição das dificuldades nas atividades de vida diária (ADORNO, NETO 2013). 

A literatura aponta que a prática regular de atividade física está relacionada à manutenção, melhora e prevenção de sintomas musculoesqueléticos, embora os mecanismos exatos ainda não sejam totalmente compreendidos. Segundo estudiosos, existem duas principais teorias que explicam essa relação. A primeira sugere que o exercício promove adaptações fisiológicas nos músculos, como o aumento da densidade intramuscular. Indivíduos fisicamente inativos ou com dor crônica tendem a apresentar maior acúmulo de gordura e menor quantidade de tecido contrátil, o que favorece o surgimento de lesões e reduz a resistência a esforços repetitivos e estáticos. A segunda teoria propõe que a atividade física atua de forma indireta sobre o sistema musculoesquelético, ao melhorar o humor, o equilíbrio, a autoconfiança e a sensação de controle, fatores que contribuem para a redução do desconforto e da dor (ADORNO, NETO 2013). 

Tabela 3. Resumo da análise descritiva dos escores do domínio físico do questionário SF-36, considerando avaliação e reavaliação, segundo sexo, dos pacientes submetidos à intervenção com o método Pilates no tratamento da lombalgia. A tabela apresenta os valores de média expresso em (%), desvio padrão, mínimo, máximo e resultados do teste de normalidade de Shapiro-Wilk para os escores do domínio físico. Observa-se aumento dos valores médios na reavaliação, indicando melhora na percepção do componente físico, com distribuição normal dos dados (p > 0,05). 

Legenda: Legenda: N= número de participantes. M= pacientes do sexo masculino. F= pacientes do sexo feminino.   

Avaliação do domínio Físico (%) 

O gráfico 4, apresentado abaixo, evidencia a distribuição dos escores referentes ao Domínio Físico 0 (%) de acordo com o sexo dos participantes. Observa-se que os indivíduos do sexo masculino apresentaram uma concentração maior de valores entre aproximadamente 70% e 100%, indicando melhor desempenho nesse domínio. Já o grupo feminino apresentou uma distribuição mais ampla, com variação entre 20% e 100%, e tendência central inferior à observada nos homens. 

O gráfico QQ-Plot demonstra que os resíduos padronizados estão próximos da linha de normalidade teórica, indicando distribuição aproximadamente normal dos dados para ambos os sexos, com leve dispersão em alguns pontos, especialmente no grupo masculino. 

Reavaliação do domínio Físico (%) 

No Domínio Físico 1 (%), apresentado abaixo no Gráfico 5, verifica-se que os escores dos participantes do sexo masculino mantiveram-se concentrados em níveis mais elevados, entre cerca de 85% e 100%, enquanto o grupo feminino apresentou maior variabilidade, com valores distribuídos de aproximadamente 40% a 100%. Essa diferença sugere um desempenho físico mais homogêneo entre os homens e maior dispersão entre as mulheres. 

Os gráficos QQ-Plot também apontam boa aderência à normalidade, com a maioria dos pontos próximos à linha teórica, reforçando a adequação dos dados à suposição de normalidade residual. 

De modo geral, ao comparar os Domínios Físico 0 (%) e Domínio Físico 1 (%), observa-se uma tendência de melhora nos escores médios em ambos os sexos, com maior homogeneidade entre os participantes do sexo masculino. As distribuições indicam que, após a intervenção ou condição analisada, houve um deslocamento dos valores para níveis mais elevados, especialmente entre os homens, refletindo um possível ganho no desempenho físico. Entre as mulheres, embora também tenha sido observada melhora, os dados apresentaram maior variabilidade, sugerindo respostas individuais mais heterogêneas. 

A análise dos domínios físicos nas fases de avaliação e reavaliação, apresentados nos Gráficos 4 e 5, evidencia diferenças relevantes entre os sexos e uma evolução positiva após a intervenção. Na avaliação inicial, os homens apresentaram escores médios mais elevados, concentrando-se entre 70% e 100%, enquanto as mulheres mostraram maior variabilidade, com valores entre 20% e 100%. Esses resultados sugerem melhor desempenho físico inicial no grupo masculino e maior heterogeneidade de respostas no grupo feminino. Tais achados reforçam a importância de considerar diferenças entre os sexos na análise dos resultados relacionados ao domínio físico, alguns estudos sugerem que as mulheres tendem a ser mais abrangentes ao avaliar sua saúde geral, levando em consideração aspectos emocionais e psicossociais que vão além do bem-estar físico. Esse fator pode ter influenciado os resultados obtidos no SF-36, uma vez que os domínios de vitalidade e dor estão intimamente relacionados à percepção subjetiva do estado emocional e da disposição diária. Dessa forma, é possível inferir que a melhora observada após a intervenção com o método Pilates não se restringe apenas a aspectos físicos (NILSSON, KRISTENSON 2015). 

Na reavaliação do Domínio Físico, observou-se elevação expressiva dos escores em ambos os grupos, indicando melhora no desempenho físico geral. Os homens mantiveram resultados elevados e homogêneos (85% a 100%), enquanto as mulheres apresentaram maior variação (40% a 100%), embora também com evolução positiva. Essas diferenças podem ser atribuídas a fatores biológicos, hormonais e estruturais, como maior massa e volume muscular nos homens e variações hormonais cíclicas nas mulheres. Além disso, aspectos psicológicos e socioculturais também influenciam o desempenho e a resposta ao treinamento, contribuindo para o melhor rendimento masculino em força e ganho muscular. (JAMES L 2023).  

Os gráficos QQ-Plot mostraram que os resíduos padronizados mantêm boa aderência à linha teórica, confirmando a normalidade dos dados. Comparando os dois momentos (avaliação e reavaliação), observa-se melhora significativa dos escores médios em ambos os sexos, com resultados mais consistentes no grupo masculino. Esses achados sugerem que a intervenção ou condição analisada promoveu ganhos no desempenho físico, especialmente entre os homens, sem prejuízo das melhorias observadas nas mulheres. 

Gráfico 4. Análise da avaliação do domínio físico, distribuído por sexo, dos pacientes submetidos à intervenção com o método Pilates no tratamento da lombalgia 

Legenda: Observa-se que a distribuição dos escores é distinta entre M= sexo masculino e F= sexo feminino e os pontos próximos à linha indicam adequação à normalidade dos dados. Distribuição dos escores do domínio físico expresso em (%), do questionário SF-36 de acordo com o sexo (gráfico à esquerda) e análise de normalidade dos resíduos padronizados pelo teste Shapiro-Wilk (gráfico à direita).  

Gráfico 5. Análise da reavaliação do domínio físico, distribuído por sexo, dos pacientes submetidos à intervenção com o método Pilates no tratamento da lombalgia 

Legenda: Observa-se que a distribuição dos escores é distinta entre M= sexo masculino e F= sexo feminino e os pontos próximos à linha indicam adequação à normalidade dos dados. Distribuição dos escores do domínio físico expresso em (%), do questionário SF-36 de acordo com o sexo (gráfico à esquerda) e análise de normalidade dos resíduos padronizados pelo teste Shapiro-Wilk (gráfico à direita). 

Análise do Domínio Mental  

A análise da avaliação do Domínio Mental, expresso em (%) na Tabela 6 e Gráfico 7, demonstram diferenças marcantes na distribuição dos escores entre os sexos. Entre os participantes do sexo masculino, observou-se uma distribuição bimodal, com picos de concentração em valores intermediários e elevados, variando aproximadamente entre 40% e 90%, o que indica bom desempenho no domínio mental inicial. No grupo feminino, os escores mostraram-se mais dispersos, com maior concentração entre 20% e 60%, sugerindo maior variabilidade individual e desempenho médio inferior quando comparado ao masculino. 

Na reavaliação do Domínio Mental, verificou-se aumento geral dos escores em ambos os sexos, indicando melhora no desempenho psicológico após a intervenção. Os homens apresentaram resultados mais elevados e homogêneos (90% a 100%), enquanto as mulheres mostraram maior variação (30% a 100%), mas também com tendência positiva. Essa evolução pode estar relacionada aos efeitos benéficos das intervenções sobre o bemestar emocional e a redução da percepção de dor, como apontam estudos que associam a prática regular de exercícios à melhora do humor, autoestima e qualidade de vida mental. Considera-se que a liberação de endorfinas durante a prática de atividade física possa contribuir significativamente para a sensação de bem-estar e para uma percepção mais positiva de saúde (MACIEL et al., 2017). Evidências sugerem que, historicamente, as mulheres assumem o papel de principais cuidadoras da saúde dos filhos, cônjuges e demais familiares, frequentemente em detrimento do próprio bem-estar. Essa responsabilidade, associada a uma maior sensibilidade diante de eventos adversos e a fatores educacionais e ocupacionais, contribui para explicar esse fenômeno observado (MACIEL et al., 2017). 

Esses achados sugerem que o protocolo aplicado teve impacto favorável sobre o domínio mental, com respostas diferenciadas entre os sexos, mas positivas em ambos os grupos. 

Evidências científicas sugerem que há melhores resultados após as intervenções fisioterapêuticas em domínios “Aspectos Sociais” e “Aspectos Emocionais”. Conforme mencionado em estudos, a inclusão da atividade física deve ser considerada uma medida essencial, complementando outras estratégias gerais de promoção da saúde. Dessa forma, a prática regular e sistematizada de exercícios físicos é amplamente recomendada por profissionais da área da saúde, tanto para a prevenção quanto para a reabilitação de diversas condições, incluindo doenças cardiovasculares, endócrino-metabólicas, osteomusculares e distúrbios de origem psíquica (ADORNO; NETO 2013). 

O Gráfico6 QQ-Plot revela que os resíduos padronizados apresentam boa aderência à linha teórica de normalidade, com pequenas dispersões pontuais, evidenciando que os dados seguem, de forma satisfatória, a suposição de normalidade exigida para as análises estatísticas. 

Tabela 6. Resumo da análise descritiva dos escores do domínio mental do questionário SF-36, considerando avaliação e reavaliação, segundo sexo. 

Legenda: N=número. M= sexo masculino. F= sexo feminino. A tabela apresenta os valores de média expresso em (%), desvio padrão, mínimo, máximo e resultados do teste de normalidade de Shapiro-Wilk para os escores do domínio mental. Observa-se aumento dos valores médios na reavaliação, indicando melhora na percepção do componente mental, com distribuição normal dos dados (p > 0,05). 

         O desempenho no Domínio Mental apresentou evolução positiva após a intervenção em ambos os sexos. Inicialmente, os homens tiveram médias mais altas (67,5%) que as mulheres (29,8%), com variação moderada entre os escores.  

        Após a intervenção, ambos os sexos melhoraram significativamente: homens atingiram média de 94,0% com menor variabilidade, enquanto as mulheres alcançaram 66,8%, mostrando maior dispersão. A análise estatística indicou distribuição majoritariamente normal dos dados, com leve desvio apenas no grupo masculino pós-intervenção. Tabela 6 de densidade e Gráficos 7 e 8 QQ-Plot confirmaram aumento geral dos escores, especialmente entre os homens. Em resumo, a intervenção promoveu ganhos cognitivos em todos os participantes, com evolução mais homogênea no grupo masculino e maior variabilidade entre as mulheres. Em um estudo, as escalas avaliadas mostraram correlações mais fortes com indicadores de humor (como sintomas depressivos) e autoconfiança (incluindo autoestima, senso de coerência e controle percebido) nas mulheres, indicando que fatores psicológicos exercem maior influência sobre a percepção do funcionamento social nesse grupo em comparação aos homens. Sugere-se que as mulheres tendem a ser mais abrangentes ao avaliar sua saúde geral, considerando também aspectos emocionais que não estão diretamente relacionados ao bem-estar físico (NILSSON, KRISTENSON 2015). 

Gráfico 7. Análise da avaliação do domínio mental dos pacientes submetidos à intervenção com o método Pilates no tratamento da lombalgia 

Legenda: M= sexo masculino. F= sexo feminino. Distribuição dos escores do domínio mental do questionário SF-36 na avaliação inicial, de acordo com o sexo. Observa-se que os participantes do sexo masculino (M) apresentaram maiores escores médios em comparação às participantes do sexo feminino (F), indicando melhor percepção de qualidade de vida no componente mental durante a avaliação. 

Gráfico 8. Análise da reavaliação do domínio mental dos pacientes submetidos à intervenção com o método Pilates no tratamento da lombalgia 

Legenda: M= sexo masculino. F= sexo feminino. Distribuição dos escores do domínio mental do questionário SF-36 na reavaliação, de acordo com o sexo. Verifica-se aumento dos escores em ambos os grupos, com destaque para o sexo masculino (M), que apresentou concentração de valores mais elevados, indicando melhora na percepção do bem-estar mental após a intervenção. 

Tabela 9. Distribuição dos efeitos da qualidade de vida física e mental e da dor dos pacientes submetidos à intervenção com o método Pilates 

Legenda: Valores de mediana (ou média ± desvio-padrão) dos componentes físico e mental do SF-36 e da Escala Visual Analógica (EVA) antes e após a intervenção com Pilates. Observa-se aumento significativo dos escores físico e mental e redução significativa da dor após a prática. Teste estatístico: Wilcoxon signed-rank; nível de significância p < 0,001. 

ESCALA VISUAL ANALÓGICA (EVA) 

             Os resultados da Escala Visual Analógica (EVA), nos momentos de avaliação e reavaliação, apresentados abaixo na Tabela 10 e Gráficos 11 e 12, indicam redução significativa da dor percebida após a intervenção, em ambos os sexos. 

          No momento inicial, na avaliação os homens apresentaram média de 5,25, enquanto as mulheres registraram média superior, de 8,31, demonstrando maior intensidade de dor no grupo feminino antes do tratamento. Após a intervenção, na reavaliação, observou-se redução nos escores médios em ambos os grupos: os homens passaram para 1,75 e as mulheres para 3,75, evidenciando melhora clínica relevante na percepção dolorosa.  

          Alguns autores, ao investigarem a dor lombar, verificaram que, o gênero apresenta um preditor estatisticamente significativo para a intensidade da dor, as mulheres tenderam a relatar escores ligeiramente mais elevados na EVA quando comparadas aos homens. Essa tendência sugere uma possível maior sensibilidade dolorosa no sexo feminino, mesmo diante de estímulos padronizados. 

         A literatura aponta que fatores biológicos e psicossociais podem contribuir para essa diferença na percepção da dor. Entre os aspectos fisiológicos, destacam-se as influências hormonais, especialmente as variações nos níveis de estrogênio e progesterona, que modulam os mecanismos de nocicepção e resposta inflamatória.  

        Do ponto de vista psicossocial, estudos indicam que mulheres tendem a expressar e reconhecer a dor de maneira  mais abrangente, o que pode refletir em maiores escores na EVA (MCPHEE, GRAVENNIELSEN 2019). 

        O desvio-padrão, apresentado na Tabela 10, manteve-se estável entre os homens (0,50 em ambos os momentos), sugerindo homogeneidade nos escores. Já entre as mulheres, o desvio-padrão aumentou de 1,20 para 1,81, indicando maior variabilidade individual na resposta ao tratamento. 

         Os valores mínimos e máximos também confirmam a tendência de melhora. No grupo masculino, a EVA variou de 5 a 6 no momento inicial de 1 a 2 após a intervenção. Entre as mulheres, os valores oscilaram de 6 a 10 na avaliação e de 1 a 7 na reavaliação, mostrando redução expressiva da dor em praticamente todas as participantes. Quanto à análise de normalidade pelo teste de Shapiro-Wilk, observou-se que os valores de p para o grupo masculino (p = 0,001) indicam distribuição não normal. Já para o grupo feminino, os valores de p foram superiores a 0,05 (p = 0,218 e p = 0,235), demonstrando distribuição normal dos dados. 

Tabela 10. Resumo da análise descritiva dos escores da Escala Visual Analógica da dor, considerando avaliação e reavaliação, segundo sexo 

Legenda: M= sexo masculino. F= sexo feminino. Distribuição dos escores da Escala Visual Analógica  

da dor na avaliação e reavaliação, de acordo com o sexo. Resultado da comparação da Escala Visual Analógica da dor, antes e depois da aplicação do protocolo do método pilates. 

Gráfico 11. Análise da avaliação da dor, segundo a Escala Visual Analógica da dor, dos pacientes submetidos à intervenção com o método Pilates no tratamento da lombalgia 

Legenda: M= sexo masculino. F= sexo feminino. Distribuição dos escores da dor, de acordo com a Escala Visual Analógica da dor (EVA), na avaliação, de acordo com o sexo.  

Gráfico 12. Análise da avaliação da dor, segundo a Escala Visual Analógica da dor, dos pacientes submetidos à intervenção com o método Pilates no tratamento da lombalgia 

Legenda: M= sexo masculino. F= sexo feminino. Distribuição dos escores da dor, de acordo com a Escala Visual Analógica da dor (EVA), na avaliação, de acordo com o sexo.  

De forma geral, os resultados evidenciam melhora significativa na percepção de dor em ambos os sexos após a intervenção, com redução mais acentuada e homogênea entre os homens, e maior variação individual entre as mulheres. 

ANÁLISES DA DINAMOMETRIA 

A Tabela 13 apresentada a baixo, contém os valores médios de força muscular (em kgf) obtidos antes e após a intervenção, considerando os diferentes movimentos avaliados. Houve melhora significativa na amplitude de movimento em todas as direções (p < 0,001), com ganhos médios entre +6° e + 21°. Todos os movimentos apresentaram melhora estatisticamente significativa de força e amplitude após o período avaliado. Nenhuma direção apresentou redução ou manutenção dos valores. As distribuições foram predominantemente normais, com exceção das rotações e algumas inclinações, analisadas de forma não paramétrica. O maior incremento observado na extensão pode ser explicado pela maior demanda e capacidade de recrutamento de grupos musculares mais potentes envolvidos nesse movimento, contribuindo para um ganho mais expressivo. As melhorias bilaterais observadas nas inclinações e rotações sugerem que o protocolo promoveu equilíbrio entre os hemicorpos, reduzindo possíveis assimetrias musculares. 

De acordo com estudos, esses resultados sugerem que a melhora da estabilidade pode estar relacionada ao aprimoramento do controle motor dos músculos locais, ao processo de aprendizagem motora e às respostas fisiológicas decorrentes do exercício. Nossos achados corroboram essa evidência, uma vez que foi observada melhora significativa da força muscular e da flexibilidade – apresentada na Tabela 14, após o protocolo de intervenção (MACHADO et al., 2017). 

Estudos apontam, através de um exame ultrassonográfico, demonstrou que a realização de determinados exercícios do Método Pilates, como o Hundred que faz parte de protocolo de intervenção, quando executados com o uso de equipamentos, resultou em maior espessura do músculo transverso do abdômen.  

Esse achado indica uma ativação mais intensa dessa musculatura profunda, responsável pela estabilização central do tronco. Por se tratar de músculos profundos que atravessam articulações e compõem o sistema estabilizador local, sua ativação contribui para o reforço da região lombar e para a estabilidade segmentar da coluna.  

Dessa forma, a melhora na função muscular pode refletir positivamente nas atividades funcionais de indivíduos com DLC, favorecendo também a redução da dor e o aumento da autoconfiança durante os movimentos (LIN et al., 2016). Evidências científicas, apontam, a relevância de práticas que favorecem o controle motor e a percepção corporal, aspectos amplamente trabalhados no método Pilates, que se baseia no fortalecimento e na ativação consciente do core por meio de exercícios que estimulam a consciência corporal e o alinhamento postural, trazendo uma reeducação ao paciente com DLC (SALAHUDDIN et al., 2024). 

O conjunto de resultados sugere um efeito positivo consistente da intervenção sobre a função muscular e mobilidade lombar/troncular. Por tanto, os achados deste estudo permitem inferir que a aplicação do método Pilates contribuiu para a melhora dos parâmetros clínicos relacionados à lombalgia, evidenciando sua eficácia como recurso terapêutico no tratamento dessa condição, sendo biomecanicamente benéfico e não invasivo para DLC. 

Tabela 13. Comparação dos valores médios de força muscular (kgf) dos movimentos de coluna lombar, pré e pós intervenção com o método Pilates 

Legenda: Valores médios (± desvio padrão) da força muscular lombar (kgf) nos diferentes movimentos,  antes e após a intervenção fisioterapêutica. Observa-se aumento significativo da força em todas as direções  analisadas (p < 0,001), com ganhos médios variando entre +3,0 e +7,4 kgf. Os maiores incrementos foram  observados nos movimentos de extensão (+7,43 kgf) e flexão (+4,65 kgf). O teste t pareado foi aplicado para  variáveis com distribuição normal e o teste de Wilcoxon para distribuições não normais. 

Na Tabela 14 é possível analisar, os valores médios da amplitude de movimento (ADM), em graus, obtidos antes e após a intervenção. Observou-se aumento significativo em todos os movimentos analisados, com valores de p < 0,001, indicando melhora estatisticamente relevante da mobilidade articular após o protocolo de tratamento. 

Esses resultados demonstram que a intervenção proposta foi eficaz na melhora da amplitude de movimento  em todas as direções avaliadas. O maior ganho observado nos movimentos de flexão e extensão indica aumento da mobilidade global, refletindo uma melhora na flexibilidade e na função articular. A melhora bilateral nas inclinações e rotações sugerem que o protocolo foi capaz de promover equilíbrio entre os lados do corpo,  reduzindo assimetrias e contribuindo para uma movimentação mais harmoniosa.  

Os achados corroboram a literatura científica, que aponta que programas de exercícios terapêuticos e técnicas de reeducação postural são capazes de aumentar a ADM por meio da melhora da elasticidade muscular, da mobilidade capsular e da coordenação motora.         Dessa forma, os resultados obtidos neste estudo reforçam a eficácia da intervenção em promover ganhos significativos de mobilidade articular, com relevância tanto estatística quanto clínica, evidenciando seu potencial benefício na reabilitação funcional dos participantes (SALAHUDDIN et al., 2024). 

Tabela 14. Comparação dos valores médios de amplitude de movimento (°) dos movimentos de coluna lombar, pré e pós intervenção com o método Pilates 

Legenda: Valores médios (± desvio padrão) da amplitude de movimento (ADM) lombar, em graus (°), antes e após a intervenção fisioterapêutica. Observa-se aumento significativo em todas as direções analisadas (p < 0,001),  indicando melhora da mobilidade cervical global. A flexão apresentou o maior ganho médio (+20,59°), seguida  pela extensão (+14,11°) e pelos movimentos de inclinação e rotação, com variações entre +6° e +7°. O teste t pareado foi aplicado para variáveis com distribuição normal, enquanto o teste de Wilcoxon foi utilizado para  dados não normais. 

5 CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS 

Nesta pesquisa foi analisado os efeitos de um protocolo com o Método Pilates, para pacientes com diagnóstico de dor lombar crônica. Portanto foi possível observar que o Método Pilates, é uma ferramenta valiosa, que possui grande importância, quanto abordagem terapêutica para o tratamento desses pacientes.  

Após a aplicação do protocolo de exercícios, observou-se melhora significativa em todos os parâmetros avaliados — dor, força muscular, amplitude de movimento da coluna e qualidade de vida. Houve redução expressiva dos escores na Escala Visual Analógica (EVA), indicando diminuição da percepção dolorosa, bem como aumento nos componentes físico e mental do questionário SF-36, refletindo ganhos funcionais e psicossociais relevantes. Esses achados reforçam o potencial do Pilates como uma abordagem terapêutica segura, não invasiva e de ampla aplicabilidade clínica. 

No que se refere à função muscular e à mobilidade, verificou-se incremento significativo da força em todos os movimentos analisados, especialmente nas ações de flexão e extensão da coluna, além de aumento expressivo na amplitude de movimento global. Tais resultados evidenciam que o método favorece o fortalecimento do core, a estabilidade segmentar, o equilíbrio postural, além de promover o desenvolvimento da consciência corporal, aspectos essenciais para a reabilitação e prevenção de recidivas da dor lombar. A melhora simultânea de força e flexibilidade também sugere aprimoramento do controle motor e da consciência corporal, princípios centrais do método Pilates. 

Dessa forma, os resultados deste trabalho permitem concluir que o método Pilates contribui de maneira efetiva para a melhora da dor, da função física e da qualidade de vida de indivíduos com dor lombar crônica. Considerando seus benefícios clínicos e funcionais, o Pilates se apresenta como uma alternativa terapêutica viável no contexto da fisioterapia, podendo ser incorporado tanto em programas de reabilitação quanto de prevenção. 

Conclui-se que o presente estudo alcançou os objetivos a que se propôs, pois se permitiu enxergar a utilização do método Pilates é uma estratégia de reabilitação para pacientes com DLC, e contribuiu para a literatura científica ao reforçar as evidências sobre a eficácia do método Pilates na reabilitação de pacientes com dor lombar crônica, ampliando o entendimento sobre seus efeitos positivos na dor, força, mobilidade e qualidade de vida. 

Recomenda-se que estudos futuros ampliem o tamanho amostral, incluam acompanhamento a longo prazo e explorem diferentes protocolos de exercícios, a fim de aprofundar a compreensão sobre os efeitos do método em distintos perfis populacionais. 

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1Discente do Curso Superior de Fisioterapia do Instituto Centro Universitário Dinâmica das Cataratas Campus
Foz do Iguaçu – Vila A. e-mail: christnicolli@gmail.com
2Docente do Curso Superior de Fisioterapia do Instituto Centro Universitário Dinâmica das Cataratas Campus Foz do Iguaçu – Vila A. Mestre em Saúde Pública em Região de Fronteira. e-mail: alexssandro.furtin@udc.edu.br