THE USE OF DIGITAL TECHNOLOGIES IN HIGH SCHOOL EDUCATION: LIMITS AND POSSIBILITIES
EL USO DE LAS TECNOLOGÍAS DIGITALES EN LA EDUCACIÓN SECUNDARIA: LÍMITES Y POSIBILIDADES
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202602131100
Maria Lúcia de Oliveira Perozzo1
Aida Dominato Gonçalves2
Darcilena das Graças Mielke de Paula3
Odete Aparecida Sperandio4
Dra. Rosineide Iraci Pereira da Silva5
RESUMO: O presente artigo investiga os limites e possibilidades da integração das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC) no Ensino Médio brasileiro, sob uma ótica crítica e emancipatória. Observa-se que, enquanto as TDIC oferecem um notável potencial para o engajamento estudantil, a personalização do ensino, o acesso ampliado a recursos e o desenvolvimento de literacias críticas e socioemocionais (Gee, 2003; Morán, 2015; Sousa & Neto, 2025), sua efetivação é permeada por desafios complexos. Dentre eles, destacam-se a precária infraestrutura e a “divisão digital” (IBGE, 2024), a formação docente insuficiente para um uso pedagógico crítico (Aquino, 2016; Nardoto, 2015), e a instrumentalização do currículo que pode levar à “pseudoformação” (Bisconcim, 2024; Adorno, 1996; Castro & Silva, 2025). Adicionalmente, o estudo explora os riscos inerentes ao ambiente digital, como a desinformação e o “presentismo” (Sá, 2016), e a influência de discursos midiáticos que moldam percepções familiares (Castanheira, 2020), frequentemente culminando em restrições, como a Lei nº 15.100 (2025). A análise, fundamentada na Teoria Crítica da Sociedade (Marcuse, 1973; Adorno & Horkheimer, 2006), conclui que para que as TDIC se tornem verdadeiras alavancas de transformação educacional, é imperativo um compromisso político-pedagógico que resista à mercantilização e promova um ensino que capacite os jovens para a reflexão crítica, a emancipação e a participação cidadã ativa, transcendendo a mera adaptação a um sistema preexistente (Cartaxo et al., 2025).
Palavras-chave: Tecnologias Digitais; Ensino Médio; Educação; Inovação Pedagógica; Desafios Educacionais.
ABSTRACT: This article investigates the limits and possibilities of integrating Digital Information and Communication Technologies (DICT) into Brazilian secondary education, from a critical and emancipatory perspective. It observes that, while DICT offers remarkable potential for student engagement, personalized learning, expanded access to resources, and the development of critical and socio-emotional literacies (Gee, 2003; Morán, 2015; Sousa & Neto, 2025), its effective implementation is permeated by complex challenges. Among these, the precarious infrastructure and the “digital divide” (IBGE, 2024), insufficient teacher training for critical pedagogical use (Aquino, 2016; Nardoto, 2015), and the instrumentalization of the curriculum that can lead to “pseudo-formation” (Bisconcim, 2024; Adorno, 1996; Castro & Silva, 2025) stand out. Additionally, the study explores the risks inherent in the digital environment, such as misinformation and “presentism” (Sá, 2016), and the influence of media discourses that shape family perceptions (Castanheira, 2020), frequently culminating in restrictions, such as Law No. 15.100 (2025). The analysis, grounded in Critical Theory of Society (Marcuse, 1973; Adorno & Horkheimer, 2006), concludes that for ICTs to become true levers of educational transformation, a political-pedagogical commitment is imperative that resists commodification and promotes education that empowers young people for critical reflection, emancipation, and active civic participation, transcending mere adaptation to a pre-existing system (Cartaxo et al., 2025).
Keywords: Digital Technologies; Secondary Education; Education; Pedagogical Innovation; Educational Challenges.
RESUMEN: Este artículo investiga los límites y las posibilidades de integrar las Tecnologías Digitales de la Información y la Comunicación (TDIC) en la educación secundaria brasileña, desde una perspectiva crítica y emancipadora. Observa que, si bien las TDIC ofrecen un potencial notable para la participación estudiantil, el aprendizaje personalizado, un mayor acceso a recursos y el desarrollo de competencias críticas y socioemocionales (Gee, 2003; Morán, 2015; Sousa y Neto, 2025), su implementación efectiva se ve afectada por desafíos complejos. Entre estos, destacan la precaria infraestructura y la brecha digital (IBGE, 2024), la insuficiente formación docente para el uso pedagógico crítico (Aquino, 2016; Nardoto, 2015) y la instrumentalización del currículo que puede conducir a la pseudoformación (Bisconcim, 2024; Adorno, 1996; Castro y Silva, 2025). Además, el estudio explora los riesgos inherentes al entorno digital, como la desinformación y el presentismo (Sá, 2016), y la influencia de los discursos mediáticos que moldean la percepción familiar (Castanheira, 2020), lo que frecuentemente culmina en restricciones, como la Ley n.º 15.100 (2025). El análisis, basado en la Teoría Crítica de la Sociedad (Marcuse, 1973; Adorno y Horkheimer, 2006), concluye que para que las TIC se conviertan en verdaderos impulsores de la transformación educativa, es imperativo un compromiso político-pedagógico que resista la mercantilización y promueva una educación que empodere a los jóvenes para la reflexión crítica, la emancipación y la participación cívica activa, trascendiendo la mera adaptación a un sistema preexistente (Cartaxo et al., 2025).
Palabras clave: Tecnologías digitales; Educación secundaria; Educación; Innovación pedagógica; Desafíos educativos.
1. INTRODUÇÃO
A era contemporânea, definida por uma conectividade sem precedentes e pela ubiquidade das tecnologias digitais, têm reconfigurado profundamente as relações sociais e, consequentemente, os contornos da educação. O Ensino Médio, etapa fulcral para a transição dos jovens para a vida adulta e para o mercado de trabalho ou ensino superior, encontra-se no epicentro dessa transformação. A inserção das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC) nessa fase não é meramente uma questão de incorporar novos dispositivos, mas sim de reavaliar paradigmas pedagógicos e conceber uma formação que prepare os estudantes para as complexidades de um mundo em constante metamorfose.
No Brasil, esse debate é particularmente intrincado, dadas as raízes históricas de um sistema educacional que, como Sá (2016) detalha em sua análise sobre a disciplina de História, tem sido marcado por dualidades e pela instrumentalização do conhecimento em prol de demandas econômicas. A velocidade com que as tecnologias avançam impõe uma reflexão crítica: as TDIC são, de fato, ferramentas para a emancipação e o desenvolvimento do pensamento crítico, ou meros instrumentos para a adaptação dos jovens a um mercado de trabalho flexível e a uma sociedade administrada?
Este artigo propõe-se a investigar, sob uma lente crítica, os limites e possibilidades do uso das tecnologias digitais no Ensino Médio brasileiro. A intenção não é apenas catalogar o potencial inovador que essas ferramentas podem oferecer, mas, sobretudo, desvelar os desafios que persistem, desde as disparidades infraestruturais e a formação docente, até a instrumentalização do currículo e a perpetuação da “pseudoformação”, conceito que Bisconcim (2024) utiliza para descrever uma educação que, embora pareça completa, não permite a compreensão crítica da sociedade.
O estudo está articulado em seções que, inicialmente, revisitarão o referencial teórico que sustenta a integração das tecnologias na educação, incluindo as lentes da Teoria Crítica da Sociedade. Subsequentemente, explorar-se-ão as multifacetadas possibilidades que as TDIC oferecem para o aprimoramento do processo de ensino-aprendizagem, sem ignorar os riscos de uma abordagem superficial. Em contraponto, uma seção dedicada aos limites e desafios elucidará as barreiras existentes, enriquecida pelas contribuições dos estudos recentes que abordam a instrumentalização do ensino, a formação docente e a influência midiática. A discussão final buscará sintetizar esses pontos, apontando para a necessidade de estratégias e políticas educacionais que maximizem os benefícios das tecnologias, mitigando seus aspectos problemáticos, visando a uma educação mais equitativa e emancipadora no século XXI.
2. REFERENCIAL TEÓRICO: A TECNOLOGIA NA LENTE DA PEDAGOGIA
Emergência e proliferação das tecnologias digitais no ambiente educacional não podem ser compreendidas sem um robusto arcabouço teórico que as contextualize historicamente e as analise criticamente. A simples presença de dispositivos, por si só, não garante a inovação pedagógica, como bem alerta Kenski (2007) ao discutir o novo ritmo da informação. É fundamental questionar a intencionalidade por trás dessa inserção e seus impactos reais na formação humana.
Um dos pilares para essa reflexão reside na Teoria Crítica da Sociedade, que, por meio de autores como Adorno e Horkheimer (2006), denuncia a instrumentalização da razão e o avanço da indústria cultural. Nessa perspectiva, a tecnologia, embora prometa progresso, pode se tornar um meio de padronização e controle do pensamento, transformando a cultura em mercadoria e o saber em algo funcionalizado. Marcuse (1973), ao discutir a linguagem unidimensional, sugere que essa lógica permeia a comunicação, esvaziando-a de seu potencial crítico e transcendental. Essa visão é central para entender como as TDIC podem ser cooptadas por uma lógica que valoriza a eficiência e a adaptabilidade em detrimento da reflexão profunda.
A tese de Bisconcim (2024) corrobora essa perspectiva ao analisar as práticas de linguagem no Novo Ensino Médio (NEM). A autora argumenta que a ênfase na “linguagem da forma” e na primazia dos procedimentos nos materiais didáticos (livros didáticos, por exemplo) materializa uma “racionalidade instrumental”, direcionando o ensino para a “adaptação à realidade e reprodução da sociedade” (Bisconcim, 2024, p. 9). Nesse contexto, as TDIC, se não forem inseridas com intencionalidade crítica, podem facilmente replicar essa “pseudoformação”, onde a tecnologia muda a “embalagem”, mas os “conteúdos são idênticos” e promovem o “conjunto de valores de verdade” alinhados à ordem vigente (Marcuse, 1999, p. 85, citado em Bisconcim, 2024, p. 63).
O construtivismo social, com expoentes como Vygotsky (1978) e Papert (1993), oferece uma contraponto ao postular que o conhecimento é construído ativamente por meio da interação social e com o ambiente. As TDIC, sob essa ótica, deveriam potencializar a colaboração, a pesquisa e a autoria. Entretanto, se o foco for apenas na mera instrumentalização, o engajamento pode ser superficial. A teoria do conectivismo de Siemens (2005) também se alinha com a dinâmica das redes e do conhecimento distribuído, mas exige dos aprendizes a capacidade de navegar e avaliar criticamente informações, algo que o “presentismo” e a “linguagem como informação” tendem a minar, como discute Sá (2016) e Bisconcim (2024).
A discussão sobre a “dependência educacional”, introduzida por Castro e Silva (2025), é fundamental para contextualizar a integração das TDIC no cenário brasileiro. Os autores argumentam que o NEM, com sua “pedagogia das competências” e esvaziamento curricular, serve aos imperativos do capital, formando um sujeito “generalista” e “adaptável” em vez de crítico e emancipado. Essa lógica, influenciada por organismos internacionais (Castro & Silva, 2025, p. 20), pode moldar a implementação das TDIC, priorizando a aquisição de habilidades técnicas e operacionais em detrimento de uma compreensão profunda e transformadora.
A formação docente, elemento recorrentemente problematizado, também se enquadra nessa análise. Aquino (2016) critica a formação insuficiente dos professores para lidar com conteúdos de livros didáticos, resultando na veiculação de equívocos e preconceitos. Da mesma forma, Sousa e Neto (2025) apontam a falta de capacitação dos docentes para integrar as TDIC de forma eficaz e inovadora, ressaltando que as políticas educacionais não têm suprido essa demanda. A mera disponibilidade de ferramentas digitais não substitui a necessidade de um professor mediador, capaz de transpor a “cultura educacional enraizada e centralizada no livro texto como norteador do conhecimento” (Aquino, 2016, p. 63) para uma prática digital crítica e reflexiva.
Portanto, a teoria da linguagem e da educação, quando analisada sob o prisma crítico, revela que a tecnologia não é neutra. Sua integração no Ensino Médio precisa ser balizada por uma intencionalidade pedagógica que resista à instrumentalização e à pseudoformação, valorizando a construção de um conhecimento que capacite os jovens para a reflexão crítica, a emancipação e a participação ativa na sociedade, e não apenas para a adaptação a um sistema preexistente.
3. POSSIBILIDADES DAS TECNOLOGIAS DIGITAIS NO ENSINO MÉDIO
A integração estratégica das Tecnologias Digitais de Informação Comunicação (TDIC) no Ensino Médio, quando concebida sob uma ótica pedagógica crítica e emancipatória, revela um horizonte vasto de possibilidades, capaz de catalisar a revitalização das práticas de ensino e enriquecer sobremaneira a jornada de aprendizagem dos estudantes. O potencial dessas ferramentas em promover a interatividade, a personalização da instrução e um engajamento mais profundo transcende a mera instrumentalização, apontando para uma reconfiguração significativa do ambiente educacional.
É crucial, contudo, que essa incorporação seja acompanhada de uma reflexão contínua sobre seus propósitos e métodos, a fim de evitar a reprodução de modelos de “pseudoformação” (Bisconcim, 2024; Adorno, 1996) e de instrumentalização do conhecimento, como alertam autores da Teoria Crítica da Sociedade (Marcuse, 1973; Adorno & Horkheimer, 2006). A meta é, pois, forjar uma educação que prepare os jovens para as complexidades e desafios do mundo contemporâneo, equipando-os não apenas com habilidades técnicas, mas com a capacidade de pensar criticamente e de atuar de forma autônoma.
3.1 Potencialização da Aprendizagem Ativa e do Engajamento Discente
Uma das mais imediatas e visíveis promessas das TDIC reside no substancial incremento do engajamento e da motivação dos estudantes. As novas gerações, imersas desde a tenra idade no universo digital, encontram nas TDIC um ambiente familiar, dinâmico e instigante. A utilização de recursos multifacetados, como a gamificação de conteúdos curriculares, simulações interativas, experiências em realidade aumentada ou virtual, e o vasto acervo de plataformas de vídeo, pode transformar tópicos que, tradicionalmente, são percebidos como distantes ou áridos em experiências imersivas e desafiadoras (Gee, 2003; Morán, 2015). Essa capacidade de interagir com o conteúdo de múltiplas formas, seja explorando visualizações tridimensionais de estruturas biológicas complexas, simulando experimentos de física em um ambiente virtual seguro, ou mesmo criando narrativas interativas estimula a curiosidade inata dos jovens e o desejo genuíno de aprender.
A aprendizagem baseada em projetos, por exemplo, é significativamente amplificada pelas ferramentas digitais, que facilitam desde a pesquisa e a coleta de dados até a organização de informações e a apresentação de resultados em formatos multimídia. Essa abordagem não apenas impulsiona a criatividade e a colaboração, elementos cruciais para o século XXI (Jenkins et al., 2009; Sousa & Neto, 2025), mas também permite que o conhecimento seja construído de forma mais contextualizada e significativa. Quando os estudantes se veem como produtores de conteúdo, e não apenas como consumidores, sua agência é valorizada, e a aprendizagem se torna um processo mais ativo e menos passivo, em linha com as perspectivas construtivistas e conectivistas que defendem a construção do saber por meio da interação (Vygotsky, 1978; Siemens, 2005).
Além disso, a introdução de TDIC pode tornar o ambiente escolar mais alinhado às realidades e expectativas dos jovens. A dissonância entre a “cultura escolar tradicional” e a “cultura juvenil” (Dayrell, 2007) pode ser atenuada quando a escola adota linguagens e modos de interação que são familiares aos estudantes. Isso, no entanto, requer que os educadores compreendam e valorizem as formas de letramento digital que os alunos já trazem consigo, transformando-as em pontos de partida para a ampliação do conhecimento e para o desenvolvimento de novas habilidades, em vez de rejeitá-las ou ignorá-las como meras distrações. Uma abordagem que reconheça o jovem como protagonista de sua própria aprendizagem, mediada pelo professor, pode, de fato, aumentar a motivação e o engajamento, afastando o risco de que o uso das tecnologias se reduza a um mero cumprimento de tarefas desprovidas de sentido (Bisconcim, 2024).
3.2 Ampliação do Acesso ao Conhecimento e Desenvolvimento de Literacias Críticas e Socioemocionais
O acesso facilitado a recursos e informações diversificadas representa outra vertente promissora da integração das TDIC. A internet, em sua essência, opera como uma biblioteca global sem precedentes, disponibilizando um manancial inesgotável de recursos educacionais, que vão desde artigos científicos, obras literárias digitalizadas e periódicos especializados até documentários, palestras de pesquisadores e cursos online abertos e massivos (MOOCs). As TDIC, nesse sentido, democratizam o acesso a essa riqueza informacional, transcendendo barreiras geográficas e, em certa medida, atenuando disparidades socioeconômicas, embora a “divisão digital” ainda persista em muitos contextos (IBGE, 2024; Castanheira, 2020).
Estudantes de regiões mais remotas, por exemplo, podem acessar materiais didáticos de alta qualidade, participar de discussões com especialistas ou colaborar com colegas de outras culturas, ampliando significativamente seus horizontes de perspectivas. A pesquisa online, quando devidamente mediada e orientada criticamente pelo docente, transforma-se em uma ferramenta poderosa para a construção ativa do conhecimento, permitindo aos alunos contrastar múltiplos pontos de vista, investigar temas em profundidade e desenvolver um senso crítico apurado, fundamental para discernir informações confiáveis em meio à crescente proliferação de discursos e dados (fake news e desinformação) (Kenski, 2007; Cartaxo et al., 2025).
Ademais, a proficiência digital, no século XXI, transcende a mera instrumentalização técnica para se tornar uma competência basilar. A integração das TDIC no Ensino Médio viabiliza o desenvolvimento de literacias essenciais, como a informacional (capacidade de buscar, avaliar e utilizar informações), a midiática (compreensão crítica dos meios de comunicação) e a digital (fluência no uso de ferramentas e ambientes virtuais). Além de serem meros consumidores de informações, os estudantes são incentivados a produzir conteúdo digital – como blogs, podcasts, vídeos, ou apresentações interativas. Esse processo não só desenvolve habilidades técnicas, mas também estimula o pensamento crítico, a criatividade, a capacidade de resolução de problemas, a colaboração e a comunicação, elementos essenciais dos “4Cs” que são cada vez mais demandados no mundo contemporâneo (Tapscott, 2009; Sousa & Neto, 2025). O fomento a essas competências também se alinha com a necessidade de uma educação que forme sujeitos autônomos e reflexivos, capazes de ir além da adaptação passiva, conforme a tese de Bisconcim (2024) e as discussões sobre a “educação para a experiência” de Benjamin (1987).
Paralelamente, as TDIC podem ser aliadas no desenvolvimento de competências socioemocionais. Ambientes virtuais de aprendizagem, por exemplo, podem criar espaços seguros para a expressão de ideias e para a colaboração em projetos, onde os alunos aprendem a negociar, a resolver conflitos e a praticar a empatia. A interação em redes e em plataformas colaborativas promove habilidades sociais e interpessoais cruciais para o trabalho em equipe e para a cidadania ativa, preparando os jovens para as dinâmicas sociais complexas que encontrarão. A possibilidade de comunicação multifacetada entre professores e alunos também se beneficia, tornando-se mais ágil e permitindo um feedback contínuo, elementos vitais para uma formação que reconheça a aprendizagem como um processo dialógico e humano. Assim, o uso das TDIC, quando intencionalmente planejado, não se restringe à aquisição de conhecimentos específicos, mas abarca uma formação mais holística e integral do indivíduo.
Essas múltiplas possibilidades, no entanto, demandam um planejamento pedagógico robusto, uma infraestrutura adequada e, fundamentalmente, uma formação docente que capacite os educadores a explorar plenamente o arsenal de ferramentas digitais à disposição. A ausência de tais condições, frequentemente observada (Sousa & Neto, 2025; Nardoto, 2015), pode, em vez de promover a inovação, converter as TDIC em meras “embalagens” para conteúdos descontextualizados, como alertam Bisconcim (2024) e Castro e Silva (2025), limitando a concretização dessas promessas. A próxima seção se dedicará, justamente, a dissecar os limites que podem frear ou, em alguns casos, inviabilizar a plena realização dessas promessas.
4. LIMITES E DESAFIOS DA IMPLEMENTAÇÃO DAS TECNOLOGIAS DIGITAIS
Apesar do inegável potencial transformador das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC), sua efetivação no Ensino Médio brasileiro defronta-se com uma série complexa de limites e desafios. A mera presença tecnológica, desacompanhada de planejamento estratégico e visão crítica, pode, paradoxalmente, reforçar fragilidades estruturais do sistema educacional.
Essa dinâmica reflete, muitas vezes, uma “dependência educacional”, onde o uso das tecnologias é moldado por lógicas externas e mercantilistas, e não por um projeto pedagógico autônomo (Castro & Silva, 2025). A compreensão dessas barreiras é crucial para que o Ensino Médio possa preparar os jovens para o mundo digital sem replicar antigas deficiências, fomentando uma abordagem que vá além da mera instrumentalização.
4.1 Barreiras Estruturais e a Instrumentalização do Currículo
Um dos desafios mais contundentes reside na precariedade da infraestrutura tecnológica e na consequente “divisão digital”, que acentua as desigualdades no acesso à internet e a equipamentos adequados em diversas escolas (IBGE, 2024; Sousa & Neto, 2025). A falta de sustentabilidade e a descontinuidade de políticas públicas e financiamento (Nardoto, 2015) fragilizam a consolidação de ambientes digitais funcionais, transformando iniciativas promissoras em esforços pontuais inviáveis a longo prazo.
A recente Lei nº 15.100 (2025), que restringe o uso de celulares em sala de aula, ilustra a dificuldade sistêmica em gerenciar esses dispositivos de forma pedagógica, convertendo um potencial recurso em objeto de restrição, em vez de uma ferramenta de aprendizado mediado (Sousa & Neto, 2025).
Essa fragilidade estrutural é exacerbada pela instrumentalização do ensino, evidente em reformas como o “Novo” Ensino Médio, que, sob uma ótica crítica (Castro & Silva, 2025; Bisconcim, 2024), instrumentalizam as TDIC. A “pedagogia das competências” e a flexibilização curricular frequentemente servem para adaptar os jovens a um mercado de trabalho precário, esvaziando o currículo e desvalorizando o conhecimento em si, culminando em uma “pseudoformação” (Bisconcim, 2024; Adorno, 1996).
Nesses moldes, o ensino prioriza a “linguagem da forma” e a identificação mecânica de informações sobre a reflexão crítica (Bisconcim, 2024; Sá, 2016). A burocratização e o foco em repasses de verbas, como Nardoto (2015) observou no ProEMI, impedem a transformação profunda das práticas pedagógicas, limitando a TDIC a um adereço em um modelo educacional reprodutor que se distancia de uma “educação científica como ferramenta de cidadania” (Cartaxo et al., 2025), que exige a compreensão crítica da ciência.
4.2 Desafios Pedagógicos, Formação Docente e Riscos do Ambiente Digital
A formação docente insuficiente para o uso pedagógico das TDIC é um obstáculo central. Muitos educadores, embora reconheçam a importância das tecnologias, sentem-se despreparados ou inseguros para integrá-las eficazmente, limitando seu potencial inovador (Aquino, 2016; Nardoto, 2015; Sousa & Neto, 2025; Cartaxo et al., 2025).
A transposição acrítica de práticas analógicas para o ambiente digital resulta em uso superficial, desestimulando o aprofundamento e a inovação. A precarização do trabalho docente (Castro & Silva, 2025) agrava essa dificuldade, pois novas lógicas de ensino sem valorização e condições adequadas não fomentam a adaptação crítica, mas sim a reprodução de modelos existentes, criando uma “pseudoautonomia” onde a agência do aluno é supervalorizada sem a devida mediação para a construção crítica do conhecimento (Bisconcim, 2024).
Adicionalmente, o ambiente digital impõe riscos como distração, acesso a conteúdos inadequados, proliferação de desinformação (fake news) e cyberbullying, que afetam a saúde mental, a concentração e as habilidades de comunicação interpessoal dos jovens (Castanheira, 2020; Sá, 2016).
Percepções familiares, frequentemente influenciadas por discursos midiáticos sensacionalistas (Castanheira, 2020), geram receio e dúvida, podendo resultar em restrições que, paradoxalmente, comprometem as possibilidades pedagógicas das TDIC. A ausência de letramento digital crítico, tanto de alunos quanto de educadores, agrava esses riscos, tornando o meio digital um espaço de reprodução de problemas sociais.
Para que as TDIC contribuam para a formação de cidadãos autônomos e críticos, é essencial que a escola vá além da “identificação como habilidade” (Bisconcim, 2024; Sá, 2016) e promova a capacidade de “analisar dialeticamente” as contradições da sociedade (Adorno & Horkheimer, 2006), fomentando o uso ético e responsável das tecnologias sob a insubstituível mediação humana.
5. METODOLOGIA
O presente estudo adota uma abordagem qualitativa de caráter exploratório e descritivo, fundamentada nos pressupostos da Teoria Crítica da Sociedade. A pesquisa consistiu em uma análise bibliográfica aprofundada, abrangendo obras clássicas e contemporâneas que debatem as Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC) no contexto educacional, com especial ênfase no Ensino Médio brasileiro. Buscou-se, por meio da revisão sistemática da literatura, identificar os principais argumentos, limites e possibilidades da integração das TDIC, bem como as tensões e contradições inerentes a esse processo.
A coleta de dados foi realizada por meio da seleção e análise crítica de artigos científicos, teses, dissertações, livros e documentos oficiais (como relatórios do IBGE e legislações específicas), publicados entre 1970 e 2025. Os critérios de inclusão privilegiaram textos que abordassem a temática das TDIC e do Ensino Médio sob uma perspectiva crítica, buscando desvelar as relações de poder, os interesses econômicos e as implicações sociais e pedagógicas do uso dessas tecnologias. Foram selecionadas fontes que permitissem aprofundar a compreensão sobre os conceitos de “divisão digital”, “pseudoformação”, “dependência educacional”, “racionalidade instrumental” e “letramento digital crítico”, conforme desenvolvidos pelos autores do referencial teórico.
A análise dos dados foi de natureza hermenêutica e dialética, buscando não apenas descrever os fenômenos, mas interpretá-los à luz do contexto histórico, social e político. A Teoria Crítica serviu como lente analítica para desnaturalizar discursos hegemônicos sobre a tecnologia e para problematizar seu papel na educação, questionando se as TDIC servem à emancipação ou à adaptação a um sistema preexistente. Priorizou-se a identificação de padrões, a emergência de contradições e a construção de uma argumentação que evidenciasse a complexidade da integração das tecnologias no Ensino Médio brasileiro. Este delineamento metodológico permitiu construir uma visão multifacetada sobre a temática, articulando o potencial transformador das TDIC com os desafios estruturais e pedagógicos que ainda precisam ser superados.
6. DISCUSSÃO: A CONVERGÊNCIA ENTRE LIMITES E POSSIBILIDADES
A análise das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC) no Ensino Médio revela um cenário de intrínseca complexidade, onde o notável potencial transformador se confronta dialeticamente com desafios significativos. A mera introdução de dispositivos, sem um planejamento pedagógico crítico, arrisca reforçar as fragilidades estruturais, perpetuando a “dependência educacional” e a “pseudoformação”, conforme salientam Castro e Silva (2025) e Bisconcim (2024). Essa dinâmica exige um equilíbrio delicado para transpor o uso instrumental da tecnologia a uma ferramenta de emancipação.
O potencial das TDIC para engajamento, personalização e desenvolvimento de competências para o século XXI – como pensamento crítico, criatividade e colaboração (Gee, 2003; Morán, 2015; Sousa & Neto, 2025) – é inegável, podendo revitalizar o ensino ao transformar conteúdos e democratizar o acesso à informação (Kenski, 2007). No entanto, essa promessa só se concretiza se a tecnologia for um amplificador da ação pedagógica, mediando a construção ativa do conhecimento e permitindo aos estudantes transcender a mera “identificação de informações” para a reflexão profunda e autoria (Vygotsky, 1978; Siemens, 2005; Bisconcim, 2024). A mediação docente é, portanto, central: a insuficiência na capacitação de professores para o uso pedagógico das TDIC (Aquino, 2016; Nardoto, 2015; Sousa & Neto, 2025; Cartaxo et al., 2025) limita essa exploração, desestimulando a inovação e aprofundando a “pseudoautonomia” quando a agência do aluno é supervalorizada sem o suporte necessário (Bisconcim, 2024).
Os desafios inerentes ao ambiente digital, como distração, desinformação e cyberbullying, também demandam gestão ativa (Castanheira, 2020; Sá, 2016). A “linguagem como informação”, que prioriza a identificação sobre a reflexão (Bisconcim, 2024; Sá, 2016), pode tornar os estudantes vulneráveis à manipulação. A escola tem o papel crucial de promover o letramento digital crítico e o uso ético, superando percepções sociais e proibições, como a Lei nº 15.100 (2025), que evidenciam a tensão entre controle e desenvolvimento pedagógico. A mediação humana é insubstituível para guiar os alunos na análise dialética das contradições da sociedade (Adorno & Horkheimer, 2006).
Em última instância, a consistência das políticas públicas e o financiamento adequado são premissas indispensáveis. A descontinuidade e a burocratização (Nardoto, 2015) transformam programas inovadores em meros repasses de verbas, sem a efetiva transformação pedagógica. O “Novo” Ensino Médio, sob a ótica crítica, exemplifica a instrumentalização para adaptar jovens a um mercado de trabalho precário, esvaziando o currículo e desvalorizando o conhecimento. Para que as TDIC sejam alavancas de transformação, o Ensino Médio precisa resistir à instrumentalização, valorizando um conhecimento que capacite os jovens para a reflexão crítica, a emancipação e a participação ativa na sociedade, e não apenas para a adaptação.
7. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A análise da integração das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC) no Ensino Médio brasileiro revelou um panorama complexo, caracterizado tanto por seu notável potencial transformador quanto por desafios persistentes. Este estudo buscou explorar, de forma dialética, as possibilidades emancipatórias das TDIC frente aos riscos inerentes à sua instrumentalização, que podem desvirtuar os objetivos educacionais para lógicas de mera adaptação e uma “pseudoformação” dos jovens.
Reconheceu-se o vasto horizonte que as TDIC oferecem para revitalizar o processo de ensino-aprendizagem, fomentando o engajamento estudantil, a personalização do ensino, a ampliação do acesso a um manancial de informações e o desenvolvimento de literacias críticas e socioemocionais. Quando estrategicamente empregadas, essas ferramentas capacitam os jovens a assumirem um papel ativo na construção do conhecimento, incentivando a reflexão profunda e a autoria, para além da simples identificação de dados. Contudo, a concretização dessa promessa depende de uma intencionalidade pedagógica que resista à instrumentalização tecnológica, transformando-a em um meio de promover a reflexão e a experiência, e não um fim em si mesmo.
Entretanto, a efetivação desses benefícios é severamente limitada por barreiras sistêmicas no contexto brasileiro. A precariedade da infraestrutura tecnológica e a persistente “divisão digital” continuam a obstaculizar o acesso equitativo às TDIC. Soma-se a isso a formação docente insuficiente, que impede a transposição do domínio técnico das tecnologias para um uso pedagógico eficaz e transformador, perpetuando práticas analógicas em ambientes digitais. A instrumentalização do currículo, observada em reformas recentes, ao priorizar habilidades operacionais e a “linguagem da forma” em detrimento do conteúdo e da reflexão crítica, contribui para o esvaziamento do saber. Adicionalmente, os riscos inerentes ao ambiente digital, como a desinformação, o cyberbullying e a distração, somados às percepções familiares influenciadas por discursos midiáticos, reforçam a urgência de um letramento digital crítico para evitar que as TDIC se tornem meros instrumentos de reprodução de problemas sociais. A insubstituível mediação humana é essencial para guiar os alunos na análise dialética das contradições da sociedade.
A principal relevância deste trabalho reside em sua contribuição para a compreensão crítica da relação entre tecnologia e educação no Ensino Médio, destacando a necessidade de políticas e práticas que transcendam a visão instrumental. Os resultados apontam para a urgência de um compromisso político-pedagógico firme para a superação dos desafios. Políticas públicas estáveis, com financiamento adequado e que desburocratizem a implementação de recursos, são imperativas. A formação docente deve ser contínua e baseada em abordagens críticas, capacitando os educadores como mediadores essenciais de um currículo que promova o letramento digital, a reflexão e a emancipação. O Ensino Médio deve se posicionar para resistir à instrumentalização, valorizando um conhecimento que capacite os jovens para a crítica, a resistência à alienação e a construção ativa de uma sociedade mais justa e humanizada.
Como limitação deste estudo, destaca-se a natureza da revisão bibliográfica, que, embora aprofundada, não incluiu pesquisa de campo ou estudos empíricos que pudessem verificar a aplicação dessas dinâmicas em contextos escolares específicos. Como perspectiva para futuras pesquisas, sugere-se a exploração da implementação das TDIC em diferentes realidades educacionais e o impacto de modelos inovadores de formação docente, fundamentados em abordagens críticas, fornecendo subsídios práticos para uma educação verdadeiramente transformadora no cenário digital.
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1Mestranda em Ciências da Educação pela Universidade Christian Business School, licenciada em Pedagogia e especialização em Educação infantil e Alfabetização.
2Mestranda em Ciências da Educação pela Universidade Christian Business School, licenciada em Geografia e especialização em Estudo da Geografia no Contexto Amazônico.
3Mestranda em Ciências da Educação pela Universidade Christian Business School, licenciada em Letras e especialização em letras: Português e Literatura.
4Mestranda em Ciências da Educação pela Universidade Christian Business School, licenciada em História e especialização em História Contemporânea.
5PhD,doutora em ciências da educação, mestra em ciências da educação, especialista em escrita científica avançada, psicopedagoga, pedagoga, Professora do ensino superior e professora orientadora da Christian Business School – CBS. E-mail: rozineide.pereira1975@gmail.com
