O PERFIL DAS REAÇÕES TRANSFUSIONAIS EM HOSPITAIS BRASILEIROS

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/dt10202511290915


Brenda Shinali Martins Reis Mendonça
Helena Lucimar Rodrigues Oliveira Leite
Ilka Cardoso Santos
Vânia de Jesus Araujo


RESUMO 

A hemoterapia atualmente constitui-se uma alternativa terapêutica eficiente e complexa para o tratamento de determinadas patologias, como anemias graves e sangramentos  intensos, visando o restabelecimento da função sanguínea, que são de extrema  importância para manter a qualidade de vida. O processo de terapia transfusional inclui a  coleta eficiente do sangue, realização de testes e monitoramento constante para garantir  a segurança do paciente. Semelhantemente ao que ocorre na administração de  medicamentos, poderá ocorrer intercorrências ligadas à interações do organismo com os  hemocomponentes, mesmo com as medidas preventivas adequadas. A hemovigilância  é um procedimento primordial para garantir a segurança transfusional tanto do doador,  quanto do receptor, atuando desde a detecção até a prevenção de eventos adversos  durante todo o ciclo do tratamento. Todo esse processo demanda de regulamentações  qualificadas e profissionais habilitados para o desenvolvimento adequado. O profissional  farmacêutico está habilitado pelo Conselho Federal de Farmácia resolução n° 617/2015  a realizar atribuições clínicas na área da hemoterapia, pois seus serviços clínicos  envolvem diversas atribuições, como o acompanhamento farmacoterapêutico,  conciliação medicamentosa e revisão constante da farmacoterapia utilizada. Levando em  consideração o assunto abordado, esse trabalho tem como objetivo principal analisar o  perfil das reações transfusionais em hospitais brasileiros, enfatizando a importância da  hemovigilância e dos farmacêuticos ao longo desse processo. Esse trabalho trata-se de  uma revisão integrativa, constituindo-se principalmente de artigos acadêmicos publicados  nos últimos 10 anos. Em todos artigos utilizados para o desenvolvimento deste trabalho  notou-se resultados satisfatórios nos tratamentos no qual foram realizados de forma  segura e com o monitoramento farmacêutico. Esse monitoramento realizado ao longo  desse procedimento visa garantir a segurança do paciente e eficácia do processo,  evitando as reações transfusionais indesejadas. 

Palavras-chave: Reações Transfusionais; Hemovigilância; Hemoterapia; Serviços  Farmacêuticos 

ABSTRACT 

Hemotherapy currently constitutes an efficient and complex therapeutic alternative for the  treatment of certain pathologies, such as severe anemia and intense bleeding, aiming to  restore blood function, which is extremely important for maintaining quality of life. The  transfusion therapy process includes efficient blood collection, testing, and constant  monitoring to ensure patient safety. Similar to what occurs with medication administration,  complications related to the body’s interactions with blood components may occur, even  with appropriate preventive measures. Hemovigilance is a crucial procedure to ensure  transfusion safety for both donor and recipient, encompassing everything from detection to  prevention of adverse events throughout the treatment cycle. This entire process requires  qualified regulations and qualified professionals for proper development. The pharmacist  is qualified by the Federal Council of Pharmacy resolution no. 617/2015 to perform clinical  duties in the area of hemotherapy, as their clinical services involve several duties, such as  pharmacotherapeutic monitoring, medication reconciliation and constant review of the  pharmacotherapy used.Considering the topic at hand, this study’s main objective is to  analyze the profile of transfusion reactions in Brazilian hospitals, emphasizing the  importance of hemovigilance and pharmacists throughout this process. This integrative  review consists primarily of academic articles published in the last 10 years. All articles  used in this study demonstrated satisfactory results in treatments that were administered  safely and with pharmaceutical monitoring. This monitoring throughout this procedure aims  to ensure patient safety and process efficacy, preventing unwanted transfusion reactions.

Keywords: Transfusion Reactions; Hemovigilance; Hemotherapy; Pharmaceutical  Services.

1. INTRODUÇÃO 

A hemoterapia tem um papel significativo na medicina, pois é primordial para a realização  de grandes cirurgias, no tratamento de diversas patologias e podem ser utilizadas em técnicas  padronizadas em que a segurança e qualidade do sangue deve ser assegurada. Essa prática não  está isenta de riscos, os quais vão variando de organismo para organismo, podendo ser reações  febris leves ou até mesmo complicações severas, acometendo ao óbito do paciente.¹ 

Essa ciência médica, vem crescendo em larga escala nos últimos anos, na qual consiste no  processo de transferência do sangue ou de seus hemocomponentes para outra pessoa ou para ela  mesma. Com isso, é necessário compreender que é um processo complexo que salva vidas e  estabiliza o quadro do paciente, quando realizada de forma eficiente, por isso exige um  monitoramento por profissionais da área da saúde.² 

A primeira transfusão sanguínea ocorreu em 1818, em Paris, tendo como autoria um médico  denominado Jean Baptista Denis. Inicialmente o processo foi realizado com sangue de carneiro,  onde não obteve êxito, devido ao fato de ser uma transfusão heteróloga, ou seja, em espécies  diferentes, resultando no falecimento do receptor. Ao longo do tempo o processo passou por vários  estudos, até a obtenção de resultados positivos, trazendo evidências de benefícios durante a guerra  civil espanhola, com isso, foi criado o primeiro banco de sangue em Barcelona, no ano de 1936.³ 

No início da década de 1980, a Saúde Pública sofreu um grande impacto em decorrência  do advento da AIDS, pois diversos pacientes foram acometidos pela contaminação transfusional  com o vírus HIV. A partir desse evento, a hemoterapia passou a ser discutida com mais seriedade  e suas etapas acompanhadas de forma minuciosa, garantindo segurança e qualidade de vida ao  paciente.4 

A fim de evitar problemas relacionados à transfusão sanguínea o Ministério da  Saúde redefiniu o regulamento para a realização de procedimentos hemoterápicos, que  considera de extrema necessidade o cadastramento correto de doadores de sangue,  onde os mesmos executam todas as atividades que antecedem a hemoterapia, que vai  desde o preparo da coleta até a distribuição para um doador compatível. Com isso, a  transfusão ao ser executada deverá passar por três etapas distintas: a fase pré transfusional, transfusional e pós-transfusional, no intuito de melhorar cada vez mais a  qualidade e prevenir possíveis erros.5

Similarmente ao que ocorre com a administração de medicamentos, na terapia  transfusional é inerente ao processo o risco de complicações ligadas a interação  organismo substância durante ou após transfusão. Com o reconhecimento desses  riscos é importante a presença de uma equipe técnica habilitada para realização do  acompanhamento e monitoramento adequado, na qual enquadra-se o profissional  farmacêutico.6 

Para minimizar a ocorrência desses eventos adversos ao longo da hemoterapia  é necessário o desenvolvimento de um sistema de vigilância, criação de ações que  possam gerenciar os riscos envolvidos nos processos transfusionais, com isso, os  profissionais envolvidos conseguem obter maior compreensão e conhecimento acerca do assunto abordado, contribuindo para formulação de medidas corretivas eficientes.7 

Esse sistema de medidas corretivas recebe o nome de hemovigilância, que é um  sistema responsável por monitorar todo o ciclo que o sangue realiza para o processo  de transfusão sanguínea, coletando e avaliando informações necessárias sobre as  reações inesperadas ao longo do processo. Associado a medida de hemovigilância, o  profissional farmacêutico é responsável por desenvolver a farmacovigilância, que é  caracterizada pelo conjunto de práticas desenvolvidas com o objetivo de detectar,  avaliar, prevenir eventos e efeitos adversos ou qualquer problema que poderá ocorrer  antes, durante e após o procedimento de transfusão sanguínea.8 

O profissional farmacêutico já atuava de forma criteriosa em diversos laboratórios  como analista clínico, com essa nova demanda, passa a desenvolver ao longo da  hemoterapia a farmácia clínica, onde é responsável por acompanhar o paciente durante  a após a transfusão, mesmo quando uma terapia medicamentosa não é necessária,  estabelecendo uma relação de confiança com o paciente. Diante desses fatores, é  necessário destacarmos o papel do profissional farmacêutico dentro da hemoterapia.9 

Deste modo, o propósito deste estudo foi discutir sobre a importância da  hemovigilância na prevenção de reações transfusionais em hospitais brasileiros,  enfatizando a importância do profissional farmacêutico ao longo desse procedimento.  Levando em consideração o exposto, questiona-se: Qual é o perfil das reações  transfusionais em hospitais brasileiros? Qual a importância da hemovigilância e a da  presença do profissional farmacêutico na prevenção dessas reações?

O presente trabalho, tem como objetivo principal expor as reações transfusionais  em hospitais brasileiros, evidenciando a importância da hemovigilância e do profissional  farmacêutico no decorrer desse procedimento.

2. METODOLOGIA 

O presente artigo baseia-se em uma revisão de literatura integrativa, caracterizada  por ser uma estratégia na qual reúne-se resultados de pesquisas sobre o tema  escolhido, com o objetivo de estabelecer explicações sobre o assunto, com bases  em análises e sínteses encontradas. Essa revisão é de caráter exploratório e  descritivo. As pesquisas foram realizadas nos meses de maio a setembro do ano  de 2025, com o objetivo de analisar e identificar artigos publicados que abordem  o tema: O perfil das reações transfusionais em hospitais brasileiros. Para a  elaboração deste trabalho foram utilizadas as bases de dados: Biblioteca Virtual  em Saúde (BVS), PUBMED e Scientific Electronic Library Online (Scielo). 

Os seguintes descritores (DeCs) nacionais e internacionais foram utilizados:  “Hemoterapia + Hemovigilância + Reações transfusionais”, “Papel do  farmacêutico + Reações adversas + Hemoterapia”, “ Hemovigilância + Papel do  farmacêutico + Hemoterapia”, “ Blood therapy + Hemovigilance + Transfusion  reactions”, “ The role of the pharmacist + Adverse reactions + Hemotherapy”,“  Hemovigilance + Role of the pharmacist + Hemotherapy”. 

Quadro 1: Artigos encontrados com a combinação dos descritores sobre o perfil das reações  transfusionais em hospitais brasileiros

Para análise dos materiais encontrados foram realizadas leituras exploratórias,  levando em consideração o título e o resumo dos artigos. A seguir, foram aplicados alguns  critérios para o uso desses materiais, como a inclusão e exclusão. Foram incluídos neste  trabalho, artigos brasileiros e estrangeiros completos, publicados nos últimos dez anos  (2015-2025). Como critério de exclusão, foram utilizados artigos incompletos,  monografias, teses, dissertações, resumos, publicações que não se adequavam ao tema  e fora do prazo estabelecido (publicações anteriores a 2015).

Todos os artigos selecionados foram lidos e analisados para obter as  informações necessárias. Com isso, após os critérios utilizados, 54 artigos foram  encontrados nas bases de dados, desses, 29 foram descartados por serem duplicados e  19 foram descartados por não atenderem aos critérios de inclusão estabelecidos. Assim,  após criteriosa leitura dos resumos e resultados, somente 06 artigos compuseram a  amostra final dessa revisão (Quadro 2). 

Quadro 2: Fluxograma do processo de seleção de artigos sobre o perfil das reações transfusionais em  hospitais brasileiros.

Fonte: O próprio autor.

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO 

3.1 Hemoterapia 

A hemoterapia é o processo no qual o sangue pode ser transferido de uma pessoa  para outra após ser submetido a diversos processos e tratamentos específicos para a  obtenção dos hemocomponentes, no qual fazem parte concentrado de hemácias,  plaquetas e glóbulos brancos, que podem ser obtidos logo após o processo de  centrifugação, levando em consideração as condições clínicas do paciente.10 

A mesma começou a ser vista no Brasil como uma especialidade médica a partir  da década de 1940, sendo considerada como terapêutica. No ano de 1942, foi  inaugurado o primeiro banco de sangue, localizado no Instituto Fernandes Figueira, no  Rio de Janeiro, com o objetivo de suprir esse hospital no atendimento de soldados em  guerra.¹¹ 

Na década de 60 foi criada a primeira regulamentação técnica envolvendo a  hemoterapia, na qual foi determinado a obrigatoriedade da realização dos testes de  tipagem sanguínea e fator Rh tanto na amostra de sangue do receptor, quanto do doador,  garantindo a segurança e eficiência da transfusão.¹² 

A hemoterapia passou a ser tratada com mais seriedade e rigor, ganhando  destaque no ordenamento jurídico do SUS, passando a ser mencionada no 4º parágrafo  do artigo 199, da Constituição Federal. Anos mais tarde surgiu a regulamentação da Lei  10.205, de 21 de março de 2001, apresentando à todos os princípios básicos e diretrizes  da Política Nacional de Sangue. Essa lei tem como objetivo principal garantir o livre  acesso da população brasileira de obter sangue com qualidade e em quantidade  suficiente para suprir a necessidade do paciente. Vale destacar, que essa política proíbe  a comercialização do sangue e seus hemocomponentes.¹³ 

O sangue e seus hemocomponentes ao serem transferidos para o receptor  apresentam riscos, que podem ir desde de doenças infecciosas que não foram  detectadas por motivos de janela imunológica, até mesmo reações advindas do sistema  imune do doador. Diante desses riscos tem-se a necessidade de uma comunicação entre  a equipe multiprofissional, o paciente e seus familiares.14

Quando se trata de transfusão sanguínea, as etapas que envolvem esse  procedimento requerem uma atenção especial e rigorosa, que vai desde a captação e  triagem dos doadores, passando pelo processamento e armazenamento correto, até a  administração ao paciente. Com isso, qualquer falha ao longo do processo poderá  ocasionar incidentes graves, por isso, a equipe envolvida deverá estar capacitada e os  processos serem monitorados continuamente.15

3.2 Reações Transfusionais 

Conceitua-se reação transfusional como qualquer evento que poderá  ocorrer que esteja diretamente relacionado ao processo de transfusão sanguínea,  tanto ao longo do processo ou até mesmo após a transferência de sangue para o  receptor. Podemos classificá-las de acordo com sua causa, grau de gravidade ou  até mesmo pelo tempo de manifestação.16 

As complicações que podem ocorrer ao longo de um processo transfusional  são diversas, as contaminações e a transmissão de doenças são apenas  complicações que são mais propícias de acontecerem, mas além dessas  complicações poderá ocorrer reações metabólicas e imunológicas.17 

Quando se trata de reações transfusionais infecciosas é caracterizada como  imunológica, quando ocorre uma sobrecarga volêmica e temperatura corporal baixa,  já as não imunológicas, refere-se a reações hemolíticas, edema pulmonar e reações  alérgicas.18 

As reações transfusionais são classificadas em imediatas e tardias. Quando  se trata de reações transfusionais imediatas, são aquelas que acontecem durante  o procedimento ou em até 24 horas do processo. Já as reações transfusionais  tardias, ocorrem após as 24 horas da transfusão sanguínea.19 

Na tabela a seguir temos alguns exemplos de classificação das reações  adversas transfusionais. 

Quadro 1: Classificação das reações adversas transfusionais

Fonte: Manual técnico de hemovigilância – investigação das reações transfusionais imediatas e tardias.

3.2.1 Reação Hemolítica Aguda (Rha) 

A Reação Hemolítica Aguda é uma reação que o receptor sofre no período  de 24 horas após o procedimento de transfusão sanguínea. Ela ocorre devido o  contato acelerado entre os anticorpos do receptor e os antígenos localizados no  interior das hemácias do doador, ou até mesmo pelo contrário, antígenos  presentes no interior das hemácias do receptor e anticorpos presentes no doador.  Essa reação ocorre principalmente quando se tem incompatibilidade com o  sistema ABO. Quando esse erro ocorre está relacionado com o processo de trocas  das amostras antes do procedimento ou até mesmo troca das bolsas utilizadas  para transfusão.20 

A Rha tem como sintomas principais dores localizada na área lombar,  torácica e abdômen, eritema, febre elevada, taquicardia, calafrios, diarréia,  hipotensão, coagulação intravascular disseminada, fadiga e náuseas.²¹ 

A gravidade do quadro clínico do paciente acometido pela reação  hemolítica aguda depende diretamente do volume sanguíneo incompatível que foi  transferido ao longo do procedimento, além da densidade de antígenos presentes  no interior das hemácias.20 

O tratamento utilizado para que se tenha regressão do quadro é interromper  imediatamente o processo de transfusão, mantendo preservado o acesso venoso,  para que o paciente seja hidratado com solução fisiológica expansiva, para que a  pressão arterial atinja os valores de normalidade, aumentar o decúbito e induzir o  paciente a diurese.²² 

3.2.2 Reação Febril Não Hemolítica (Rfnh) 

Tem-se uma reação febril não hemolítica quando ocorre uma elevação  repentina de mais de 1ºC da temperatura normal do corpo, relacionada diretamente  ao processo de transfusão sanguínea, não tendo uma outra causa aparente.  Geralmente está relacionada com tremores, que dependendo do caso, é a única  manifestação clínica desenvolvida pelo paciente.²³  

Esse tipo de reação é mais comum em pacientes que realizam com  frequência o processo de transfusão sanguínea, no qual poderá se desenvolver  logo após ou em algumas horas depois da realização do procedimento, tendo na  maioria das vezes uma evolução considerada benigna. Esta reação é desenvolvida  através de dois mecanismos distintos, o primeiro ocorre por ação entre o anticorpo  do plasma sanguíneo do receptor e o antígeno do leucócito ou até mesmo da  plaqueta do doador, já o segundo mecanismo está relacionado com a liberação de  citocinas presentes na bolsa de transfusão no decorrer do seu armazenamento.24 

O diagnóstico é realizado por sintomas, sinais clínicos e por exclusões,  onde o profissional responsável, exclui a possibilidade da ocorrência de reações  hemolíticas ou até mesmo de uma infecção bacteriana, pois o sinal febril é bem  comum nesses dois casos distintos.25 

Em caso de confirmação dessa reação a transfusão deverá ser  interrompida imediatamente, administrado 750mg de paracetamol, em caso mais  extremos, onde o paciente apresenta um quadro de tremor intenso deverá ser  administrado meperidina.24 

3.2.3 Reação Alérgica (Alg) 

No caso da reação transfusional alérgica, é desencadeado um processo  alérgico devido a ação dos anticorpos do receptor em oposição às proteínas  presentes no plasma do doador.26

Os sinais nesse quadro clínico são bem identificados, sendo caracterizado  pela presença de eritemas, pápulas, choque, tosse, prurido e urticária. Esses  sintomas caracterizam-se uma reação benigna, apresentando melhoras  rapidamente sem o uso de terapias medicamentosas. A Alg pode ser classificada  em três estágios de acordo com sua gravidade de manifestações clínicas, como  leve, quando apresenta prurido, urticária e pápulas, moderada, quando o paciente  é acometido por rouquidão, tosse, dispneia, náuseas e vômitos, além dos sintomas  do estágio leve e por fim o estágio grave, onde o paciente apresenta sinais de  hipotensão, perda de consciência e choque, além de apresentar sinais dos dois  estágios citados anteriormente.27 

Para reversão do primeiro estágio, o estágio leve, é indicado o uso de  anti histamínico. Já nos dois últimos estágios é indicado a utilização de concentrado  de hemácias ou produtos com poucas proteínas plasmáticas. Nesse último caso,  é indicado o uso de corticóides.28 

3.2.4 Reação Anafilática 

Reação anafilática é caracterizada como uma reação rápida de  hipersensibilidade envolvendo o sistema imunológico. Essa reação geralmente  acomete pacientes no qual possuem deficiência de IgA, tendo em seu organismo  anticorpos anti-IgA. Trata-se de uma reação rara, sendo desenvolvida em  pacientes após variadas transfusões sanguíneas ou diversas gestações. Essa  reação vem acompanhada de diversos sinais e sintomas, como por exemplo,  sibilos, edema de laringe, insuficiência respiratória, náuseas, vômitos, hipotensão  e choque.24 

3.2.5 Reação por Sobrecarga Volêmica 

Conhecida também como sobrecarga circulatória, é ocasionada devido a  transfusão acelerada dos componentes sanguíneos ou quando o volume  introduzido excede o volume que o sistema circulatório do paciente necessita ou  suporta, sobrecarregando o coração. Com essa sobrecarga ao coração, o pulmão  acaba sofrendo danos, como insuficiências respiratória aguda, podendo evoluir  para um edema pulmonar em questão de horas após o processo de transfusão.  Esses danos ao pulmão ocorrem por consequência do aumento repentino da  pressão venosa central, elevação do volume sanguíneo pulmonar e perda da  capacidade pulmonar.29 

Todos os pacientes que realizam o processo de transfusão sanguínea  estão propensos ao risco de ocorrência desse tipo de reação, mas essa reação  acomete com mais probabilidade crianças, idosos acima de 60 anos e pacientes  que possuem o quadro de menor reserva cardíaca ou anemia crônica severa.30 

A sobrecarga volêmica tem como características principais, dispneia,  cianose, taquicardia, edema periférico, distensão jugular e tosse seca. Neste caso,  o profissional habilitado deverá avaliar os sinais vitais do paciente ao longo da  transfusão sanguínea, pois caso venha ocorrer essa sobrecarga os sinais e  sintomas sejam detectados precocemente, seguindo de forma lenta.31 

3.2.6 Lesão pulmonar aguda relacionada à transfusão – (Trali) 

Esta lesão deverá ser levada mais a sério, pois é caracterizada como uma  reação severa ligada a presença dos anti leucocitários presentes no sangue do  doador, na qual é marcada por desconforto respiratório, podendo ter o início  repentino ou dispneia, podendo ocorrer no momento da transfusão ou até mesmo  6 horas após o término do procedimento, além desse desconforto poderá vir  acompanhada de tremores, febre, hipotensão e taquicardia.32

As mulheres são as mais acometidas nesse tipo de reação, principalmente  aquelas que já tiveram diversas gestações, pois passaram por sensibilização  quando expostas a antígenos paternos presentes nos leucócitos do feto, o que  automaticamente gera uma resposta dos seus anticorpos contra esses  antígenos.33 

Esse quadro, diferencia-se da reação de sobrecarga volêmica e do edema  pulmonar, pois o paciente apresenta pressão venosa e pressão atrial normais, não  desenvolvendo distensão da veia, principalmente a jugular. Com isso, a terapia  mais indicada para TRALI é a regressão do quadro de hipóxia, utilizando a  oxigenioterapia e ventilação mecânica, quando necessário para minimizar o  desconforto causado pela falta de ar.32 

3.2.7 Reação por contaminação bacteriana – (CB) 

A reação por contaminação bacteriana ocorre quando os profissionais  manipulam ou estocam de maneira inadequada os hemocomponentes, levando a  contaminação da bolsa. Além dos quesitos citados, a antissepsia inapropriada do  braço do doador podem afetar no processo de transfusão, fazendo com que o  receptor possa ter reações como febre elevada, tremores, calafrios, náuseas,  vômitos, hipotensão, choque, pele seca e insuficiência renal.34 

O tratamento indicado para o tratamento dessa reação é o uso de  antibióticos de largo espectro, além da farmacoterapia utilizada para casos de  choque séptico. Ao longo do tratamento com essas medicações deverá ser  realizado novos exames no qual será avaliado o resultado da cultura, para ter  certificação da eficácia da terapia medicamentosa escolhida. 34 

3.2.8 Reação hemolítica não-imune aguda – (RHANI) 

Esse tipo de reação também é conhecida como pseudo-hemólise, ou seja,  a falsa indicação de hemólise que ocorre fora do organismo. A mesma se  desenvolve por variados fatores, como por exemplo, a temperatura no processo  de armazenamento da bolsa como os hemocomponentes, banho que água quente,  manuseio inadequado da agulha, utilização do infusor de pressão rápida, uso da  mesma tubulação com soluto hipotônico para a infusão de concentrado de  hemácias ou em casos em que o receptor esteja fazendo uso de algum fármaco.35 

A hemólise poderá se desenvolver no decorrer do processo de transfusão  ou até em 24 horas após o término do procedimento, sendo ausente fatores  imunológicos nessa reação. Para a prevenção é indicado profissionais habilitados,  monitoramento e desenvolvimento seguro das etapas do processo até o momento  final da transfusão.36 

3.3 Hemovigilância 

Conceitua-se hemovigilância como o conjunto de ações e práticas de  vigilância que são desenvolvidas ao longo do ciclo do sangue. Deriva-se da  farmacovigilância, que tem como objetivo principal coletar informações sobre os  medicamentos, a fim de obter conhecimento em relação a eventos adversos,  prevenindo ou minimizando suas recorrências, proporcionando a segurança tanto  do doador, quanto do receptor.37 

A prática da hemovigilância é primordial para o sistema de saúde e está  diretamente ligada com a qualidade, resultando em ações corretivas e preventivas  quando necessário. Com isso, para que esse sistema seja eficiente é necessário  que todas as partes interessadas estejam envolvidas, tanto os pacientes, como os  profissionais, fabricantes e principalmente o sistema de saúde.38

O sistema de hemovigilância é responsável por verificar a ocorrência de  reações transfusionais em pacientes que passaram pelo processo de transfusão  sanguínea, registrando e avaliando qualquer incidente que ocorra ao longo de todo  processo, desde a obtenção até o momento da liberação dos hemocomponentes,  garantindo a terapia adequada ao paciente.39 

Em 1980, no Brasil, a hemoterapia era uma prática que se destacava por  possuir influências mercantilistas, ou seja, era uma prática que envolvia economia,  além de ser um descaso para poderes públicos, era uma prática fragilizada, que  consolidou-se somente após a criação do Programa Nacional de Sangue (Pró Sangue), em 30 de abril de 1980, passando a ter fiscalizações desenvolvidas pela  vigilância sanitária, com essas fiscalizações mais rigorosas tivemos o avanço na  segurança transfusional em todo o país.40 

Atualmente, a regulamentação da hemoterapia é monitorada pela Agência  Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), por meio da portaria nº 158, de 4 de  fevereiro de 2016, responsável por padronizar todos os procedimentos realizados  durante a transfusão, incluindo a coleta, processamento, testagem,  armazenamento, transporte e utilização, proporcionando a qualidade do sangue  para o receptor.41 

A Política Nacional de Sangue brasileira é controlada pela Constituição  Federal de 1988, que proíbe a comercialização do sangue e de seus  hemocomponentes para fins terapêuticos e pela Lei do sangue, que regulamenta  todas as etapas que antecedem o processo de transfusão sanguínea, ou seja, todo  esse monitoramento é importante para melhorar a qualidade do processo e  minimizar riscos de agravos na realização da transfusão.38 

Em 2001 a Agência de Vigilância Sanitária, desenvolveu no Brasil um  Sistema Nacional de Hemovigilância (SNH), com o objetivo de avaliar, alertar e  recolher informações sobre as reações adversas oriundas da utilização de  hemocomponentes, prevenindo seu aparecimento ou reincidência.42 

O SNH visa monitorar todas as etapas pertencentes ao ciclo do sangue.  Esse ciclo, corresponde desde a obtenção do sangue até o processo de  transfusão, destacando-se a seleção adequada do doador, testes realizados no  sangue coletado, processamento e acompanhamento do receptor. Por se tratar de um sistema que contém diversas etapas é claramente perceptível que a  hemovigilância é uma prática multiprofissional, onde para o processo de triagem clínica e doação sanguínea poderá ser realizado por um profissional de saúde com  nível superior treinado, já para o procedimento de transfusão, poderá ser  realizado por enfermeiros e técnicos de enfermagem, além do médico. Para os  exames laboratoriais, o Conselho Federal de Farmácia em suas legislações  considera-se o profissional farmacêutico totalmente habilitado para participarem  desse procedimento, ajudando na prevenção ou na minimização de reações  adversas durante ou após o processo de transfusão sanguínea, gerando  segurança ao paciente transplantado.41 

3.4 O papel do profissional farmacêutico no campo da hemoterapia 

O profissional farmacêutico, historicamente falando, é um dos profissionais  da saúde mais antigo, sempre com o objetivo de servir de forma eficiente a  sociedade, proporcionando bem estar e qualidade de vida. Com o passar dos anos,  essa profissão passou por várias metamorfoses levando ao seu desenvolvimento  e reconhecimento em todo o mundo.43 

Essa profissão, tinha como principal objetivo a aproximação com o  paciente, proporcionando o desenvolvimento de habilidades relacionadas à farmacoterapia. Com isso, surgiu a farmácia clínica, onde o profissional  farmacêutico presta uma assistência exclusiva ao paciente, monitorando a farmacoterapia utilizada, promovendo saúde e prevenir dos problemas  relacionados ao uso indevido de medicamentos.44 

A RDC que regulamenta as atribuições e competências do farmacêutico  nos hemocentros é a n° 617/2015, objetivando a consolidação do farmacêutico na  hemoterapia, proporcionando uma transfusão segura e eficaz para a população  usuária do sistema único de saúde. Essa RDC inclui o profissional farmacêutico na  realização das seguintes funções:45 

  • Avaliar, planejar e executar a promoção da captação de doadores  para os hemocentros; 
  • Monitorar e elaborar protocolos para o uso racional dos  hemocomponentes; 
  • Analisar as prescrições dos hemocomponentes e seus derivados,  realizando intervenções farmacêuticas, prevenindo reações  adversas; 
  • Realizar um estudo sobre o histórico clínico do paciente, conciliando  a terapia medicamentosa do receptor; 
  • Coordenar e realizar de maneira eficiente a hemovigilância,  reduzindo problemas relacionados ao processo de transfusão  sanguínea.  

Diante desse contexto, é de extrema importância manter o profissional  farmacêutico atualizado, tornando-se cada vez mais desafiador sua inserção na  equipe multiprofissional dos hemocentros. Essa atualização permite que o  profissional ocupe seu espaço na equipe desenvolvendo o seguimento  farmacoterapêutico seguro e eficiente, garantindo qualidade de vida para o doador  e receptor 44. 

4. CONCLUSÃO 

Baseando-se nas pesquisas realizadas, pode-se perceber a necessidade de  um profissional capacitado nos hemocentros para garantir qualidade durante a  transfusão, monitorando também o processo pós transfusionais.  

A importância do profissional farmacêutico é enfatizada pela resolução n°  617/15 do Conselho Federal de Farmácia, que cita a necessidade desse profissional  desenvolver ações assistenciais, proporcionando o cuidado em saúde dos usuários  do Sistema Único de Saúde. 

Atualmente os profissionais farmacêuticos precisam se adaptar à nova  realidade, que vai além de dispensar um medicamento, fazendo parte do trinômio,  envolvendo novas funções, como ensino, gestão e principalmente o cuidado com a  saúde, atendendo de forma individualizada a necessidade de cada indivíduo. 

Desta forma, o presente estudo ressalta a importância do trabalho  desenvolvido pelo profissional farmacêutico juntamente com a equipe  multiprofissional dos hemocentros, atuando também como colaborador das ações em  saúde, contribuindo para a segurança e cuidado do paciente, intervindo ou  minimizando as possíveis reações adversas após ou ao longo do processo de  transfusão.

5. REFERÊNCIAS 

1.AMARAL, J. H. S. et al. Hemoterapia: um desafio no cotidiano da equipe de  enfermagem. Rev. Enferm. UFPE on line, v. 10, n. 6, p. 4820-482, 2016. Disponível  em: . Acesso em: 18.09.2018. 

2.CHEREM, E.O.; ALVES, V.H.; RODRIGUES, D.P.; PIMENTA, P.C.O.;  SOUZA, F.D.L.; GUERRA, J.V.V. Processo de terapia transfusional em  unidade de terapia intensiva neonatal: O conhecimento do enfermeiro. Texto  e Contexto –Enfermagem, v.27, n.1, p.1–10, 2018. 

3.ROCHA, J.R.; MERLINI, G.P.; SIMAS, R.C.; SCARAMUCCI, C.P.;  AVANTE, M.L.; DIAS, L.G.G. et al. Histórico, Evolução e Correlação da  Transfusão Sanguínea com os Principais Animais Domésticos: Revisão  Literária. Revista Científica Eletrônica de Medicina Veterinária, v. 13, n.2,  2009.  

4.CARVALHO, R. V. F. Transfusion Practices Committee of a public blood  bank network in Minas Gerais, Brazil. Rev. Bras. Hematol. Hemoter., São  José do Rio Preto, v. 34, n. 6, p. 416-20, 2012. Disponível: <http://www.scielo.br/pdf/rbhh/v34n6/v34n6a09.pdf>. Acesso em: 18.09.2018.  5. Brasil. (2015). Ministério da Saúde. Boletim de hemovigilância. (7ª  ed.),boletim-de-hemovigilancia-no-7.pdf (www.gov.br) 

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