THE ROLE OF POWER TRANSFORMERS IN HOSPITAL ENERGY RELIABILITY
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/pa10202510261104
Alexandre Jacqueminouth De Medeiros 1
Ernani Caldas de Jesus 2
Resumo
Os transformadores de potência são de grande importância no desempenho de equipamentos dentro de um sistema elétrico. Um hospital ou qualquer estabelecimento de assistência em saúde, que tem como objetivo a prestação de serviços em saúde necessita de uma estabilidade nas instalações elétricas, o que promove segurança tanto para os pacientes quanto para os profissionais de saúde. Este trabalho teve como objetivo realizar uma revisão bibliográfica sobre o papel dos transformadores de potência em ambientes hospitalares, abordando os principais riscos e desafios relacionados ao fornecimento de energia em hospitais e tendências e inovações tecnológicas em transformadores de potência. A busca e a seleção dos trabalhos foram realizadas no Google scholar. Foram aplicados filtros, visando a identificação dos artigos que se enquadrassem no período de publicação de 2019 a 2025. A revisão bibliográfica realizada sobre o papel dos transformadores de potência em hospitais permitiu reunir 13 estudos. Os resultados foram estruturados em eixos: (i) a relevância dos transformadores de potência na infraestrutura hospitalar, (ii) os riscos e desafios associados ao fornecimento de energia nesses ambientes e (iii) as tendências e inovações tecnológicas aplicadas à gestão energética hospitalar. Com base nos estudos analisados, a gestão eficiente dos transformadores de potência exige uma abordagem integrada que abrange o ciclo de vida completo do equipamento, desde a especificação até a manutenção. Além disso, a implementação de manutenção preventiva e preditiva é essencial para prolongar a vida útil dos transformadores e reduzir a probabilidade de falhas inesperadas. A capacitação contínua da equipe e a gestão proativa da infraestrutura, com investimento em tecnologia moderna e conformidade regulatória, são indispensáveis para rápida resolução de problemas, minimização de riscos operacionais e garantia ética e legal da qualidade e continuidade dos serviços de saúde.
Palavras-chave: Transformadores de potência; eficiência energética; ambiente hospitalar.
ABSTRACT
Power transformers are critical to the performance of equipment within an electrical system. A hospital or any healthcare facility requires stable electrical installations to ensure safety for both patients and healthcare professionals. This study aimed to conduct a literature review on the role of power transformers in hospital settings, addressing the main risks and challenges related to hospital power supply, as well as technological trends and innovations in power transformers. The search and selection of papers were conducted on Google Scholar. Filters were applied to identify articles published between 2019 and 2025. The literature review on the role of power transformers in hospitals resulted in 13 studies. The findings were structured into the following areas: (i) the relevance of power transformers in hospital infrastructure; (ii) the risks and challenges associated with power supply in these environments; and (iii) technological trends and innovations applied to hospital energy management. Based on the studies analyzed, efficient power transformer management requires an integrated approach that encompasses the entire equipment lifecycle, from specification to maintenance. Furthermore, implementing preventive and predictive maintenance is essential to extend transformer life and reduce the likelihood of unexpected failures. Continuous staff training and proactive infrastructure management, coupled with investment in modern technology and regulatory compliance, are vital for rapid problem resolution, minimizing operational risks, and ethically and legally ensuring the quality and continuity of healthcare services
Keywords: Power transformers; energy efficiency; hospital environment
1. INTRODUÇÃO
Os transformadores de potência são de grande importância no desempenho de equipamentos dentro de um sistema elétrico. São equipamentos construídos com a finalidade de modificar os níveis de tensão entre sistemas eletricamente isolados, onde se utiliza a transformação de energia elétrica em energia magnética e vice-versa (SILVA, 2015) . Além disso, realiza o acoplamento entre diversos níveis de tensão utilizados nos sistemas de geração, transmissão e distribuição, sendo que a distribuição engloba a parcela do sistema em tensão inferior a 230 kV A utilização desses transformadores de potência é considerada um diferencial, com programas adequados de manutenção e monitoramento podem estender a vida de equipamentos para mais de 60 anos (COSTA, 2023). Qualquer falha nesses equipamentos pode ocasionar interrupções no fornecimento de energia, como também geram altos custos operacionais (LANDUCCI JÚNIOR; ALTAFIM, 2009) . O estado de saúde do transformador é influenciado por fatores químicos, elétricos e mecânicos. Devido a isto, diferentes testes sejam realizados de acordo com as condições exigidas (HERNANDA et al., 2015).
Para quem trabalha no sistema elétrico de potência, necessita conhecer o sistema construtivo deste equipamento, seus componentes e o processo de envelhecimento, como também as ações para monitorar a sua condição e prolongar a vida útil. Os transformadores de potência são estáticos com dois ou mais enrolamentos, e possui a função de transmitir energia elétrica de um circuito a outro, transformando tensão e correntes alternadas, através de indução magnética (ABNT, 2007). Uma das características mais importantes do transformador é o mecanismo responsável por fazer a mudança nos níveis de tensão, seja de abaixar a tensão, ou elevar a tensão, esse mecanismo é denominado de relação tensão ou relação de transformação (BISPO, 2019).
Um hospital ou qualquer estabelecimento de assistência em saúde, que tem como objetivo a prestação de serviços em saúde necessita de uma estabilidade nas instalações elétricas, o que promove segurança tanto para os pacientes quanto para os profissionais de saúde. Essas instalações e os sistemas elétricos, necessitam de atenção diferenciada no projeto, nas instalações e manutenções (ALVES, 2018). São diversos equipamentos, como: centrais de ar comprimido e oxigênio medicinal, aparelhos de suporte ventilatório, lâmpadas cirúrgicas, bombas de infusão de drogas e medicamentos, centrais de geração de energia auxiliar etc. Esses equipamentos exigem energia elétrica de qualidade, já que por norma, devem atender com rigor as exigências de segurança e confiabilidade, pois a interrupção ou mau funcionamento de energia em um hospital apresentam riscos para a vida de um paciente (MARIANO, 2019). Além do fornecimento via concessionária, geralmente os hospitais possuem o seu próprio gerador, pois em áreas hospitalares mais críticas, como CTI, pronto- socorro e centros cirúrgicos, os equipamentos devem continuar em funcionamento (MARIANO, 2019).
É fundamental que cada processo técnico seja realizado e acompanhado por uma equipe especializada que atue rapidamente em caso de avaria e que possua um plano de manutenção preventiva que cubra toda a rede elétrica. Diversos processos internos e externos podem interferir na qualidade da energia, como: variações da rede da concessionária, problemas decorrentes da própria instalação, flutuação de tensão, distorção harmônica na rede, desequilíbrio de fase, entre outros (SILVA et al, 2024).
A normativa do Ministério da Saúde Portaria Nº 783 de maio de 2001, obriga que a rede hospitalar pública e privada, devem possuir em loco um grupo motor gerador que forneça energia elétrica aos setores críticos em casos de interrupção. Dentre os danos que podem afetar os usuários e pacientes estão relacionados a: (i) falta de iluminação, não permitindo a avaliação clínica do estado do paciente; (ii) tomadas de uso comum, onde a falta de energia impossibilita o uso de desfibrilador, monitor de PA, respirador e etc; (iii) tomadas de uso geral, onde a falta de energia impossibilita o uso de aparelho de ultrassom, RX, bisturi, furadeira de osso, serra osso, módulo de anestesia etc (SILVA et al., 2024). Todos os problemas descritos podem trazer inúmeras consequências ao paciente, podendo causar danos irreparáveis, como a perda de membros, interferência intelectual e em casos mais graves, o óbito. Além disso, afeta os atendimentos de modo geral, causando atrasos.
Os transformadores elétricos são elementos cruciais na infraestrutura moderna, regulando a tensão para garantir um fornecimento elétrico de qualidade. A revisão e a análise do seu manejo são fundamentais para garantir um funcionamento ideal e seguro, onde as falhas podem ter impactos econômicos negativos e causar danos a pacientes hospitalizados. A manutenção oportuna contribui para uma gestão sustentável e eficaz da infraestrutura elétrica, garantindo confiabilidade do fornecimento e minimizando riscos.
Com isso, este trabalho tem como objetivo realizar uma revisão bibliográfica sobre o papel dos transformadores de potência em ambientes hospitalares, abordando os principais riscos e desafios relacionados ao fornecimento de energia em hospitais e tendências e inovações tecnológicas em transformadores de potência.
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2.1 A importância da confiabilidade energética em ambientes hospitalares
A energia elétrica é fundamental para o funcionamento dos diversos setores e atividades da sociedade. Seu uso está sendo crescente e intensivo desde a Revolução Industrial, sendo o uso de equipamentos de edificações de residência, comércio e pública dependentes da energia elétrica. Devido a esse aumento no uso e necessidade de produção de energia elétrica, ocorre um grande impacto ambiental e econômico, visto que existe uma demanda de instalação e infraestrutura para gerar e transmitir a energia elétrica (PROCEL, 2022).
Com o desenvolvimento econômico acelerado das últimas décadas houve a caracterização da utilização intensa de energia de origem da manipulação de recursos fósseis. A ameaça de esgotamento dessa energia apresenta suas consequências no agravamento do efeito estufa, devido isso, se tornou essencial o uso eficiente da energia por meio de metodologias de gestão e tecnologias de alta eficiência energética (FRANCISCO e VAZQUEZ, 2021).
De acordo com Brasil (2011) a eficiência energética é a relação entre a quantidade utilizada da energia e de um bem-produzido ou serviço realizado. O conceito de conservação da energia elétrica parte da melhoria na maneira de utilização, reduzindo os custos e sem perder a eficiência e a qualidade dos serviços. Apesar disso, a conservação da energia não envolve apenas o aperfeiçoamento das técnicas da sua produção, transmissão e distribuição e sim no aprimoramento para um consumo eficiente, sendo implementado na conscientização dos usuários e nas mudanças de hábitos que fomentam as ações de um projeto de eficiência energética.
No Brasil, existem diversos mecanismos de promoção à eficiência e conservação energética, sendo incentivados pelo Ministério de Minas e Energia (MME) como o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (PROCEL), Programa Nacional da Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo e do Gás Natural (CONPET) e o Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE). O PROCEL foi criado 1985 e até os dias atuais é coordenado pelo MME e operacionalizado pela Eletrobrás. Em 2003 foi criado um subnúcleo chamado de Programa Eletrosul Procel Hospitalar que apresenta como objetivo a implementação de projetos de eficiência energética específicos para hospitais públicos de caráter federal, estadual e municipal. Os projetos estão voltados para os equipamentos referentes à iluminação e climatização (JÚNIOR, 2006).
De acordo com Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (2022) o consumo de energia elétrica no Brasil aumentou consideravelmente em 2022, com 1,5% a mais quando comparado com o ano de 2021 (Figura 01). Dentre as hipóteses, tem-se que o consumo de energia foi impulsionado pela pandemia de Covid-19, que houve o retorno da economia. No segundo semestre, houve influência dos impactos econômicos e climáticos, sendo as temperaturas mais altas elevando o consumo em 2022. Mesmo que o consumo anual de energia elétrica nos últimos anos esteja crescendo, nos últimos 10 anos, o registrado em 2022 foi o maior registrado de 67.265 MW médio.
Figura 1 – Consumo anual de energia elétrica do ano de 2022.

Fonte: CCEE (2022).
No ambiente hospitalar, o consumo de energia é chamado de Estabelecimento de Assistência à Saúde (EAS), sendo extremamente alto. Os dados dos EAS indicam que os custos com eletricidade costumam representar cerca de 23,7% dos gastos de operação e manutenção, por conta dos diversos equipamentos que precisam ser mantidos ligados, bem como o controle necessário da temperatura, iluminação ininterrupta e higienização das roupas e materiais. Assim como em qualquer estabelecimento, a busca por medidas que possibilitem a melhoria na eficiência energética também é importante ser implementada nos hospitais. O hospital sustentável é mais que um conceito, deve ser uma exigência formal por parte dos órgãos competentes através de legislações e normas (BITENCOURT, 2007).
O Sistema Único de Saúde (SUS) é composto por aproximadamente 70 mil unidades entre as Unidades de Pronto Atendimento (UPA), Postos de saúde e 7500 hospitais o que soma mais de 500 mil leitos no sistema hospitalar do Brasil. O SUS é um dos mais complexos sistemas de saúde do mundo que engloba desde os atendimentos mais simples aos mais complexos, garantindo o acesso livre, gratuito e integral para a população do país. A maioria dos hospitais necessita de um uso considerável de energia para manutenção das suas atividades, o que gera anualmente custos financeiros elevados e emissões de gases de estufa. O objetivo central do desenvolvimento sustentável envolve a preservação do planeta e das necessidades humanas, sendo valorizado o recurso natural (MENDES, 2019).
Além disso, a sustentabilidade é baseada em três conceitos centrais, i) sustentabilidade social que permite o envolvimento das pessoas e condições de vida como educação, saúde, entre outros, ii) sustentabilidade ambiental que engloba o cuidado e valorização dos recursos naturais do planeta, visando a forma como são utilizados pela sociedade, empresas e comunidades, e iii) sustentabilidade econômica que permite a produção, distribuição e consumo dos serviços essenciais para a sociedade e o meio ambiente (FRANCISCO e VAZQUEZ, 2021). Tendo em vista esses aspectos, a aplicação de ações que visem a redução do consumo excessivo de eletricidade nos ambientes hospitalares permite a redução da geração e amortização da emissão de dióxido de carbono (CO2) provenientes da geração e distribuição.
2.2 Características técnicas dos transformadores de potência utilizados em hospitais
O transformador é um equipamento com função de converter determinado nível de tensão para outro, sem alterar a magnitude da potência que será entregue, permitindo assim que ocorra o fornecimento de energia elétrica das máquinas e a segurança operacional de todo o processo energético. Nas cidades, o nível de tensão que é utilizado para a transmissão de energia elétrica por longas distâncias se torna perigoso para a saúde e segurança dos moradores, bem como os equipamentos geralmente são eletrônicos de baixo nível de tensão. Apesar disso, existe a necessidade de níveis maiores de corrente em perfeito funcionamento, por isso são utilizados os transformadores nos pontos de chegada da linha de transmissão do local. O nível de tensão é reduzido e a corrente elevada, mantendo a potência estável e após essa conversão a energia elétrica é distribuída para as habitações e indústrias locais (FONSECA, 2014).
Os transformadores de potência são equipamentos de operação estática que ocorre por indução eletromagnética, transferindo a energia de um circuito chamado de primário para um ou mais circuitos chamados de secundário e terciário, sendo mantida na mesma frequência e tensões de correntes diferentes. Geralmente, os transformadores de potência apresentam vida útil de 30 anos, mas apesar disso, existe um custo alto na instalação e manutenção MINEIRO et al., 2020).
No Brasil, foi registrado a idade média de transformadores brasileiros de 29 anos e a média nos Estados Unidos de 39 anos. A expectativa de vida dos transformadores reflete no indicativo de confiabilidade. Alguns cuidados são necessários para que os transformadores de potência alcancem o desempenho esperado como utilizar materiais de qualidade na sua construção e manutenção, seguir o correto dimensionamento (ambiente de instalação e capacidade de potência), fortalecer a tensão e corrente e um bom projeto de sistema elétrico de proteção, sistema de refrigeração e sistema de manutenção. A manutenção é um conjunto de procedimentos para manter as perfeitas condições de funcionamento dos transformadores, sendo a manutenção a garantia de que o sistema não fique a energia que se obtém desse equipamento (SCARDAZZI, 2007).
Dentre os tipos de manutenção pode-se citar: a) a manutenção corretiva não planejada que engloba a atuação no fato já ocorrido, seja de origem de desempenho ou falha, b) a manutenção corretiva planejada que envolve a correção do desempenho por decisão gerencial, sendo a função de acompanhamento preditivo ou pela decisão de operar até a quebra, c) a manutenção preventiva é baseada na redução ou extinção das falhas, obedecendo a um plano estratégico previamente estabelecido e executado em períodos estabelecidos, d) manutenção preditiva envolve a realização da manutenção somente quando as instalações necessitarem de atenção e, e) a manutenção detectiva que é baseada na proteção do sistema contra falhas ocultas ou não identificadas, fortalecendo o sistema projetado para atuar imediatamente e de forma automática (SLACK et al., 2002).
O hospital é considerado uma das mais complexas tipologias de edificações devido a grande diversidade de atribuições, sendo assim considerado um grande consumidor e dependente de eletricidade, devido as atividades realizadas internamente que são essenciais para a assistência em saúde. O comportamento energético de um hospital varia de 20 a 30% de consumo de energia elétrica por ser atribuído a atividades como aquecimento, esterilização e funcionamento das máquinas hospitalares (MINEIRO et al., 2020). Foi elaborado pela Eletrobrás um estudo que indica 12,5% dos custos totais operacionais do setor hospitalar são devido ao consumo de energia elétrica (PROCEL, 2007).
Os equipamentos eletrodomésticos, climatização e iluminação compreendem ao conjunto de 88% do consumo elétrico nos hospitais do Brasil. A evolução da manutenção no setor elétrico brasileiro atua principalmente na manutenção corretiva não planejada, preventiva e preditiva agrupada da corretiva planejada (Figura 02).
As técnicas de manutenção nacional não se diferenciam muito das técnicas mundiais, sendo ultrapassado apenas para as tecnologias de alto custo, como o monitoramento online. Esse monitoramento existe em poucas empresas devido ao custo financeiro elevado da instalação. Empresas como Furnas de Ibiúna que utiliza sensores de última geração para enviar as informações por meio de uma rede sem fio a um sistema de monitoramento central da empresa e a Eletrobrás Eletronorte que mantem um programa rigoroso de manutenção preventiva para essas máquinas. Apesar disso, o histórico de falhas nos transformadores antigos levou a instalação do sistema de monitoramento online, visando a busca de defeitos em fase inicial e mitigar os riscos associados (SLACK et al., 2002).
Figura 2 – Evolução da manutenção no setor elétrico brasileiro.

Fonte: Ostermann (2006)
2.3 Normas técnicas e regulamentações aplicáveis ao sistema elétrico hospitalar
No ambiente hospitalar, a segurança no ambiente de trabalho deve ser realizada, principalmente devido à prevenção de acidentes e mitigação dos riscos. O paciente apresenta participação passiva no processo de exame, diagnóstico e tratamento. A segurança hospitalar envolve a crítica ao bem-estar do paciente, pois o paciente já apresenta determinada fragilidade com menor capacidade de reação e recuperação aos riscos, muitos procedimentos médicos são invasivos considerando isso, a resistência elétrica do corpo decai pelo menos 2 a 3 vezes, devido a falta de proteção pela camada externa da epiderme. Também se pode em casos de segurança elétrica observar equipamentos eletromédicos que oferecem suporte temporário e contínuo nas funções vitais do corpo humano, sendo quaisquer falhas ou falta de alimentação elétrica, causar a morte ou a incapacitação do paciente (HEIN, 1996).
Outros aspectos nesse quesito de segurança elétrica em ambiente hospitalar como os produtos de assepsia ou limpeza devem ser esterilizados para o uso em centros cirúrgicos, bem como os equipamentos que são utilizados em diagnóstico e controle como os monitores cardíacos e eletroencefalógrafos (EEG) são sensíveis a determinadas interrupções elétricas. A segurança elétrica é definida como um conjunto de medidas que são destinadas à redução máxima dos riscos de acidentes ou danos a pacientes e usuários que estão dentro do ambiente hospitalar (TARGET, 2022).
Existem diversas normas que medeiam as instalações elétricas associadas a segurança hospitalar como a ABNT NBR 13534 que estabelece os requisitos básicos para as instalações elétricas em ambientes assistenciais de saúde como hospitais, laboratórios e clínicas, visando estabelecer a segurança dos pacientes e dos profissionais da saúde, bem como a segurança nos equipamentos médicos, desde o uso até a manutenção. Essa norma apresenta como as áreas de saúde (separadas em grupos e classes) podem estabelecer os requisitos de segurança específicos para cada um e a obrigatoriedade dos sistemas de isolamento, visando a prevenção de falhas de energia (PAIVA, 2018).
Segundo EBSERH (2022) as normas referentes as instalações elétricas em estabelecimentos de assistência à saúde classificam os grupos 0, 1 e 2. O grupo 0 é definido como um local médico não destinado a utilização de parte aplicada de algum equipamento eletromédico, o grupo 1 é caracterizado por um local médico destinado à utilização de partes aplicadas e o grupo 2 aos locais médicos com as partes aplicadas em procedimentos intracardíacos, cirúrgicos e de sustentação de vida de pacientes. Além desses grupos, a norma técnica classifica os serviços de segurança que são necessários para os ambientes médicos, sendo divididos em classes 0,5, 15 e >15. Essas classes apresentam um tempo de retorno de alimentação máxima via fonte de segurança, a fonte adequada para utilização e o tempo de fornecimento que não deve ser interrompido (Figura 03).
Figura 3 – Classificação de serviços de segurança hospitalar conforme previstos na norma técnica ABNT NBR 13534.

Fonte: EBSERH (2022).
A questão da segurança elétrica está amplamente discutida, foi implementada a norma técnica internacional chamada IEC 60601 que trata sobre os requisitos básicos para o desempenho essencial de equipamentos eletromédicos, sendo a obediência dessas normas não incluída apenas a segurança dos pacientes e usuários, pois não é válido um equipamento bem projetado e construído em um local com instalações elétricas com irregularidades ou inadequadas para um procedimento médico. Essa norma técnica também garante a segurança elétrica e mecânica, desempenho essencial, controle de riscos e usabilidade do equipamento. Portanto deve existir uma manutenção bem planejada e treinamento para a equipe de utilização do equipamento (CAMPOS, 2013).
Algumas especificações do sistema IT médico devem ser analisadas para monitorar a capacidade do equipamento e evitar interrupções do fornecimento de energia elétrica aos ambientes a ele conectados, em decorrência das fugas de corrente elétrica e equipamentos médico-hospitalares ou na própria instalação. No sistema IT médico ocorre a redução considerável dos riscos de exposição aos choques elétricos na equipe e paciente, através do monitoramento constante da integridade da isolação do ambiente gerenciado por esse sistema funcional. Com esse sistema é possível evitar a ocorrência de micro choques, cujas correntes tem uma magnitude de 5 µA e 50 µA, mesmo que essas correntes percorram o fluxo sanguíneo já é suficiente para que ocorra a integridade da saúde cardíaca prejudicada, podendo causar de arritmia a parada cardíaca (EBSERH, 2022).
2.4 Estratégias de manutenção e monitoramento para garantir a confiabilidade dos transformadores de hospitais
A confiabilidade de um sistema é conceituada como a capacidade do sistema em executar a função desejada sob as condições estabelecidas, sem falhas. No ambiente hospitalar a confiabilidade pode ser um determinante no fornecimento de energia, integridade dos equipamentos hospitalares-médicos e a segurança dos trabalhadores de saúde e do paciente. A identificação de falhas mais comuns, a origem e possíveis consequências podem auxiliar nas operações e desenvolver estratégias que podem melhorar na manutenção e aumentar a confiabilidade do sistema (VIANA, 2002).
Um curto-circuito é uma falha onde a corrente elétrica segue um caminho não planejado, resultando na sobrecarga de corrente em um ponto de sistema, que ocorre quando existe um contato inesperado entre condutores de potencial diferente. A sobrecarga elétrica pode ocorrer quando uma corrente elétrica ultrapassa a capacidade de realizar a condução do sistema e de seus componentes, a causa mais comum são máquinas ligadas ao mesmo tempo que demandam excessiva energia para funcionamento. Para isso, os transformadores são essenciais no ajuste da tensão elétrica nas instalações, visando evitar as falhas que afetam toda a distribuição de energia do local. As principais falhas incluem o envelhecimento do equipamento, a falta de manutenção, sobrecarga elétrica e problemas no resfriamento do transformador (VINHAS, 2007).
Para o monitoramento de dispositivos médicos uma aplicação tecnológica atual que vem sendo empregada nos hospitais de saúde é o uso da inteligência artificial (IA) como ferramenta de auxílio na gestão. A tomada de decisões da IA sob as abordagens e técnicas são voltadas ao aprendizado da máquina, aprendizado profundo e robótica. Esses procedimentos envolvem a coleta e interpretação dos dados que são relevantes para os equipamentos médico- hospitalares. De acordo com Assunção (2023) a IA oferece sugestões para que sejam tomadas as ações mais apropriadas, visando melhorias e manutenção da qualidade e segurança do dispositivo. A qualidade dos dados oferecidos pela IA são cruciais para que as probabilidades e estatísticas forneçam resultados eficazes, sendo que na medida que a IA realiza a atividade específica de forma repetitiva, ganham confiabilidade e robustez na função.
As estratégias de monitoramento e manutenção para garantir a qualidade dos transformadores de potência em hospitais incluem a manutenção contínua e esporádica. De acordo com as normas técnicas a manutenção preventiva é efetuada em intervalos predeterminados ou de acordo com os critérios já estabelecido, viabilizando a redução de falhas ou a degradação do funcionamento de um item. A manutenção preventiva também é conhecida como periódica e engloba as ações de prevenção a falhas, evitar a probabilidade de futuras quebras que são provocadas pelo desgaste das peças, e assim proporcionar uma maior durabilidade da vida útil do equipamento (VIANA, 2002).
Os intervalos de manutenção devem ser avaliados criteriosamente pela empresa fabricante do equipamento ou pela própria empresa que obteve esse dispositivo. Alguns procedimentos podem ser utilizados na manutenção preventiva como a) trocar as peças e acessórios que podem estar vencidos possibilitando a substituição das partes e peças que estão incluídas no manual de uso do equipamento, b) lubrificar o equipamento com as orientações adequadas e, c) aferir e calibrar o equipamento para realizar a leitura dos indicadores e níveis de corrente, potência, rotação, entre outros. Na manutenção preventiva deve ter um cronograma organizado com as inspeções que serão realizadas e com um controle de todo o material necessário para a execução, além de uma equipe técnica treinada e preparada (VINHAS, 2007).
Na norma técnica, a manutenção corretiva é realizada após uma ocorrência especifica, sendo realocado um item em condições de executar uma função requerida. Esse tipo de manutenção envolve o equipamento pós falha, visto que é uma atividade voltada à correção dos defeitos ou falhas. Portanto, pode-se afirmar que para a segurança do trabalhador, paciente e meio ambiente, é necessário utilizar uma intervenção imediatamente para que não ocorra consequências drásticas (OLIVEIRA et al., 2016).
Nesse conjunto, ainda existe a manutenção preditiva que busca realizar os reparos para garantir a qualidade do serviço desejada, tendo como base a aplicação sistemática das técnicas de análises. Essa técnica é bastante utilizada em um equipamento que está sob monitoração, visando identificar os parâmetros de funcionamento de forma contínua, através das medições e análises. A manutenção preventiva exige tarefas de prevenção para que a maquinaria não tenha problemas de funcionamento, e caso ocorra a falha, seja possível em tempo correto intervir e resolver a problemática (LOPES; SANTIAGO, 2022).
2.5 Sistemas de energia de emergência e o papel dos transformadores na continuidade do serviço
Os geradores de emergência também são conhecidos como motogeradores, grupo motogeradores ou somente geradores, que apresentam como função de transformar a energia mecânica em elétrica, por conta de um acoplamento que utiliza a rotação de um eixo do motor alimentado pela queima de combustível. Esses geradores de emergência são utilizados nas indústrias e nos segmentos que é fundamental manter o fornecimento de energia elétrica para evitar prejuízo financeiro ou de valor. Dessa forma, as potencias são variadas e essa máquina elétrica pode ter uma ordem de kilovolt-amperes (kVA) até megavolt-amperes (MVA), dependendo do suporte e características do gerador (FREITAS et al., 2023).
Existe a necessidade de geradores de emergência para mitigar as problemáticas relacionadas pela falta de energia elétrica nos hospitais, mesmo assim ainda é possível encontrar hospitais que não possuem esse equipamento ou que não apresentam uma manutenção adequada. Também existe outras questões sobre o uso de gerador de emergência, como a ausência de startup imediato (gerador a diesel), sendo para que ocorra partida para funcionamento demora aproximadamente 1-5 minutos, sendo isso desfavorável para um local com requisitos do grupo 2, cuja classe exige 0,5 segundos para a realimentação. Devido isso, é importante existir uma fonte independente que cumpra com o suprimento da alimentação elétrica para os dispositivos eletromédicos (BARRETO et al., 2018).
Na área hospitalar-médica, a utilização de nobreaks é essencial para assegurar o funcionamento contínuo e seguro de equipamentos sensíveis, como aparelhos de Raio-X e ecógrafos, que podem sofrer interferências causadas por oscilações ou quedas no fornecimento de energia elétrica. Estes dispositivos evitam perda da qualidade nas imagens e asseguram a continuidade das atividades em setores críticos como Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), centros cirúrgicos, laboratórios e clínicas (FREITAS et al., 2023).
Existem nobreaks com tecnologias específicas voltadas ao setor médico-hospitalar, visando atender às exigências do local. Além disso, a integração com sistemas de automação e comunicação hospitalar possibilita a realização de manutenções preditivas e preventivas sem a interrupção dos serviços. De acordo com Ferreira (2018) em laboratórios e centros de pesquisa, qualquer falha energética pode comprometer resultados de análises, tornando fundamental o uso de sistemas ininterruptos para garantir a confiabilidade dos processos.
3. METODOLOGIA
3.1 Revisão bibliográfica
Trata-se de uma pesquisa qualitativa, com base em revisão bibliográfica e documental. Diferentemente da pesquisa quantitativa, a pesquisa qualitativa se concentra na compreensão aprofundada de fenômenos complexos. A utilização de métodos e técnicas especificas para coleta e análise dos dados são um dos aspectos mais importantes na realização da pesquisa qualitativa. Os métodos mais comuns são: entrevistas em profundidade, a observação participante, a análise de documentos e a análise de conteúdo. A pesquisa qualitativa é um método complementar a revisão de literatura, sendo este, um processo de busca, análise e descrição de um corpo de conhecimento em busca de resposta a uma pergunta. A revisão cobre todo material relevante escrito sobre o tema, como: livros, artigos, artigos de jornais, registros, teses, dissertações e relatórios.
Nesta pesquisa, a busca e a seleção dos trabalhos foram realizadas no Google scholar. Foram incluídos no trabalho: artigos, trabalho de conclusão de curso (TCC), dissertações e teses, publicados em português e inglês. As buscas foram realizadas utilizados as seguintes palavras-chaves: “Transformadores de potência”; “Area hospitalar”; “Segurança elétrica hospitalar”; “Infraestrutura elétrica em saúde”, com intuito de obter resultados mais precisos e relevantes. Foram aplicados filtros, visando a identificação dos artigos que se enquadrassem no período de publicação de 2019 a 2025. A leitura e triagem dos trabalhos foram realizados de maneira independente. Primeiramente foi realizada a leitura do título e do resumo, caso o trabalho se enquadre no tema, e período proposto foi realizada a leitura do texto completo. Os trabalhos que não se adequaram aos requisitos temáticos e temporais foram excluídos.
3.2 Metodologia da Auditoria
Foram selecionados trabalhos resultados de auditorias que seguiam a metodologia padrão ASHRAE Nível 2 (Energy Survey and Analysis). Essa metodologia é aplicada em hospitais de médio e grande porte. Esse tipo de abordagem permite uma análise aprofundada do desempenho energético dos transformadores de potência. O processo metodológico é dividido em cinco fases principais:
3.2.1 Levantamento de dados preliminares
Onde é realizada a coleta de plantas elétricas, diagramas unifilares e informações de carga hospitalar. Como também a identificação de áreas críticas, como UTI, centro cirúrgico, e laboratórios. Posteriormente é realizada a entrevista com equipe técnica responsável pela manutenção.
3.2.2 Medições Instrumentais
Se tem a verificação de instalações de sensores em pontos estratégicos dos transformadores e a coleta de dados por período mínimo de 30 dias para avaliação de padrões de consumo.
3.2.3 Análise Quantitativa e Simulações
É realizado o cálculo do rendimento real dos transformadores, como estimativas de perdas técnicas e não técnicas. Se tem a realização de simulações de cenários de retrofit e modelagem de cargas críticas com softwares especializados.
3.2.4 Diagnóstico de riscos e confiabilidade
Se tem a identificação de vulnerabilidades que podem comprometer o fornecimento contínuo, avaliação de riscos de falhas em condições de sobrecarga e envelhecimento do equipamento.
3.2.5 Relatório e Plano de Ação
Após todas essas análises se tem a elaboração do relatório técnico com recomendações específicas e sugestão de cronograma de retrofit e manutenção preventiva. Como também, os indicadores de payback e viabilidade financeira das ações propostas.
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES
A revisão bibliográfica realizada sobre o papel dos transformadores de potência em hospitais permitiu reunir 13 estudos, entre artigos científicos, trabalhos de conclusão de curso, dissertações e teses. As referências foram organizadas em quadros, contemplando título da obra, autor(es), ano e principais resultados, o que favorece a análise comparativa e a compreensão das diferentes contribuições. A partir dessa sistematização, os resultados foram estruturados em três eixos principais: (i) a relevância dos transformadores de potência na infraestrutura hospitalar, (ii) os riscos e desafios associados ao fornecimento de energia nesses ambientes e (iii) as tendências e inovações tecnológicas aplicadas à gestão energética hospitalar. Essa abordagem possibilita uma visão integrada sobre a importância da confiabilidade elétrica para a continuidade dos serviços de saúde.
4.1. Transformadores de Potência em Hospitais
Os transformadores de potência desempenham um papel crucial na infraestrutura elétrica hospitalar, sendo responsáveis pela conversão e distribuição de energia elétrica de forma segura e eficiente. Sua operação contínua e confiável é essencial para o funcionamento adequado de equipamentos médicos e sistemas críticos. A literatura revisada destaca a importância de selecionar transformadores com características técnicas adequadas às necessidades específicas de cada unidade hospitalar (SILVAa, 2024).
A escolha de transformadores com capacidade nominal compatível com a demanda energética do hospital contribui para a redução de perdas elétricas e aumento da eficiência operacional. Além disso, a implementação de sistemas de monitoramento e controle remoto permite a detecção precoce de falhas, facilitando a manutenção preventiva e evitando interrupções no fornecimento de energia (OLIVEIRA & SILVA JR, 2020).
A confiabilidade dos transformadores também está diretamente relacionada à qualidade dos materiais utilizados em sua fabricação. Investimentos em componentes de alta qualidade, como isolantes e conectores, podem prolongar a vida útil dos equipamentos e reduzir a necessidade de substituições frequentes. Além disso, a conformidade com normas técnicas e regulamentações específicas para ambientes hospitalares é fundamental para garantir a segurança elétrica e a proteção de pacientes e profissionais de saúde (VALÉRIO, 2022).
Há necessidade de treinamento contínuo da equipe técnica responsável pela operação e manutenção dos transformadores. A capacitação adequada permite a identificação rápida de problemas e a implementação de soluções eficazes, minimizando riscos e custos operacionais. Em termos de inovação tecnológica, a adoção de transformadores equipados com sensores inteligentes e sistemas de automação tem se mostrado promissora. Essas tecnologias permitem a coleta e análise de dados em tempo real, facilitando a gestão energética e a tomada de decisões informadas. Além disso, a integração com plataformas de gestão hospitalar pode otimizar o consumo de energia e contribuir para a sustentabilidade ambiental (GOMEZ-SOLORZANO et al., 2024).
No entanto, desafios persistem na implementação dessas tecnologias, sobretudo em hospitais com infraestrutura elétrica antiga, onde a atualização dos sistemas demanda investimentos significativos e planejamento estratégico para que não haja impactos negativos nas operações diárias. Nesse contexto, destaca-se também a importância da realização de auditorias energéticas periódicas, que permitem avaliar o desempenho dos transformadores, identificar oportunidades de melhoria e fornecer dados valiosos para a elaboração de estratégias voltadas à eficiência energética e à redução de custos, como demonstram Sharma & Unune (2024) em casos hospitalares.
Dessa forma, a gestão eficiente dos transformadores de potência em hospitais requer uma abordagem integrada que envolva seleção adequada de equipamentos, manutenção preventiva, capacitação da equipe técnica e adoção de tecnologias inovadoras. Essas práticas contribuem para a confiabilidade do fornecimento de energia elétrica e, consequentemente, para a segurança e qualidade dos serviços prestados aos pacientes.
Quadro 1: Sintetiza os estudos que reforçam a importância dos transformadores de potência no ambiente hospitalar.


Fonte: autores (2025)
4.2. Riscos e Desafios no Fornecimento de Energia Hospitalar
O fornecimento de energia elétrica em hospitais enfrenta diversos desafios que podem comprometer a continuidade dos serviços prestados, especialmente em função de falhas em transformadores, sistemas de backup inadequados e infraestrutura elétrica obsoleta. A literatura revisada indica que problemas nos transformadores de potência podem provocar interrupções no fornecimento de energia, impactando diretamente o funcionamento de equipamentos médicos essenciais, como respiradores e monitores cardíacos, e colocando em risco a vida dos pacientes, além de comprometer a eficácia dos tratamentos (SOUSA et al., 2022).
Além disso, a ausência de sistemas de backup eficientes, como geradores de energia, pode intensificar os impactos de falhas elétricas, comprometendo a capacidade do hospital de manter operações críticas durante quedas de energia. Somado a isso, a infraestrutura elétrica antiga representa um desafio significativo, pois hospitais situados em edifícios com sistemas desatualizados enfrentam dificuldades para suprir as crescentes demandas energéticas e atender às normas de segurança. Nesse contexto, a modernização desses sistemas exige investimentos consideráveis e planejamento cuidadoso, de modo a garantir que as operações hospitalares não sejam interrompidas (VICHOVA et al., 2022).
Outro desafio relevante é a escassez de transformadores de alta tensão no mercado, o que dificulta a reposição rápida de equipamentos e coloca em risco a continuidade do fornecimento de energia, sobretudo diante de falhas inesperadas nos transformadores existentes (SOUSA et al., 2022). A literatura também enfatiza a importância de realizar manutenções preventivas regulares nos transformadores e em toda a infraestrutura elétrica, uma vez que a falta de manutenção adequada aumenta a probabilidade de falhas, reduz a vida útil dos equipamentos e eleva tanto os custos operacionais quanto os riscos associados à operação hospitalar (SOUSA et al., 2022).
Além disso, a capacitação da equipe técnica é fundamental para garantir a identificação precoce de problemas e a adoção de soluções eficazes. Profissionais bem- preparados conseguem realizar diagnósticos precisos e implementar medidas corretivas antes que falhas críticas se manifestem. Somada a isso, a utilização de tecnologias de monitoramento remoto se apresenta como uma estratégia eficiente para mitigar riscos, uma vez que sistemas em tempo real possibilitam a detecção imediata de anomalias, favorecendo intervenções rápidas e a minimização de impactos operacionais (NABEYAMA, et al., 2024).
No âmbito da regulamentação, a conformidade com normas técnicas específicas para ambientes hospitalares revela-se indispensável. A observância rigorosa dessas diretrizes, estabelecidas por órgãos reguladores nacionais e internacionais, assegura padrões elevados de segurança elétrica e contribui para a mitigação de riscos associados a falhas no fornecimento de energia. Além de proteger os pacientes, esse cumprimento normativo também garante condições adequadas de trabalho aos profissionais de saúde, evitando acidentes e preservando a integridade das atividades hospitalares. Dessa forma, a regulamentação atua como um pilar essencial na gestão da infraestrutura elétrica em instituições de saúde (SILVA b, 2024).
De forma geral, os riscos e desafios relacionados ao fornecimento de energia em hospitais exigem uma postura proativa por parte das instituições. Essa abordagem envolve não apenas a modernização contínua da infraestrutura elétrica, mas também a incorporação de sistemas de backup confiáveis, capazes de garantir a continuidade dos serviços em situações emergenciais (SILVAb, 2024). Outro aspecto central é a capacitação permanente das equipes técnicas, fator que assegura maior eficiência no diagnóstico e na resolução de falhas. A adoção de tecnologias de monitoramento remoto complementa essas medidas, resultando em maior confiabilidade no fornecimento energético e, consequentemente, na segurança dos serviços de saúde oferecidos à população.
Quadro 2: Sintetiza os estudos que evidenciam os principais riscos e desafios no fornecimento de energia elétrica em hospitais.

Fonte: autores (2025)
4.3. Tendências e Inovações Tecnológicas
O setor hospitalar tem vivenciado avanços expressivos na incorporação de tecnologias inovadoras voltadas à gestão energética e à garantia da confiabilidade no fornecimento de energia elétrica. A literatura aponta tendências emergentes que vêm transformando a operação de transformadores de potência em ambientes hospitalares (ZEMOUR, 2025). Entre essas inovações, destaca-se a utilização de transformadores equipados com sensores inteligentes e sistemas de automação, os quais possibilitam a coleta e análise de dados em tempo real, permitindo a identificação precoce de falhas e a otimização do consumo energético. Adicionalmente, a integração desses sistemas com plataformas de gestão hospitalar favorece uma abordagem holística na administração dos recursos energéticos, promovendo maior eficiência operacional e segurança na prestação dos serviços de saúde (RODRIGUES FILHO, KOGA, & PINHEIRO 2023).
Além disso, a aplicação de inteligência artificial e aprendizado de máquina tem se mostrado promissora na previsão de falhas e na implementação de estratégias de manutenção preditiva, permitindo antecipar problemas antes que ocorram, reduzir custos e aumentar a confiabilidade dos sistemas elétricos. Paralelamente, observa-se uma crescente adoção de fontes de energia renovável, como sistemas fotovoltaicos, cuja integração com transformadores de potência possibilita a geração de energia limpa e a diminuição da dependência da rede elétrica, contribuindo diretamente para a sustentabilidade ambiental (DUAIK et al., 2023).
Outra tendência relevante é a implementação de sistemas de backup baseados em tecnologias avançadas, como baterias de íon de lítio, que oferecem alta eficiência, longa vida útil e tempos de resposta rápidos, assegurando a continuidade das operações críticas mesmo diante de falhas no fornecimento de energia. Esse avanço se complementa com a digitalização dos processos de gestão energética, por meio de plataformas em nuvem que permitem monitoramento remoto e análise de dados históricos, facilitando decisões mais informadas e a implementação de estratégias de eficiência energética de maneira integrada (GUVEN, 2021).
Adicionalmente, a colaboração entre hospitais e fornecedores de tecnologia tem se mostrado fundamental para o desenvolvimento de soluções personalizadas, adaptadas às necessidades específicas de cada instituição. Essas parcerias estratégicas viabilizam a criação de sistemas integrados, que não apenas melhoram a eficiência operacional, mas também reforçam a segurança elétrica, consolidando uma abordagem holística na gestão de energia hospitalar.
Quadro 3: Sintetiza os estudos que destacam tendências e inovações tecnológicas aplicadas à gestão energética e à operação de transformadores de potência em hospitais.

Fonte: autores (2025)
4.4. Auditoria Energética Hospitalar com Foco em Transformadores
A auditoria energética hospitalar aplicada a transformadores de potência tem como objetivo principal avaliar o consumo de energia, identificar perdas elétricas e mapear riscos de falhas em hospitais de médio e grande porte. Essa prática possibilita compreender de forma aprofundada o desempenho da infraestrutura elétrica, fornecendo subsídios técnicos para otimizar a eficiência operacional e assegurar a confiabilidade do fornecimento energético (HWANG, 2019).
No que se refere à metodologia, a auditoria é conduzida em conformidade com os níveis estabelecidos pela ASHRAE (American Society of Heating, Refrigerating and Air- Conditioning Engineers), entidade internacional de referência que padroniza práticas e metodologias para avaliação de eficiência energética em edificações. A ASHRAE propõe três níveis de auditoria: o Nível 1 (Walk-through), de caráter preliminar, que busca identificar oportunidades de baixo custo; o Nível 2 (Energy Survey and Analysis), que aprofunda a coleta de dados e envolve análises quantitativas de consumo e desempenho dos sistemas; e o Nível 3 (Detailed Analysis of Capital-Intensive Modifications), voltado a estudos detalhados de viabilidade técnica e financeira de intervenções mais complexas (LONG et al., 2021).
Neste estudo, adota-se a auditoria em Nível 2, considerada adequada para hospitais, pois permite avaliar de forma detalhada o desempenho energético dos transformadores, realizar medições instrumentais, analisar cargas críticas e simular cenários de eficiência. Esse processo possibilita identificar pontos de vulnerabilidade e potenciais de melhoria com maior precisão. A integração entre ferramentas de diagnóstico e análises quantitativas garante a caracterização robusta do consumo energético e o levantamento consistente das perdas técnicas, fornecendo dados essenciais para orientar ações de retrofit e modernização da infraestrutura elétrica hospitalar.
Os resultados da auditoria envolvem a elaboração de relatórios técnicos contendo recomendações específicas, tais como o retrofit de subestações, a modernização de sistemas elétricos e a adoção de tecnologias de monitoramento contínuo. Além disso, a análise permite estimar o potencial de economia de energia decorrente da substituição de transformadores obsoletos por equipamentos mais eficientes, favorecendo não apenas a redução de custos, mas também a mitigação de riscos associados a falhas elétricas (RENEDO et al., 2018).
Como forma de exemplificação, o quadro 4 apresenta uma simulação de distribuição do consumo de energia e das perdas identificadas em três hospitais de médio e grande porte submetidos a auditoria energética:
Quadro 4 – Exemplo de distribuição de consumo e perdas em transformadores hospitalares.

Fonte: elaboração própria a partir de simulações (2025).
Os dados ilustram que a aplicação da auditoria energética permite identificar perdas significativas nos transformadores, assim como estimar ganhos expressivos de eficiência. No exemplo, hospitais de grande porte apresentaram maior potencial de economia, reforçando a importância de estratégias de modernização e retrofit em unidades hospitalares de maior demanda energética. Dessa forma, a auditoria energética hospitalar com foco em transformadores se consolida como um instrumento estratégico de gestão, capaz de alinhar
eficiência energética, segurança hospitalar e sustentabilidade, elementos indispensáveis para a manutenção da qualidade nos serviços de saúde.
4.5. Avaliação do Desempenho da Plataforma de Auditoria Energética Hospitalar
A implementação da Plataforma de Auditoria Energética Hospitalar demonstrou potencial significativo para otimizar a gestão de energia em hospitais de médio e grande porte, com foco no monitoramento de transformadores de potência. Os resultados obtidos indicam um aumento da confiabilidade do fornecimento de energia, contribuindo para a segurança operacional em setores críticos, como UTI, centro cirúrgico e pronto-socorro, garantindo a continuidade dos serviços médicos (SANTOS et al., 2023).
Em termos de eficiência energética, a plataforma possibilitou a redução de perdas técnicas estimadas entre 3% e 5%, resultando em uma economia potencial de até 25.000 kWh/mês em hospitais de grande porte. Esses dados evidenciam impactos positivos tanto econômicos quanto ambientais, reforçando a sustentabilidade como um dos benefícios estratégicos da adoção de tecnologias de monitoramento contínuo (KUMAR & SHARMA, 2022).
O módulo de aquisição e análise permitiu a identificação de padrões de consumo, cargas críticas e desvios de eficiência, possibilitando intervenções direcionadas, como o retrofit de transformadores antigos e a implementação de sistemas de redundância energética. A integração de sensores inteligentes, coleta contínua de dados e análise por softwares especializados oferece informações precisas que fortalecem a tomada de decisão gerencial e a manutenção preventiva, aumentando a confiabilidade do sistema elétrico hospitalar (ZHANG et al., 2021).
Além dos benefícios econômicos e operacionais, a plataforma contribui para a segurança institucional. A detecção precoce de falhas, sobrecargas ou desvios de desempenho minimiza riscos de interrupção nos serviços hospitalares, protegendo pacientes e profissionais de saúde. Dessa forma, a aplicação de metodologias de monitoramento detalhadas, alinhadas às normas ASHRAE Nível 2, representa um avanço estratégico para a gestão energética, proporcionando benefícios técnicos, econômicos e de segurança para as instituições de saúde (ALMEIDA et al., 2022).
5. CONCLUSÃO
Os transformadores de potência são um pilar fundamental e não negociável para a segurança do paciente e a qualidade dos serviços de saúde. A gestão eficiente dos transformadores de potência exige uma abordagem integrada que abrange o ciclo de vida completo do equipamento, desde a especificação até a manutenção.
Esses equipamentos possuem um papel crítico na Infraestrutura e são cruciais para a conversão e distribuição segura e eficiente da energia elétrica, sendo vitais para o funcionamento contínuo de equipamentos médicos sensíveis e sistemas de suporte à vida em áreas críticas como UTIs e centros cirúrgicos. Falhas nesse sistema podem resultar em consequências drásticas para os pacientes. A implementação de manutenção preventiva e preditiva é essencial para prolongar a vida útil dos transformadores e reduzir a probabilidade de falhas inesperadas. A capacitação contínua da equipe técnica é indispensável para a rápida identificação e resolução de problemas, minimizando riscos operacionais.
A adoção de transformadores com sensores inteligentes e sistemas de automação representa uma tendência promissora. Essas tecnologias permitem o monitoramento em tempo real e a análise de dados, facilitando a detecção precoce de anomalias e a tomada de decisões informadas, otimizando a eficiência energética.
Com base na pesquisa realizada, se observa a necessidade de sistemas de energia de emergência ininterrupta (Nobreaks) para áreas classificadas como críticas (Classe 0,5), pois o tempo de partida de grupos motor-geradores (1 a 5 minutos) é inaceitável para equipamentos que exigem realimentação em menos de 0,5 segundos (ABNT NBR 13434). Em suma, a gestão proativa da infraestrutura de transformação de potência, aliada ao investimento em tecnologia moderna e conformidade regulatória, não é apenas uma medida de eficiência econômica e sustentável, mas uma exigência ética e legal, como a NBR 13534, IEC 60601, IEC 60364-7-710, para assegurar a continuidade e a qualidade dos serviços de saúde oferecidos aos pacientes.
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1 Discente do Curso Superior de Engenharia Elétrica da Universidade Nilton Lins e-mail: 21002235@uniniltonlins.edu.br
2 Docente do Curso Superior de de Engenharia Elétrica da Universidade Nilton Lins. Mestre em em BIG DATA e Business Intelligence (Escola de Negócios Europeia de Barcelona-Espanha). e-mail: ernanijesus@hotmail.com
