O PAPEL DO HIPOCLORITO DE SÓDIO E DE NOVAS ESTRATÉGIAS MULTIMODAIS NA ERRADICAÇÃO DE BIOFILMES FÚNGICOS ENDODÔNTICOS

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ni10202510312015


João Victor Fernandes Patero1
Raphaela Stabile1
Yasmin Oliveira Martinelli1
Kleber Borgo Kill2


RESUMO

Infecções endodônticas são desafiadoras devido à resistência de biofilmes microbianos, incluindo fungos do gênero Candida. O hipoclorito de sódio (NaOCl) é o irrigante padrão, mas apresenta citotoxicidade e eficácia limitada contra biofilmes fúngicos, especialmente de C. albicans, que apresentam matriz extracelular e alta resistência. Soluções irrigadoras como NaOCl, clorexidina e o ácido etilenodiaminotetracético combinam ação química e mecânica para desinfecção, remoção de detritos e dissolução de tecidos. Estratégias como aquecimento e ativação ultrassônica melhoram a penetração e eficácia do NaOCl. O objetivo deste trabalho é revisar a literatura para identificar estratégias que potencializem a ação do NaOCL sobre biofilmes fúngicos, além de apresentar soluções alternativas a este propósito, visando aprimorar sua eficácia e segurança no tratamento endodôntico. Trata-se de uma revisão integrativa com busca na PubMed (“Sodium hypochlorite” AND “irrigation” AND “Fungal biofilm”), considerando publicações de 2015 a 2025 em inglês, português e espanhol. Foram incluídos estudos originais sobre o efeito do NaOCl em biofilmes fúngicos. Após triagem de 149 artigos, 19 foram selecionados. Os resultados demonstram que NaOCl permanece como irrigante padrão na endodontia, mas sua eficácia pode ser ampliada por estratégias de ativação e associação química. Técnicas como aquecimento controlado, irrigação ultrassônica passiva, ativação por laser e uso de sistemas autoajustáveis aumentam a penetração e remoção de biofilmes. A combinação com enzimas hidrolases, soluções hiperosmóticas e agentes quelantes mostrou-se promissora, equilibrando ação antimicrobiana e biocompatibilidade. Apesar dos avanços laboratoriais, ainda são necessários estudos clínicos padronizados que validem essas abordagens multimodais para uso seguro e eficaz na prática endodôntica.

Palavras-Chave: Hipoclorito de sódio, Cândida albicans, Biofilme dentário.

1 INTRODUÇÃO

As infecções endodônticas persistem como um desafio significativo na prática odontológica, estando frequentemente associadas à presença de biofilmes microbianos organizados no sistema de canais radiculares. Tradicionalmente, a literatura tem enfatizado o papel predominante das bactérias na etiologia das lesões periapicais. Contudo, nas últimas décadas, evidências crescentes têm demonstrado que microrganismos fúngicos, especialmente do gênero Candida, podem colonizar e formar biofilmes resistentes no interior dos canais radiculares, contribuindo para o insucesso terapêutico e para a cronificação das infecções (ROCHA; MARTINS; CARVALHO, 2018).

Estudos apontam que fungos podem estar presentes em canais radiculares infectados em proporções que variam de 1% a 20%. Embora menos comuns que as bactérias, esses microrganismos apresentam grande capacidade de adaptação, o que lhes permite sobreviver e contribuir para a persistência das lesões periapicais. Entre suas estratégias, destacam-se a adesão às superfícies dentinárias, a produção de enzimas hidrolíticas, a transição morfológica entre blastosporos, pseudohifas e hifas verdadeiras, além da formação de biofilmes organizados. Por essa razão, sua presença deve ser considerada especialmente em casos de periodontite apical persistente, sendo fundamental que o tratamento endodôntico envolva irrigantes e medicações auxiliares com potencial antifúngico, a fim de favorecer a completa desinfecção do sistema de canais radiculares. (LINZ; LIMA; TRAVASSOS, 2010).

Segundo Parma e Gonçalves (2025), na endodontia, diferentes substâncias têm sido utilizadas como soluções irrigantes, destacando-se o hipoclorito de sódio (NaOCl), a clorexidina (CHX) e o ácido etilenodiaminotetracético (EDTA), que figuram entre as mais consolidadas na prática clínica. Dentre essas, o NaOCl se mantém como padrão-ouro, pois alia ampla ação antimicrobiana — eficaz contra bactérias, fungos e vírus — à capacidade de dissolver tecidos orgânicos e remover detritos do sistema de canais radiculares.

Apesar de sua reconhecida efetividade, o NaOCl apresenta limitações relacionadas ao odor intenso e ao potencial de irritação em contato com tecidos moles. Suas concentrações variam de 0,5% a 6,15%. Destaca-se que, soluções de NaOCl com concentração próxima a 5%, demonstram maior impacto na desproteinização da dentina e na inibição das metaloproteinases da matriz, o que justifica a importância de um uso criterioso e controlado dessa substância, durante o preparo dos canais radiculares. (PARMA; GONÇALVES, 2025).

Embora o NaOCl seja rotineiramente utilizado como irrigante endodôntico, sua eficácia é limitada frente à complexidade dos biofilmes fúngicos. A matriz extracelular densa e a resistência celular dificultam a penetração e eliminação completa dos microrganismos. Biofilmes formam comunidades aderidas que protegem os microrganismos, exigindo que o agente antimicrobiano consiga romper a matriz ou que intervenções mecânicas complementares sejam aplicadas. Embora a instrumentação manual ou mecanizada ajude a remover biofilmes das paredes do canal, ainda é insuficiente para eliminar completamente os microrganismos presentes nas áreas anatômicas mais complexas (WONG et al., 2021).

Além disso, segundo Lima et al. (2024), alguns aspectos relacionados à sua composição química podem representar riscos clínicos. Por ser uma solução de caráter fortemente alcalino (pH entre 10,8 e 12,9) e hipertônica, o NaOCl pode desencadear reações adversas, como processos alérgicos, irritação dos tecidos moles e necrose tecidual em casos de extravasamento acidental, principalmente em soluções a partir de 2,5%, que possuem maior toxicidade e não necessariamente garantem a completa erradicação de microrganismos resistentes.

Nesse sentido, diversos estudos recentes têm explorado alternativas e abordagens complementares ao uso isolado do NaOCl, incluindo a associação com agentes quelantes, a utilização de técnicas de ativação mecânica e ultrassônica, a fotodinâmica e a combinação com substâncias antifúngicas específicas. Tais estratégias visam não apenas ampliar a eficácia antimicrobiana do irrigante, mas também superar as barreiras estruturais do biofilme, reduzir a persistência da infecção e minimizar os efeitos adversos sobre os tecidos periapicais. A adoção de abordagens multimodais evidencia a necessidade de considerar múltiplos fatores – tempo de contato, modo de aplicação, ativação do irrigante e sinergias químicas – para garantir uma atuação mais eficaz contra microrganismos complexos e resilientes.

Diante desse cenário, objetiva-se aprofundar a compreensão dos mecanismos de resistência presentes nos biofilmes fúngicos, identificando os fatores que favorecem a sua persistência e investigar estratégias capazes de potencializar a ação do NaOCl, com o objetivo de aprimorar os protocolos clínicos e otimizar os desfechos terapêuticos sem que aumente seus efeitos colaterais, assim como apresentar soluções alternativas ao NaOCl no combate às infecções fúngicas. Essa síntese crítica assume especial relevância no contexto endodôntico, no qual a persistência de microrganismos resistentes compromete o sucesso terapêutico, reforçando a necessidade de protocolos mais eficazes, seguros e cientificamente embasados, capazes de elevar o padrão de tratamento e reduzir os riscos de falha clínica.

2 REFERENCIAL TEÓRICO

2.1 Infecções endodônticas e a formação de biofilmes

Conforme Wong et al. (2021), o termo microbiota refere-se ao conjunto de microrganismos que se desenvolvem em um ecossistema específico. No caso da cavidade oral, trata-se de um dos ambientes mais complexos e diversificados do corpo humano, predominantemente colonizado por bactérias, embora também possam ser identificados representantes dos domínios Archaea, fungos, vírus e protozoários. Quando ocorre cárie ou trauma dentário, as condições ecológicas do canal radicular se modificam, favorecendo a seleção de determinadas espécies oriundas da microbiota oral. Dessa forma, a microbiota endodôntica resulta de uma reorganização da comunidade oral, moldada pelo microambiente particular dos canais radiculares infectados.

Em condições fisiológicas, a polpa dentária mantém-se íntegra e funcional devido à proteção proporcionada pelos tecidos mineralizados que a envolvem — esmalte, dentina e cemento — os quais atuam como barreiras naturais contra a penetração de agentes externos. A instalação de uma infecção pulpar ocorre apenas quando há a ruptura dessas estruturas protetoras, criando um ambiente propício à invasão de microrganismos e à difusão de seus subprodutos em um tecido que, em sua origem, é totalmente estéril. A cárie dentária constitui a principal porta de entrada para tais microrganismos, mas não é a única. Situações como fraturas coronárias, traumatismos dentários, doença periodontal, exposição dos túbulos dentinários e até mesmo falhas iatrogênicas durante procedimentos clínicos podem igualmente favorecer à contaminação do sistema de canais radiculares.  (WONG et al., 2021).

Uma vez no interior da polpa, os microrganismos passam a colonizar progressivamente o espaço radicular, formando comunidades organizadas e metabolicamente ativas. À medida que seus metabólitos e subprodutos se disseminam pelos forames principais e acessórios, alcançando os tecidos perirradiculares, iniciam-se complexas respostas inflamatórias de defesa. Nesse processo, ocorre intensa mobilização de células do sistema imune, como neutrófilos, macrófagos e mastócitos, que atuam na tentativa de conter e eliminar o agente infeccioso. Entretanto, as enzimas e mediadores liberados por essas células — especialmente as substâncias proteolíticas — acabam também contribuindo para a destruição dos tecidos moles e duros adjacentes (WONG et al., 2021).

Didaticamente, Wong et al. (2021) afirmam que as infecções endodônticas podem ser classificadas em primárias, secundárias e persistentes, de acordo com a origem e o momento de colonização dos microrganismos. As infecções primárias ocorrem quando microrganismos invadem a polpa dentária e colonizam os tecidos necróticos, iniciando o processo infeccioso. As infecções secundárias surgem após a intervenção do cirurgião dentista no canal radicular, devido à introdução de microrganismos por falhas técnicas ou infiltrações em restaurações defeituosas. Já as infecções persistentes resultam da sobrevivência de microrganismos de infecções anteriores, mesmo após o preparo químico-mecânico e obturação do sistema de canais radiculares, mantendo o processo infeccioso e representando um desafio clínico, podendo culminar no insucesso do tratamento endodôntico.

No âmbito clínico, os biofilmes constituem a principal forma de organização e crescimento dos microrganismos, achando-se intimamente relacionados tanto ao estabelecimento quanto à persistência de inúmeras infecções. Sua importância é particularmente destacada em patologias humanas, uma vez que esses consórcios microbianos estão associados a uma ampla variedade de processos infecciosos de difícil resolução. Os biofilmes conferem aos microrganismos maior resistência frente à ação de agentes antimicrobianos e mecanismos de defesa do hospedeiro, o que contribui para a manutenção de estados infecciosos crônicos. Além das bactérias, diversos fungos de relevância clínica também apresentam capacidade de formar biofilmes, como Candida spp., Aspergillus spp., Cryptococcus spp., Trichosporon spp., Coccidioides spp. e Pneumocystis spp., os quais podem atuar de maneira significativa na perpetuação da infecção, dificultando sua erradicação e tornando o tratamento mais complexo e prolongado (FANNING; MITCHELL, 2012).

2.2 Características dos biofilmes fúngicos em canais radiculares

Conforme Fanning e Mitchell (2012), biofilmes podem ser descritos como comunidades microbianas altamente organizadas, aderidas a superfícies e envoltas por uma matriz extracelular (MEC). Essa estrutura confere aos microrganismos características fenotípicas distintas em relação às células planctônicas, tornando-os mais resistentes e adaptados ao ambiente em que se desenvolvem.

Os biofilmes de Candida albicans são formados principalmente por células em forma de levedura e hifas, ambas essenciais para a estrutura e estabilidade da comunidade microbiana. A formação ocorre de maneira sequencial: inicialmente, as células aderem a um substrato, que pode ser uma superfície abiótica ou mucosa; em seguida, ocorre a proliferação das leveduras sobre a superfície e a indução da diferenciação em hifas. Com o amadurecimento do biofilme, a MEC se acumula, conferindo coesão e resistência à comunidade. Esses biofilmes podem se estabelecer em múltiplos tipos de superfícies, incluindo tecidos do hospedeiro e materiais inertes, como próteses dentárias. Outras espécies do gênero, como C. tropicalis, C. parapsilosis e C. glabrata, também formam biofilmes contendo matriz extracelular, mas não desenvolvem hifas verdadeiras, o que altera a arquitetura e pode influenciar a resistência desses biofilmes a tratamentos antimicrobianos (FANNING; MITCHELL, 2012).

2.3 Soluções irrigantes utilizadas na endodontia

Segundo Lima et al. (2022), no tratamento endodôntico, as soluções irrigadoras exercem funções essenciais, incluindo a dissolução de tecidos orgânicos e a eliminação de microrganismos como vírus, bactérias e fungos, além da desinfecção do sistema de canais radiculares. Além de suas propriedades químicas, essas soluções devem atuar de maneira física eficiente, promovendo circulação hidráulica adequada, removendo microrganismos e auxiliando na eliminação da lama dentinária (smear layer), uma camada amorfa composta por resíduos do preparo mecânico, fragmentos de dentina e resíduos de soluções irrigadoras.

Quando associadas aos diferentes tipos de instrumentação, seja manual, rotatória ou reciprocante, as soluções irrigadoras integram o chamado preparo químico-mecânico, etapa essencial do tratamento endodôntico. Nesse processo, os instrumentos endodônticos atuam na formatação e limpeza mecânica dos canais radiculares, removendo tecidos necróticos e facilitando a ação dos irrigantes sobre os microrganismos.

Paralelamente, os procedimentos envolvidos no processo de irrigação dos canais radiculares desempenham um papel complementar e indispensável, permitindo que o agente químico alcance regiões anatômicas de difícil acesso, como istmos, ramificações e irregularidades da parede dentinária. Dessa forma, há uma sinergia entre a ação mecânica e química, assegurando uma descontaminação mais eficiente e a eliminação de detritos e resíduos que, de outra maneira, permaneceriam aderidos às paredes do canal radicular. (LIMA et al, 2022)

Para que exerça sua função de forma eficaz, a solução irrigadora deve reunir um conjunto de propriedades físico-químicas e biológicas adequadas. Entre elas, destacam-se o alto potencial antimicrobiano, essencial para a eliminação de microrganismos remanescentes; o efeito lubrificante, que facilita a ação dos instrumentos durante o preparo dos canais e a capacidade quelante. Além disso, uma baixa tensão superficial é fundamental para que a solução penetre com maior eficiência em áreas de difícil acesso, garantindo uma irrigação mais abrangente. Contudo, a biocompatibilidade permanece como um dos requisitos mais importantes, pois a solução deve atuar de maneira segura, sem provocar irritação, inflamação ou toxicidade aos tecidos periapicais adjacentes, preservando assim a integridade das estruturas envolvidas no tratamento endodôntico. (LIMA et al, 2022).

Mesquita et al., (2023) e Ghivari et al., (2017). destacam que, na endodontia, diversas soluções irrigadoras são amplamente empregadas com o propósito de promover a limpeza, desinfecção e preparo adequado do sistema de canais radiculares. Algumas soluções irrigadoras como o NaOCl, o EDTA, Octenidina e a CHX foram avaliadas. Entre essas substâncias, sobressaem-se o NaOCl, o EDTA e a CHX, considerados os mais utilizados devido à sua comprovada eficácia na eliminação de microrganismos, remoção de detritos e auxílio na dissolução tecidual. Cada uma dessas soluções apresenta características próprias que, quando utilizadas de forma adequada e complementar, contribuem significativamente para o sucesso do tratamento endodôntico.

A CHX apresenta características diferenciadas que a tornam uma alternativa eficaz ao NaOCl. Possui baixo potencial tóxico, amplo espectro antimicrobiano, eficácia contra Enterococcus faecalis e Candida albicans, além de apresentar substantividade — efeito antibacteriano prolongado — e odor e sabor aceitáveis. Suas concentrações na prática endodôntica variam de 0,2% a 2%, e a formulação em gel tem se destacado por ser biocompatível, solúvel em água e utilizável como medicação intracanal associada a hidróxido de cálcio. O gel de CHX também contribui para a lubrificação dos canais, facilitando a remoção mecânica de tecidos pulpares e dasmear layer (MESQUITA et al., 2023).

O EDTA é um agente quelante comumente empregado na etapa final da irrigação endodôntica, atuando principalmente na remoção da fração inorgânica da smear layer. Possui pH próximo ao neutro e interage com os íons cálcio da dentina, promovendo a formação de complexos solúveis. Entretanto, quando extravasado para os tecidos periapicais, pode desencadear reações inflamatórias, induzir apoptose celular, necrose tecidual e apresentar efeitos citotóxicos (MESQUITA et al., 2023).

A solução de NaOCl, por sua vez, é amplamente reconhecida por sua forte atividade antimicrobiana, abrangendo bactérias, fungos e vírus, além de sua capacidade de dissolver tanto tecidos vitais quanto necróticos. Apesar de sua eficácia, apresenta odor característico e pode causar irritação quando em contato com pele e mucosas, exigindo cautela no manuseio. Suas concentrações variam de 0,5% a 6,15%, caracterizando-se como uma solução altamente alcalina. Em torno de 5%, o NaOCl apresenta efeito mais acentuado na desproteinização da dentina, além de interferir na atividade de metaloproteinases da matriz presentes na dentina radicular (MESQUITA et al., 2023).

Além das soluções irrigadoras mais tradicionais, os compostos de iodo, que constam dentre os desinfetantes mais antigos, ainda são empregados na prática clínica. O iodo apresenta ação ampla e eficaz, exibindo propriedades bactericida, fungicida, tuberculicida, virucida e esporicida, o que o torna útil no controle de diferentes tipos de microrganismos presentes nos canais radiculares. Sua atuação se dá por meio da penetração rápida nos microrganismos, promovendo a destruição celular ao atacar proteínas, nucleotídeos e outros componentes essenciais à sobrevivência das células microbianas. Entre os exemplos mais conhecidos desse grupo de irrigantes, destaca-se o iodo-iodeto de potássio(MESQUITA et al., 2023).

2.4 Atividade antifúngica do hipoclorito de sódio

No que se refere à atividade antifúngica, diversos estudos têm evidenciado a superioridade do NaOCl quando comparado a outras soluções irrigadoras. Em avaliações realizadas frente à Candida albicans nos períodos de 24, 48 e 72 horas, observou-se que o NaOCl apresentou as maiores zonas de inibição em todos os intervalos analisados, demonstrando desempenho consistentemente superior aos demais agentes supracitados. (PARMA; GONCALVES, 2025).

Segundo Costa, Sardeiro e Reis (2024), embora o NaOCl seja amplamente reconhecido como o irrigante mais eficaz na endodontia, ele apresenta algumas limitações que devem ser cuidadosamente consideradas durante sua utilização. Entre essas limitações, destaca-se a incapacidade de dissolver partículas inorgânicas e de remover completamente a smear layer formada ao longo da instrumentação dos canais radiculares. Além disso, o NaOCl apresenta um elevado potencial de toxicidade, o que pode ocasionar lesões ou irritações nos tecidos perirradiculares, caso ocorra extravasamento ou uso inadequado, exigindo atenção rigorosa na dosagem, concentração e técnica de irrigação empregada.

Apesar dessas restrições, a eficiência antimicrobiana do NaOCl é essencial para o sucesso da terapia endodôntica, uma vez que a descontaminação dos canais previne a progressão ou recorrência de infecções periapicais. Considerado o padrãoouro entre os irrigantes, o NaOCl combina propriedades bactericidas e fungicidas, capacidade de dissolver tecidos orgânicos e efeito clareador. Em concentrações que variam de 0,5% a 5,25%, sua baixa tensão superficial favorece a penetração nos canais radiculares e suas ramificações, aumentando a eficácia do tratamento endodôntico (COSTA; SARDEIRO; REIS, 2024).

2.5 Estratégias para potencialização do hipoclorito de sódio

Para otimizar a ação do NaOCl, recomenda-se a renovação constante da solução irrigadora e injeção de forma segura ao longo do canal radicular, além da associação a técnicas mecânicas. Embora não elimine a smear layer e não atue sobre componentes inorgânicos, seu amplo espectro antimicrobiano, inclusive contra microrganismos resistentes, reforça sua indispensabilidade na endodontia, garantindo maior previsibilidade e segurança nos procedimentos clínicos (COSTA; SARDEIRO; REIS FILHO, 2024).

No entanto, sua ação pode ser limitada pela tensão superficial e dificuldade de penetração nas áreas mais complexas e abrigadas do sistema de canais. O aquecimento do NaOCl é uma estratégia que visa potencializar seu efeito, tornandoo mais fluido, reativo e eficiente contra biofilmes, inclusive os biofilmes fúngicos, como os formados por C. albicans, que são mais resistentes à limpeza convencional (COSTA; SARDEIRO; REIS FILHO, 2024).

Estudos sobre o efeito do aquecimento do NaOCl apresentam resultados variados. Enquanto uma pesquisa relatou que elevar a temperatura da solução para 37 °C não impactou significativamente a viabilidade bacteriana em biofilmes, outra evidenciou que uma solução a 1% aquecida a 45 °C foi tão eficaz na dissolução de tecidos pulpares quanto uma solução de 5,25% à temperatura ambiente (20 °C), além de apresentar notável atividade antibacteriana contra biofilmes (YARED; RAMLI, 2020; BARAKAT et al., 2024).

O aquecimento intracanal do NaOCl surge, portanto, como uma estratégia promissora para potencializar a irrigação dos canais radiculares, funcionando como um complemento aos métodos convencionais de ativação da solução, como a agitação sônica ou ultrassônica. Essa abordagem combina os efeitos da agitação da solução com seu aquecimento, o que parece resultar em um aumento significativo na redução da carga bacteriana em canais radiculares infectados. Dessa forma, o aquecimento intracanal contribui para melhorar a eficácia do tratamento endodôntico, promovendo uma limpeza mais profunda e eficiente das estruturas internas do dente (YARED; RAMLI, 2020; BARAKAT et al., 2024).

Além disso, diversas pesquisas apontam que a irrigação ultrassônica passiva (PUI) tem papel importante na otimização da ação dos irrigantes durante o tratamento endodôntico. Essa técnica utiliza ondas ultrassônicas para gerar microcorrentes e fenômenos de cavitação, que desorganizam resíduos aderidos às paredes dentinárias e intensificam a circulação do líquido irrigador, tornando o processo de limpeza mais eficaz (MERÇON et al., 2023).

Outro fator associado se dá no uso de irrigação coronal ativada por laser (CLAI), que atua convertendo a energia em temperatura, gerando bolhas de água com altas temperaturas, gerando ondas de choque e cavitações que auxiliam na ativação dos irrigantes durante sua preparação química, incluindo o NaOCL (UEMATSU et al., 2023, CAI et al., 2023).

Entre outras propostas inovadoras, destaca-se o uso de enzimas hidrolases e soluções hiperosmóticas. O estudo contou com 42 primeiros molares divididos em 7 grupos, sendo o grupo A: controle (solução salina estéril), grupo B: 2,25% NaOCl, grupo C: 1% NaOCl, grupo D: HS, grupo E: 100 U/mL HEM + 1% NaOCl, grupo F: 100 U/mL HEM + HS, ou grupo G: 100 U/mL HEM, buscando verificar como estas enzimas atuam de forma complementar na desorganização da matriz extracelular microbiana e na potencialização da limpeza do sistema de canais radiculares. (VELÁZQUEZ-MORENO et al., 2025).

Em adição, o Self-Adjusting File (SAF) tem se destacado como uma inovação tecnológica no campo da endodontia. Trata-se de um dispositivo que aciona um instrumento endodôntico autoajustável, desenvolvido para adaptar-se às paredes do canal radicular. Sua principal vantagem reside na capacidade de realizar, de forma simultânea, o preparo mecânico e a irrigação contínua do canal, o que potencializa a remoção de detritos, biofilmes e resíduos de dentina, além de favorecer uma desinfecção mais eficaz. Dessa forma, o SAF tem sido amplamente investigado em estudos recentes por seu potencial em aprimorar a eficiência e a segurança dos protocolos endodônticos (AYDIN et al., 2025).

3 METODOLOGIA

Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, com o objetivo de reunir, analisar e sintetizar evidências científicas acerca da ação do NaOCL sódio preparo químico-mecânico e estratégias adjuvantes, sobre biofilmes fúngicos presentes em canais radiculares infectados.

Para tanto, a busca bibliográfica foi conduzida exclusivamente na base de dados PubMed, utilizando uma combinação de descritores controlados e operadores booleanos: “Sodium hypochlorite” AND “irrigation” AND “Fungal biofilm”.

Foram aplicados filtros, considerando apenas publicações entre janeiro de 2015 e agosto de 2025, nos idiomas inglês, português e espanhol. Os critérios de inclusão contemplaram estudos originais que investigassem a ação do NaOCl sobre biofilmes fúngicos em canais radiculares infectados, garantindo foco direto no tema central da revisão. Foram excluídos relatos de caso, editoriais, cartas ao editor, resumos de eventos científicos e publicações que analisassem exclusivamente biofilmes bacterianos, sem consideração do componente fúngico.

A pesquisa foi realizada no mês de agosto de 2025, resultando inicialmente em 149 artigos. Após a triagem dos títulos, realizada em concordância por dois revisores independentes, foram excluídos 106 artigos por não atenderem aos critérios de elegibilidade. A análise dos resumos dos 43 artigos remanescentes levou à exclusão de mais 30 estudos. Finalmente, a leitura integral dos textos restantes, com aplicação rigorosa dos critérios de inclusão e exclusão, permitiu a seleção de 19 artigos para compor a amostra final da revisão, dos quais 8 tratavam especificamente da ação do NaOCL.

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Com base na revisão dos estudos selecionados, foram identificadas diferentes estratégias para potencializar a ação do hipoclorito de sódio sobre biofilmes fúngicos. Nos estudos que investigam alternativas para potencializar a eficácia do hipoclorito de sódio (NaOCl) frente a biofilmes resistentes, observa-se que a ativação da solução irrigadora exerce papel fundamental na otimização de sua ação antimicrobiana. Em estudo in vitro comparando a eficácia do NaOCl a 2,5% com a da água ozonizada sobre biofilmes multiespécies, incluindo Candida albicans, verificou-se que ambos apresentaram desempenho satisfatório na desinfecção. No entanto, a associação do NaOCl com técnicas de agitação, especialmente a irrigação ultrassônica passiva (PUI), promoveu eliminação completa dos microrganismos em meio de cultura, evidenciando que a ativação mecânica potencializa a penetração e a eficácia do irrigante (MERÇON et al., 2023).

Outro recurso amplamente estudado é o pré-aquecimento do NaOCl, utilizado para ampliar sua reatividade química e capacidade de dissolução tecidual. Evidências demonstram que temperaturas entre 50 °C e 60 °C aumentam temporariamente o poder antimicrobiano e a ação solvente da solução. Contudo, a rápida dissipação do calor após a inserção intracanal reduz a duração desse efeito e pode elevar o risco de reações indesejadas, como degradação do colágeno dentinário e toxicidade aos tecidos periapicais. Assim, embora o aquecimento apresente resultados promissores em estudos laboratoriais, seu uso clínico ainda demanda cautela e validação quanto à segurança e aplicabilidade (BOUTSIOUKIS; ARIAS-MOLIZ, 2022; CAI et al., 2023).

A ativação por laser (CLAI – Coronal Laser-Activated Irrigation) também se mostrou uma estratégia promissora para aprimorar o desempenho de soluções irrigadoras. Em modelos experimentais, o NaOCl em concentrações de 0,5% e 5% associado à CLAI apresentaram eficácia semelhante na remoção de biofilmes e na abertura dos túbulos dentinários. Contudo, a concentração mais elevada foi associada a maior resposta inflamatória periapical, enquanto a solução a 0,5% demonstrou eficácia adequada com menor toxicidade. Esses achados indicam que a ativação por laser permite a utilização de menores concentrações de NaOCl, mantendo a ação antimicrobiana e reduzindo os riscos adversos (UEMATSU et al., 2023; CAI et al., 2023).

Na comparação entre diferentes técnicas de ativação mecânica, observou-se que todas superaram a irrigação passiva em eficiência. O sistema Self-Adjusting File (SAF) destacou-se pela maior capacidade de remoção de biofilmes em canais laterais, enquanto na PUI, o aquecimento intracanal e a ativação sônica também demonstraram ganhos significativos, embora em menor grau. Esses resultados reforçam que a escolha adequada da técnica de ativação influencia diretamente a penetração e a efetividade do NaOCl durante o preparo químico-mecânico (AYDIN et al., 2025; CAI et al., 2023).

Em outra linha de investigação, avaliou-se um protocolo final de irrigação baseado na associação entre enzimas hidrolases (HEM) e solução hiperosmótica (HS), em comparação a protocolos convencionais. O grupo tratado com HEM+HS apresentou eliminação de biofilmes semelhante ao NaOCl, porém com maior biocompatibilidade, evidenciada pela preservação da viabilidade de fibroblastos. Já a combinação HEM+NaOCl demonstrou boa eficácia, mas com aumento da citotoxicidade. Dessa forma, a associação entre enzimas e soluções hiperosmóticas surge como alternativa promissora, oferecendo equilíbrio entre eficácia antimicrobiana e segurança tecidual (VELÁZQUEZ-MORENO et al., 2025).

Adicionalmente, a eficácia do NaOCl em diferentes concentrações e tempos de aplicação foi avaliada em biofilmes polimicrobianos ex vivo, com diferentes níveis de maturação. Constatou-se que soluções entre 0,5% e 2% reduziram significativamente a viabilidade microbiana após 1 a 3 minutos de exposição, com desempenho superior aos controles. Entretanto, biofilmes mais maduros exigiram tempos de contato maiores para atingir resultados semelhantes, demonstrando que a ação do NaOCl depende não apenas da concentração, mas também do tempo de exposição e do estágio de maturação do biofilme (MAEZONO et al., 2024).

Em síntese, o NaOCl mantém-se como o irrigante padrão-ouro na endodontia, em razão de sua comprovada eficácia contra biofilmes fúngicos e multiespécies. Estratégias que potencializam sua ação — como o aquecimento controlado, a ativação ultrassônica e por laser e a associação com soluções hiperosmóticas — reforçam o papel das abordagens multimodais no aumento da penetração e destruição de biofilmes complexos. A integração dessas técnicas com irrigantes complementares evidencia a tendência de protocolos integrados e personalizados, que buscam equilibrar eficácia antimicrobiana e biocompatibilidade.

Apesar dos avanços, ainda há escassez de estudos clínicos envolvendo biofilmes fúngicos maduros e complexos, o que reforça a necessidade de pesquisas futuras que avaliem o impacto dessas estratégias em condições clínicas reais, visando à padronização de protocolos mais seguros, eficazes e reprodutíveis.

5 CONCLUSÃO

Os achados analisados confirmam que o hipoclorito de sódio (NaOCl) permanece como o irrigante padrão na endodontia devido à sua comprovada eficácia antimicrobiana e capacidade de dissolução tecidual. Entretanto, suas limitações frente aos biofilmes fúngicos complexos e o potencial citotóxico reforçam a necessidade de estratégias complementares que aprimorem seu desempenho clínico.

Entre as abordagens avaliadas, a associação do NaOCl com o aquecimento controlado, a ativação ultrassônica, a ativação por laser (CLAI), enzimas, soluções hiperosmóticas e agentes quelantes mostraram resultados promissores em sua potencialização, promovendo maior penetração nos túbulos dentinários, desorganização da matriz extracelular e melhor remoção de detritos. Essas estratégias, quando aplicadas de forma combinada, configuram abordagens multimodais capazes de equilibrar eficácia antimicrobiana e biocompatibilidade, reduzindo os efeitos adversos associados ao uso isolado do irrigante.

Contudo, a ausência de padronização metodológica e a predominância de estudos laboratoriais ainda limitam a transposição dos resultados para a prática clínica. Assim, tornam-se indispensáveis ensaios clínicos bem delineados, que considerem variáveis como tempo de contato, concentração ideal, modo de ativação e possíveis sinergias químicas.

Em síntese, os resultados indicam que o futuro da irrigação endodôntica está na adoção de protocolos baseados em evidências e sustentados por múltiplas estratégias de ação, capazes de otimizar a desinfecção dos canais radiculares, aumentar a previsibilidade dos tratamentos e assegurar maior segurança biológica aos pacientes.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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    1Acadêmico do curso de Odontologia – Multivix

    2Doutor em endodontia – Docente Multivix Vitória