THE ROLE OF THE NURSE IN THE PREVENTION OF GESTATIONAL SYPHILIS
EL PAPEL DE EL ENFERMERO EN LA PREVENCIÓN DE LA SÍFILIS GESTACIONAL
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ch10202511300707
Cauã Emerique Dias Soares1; Jardel Dos Santos Lima2; Laura Arrais Primo Feitosa3; Albert Barroso Gonçalves4; Wilson Manoel da Cruz Júnior5; Tassio Breno Alves de Brito6; ; João Victor Pina Marinho7; Lucas Duarte Silva8; Edicarla Torres Ribeiro9; Stefani Gisele Bastos Dornas10
RESUMO: A Sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) que além da via sexual, pode ser transmitida verticalmente, através da mãe para o feto, ou também por sangue contaminado com a doença. A sífilis gestacional permanece como um importante desafio de saúde pública no Brasil, exigindo ações efetivas de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento oportuno. Nesse contexto, o enfermeiro desempenha papel central na assistência pré-natal, atuando na identificação precoce de fatores de risco, na realização e interpretação de testes rápidos, na orientação das gestantes e de seus parceiros, e no acompanhamento terapêutico conforme os protocolos do Ministério da Saúde. Objetivo: Analisar através das evidências literárias as formas de prevenção e tratamento para a sífilis gestacional, realizada pela equipe de enfermagem na Unidade Básica de Saúde. Metodologia: Este trabalho trata-se de uma revisão bibliográfica qualitativa e descritiva, que consiste em um processo de busca, análise e descrição de dados encontrados na literatura científica nos anos de 2020 a 2025. Foram realizadas buscas em cinco bases de dados eletrônicos – Literatura latino-americana e do caribe em ciências da saúde (LILACS), Bvs (Biblioteca Virtual de saúde), Scientific electronic library online (SCIELO), Base de Dados da Enfermagem (BDENF) e Google acadêmico no intuito de responder a seguinte problemática – Como a equipe de enfermagem se torna essencial na prevenção e tratamento da sífilis em gestantes reagentes, de acordo com as evidências científicas? A partir dos pressupostos acima observou-se que a sífilis é uma doença infecciosa que pode afetar gravemente a saúde da mãe e do feto. A assistência de enfermagem tem um papel fundamental na prevenção e no controle dessa doença.
Palavras-chave: Sífilis Gestacional. Treponema Pallidum. Enfermagem. Tratamento da Sífilis.
ABSTRACT: Syphilis is a Sexually Transmitted Infection (STI) that, in addition to sexual transmission, can be transmitted vertically from mother to fetus, or through blood contaminated with the disease. Gestational syphilis remains a significant public health challenge in Brazil, requiring effective actions for prevention, early diagnosis, and timely treatment. In this context, nurses play a central role in prenatal care, acting in the early identification of risk factors, performing and interpreting rapid tests, guiding pregnant women and their partners, and providing therapeutic follow-up according to the protocols of the Ministry of Health. Objective: To analyze, through literature evidence, the forms of prevention and treatment for gestational syphilis carried out by the nursing team in the Basic Health Unit. Methodology: This work is a qualitative and descriptive bibliographic review, which consists of a process of searching, analyzing, and describing data found in the scientific literature from 2020 to 2025. Searches were conducted in five electronic databases – Latin American and Caribbean Literature in Health Sciences (LILACS), BVS (Virtual Health Library), Scientific Electronic Library Online (SCIELO), Nursing Database (BDENF), and Google Scholar – in order to answer the following question: How does the nursing team become essential in the prevention and treatment of gestational syphilis? Syphilis in reactive pregnant women, according to scientific evidence? Based on the above assumptions, it was observed that syphilis is an infectious disease that can seriously affect the health of the mother and fetus. Nursing care plays a fundamental role in the prevention and control of this disease.
Keywords: Gestational Syphilis. Treponema Pallidum. Nursing. Syphilis Treatment.
RESUMEN: La sífilis es una infección de transmisión sexual (ITS) que, además de la transmisión sexual, puede transmitirse verticalmente de la madre al feto o a través de sangre contaminada. La sífilis gestacional sigue siendo un importante desafío para la salud pública en Brasil, que requiere acciones efectivas de prevención, diagnóstico precoz y tratamiento oportuno. En este contexto, el personal de enfermería desempeña un papel fundamental en la atención prenatal, actuando en la identificación temprana de factores de riesgo, realizando e interpretando pruebas rápidas, orientando a las embarazadas y sus parejas, y brindando seguimiento terapéutico según los protocolos del Ministerio de Salud. Objetivo: Analizar, a través de la evidencia bibliográfica, las formas de prevención y tratamiento de la sífilis gestacional implementadas por el equipo de enfermería en la Unidad Básica de Salud. Metodología: Este trabajo es una revisión bibliográfica cualitativa y descriptiva, que consiste en un proceso de búsqueda, análisis y descripción de datos encontrados en la literatura científica de 2020 a 2025. Las búsquedas se realizaron en cinco bases de datos electrónicas: Literatura Latinoamericana y del Caribe en Ciencias de la Salud (LILACS), BVS (Biblioteca Virtual en Salud), Scientific Electronic Library Online (SCIELO), Nursing Database (BDENF) y Google Scholar, con el fin de responder a la siguiente pregunta: ¿Cómo se vuelve esencial el equipo de enfermería en la prevención y el tratamiento de la sífilis gestacional? ¿Sífilis en embarazadas reactivas, según la evidencia científica? Con base en los supuestos anteriores, se observó que la sífilis es una enfermedad infecciosa que puede afectar gravemente la salud de la madre y el feto. La atención de enfermería juega un papel fundamental en la prevención y el control de esta enfermedad.
Palabras clave: Sífilis gestacional. Treponema pallidum. Enfermería. Tratamiento de la sífilis.
1. INTRODUÇÃO
Neste trabalho, discute-se a importância da assistência de enfermagem na prevenção da Sífilis Gestacional. A Sífilis é uma infecção sexualmente transmissível que além da via sexual, pode ser transmitida verticalmente, através da mãe para o feto, ou também por sangue contaminado com a doença. A mesma, se manifesta com sintomas clínicos diferentes dependendo de qual estágio está a doença, sendo eles primário, secundário ou latente (COELHO et al., 2022).
A prevalência da Sífilis tem desafiado a humanidade desde a sua identificação, embora seja curável, têm grande impacto na saúde pública. Atualmente com o avanço nas pesquisas, há disponibilidade de diagnósticos e tratamentos eficazes, sendo uma doença prevenível. Porém, por fatores como a desinformação, redução no uso de preservativos ou como o aumento na cobertura de testes disponíveis, no ano de 2017 o Ministério de Saúde decretou o Brasil em estado de epidemia da Sífilis pelo aumento no número de casos e índice de morbidade em gestantes (BRASIL, 2021).
O agente etiológico da Sífilis é do gênero Treponema, da família dos Treponemataceae, que inclui ainda dois outros gêneros: Leptospira e Borrelia. O patógeno consegue manter infecções persistentes, e longos períodos de latência, sendo uma das características mais marcante do mesmo. A Sífilis se manifesta em várias etapas com variação de sintomas clínicos, os sintomas podem aparecer ao mesmo tempo e nem sempre ocorre em sequência. Os estágios da doença são denominados de primário, secundário e terciário. Além do mais, o indivíduo pode estar infectado e não manifestar sintomas por anos e mesmo assim transmitir a doença (CAMPOS, 2020).
A Sífilis gestacional, é causada pelo Treponema pallidum, transmitida através da relação sexual, na qual infecta o bebê, em qualquer fase da gravidez através da corrente sanguínea, e sua evolução é crônica se não for iniciado o tratamento (CAMPOS, 2020). Ela pode se manifestar de forma assintomática ou de forma severa, por isso é necessário que haja a triagem sorológica da gestante no acompanhamento da gestação.
A Sífilis gestacional possui duas formas clínicas e os sintomas podem surgir de acordo com elas, a primeira é a Sífilis congênita precoce que se manifesta até o segundo ano de vida. A segunda é a Sífilis congênita tardia que surge após os dois anos de vida (CAMPOS, 2020). A classificação foi normatizada pela Organização Mundial de Saúde – OMS onde afirma que de acordo com a idade da sua manifestação clínica na criança, ao se manifestar antes dos primeiros anos de vida é denominada de Sífilis congênita precoce, e após os dois anos, de Sífilis congênita tardia (BRASIL, 2021).
O diagnóstico é realizado a partir do estágio da doença e para isso, são realizados testes diretos, imunológicos, treponêmicos (TT) e não treponêmicos (TNT). No estágio precoce, os sinais da doença não são tão evidentes, são discretos e dificultam a precisão do diagnóstico, portanto utiliza-se de um histórico de infecção registrado juntamente com dados clínicos e laboratoriais. No estágio tardio, o diagnóstico segue o mesmo critério. É necessário dados laboratoriais e epidemiológicos, e ainda, investigar se a criança foi exposta ao contágio do T. pallidum (BRASIL, 2022).
Desta forma acredita-se que o enfermeiro é o profissional que atua diretamente com a gestante, é imprescindível na orientação sanando suas dúvidas sobre a importância dos exames necessários na gestação. No acompanhamento pré-natal a equipe de enfermagem faz todo o processo desde a anamnese até informar a grávida sobre o resultado dos exames, é importante na qualidade técnica e da qualidade internacional com a paciente que está atendendo.
A Consulta de Enfermagem no pré-natal engloba as atividades de: anamnese, exame físico, solicitação e/ou interpretação de exames laboratoriais e orientação. Destaca-se que, quanto à orientação, o enfermeiro aborda temáticas como aleitamento materno, alimentação e pré-natal, dentre outras. Ainda durante a consulta, deve-se propor e ajudar a prevenir o desenvolvimento de agravos comuns durante a gravidez e favorecer a vivência de uma gestação tranquila, na qual a mulher sinta-se segura, tendo um bom parto (CUNHA et al, 2020).
O cuidado materno infantil vem se estruturando e fortalecendo, no Brasil, por meio do desenvolvimento de políticas públicas e consolidação, provendo recursos para a ampliação dos exames de pré-natal, de teste rápido de gravidez e de detecção da sífilis e HIV, na tentativa de reduzir as taxas de mortalidade deste grupo populacional (BRASIL, 2022). Para garantir que as ações e cuidados direcionados às gestantes sejam significativas e eficientes, a atenção pré-natal deve ser considerada um momento de construção singular e que sofre influência do contexto social, familiar e dos profissionais que atuam junto à mulher (SALES et al., 2022).
A partir da abordagem acima o problema da pesquisa ocorre a partir do seguinte questionamento: Como a equipe de enfermagem se torna essencial na prevenção e tratamento da sífilis em gestantes reagentes, de acordo com as evidências científicas? A partir então de uma revisão de literatura bibliográfica apresentamos possíveis respostas acerca da problemática apresentada.
2. REFERENCIAL TEÓRICO
2.1 FISIOPATOLOGIA DA SÍFILIS
Após o levantamento das literaturas e análise das informações obtidas desse estudo, evidenciáramos os fatores que influenciam sobre as condutas de prevenção para a sífilis na gestação aplicada pelo enfermeiro na Atenção Básica de Saúde. O número de pessoas infectadas com as infecções sexualmente transmissíveis (IST) vem aumentando cada vez mais, estando entre as principais causas de doenças no mundo.
A sífilis é uma infecção sistêmica causada pela bactéria Treponema pallidum, um espiroqueta dotado de grande mobilidade e capaz de se disseminar amplamente nos tecidos humanos. Sua fisiopatologia envolve mecanismos de invasão, disseminação hematogênica, evasão imunológica e resposta inflamatória progressiva, que determinam a evolução clínica da doença (BRASIL, 2021).
A infecção inicia-se a partir da penetração do T. pallidum por microabrasões na pele ou mucosas durante a relação sexual, ou por transmissão vertical. Após a entrada no organismo, o agente etiológico multiplica-se localmente e rapidamente alcança a circulação linfática e sanguínea, possibilitando sua distribuição sistêmica em poucos dias (BRASIL, 2021). A motilidade em forma de saca-rolhas, típica das espiroquetas, facilita a travessia de barreiras teciduais, como o endotélio vascular, contribuindo para sua ampla disseminação (BRASIL, 2022).
A resposta imunológica inicial envolve macrófagos e linfócitos T, porém o T. pallidum dispõe de estratégias importantes de evasão imunológica. A baixa expressão de proteínas de superfície e a capacidade de variar antígenos dificultam o reconhecimento imunológico, resultando em eliminação incompleta da bactéria e permitindo a cronicidade da infecção (SALES et al., 2022).
No estágio primário, a resposta inflamatória local gera o cancro duro, caracterizado por uma ulceração indolor com intenso infiltrado linfoplasmocitário e endarterite obliterante. Embora essa lesão cicatrize espontaneamente, a cura aparente é enganosa: a disseminação sistêmica já ocorreu desde os primeiros dias de infecção (BRASIL, 2021).
A fase secundária reflete a bacteremia disseminada. O treponema alcança múltiplos tecidos, produzindo manifestações cutâneas, mucosas e sistêmicas que resultam da resposta inflamatória generalizada. As lesões apresentam vasculite linfocitária e elevado número de espiroquetas, evidenciando intensa atividade infecciosa. O desaparecimento espontâneo das manifestações leva à fase latente, na qual a bactéria permanece viável, mas sem sintomas clínicos (CUNHA et al, 2020).
A sífilis terciária, que pode surgir anos após a infecção inicial, resulta mais de uma resposta imunológica exacerbada do que da multiplicação bacteriana ativa. Nessa fase, predominam lesões destrutivas mediadas por hipersensibilidade tardia, com formação de gomas, endarterite obliterante de grandes vasos e comprometimento neurológico e cardiovascular. Trata-se de uma fase menos comum atualmente, mas potencialmente grave e irreversível (BRASIL, 2022).
Assim, a fisiopatologia da sífilis reflete a interação entre a biologia do T. pallidum e a resposta imunológica do hospedeiro. A progressão clínica depende simultaneamente da capacidade de invasão e evasão da bactéria e da intensidade da resposta inflamatória induzida, reforçando a importância do diagnóstico oportuno e do tratamento precoce para prevenir formas avançadas da doença.
Segundo o Ministério Público da Saúde as pessoas com DST atendidas em unidades primárias de saúde são pessoas jovens com boa escolaridade e múltiplos parceiros sexuais. As mulheres apresentaram mais síndromes genitais e aceitaram realizar mais os exames de VDRL e anti-HIV. A infecção pelo HIV foi mais prevalente entre os homens. Homens e mulheres apresentam especificidades comportamentais que exigem a elaboração de estratégias diferenciadas de prevenção. Essas estratégias devem considerar as questões de gênero que tornam os comportamentos diferenciados entre os sexos e podem aumentar a vulnerabilidade às DST e ao HIV.
O tratamento das DS T deve ser realizado em unidades de atenção primária, por meio da abordagem sindrômica, estratégia recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde (MS) do Brasil. Essa estratégia prevê o diagnóstico precoce e o tratamento imediato das pessoas acometidas, evitando perdas no seguimento, prevenindo sequelas e proporcionando a quebra imediata da cadeia de transmissão. Permite a realização do atendimento mesmo em locais onde há escassez de laboratórios, situação que ocorre normalmente nos países em desenvolvimento (SALES et al., 2022).
A Organização Mundial da Saúde constatou que os países com grande incidência de sífilis congênita e que investissem cerca de 4 milhões de dólares em infraestrutura de saúde infantil e da mulher ao ano por um tempo de 5 anos, reduziriam significativamente a sua incidência. A importância do manejo adequado da sífilis em gestantes está relacionada ao fato de existir a probabilidade de 40% dos fetos de gestantes portadoras de sífilis não tratadas nascerem mortos e com chance de vir a desencadear problemas congênitos no bebê, sejam ele precoces ou tardios.
De acordo com o banco de dados Ministério da Saúde (MS), anualmente cerca de três milhões de mulheres dão à luz no Brasil. Na fase puerperal, constatou-se que 1,6% das mulheres transmitem aos seus fetos SC, como consequência do não tratamento durante a fase gestacional. Isso equivale a um número de quase 50 mil parturientes nesta situação. Diante de tal cenário, quase duas décadas após a inclusão da SC na lista de doenças de notificação compulsória, em 2005 o MS insere também a sífilis em gestantes numa tentativa de diagnosticar e tratar essas mulheres em tempo oportuno (BRASIL, 2021).
Estes registros permitem à Vigilância Epidemiológica conhecer, a cada momento, o comportamento do agravo e, a partir desse conhecimento, recomendar medidas oportunas que levem à sua prevenção e controle. No que diz respeito à assistência pré-natal , o MS determina que ele deva ser iniciado com até 120 dias de gestação, realizada no mínimo seis consultas de pré-natal e ofertado exames laboratoriais básicos, dentre eles o VDRL utilizado para diagnóstico de sífilis. Assim, tem-se tempo suficiente para diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos casos positivos. Uma assistência deficiente leva a falhas no tratamento e consequentemente pode resultar em um aumento no número de casos de SC (SALES et al., 2022).
Desse modo, nota-se anualmente um número alto de indivíduos com alguma enfermidade relacionada à relação sexual, na qual a Sífilis tem uma ampla visibilidade. No Brasil, a Sífilis acarreta um grande problema de saúde pública, mesmo tendo diagnóstico e tratamento eficaz (CAMPOS, 2020).
A sífilis é uma doença sexualmente transmissível que pode ser transmitida da mãe para o feto durante a gestação, resultando em sífilis congênita. Os métodos diagnósticos e tratamentos disponíveis para a sífilis gestacional e congênita, incluindo a importância do rastreamento da doença durante a gestação, a realização de testes sorológicos e o uso de penicilina como tratamento padrão (DOMINGUES et al., 2025).
A autora também enfatiza a necessidade de prevenção e educação sobre a sífilis, bem como a importância do acompanhamento pré-natal adequado para a detecção precoce da doença e o tratamento eficaz para evitar complicações graves para a mãe e o feto (RAMOS et al., 2025).
As infecções sexualmente transmissíveis (IST) se encontram entre as principais causas de doenças no mundo, constituindo-se uma grande preocupação, devido ao número de pessoas infectadas a cada ano. Estima-se aproximadamente 12 milhões de novos casos de pessoas infectadas por ano com alguma doença relacionada ao sexo, dentre as quais a sífilis tem grande representatividade. A sífilis em gestante possibilita um risco maior de transmissão vertical para o feto (CAMPOS, 2020).
Determinados fatores podem contribuir para essa transmissão, por exemplo, a condição socioeconômica baixa das mulheres gestantes é um dos fatores determinantes para contrair e transmitir à sífilis. Além disso, observa-se que a baixa escolaridade pode contribuir para a não adesão do tratamento. No entanto, mulheres acompanhadas no pré-natal têm menor risco de transmissão ao feto (DOMINGUES et al., 2025).
A sífilis no Brasil ainda é um grande problema de saúde pública, apesar de ser uma doença de fácil diagnóstico e tratamento altamente eficaz. Dessa forma, mostra-se importante que os profissionais da saúde tenham acesso às informações demonstrativas da magnitude do problema, para que disponham de subsídios para planejar novas intervenções e estratégias voltadas a diminuir os índices da enfermidade (BATALHA et al., 2024).
A sífilis é uma infecção causada pela bactéria Treponema pallidum; uma espiroqueta de transmissão sexual ou vertical que pode causar respectivamente a forma adquirida ou congênita da doença. É considerado um grave problema de saúde pública por sua alta prevalência e quando presente no período gestacional pode ocasionar muitos efeitos nocivos e transmissão vertical que resulta em sífilis congênita sendo responsável por altas taxas de mortalidade, além de acarretar graves consequências para o concepto (RAMOS et al., 2025).
Segundo o autor, em sua pesquisa ele enfatiza que a maioria das pessoas com sífilis tende a não ter conhecimento da infecção, podendo transmitir aos seus parceiros sexuais. Isso ocorre devido à ausência de sintomatologia. Em contrapartida, quando não tratada, pode evoluir para formas graves e comprometer os sistemas nervoso e cardiovascular (SALES et al., 2022).
2.2 MECANISMOS DE PREVENÇÃO E CONTROLE DA SÍFILIS
A gestação é um fenômeno único na vida de um casal, requerendo adaptações na dimensão física, emocional, sexual e familiar. Ao passo em que a mulher experimenta mudanças provenientes dos efeitos hormonais, sua parceria adapta-se a essas mudanças (DOMINGUES et al., 2025).
Essas mudanças a priori são consideradas fisiológicas e se estabelecem de forma sutil, produzindo sentimentos diversos, como medo, dúvidas, angústias, fantasias ou apenas curiosidade em relação às mudanças corporais próprias do período da gestação. Sem dúvida, esses sentimentos serão compartilhados com um profissional de saúde, neste caso, com o (a) enfermeiro (a), no momento da assistência pré-natal. Afinal, a consulta de enfermagem representa o momento em que a usuária busca solução para suas necessidades, quer seja no biológico, psicológico ou social (BATALHA et al., 2024).
Portanto, a assistência pré-natal constitui um conjunto importante de ações, implicando em acompanhamento minucioso durante o ciclo gravídico-puerperal. Além disso, inclui múltiplos cuidados e condutas voltados para a mulher, conceptos e família. As estratégias utilizadas pelas enfermeiras visam a prevenção e controle de doenças, a manutenção do bem-estar do quadrinômio mãe-bebê-família-comunidade, a redução nos índices de morbimortalidade materna e infantil e a preparação do casal para a chegada do bebê (PRESTES et al., 2025).
O acompanhamento de pré-natal abrange diferentes competências por parte do enfermeiro, que deve direcionar-se ao desenvolvimento de ações que minimizem a rigidez de horários estabelecidos pelas instituições, à desmotivação dos profissionais e às deficiências dos serviços em saúde, de modo a não influenciar na qualidade assistencial que deve centrar-se na equidade e resolubilidade com satisfação da gestante (SILVA et al., 2024).
A pesquisa, propõe que o pré-natal é um período crucial para a saúde da gestante e do feto, e o acompanhamento adequado é fundamental para prevenir complicações. Desta forma segundo o autor o enfermeiro desempenha um papel importante no pré-natal, realizando atividades como a avaliação clínica da gestante, orientações sobre alimentação, atividade física e cuidados com a saúde, além de realizar exames e procedimentos específicos (CUNHA et al, 2020).
Destacando a importância da humanização do cuidado pré-natal, com a valorização da escuta ativa, do diálogo e do acolhimento pela equipe de saúde, incluindo o enfermeiro. Em sua pesquisa o autor afirma que as gestantes consideram as atividades do enfermeiro como fundamentais para a sua saúde e a do feto, destacando a importância do acolhimento e da orientação prestados pelo profissional. Desta forma torna-se importante a formação e capacitação do enfermeiro para o cuidado pré-natal, bem como da organização dos serviços de saúde para garantir o acesso das gestantes a um acompanhamento adequado e humanizado (PRESTES et al., 2025).
Consoante a isso, o acompanhamento de pré-natal adequado é essencial para a prevenção e detecção precoce da sífilis congênita, por meio do teste rápido e tratamento adequado da gestante infectada. Destacam a importância do seguimento dos cuidados pós-natais e acompanhamento do desenvolvimento da criança, bem como o envolvimento da família e da comunidade no processo de prevenção e tratamento da doença. Associam à sífilis congênita, como a falta de informações e orientações sobre a doença, baixo nível socioeconômico, falta de acesso aos serviços de saúde e dificuldades no acesso a tratamento adequado (SILVA et al., 2024).
Diante desses pressupostos, entende-se a importância da educação em saúde para conscientizar a população sobre a sífilis congênita, seus fatores de risco e a importância dos cuidados de enfermagem para a prevenção e tratamento da doença. Além disso, destacaram a necessidade de políticas públicas efetivas para a prevenção e controle da sífilis congênita, com investimento em recursos e estratégias de saúde voltadas para essa população.
Em suma, destaca-se a importância do papel da enfermagem na prevenção e tratamento da sífilis congênita, bem como a necessidade de uma abordagem multidisciplinar e integrada para o controle da doença, envolvendo profissionais de saúde, família, comunidade e políticas públicas. Visto que, a sífilis gestacional pode causar problemas de saúde graves para a mãe e o feto, incluindo aborto, parto prematuro, morte fetal e sífilis congênita. Sendo assim é importante a prevenção e no diagnóstico precoce da sífilis gestacional, bem como na promoção de cuidados de saúde e orientação a essas parturientes (BATALHA et al., 2024).
Segundo os autores, o pré-natal é uma fase crucial para a saúde da gestante e do feto, e a assistência de enfermagem desempenha um papel fundamental nesse processo. Quando a gestante é diagnosticada com sífilis, essa assistência se torna ainda mais importante, visto que essa doença pode trazer graves consequências para a saúde do feto e da mãe (RAMOS et al., 2025).
Desta forma, evidencia-se a importância do diagnóstico precoce da sífilis durante o pré-natal, bem como a necessidade de uma abordagem multidisciplinar para o tratamento e acompanhamento da gestante e do feto. Além disso, destacam-se ações como a realização de exames de rotina, a prescrição e administração de medicamentos adequados, a promoção de educação em saúde e a orientação para a prevenção da transmissão vertical da doença.
Reforçando a importância da assistência de enfermagem no pré-natal de gestantes com sífilis, que deve ser realizada de forma integrada e cuidadosa, visando o bem-estar da mãe e do feto.
2.3 PROTOCOLOS E DIRETRIZES
A assistência de enfermagem tem papel fundamental na prevenção da sífilis congênita, devendo ser realizada de forma integrada e multidisciplinar. Além disso, ressaltaram a importância da capacitação dos profissionais de saúde e da implementação de políticas públicas que garantam o acesso universal ao diagnóstico e tratamento da sífilis (SANTOS et al.,2020).
Apesar de haver vários artigos, manuais do Ministério da Saúde, protocolos de enfermagem e protocolos municipais, pouco se discute sobre como alcançar a gestante de forma a entender e reconhecer todos os riscos que ela possui e como fazê-la reconhecê-los, ou como a própria equipe possa reconhecer. É importante que os profissionais da saúde procurem conhecer os protocolos e diretrizes utilizados para a prevenção e tratamento da sífilis gestacional, bem como a importância do seu cumprimento na assistência à gestante (SILVA et al., 2024).
Sendo assim apresentamos alguns documentos importantes que orientam acerca de nossa problemática. Dentre eles, O Guia de Vigilância e Saúde, uma obra publicada pelo Ministério da Saúde do Brasil em 2016, em parceria com a Secretaria de Vigilância em Saúde. Essa obra tem como objetivo oferecer informações e diretrizes para o desenvolvimento de políticas públicas de saúde e ações de vigilância sanitária, epidemiológica e ambiental. Apresentando uma visão geral dos principais conceitos e práticas relacionadas à vigilância em saúde, incluindo a descrição de doenças e agravos à saúde, sistemas de informação em saúde, investigação de surtos e medidas de prevenção e controle (BRASIL, 2021).
A obra também aborda temas específicos, como a vigilância em saúde do trabalhador, vigilância em saúde ambiental, vigilância em saúde da população em situação de rua e vigilância em saúde de populações vulneráveis, orientações sobre a gestão da vigilância em saúde, incluindo aspectos como planejamento, organização, monitoramento e avaliação de ações e serviços de saúde. É um documento essencial para profissionais da área da saúde, gestores públicos e estudantes que desejam compreender melhor a importância da vigilância em saúde e como ela pode contribuir para a promoção e proteção da saúde da população.
Um outro documento importante é o Boletim Epidemiológico de Sífilis de 2020, uma publicação do Ministério da Saúde do Brasil que apresenta informações sobre a sífilis no país, incluindo dados epidemiológicos, diagnóstico, tratamento e prevenção. Segundo o mesmo, a sífilis é uma doença sexualmente transmissível que pode causar complicações graves se não for tratada adequadamente (SANTOS et al.,2020).
O boletim destaca que houve um aumento significativo nos casos de sífilis no Brasil nos últimos anos, principalmente entre gestantes e recém-nascidos. Ele também destaca a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado para prevenir a transmissão da doença e evitar suas complicações. O boletim apresenta recomendações para os profissionais de saúde e para a população em geral, com o objetivo de prevenir a sífilis e garantir um tratamento eficaz para aqueles que já estão infectados (BRASIL, 2022).
Analisou-se também o manual técnico para o diagnóstico da sífilis, publicado em 2021 pelo Ministério da Saúde do Brasil, é uma obra importante para profissionais de saúde que lidam com o diagnóstico, tratamento e prevenção dessa doença sexualmente transmissível (DST) no país. O manual apresenta uma visão geral da sífilis, incluindo informações sobre a epidemiologia, sintomas, diagnóstico e tratamento da doença. Ele também descreve as estratégias de prevenção e controle da sífilis no Brasil, com ênfase na importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado (SALES et al., 2022).
O conteúdo é organizado em seis capítulos, que abrangem desde a introdução sobre a sífilis até a abordagem do diagnóstico laboratorial, incluindo a interpretação dos resultados dos testes. Além disso, o manual também fornece informações sobre o tratamento da sífilis em diferentes grupos, como gestantes e indivíduos com HIV.
Após análise, foi identificado que a obra apresenta informações atualizadas sobre a sífilis, com base em evidências científicas e nas recomendações do Ministério da Saúde. Os conteúdos são apresentados de forma clara e concisa, com tabelas, gráficos e ilustrações que ajudam a facilitar a compreensão do leitor.
Uma das principais contribuições deste manual é a sua ênfase na importância do diagnóstico precoce da sífilis, especialmente em gestantes, e na oferta do tratamento adequado para a doença. O manual também destaca a importância da educação em saúde e da prevenção primária, enfatizando a necessidade de programas de conscientização e de uso adequado de preservativos para reduzir a disseminação da doença (BRASIL, 2021).
Em geral, o manual técnico para o diagnóstico da sífilis é uma obra valiosa para profissionais de saúde no Brasil que trabalham no campo da saúde sexual e reprodutiva. Ele fornece informações atualizadas e baseadas em evidências sobre a sífilis, bem como orientações claras para o diagnóstico e tratamento da doença.
Já o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Prevenção da Transmissão Vertical de HIV, Sífilis e Hepatites virais, publicado pelo Ministério da Saúde em 2022, é um documento importante para a prevenção e tratamento dessas doenças no contexto da transmissão vertical, ou seja, da mãe para o feto durante a gravidez, parto ou amamentação (BRASIL, 2022).
Em geral, o documento apresenta uma abordagem atualizada e baseada em evidências para a prevenção da transmissão vertical dessas doenças, incluindo recomendações para diagnóstico, monitoramento, tratamento e acompanhamento de gestantes e bebês expostos. O protocolo também enfatiza a importância da educação e do aconselhamento em saúde para gestantes e profissionais de saúde, bem como a necessidade de garantir o acesso universal a testes e tratamentos para essas doenças (RAMOS et al., 2025).
No entanto, é importante observar que o protocolo é direcionado principalmente aos profissionais de saúde e pode ser complexo para leigos. Além disso, o documento poderia ser mais claro em relação à disponibilidade de recursos para a implementação das diretrizes, especialmente em áreas mais remotas do país.
Por fim, é importante ressaltar que o protocolo está sujeito a atualizações e revisões, de acordo com o avanço do conhecimento científico e a evolução da epidemia dessas doenças no Brasil e no mundo. Em suma, o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Prevenção da Transmissão Vertical de HIV, Sífilis e Hepatites virais é um importante documento que contribui para a melhoria da saúde pública no Brasil. No entanto, sua implementação requer ações coordenadas e recursos adequados para garantir o acesso universal e a eficácia das diretrizes propostas (BRASIL, 2021).
A sífilis gestacional configura-se como uma infecção de alto impacto na saúde materno-infantil, uma vez que pode ser transmitida verticalmente e resultar em desfechos graves, como aborto, morte fetal, malformações congênitas e comprometimentos neurológicos. Por essa razão, torna-se imprescindível que os profissionais de saúde dominem os protocolos de prevenção e tratamento, garantindo a realização adequada da triagem sorológica no pré-natal, o diagnóstico oportuno e o início imediato da terapêutica. A compreensão da relevância dessas diretrizes é crucial para assegurar que gestantes recebam uma assistência pautada na segurança, na precocidade e na atuação baseada em evidências.
O cumprimento rigoroso dos protocolos também depende de ações educativas e da comunicação eficaz entre profissionais e gestantes, permitindo que estas compreendam os riscos da infecção e as medidas necessárias para preveni-la. A atualização constante de médicos, enfermeiros e demais integrantes da equipe multiprofissional é essencial para evitar falhas diagnósticas e garantir o manejo adequado da doença, incluindo o acompanhamento e o tratamento do parceiro sexual.
Assim, a adesão às diretrizes clínicas se apresenta como estratégia central para reduzir a transmissão vertical, proteger a saúde da mãe e do bebê e fortalecer a qualidade da atenção pré-natal.
2.4 EDUCAÇÃO EM SAÚDE
Para Belusso et al., (2023), apesar de décadas de experiência epidemiológica e clínica com sífilis materna e congênita, ambas continuam a ser importantes problemas de saúde pública no Brasil e no resto das Américas. Em 2010, com o apoio da Organização Mundial de Saúde (OMS), os Estados-Membros da Organização Pan
Americana da Saúde (Opas) aprovaram a Estratégia e Plano de Ação para a Eliminação da Transmissão Materno-Infantil do HIV e da Sífilis Congênita, com o objetivo de reduzir a incidência de sífilis congênita para ≤0,5 casos para 1.000 nascidos vivos em 2015.
Em 2014, 17.400 casos (1,3/1.000 nascidos vivos) de sífilis congênita foram notificados nas Américas e 17 países podem ter eliminado a transmissão materno infantil da sífilis. Apesar de alguns progressos, o Brasil não cumpriu a meta de eliminação da sífilis congênita, mas, ao contrário, a epidemia continua e resulta em mortalidade neonatal e fetal significativa. Em 2010, 6.916 casos (2,27/1.000 nascidos vivos) de sífilis congênita foram notificados ao Ministério da Saúde e à Opas, enquanto em 2013 o número de casos aumentou para 13.705 (4,70/1.000 nascidos vivos) antes de diminuir para 6.793 casos em 2014 (BELUSSO, et al., 2023).
Segundo Belusso et al., (2023), a sífilis congênita é uma doença evitável e deve haver tolerância zero para a sua ocorrência, pois até mesmo um caso representa uma falha do sistema público de saúde. Os profissionais de saúde sabem o que deve ser feito para prevenir a sífilis congênita e suas complicações, que incluem parto de natimorto, prematuridade, hidropsia fetal não imune e mortalidade neonatal.
A OMS estima que, globalmente, 1,5 a 1,85 milhão de mulheres grávidas estão infectadas com sífilis anualmente e metade delas têm filhos com resultados adversos. Nos Estados Unidos, de 1999 a 2013, a mortalidade neonatal secundária à sífilis congênita foi de 12/1.000 nascidos vivos, com uma taxa de letalidade de 6,5%. Das 418 mortes registradas, 82% foram natimortos e 89% das mães tinham sífilis não tratada ou tratada inadequadamente. Além disso, menos cuidados pré-natais foram associados com um aumento do risco de morte e, importante, 59% das mortes ocorreram por volta de 31 semanas de gestação (BELUSSO et al., 2023).
Belusso et al., (2023), afirma que é evidente que as mulheres grávidas devem ter acesso ao pré-natal precoce e ser testadas sorologicamente para sífilis na primeira consulta pré-natal e, em áreas de alto risco, novamente de 28 a 32 semanas durante a gestação e no parto. De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), 94% das mulheres grávidas nas Américas comparecem a pelo menos uma consulta de pré-natal durante a gravidez e 80% são testadas para sífilis em algum momento durante a gravidez.
Foram entrevistadas 23.894 mulheres no pós-parto e relataram que 98,7% tinham tido pelo menos uma consulta pré-natal, 89% tinham documentação de pelo menos um teste de sífilis registrado nas fichas de pré-natal, mas apenas um adicional de 41% tinha sido submetido a um segundo teste. De 2011 a 2014, a OPAS reportou um aumento de 81% para 86% em mulheres infectadas com sífilis que tinham documentação de tratamento adequado, embora ainda estivesse abaixo de sua meta de 95% (BELUSSO, et al, 2023).
Portanto, não é surpreendente que a sífilis congênita continue a ser um grande problema no Brasil e no resto das Américas. Além da identificação de mulheres grávidas infectadas, o tratamento oportuno é obrigatório para prevenção da sífilis congênita. Em locais onde o acompanhamento é incerto ou difícil, o teste rápido de sífilis point-of-care deve ser feito de modo a que as mulheres sejam tratadas no local e sem demora. Além disso, o teste sorológico e o tratamento presuntivo do parceiro sexual são essenciais para evitar a infecção e a transmissão para o feto (COELHO et al., 2022).
No Brasil, estima-se que apenas 12% dos parceiros sexuais recebam tratamento para a sífilis, certamente uma falha da infraestrutura de saúde pública, já que o rastreamento de contato e tratamento é o principal método de controle da transmissão da sífilis nas comunidades. Penicilina G é o único agente antimicrobiano eficaz conhecido para prevenir a transmissão vertical da sífilis e tratamento da infecção fetal. As mulheres grávidas devem receber o esquema de tratamento com penicilina adequado para o estágio da infecção e se qualquer dose da terapia não for administrada para a sífilis latente, o esquema completo de tratamento deve ser repetido. As mulheres grávidas que têm um histórico de alergia à penicilina devem ser dessensibilizadas e tratadas com penicilina. Infelizmente, o diagnóstico de sífilis congênita continua a ser um problema devido à incapacidade de se detectar ou cultivar Treponema pallidum em amostras clínicas (SANTOS et al.,2020).
Desta forma, é necessário exames laboratoriais que detectam anticorpos IgG maternos em testes não treponêmicos e treponêmicos transmitidos por via transplacentária para o feto. No entanto, o uso do teste de immunoblotting para IgM, ensaios de PCR e teste de infecciosidade em coelhos (RIT – a inoculação de fluido do paciente infectado em testículos de coelho com resultante infecção sifilítica do coelho) em laboratórios de pesquisa permitiu a análise racional baseada em evidência para o manejo de crianças nascidas de mães com sorologia reativa para sífilis (COELHO et al., 2022).
Recém-nascidos com sífilis comprovada ou muito provável, isto é, aqueles que têm um exame físico anormal, titulação sorológica não treponêmica quantitativa no soro que é quatro vezes ou superior à titulação da mãe, microscopia de campo escuro positiva ou PCR de lesões ou fluidos corporais/tecidos/placenta, são prontamente diagnosticados e devem receber 10 dias de tratamento intravenoso com penicilina G cristalina aquosa ou tratamento intramuscular com penicilina G procaína. Virtualmente todas essas crianças têm um teste de immunoblotting para IgM positivo, e, pelo menos, 50% deles têm espiroquetas detectadas no líquido cefalorraquidiano por meio de RIT A criança com boa aparência, com um exame físico normal e nascido de uma mãe com sífilis não tratada ou inadequadamente tratada (BELUSSO, et al, 2023).
Dessarte a isso, a educação em Saúde configura-se como uma estratégia essencial para promover o conhecimento e desenvolver habilidades que permitem às pessoas adotar práticas seguras e protetivas em relação à própria saúde. No âmbito da sífilis gestacional, esse processo educativo torna-se ainda mais relevante, visto que a infecção, quando não diagnosticada e tratada adequadamente, pode ser transmitida da mãe para o feto, ocasionando consequências graves, como malformações congênitas, parto prematuro, aborto espontâneo e até morte fetal.
Assim, ações de orientação voltadas às gestantes, suas famílias e à comunidade têm o objetivo de esclarecer sobre os riscos da doença, suas formas de transmissão, tratamento e prevenção, favorecendo o desenvolvimento de comportamentos responsáveis durante a gestação. As campanhas de conscientização complementam esse processo ao ampliar o alcance da informação, utilizando recursos como materiais educativos, mídias sociais, palestras e atividades em instituições de saúde, escolas e outros espaços públicos. Ao reduzir o estigma e estimular a busca por diagnóstico, essas ações tornam-se fundamentais para fortalecer a percepção de risco e promover atitudes preventivas (RAMOS et al., 2025).
Além da informação qualificada, a prevenção da sífilis gestacional depende diretamente da efetividade das ações de saúde, sobretudo do acompanhamento pré natal. A realização de exames sorológicos de rotina, desde o início da gravidez, é imprescindível para identificar precocemente a presença da infecção e iniciar o tratamento adequado, interrompendo a transmissão vertical e reduzindo danos ao feto. Para que isso ocorra de maneira efetiva, é necessário que os serviços de saúde estejam preparados para oferecer atendimento acessível, acolhedor e contínuo, garantindo o acesso ao diagnóstico e à terapia oportuna.
Dessa forma, a integração entre Educação em Saúde, campanhas de conscientização e vigilância clínica no pré-natal constitui a base para o controle da sífilis gestacional, contribuindo não apenas para a proteção da saúde materno-infantil, mas também para o fortalecimento das ações de saúde pública no enfrentamento das infecções sexualmente transmissíveis.
3. METODOLOGIA
3.1 Tipo de estudo
Este estudo trata-se de uma revisão bibliográfica da literatura de cunho qualitativo e caráter descritivo que buscará identificar os achados científicos publicados entre o marco temporal proposto sobre a seguinte temática: O papel do enfermeiro na prevenção da sífilis gestacional. A elaboração se firmou em seis etapas, descritas detalhadamente na Análise de dados (3.2).
As bases de dados utilizadas para a fonte de pesquisas foram em meio eletrônico a partir das bases de dados da Literatura latino-americana e do caribe em ciências da saúde (LILACS), Bvs (Biblioteca virtual de saúde), Scientific electronic library online (SCIELO), Base de Dados da Enfermagem (BDENF) e Google acadêmico. Tendo como objetivo em a pesquisa evidenciar como a equipe de enfermagem se torna essencial na prevenção e tratamento da sífilis em gestantes reagentes.
A busca de dados fundamentou-se nos seguintes descritores: “Sífilis Gestacional”, “Treponema Pallidum”, “Enfermagem” e “Tratamento da Sífilis”. Como critérios de inclusão utilizamos artigos publicados em português nos últimos 5 anos (entre os anos de 2020 a 2025), cartilhas e materiais do Ministério da Saúde disponíveis online e gratuitos que contemplem o tema, objetivos e problemática. Já os critérios de exclusão versam sobre estudos sem acesso online, estudos ainda não concluídos, monografias, dissertações e teses que divergiam quanto à temática do presente estudo.
A Prática Baseada em Evidências (PBE) propõe que os problemas de pesquisa sejam organizados utilizando-se a estratégia PICO. Por esse motivo, para auxiliar nas construções da pesquisa, foi utilizado essa estratégia que pode auxiliar o que de fato a pergunta de pesquisa deve especificar. Esse método é composto por quatro componentes importantes para a busca bibliográfica: P (População ou Problema de Saúde); I (Intervenção ou Exposição); C (Controle ou Comparador); O (Desfecho/Outcomes).
3.2 Análise de dados
Para a elaboração desta revisão bibliográfica seis etapas foram percorridas, sendo elas: 1ª etapa: seleção das hipóteses e a identificação do tema para a elaboração; 2ª etapa: estabelecer os critérios de exclusão e inclusão dos artigos, busca na literatura; 3ª etapa: 11 categorização e análise dos estudos; 4ª etapa: avaliação dos estudos referentes à revisão integrativa; 5ª etapa: discussão e apresentação dos resultados; 6ª etapa: apresentação da síntese do trabalho. Sendo que os dados foram analisados utilizando-se de fichamentos de artigos científicos de relevância relacionados ao tema. As análises dos dados extraídos dos artigos foram realizadas de forma descritiva, possibilitando observar, contar, descrever e classificar os dados, com o intuito de reunir o conhecimento produzido sobre o tema explorado na revisão.
3.3 Critérios de inclusão e exclusão
Os critérios de inclusão foram artigos escritos em português e inglês, com disponibilidade de texto completo gratuitamente, publicados nos bancos de dados descritos no período de 2020 a 2025. Já os critérios de exclusão fundamentaram-se em artigos e anais de congressos, conferência e monografias. Após coletados os dados eles foram analisados, interpretados, classificados e descritos as características do problema proposto para essa pesquisa como mostram os resultados a seguir.
4. RESULTADOS
Foram encontrados 70 artigos relacionados à temática. Após a leitura do título destes artigos, 40 foram excluídos por divergirem quanto à temática do presente estudo. Dos 30 estudos restantes, 10 foram excluídos após a leitura dos resumos, restando 20 destinados à leitura completa para uma análise mais detalhada. Destes, 15 artigos cumpriam todos os critérios de inclusão como podemos observar no fluxograma abaixo (Figura 1).
Figura 1- Fluxograma de seleção para os artigos incluídos nesta revisão.

Fonte: Elaborado pelo Autor (2025).
A base de dados que mais apresentou publicações selecionadas foi o Google acadêmico com sete (7) literaturas científicas, Scielo com quatro (04), Bvs com três (03) Lilacs com um (1). Considerando o período de estudo (2020-2025) a maior concentração de publicações ocorreu nos ano de 2020, 2022, 2024 e 2025 com três artigos selecionados cada. Na sequência o ano de 2021 com dois artigos e 2023 com apenas um selecionado. Totalizando 15 artigos para esta revisão de literatura como o fluxograma acima.
5. DISCUSSÃO
A assistência de enfermagem possui papel decisivo no enfrentamento da sífilis gestacional, especialmente após o diagnóstico da infecção. Uma vez identificada a doença, cabe ao profissional monitorar rigorosamente a evolução da gestação, assegurando a realização periódica de testes sorológicos conforme recomendações do pré-natal. Esse acompanhamento contínuo permite avaliar a resposta ao tratamento e identificar precocemente possíveis falhas terapêuticas, prevenindo a transmissão vertical (BATALHA et al., 2024).
Nesse processo, a orientação à gestante e à família assume caráter central: a enfermeira deve esclarecer a necessidade do tratamento completo com penicilina benzatina, único medicamento comprovadamente eficaz para interromper a transmissão materno-fetal. Do mesmo modo, devem ser enfatizadas as medidas preventivas, como o uso correto e constante de preservativos e a não partilha de objetos perfurocortantes, além da importância de testagem e tratamento simultâneo do parceiro, condição indispensável para evitar a reinfecção (DOMINGUES et al., 2025).
Diante do exposto pelos autores, torna-se evidente que o êxito no controle da sífilis gestacional depende tanto da precisão técnica quanto do compromisso educativo assumido pela enfermagem. A integração entre monitoramento clínico rigoroso e orientação contínua permite não apenas garantir a eficácia do tratamento com penicilina, mas também promover a participação ativa da gestante e de sua família no processo de cuidado. Assim, a atuação do enfermeiro se destaca por articular conhecimento científico, vigilância sistemática e ações preventivas, assegurando um pré-natal mais seguro e contribuindo de forma decisiva para a redução da transmissão vertical e para a proteção da saúde materno-infantil.
O cuidado integral também requer articulação com outros profissionais e serviços, uma vez que a sífilis pode demandar acompanhamento multidisciplinar. Encaminhamentos para infectologia, oftalmologia e outros especialistas possibilitam avaliações complementares e manejo oportuno de possíveis complicações maternas ou fetais (PAULI et al., 2024). Nesse sentido, destaca-se a necessidade de que os enfermeiros estejam devidamente capacitados para reconhecer sinais clínicos, interpretar exames, conduzir intervenções educativas e atuar com base nos protocolos vigentes. A qualificação profissional reforça a efetividade do pré-natal e contribui para a prevenção de desfechos graves, como parto prematuro, óbito fetal e sífilis congênita (SANTOS et al., 2020).
A consulta de enfermagem no pré-natal representa, portanto, um instrumento estratégico para a prevenção de agravos gestacionais. Realizada de acordo com os princípios da atenção integral, deve incluir anamnese minuciosa, investigação de antecedentes familiares e identificação de fatores de risco que possam comprometer o curso da gestação (PRESTES et al., 2025).
O exame físico completo, aliado à avaliação de parâmetros maternos e fetais, permite ao enfermeiro monitorar a saúde da gestante e identificar situações que exigem intervenções imediatas. Paralelamente, a solicitação e interpretação de exames complementares — como sorologias para sífilis, HIV e hepatites, além de ultrassonografias — fortalecem o rastreamento precoce de infecções e distúrbios que podem impactar o desenvolvimento fetal (DOMINGUES et al., 2025).
Dessa forma, os autores reforçam que a qualidade do pré-natal depende diretamente da atuação integrada e qualificada da enfermagem, que deve articular cuidado clínico, educação em saúde e encaminhamentos especializados sempre que necessário. Ao realizar avaliação completa, interpretar exames e identificar precocemente fatores de risco, o enfermeiro contribui para um acompanhamento mais seguro e resolutivo, reduzindo a probabilidade de complicações maternas e fetais.
Além do aspecto clínico, a consulta de enfermagem constitui um momento privilegiado para ações de promoção à saúde. Orientações sobre alimentação equilibrada, prática segura de atividades físicas, aleitamento materno, cuidados no puerpério e prevenção de infecções sexualmente transmissíveis contribuem para o empoderamento da gestante e a adoção de comportamentos protetores. A abordagem educativa, quando contínua e humanizada, melhora a adesão ao pré-natal e fortalece a autonomia da mulher para o autocuidado (RAMOS et al., 2025).
A atuação de uma equipe multidisciplinar incluindo médicos, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos e outros profissionais amplia a resolutividade do cuidado, favorecendo intervenções mais abrangentes e coerentes com as reais necessidades da gestante e da família (SILVA et al., 2024).
Por fim, destaca-se que a construção de um vínculo de confiança entre a gestante e a equipe de saúde é determinante para o êxito do acompanhamento pré natal. Relações pautadas no acolhimento, respeito e comunicação clara facilitam a adesão ao tratamento, a compreensão dos riscos e a participação ativa da gestante no processo de cuidado. Assim, o fortalecimento da consulta de enfermagem e a qualificação contínua dos profissionais são estratégias essenciais para reduzir a incidência de sífilis gestacional e assegurar melhores desfechos maternos e neonatais (CUNHA et al, 2020).
Em síntese, percebe-se que a consulta de enfermagem vai muito além do cuidado assistencial. Ela se torna um espaço estratégico para promover saúde, orientar a gestante e fortalecer o vínculo estabelecido durante o pré-natal. Ao unir orientações práticas, acolhimento e a atuação integrada com a equipe multiprofissional, entendo que a enfermagem contribui diretamente para aumentar a adesão ao acompanhamento pré-natal e para proporcionar uma gestação mais segura e bem acompanhada.
Dessa forma, a combinação entre cuidado humanizado, comunicação efetiva e capacitação contínua dos profissionais torna-se fundamental para prevenir a sífilis gestacional e alcançar melhores resultados maternos e neonatais.
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A partir dessa revisão de literatura, fica evidente que os registros de casos de Sífilis adquirida e gestacional no Brasil são alarmantes, precisando que o poder público tenha um olhar mais cauteloso a esse problema de saúde pública no pais. Bem como políticas educacionais que possibilitam os profissionais de saúde a ampliarem seus conhecimentos sobre o tema e aprimorar a assistência prestada a essas gestantes, contribuindo para a redução das complicações e consequências da sífilis na gestação.
Desta forma demostrou que algumas das ações e estratégias que os (as) enfermeiros (as) podem adotar para prevenir e diagnosticar precocemente a sífilis gestacional incluem a realização de testes de triagem de sífilis em todas as gestantes durante a primeira consulta pré-natal, no terceiro trimestre e na admissão para o parto, orientações acerca da prática de relações sexuais seguras, como o uso de preservativos, para prevenir a transmissão da sífilis, aconselhamentos individualizado e educar as gestantes sobre os riscos da sífilis gestacional, os sintomas e o tratamento, oferecer tratamento imediato com penicilina benzatina para as gestantes diagnosticadas com sífilis, bem como para seus parceiros sexuais, monitorar regularmente a resposta ao tratamento e garantir o acompanhamento adequado das gestantes e seus parceiros.
Sendo assim o papel do (da) enfermeiro (a) na promoção de cuidados de saúde e orientação à gestante inclui a realização de exames físicos e avaliações de saúde regulares para garantir o bem-estar da gestante e do feto, orientações as gestantes sobre hábitos saudáveis, como a alimentação adequada, a atividade física e a abstinência de álcool e drogas, encorajar as gestantes a comparecer a todas as consultas pré-natais e a seguir o plano de cuidados recomendado pelos profissionais de saúde, oferecer suporte emocional e psicológico às gestantes, especialmente aquelas diagnosticadas com sífilis, trabalhar em colaboração com outros profissionais de saúde para garantir uma abordagem multidisciplinar e integrada à prevenção e ao tratamento da sífilis gestacional.
Logo, o (a) enfermeiro (a) é um agente atuante na prevenção e promoção de saúde dentro da atenção básica, a qualidade da assistência da gestação é determinante para a diminuição da transmissão vertical da sífilis e de outras doenças infecciosas e contagiosas. Após avaliação dos resultados da pesquisa, descreve-se aqui as estratégias, principais recomendações terapêuticas, profiláticas e tratamento para a sífilis na gestação aplicada pela equipe de enfermagem.
Em suma, os enfermeiros desempenham um papel fundamental na prevenção e no diagnóstico precoce da sífilis gestacional, bem como na promoção de cuidados de saúde e orientação às gestantes. Através da educação, aconselhamento e tratamento, os enfermeiros podem ajudar a reduzir os riscos associados à sífilis gestacional e garantir o bem-estar da mãe e do feto.
REFERÊNCIAS
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1Discente do Curso Bacharelado em Enfermagem, Instituição de formação: Centro Universitário Anhanguera, E-mail: cauadias59@gmail.com
2Discente do Curso Bacharelado em Enfermagem, Instituição de formação: Centro Universitário Anhanguera, E-mail: jardelds23@gmail.com
3Discente do Curso Bacharelado em Enfermagem, Instituição de formação: Centro Universitário Anhanguera, E-mail: lauraphfeitosa@gmail.com
4Graduado em Enfermagem, Instituição de Formação: Faculdade dos Carajás, E-mail: albertbarroso150@gmail.com
5Graduado em Enfermagem, Instituição de Formação: Faculdade dos Carajás, E-mail: wilmanoeljr@gmail.com
6Graduado em Enfermagem, Instituição de formação: Centro Universitário Anhanguera, Pós-graduado em enfermagem do trabalho, Instituição de formação: Anhanguera, E-mail: tarssobrenno19@gmail.com
7Graduado em Enfermagem, Instituição de formação: Centro Universitário Anhanguera, E-mail: joaoenfermeiro0811@gmail.com
8Graduado em Enfermagem, Instituição de Formação: Universidade de Uberaba (Uniube). Mestre em Enfermagem Psiquiátrica e Saúde Mental, Instituição de Formação: Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP/USP), E-mail: lucas.duarte@carajasedu.com.br
9Graduada em Enfermagem, Mestre em Cirurgia e Pesquisa Experimental Pela Universidade Estadual do Pará (UEPA), Docente e Orientadora do Centro Universitário Anhanguera Instituição: Centro Universitário de Anhanguera, E-mail: edicarla.torres@hotmail.com
10Graduada em Enfermagem, Instituição de formação: Faculdade Adamantinenses Integradas (FAI) , Mestranda em Saúde da Família Instituição de formação: Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (UNIFESSPA) , Docente e Coorientadora do Centro Universitário Anhanguera, E-mail: dornas.stefani@gmail.com
