REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511221956
João Felipe de Sousa Silva¹
Maiara Santos Gomes¹
Mylena Cristina Mendonça Britez¹
Wideson Barbosa de Lima¹
Orientadora: Silvana Flora de Melo²
RESUMO
A hipoglicemia é uma complicação frequente e potencialmente grave em pacientes hospitalizados, especialmente aqueles com diabetes mellitus, podendo levar a sintomas como tontura, sudorese, confusão mental e perda de consciência. Este estudo teve como objetivo analisar a atuação do enfermeiro no manejo e prevenção da hipoglicemia, com foco em intervenções realizadas em unidades de terapia intensiva. Realizou-se uma revisão integrativa da literatura, selecionando artigos publicados nos últimos cinco anos nas bases LILACS e SciELO, utilizando os descritores “hipoglicemia”, “intrahospitalar” e “adulto”. Foram incluídos 10 estudos que evidenciam a importância do enfermeiro na prevenção, identificação precoce e manejo de episódios hipoglicêmicos. Os resultados destacam que o enfermeiro exerce papel central na monitorização contínua da glicemia, administração segura de insulina, observação de sinais clínicos e educação do paciente, sendo ainda responsável por intervenções críticas em situações de emergência, como cetoacidose diabética, Nesidioblastose e diabetes autoimune latente do adulto (LADA). Ademais, a educação em saúde e a comunicação efetiva com pacientes e familiares são estratégias essenciais para promover autocuidado e reduzir complicações. A capacitação contínua dos profissionais e a implementação de protocolos padronizados contribuem para a segurança e qualidade da assistência. Conclui-se que o enfermeiro se consolida como protagonista no manejo da hipoglicemia, integrando conhecimento técnico, cuidado humanizado e atuação preventiva, assegurando melhor prognóstico e segurança do paciente hospitalizado.
Palavras-chave: Hipoglicemia. Enfermagem. Intrahospitalar. Adultoríticos.
1. INTRODUÇÃO
A hipoglicemia é uma das complicações mais comuns e perigosas relacionadas ao tratamento do diabetes mellitus, especialmente em pacientes hospitalizados. A queda dos níveis de glicose no sangue pode causar sintomas como tontura, fraqueza, sudorese, confusão mental e até perda de consciência, sendo considerada uma urgência clínica que exige intervenção rápida da equipe de saúde. Nessa situação, o papel do enfermeiro é fundamental, pois é ele quem está mais próximo do paciente e realiza o monitoramento contínuo, identificando precocemente os sinais e sintomas para prevenir agravamentos (PACHECO, 2024; OLIVEIRA; SOUZA, 2024).
Nos hospitais, a hipoglicemia pode acontecer por vários motivos, como o uso incorreto de insulina, jejum prolongado, alimentação inadequada, falhas no cálculo da dose de insulina ou uso de medicamentos que interferem no controle glicêmico. Por isso, o enfermeiro precisa conhecer bem os fatores de risco e estar preparado para agir de forma rápida e segura (HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN, 2020). A atuação do enfermeiro inclui verificar a glicemia capilar, administrar corretamente a insulina, identificar sinais de hipoglicemia e orientar o paciente sobre como evitar novos episódios.
Segundo Pacheco (2024), muitos pacientes internados apresentam descontrole glicêmico, o que mostra a importância de uma assistência de enfermagem mais sistematizada e baseada em protocolos. Oliveira e Souza (2024) também destacam que pacientes críticos internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) têm mais risco de apresentar hipoglicemia, principalmente por causa do uso contínuo de medicamentos e da gravidade do estado clínico. Isso reforça que a UTI é um dos locais onde o enfermeiro mais precisa estar atento à monitorização glicêmica e à prevenção de eventos adversos.
Além da atuação técnica, a educação em saúde é uma parte importante do trabalho do enfermeiro. De acordo com Dorlivete (2022), o profissional deve orientar o paciente diabético e seus familiares sobre alimentação, horários corretos de medicação e sinais de alerta para hipoglicemia. Essa orientação reduz o número de complicações e melhora a qualidade de vida. Arones (2022) também destacou que a enfermagem tem papel fundamental em oferecer suporte emocional e em garantir o controle glicêmico adequado, promovendo um cuidado mais humanizado.
Nas unidades de pronto atendimento e nas UTIs, o enfermeiro assume uma posição de liderança, tanto na execução das intervenções quanto na comunicação com a equipe multiprofissional. Almeida et al. (2025), ao estudarem pacientes com cetoacidose diabética em UTI, reforçam que o enfermeiro é o profissional responsável por grande parte dos cuidados imediatos, como controle de glicemia, hidratação, administração de insulina e observação dos sinais vitais. Esses cuidados são essenciais para estabilizar o quadro clínico e evitar complicações mais graves.
Outro ponto importante é a ocorrência de hipoglicemia em pacientes com condições raras, como no estudo de Rodrigues et al. (2025), que descreve um caso de Nesidioblastose, e no de Figueiredo et al. (2021), sobre o diabetes autoimune latente do adulto (LADA). Em ambos, o papel do enfermeiro foi essencial no reconhecimento precoce das alterações glicêmicas e na assistência durante o tratamento hospitalar, mostrando que a enfermagem é indispensável mesmo em casos complexos e pouco frequentes.
Esses achados reforçam que a atuação do enfermeiro no manejo da hipoglicemia é indispensável em diferentes cenários de atenção à saúde. O enfermeiro não apenas executa cuidados técnicos, mas também observa, planeja, educa e atua de forma preventiva. O controle glicêmico adequado, a observação constante e o conhecimento científico são elementos que tornam esse profissional uma peça-chave na segurança do paciente hospitalizado. Assim, compreender a importância e as responsabilidades da enfermagem no manejo da hipoglicemia contribui para aprimorar a prática assistencial e garantir um atendimento mais seguro e humanizado.
2. OBJETIVO
Analisar a atuação do enfermeiro no manejo e prevenção da hipoglicemia em pacientes hospitalizados, com foco nas intervenções realizadas em unidades de terapia intensiva.
3. MATERIAIS E MÉTODOS
3.1 Pergunta estruturada que emergiu de um questionamento da prática
PICo
O presente estudo tem como foco os adultos hospitalizados e busca compreender a atuação do enfermeiro no manejo e na prevenção da hipoglicemia nesse contexto. Considerando que a hipoglicemia representa um importante evento adverso relacionado à segurança do paciente, torna-se essencial compreender como as práticas de enfermagem podem contribuir para sua redução e para a melhoria da qualidade assistencial. Diante disso, a pergunta norteadora deste trabalho foi formulada da seguinte maneira: qual é a importância e quais são as responsabilidades da enfermagem no manejo e na prevenção da hipoglicemia em adultos hospitalizados, e de que forma essa atuação contribui para um cuidado mais seguro e eficaz?
3.2 Tipo de estudo
Para a elaboração do presente trabalho optou-se pela Revisão Integrativa de Literatura – RIL, que tem como conceito reunir elementos abstratos e concretos, que ajudam a descrever e organizar de uma forma clara, o conhecimento de um determinado assunto. Contribui para a elaboração de conceitos que poderão auxiliar uma discussão de uma forma crítica para um melhor desenvolvimento clínico e cuidado integral. A busca foi realizada na BVS Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) especificamente na Literatura Latino-Americana do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Scielo. Os descritores utilizados segundo o Decs foram: hipoglicemia, intrahospitalar, adulto. Como critérios de inclusão considerou-se artigos na íntegra, disponíveis gratuitamente, publicados nos últimos cinco anos nos idiomas inglês, português. Como critérios de exclusão foram desconsiderados teses, dissertações, editoriais, artigos pagos e que não tivessem relação com o tema. Considerou-se inicialmente artigos e após leitura de título e resumo foram selecionados 19. Após essa análise, verificou-se que 10 estudos respondiam à questão norteadora do estudo. Os artigos incluídos foram analisados destacando as seguintes variáveis: Identificação dos artigos, conforme autoria, ano de publicação, título do artigo, base de dados, método e nível de evidência, objetivo do estudo, principais resultados e resposta à pergunta de pesquisa.
4. RESULTADOS
A seguir, estão apresentados os resultados encontrados nos estudos selecionados para esta revisão. Os dados foram organizados em uma tabela para facilitar a visualização das principais informações sobre cada pesquisa, como objetivos, métodos e conclusões. Essa apresentação ajuda a entender de forma mais clara como o enfermeiro atua no manejo e prevenção da hipoglicemia em pacientes hospitalizados.
Quadro 1:
| Título do Artigo | Autor | Ano | Objetivo | Local do Estudo | Principais Resultados |
| 1- Avaliação da insulinoterapia de pacientes diabéticos não críticos internados em um hospital universitário | Gabriely Golombieski et al. | 2024 | Descrever e agrupar os diferentes esquemas de insulina utilizados, traçar o perfil dos pacientes, identificar episódios de hipoglicemia e hiperglicemia e avaliar a presença de dados de glicemia capilar em prontuário eletrônico. | Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais (Paraná, Brasil) | A comorbidade mais prevalente foi a hipertensão arterial; 33% apresentaram hiperglicemia descompensada; o esquema mais usado foi escala móvel; 13 pacientes apresentaram hipoglicemia. |
| 2 – Aspectos clínicos e epidemiológicos de pacientes críticos com descontrole glicêmico | Giselle Oliveira Paiva et al. | 2024 | Avaliar os aspectos clínicos e epidemiológicos de pacientes adultos internados em UTI com hipoglicemia ou hiperglicemia. | Unidade de Terapia Intensiva na Zona da Mata Mineira (MG, Brasil) | 50% apresentaram hipoglicemia e 50% hiperglicemia; não houve associação significativa entre variáveis clínicas e ocorrência dos eventos; destaca importância da monitorização glicêmica. |
| 3 -Hipoglicemia hiperinsulinêmica persistente no adulto causada por Nesidioblastose no estado do Amazonas: relato de caso | Gabriella Fonseca de Jesus Mesquita et al. | 2025 | Relatar um caso raro de Nesidioblastose em adulto, seus desafios diagnósticos e terapêuticos, e o prognóstico. | Hospital Adventista de Manaus (AM, Brasil) | Paciente de 19 anos com hipoglicemia endógena por Nesidioblastose; diagnóstico confirmado por histopatologia; tratamento cirúrgico via pancreatectomia parcial com boa evolução clínica. |
| 4- Intervenciones de enfermería aplicadas a paciente adulto mayor con hipoglucemia en un hospital de ESSALUD | Dunia Aronés Gómez et al. | 2022 | Corrigir hipoglicemia e aplicar intervenções de enfermagem para estabilizar glicemia, reduzir ansiedade e promover hábitos saudáveis. | Hospital II ESSALUD, Piura (Peru) | Controle glicêmico e redução da ansiedade foram alcançados; 90% dos objetivos do primeiro diagnóstico (hipoglicemia) foram atingidos. |
| 5 -Riesgo de hipoglucemia segun el esquema de insulina em pacientes hospitalizados: estudio retrospectivo | Santiago Taracena Pacheco et al. | 2025 | — | — | |
| 6 -Assistência do enfermeiro no paciente adulto com cetoacidose diabética em unidade de terapia intensiva | Josiane Klems Pires et al. | 2025 | Abordar os aspectos relacionados à assistência do enfermeiro ao paciente com cetoacidose diabética em UTI, identificando sinais, sintomas e intervenções. | Revisão integrativa com estudos de 2015 a 2025 — Brasil | Enfermeiros têm papel essencial na correção da acidose, aplicação de insulina, reidratação, controle glicêmico e suporte ventilatório; sua atuação reduz complicações e melhora a qualidade de vida. |
| 7 -Intervenções do enfermeiro em pacientes portadores de diabetes mellitus tipo II com quadro de hipoglicemia na unidade de pronto atendimento | Ramon Von Victor Siqueira Gomes et al. | 2022 | Identificar as intervenções do enfermeiro diante das complicações de hipoglicemia em pacientes com diabetes tipo II em UPA. | Unidesc — Brasil | O julgamento clínico do enfermeiro é fundamental para diagnóstico precoce e tratamento rápido da hipoglicemia; a educação em saúde é essencial na prevenção de recorrências. |
| 8 – Prevalence and risk factors of spontaneous hypoglycemia in hospitalized patients: cross-sectional observational study and literature review | Daniel Pazos Pinto et al. | 2024 | Avaliar a prevalência e os fatores de risco de hipoglicemia espontânea (<70 mg/dL) em pacientes hospitalizados. | Hospital Santa Izabel — Salvador, BA (Brasil) | Em 2023, ocorreram 6.609 episódios de hipoglicemia (2,63% das medições); associada à idade avançada, insuficiência cardíaca, renal, cirrose e sepse; correlacionada a maior mortalidade. |
| 9 -Hipoglicemia no diabetes autoimune latente do adulto (LADA) associada ao distúrbio hipocalêmico: relato de caso | Bárbara Queiroz de Figueiredo et al. | 2021 | Relatar um caso de hipoglicemia grave associada à hipocalemia em paciente com diabetes autoimune latente do adulto (LADA). | Centro Universitário de Patos de Minas (Brasil) | Paciente de 65 anos apresentou hipoglicemia severa (51 mg/dL) e hipocalemia (2,8 mEq/L); discutido o risco de desequilíbrio eletrolítico e arritmia cardíaca em uso de insulina. |
Fonte: autoria própria
5. DISCUSSÃO
A revisão integrativa dos artigos selecionados permitiu compreender diferentes perspectivas sobre a hipoglicemia e suas complicações, bem como o papel fundamental do enfermeiro no manejo, prevenção e educação dos pacientes acometidos. De forma geral, os estudos abordam a hipoglicemia em diversos contextos clínicos, desde unidades de pronto atendimento e terapia intensiva até casos específicos em doenças metabólicas raras. Apesar das diferenças metodológicas, observa-se uma preocupação comum com a segurança do paciente, o cuidado humanizado e a importância da atuação crítica do enfermeiro.
Os estudos de Pacheco et al. de 2025 e Faria et al. de 2023 destacam a relevância do acompanhamento multiprofissional e da capacitação dos enfermeiros no cuidado a pacientes com distúrbios glicêmicos. Embora o trabalho de Pacheco et al. não apresente dados completos, é possível identificar a ênfase na avaliação de condutas clínicas e na necessidade de aprimorar protocolos assistenciais. Já Faria et al. (2023) aborda a importância da troca de experiências científicas e acadêmicas, reforçando o papel do enfermeiro como agente de disseminação de conhecimento dentro das instituições de saúde(11, 4).
Os estudos “Avaliação da insulinoterapia de pacientes diabéticos não críticos internados em hospital universitário” (2024) e “Aspectos clínicos e epidemiológicos de pacientes críticos com descontrole glicêmico” (2024) destacam a complexidade do controle glicêmico em pacientes hospitalizados, evidenciando a frequência de episódios de hipo e hiperglicemia, especialmente em indivíduos com comorbidades. Ambos reforçam a importância do monitoramento contínuo e da atuação do enfermeiro na administração segura da insulina, fatores essenciais para prevenir complicações e garantir a segurança do paciente (8,10).
Os estudos de Gomes et al. (2022) e Gomez et al. (2022) reforçam o protagonismo do enfermeiro nas intervenções clínicas e educativas em situações de hipoglicemia. Gomes et al. abordam o atendimento em unidade de pronto atendimento, destacando que o julgamento clínico rápido do enfermeiro é decisivo para evitar complicações graves. Além disso, o artigo evidencia a importância da educação em saúde para prevenir novos episódios, orientando pacientes sobre alimentação adequada, horários de medicação e reconhecimento precoce dos sinais de hipoglicemia (6,7).
De forma semelhante, Gomez et al. (2022), em seu estudo realizado em hospital peruano, demonstrou que as intervenções de enfermagem — como o controle glicêmico rigoroso, o apoio emocional e o incentivo à adesão ao tratamento — são capazes de melhorar significativamente o quadro clínico e reduzir a ansiedade dos pacientes. Ambos os trabalhos reforçam que o enfermeiro é um elo fundamental entre o tratamento clínico e o autocuidado, sendo responsável por orientar, acolher e acompanhar os pacientes durante todo o processo terapêutico (6).
A pesquisa intitulada “Assistência do enfermeiro no paciente adulto com cetoacidose diabética em unidade de terapia intensiva” (2025) amplia a discussão sobre o papel da enfermagem diante de emergências metabólicas graves. O artigo mostra que a cetoacidose diabética requer intervenções rápidas, controle rigoroso de fluidos e administração adequada de insulina, atividades que estão diretamente sob responsabilidade da equipe de enfermagem. O estudo ressalta ainda que o enfermeiro deve possuir conhecimento técnico-científico para reconhecer precocemente sinais de descompensação e prevenir complicações como choque e coma hipoglicêmico (12).
O artigo “Prevalence and risk factors of spontaneous hypoglycemia in hospitalized patients” (2024) contribui para o entendimento dos fatores associados à hipoglicemia em ambiente hospitalar. Foram observados mais de seis mil episódios de hipoglicemia em um único hospital, sendo mais comuns em pacientes idosos e portadores de doenças crônicas. Esse achado reforça a necessidade de protocolos de prevenção e avaliação contínua da glicemia capilar, funções que integram o processo de enfermagem e garantem a segurança do paciente crítico (13).
Os relatos de caso “Hipoglicemia hiperinsulinêmica persistente no adulto causada por Nesidioblastose” (2025) e “Hipoglicemia no diabetes autoimune latente do adulto (LADA)” (2021) destacam condições endócrinas raras com episódios graves de hipoglicemia, evidenciando a importância do diagnóstico preciso e do acompanhamento multiprofissional. Nos dois casos, o enfermeiro desempenha papel crucial na observação clínica, controle laboratorial, educação do paciente e comunicação com a equipe, garantindo manejo seguro e eficaz (3,5).
De forma geral, os estudos revisados apontam que a atuação do enfermeiro é determinante na prevenção, identificação e manejo da hipoglicemia e suas complicações. Seja em unidades críticas, ambulatórios ou em atendimento de urgência, a presença de protocolos bem definidos e a capacitação contínua da equipe de enfermagem são essenciais para garantir uma assistência segura e de qualidade.
Além disso, a literatura evidencia que a educação em saúde, a comunicação efetiva e o olhar integral sobre o paciente são fatores que fortalecem a liderança do enfermeiro e sua influência direta na melhoria dos indicadores clínicos e na humanização do cuidado hospitalar. Assim, o conjunto dos artigos demonstra que o enfermeiro, quando bem preparado e inserido em um ambiente colaborativo, desempenha um papel essencial tanto na gestão do cuidado quanto na segurança e bem-estar do paciente diabético.
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A revisão integrativa evidenciou que a hipoglicemia exige atenção constante da equipe de saúde, com destaque para o papel essencial do enfermeiro na prevenção, reconhecimento precoce e manejo adequado desses episódios. O controle glicêmico envolve monitoramento contínuo, administração segura da insulina, observação de sinais clínicos e educação do paciente, sendo ainda mais crítico em ambientes de alta complexidade, como UTIs, onde decisões ágeis podem salvar vidas. A educação em saúde é apontada como estratégia preventiva fundamental, permitindo que pacientes e familiares reconheçam sintomas, adotem hábitos adequados e pratiquem o autocuidado, reforçando o caráter humanizado da enfermagem.
Além disso, a capacitação contínua dos profissionais e a implementação de protocolos padronizados aumentam a segurança e promovem assistência baseada em evidências. Estudos de caso mostram que a atenção detalhada do enfermeiro é indispensável em condições raras, como Nesidioblastose e diabetes autoimune latente do adulto (LADA), evidenciando sua função como elo entre paciente e equipe multiprofissional. Assim, o enfermeiro se consolida como protagonista no manejo da hipoglicemia, integrando conhecimento técnico, cuidado e comunicação, o que contribui para a qualidade, segurança e humanização do atendimento hospitalar.
7. REFERÊNCIAS
1 – BORGES F. Assistência De Enfermagem Ao Paciente Com Hipoglicemia e Sua Relação Com a Insulinoterapia. Link Science Place. 2017; doi:10.17115/2358-8411/V3N2A1
2 – DE SOUZA,RP; LIMA, PM; LIMA, PM Hipoglicemia neonatal e a atuação do enfermeiro: uma revisão de literatura / Hipoglicemia neonatal e o papel do enfermeiro: uma revisão de literatura. Revista Brasileira de Revisão de Saúde , [S. l.] , v. 1, pág. 3787–3798, 2022. DOI: 10.34119/bjhrv5n1-324.
3 – MESQUITA, G. F. de J.; FERREIRA, E. A. dos R. S.; SILVA, L. F. R. e; MELO, A. M. de; NEVES, L. S. das. Hipoglicemia hiperinsulinêmica persistente no adulto causada por Nesidioblastose no estado do Amazonas: relato de caso. CONTRIBUCIONES A LAS CIENCIAS SOCIALES, [S. l.], v. 18, n. 2, p. e15420, 2025. DOI: 10.55905/revconv.18n.2-157.
4 – FARIA, L. Relato de experiência: Congresso das Universidades Estaduais de São Paulo. 2023.
5 – FIGUEIREDO, B. Q.; et al. Hipoglicemia no diabetes autoimune latente do adulto (LADA) associada ao distúrbio hipocalêmico: relato de caso. Research, Society and Development, v. 10, n. 12, e278101220126, 2021.
6 – GÓMEZ, Dunia Aronés et al. Intervenciones de enfermería aplicadas a paciente adulto mayor con hipoglucemia en un hospital de ESSALUD. Investigación e Innovación: Revista Científica de Enfermería, v. 2, n. 2, p. 75-85, 2022.
7- GOMES, Ramon; GODOY, Sandra. Intervenções do enfermeiro em pacientes portadores de diabetes mellitus tipo II com quadro de hipoglicemia na unidade de pronto atendimento. Repositório Institucional, v. 2, n. 1, 2024.
8 – GOLOMBIESKI, Gabriely; VEBER, Ana Paula; BARBOZA, Fernanda Malaquias. Avaliação da insulinoterapia de pacientes diabéticos não críticos internados em um hospital universitário. Research, Society and Development, v. 13, n. 10, p. e146131047183-e146131047183, 2024.
9 – HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN. Diagnóstico e tratamento da hiperglicemia e hipoglicemia nos pacientes internados. São Paulo: Hospital Israelita Albert Einstein, 2020.
10 – PAIVA, Giselle Oliveira et al. Aspectos clínicos e epidemiológicos de pacientes críticos com descontrole glicêmico. Revista Eletrônica Acervo Saúde, v. 24, n. 11, p. e17853-e17853, 2024.
11 – PACHECO, R. Avaliação da insulinoterapia de pacientes diabéticos não críticos internados em um hospital universitário. 2024.
12 – PIRES, Josiane Klems et al. Assistência do enfermeiro no paciente adulto com cetoacidose diabética em unidade de terapia intensiva. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, v. 11, n. 9, p. 3633-3645, 2025.
13 – PINTO, Daniel Pazos; COSTA, Filipe Quadros; FEITOSA, Alina Coutinho Rodrigues. Prevalence and Risk Factors of Spontaneous Hypoglycemia in Hospitalized Patients: Cross-Sectional Observational Study and Literature Review. Revista Científica Hospital Santa Izabel, v. 8, n. 3, p. 88-99, 2024.
14 – REVISTA DE MEDICINA DA UFC. Protocolo para controle glicêmico hospitalar. Fortaleza, 2019.
¹Discentes da universidade Anhembi Morumbi
²Docente da universidade Anhembi Morumbi
