O IMPACTO DAS COMPLICAÇÕES DE IMPLANTES ZIGOMÁTICOS NA REABILITAÇÃO ORAL: UMA REVISÃO DE LITERATURA

THE IMPACT OF ZYGOMATIC IMPLANTS COMPLICATIONS ON ORAL REHABILITATION: A LITERATURE REVIEW

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202511170933


Alaiana Cristina Giroto da Cruz¹
Gustavo Carvalho Mendes¹
Ana Clara Souto Dompsin¹
Daniel Almeida Ferraz¹
Prof. Me. Luiz Eduardo de Góes Ladeia²


Resumo

A utilização de implantes zigomáticos na reabilitação protética de pacientes com atrofia maxilar severa representa uma opção terapêutica significativa, porém não livre de complicações. Esta revisão tem como objetivo examinar e relatar as complicações cirúrgicas mais comuns relacionadas ao uso de implantes zigomáticos. Para tanto, foi realizada uma busca eletrônica nas bases de dados PubMed, SciELO e Google Acadêmico, juntamente com busca manual, considerando artigos em inglês e português publicados entre 2000 e 2025. Da busca resultaram 170 artigos iniciais, dos quais 48 foram considerados relevantes e 22 selecionados para análise final. Observou-se que a literatura ainda é limitada quanto à abordagem detalhada das complicações associadas a esse tipo de reabilitação, o que reforça a necessidade de contribuir cientificamente para o aprofundamento do tema e aprimoramento das práticas clínicas. Após as análises, as principais complicações identificadas foram sinusite, falta de osseointegração, parestesia, equimose, laceração labial, infecções locais e fístulas ao nível do implante. Portanto, este estudo busca ampliar o entendimento sobre o tema e favorecer a melhoria das condutas clínicas na reabilitação de maxilas atróficas com implantes zigomáticos.

Palavras-chave: Implantes Dentários. Cirurgia Maxilofacial. Maxila Atrófica. Zigoma. Prótese Dentária Fixada por Implante.

Abstract

The use of zygomatic implants in the prosthetic rehabilitation of patients with severe maxillary atrophy represents a significant therapeutic option, although not free from complications. This review aims to examine and report the most common surgical complications associated with the use of zygomatic implants. An electronic search was conducted in the PubMed, SciELO, and Google Scholar databases, along with a manual search, considering articles in English and Portuguese published between 2000 and 2025. The initial search yielded 170 articles, of which 48 were considered relevant and 22 were selected for final analysis. It was observed that the literature remains limited regarding the detailed discussion of complications associated with this type of rehabilitation, highlighting the need for further scientific contributions to deepen understanding and improve clinical practices. After analysis, the main complications identified were sinusitis, lack of osseointegration, paresthesia, ecchymosis, labial laceration, local infections, and implant-level fistulas. Therefore, this study seeks to broaden the understanding of the topic and promote the improvement of clinical approaches in the rehabilitation of atrophic maxillae with zygomatic implants.

Keywords: Zygomatic implants; Maxillary atrophy; Surgical complications; Oral rehabilitation; Osseointegration.

1. Introdução

A  técnica de fixação zigomática descrita por Per-Ingvar Brånemark em 1989, consiste em realizar uma ancoragem intraósea eficiente para a reabilitação com prótese total fixa (Boyes-Varley et al., 2003). Estudos prévios demonstraram que as taxas de sucesso dos implantes zigomáticos são próximas a 100%, baseadas na ausência de dor e de mobilidade. Esses resultados indicam um prognóstico favorável e previsibilidade na reabilitação de maxilas severamente atróficas (Brånemark et al., 2004; Bedrossian et al., 2002; Chow et al., 2006; Davó et al., 2007; Aparício et al., 2008; Nakai et al., 2003; Malavez et al., 2004).

Assim, os implantes zigomáticos surgem como alternativa promissora na reabilitação oral de pacientes com atrofia maxilar severa, uma vez que demonstram uma alta taxa de sucesso e poucas complicações para a reabilitação dessas condições (Borgonovo et al., 2020). Por outro lado, várias complicações podem ocorrer após a cirurgia, afetando diretamente o êxito do tratamento e o bem-estar do paciente. A abordagem cirúrgica dos implantes zigomáticos é caracterizada por uma visibilidade intraoperatória limitada, o que a torna “semi-cega”, especialmente em razão das complexidades anatômicas da região.

Apesar dos avanços tecnológicos dos implantes zigomáticos e seu sucesso comprovado, essa opção de reabilitação é sensível, e não uma rotina na prática odontológica, exigindo domínio técnico, experiência cirúrgica e conhecimento anatômico aprofundado, o que a torna bastante suscetível a complicações. 

A partir desse contexto, é sabido que há poucos estudos que discutam esses distúrbios, sejam imediatos ou tardios, embora sejam conhecimentos essenciais para os cirurgiões que realizam esse procedimento (Gulinelli et al., 2021). Dada esta discrepância, emerge a necessidade de se discutir quais são as principais complicações relacionadas à instalação dos implantes zigomáticos e de que forma elas podem impactar o sucesso do tratamento.

Assim, este estudo teve como objetivo, investigar as complicações mais frequentes associadas à instalação de implantes zigomáticos, bem como avaliar os impactos clínicos decorrentes dessas intercorrências no sucesso do tratamento. Dessa forma, compreender de maneira aprofundada as complicações associadas à instalação de implantes zigomáticos não apenas contribui para o avanço do conhecimento científico, mas também oferece subsídios importantes para a prática clínica, auxiliando cirurgiões na tomada de decisões mais seguras e fundamentadas. Ao reunir e analisar criticamente a literatura existente, esta revisão pode contribuir no fortalecimento da base teórica e prática sobre o tema, ressaltando a importância da prevenção, do manejo adequado das intercorrências e da busca por maior previsibilidade nos resultados obtidos com essa modalidade de reabilitação.

2. Metodologia 

Este estudo consiste em uma revisão integrativa da literatura, que visa identificar, analisar e sintetizar evidências científicas sobre as complicações relacionadas aos implantes zigomáticos, respondendo às perguntas norteadoras:“Quais são as principais complicações que podem ocorrer durante a instalação de implantes zigomáticos?” “Quais os efeitos das complicações pós-cirúrgicas em pacientes que receberam implantes zigomáticos?”

Para a formulação da pergunta, utilizou-se a estratégia PICO, de forma a garantir maior clareza e objetividade na definição do problema de pesquisa.

O levantamento bibliográfico foi realizado nas bases de dados PubMed (Medical Literature Analysis and Retrieval System Online), SciELO (Scientific Electronic Library Online) e Google Acadêmico, considerando publicações em português e inglês  no período de 2000 a 2025.

Foram utilizados descritores específicos do DeCS/MeSH, tais como: “Implantes Dentários”, “Cirurgia Maxilofacial”, “Maxila Atrófica”, “Zigoma”, “Prótese Dentária Fixada por Implante”, “Dental Implants”, “Surgery, Oral”, “Zygoma”, “Atrophic Maxilla” e “Dental Prosthesis, Implant-Supported”. Esses termos foram aplicados de forma isolada ou combinada por meio dos operadores booleanos AND e OR, assegurando que a busca fosse ao mesmo tempo ampla e precisa.

Foram considerados elegíveis para esta revisão os estudos publicados entre os anos de 2000 e 2025, disponíveis nos idiomas português, inglês ou espanhol. Foram incluídos ensaios clínicos, relatos de caso, estudos retrospectivos e revisões sistemáticas que abordassem de forma direta as complicações intra e pós-operatórias associadas aos implantes zigomáticos. Além disso, os trabalhos deveriam apresentar relevância científica e contribuição efetiva para a resposta às perguntas norteadoras propostas.

Foram excluídos os estudos que não tratavam especificamente de implantes zigomáticos, bem como aqueles identificados como duplicados nas bases de dados. Também foram desconsideradas as produções pertencentes à literatura cinzenta (tais como teses, dissertações e resumos de congresso). Da mesma forma, artigos que apresentavam alto risco de viés metodológico ou que não forneciam dados consistentes sobre complicações clínicas foram eliminados da análise.

A estratégia de seleção e exclusão foi sistematizada segundo as recomendações do PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses), de forma a garantir rigor metodológico e transparência na triagem dos estudos. Após a aplicação dos critérios, os artigos incluídos compuseram o corpus final da revisão, que foi analisado de maneira crítica e comparativa.

Complementarmente, foram consultadas obras de referência da área de implantodontia e cirurgia maxilofacial, a fim de enriquecer a fundamentação teórica e ampliar a discussão.

Tabela 1 – Fluxograma PRISMA da seleção dos estudos

Fonte: Autores 2025 , adaptado do modelo PRISMA 2020 (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses).

Resultados e análise de dados

Com base nos critérios de seleção estabelecidos na metodologia, foram identificados estudos relevantes que abordam as complicações associadas aos implantes zigomáticos, incluindo revisões sistemáticas, estudos clínicos, coortes e relatos narrativos. A análise dos dados extraídos permite uma visão detalhada das intercorrências mais frequentes, das estratégias de manejo adotadas pelos autores e dos desfechos clínicos observados. As tabelas a seguir apresentam essas análises de forma organizada, permitindo uma compreensão clara das complicações, medidas preventivas e resultados relatados nos artigos selecionados.

Tabela 2- Tabela comparativa de estudos sobre complicações de implantes e implicações na reabilitação oral

Autor/AnoTipo de EstudoPrincipais complicações observadasImpacto na reabilitação oralConclusões / Resultados principais
Sharma EM, Smith KD (2025)Revisão clínico educativoHematomas, Seroma, Infecção, Deiscência ferida, Reabsorção de cumeeira alveolar, Desfecho estético pobre ou indesejado, Deslocamento ou mal posicionamento, Cicatrizando, Lesão nervosaInfecção, respostas inflamatórias que requerem drenagens, podendo deixar cicatrizes, e no pior dos casos, a necessidade de retirar o implanteImplantes representam corpo estranho e envolvem riscos: uma das complicações mais comuns é a má estética (assimetria), e em casos mais raros podem ocorrer infeção ou erosão óssea.
D’Agostino et al (2021)Estudo longitudinal retrospectivo Manifestações clínicas da sinusite associada a implantes zigomáticos. Falta de osseointegração na crista alveolar.Alterações radiográficas dos seios maxilares.Mucosite peri-implantarAs complicações associadas aos implantes zigomáticos, como sinusite, falha de osseointegração e mucosite peri-implantar, podem comprometer diretamente o sucesso da reabilitação oral. A perda de estabilidade do implante e os processos inflamatórios nos seios maxilares dificultam a adaptação da prótese, provocando dor, desconforto e necessidade de novas intervenções cirúrgicas.Os resultados indicam que os implantes zigomáticos representam uma alternativa previsível e eficaz para a reabilitação de maxilas atróficas, proporcionando menor morbidade, tempo de tratamento reduzido e maior conforto ao paciente. Contudo, as complicações associadas, especialmente as relacionadas à saúde sinonasal e aos tecidos peri-implantares, exigem acompanhamento rigoroso e atenção clínica contínua. 
Fiamoncini(2020)Revisão de Literatura SistemáticaSinusite maxilar – 162 casos (2,98%), sendo a complicação mais frequente;

Infecção dos tecidos moles – 129 casos (2,37%);

Parestesia – 16 casos (0,29%);

Fístula orosinusal – 21 casos (0,38%);

Dor persistente – 9 casos (0,16%);

Exposição do implante – 5 casos (0,092%);

Falha de osseointegração – 16 casos (0,29%)
Apesar das possíveis complicações, o uso de implantes zigomáticos proporciona uma alternativa viável e eficaz para a reabilitação de pacientes com atrofia maxilar severa, permitindo evitar enxertos ósseos complexos e reduzindo o tempo total de tratamento. Entretanto, a ocorrência de sinusites, infecções e falhas de osseointegração pode comprometer temporariamente o sucesso da reabilitação e exigir intervenções adicionais. O sucesso clínico está fortemente relacionado à experiência do cirurgião e ao conhecimento anatômico detalhado da região zigomática.O implante zigomático é uma opção segura e previsível para reabilitação de maxilas atróficas, desde que realizado por profissionais experientes.
A sinusite maxilar é a complicação mais recorrente e deve receber atenção especial no planejamento e acompanhamento pós-operatório.

Há baixa incidência geral de complicações, indicando bom prognóstico quando a técnica é corretamente executada.Faltam estudos comparativos e controlados que analisem de forma mais aprofundada as complicações trans e pós-operatórias.
Tzerbos et al. (2016)Relato de casos clínicosFístula cutânea na região zigomático-orbitária, decorrente de necrose asséptica da porção apical do implante; Falha de osseointegração, levando à perda de um implante; Periimplantite, resultando em remoção parcial em um caso e remoção total do implante em outro.Apesar da gravidade das complicações relatadas, nenhum dos casos comprometeu de forma definitiva a reabilitação protética. Todos os pacientes foram tratados adequadamente, com manutenção da função e estabilidade das próteses após ajustes e intervenções corretivas.Esses achados reforçam que, embora as intercorrências possam ocorrer, o planejamento adequado e o manejo clínico oportuno são capazes de preservar o sucesso funcional da reabilitação oral.As complicações mais sérias, como necrose, periimplantite e falha de osseointegração, podem colocar em risco o sucesso do tratamento, exigindo acompanhamento rigoroso e intervenções rápidas.
Mesmo diante dessas complicações, a restauração protética pode ser mantida funcional, evidenciando que a técnica apresenta bom prognóstico quando manejada corretamente.
Molinero- Mourell (2016)Revisão de Literatura SistemáticaA revisão identificou como complicações cirúrgicas mais frequentes associadas aos implantes zigomáticos:Sinusite maxilar – 3,9% dos casos;
Falha de osseointegração – 2,44% dos casos.
Apesar de representarem uma alternativa eficaz para reabilitação de maxilas com atrofia óssea grave, as complicações citadas podem interferir temporariamente na estabilidade e na longevidade dos implantes. Os implantes zigomáticos configuram uma opção previsível para reabilitação de maxilas atróficas, mas não estão isentos de complicações.

As complicações mais comuns são sinusite e falha de osseointegração. Há necessidade de padronização nos critérios de coleta e relato de dados sobre complicações para permitir comparações mais precisas entre estudos.
Guilinelli JL et al (2018)Revisão sistemáticaSinusite maxilarAlterações peri-implantaresComplicações protéticasFístulas buco-sinusaisParestesiacomplicações cirúrgicas imediatasPrevisibilidade e sobrevida geralmente boas, permitindo reabilitação fixa em maxilas muito atróficas sem enxertos extensos Sinusite e peri-implantite Complicações protéticas  Complicações neurossensoriais ou orbitáriasImplantes zigomáticos são uma solução viável e com altas taxas de sobrevivência para reabilitar maxilas atróficas, especialmente quando enxertos extensos não são desejáveis.  Sinusite é a complicação mais frequente; técnicas cirúrgicas que preservem/evitem a violação do seio (ex.: abordagens extrassinusal  ZAGA) e um planejamento tomográfico cuidadoso podem reduzir essa incidência. Necessidade de reporte padronizado de complicações.
Chrcanovic B. (2013)Revisão sistemática da literatura, com análise quantitativa de dados secundários e cálculo de taxa de sobrevivência cumulativa (CSR) ao longo de 12 anosSinusite maxilar, como a intercorrência mais frequente;
Falhas de osseointegração, em menor proporção;
Além de outros eventos menos comuns, como infecções locais, parestesias e fístulas orossinusais, relatados pontualmente em alguns estudos clínicos.
A análise dos 42 estudos demonstrou que os implantes zigomáticos apresentam alta taxa de sobrevivência cumulativa (CSR) ao longo de até 12 anos de acompanhamento, o que reforça sua eficácia e previsibilidade clínica na reabilitação de pacientes com atrofia maxilar severa..A taxa de sobrevivência dos implantes zigomáticos é elevada mesmo em acompanhamentos prolongados, demonstrando segurança e estabilidade do procedimento.

As principais complicações continuam sendo sinusite e falhas de osseointegração, geralmente controláveis com tratamento adequado.
Polido et al., 2023Revisão sistemáticaSinusite, perfuração do seio maxilar           Necessidade de acompanhamento pós-operatório rigorosoIndicações limitadas a casos de atrofia maxilar severa; adequada seleção de pacientes reduz complicações.
Wadde et al., 2024Estudo clínicoSinusite, desconforto pós-operatórioReabilitação mais rápida com técnica quad zygomaTécnica quad zygoma mostrou menor tempo de reabilitação em comparação à bizygoma, com taxas de sucesso semelhantes.
Fan et al., 2025Estudo de coortePerda óssea marginal, inflamação leveIntegração óssea satisfatória e boa função protéticaZygomatic implants são opção previsível para maxila parcialmente edêntula, com alta taxa de sucesso a longo prazo.
Bergeron et al.,2025Revisão narrativa / RelatoImpacta estética e função mastigatóriaReabilitação oral deve considerar estabilidade do arco zigomático e planejamento multidisciplinar.Monitoramento periódico reduz falhas.
Sharma & Smith,2025Revisão de literaturaInfecção local, rejeição de implante facialReintervenções cirúrgicas possíveisAntibioticoterapia profilática indicada.

Fonte: Autores 2025

A análise dos estudos selecionados demonstrou que os implantes zigomáticos são uma opção eficaz e confiável para a reabilitação de maxilas atróficas, embora não estejam isentos de complicações. Entre os principais estudos revisados, foram relatadas intercorrências como sinusite maxilar, falha na osseointegração, infecções de tecidos moles, periimplantite, fístulas orossinusais, parestesias, lesões nervosas, hematomas, seromas, deiscência de ferida e alterações estéticas indesejadas. 

A frequência de cada complicação variou conforme os estudos, sendo a sinusite a mais comum, com taxas relatadas entre 2,98% e 3,9% (Fiamoncini, 2020; Molinero-Mourell, 2016; Guilinelli et al., 2018; Chrcanovic, 2013). As falhas de osseointegração apresentaram menor incidência, variando de 0,29% a 2,44%, mas podem comprometer temporariamente a estabilidade do implante.

O impacto na reabilitação oral foi considerado variável, dependendo da gravidade das complicações e da experiência do cirurgião. Intercorrências como sinusite, mucosite peri-implantar e falhas de osseointegração podem causar desconforto, dor, necessidade de procedimentos adicionais e dificuldade na adaptação da prótese. Contudo, em estudos de casos clínicos (Tzerbos et al., 2016) e revisões sistemáticas (Chrcanovic, 2013), a maioria das complicações não afetou de forma definitiva a função protética, permitindo a continuidade da reabilitação por meio de ajustes apropriados e manejo clínico adequado. 

Os estudos analisados evidenciam que, embora os implantes zigomáticos apresentem bons índices de sucesso, ainda podem ocorrer complicações cirúrgicas e pós-operatórias. Silva et al. (2023) relataram perda óssea e inflamação pós-cirúrgica, destacando que o uso de protocolos antibióticos reduz esses eventos. Oliveira et al. (2022) observaram infecção e falha de enxerto, ressaltando a importância do planejamento prévio detalhado. Martins et al. (2021) apontaram dor e hemorragia associadas ao atraso na cicatrização, indicando que o controle da dor melhora a adesão do paciente à reabilitação. Costa et al. (2020) identificaram perda de implantes relacionada à falta de monitoramento periódico, enquanto Pereira et al. (2019) relataram infecção local e atraso no protocolo protético, reforçando a necessidade de antibioticoterapia profilática. De forma geral, os resultados indicam que o sucesso do tratamento depende de planejamento adequado, controle das infecções e acompanhamento clínico contínuo.

As complicações como sinusite, perfuração do seio maxilar, perda óssea marginal, inflamação leve e infecção local. Polido et al. (2023) destacaram a necessidade de acompanhamento pós-operatório rigoroso, enquanto Wadde et al. (2024) observaram que a técnica quad zygoma reduziu o tempo de reabilitação, mantendo altas taxas de sucesso. Fan et al. (2025) relataram boa integração óssea e função protética. Já Bergeron et al. (2025) e Sharma & Smith (2025) enfatizaram a importância do planejamento multidisciplinar e do uso de antibioticoterapia profilática para prevenir infecções e falhas.

Em suma , apesar das intercorrências clínicas possíveis, os implantes zigomáticos demonstram eficácia, previsibilidade e boa sobrevida, consolidando-se como uma alternativa viável para a reabilitação oral em pacientes com atrofia maxilar severa.

Tabela 3 – Complicações cirúrgicas e pós cirúrgicas associadas aos implantes zigomáticos

              Autor/Ano 
Implantes não osseointe
grados 
                Sinusite                 Parestesia              Fístula ao nível do Implante                Equimose           Laceração labial                   Infecção local
Aparicio C. (2006)063N/M650
Aparicio C. (2008)18N/MN/MN/MN/MN/MN/M
Aparicio C. (2010)0N/M00N/MN/M0
Becktor JP (2005)3N/M65N/MN/M9
Bedrossian E. (2010)2N/M3N/M4N/MN/M
Chrcanovic B. (2012)56N/M701715N/M48
Davó R. (2010)6N/M01N/MN/MN/M
Malevez C. (2003)12000N/M0
Migliorança R. (2012)0N/M1N/MN/MN/MN/M
Zwahlen R. (2005)0N/M100N/M0
D’Agostino et al (2021)39N/M21N/MN/M9
Maló et al.(2015)N/M26N/M54N/MN/MN/M
Goiato et al(.2014)N/M33N/MN/MN/MN/MN/M
Branemark et al. (2004)N/MN/MN/MN/M2N/M
Tzerbos et al. (2016)3N/MN/M1N/MN/MN/M
Bothur et al. (2015)N/M14N/MN/MN/MN/MN/M
Fernandez et al. (2014)N/M6N/MN/M11N/M
Rajan et al. (2014)2N/MN/MN/MN/MN/MN/M
Garcia Garcia et al. (2016)N/MN/MN/M22N/MN/M

Legenda: N/M = Não mencionado. Fonte: Adaptado de Molinero-Mourelle P. et al., Med Oral Patol Oral Cir Bucal, 2016; 21(6): e751–e757.

A análise dos estudos revisados demonstrou que os implantes zigomáticos, embora eficazes na reabilitação de maxilas atróficas, estão associados a diversas complicações cirúrgicas e pós-cirúrgicas.

A sinusite maxilar foi a intercorrência mais frequente, reportada em 6 a 33 casos em diferentes estudos (Aparicio, 2006; Maló et al., 2015; Goiato et al., 2014). As falhas de osseointegração variaram de 0 a 56 casos, sendo mais elevadas em Chrcanovic B. (2012). Parestesias foram observadas principalmente em Chrcanovic B. (2012) com 70 casos e Becktor JP (2005) com 6 casos, indicando risco neurossensorial, embora menos prevalente que a sinusite. Fístulas ao nível do implante foram registradas com menor frequência, destacando-se Maló et al. (2015) com 54 casos e D’Agostino et al. (2021) com 21 casos. Casos de equimose, laceração labial e infecção local ocorreram esporadicamente, com maior incidência de infecção em Chrcanovic B. (2012) com 48 casos.

Discussão

Em comparação aos implantes convencionais, os implantes zigomáticos apresentam comportamento biomecânico singular, decorrente de seu maior comprimento e da ancoragem em posição angulada e distante do ponto de carga. Essa configuração exige planejamento criterioso, pois o osso zigomático, de estrutura trabecular menos favorável, é compensado pela estabilidade conferida pelo osso cortical da parede lateral do seio maxilar (Aparicio et al., 2006). O sucesso dessa reabilitação depende de uma abordagem integrada, na qual os implantes zigomáticos atuam em conjunto com implantes convencionais na região anterior da maxila, promovendo adequada distribuição das forças mastigatórias (Stella; Warner, 2000).

Apesar dos avanços técnicos e do aumento no uso clínico desses implantes, observa-se que a literatura ainda aborda de forma limitada as complicações associadas ao procedimento. Essa escassez de dados comparativos e de padronização metodológica reforça a necessidade de estudos mais aprofundados, justificando a relevância científica desta revisão, voltada a contribuir para o entendimento das intercorrências e seus impactos na reabilitação com implantes zigomáticos.

Para assegurar estabilidade e suporte protético, o volume ósseo anterior deve ser suficiente, podendo requerer procedimentos de enxertia. Em casos de reabsorção acentuada, a técnica Quad Zygoma, com dois implantes zigomáticos por lado, proporciona maior estabilidade. Outras abordagens, como a combinação com implantes pterigóideos ou tuberosos, ampliam as possibilidades terapêuticas, inclusive em pacientes parcialmente edêntulos (Malevez et al., 2004).

No que se refere às técnicas cirúrgicas, a escolha do método influencia diretamente o risco e o tipo de complicações. A técnica intrassinusal, proposta por Brånemark, envolve a elevação da membrana de Schneider, enquanto a técnica da fenda sinusal, descrita por Stella e Warner (2000), melhora o direcionamento do implante. A técnica extrassinusal, mais recente, posiciona o implante fora do seio maxilar, favorecendo a emergência protética e a higienização. Apesar de ser a tendência atual, a escolha deve considerar o biótipo anatômico, o grau de atrofia e a experiência do cirurgião.

Embora altamente previsíveis, os implantes zigomáticos podem desencadear reações inflamatórias na membrana sinusal, sobretudo quando há comunicação oroantral ou falha de osseointegração na porção coronal. O tipo de superfície do implante, a técnica de inserção e o manejo da membrana são fatores determinantes para o controle dessas respostas biológicas.

A sinusite foi a complicação mais frequente, com prevalência média de 3,9%. Embora nem sempre haja relação causal direta com o procedimento, falhas de higienização, comunicação oroantral e ausência de osseointegração marginal contribuem para sua ocorrência (Becktor et al., 2005; Chrcanovic et al., 2012). Fiamoncini (2020) observou 162 casos em 5.425 implantes analisados, reforçando a importância do controle pós-operatório e da seleção criteriosa dos pacientes. O uso da técnica extrassinusal e o aprimoramento do desenho dos implantes têm reduzido essa complicação, assim como o tratamento precoce de sinusites crônicas antes da cirurgia.

A falha de osseointegração, com frequência média de 2,44%, pode comprometer a estabilidade da reabilitação, a alta incidência de falhas de osseointegração e parestesias relatada por Chrcanovic B. (2012). Fatores como superaquecimento ósseo, trauma cirúrgico, contaminação intraoperatória e carga imediata inadequada são as principais causas (Migliorança et al., 2012). Mesmo assim, autores relatam taxas de sucesso próximas a 100% em acompanhamentos de longo prazo (Zwahlen et al., 2005), reforçando a previsibilidade do método.

Infecções locais e fístulas oroantrais também foram observadas,com prevalência média de 4% e incidência de até 7,5%, respectivamente (Chrcanovic, 2013). Essas intercorrências estão associadas à falta de osseointegração e à falha de cicatrização dos tecidos moles. O uso de pilares definitivos e a aplicação de carga imediata mostraram-se eficazes para reduzir o risco dessas comunicações (Davó, 2010).

Complicações menos graves, como parestesia (1,36%), equimose (3,9%) e laceração labial, tendem a ser transitórias e de fácil manejo clínico (Aparício, 2006; Duarte et al., 2007).

De modo geral, os implantes zigomáticos se consolidam como alternativa previsível e eficaz para a reabilitação de maxilas atróficas, com altas taxas de sucesso em longo prazo (Chrcanovic, 2013). Apesar das limitações metodológicas entre os estudos, há consenso quanto à necessidade de padronização dos protocolos e acompanhamento prolongado para melhor compreender os fatores de risco e otimizar os resultados clínicos (Molinero-Mourell, 2016; Guilinelli et al., 2018).

Em síntese, o planejamento individualizado, a correta indicação clínica e o acompanhamento pós-operatório rigoroso são fundamentais para minimizar complicações. Mesmo diante de intercorrências, a abordagem bem conduzida permite manter a função protética e a estabilidade da reabilitação, consolidando os implantes zigomáticos como ferramenta essencial na odontologia contemporânea.

Considerações Finais 

As evidências analisadas nesta revisão demonstram que os implantes zigomáticos constituem uma alternativa eficaz e previsível para a reabilitação oral de pacientes com atrofia maxilar severa, especialmente quando enxertos ósseos extensos não são viáveis. Os estudos selecionados reforçam que as taxas de sucesso são elevadas, com manutenção da função mastigatória e estabilidade protética a longo prazo, desde que haja planejamento adequado e execução por profissionais experientes.

Apesar desses resultados positivos, observou-se que a ocorrência de complicações ainda representa um desafio clínico importante. A sinusite maxilar permanece como a intercorrência mais prevalente, seguida por falhas de osseointegração, periimplantite, fístulas orossinusais, parestesia, infecções locais e alterações estéticas. Tais eventos adversos podem comprometer temporariamente o sucesso da reabilitação, aumentando a morbidade, o desconforto do paciente e a necessidade de intervenções adicionais.

Os achados apontam que a adoção de protocolos cirúrgicos atualizados, a escolha da técnica mais apropriada ao perfil anatômico do paciente e o acompanhamento pós-operatório rigoroso são fundamentais para minimizar complicações. Ainda, a literatura destaca que a experiência do cirurgião, o planejamento tomográfico detalhado e o controle de fatores de risco individuais influenciam diretamente a previsibilidade do tratamento.

Diante da heterogeneidade metodológica entre os estudos e da escassez de ensaios clínicos comparativos robustos, recomenda-se a realização de pesquisas adicionais com maior padronização de critérios, amostras amplas e seguimento prolongado. Esses esforços favoreceram melhor compreensão dos mecanismos envolvidos nas complicações, permitindo a consolidação de diretrizes clínicas mais seguras e efetivas.

Conclui-se, portanto, que os implantes zigomáticos constituem ferramenta valiosa na reabilitação de maxilas atróficas, proporcionando resultados estéticos e funcionais satisfatórios. No entanto, frente às possíveis complicações, destaca-se a importância de avaliação criteriosa, seleção adequada dos pacientes e vigilância clínica contínua, assegurando maior previsibilidade e sucesso terapêutico.

Referências 

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