O IMPACTO DA DIETA MEDITERRÂNEA NA PREVENÇÃO DO CÂNCER DE MAMA

THE IMPACT OF THE MEDITERRANEAN DIET ON BREAST CANCER PREVENTION

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202511052008


Manuelle de Souza Padilha1
Francisca Marta Nascimento de Oliveira Freitas2
Rosimar Honorato Lobo3


RESUMO 

A Dieta Mediterrânea (DM) é reconhecida como um padrão alimentar e de estilo de vida associado à promoção da saúde, à longevidade e à prevenção de doenças crônicas não transmissíveis. Sua estrutura baseia-se no consumo predominante de alimentos naturais, como frutas, hortaliças, leguminosas, cereais integrais, oleaginosas, azeite de oliva e peixes. O presente estudo tem como objetivo analisar a relação entre a adesão à DM e a redução do risco de câncer de mama, além de destacar sua contribuição para a sustentabilidade ambiental e a valorização do convívio social. Trata-se de uma revisão de literatura desenvolvida a partir de publicações científicas nacionais e internacionais selecionadas em bases de dados conforme critérios de relevância e atualidade. Os resultados indicam que a DM está associada à menor incidência de câncer de mama, devido à presença de compostos bioativos com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, como polifenóis, carotenoides e ácidos graxos ômega-3. Concluise que a adesão à Dieta Mediterrânea representa uma estratégia eficaz na prevenção do câncer de mama e na promoção da saúde pública, consolidando-se como um modelo alimentar sustentável e preventivo.

Palavras-chave: Dieta Mediterrânea; Câncer de mama; Compostos bioativos; Prevenção; Saúde pública

ABSTRACT

The Mediterranean Diet (MD) is recognized as an eating pattern and lifestyle associated with health promotion, longevity, and the prevention of chronic noncommunicable diseases. Its structure is based on the predominant consumption of natural foods such as fruits, vegetables, legumes, whole grains, nuts, olive oil, and fish. The present study aims to analyze the relationship between adherence to the MD and the reduction of breast cancer risk, as well as to highlight its contribution to environmental sustainability and the appreciation of social interaction. This is a literature review developed from national and international scientific publications selected from databases according to criteria of relevance and timeliness. The results indicate that the MD is associated with a lower incidence of breast cancer due to the presence of bioactive compounds with antioxidant and anti-inflammatory properties, such as polyphenols, carotenoids, and omega-3 polyunsaturated fatty acids. It is concluded that adherence to the Mediterranean Diet represents an effective strategy for the prevention of breast cancer and the promotion of public health, consolidating itself as a sustainable and preventive dietary model.

Keyword: Mediterranean Diet; Breast cancer; Bioactive compounds; Prevention; Public health. 

1 INTRODUÇÃO

O câncer de mama é a neoplasia mais frequente entre as mulheres, tanto no Brasil quanto no mundo. Segundo o Instituto Nacional do Câncer, foram registrados mais de 73 mil novos casos da doença no país em 2022. Em âmbito global, mais de 2,2 milhões de mulheres foram diagnosticadas com câncer de mama, representando cerca de 11% de todos os tipos de câncer registrados mundialmente. O avanço na compreensão dessa doença, que hoje é encarada não apenas como uma condição localizada, mas como um problema sistêmico, tem impulsionado progressos importantes nos tratamentos disponíveis (Maroun; Gomes; Silva, 2024).

A predisposição genética tem papel relevante em alguns casos, especialmente aqueles associados às mutações germinativas nos genes supressores de tumor BRCA1 e BRCA2. Mulheres com parentes próximos que já tiveram câncer de mama apresentam maior risco de desenvolver a doença, principalmente se o diagnóstico na família ocorreu em idade precoce. No entanto, a maioria dos casos, entre 90% a 95%, está relacionada a fatores ambientais e hábitos de vida, sendo considerados cânceres esporádicos (Romanos-Nanclares et al., 2020).

No Brasil, o câncer de mama permanece como o tipo mais prevalente entre mulheres, seguido pelo câncer de pele não melanoma. Para 2022, estimou-se a ocorrência de aproximadamente 66.280 casos, o que corresponde a quase 30% dos cânceres diagnosticados no sexo feminino em todas as faixas etárias (Brasil, 2019; Bray et al., 2020).

O padrão alimentar, que compreende os alimentos consumidos regularmente por indivíduos ou populações, é uma variável importante para avaliar a relação entre nutrição e câncer. A análise desses padrões ajuda a identificar estratégias para promover hábitos alimentares mais saudáveis (Carvalho et al., 2021; Hu, 2002).

Entre os padrões alimentares mais estudados em relação ao câncer de mama, destacamse a Dieta Mediterrânea e a dieta ocidental. Esta relevância é acentuada por evidências que indicam que entre 30% e 40% dos casos de diversos tipos de câncer podem estar associados a hábitos alimentares inadequados, nutrição deficiente e estilos de vida não saudáveis, o que caracteriza o câncer, em grande medida, como uma doença potencialmente evitável (Aleksandrova et al., 2021).

Fatores dietéticos que contribuem para o sobrepeso e a obesidade elevam o risco de desenvolver e morrer por vários tipos de câncer. Em contrapartida, a Dieta Mediterrânea, caracterizada pelo elevado consumo de frutas, legumes, azeite de oliva extravirgem, peixes e vinho tinto, e pelo consumo reduzido de carnes vermelhas e laticínios, tem sido associada a maior longevidade e menor incidência de doenças cardiovasculares e câncer. Estes efeitos benéficos podem ser explicados, em parte, pela redução do estresse oxidativo e da inflamação crônica proporcionada por esse padrão alimentar, processos estes intimamente envolvidos na carcinogênese e no desenvolvimento de doenças cardiovasculares (Morze et al., 2021).

Este estudo tem por objetivo investigar a associação entre a adesão à Dieta Mediterrânea e a redução do risco de câncer de mama, com foco na análise dos mecanismos fisiopatológicos – como a redução do estresse oxidativo e da inflamação crônica – e na síntese das evidências científicas mais recentes que corroboram essa relação.

2      METODOLOGIA 

2.1      Tipo de estudo  

Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de carácter descritivo e qualitativo, que analisou publicações científicas sobre a relação entre fatores nutricionais, estilo de vida e câncer de mama. 

2.2      Coleta de dados  

A coleta de dados consistiu em uma busca bibliográfica sistemática realizada entre março e julho de 2025. A pesquisa foi conduzida nas bases de dados eletrônicas PubMed, SciELO, LILACS e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), além de uma consulta ao Google Acadêmico para maior abrangência. A estratégia de busca utilizou a combinação dos operadores booleanos “AND” e “OR” com descritores controlados e palavras-chave, incluindo:

“câncer de mama”, “dieta mediterrânea”, “nutrição”, “prevenção”, “estilo de vida”, “fatores de risco”, e seus correspondentes em inglês. Foram priorizados artigos científicos originais e de revisão, publicados entre 2015 e 2024, nos idiomas português e inglês, que tivessem relevância direta para a fundamentação teórica da relação entre fatores nutricionais, a dieta mediterrânea e a prevenção do câncer de mama. O processo de seleção final também incluiu obras físicas, sites oficiais e periódicos de relevância na área.

2.3      Análise de dados 

Foram identificados 119 artigos na busca inicial. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, como aderência ao escopo definido pelos descritores e relevância dos resumos, apenas os estudos alinhados ao objetivo da pesquisa foram selecionados para a análise final. 

Figura 1 – Fluxograma da Análise de dados

Fonte: Autoria Própria 

3      RESULTADOS E DISCUSSÃO  

3.1 Câncer 

O câncer representa uma crescente e urgente ameaça à saúde pública global, com estimativa de mais de 20 milhões de novos casos anuais até 2025, sendo 80% concentrados em países em desenvolvimento. Em 2020, registraram-se 19,3 milhões de incidências globais. Essas patologias já lideram o ranking de mortalidade prematura em muitos locais. No Brasil, o envelhecimento populacional tem impulsionado a incidência, com previsão de 704 mil novos diagnósticos anuais entre 2023 e 2025. Esse aumento é reflexo da maior longevidade, que prolonga a exposição a fatores de risco, e das transformações socioeconômicas e de estilo de vida que alteram padrões de risco e acesso a serviços de saúde. Dessa forma, o câncer se consolida como um dos mais relevantes problemas de saúde pública, exigindo respostas estratégicas e integradas para combater essa ameaça global e crescente. (Souza; Karnakis; Pires, 2025, p. 11).

O mundo enfrenta desafios complexos, como mudanças climáticas e conflitos geopolíticos, tornando o debate sobre longevidade cada vez mais relevante. Os avanços em saúde pública desde o século XIX contribuíram para a redução da mortalidade e o aumento da esperança de vida, especialmente na meia-idade e velhice, quando doenças cardiovasculares e câncer predominam. Em 2019, em 127 países, doenças cardiovasculares lideravam a mortalidade em 70 nações, enquanto o câncer ocupava o segundo lugar; em 57 países, já é a principal causa de óbito. (Silva; Gil, 2025).

A globalização também modificou hábitos de vida, elevando fatores de risco como sedentarismo e dietas inadequadas, principalmente em países de média e baixa renda. Em 2022, o Globocan estimou 20 milhões de novos casos de câncer e 10 milhões de óbitos, com maior incidência de pulmão (12,4%), mama, colorretal, próstata e estômago. Apesar do crescimento proporcional da mortalidade ser maior em países de alta renda, os impactos mais graves atingem nações com sistemas de saúde limitados, reforçando a necessidade de políticas e intervenções que considerem desigualdades sociais e acesso restrito ao diagnóstico e tratamento (Silva; Gil, 2025).

O câncer de mama se desenvolve de forma silenciosa e lenta, com multiplicação desordenada das células que provoca mutações nos genes reguladores do ciclo celular. Essas alterações permitem características como metástase, capacidade de migrar para outras partes do corpo, e resistência à apoptose. Além disso, o câncer de mama não é uma doença única, mas apresenta diversos subtipos, cada um com comportamento clínico distinto (INCA, 2021).

A formação tumoral, seja por oncogénese ou carcinogénese, caracteriza-se por um processo lento, podendo estender-se por vários anos até que uma célula cancerígena prolifere e origine um tumor visível (Santos; Gonzaga, 2018).  

A carcinogênese mamária é compreendida como um processo multifásico e complexo, que evolui através dos estágios de iniciação, promoção e progressão tumoral. Na fase de iniciação, agentes carcinogênicos endógenos ou exógenos provocam danos genômicos e mutações somáticas irreversíveis em células ductais ou lobulares mamárias, alterando permanentemente o seu potencial proliferativo (Sun et al., 2017). Subsequentemente, na fase de promoção, estímulos epigenéticos e microambientais – como a inflamação crônica de baixo grau e a hiperativação de vias de sinalização do crescimento – atuam sobre a célula iniciada, conferindo-lhe uma vantagem proliferativa e levando à expansão clonal (Xia et al., 2022). Por fim, a progressão é caracterizada pelo acúmulo de alterações adicionais que concedem às células tumorais as chamadas “marcas do câncer”. Estas incluem a resistência à apoptose, a replicação sustentada, a ativação de mecanismos de invasão e, por fim, a capacidade de metastatizar para sítios à distância (Fouad & Aoune, 2017). A duração de cada fase e o consequente período de latência clínica são modulados pela intensidade e duração da exposição carcinogênica, pelo microambiente tumoral e por fatores genéticos e epigenéticos do hospedeiro.

Clinicamente, as neoplasias mamárias manifestam-se com maior frequência no quadrante superior externo, região da mama com maior densidade de tecido glandular (INCA, 2023). Em sua apresentação inicial, o nódulo maligno característico é tipicamente indolor, de consistência endurecida, com contornos irregulares e fixação aos planos adjacentes. Com a evolução da doença, surgem sinais de invasão local, como retração cutânea ou do complexo aréolo-mamilar, espessamento dérmico com aspecto de “casca de laranja” (peau d’orange), e secreção papilar, particularmente quando sanguinolenta (Genta et al., 2022). A detecção de linfonodos axilares aumentados e de consistência pétrea ao exame físico é um achado sugestivo de disseminação linfática regional, indicando um estadiamento mais avançado da doença (INCA, 2023; Wang, 2023).

Os tipos mais frequentes foram o câncer de mama feminino e o de próstata, cada um representando cerca de 15% do total de casos. Em seguida, apareceram o câncer colorretal (9,4%), os tumores de traqueia, brônquios e pulmão (6,7%), o câncer de estômago (4,4%) e o do colo do útero (3,5%). Esses dados mostram um cenário preocupante, com o câncer de mama e próstata liderando as estatísticas. Os tumores do sistema digestivo, em conjunto, representam uma parcela significativa dos casos. O câncer de pulmão mantém sua relevância, enquanto o do colo do útero ainda figura entre os mais comuns, apesar dos esforços de prevenção (Santos et al., 2023).

3.2 Dados Epidemiológicos 

Estudos epidemiológicos de 2018, com projeções para 2020–2022, indicam aumento global na incidência de câncer, com aproximadamente 18 milhões de novos casos naquele ano. Destes, cerca de 17 milhões referiam-se a carcinomas basocelular e espinocelular (câncer de pele não melanoma), menos agressivos, mas relevantes para a saúde pública (Cruz, [2021], p. 13). O câncer de pulmão lidera o ranking mundial, com 2,1 milhões de casos, seguido pelo câncer de mama, também com 2,1 milhões. Estratificados por gênero, os homens representaram 53% dos casos (9,5 milhões) e as mulheres 47% (8,6 milhões). Esses dados evidenciam não apenas a magnitude do problema, mas também padrões de distribuição importantes, incluindo a influência de fatores biológicos, comportamentais e ambientais, como tabagismo e poluição (Cruz, [2021], p. 13).

A Tabela 1 apresenta a estimativa de novos casos de câncer em mulheres para o triênio 2020/2022:

Tabela 1: Estimativa de novos casos de câncer, em mulheres, para 2020/2022

Fonte: Instituto Nacional do Câncer (2020)   

De acordo com as estimativas do INCA para o triênio 2020-2022, a distribuição dos novos casos de câncer em mulheres é marcada pela alta prevalência do câncer de mama, que representa 29,7% dos diagnósticos. Este é seguido pelos cânceres colorretal, de colo do útero e de tireoide. Tais padrões reforçam a urgência de políticas de rastreamento e de redução de fatores de risco modificáveis, como obesidade, sedentarismo e consumo de álcool. A análise desses dados é crucial para direcionar ações educativas e de saúde pública voltadas à detecção precoce e à promoção de hábitos saudáveis.

Na Tabela 2, observa-se a estimativa de novos casos de câncer em homens entre 2020 e 2022, evidenciando a magnitude da doença no país.

Tabela 2: Estimativa de novos casos de câncer, em homens, para 2020/2022

Fonte: Instituto Nacional do Câncer 2020/2022

A distribuição dos casos de câncer em mulheres evidencia a predominância do câncer de mama, responsável por 29,7% das estimativas, reforçando a importância do rastreamento por mamografia e da redução de fatores de risco modificáveis. Em seguida, destacam-se os cânceres colorretal, de colo do útero e de tireoide, que juntos representam parcela significativa da carga da doença, refletindo tanto determinantes biológicos quanto influências ambientais e comportamentais. Esses dados ressaltam a necessidade de políticas públicas específicas e de ações educativas voltadas à prevenção e ao diagnóstico precoce.  

3.3 Dieta Mediterrânea

A Dieta Mediterrânea é um dos padrões alimentares mais estudados e recomendados no mundo, devido aos seus efeitos positivos na saúde e à profunda conexão com a cultura alimentar dos países banhados pelo Mar Mediterrâneo, como Itália, Grécia, Espanha e Portugal. Suas raízes remontam às civilizações antigas da região, como gregos, romanos e fenícios, que valorizavam alimentos frescos e naturais, adaptados ao clima e solo locais, sendo o azeite de oliva um símbolo de riqueza, bem-estar e utilizado tanto na alimentação quanto em práticas medicinais e rituais (Real, 2019).

Embora suas origens estejam na Antiguidade, a dieta ganhou amplo reconhecimento científico no século XX, especialmente após o Estudo dos Sete Países, conduzido por Ancel Keys, que investigou a relação entre dieta, estilo de vida e doenças cardiovasculares em diferentes populações. O estudo demonstrou que o consumo de gorduras monoinsaturadas e alimentos ricos em antioxidantes estava associado à menor incidência de doenças cardiovasculares e à maior longevidade observada nas populações do sul da Europa. Esses achados consolidaram a Dieta Mediterrânea como modelo alimentar saudável, intrinsecamente ligado a um estilo de vida equilibrado, envolvendo hábitos alimentares, atividade física e práticas culturais tradicionais (Real; Graça, 2019).

Ferreirinha (2022) relata que a UNESCO, desde 2013, consagrou o modelo dietético mediterrânico como expressão cultural imaterial, abarcando sete territórios: o extremo ocidente europeu (Portugal), o reino de Castela (Espanha), o magrebe ocidental (Marrocos), a península apenina, o Peloponeso (Grécia), a ilha afro-asiática (Chipre) e a região balcânica (Croácia). 

A Dieta Mediterrânea é definida por um padrão alimentar centrado no consumo predominante de alimentos de origem vegetal, como frutas, verduras, legumes, grãos integrais e leguminosas, com destaque para o uso regular de azeite de oliva extravirgem como principal fonte de gordura. Além disso, inclui-se a ingestão moderada de peixes e aves, bem como o consumo ocasional e controlado de vinho tinto. Por outro lado, há uma limitação significativa no consumo de carnes vermelhas e de alimentos ultraprocessados (Bávaro et al., 2024).

Entre seus principais componentes, destacam-se aqueles apresentados na Tabela 3.

Tabela 3 – Principais componentes da Dieta Mediterrânea

A pirâmide da Dieta Mediterrânea, segundo a UNESCO (2024), é um instrumento visual que organiza e prioriza os alimentos para orientar escolhas nutricionais equilibradas. A pirâmide da Dieta Mediterrânea se apoia nos fundamentos de um estilo de vida saudável, enfatizando a importância da prática regular de exercícios físicos, da interação social e do consumo de alimentos tradicionais e sazonais, preparados de forma simples, acessível e sustentável. As recomendações nutricionais são organizadas de acordo com a frequência ideal de consumo, categorizando os alimentos em grupos destinados à ingestão diária, semanal ou ocasional (Majem et al., 2020).

Na base da pirâmide Mediterrânea, enfatiza-se a importância de adotar um estilo de vida saudável, que inclui a sustentabilidade, a convivência social e a preferência pela água como principal opção de bebida. Em termos alimentares, os alimentos vegetais estão posicionados no primeiro nível, sendo recomendados para consumo diário. Nos níveis superiores, encontram-se os produtos que devem ser ingeridos em menores quantidades e com frequência reduzida, reservando-os para ocasiões especiais ou festivas (Gonçalves, 2021).

A Dieta Mediterrânea (DM) apresenta um perfil de benefícios para a saúde extensivamente documentado pela literatura científica. Dentre os efeitos positivos mais relevantes, incluem-se:

Tabela 4 – Os Benefícios da Dieta Mediterrânea para a Saúde

FONTE: (BONITO, 2016.)

Dentre os padrões alimentares estudados, a Dieta Mediterrânea tem se destacado por seus efeitos protetores contra diversas doenças crônicas, incluindo o câncer. Essa dieta é rica em compostos bioativos com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, que podem reduzir o risco de desenvolvimento de tumores mamários (Santos, 2024).

O câncer de mama pode ser desencadeado por danos ao DNA causados pelo estresse oxidativo, um processo no qual o excesso de radicais livres leva a mutações celulares (INCA, 2021). Os polifenóis do azeite de oliva, os flavonoides das frutas e os carotenoides dos vegetais são potentes antioxidantes que combatem esses radicais livres, protegendo o material genético das células mamárias. 

O estresse oxidativo é um fator crítico na iniciação e progressão do câncer, ocorrendoquando há um des equilíbrio entre a produção de radicais livres e a capacidade do organismo de neutralizá-los, promovendo danos ao DNA e aumentando o risco de mutações celulares. Nesse contexto, os antioxidantes encontrados na dieta desempenham um papel essencial na proteção celular contra danos oxidativos, prevenindo mutações genéticas e carcinogênese, evidenciando que dietas ricas em antioxidantes podem reduzir esse risco (Halliwell; Gutteridge, 2015).

Estudos recentes sugerem que o consumo regular de azeite de oliva, um dos ingredientes principais da Dieta Mediterrânea, pode ter efeitos protetores contra o câncer de mama e colorretal, pois inibe o crescimento de células malignas e reduz o estresse oxidativo (SerraMajem et al., 2020).

Os ácidos graxos monoinsaturados presentes no azeite de oliva e os ácidos graxos ômega-3 provenientes dos peixes possuem efeitos anti-inflamatórios e ajudam a modular a sinalização hormonal associada à proliferação celular descontrolada, (Schewingshackl, Lampousi, Portillo et al., 2017).

A presença de antioxidantes naturais, vitaminas e ácidos graxos ômega-3 na Dieta Mediterrânea ajuda a reduzir processos inflamatórios crônicos. Antioxidantes, como o resveratrol e os polifenóis, reduzem o estresse oxidativo e neutralizam radicais livres, que são fatores de risco para diversas doenças, incluindo certas formas de câncer e doenças neurodegenerativas (Gozaléz et al., 2022).

Alguns compostos bioativos da Dieta Mediterrânea, como o resveratrol, presente no vinho tinto, e os carotenoides, encontrados em vegetais de coloração laranja e vermelha, têm sido estudados por sua capacidade de modular a expressão de genes envolvidos na sobrevivência e apoptose celular. De acordo com Karagounis et al. (2016), o resveratrol demonstrou potencial na indução da apoptose de células tumorais mamárias, reduzindo a proliferação celular e inibindo vias metabólicas associadas à progressão do câncer.

Um estudo conduzido por Toledo et al. (2015) no âmbito do ensaio clínico PREDIMED (Prevención con Dieta Mediterránea) acompanhou mulheres ao longo de vários anos e observou que aquelas que seguiam a Dieta Mediterrânea suplementada com azeite de oliva extravirgem tiveram uma redução de 68% no risco de desenvolver câncer de mama em comparação com mulheres que seguiam dietas com baixo teor de gordura.

Uma dieta equilibrada como a Dieta Mediterrânea, rica em frutas, legumes, verduras, azeite, peixe e oleaginosas, é essencial para uma alimentação saudável e reduzir o risco de câncer de mama, graças aos nutrientes antioxidantes e anti-inflamatórios presentes nesses alimentos (Almeida, 2024).

A combinação de todos esses fatores – alimentação balanceada, atividade social e um estilo de vida mais ativo – tem sido associada à longevidade e a um envelhecimento mais saudável. Pessoas que seguem a Dieta Mediterrânea tendem a apresentar menor incidência de doenças crônicas e uma melhor qualidade de vida ao longo dos anos (Bonito, 2016).

Em suma, a Dieta Mediterrânea é muito mais do que uma simples orientação alimentar; é um modelo de vida que integra a cultura, a história e a ciência nutricional para promover um bem-estar abrangente. Ao adotar esse padrão, indivíduos não apenas melhoram sua saúde física, mas também cultivam hábitos que fortalecem a saúde emocional e social, refletindo um equilíbrio que tem sido valorizado por gerações.

4      CONSIDERAÇÕES FINAIS

A dieta mediterrânea se mostra um modelo alimentar e de estilo de vida capaz de proteger contra o câncer de mama, fornecendo antioxidantes, polifenóis, carotenoides e ácidos graxos que reduzem o estresse oxidativo, modulam processos inflamatórios e regulam a proliferação celular. Associada a hábitos saudáveis, como prática regular de atividades físicas, consumo de alimentos frescos e fortalecimento das relações sociais, contribui para o bem-estar físico e emocional de forma integral.

Dessa forma, incentivar a adoção da dieta mediterrânea por meio de políticas públicas e programas educativos representa uma estratégia eficaz de promoção da saúde. Mais do que prevenir o câncer de mama, trata-se de um modelo capaz de reduzir riscos de doenças crônicas e melhorar a qualidade de vida, consolidando-se como referência para intervenções em saúde pública.

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¹ Manuelle de Souza Padilha do Curso de Bacharelado em Nutrição do Centro Universitário FAMETRO. E-mail: manuellesouza855@gmail.com
² Orientadora do TCC, Doutora em Biotecnologia pela Universidade Federal do Amazonas. Docente do Curso de Bacharelado em Nutrição do Centro Universitário FAMETRO. E-mail: francisca.freitas@fametro.edu.br
3 Co-orientador(a) do TCC, Mestranda no Programa de Pós-graduação de Cirurgia pela Universidade do Amazonas – UFAM. Docente do Curso de Bacharelado em Nutrição do Centro Universitário FAMETRO. E-mail: rosimar.lobo@fametro.edu.br mailto:jose.ferreira@fametro.edu.br