O CUIDADO INTERDISCIPLINAR DA CRIANÇA COM SARAMPO NA ATENÇÃO BÁSICA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA

INTERDISCIPLINARY CARE OF CHILDREN WITH MEASLES IN PRIMARY CARE: AN INTEGRATIVE REVIEW

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202511241144


Bianca Martins Almeida1; Michele Araujo da Costa Oliveira2; Carlos Henrique Araújo Pinto3; Joane e Silva Vasconcelos Santos4; Geisnã Gomes Farias5; Ketelly Nayana Alves Martins6; Leonardo da Vinciinci7; Desiree Carvalhal Palmeira8; Jaqueline Delfino Carlos9; Francisca Thainá Alves Camelo10; Ana Dávilla Alves Gomes11


Resumo: O Sarampo é uma doença infecciosa aguda, grave, de notificação compulsória, a qual é transmitida pelas vias respiratórias e extremamente contagiosa. É causada pelo vírus da família Paramyxoviridae e pode ser prevenida pela imunização. O presente artigo tem como objetivo analisar o processo de trabalho da equipe interdisciplinar nos serviços primários à saúde em crianças com diagnóstico de sarampo. O método presente neste estudo trata-se de uma revisão integrativa, realizada entre os meses de janeiro a março de 2025, tendo como questão norteadora: ‘’Como ocorre o manejo do trabalho interdisciplinar voltado a crianças com sarampo nos serviços de saúde?’’. Foram obtidos os seguintes critérios de inclusão: estudos publicados em português, inglês e espanhol no período de 2003-2025, obtendo os seguintes descritores: (Sarampo) AND (Saúde OR criança), (Equipe de atendimento ao paciente), (Equipe de saúde AND manejo do Sarampo), encontradas nas seguintes bases de dados: SCIELO e PUBMED. Os artigos excluídos foram: trabalhos com duplicidade, monografias, dissertações e teses, e os que destoam do objetivo deste estudo. Foram selecionados quatro artigos da PUBMED e quatro da SCIELO, totalizando 8 artigos. Os achados concluíram que a vacina é a única forma de prevenção, no entanto, devido à baixa adesão ao esquema vacinal, torna-se susceptível o aparecimento de surtos da doença. A equipe de saúde vem atuando de acordo com as diretrizes e protocolos oferecidos pelo Ministério da Saúde, além disto, são aplicadas medidas educativas como campanha de vacinação, por exemplo, no intuito de esclarecer e valorizar a prevenção do Sarampo, aumentando-se, assim, o índice de cobertura vacinal.

Palavras-chaves: Sarampo. Criança. Equipe de saúde. 

Abstract: Measles is an acute, serious, notifiable infectious disease that is transmitted through the respiratory tract and is extremely contagious. It is caused by a virus of the Paramyxoviridae family and can be prevented by immunization. This article aims to analyze the work process of the interdisciplinary team in primary health services in children diagnosed with measles. The method used in this study is an integrative review, carried out between January and March 2025, with the guiding question: ‘’How is the management of interdisciplinary work aimed at children with measles in health services?’’. The following inclusion criteria were obtained: studies published in Portuguese, English and Spanish in the period 2003-2025, obtaining the following descriptors: (Measles) AND (Health OR child), (Patient care team), (Health team AND Measles management), found in the following databases: SCIELO and PUBMED. The following articles were excluded: duplicated works, monographs, dissertations and theses, and those that did not meet the objective of this study. Four articles from PUBMED and four from SCIELO were selected, totaling 8 articles. The findings concluded that vaccination is the only form of prevention; however, due to low adherence to the vaccination schedule, outbreaks of the disease are likely to occur. The health team has been acting in accordance with the guidelines and protocols offered by the Ministry of Health; in addition, educational measures such as vaccination campaigns are implemented, for example, in order to clarify and value the prevention of measles, thus increasing the vaccination coverage rate.

Keywords: Measles. Child. Health team.

INTRODUÇÃO 

O Sarampo é uma doença infecciosa aguda, grave, de notificação compulsória, a qual é transmitida pelas vias respiratórias e é extremamente contagiosa. Causada pelo vírus da família Paramyxoviridae, essa enfermidade pode ser prevenida pela imunização. Após um período de incubação de 8 a 12 dias, o indivíduo apresenta febre alta, tosse, coriza, conjuntivite, fotofobia e manchas brancas na mucosa bucal (manchas de Koplik) – fase catarral. Passados 2 a 4 dias, ocorre o aparecimento de exantema maculopapular, com início retroauricular e propagação cefalocaudal e centrífuga. Na fase de remissão, o exantema torna-se escurecido e com descamação fina (furfurácea), sem poupar palmas e plantas. (CARVALHO, Vânia O.; ABAGGE, et al.)

A transmissão ocorre de 4 a 6 dias antes e até 4 dias após o aparecimento do exantema, período no qual está indicado o isolamento respiratório do paciente para evitar a transmissão. Algumas das complicações são: pneumonia, otite média, laringotraqueobronquite, diarreia e encefalite. (CARVALHO, Vânia O.; ABAGGE, et al). Já o diagnóstico é clínico e pode ser confirmado pela sorologia (IgM) e pela reação em cadeia da polimerase (PCR). O anticorpo específico (ELISA) é positivo até 28 dias após início do exantema. A vacina é a única forma de prevenção. (CARVALHO, Vânia O.; ABAGGE, et al.)

O esquema vacinal se inicia com a primeira dose aos 12 meses de vida (triviral: sarampo, caxumba e rubéola), e o reforço é aos 15 meses de vida (tetraviral: sarampo, caxumba, rubéola e varicela). Entre 5 e 29 anos, pessoas nunca vacinadas devem receber 2 doses da vacina triviral e, entre 30 e 49 anos, indivíduos nunca vacinados recebem uma dose da triviral. Não devem receber a vacina os casos suspeitos de sarampo, gestantes, menores de 6 meses e imunocomprometidos. (CARVALHO, Vânia O.; ABAGGE, et al.).

O tratamento, por sua vez, é sintomático. A administração de vitamina A em crianças pode reduzir a ocorrência grave da doença. A dose da vitamina A é administrada 1 vez/dia por 2 dias, sendo: 200.000 UI em crianças com 12 meses de vida ou mais, 100.000 UI em crianças entre 6 e 11 meses, 50.000 UI nas crianças menores de 6 meses. Entretanto, pacientes que apresentem sinais e sintomas de deficiência de vitamina A devem receber a vitamina por mais 2 a 4 semanas. (CARVALHO, Vânia O.; ABAGGE, et al.).

Com isso, o presente objetivo analisa entender o processo de trabalho da equipe interdisciplinar nos serviços primários à saúde em crianças com diagnóstico de sarampo. E o objetivo da pesquisa foi compreender a importância da vacinação para combater e/ou erradicar a doença.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

O sarampo é uma doença infectocontagiosa, a qual se propaga por meio do contato de gotículas através das vias respiratórias, provenientes dos atos de: falar, tossir e espirrar. Por possuir rápida disseminação, tornou-se uma infecção mundial de fácil propagação.  (Fernanda Brito Barbosa, Fernanda do Espírito Santo Sagica, Maria Izabel de Jesus et al, 2023 apud DE ANDRADE et al., 2022). Essa doença foi considerada no Brasil, pela Organização Mundial de Saúde, entre o ano de 1968 até a década dos anos 70, de notificação compulsória. A contaminação era de alta mortalidade, especialmente em crianças menores de 5 anos decorrentes de complicações, entre elas a pneumonia. (Fernanda Brito Barbosa, Fernanda do Espírito Santo Sagica, Maria Izabel de Jesus et al., 2023 apud RIBEIRO; MENEZES; LAMAS, 2015). No período de 1967 e 1968, foi implantada a vacina contra o sarampo, sendo assim utilizada de forma não padronizada até o ano de 1973.

De acordo com o Ministério da Saúde (2003), o Programa Nacional de Imunização (PNI) notificou a vacinação em massa da população em 1973, ocasionando, assim, melhorias na implementação e no controle da doença, com a brusca redução nos números de casos no Brasil. Segundo a organização Pan Americana de saúde (OPAS), o agente etiológico do sarampo deixou de circular no Brasil em 2001. Em 2016, o Brasil e demais países das Américas receberam então a certificação de eliminação em seus territórios. (Fernanda Brito Barbosa, Fernanda do Espírito Santo Sagica, Maria Izabel de Jesus et al, 2023 apud MORAES et al. 2020). 

Em 2018 e 2019, com a imigração de povos venezuelanos, juntamente à baixa adesão na cobertura vacinal, acarretou uma nova cepa dessa doença em território nacional, provenientes da mesma cepa circulante no país vizinho. Isso contribuiu com o aumento de disseminação do sarampo, alastrando-se em vários estados brasileiros. (Fernanda Brito Barbosa, Fernanda do Espírito Santo Sagica, Maria Izabel de Jesus et al., 2023 apud GOLDANI,2018). Com isso, em 2019, o Brasil perdeu o título de eliminação do contágio do sarampo. (Fernanda Brito Barbosa, Fernanda do Espírito Santo Sagica, Maria Izabel de Jesus et al., 2023 apud RODRIGUES; LEITE, 2022).

De acordo com o Ministério da Saúde e com o Departamento de Vigilância Epidemiológica, o sarampo representa não só uma importante causa de hospitalização, bem como uma causa de morbidades e de mortalidades na infância. Indivíduos suscetíveis a esse vírus podem transmitir a doença e causar um surto regional. A inabilidade de imunizar toda a população no mundo vem sendo um obstáculo decisivo na erradicação da doença em âmbito mundial (Xavier AR, Rodrigues TS, Santos LS et al., 2019 in Ministério da Saúde,2017). 

O sarampo apresenta fases distintas, que se estendem desde a incubação, seguidas da fase prodrômica e exantemática. É possível que a transmissão ocorra cinco dias antes e quatro dias depois do aparecimento do exantema, quando mais de 90% das pessoas expostas desenvolveram a doença. (Xavier AR, Rodrigues TS, Santos LS et al, 2019 apud Moss WJ. Measles. Lancet. 2017). Nota-se que indivíduos infectados com o sarampo apresentam complicações comuns como: pneumonia primária ou secundária, otite média, ceratoconjutivite e diarreia; as complicações mais sérias são mais raras de se ocorrer, a citar: encefalomielite aguda disseminada, panencefalite subaguda esclerosante, encefalite de corpos por inclusão do sarampo (Xavier AR, Rodrigues TS, Santos LS et al., 2019). 

MÉTODO  

O presente artigo trata-se de um estudo realizado por meio de levantamentos bibliográficos e baseado na experiência vivenciada pelos autores deste trabalho por ocasião da realização de uma revisão integrativa com fins de viabilizar a replicação de estudos.  A revisão integrativa foi realizada de acordo com as seguintes etapas, a conhecer: 1. Definição de um objetivo norteador; 2. Definição de critérios de inclusão dos estudos analisados; 3. Seleção de pesquisa em base de dados; 4. Leitura e análise dos estudos e interpretação dos resultados; 5. Análise e discussão de achados; 6. Apresentação da revisão integrativa.

A realização do presente estudo seguiu o cronograma do projeto estabelecido, ocorrido entre os meses de janeiro a março de 2025. Foram obtidos os seguintes critérios de inclusão: estudos publicados em português, inglês e espanhol dos anos de 2003-2025, contendo ao menos uma das combinações de descritores elegidos (SARAMPO) AND (CRIANÇA) AND (EQUIPE DE SAÚDE). As buscas ocorreram nas seguintes bases de dados: SCIELO e PUBMED.

De acordo com os critérios de exclusão da pesquisa, foram desconsiderados: artigos que apresentam duplicidade, trabalhos monográficos, dissertações, teses.

A seguir, a tabela mostra os critérios de inclusão e exclusão dos artigos utilizados ou descartados para a construção do presente artigo. 

Fonte: Base de dados SCIELO e PUBMED, João Pessoa-PB, 2025.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Seguindo a avaliação de critérios de inclusão e de exclusão, foram elegíveis, para este estudo, 5 artigos da SCIELO e 4 artigos da PUBMED, sendo excluído 1 artigo da SCIELO, totalizando 8 artigos, os quais foram organizados por bases de dados, como descrito no quadro 1 a seguir:

Quadro 1- distribuição dos artigos científicos por base de dados.

Base Autor/ Ano de TítuloTítuloObjetivosDesfecho ou resultados


PubMed 
Novilla MLB, Goates MC, Redelfs AH, et al , 2023.Por que os pais dizem não à vacinação dos filhos contra o sarampo: uma revisão sistemática dos determinantes sociais das percepções dos pais sobre a hesitação à vacina tríplice viralprincipais temas sobre as razões dos pais para a hesitação à vacina tríplice viral, o contexto social da hesitação à vacina tríplice viral e fontes confiáveis ​​de informações sobre vacinas.A hesitação vacinal é uma ameaça à saúde pública. Ela prejudica conquistas históricas e frustra anos de progresso na luta contra doenças infecciosas. Ela é marcada pela baixa confiança dos pais na vacina, baixa aceitação da vacinação e altos NMEs. O agrupamento geográfico da hesitação vacinal, particularmente contra a vacina MMR, indica que os motivadores sociais moldam as percepções e decisões dos pais sobre a imunização.


PubMed
Ilesanmi MM, Adeyinka DA, Olakunde BO., 2022.Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e vacinação infantil contra o sarampo no estado de Ekiti, Nigéria: resultados de análises de séries temporais espaciais e interrompidasObjetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), tem havido ênfase crescente na vacinação contra o sarampo como uma estratégia-chave para melhorar notavelmente a sobrevivência infantil.As taxas médias de cobertura de vacinação contra o sarampo em nível estadual de 2014 a 2019 foram de 70,67%. Em 2019, a taxa de cobertura foi de 49% – um declínio de 35,53% em relação aos 76% em 2014 e uma lacuna de 46% em nível estadual. A distribuição geográfica da vacinação contra o sarampo variou consideravelmente entre as áreas do governo local de 2014 a 2019.


PubMed 
Santos TM, Cata-Preta BO, Mengistu T, at al 2021.Avaliação da sobreposição entre a imunização e outras intervenções essenciais de saúde em 92 países de baixa e média renda usando pesquisas domiciliares: oportunidades para expandir a imunização e os cuidados primários de saúdeinvestigar a sobreposição entre não ser vacinado e não receber outros serviços de APS em países de baixa e média renda (LMICs).Crianças não vacinadas e suas mães foram sistematicamente menos propensas a receber as outras intervenções de APS. Essas associações foram particularmente marcantes para 4+ visitas de ANC e parto institucional e modestas para comportamento de busca de cuidados. Nossas análises estratificadas confirmam uma desvantagem sistemática de crianças não vacinadas e suas famílias com relação à obtenção de outros serviços de saúde em todos os níveis de riqueza familiar e renda do país.


PubMed
Adamu AA, Jalo RI, Masresha BG, et al, 2024Mapeamento dos determinantes da implementação da segunda dose da vacinação contra o sarampo na região africana da Organização Mundial da Saúde: uma revisão rápidaexplorar os determinantes da implementação de MCV2 na Região Africana da OMS usando o pensamento sistêmico. As descobertas sugerem que os determinantes de implementação da vacinação de segunda dose contra o sarampo na Região Africana da OMS são complexos, com múltiplas interconexões e interdependências, e essa percepção deve orientar as políticas subsequentes. Há uma necessidade urgente de mais pesquisas de implementação com CLD incorporado em cenários específicos para informar o design de estratégias sistêmicas personalizadas para melhorar a eficácia da implementação do MCV2.


SciELO
Eduardo Alexandrino Servolo Medeiros, 2020Entendendo o ressurgimento e o controle do sarampo no BrasilPor que o sarampo ressurgiu no Brasil?Todo paciente internado com sarampo deve ser isolado em quarto único ou coorte e mantido em precauções padrão e para aerossóis. Deve ser oferecido ao doente, durante o atendimento da emergência, máscara tipo cirúrgica para evitar a dispersão de gotículas e o profissional de saúde deve utilizar máscara PFF2 (proteção facial tipo II – N95) durante todo o atendimento.


SciELO
Ana Paula Sayuri Sato, Alexandra Crispim Boing, Rosa Livia Freitas de Almeida, et al, 2022Vacinação do sarampo no Brasil: onde estivemos e para onde vamos?analisar a CV, a homogeneidade das CV e os casos de sarampo no Brasil de 2011 a 2021, com enfoque no período da pandemia de COVID-19, sua tendência temporal, distribuição espaço-temporal e fatores associados aos aglomerados de menor CVO alcance e a manutenção de coberturas vacinais altas e homogêneas são cruciais para a eliminação do sarampo, exigindo esforços e compromissos globais.


SciELO
Amanda Aparecida Ribeiro Loureiro, Hadassa Franca Dutra, Eduarda Berberth Dias Gonçalves, et al, 2023Efeitos da campanha de vacinação nas internações e mortalidade relacionados ao sarampo no Brasil na última décadaavaliar a adesão da população à vacinação e a possível relação com hospitalização e mortalidade em relação ao sarampo no Brasil.A adesão populacional ao calendário vacinal completo contra o sarampo se mostra essencial ao controle da doença e dos óbitos relacionados. Entretanto, a tendência à não vacinação verificada nos últimos anos, amplificada pelo isolamento social decorrente da pandemia de COVID-19, assim como o fortalecimento do movimento antivacina, além do déficit de campanhas de saúde na captação do público para a imunização, geram riscos de um aumento ainda mais preocupante do que o já instaurado de notificações, surtos, internações e óbitos atrelados ao sarampo.
SciELOAnalucia R. Xavier, Thalles S. Rodrigues, Lucas S. Santos, et al, 2019Diagnóstico clínico, laboratorial e profilático do sarampo no BrasilDiagnóstico clínico, laboratorial e profilático do sarampo no BrasilO sarampo é uma doença altamente contagiosa que pode ter consequências potencialmente fatais entre indivíduos não vacinados. É necessário que a imunização de crianças e de todos os outros indivíduos seja universal para eliminar a transmissão.

Fonte: autores, João Pessoa-PB, 2025.

A crença em falsas informações disseminadas na sociedade se sobrepõe a razões equívocas dos pais em atrasar ou recusar as vacinas infantis.  (Novilla MLB, Goates MC, Redelfs AH , et al.). Um exemplo a ser considerado é a preocupação dos pais em relação ao autismo, sobre o qual foi destacada uma série de percepções errôneas em uma suposta ligação entre a vacina tríplice viral e o autismo em uma comunidade do Somali, no Condado de Hennepin, Minnesota.  (Novilla MLB, Goates MC, Redelfs AH , et al. apud Bahta e Ashkir ). 

Uma série de opiniões semelhantes acomete a comunidade de imigrantes no estado de Washington. Observou-se que mães nascidas no exterior da Ucrânia, Rússia, Somália e México eram mais propensas a serem avessas à vacina tríplice viral. (Novilla MLB, Goates MC, Redelfs AH , et al. apud Wolf E., Rowhani-Rahbar A., ​​Tasslimi A., et al.).

Agrupamentos ideológicos e espacial de Grupos comunitários de isenções não médicas (GCINM), mediante pontos críticos ao sarampo, geram impactos sociais que promove a hesitação dos pais em relação à vacina tríplice viral e outras vacinas infantis. ( Novilla MLB, Goates MC, Redelfs AH , et al. apud Cacciatore MA, Nowak G., Evans NJ, et al.). A hesitação da vacina é multifatorial de modo que a natureza específica ao contexto demonstra variedades de razões subjacentes ao atraso ou recusa das vacinas. (Novilla MLB, Goates MC, Redelfs AH , et al. apud Salmon DA, Dudley MZ, Glanz JM, et al.).

Uma série de estudos apontam hesitação vacinal em grupos de comunidades em que correlatos sociodemográficos promovem uma onda na qual influencia a hesitação de vacinas. (Novilla MLB, Goates MC, Redelfs AH , et al. apud Nagata JM, Hernández-Ramos I., Kurup AS, Albrecht D. et al.). Um dos estudos apontou o surto de sarampo em San Diego, Califórnia, o que demonstrou a recusa vacinal por parte dos GCINM, entre eles, pais com ensino superior de crianças do jardim de infância não vacinadas em bairros de renda média a alta (Novilla MLB, Goates MC, Redelfs AH , et al.). Outro estudo apontou resultados semelhantes, como foi o caso do surto de sarampo da Disneylândia de 2015 entre moradores de cidades como Condado de Orange e Califórnia. (Novilla MLB, Goates MC, Redelfs AH , et al. apud Kim HB). 

  De acordo com um estudo realizado em 2022, no qual se tem como questão o desenvolvimento sustentável e a vacinação infantil no estado de Ekiti, na Nigéria, evidenciou-se que a cobertura de vacinação contra o sarampo continua em percentuais abaixo do ideal em muitos países. Esse mesmo estudo elencou também sobre a cobertura universal para imunização contra o sarampo […] e obteve destaque nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), a serem implementados em 2016 e alcançados até 2030 (Ilesanmi MM, Adeyinka DA, Olakunde BO, 2022). Essa agenda de imunização 2030 (IA2030) se beneficiou da então ‘’ausência’’ de casos de sarampo proposta pela assembleia mundial da saúde que aprovou metas de planos de ação global para vacinas, propondo 90% de cobertura nacional e 80% para distritos e unidades equivalentes para todas as vacinas de programas nacionais até o ano de 2020.  A então IA2030 usou essa referência para a implementação bem sucedida dos cuidados de saúde primários. Embora os estágios de implementação variem entre países, até fins de 2019, 178 países ofereceram duas doses da vacina contra sarampo, o que é o recomendado pela OMS.  As adesões à vacina ficaram distantes de alcançar a meta de eliminação de sarampo em ao menos cinco regiões da OMS em 2020. (Ilesanmi MM, Adeyinka DA, Olakunde BO, 2022).

Em 2006, a Nigéria iniciou programas intensificados de controle ao sarampo. Em 2019, novas doses de vacinação contra o sarampo foram implementadas em crianças de 18 meses de vida (está, então, sendo considerada a segunda dose da vacina). Apesar disso, uma porcentagem de quase metade das crianças não recebeu a primeira dose da vacina, em 2017, 58%, e em 2019 ,46%. (Ilesanmi MM, Adeyinka DA, Olakunde BO, 2022). A Nigéria continua possuindo um dos maiores números de crianças não vacinadas obtendo, assim, casos relatados de sarampo por milhão de habitantes. Nota-se que diversos fatores inibem a cobertura vacinal, tais como: hesitação da vacina, escassez de vacina, escassez de prestadores de cuidados qualificados e a inacessibilidade geográfica aos pontos de vacinação. (Ilesanmi MM, Adeyinka DA, Olakunde BO, 2022).

Uma análise a qual abrangeu 92 países de baixa e média renda, incluindo mais de 200 mil crianças e mães, foi comparada à cobertura de intervenção de saúde de acordo com status de vacinação. (Santos TM, Cata-Preta BO, Mengistu T, et al., 2021).  Esta evidenciou que crianças não vacinadas e suas mães são menos propensas a receberem pelo menos quatro intervenções de saúde, tais como: parto institucional, comportamento de busca, comportamento de cuidados e instalação de lavagem de mãos em casa, em comparação com crianças que receberam pelo menos uma dose. Esta comparação também mostrou que crianças sem a vacina DTP (Difeteria, tétano e Coqueluche) são até 46% menos propensas a receber intervenções de APS (Atenção Primária à Saúde). (Santos TM, Cata-Preta BO, Mengistu T, et al., 2021).

A ausência da vacina ajuda, então, a identificar crianças com acesso limitado a serviços de saúde, já que são oferecidas quase que exclusivas por meios de pontos de imunização de rotina que inclui também vacinação para outras doenças como pneumonia pneumocócica e rotavírus. (Santos TM, Cata-Preta BO, Mengistu T, et al., 2021). A cobertura vacinal em serviços de saúde materno foram mais correlacionadas com a imunização, visto que a cobertura de imunização e busca de cuidados para doenças infantis foi correlacionada com crianças sem vacinação, sendo estas menos propensas a buscar cuidados para suspeita de doença do que crianças que receberam pelo menos alguma vacina. Observa-se, então, que os pais e cuidadores são mais propensos a aderir à vacina quando enfrentam a emergência de uma doença aguda, em comparação com serviços preventivos de vacinação. (Santos TM, Cata-Preta BO, Mengistu T, et al., 2021).

A combinação entre pobreza e nenhuma dose da vacina DTP resulta principalmente em baixas intervenções de atenção primária à saúde, evidenciando-se, então, um padrão menos acentuado no que diz respeito ao comprometimento em buscas e cuidados. A perda do contato de famílias e a APS pode desfavorecer benefícios como: cobertura vacinal, e os demais leques de serviços oferecidos pela atenção básica. Para não haver o enfraquecimento no sistema de saúde, abordagens para integração e imunização devem ser adaptadas ao contexto local. (Santos TM, Cata-Preta BO, Mengistu T, et al., 2021 apud Enkhtuya B., Badamusuren T., Dondog N.,2008).

É importante destacar que as atitudes de mães e cuidadores em respeito à imunização contra o sarampo e outras doenças preveníveis por vacina influenciam na eficácia da implementação da segunda dose de vacinação contra o sarampo. (Adamu AA, Jalo RI, Masresha BG, et al., 2024). O sistema primário de saúde deve expandir seu envolvimento com a comunidade visando melhorias no sistema e provendo informações sobre a imunização em diferentes etapas como também sensibilizar o público sobre os demais cuidados de saúde ofertados pela APS, a citar: cuidados pré-natais, parto hospitalar, cuidados pós-natais. Afinal, mães e cuidadores que não vacinaram seus filhos com a segunda dose da vacina contra sarampo alegam que não sabiam da necessidade de retornar ou então se esqueceram. (Adamu AA, Jalo RI, Masresha BG, et al., 2024). 

Em 2019, os casos notificados de sarampo no mundo cresceram 300% a mais, comparado ao ano anterior (Eduardo Alexandrino Servolo Medeiros, 2020). Segundo a OMS, até fins de março de 2019, foram notificados mais de 112.163 casos de sarampo, dentre 170 países. (Eduardo Alexandrino Servolo Medeiros, 2020). O Ministério da Saúde, nesse mesmo ano, notificou no Brasil 10.429 casos de sarampo. O foco teve início na região norte do país, que apesar da baixa adesão à vacina contra o sarampo, uma série de migrantes e de turistas infectados desenvolveu a doença. Os casos de sarampo disseminaram-se para os demais estados brasileiros, dos quais obteve maior impacto o estado de São Paulo. (Eduardo Alexandrino Servolo Medeiros, 2020). 

O Ministério da Saúde oferta duas doses da vacina contra o sarampo, a qual está associada com proteção para outros vírus. A tríplice viral é a primeira dose; ela garante a proteção contra as seguintes doenças: sarampo, caxumba e rubéola; é aplicada aos 12 meses de idade. A segunda dose da vacina é a tetra viral; ela reforça a proteção como também garante proteção para as seguintes doenças: sarampo, caxumba, rubéola e varicela, e é aplicada aos 15 meses de idade. Profissionais de saúde devem tomar duas doses da vacina, caso não imunizados na infância, como também manter atualizado o esquema de imunização. (Eduardo Alexandrino Servolo Medeiros, 2020).

Para que não ocorra a transmissão intra-hospitalar, é tomada uma série de cuidados. Todo paciente infectado e internado com sarampo é mantido em isolamento em quarto único ou em coorte, mantidos em proteções padrão para aerossóis. Durante o atendimento de emergência é oferecido ao paciente máscara cirúrgica para evitar as dispersões de gotículas. O profissional de saúde deve usar máscara de proteção facial tipo II, (N95) durante todos os percursos de atendimento. (Eduardo Alexandrino Servolo Medeiros, 2020).

Em setembro de 2022 o Ministério da Saúde lançou um plano de ação para a interrupção da circulação do vírus do sarampo no Brasil. Esse plano tem como objetivo operar na interrupção da transmissão endêmica do vírus do sarampo. Foi tomada uma série de medidas fortemente rigorosas para documentar evidências e posteriormente subsidiar a verificação para a certificação de país livre de sarampo. As ações incluem: fortalecimento da vigilância epidemiológica e laboratorial, fortalecimento da vacinação e atenção à saúde, comunicação social em todas as esferas de gestão. (Sato APS, Boing AC, Almeida RLF de, et al., 2023 apud Brasil, Ministério da Saúde).

De acordo com estudos realizados em diversos cenários do Brasil e do mundo, aumenta-se anualmente o número de indivíduos que recusam a vacinação, o que favorece a baixa adesão à cobertura vacinal no mundo. Associados a isso estão as propagações de informações falsas, sem respaldo científico que são gerados a partir de movimentos antivacina. (Loureiro AAR, Dutra HF, Gonçalves EBD, et al., 2024 apud Hoffman BL, Felter EM, Chu KH, et al.).

A partir de dados oficiais publicados pela OMS junto à UNICEF (Fundo de Emergência Internacional para Crianças das Nações Unidas), mais de 20 milhões de crianças não receberam as vacinas de rotina no ano de 2020, e mais da metade delas não recebeu nenhuma vacina após o nascimento. (Loureiro AAR, Dutra HF, Gonçalves EBD, et al., 2024 apud OPAS). Um fator que também contribui para a diminuição da cobertura vacinal são os obstáculos enfrentados na tentativa da vacinação, a citar: escalas restritas de funcionamento das unidades básicas de saúde, bem como operações somente em dias de semana e horários comerciais. As subnotificações ocorridas de doses aplicadas no sistema de informações do programa nacional de imunização prejudicam o monitoramento das metas vacinais. (Loureiro AAR, Dutra HF, Gonçalves EBD, et al., 2024 apud Domingues CMAS, Fantinato FFST, Duarte E, et al.2019).

A taxa de mortalidade teve um aumento de 5,56% no ano de 2018 (a qual se mantinha em 0%). Esse fato é explicado pela redução na cobertura vacinal do ano anterior, que obteve uma média em território brasileiro de 86,24% da primeira dose e 35,44% da segunda dose. Posteriormente, houve uma redução desses valores nos dois anos seguintes, devido à adoção da estratégia dose zero da vacina DTP pelo Ministério da Saúde em 2019, que visava reduzir a ocorrência de casos graves e de óbitos por sarampo. (Loureiro AAR, Dutra HF, Gonçalves EBD, et al., 2024 apud Ministério da Saúde, 2021). Em seguida, a taxa de mortalidade atingiu o maior percentual em 2021, alcançando 34,29% liderados pelo Sudeste com maior percentual, seguido da região Norte.  Observou-se que, com o crescimento do índice de internações, houve aumentos significativos nas taxas de mortalidade. Além disso, as taxas de vacinação em 2020 foram significativamente reduzidas tanto na região Sudeste com a primeira dose, 82,07% e 4,13% da tetra viral, quanto na região Norte com 68,59% da primeira dose e 42,04% da DTP. (Loureiro AAR, Dutra HF, Gonçalves EBD, et al., 2024 apud Ministério da Saúde, 2022). 

A vacinação é uma prioridade do programa nacional de imunização para crianças, adolescentes e adultos até 49 anos de idade (Xavier AR, Rodrigues TS, Santos LS, et al.2019). O principal objetivo da vacinação é impedir que haja novos casos da Sarampo como também conferir imunidade de rebanho aos indivíduos não vacinados para então alcançar níveis de vacinação entre 85 % e 95% (Xavier AR, Rodrigues TS, Santos LS, et al., 2019 apud Moss WJ. Measles. Lancet. 2017). 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A baixa adesão vacinal contra o sarampo e demais doenças combatidas pela imunização é uma ameaça à saúde pública.  Lidar com a hesitação e com os movimentos antivacina torna-se uma responsabilidade coletiva, pois, além de prejudicar o trabalho de profissionais da atenção básica à saúde, destrói conquistas históricas da luta contra doenças. 

Observou-se que a demanda para a vacinação exige esforços e comprometimentos globais com a saúde.  A implementação de estratégias realizadas por profissionais da saúde e demais membros da gestão em saúde é de grande importância para alcançar metas e resultados positivos na agenda de imunização. 

Nota-se, então, que a adesão correta e completa ao calendário vacinal contra o sarampo é essencial no controle não somente da doença, bem como de óbitos relacionados a ela. Embora o trabalho de buscas ativas realizado pela APS seja árduo, é essencial tanto para conter falsas informações quanto para promover a adesão à vacina, fortalecendo assim o sistema de saúde.

REFERÊNCIAS 

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1 Graduanda em Medicina
ORCID: https://orcid.org/0009-0000-3012-0829
AFYA- Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba, Brasil
E-mail: bianca95martins@gmail.com
2 Graduanda em Medicina
ORCID: https://orcid.org/0000-0001-9730-4323
AFYA- Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba, Brasil
E-mail: michelecostajp@gmail.com
3 Acadêmico de enfermagem
ORCID: https://orcid.org/0009-0004-0001-1735
Faculdade de Educação da Ibiapaba – Faedi; Ipu, Ce
E-mail: enfcarlospinto@gmail.com
4 Enfermeira, Especialista em Enfermagem em Emergência
ORCID: http://orcid.org/ 0009-0009-6554-7115
IPOG-Instituto de Pós Graduação e Graduação, São Luís-MA
E-mail: joane_vasconcelos@hotmail.com
5 Bacharel em Enfermagem ORCID:
Centro Universitário Estácio de Ji-Paraná, RO
E-mail: gomesgeisna@gmail.com
6 Acadêmica de fisioterapia no centro universitário
7 (uniasselvi) Formosa, GO ORCID: https://orcid.org/0009-0000-6353-7372
E-mail: ketellyyalves@gmail.com
8 Odontóloga pela UNIG RJ
ORCID: 0009-0009-7840-3487
e-mail:Dradepalmeira@gmail.com
9 Psicóloga pelo centro universitário Faminas/Muriaé-MG
ORCID: https://orcid.org/0009-0006-7016-7393
E-mail jaquedelfino.psi@gmjaqueail.com
10 Acadêmico de enfermagem Faculdade de Educação da Ibiapaba – Faedi; Ipu Ce
ORCID: https://orcid.org/0009-0007-3356-3140
E -mail: thainacamelo6@gmail.com
11 Graduanda de enfermagem na Faculdade de Educação da Ibiapaba – FAEDI Ipueiras- CE
ORCID: https://orcid.org/0009-0008-9574-6118
E -mail: davila13237@gmail.com