REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202509231145
Gleiry Castro de Paula1
Luiz Fernando de Oliveira Júnior2
Nilcimar Cristina Reis3
Tatiane Célia Rodrigues da Silva4
Orientador: Prof. Ms. João Vitor Marques Bastos5
RESUMO
A identificação humana é um aspecto central da Medicina Legal, especialmente em contextos que envolvem mortes violentas, catástrofes naturais, acidentes aéreos ou situações de carbonização. Nestes casos, os métodos tradicionais de identificação, como impressão digital ou reconhecimento visual, podem ser inviáveis devido à deterioração dos tecidos moles.
Como uma ciência essencial no reconhecimento de vítimas, a odontologia legal utiliza de técnicas específicas em conjunto com a o conhecimento anatomia de cabeça e pescoço para a identificação humana ante-mortem e postmortem. Algumas das técnicas mais utilizadas são a rugoscopia, a queiloscopia, a imaginologia, a papiloscopia e tem- se também o uso da documentação clínica e ortodôntica.
Junto das técnicas e de todo conhecimento anatômico, tem-se as marcações em próteses dentárias como indícios que podem vir a auxiliar na construção de um determinado resultado conclusivo e mais assertivo.
Com as diversas alternativas de marcações em prótese dentárias, é possível se adequar a realidade do paciente e do próprio profissional. Os vários tipos de marcações são opções que se diferem por suas vantagens e desvantagens particulares.
A consolidação da prática depende da criação de diretrizes nacionais, capacitação de profissionais e integração das estratégias de marcação aos fluxos digitais de confecção, assim, não sendo encarada somente como recurso técnico, mas como parte da segurança clínica e forense, reforçando seu papel como ferramenta indispensável da odontologia moderna.
INTRODUÇÃO
A identificação humana é um aspecto central da Medicina Legal, especialmente em contextos que envolvem mortes violentas, catástrofes naturais, acidentes aéreos ou situações de carbonização. Nestes casos, os métodos tradicionais de identificação, como impressão digital ou reconhecimento visual, podem ser inviáveis devido à deterioração dos tecidos moles.
A Odontologia Legal, portanto, surge como uma ciência fundamental, proporcionando meios técnicos para a identificação por meio das arcadas dentárias e dispositivos protéticos. Entre as diversas ferramentas disponíveis, as próteses dentárias destacam-se por sua resistência e possibilidade de personalização, tornando-se elementos valiosos na análise forense. Este trabalho propõe-se a discutir o impacto das evidências de prótese dentária na identificação de vítimas, destacando sua relevância, aplicabilidade e os desafios encontrados na prática forense, além da importância de se criar um padrão de marcação que viabilize ainda mais não somente o uso, mas também o acesso universal dos profissionais quando necessário.
OBJETIVO
Revisar a literatura para avaliar, gerar uma relação entre as marcações de próteses dentárias e expor a necessidade de se consolidar a prática de identificação e sua importância no reconhecimento de vítimas em meio à odontologia legal.
METODOLOGIA
Foi realizada uma busca de 34 artigos científicos sobre o tema, disponibilizados nas bases de dados da Biblioteca Virtual de Scielo, Bireme e Pubmed, em língua inglesa e portuguesa, entre os anos 2013 e 2025.
A ODONTOLOGIA LEGAL E SUA IMPORTÂNCIA NO RECONHECIMENTO DE VÍTIMAS
A odontologia legal, também conhecida como odontologia forense, é uma especialidade que aplica conhecimentos odontológicos em contextos jurídicos, sendo fundamental para a identificação de vítimas em situações de desastre, crimes ou em casos em que o reconhecimento visual se torna inviável. Essa área da ciência forense utiliza características únicas dos dentes e estruturas associadas para fornecer dados confiáveis que auxiliam na identificação humana, sobretudo quando métodos convencionais não são suficientes (SANTOS, 2013)
A odontologia legal desempenha um papel importante no reconhecimento da vítima, estando diretamente relacionada à resistência dos dentes a condições adversas como calor, decomposição e mutilações, tornando-se um dos métodos mais seguros e rápidos para a identificação (SANTOS, 2013)
Além disso, a existência de registros odontológicos anteriores, como radiografias, prontuários clínicos e modelos de moldagens, possibilita a comparação e confirmação da identidade com alto grau de precisão (PEREIRA, 2017)
Outro aspecto relevante da odontologia legal é a aplicação de protocolos padronizados, como o Disaster Victim Identification (DVI), adotado internacionalmente para a organização sistemática das equipes forenses em desastres de massa. A atuação do odontologista forense segue etapas específicas, incluindo a coleta minuciosa de dados post mortem e a comparação com informações ante mortem, consolidando o processo de reconhecimento e garantindo validade legal aos laudos emitidos (PEREIRA, 2017)
Além do aspecto técnico, a odontologia legal exerce um papel humanitário ao possibilitar às famílias o encerramento do ciclo de luto por meio da identificação segura de seus entes queridos. Ademais, o reconhecimento oficial das vítimas tem implicações jurídicas essenciais, influenciando diretamente em processos legais, previdenciários e cíveis (SANTOS, 2013)
Contudo, a odontologia legal enfrenta desafios como a falta de registros odontológicos completos, infraestrutura adequada e formação especializada, o que pode dificultar o processo de identificação 2. (PEREIRA, 2017)
A introdução de novas tecnologias e técnicas, como a marcação de próteses dentárias, tem sido apontada como uma importante inovação para facilitar e agilizar esse reconhecimento (MACHADO et al., 2022)
Em suma, a odontologia legal é uma ferramenta indispensável para o reconhecimento da vítima, combinando ciência, tecnologia e ética para proporcionar respostas confiáveis em momentos de grande complexidade social e jurídica.
TÉCNICAS E ESTRATÉGIAS PARA A IDENTIFICAÇÃO HUMANA
A identificação humana possui vários procedimentos, métodos e técnicas que são essenciais para a Medicina Legal e para se determinar a identidade de um indivíduo vivo ou mesmo após sua morte. Para isso, são utilizados métodos primários e métodos secundários. Nos métodos de análises primárias, temos por exemplo a necropapiloscopia, análises de DNA e a odontologia legal. Já nos métodos secundários, temos por exemplo reconhecimentos faciais, fotografias, vestimentas e próteses odontológicas.
Na odontologia legal, possuímos diversos métodos para identificação humana, algumas das técnicas mais conhecidas e utilizadas são a rugoscopia, a queiloscopia, a imaginologia, a papiloscopia e tem- se o uso da documentação clínica e ortodôntica do indivíduo em questão. (ALVES, 2022).
O uso de cada uma das técnicas é definido de maneira individual e depende unicamente da especificidade de cada caso, com o único objetivo de possibilitar a comparação de registros antes do óbito (ante- mortem) e depois do óbito (post- mortem), o que implica e depende da manutenção de um banco de dados por parte dos profissionais cirurgiões dentistas, que por orientação do Código de Processo Ético Odontológico, tem o dever de efetuar a guarda dos prontuários por certa de 05 anos a contar do término do tratamento odontológico. (ALVES, 2022).
A escolha do método depende do estado do cadáver em questão, que pode estar deteriorado por diversos fatores, como por exemplo, situações de violência extrema que geraram perda de características suficientes, para impossibilitar a comparação e identificação por impressões digitais, situações em que o corpo foi carbonizado, mutilado ou que se encontra em um alto grau de decomposição corpórea podem dificultar o reconhecimento. Nestes casos, a Odontologia Legal é especialmente eficaz e essencial quando outros métodos não são viáveis. Por meio da comparação de registros dentários ante-mortem e post-mortem, análise de restaurações dentárias e outras características orais, é possível identificar indivíduos com precisão. (ANDRADE, 2021).
A rugoscopia é o estudo das rugas palatinas, considerando sua quantidade, forma, localização e dimensões, com a finalidade de auxiliar na identificação de pessoas. Essas pregas localizadas na mucosa anterior do palato são formadas ainda na vida intrauterina, aproximadamente no terceiro mês de gestação, e mantêm-se estáveis ao longo da vida, resistindo inclusive por alguns dias após a morte em razão da sua composição fibrosa. Cada indivíduo apresenta um padrão próprio dessas rugosidades, inclusive gêmeos idênticos, o que reforça seu potencial como marcador de identidade. Contudo, uma limitação relevante da técnica é a falta de um sistema de classificação universal, o que pode gerar divergências na interpretação dos resultados entre diferentes profissionais, comprometendo sua confiabilidade. (CASTRO-SILVA, 2014.)
A imaginologia odontológica permite observar estruturas anatômicas e alterações resultantes de cáries e de procedimentos restauradores, que acabam funcionando como características singulares de cada indivíduo. Esse método se baseia na comparação de exames obtidos em vida, como radiografias arquivadas em consultórios, com os registros realizados após a morte. Em muitos casos, o índice de acerto dessa comparação supera 85%. Além das radiografias convencionais, podem ser úteis também exames de tratamentos endodônticos e imagens de restaurações, que evidenciam padrões individualizados. Outro recurso empregado é a análise dos seios paranasais, cuja conformação é altamente variável entre indivíduos e, por isso, pode servir como elemento adicional na identificação. As tomografias computadorizadas se destacam por oferecerem melhor qualidade de imagem e maior precisão nas medidas, reduzindo sobreposições e aumentando a confiabilidade da análise. (Gruber & Kameyama, 2001) (RAMOS, 2001).
A queiloscopia corresponde à análise dos sulcos labiais, considerando aspectos como espessura, posição das comissuras e padrões dos sulcos. Esses traços apresentam grande diversidade entre populações, podendo ser aplicados em investigações criminais e forenses. Tradicionalmente, a classificação segue os sistemas propostos por Suzuki e Tsuchihashi (1970) e, mais tarde, pelo caso People v. Davis (Fonseca & Cantín, 2014). A técnica é considerada adequada para identificação pessoal, pois os padrões labiais são permanentes, imutáveis e únicos, de modo semelhante às impressões digitais. Entretanto, sua aplicação prática pode ser limitada pela má qualidade de algumas marcas labiais, que podem aparecer borradas ou imperceptíveis. Em certas situações, as impressões só são reveladas por meio de pós específicos utilizados em perícia papiloscópica, como pós pretos, cinza ou substâncias lisocromáticas. (RAMOS, 2021).
A papiloscopia constitui um dos ramos fundamentais da ciência forense e dedica-se à análise das regiões de pele espessa que apresentam formações conhecidas como papilas dérmicas, que geram as elevações que por sua vez criam as impressões digitais, como nas solas dos pés, nas palmas das mãos e nos dedos. As impressões digitais são utilizadas comumente para identificação humana, já que possuem características únicas e são imutáveis; nenhum indivíduo tem a mesma impressão digital, à tornando de grande valia no reconhecimento de pessoas vivas ou mortas. A papiloscopia pode desempenhar um papel crucial em investigações, em meio legal ou em meio médico, podendo confirmar ou refutar a identidade de um indivíduo. (CAAD, 2015).
A documentação odontológica pode englobar prontuários clínicos, registros fotográficos, exames radiográficos e modelos de arcada dentária do paciente. Esses materiais servem como base para comparações entre informações obtidas em vida (ante-mortem) e aquelas coletadas após a morte (post-mortem). Para que desempenhem seu papel de maneira efetiva, é indispensável que os prontuários sejam mantidos em ordem, atualizados e em condições adequadas de preservação, visto que sua integridade garante valor jurídico e científico. A ausência de dados completos ou a deterioração desses documentos pode comprometer de forma significativa a utilização desse recurso em processos de identificação ou podem vir a inviabilizar todo prontuário em um caso de âmbito criminal. Uma forma de analisar particularidades importantes na falta de alguns prontuários, é a utilização de fotografias, que podem auxiliar na análise de características morfológicas, posição no arco dental, bordas incisais e linhas de sorriso, além de outras particularidades. (RAMOS, 2022).
Esse confronto de informações ante- mortem e post- mortem pode ser feito por comparação direta (cruzamento de dados como ausências dentais, anatomias morfologias específicas e desgastes anatômicos), delineamento incisal (cruzamento e comparação de fotografias que na incidência fotográfica semelhante, pode-se obter e até mesmo por sobreposição computadorizada. (SILVA, 2011) (NEVES, 2023).
MÉTODOS DE MARCAÇÃO EM PRÓTESES DENTÁRIAS
A odontologia forense desempenha papel fundamental na identificação humana, especialmente em situações de desastres, acidentes, carbonização ou decomposição de corpos. Nesse contexto, a marcação de próteses dentárias surge como uma ferramenta segura, acessível e de grande relevância pericial. Diversas técnicas têm sido propostas, desde métodos simples até recursos tecnológicos avançados, variando quanto à durabilidade, custo e aplicabilidade clínica. Em contextos de destruição extensa de tecidos, como em cadáveres carbonizados, os dentes e próteses representam recursos cruciais para estabelecer a identidade da vítima, pois geralmente sobrevivem a condições extremas que destroem outros tecidos. (AMOEDO, 1898; SILVA; PEREIRA, 2020).
As técnicas e métodos de marcação de superfície consistem em alterações visíveis na prótese. Incluem gravação manual, escrita com instrumentos cortantes ou canetas especiais e embossing no molde. Apesar de práticas econômicas, apresentam menor durabilidade e podem comprometer a higiene. Com os avanços tecnológicos, destacam-se a gravação a laser e o uso de códigos de barras ou QR Codes, que permitem leitura rápida e armazenam informações adicionais sem prejudicar a estética da prótese. Técnicas de marcação adequadas podem resistir a altas temperaturas, produtos químicos e ao desgaste mecânico, aumentando significativamente a probabilidade de identificação post-mortem. (COSTA; ALMEIDA; SOUZA, 2021).
Nos métodos de inclusão, os dados são incorporados dentro da prótese, o que aumenta a resistência e preserva a identificação em condições extremas. Podem ser usados papéis finos inclusos, bandas metálicas resistentes, barras acrílicas (T-bar), micro etiquetas, cartões lenticulares, chips de radiofrequência (RFID) e até micro cartões de memória. Essas técnicas garantem maior durabilidade, mas exigem maior investimento e, em alguns casos, equipamentos especializados para leitura (APRD Review, 2022; Europe PMC, 2023).
Na literatura, as técnicas de marcação de próteses removíveis se dividem principalmente em:
1. Gravação superficial: Inscrição manual ou a laser sobre a superfície da prótese ou armações metálicas. É simples e barata, mas vulnerável ao desgaste e calor intenso (RODRIGUES; LIMA, 2018).
1.1 Métodos de gravação manual ou a laser são aplicáveis principalmente em próteses com base metálica. Embora sejam econômicos e rápidos de executar, esses métodos apresentam limitação significativa: a inscrição pode ser destruída em incêndios severos, tornando-os pouco confiáveis em casos de carbonização intensa. (OLIVEIRA, 2019).
2. Métodos inclusivos: Inserção de placas metálicas, etiquetas laminadas ou microdots no interior da resina acrílica. Garantem maior durabilidade, resistência térmica e proteção contra danos mecânicos (NASCIMENTO; BARROS; FREITAS, 2020).
2.1 A inclusão de placas metálicas, microdots ou etiquetas radiopacas dentro da resina proporciona maior proteção. Estudos laboratoriais demonstram que placas de aço inoxidável e titânio podem permanecer legíveis mesmo após exposição a temperaturas superiores a 800 °C, tornando-se um recurso confiável em cadáveres carbonizados (NASCIMENTO; BARROS; FREITAS, 2020).
3. Tecnologias digitais: RFID, NFC, QR codes e microSD encapsulado. Armazenam grande volume de informações e permitem leitura rápida, embora ainda sejam sensíveis a temperaturas extremas (MARTINS; FERREIRA; PACHECO, 2021).
3.1 Sistemas como RFID e NFC, quando encapsulados em resina acrílica resistente, suportam temperaturas moderadas (200– 400 °C). No entanto, em incêndios mais intensos, há fusão dos chips e perda de dados. Códigos QR impressos em substratos cerâmicos apresentam maior durabilidade, podendo resistir a temperaturas de até 600 °C, dependendo do tipo de cerâmica e profundidade de inserção (MARTINS; FERREIRA; PACHECO, 2021).
3.2 Apesar das vantagens em armazenamento e leitura rápida, as tecnologias digitais ainda enfrentam barreiras como custo elevado, necessidade de leitores compatíveis e risco de falha em temperaturas extremas. Por isso, muitos autores recomendam combinar métodos digitais com placas metálicas ou microdots para aumentar a confiabilidade (SOUZA; CARVALHO, 2022).
4. Microdots, por sua vez, resistem a cerca de 600 °C e sua pequena dimensão dificulta remoção ou adulteração. Etiquetas plásticas laminadas podem suportar até 400°C quando corretamente encapsuladas, mas acima dessa temperatura podem sofrer carbonização parcial, comprometendo a legibilidade (PAIVA; MELO, 2017).
A escolha da técnica depende do equilíbrio entre custo, praticidade clínica, resistência física e térmica, bem como a finalidade forense do registro (COSTA; ALMEIDA; SOUZA, 2021).
A resistência ao calor é o fator determinante para a sobrevivência da marcação em situações de incêndio. Comparativamente:
- Gravação manual em acrílico: legível até ~300 °C, destruída acima disso.
- Gravação a laser em metal: legível até ~500 °C, com perda gradual de nitidez.
- Placas metálicas: resistem acima de 800 °C, mantendo a legibilidade.
- Microdots: detectáveis até 600 °C, porém requerem lupa para leitura.
- Etiquetas laminadas: suportam até 400 °C se encapsuladas, carbonizam acima disso.
- RFID/NFC encapsulados: resistentes entre 200 °C – 400 °C, falham em incêndios extremos.
- QR Code cerâmico: até 600 °C, dependendo do material e proteção. (SOUZA; CARVALHO, 2022; MARTINS; FERREIRA; PACHECO, 2021).
Essa análise mostra que placas metálicas continuam sendo o método mais confiável, seguidas de microdots e marcadores radiopacos, enquanto tecnologias digitais devem ser combinadas para maior segurança (FERNANDES; OLIVEIRA, 2019).
A inclusão de dados pessoais em próteses exige consentimento informado, limitação de informações sensíveis e garantia de confidencialidade. Protocolos padronizados, quando aplicáveis, facilitam a atuação forense e reduzem ambiguidades em desastres ou crimes (MOURA; ANDRADE, 2019; SILVA; PEREIRA, 2020).
Há lacunas significativas na literatura, especialmente sobre estudos de larga escala e protocolos padronizados. Pesquisas futuras devem explorar:
- Combinação de múltiplos métodos em uma mesma prótese.
- Desenvolvimento de materiais híbridos resistentes a calor extremo e que armazenem grande volume de dados.
- Aceitação do paciente e análise de custo-benefício em ambientes clínicos e forenses.COSTA; ALMEIDA; SOUZA, 2021); (SOUZA; CARVALHO, 2022).
Em diversos países, a marcação protética é prática consolidada e muitas vezes regulamentada por lei. Na Suécia e na Islândia, os dentistas são obrigados a oferecer a marcação e utilizam o número de identidade civil como referência. Nos Estados Unidos, a prática é exigida em 21 estados e aplicada em contextos específicos, como forças armadas e instituições de longa permanência, enquanto em locais como Nova York é realizada sob solicitação do paciente. Já na Austrália, recomendações oficiais e normas de saúde reforçam a obrigatoriedade da prática em diferentes regiões (pmc.ncbi.nlm.nih.gov; pubmed.ncbi.nlm.nih.gov; europepmc.org).
No Brasil, entretanto, a realidade é distinta. Embora a maioria dos odontolegistas reconheça a importância do procedimento, apenas uma minoria já realizou marcações em sua prática clínica. Os principais fatores que explicam essa baixa adesão são a ausência de normativas específicas, o pouco treinamento na graduação e a percepção de custo adicional. Apesar disso, há um consenso crescente entre os especialistas de que a prática deveria ser incentivada e até regulamentada, devido ao seu impacto positivo em investigações forenses (pesquisa.bvsalud.org).

PROTOCOLOS E MEIOS DE APLICABILIDADE EM MARCAÇÕES DE PRÓTESES DENTÁRIAS
Próteses dentárias etiquetadas podem ser importantes na identificação dos proprietários em caso de acidente, perda de memória, estados de inconsciência, extravio inadvertido na admissão em um hospital ou na identificação de corpos de pessoas que morreram em uma calamidade. A marcação das próteses tem sido considerada uma parte importante da odontologia forense, embora nenhum método padronizado seja seguido. Diversos sistemas de marcação estão disponíveis e podem ser amplamente divididos em métodos de marcação de superfície ou sistemas de inclusão. A rotulagem de todas as próteses é recomendada pela maioria das associações odontológicas internacionais e odontologistas forenses.
De fato, em alguns países e certos estados dos EUA, a rotulagem das próteses é regulamentada por lei. Como parte da obrigação da profissão, um dentista precisa manter registros odontológicos meticulosos de seus pacientes. Isso inclui documentar a identidade das próteses. (Alexander PM, Taylor JA, Szuster FS, Brown KA.) A identificação das próteses fornece pistas vitais para o reconhecimento do usuário e assume importância crucial, caso um indivíduo desdentado esteja envolvido em uma catástrofe, torna-se mais fácil identificá-lo se suas próteses estiverem codificadas ou marcadas de forma única. A identificação definitiva da prótese dentária geralmente é feita com um código de identificação minúsculo e discreto, embutido na base da prótese. (Alexander PM, Taylor JA, Szuster FS, Brown KA.)
Os requisitos padrão para marcadores das próteses são que eles devem ser biologicamente inertes quando incorporados à prótese dentária, baratos, fáceis e rápidos de aplicar, possíveis de recuperar após um acidente, resistentes a ácidos e sobreviver a temperaturas elevadas. (Borrman HI, DiZinno JA, Wasén J) A marcação também deve ser esteticamente aceitável, visível (legível) e durável, sem comprometer a resistência da prótese. Além disso, a marcação deve ser permanente e resistente aos agentes de limpeza e desinfecção diários. As áreas recomendadas para marcação, portanto, são as regiões posteriores do flange lingual e o palato. (Wilson HJ, Mansfield MA) Ao longo dos anos, diversos métodos de marcação da prótese dentária foram relatados na literatura. No entanto, existem dois métodos principais para marcação de prótese: o método de superfície e o método de inclusão. (Stavrianos CH, Petalotis N).
No método de marcação de superfície, as marcas são localizadas em uma das superfícies da prótese podem ser feitas por meio de “gravação ou marcação” na própria prótese. (Stavrianos CH, Petalotis N). Técnica de marcação de superfície, “relevo”, iniciais do nome e do sobrenome do paciente que são riscadas com uma broca dentária e tem sido associada à malignidade, possivelmente devido à irritação contínua do tecido, maneira melhor é cobrir a marcação em relevo na estrutura da prótese dentária com o acrílico da base da prótese. Outro tipo de marcação de superfície é a escrita na superfície de ajuste do tecido ou na superfície polida da prótese finalizada com uma caneta de ponta de fibra. Os dados de identificação do paciente são então cobertos por pelo menos duas camadas finas de verniz, o que prolonga a vida útil da marcação. O verniz utilizado é feito pela dissolução de 5 g de polímero de resina acrílica em 20 ml de clorofórmio, sendo barato e insensível a produtos de limpeza, antissépticos e enxaguantes bucais para próteses (Stavrianos CH, Petalotis N). As marcações são feitas utilizando materiais metálicos ou não metálicos, microchips e micro etiquetas, que são incorporados à prótese na fase de preenchimento. Às vezes, pode ocorrer deslocamento, enrugamento ou rasgo, o que se torna uma desvantagem como método de identificação. (Stavrianos CH, Petalotis N).
- Banda de identificação, as próteses dentárias podem ser marcadas com uma faixa de metal de aço inoxidável. Os materiais resistentes ao fogo mais comumente usados são a folha de titânio e a faixa Ho Matrix contendo um sistema de codificação identificável representando os detalhes do paciente. (Stavrianos CH, Petalotis N).
O aço inoxidável tem boa biocompatibilidade e alta resistência à corrosão no ambiente oral e não causa alergias.É resistente a temperaturas muito altas, até 1100 ° C, é barata, rápida, não requer equipamento ou treinamento especial, legível, radiopaca. - Tiras de papel A superfície de encaixe de resina acrílica situada adjacente paulatinamente entre a crista e o centro do palato é umedecida com monômero em um pequeno pincel. A tira de papel digitada é colocada sobre esta superfície e o papel é umedecido com o monômero. Polimetilmetacrilato (PMMA) transparente ou rosa é então colocado sobre o papel antes do fechamento final do frasco da prótese. (Ling BC, Nambiar P).
O método Vestermarks usa papel rosa e inscrição vermelha. 28.(Thomas CJ) e a tira de papel pode não sobreviver ao fogo. (Stavrianos CH, Petalotis N). - Barra em T Uma barra de resina PMMA transparente em formato de T é construída cortando-se a cera da placa de base e, em seguida, é moldada em frascos, embalada, processada e finalizada em PMMA transparente. Uma etiqueta impressa de identificação (de tamanho reduzido, com a face impressa voltada para dentro) é fixada na parte plana da barra. Em seguida, a superfície é polida para produzir uma janela transparente que exibe a etiqueta de identificação. (Ryan LD, Keller JB).
- Gravação a laser Laboratórios especialmente equipados podem fornecer um laser de vapor de cobre (CVL) que pode gravar a identificação de um paciente na superfície metálica de uma prótese parcial. (Ryan LD, Keller JB). Um CVL pode rotular os componentes de cobalto-cromo de próteses de forma fácil e legível e reduzir o tamanho da fonte dos dados. O feixe do CVL é focado e entregue à superfície do material pelo scanner de dois eixos montado com espelhos. (Ryan LD, Keller JB).
- Microchips eletrônicos as informações do paciente foram gravadas em um chip medindo 5 × 5 × 0,6 mm. Testes conduzidos em chips embutidos em resina acrílica tiveram bom desempenho em altas temperaturas (600 °C), tiveram excelente resistência a ácidos, foram radiopacos e aderiram bem à resina acrílica. No entanto, a principal desvantagem do chip era que ele só podia ser inscrito pelo fabricante e não pelo dentista. Outras tentativas incluíram o refinamento deste método com equipamento adicional para transferir detalhes para um computador. (Richmond R.)
- Etiquetas RFID Seu sistema RFID consistia em um portador de dados, ou etiqueta, e um leitor eletrônico portátil que energiza o transponder por meio de um campo eletromagnético emitido pela antena do leitor. Ele então recebe o sinal codificado retornado pelo transponder e o converte em dados legíveis. 27.(Richmond R) Nenhum treinamento especial é necessário para colocar a etiqueta na dentadura. O chip é resistente a desinfetantes e soluções de 1% de hipoclorito, 4% de clorexidina e 4% de perborato de sódio. O chip permanece intacto e legível em temperaturas abaixo de zero, bem como após queima por 1 hora a 1500 °C. (Richmond R).
- Sistema Lenticular A tecnologia lenticular permite que as imagens sejam impressas no verso de um papel sintético e laminadas na lente. O cartão lenticular não mostra sinais de degradação quando colocado na água por um período de até quatro meses. Não requer vidro ou dispositivo especial para ler os dados, como computador ou leitor portátil, e não interfere na função oral devido ao seu pequeno tamanho. As possíveis desvantagens dessa técnica são que as informações nunca podem ser alteradas e podem não resistir ao fogo, a menos que a tira seja colocada na parte mais posterior da dentadura. (Colvenkar SS).
- Código de barras para próteses dentárias um código de barras aplicável a próteses dentárias consiste em um código legível por máquina de uma série de barras e espaços impressos em proporções definidas. O código de barras de próteses dentárias fornece informações exatas e é resistente a altas temperaturas e soluções orais comumente usadas. No entanto, requer equipamentos especiais caros. (Jagdev PS, Mehrotra P).
- Fotografia um novo marcador para próteses dentárias que utiliza a fotografia do paciente embutida na base de acrílico transparente. Onde a fotografia é o método mais fácil de identificação. No entanto, testes térmicos revelaram que o marcador fotográfico e o código de barras eram resistentes apenas a cerca de 200–300 °C. (Anehosur GV).
CONCLUSÃO
A marcação de próteses dentárias configura-se como um recurso de grande relevância para a odontologia forense, contribuindo de maneira efetiva na identificação de vítimas em diferentes contextos. As técnicas variam desde métodos simples de superfície até alternativas sofisticadas de inclusão digital, cada qual com suas vantagens e limitações. No cenário internacional, países como Suécia, Islândia, Estados Unidos e Austrália já incorporaram essa prática em suas legislações ou protocolos de saúde.
No Brasil, nos últimos cinco anos, observou-se grande avanço nas técnicas de marcação protética, sobretudo com o uso de códigos QR e a incorporação de tecnologias sem fio como NFC e RFID. Embora o reconhecimento de sua importância seja evidente, a ausência de normativas oficiais e a falta de aplicabilidade clínica restringem sua utilização. A ampliação dessa prática no país representa não apenas um avanço técnico, mas também um fortalecimento da atuação da odontologia legal como ciência fundamental nos processos de identificação humana.
Os principais motivos para a não marcação de próteses são o custo, a falta de conhecimento sobre os diversos métodos e a crença de que isso é de pouca importância. É desnecessário dizer que a importância da marcação de próteses é imensa quando se exige a identidade positiva de um indivíduo. É necessária uma estrutura adequada na educação odontológica para garantir que tanto os estudantes de odontologia quanto os de tecnólogos em odontologia sejam expostos às metodologias de marcação de próteses. Um sistema de marcação de próteses esteticamente adequado, que também seja barato e permanente.
A consolidação da prática depende da criação de diretrizes nacionais, capacitação de profissionais e integração das estratégias de marcação aos fluxos digitais de confecção (Malhan et al., 2024). Paralelamente, é fundamental que a implementação respeite normas éticas e legais, garantindo a proteção da privacidade do paciente (Sandhu et al., 2021; Castro, 2022). Portanto, a marcação protética deve ser encarada não apenas como recurso técnico, mas como parte da segurança clínica e forense, reforçando seu papel como ferramenta indispensável da odontologia moderna.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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1Acadêmico do Curso de Graduação em Odontologia da Faculdade Anhanguera, Poços de Caldas – MG.
2Acadêmico do Curso de Graduação em Odontologia da Faculdade Anhanguera, Poços de Caldas – MG.
3Acadêmico do Curso de Graduação em Odontologia da Faculdade Anhanguera, Poços de Caldas – MG.
4Acadêmico do Curso de Graduação em Odontologia da Faculdade Anhanguera, Poços de Caldas – MG.
5Orientador, professor e mestre da Graduação em Odontologia da Anhanguera – Poços de Caldas– MG * E-mail para correspondência: joaovitorodonto@gmail.com
