LEVANTAMENTO SOBRE DIAGNÓSTICO, PREVENÇÃO E IMPORTÂNCIA DO CONTROLE EPIDEMIOLÓGICO DA RAIVA CANINA

SURVEY ON THE DIAGNOSIS, PREVENTION, AND IMPORTANCE OF EPIDEMIOLOGICAL CONTROL OF CANINE RABIES

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/fa10202510061542


Ashley A. Silva Nascimento1
Natália Martins dos Santos2
Diego de Mattos Alves Silva3


RESUMO

A raiva canina constitui uma zoonose de elevada letalidade e relevância em saúde pública, exigindo medidas eficazes de prevenção e controle epidemiológico. Este estudo tem como objetivo analisar o nível de conhecimento da população do município de Guarulhos sobre a raiva em cães, destacando aspectos etiológicos, epidemiológicos, diagnósticos e preventivos, com ênfase na importância da vacinação. Para tanto, realizou-se uma pesquisa bibliográfica em bases científicas, complementada por entrevistas semiestruturadas aplicadas a 97 moradores do município, além de representantes do poder público e do centro de zoonoses local. Os dados foram coletados por meio de questionário elaborado na plataforma Google Forms e analisados com estatística descritiva. Os resultados demonstram que a maioria dos entrevistados reconhece a importância da vacina antirrábica, relacionando-a à proteção conjunta de animais e humanos, embora apontem a necessidade de maior divulgação das campanhas e de acesso facilitado à imunização. As análises confirmam que a vacinação é percebida como medida central no controle da doença, enquanto a atuação do médico veterinário se mostra essencial para a promoção da saúde preventiva. Conclui-se que os objetivos da pesquisa são alcançados ao evidenciar o grau de conscientização da comunidade e ao indicar estratégias que podem potencializar a adesão às campanhas, contribuindo para as metas de eliminação da raiva estabelecidas em âmbito nacional e internacional.

Palavras-chave: Raiva. Vacina antirrábica. Cães

ABSTRACT

Canine rabies is a highly lethal zoonosis of public health significance, requiring effective prevention and epidemiological control measures. This study aims to analyze the level of knowledge of the population of the municipality of Guarulhos about rabies in dogs, highlighting etiological, epidemiological, diagnostic, and preventive aspects, with an emphasis on the importance of vaccination. To this end, a bibliographical survey was conducted using scientific databases, complemented by semi-structured interviews with 97 residents of the municipality, as well as representatives of the government and the local zoonosis center. Data were collected using a questionnaire developed on the Google Forms platform and analyzed using descriptive statistics. The results demonstrate that most respondents recognize the importance of the rabies vaccine, associating it with the combined protection of animals and humans, although they point to the need for greater publicity of campaigns and easier access to immunization. The analyses confirm that vaccination is perceived as a central measure in disease control, while the role of veterinarians is essential for promoting preventative health. The study’s objectives were achieved by demonstrating community awareness and suggesting strategies that can increase campaign adherence, contributing to national and international rabies elimination goals.

Keywords: Rabies. Rabies vaccine. Dogs

1 INTRODUÇÃO

A convivência próxima entre humanos e animais exige a implementação de medidas que promovam a saúde e o bem-estar de ambos. Nesse contexto, destaca-se o papel fundamental do médico veterinário na elaboração e manutenção de estratégias para a prevenção de zoonoses e outras doenças que possam impactar negativamente a saúde humana e animal. Entre suas responsabilidades, está a orientação da população sobre a raiva (SANTOS; SILVA; PINTO, 2024).

A raiva é uma doença infectocontagiosa causada por um vírus neurotrópico que afeta o sistema nervoso central (SNC), resultando em encefalomielite aguda e fatal. Devido à sua alta taxa de letalidade, próxima de 100%, a raiva continua sendo um grave problema de saúde pública (SILVA; AMETLLA; JULIANO, 2015).

A transmissão ocorre por meio de mordidas, arranhaduras ou lambeduras de animais infectados. Assim como outras doenças tropicais negligenciadas, a raiva está associada a condições de pobreza e marginalização, apresentando distribuição heterogênea e sendo endêmica em regiões com poucos recursos, especialmente em países em desenvolvimento da Ásia, África e América Latina (ALVARENGA; SALES; SAMPAIO, 2022).

No Brasil, a raiva urbana é endêmica, com distribuição heterogênea e forte relação com fatores socioeconômicos e culturais. A doença é mais prevalente nas regiões Norte e Nordeste, com incidência em alguns estados do Sudeste e Centro-Oeste. Já a região Sul é considerada uma área sob controle da enfermidade (SILVA; AMETLLA; JULIANO, 2015).

Diante desse cenário, este estudo tem como objetivo analisar o nível de conhecimento da população do município de Guarulhos sobre a raiva canina. Especificamente, busca-se descrever os principais conceitos e definições relacionadas a raça canina, identificar seus aspectos etiológicos e epidemiológicos, além de apresentar formas de prevenção, diagnóstico e tratamento disponíveis para cães infectados.

Com essa pesquisa, espera-se aumentar a conscientização e a sensibilização dos médicos veterinários e tutores sobre os benefícios da vacinação, destacando sua importância na promoção da qualidade de vida dos animais. Além disso, reforça-se a necessidade de que a vacinação seja realizada por profissionais qualificados, garantindo maior eficácia na prevenção da doença e reduzindo a ocorrência de enfermidades, reações adversas e até mesmo a morte dos animais.

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA OU REVISÃO DA LITERATURA
2.1 Principais conceitos e definições relacionadas a raça canina

A família Canidae é a mais antiga entre os carnívoros e, das três subfamílias que a compõem, apenas a Caninae ainda existe. Dentro dessa subfamília, o gênero Canis é um dos mais numerosos e apresenta a maior distribuição geográfica. As espécies desse gênero compartilham o mesmo número de cromossomos, o que permite a formação de híbridos férteis na natureza. Os cães domésticos, anteriormente classificados como Canis familiaris, foram reclassificados em 1993 como Canis lupus familiaris, uma subespécie do lobo-cinza (DIAS, 2019).

O habitat dos cães domésticos está diretamente ligado à presença humana, permitindo que eles se adaptem a uma ampla variedade de climas. Embora sejam carnívoros, o longo convívio com os seres humanos possibilitou ao Canis lupus familiaris desenvolver uma melhor adaptação a uma dieta mista, composta por carne e vegetais (PIMENTA, 2025).

Os cães são considerados os melhores amigos do homem e estão presentes em lares ao redor do mundo. O Brasil, um país com forte cultura de apreço por animais de estimação, abriga cerca 67,8 milhões de cães (ABINPET, 2023).

Estudos demográficos têm caracterizado as populações caninas, incluindo pesquisas sobre raças, sexo e faixa etária dos cães. Esses levantamentos já foram realizados em diversos países das Américas, Europa, África e Ásia, com o principal objetivo de estabelecer programas eficazes de controle de doenças (FLORES et al., 2018).

As doenças que afetam o sistema nervoso central (SNC) representam um importante causa de mortalidade em cães. Um estudo realizado nos Estados Unidos apontou que distúrbios do SNC foram responsáveis por 7% das mortes em cães. No Brasil, há relatos isolados, geralmente focados em doenças específicas, como a raiva (FRADE et al., 2018).

2.2 ASPECTOS ETIOLÓGICOS E EPIDEMIOLÓGICOS DA RAIVA CANINA  
2.2.1 Etiologia da raiva canina

A raiva é uma encefalite viral causada pelo Lyssavirus, pertencente à ordem Mononegavirales, família Rhabdoviridae (LOVADINI, 2019). Os vírus dessa ordem possuem RNA de fita simples (ssRNA), não segmentado e de polaridade negativa. Entre as famílias incluídas nessa ordem estão Filoviridae, Paramyxoviridae, Bornaviridae e Rhabdoviridae (SILVA; AMETLLA. JULIANO, 2015).

A família Rhabdoviridae se divide em dois subgrupos de vírus que infectam plantas, um grupo que afeta peixes e três grupos que acometem mamíferos. Atualmente, os vírus do gênero Lyssavirus são classificados em sete genótipos, conforme o Comitê Internacional sobre Taxonomia de Vírus (ICTV), com a proposta de um oitavo genótipo (BARROSO et al., 2018).

Os seis principais genótipos do Lyssavirus incluem: 

  • Genótipo 1: Vírus rábico clássico
  • Genótipo 2: Vírus Lagos bat
  • Genótipo 3: Vírus Mokola
  • Genótipo 4: Vírus Duvenhage
  • Genótipos 5 e 6: Lyssavirus de morcegos europeus (MERLO et al., 2021) No Brasil, o vírus da raiva apresenta sete caracterizações antigênicas (AgV):
  • Duas em cães (AgV1 e AgV2 – Canis familiaris), associadas à raiva urbana.
  • Três em morcegos (AgV3 – Desmodus rotundus; AgV4 – Tadarida brasiliensis; AgV6 – Lasiurus spp.). A variante 3 está ligada à raiva herbívora, enquanto as variantes 4 e 6 estão relacionadas à raiva aérea urbana, pois foram isoladas em morcegos insetívoros.
  • Duas em reservatórios silvestres (Cerdocyon thous – AgV2* e Callithrix jacchus – AgVCN) (BRASIL, 2016; PINTO et al., 2021).

Cada variante apresenta especificidade de hospedeiro, mas pode infectar outras espécies de mamíferos, um fenômeno conhecido como spillover, no qual um vírus originalmente adaptado a uma espécie pode se estabelecer temporariamente em outra (VILLA et al., 2017). Entre cães errantes, as variantes AgV1 e AgV2 são as mais comuns devido ao seu alto potencial de disseminação (BRASIL, 2016).

2.2.2 Principais vetores da raiva canina

Nos últimos 5 anos, o perfil da raiva humana no Brasil mudou significativamente. Os casos de raiva transmitida por cães, conhecidos como ciclo urbano da doença, foram drasticamente reduzidos devido a campanhas de controle da raiva em cães e à profilaxia antirrábica adequada para a população, conforme Gráfico 1.

Gráfico 1: Distribuição dos casos de raiva humana notificados, por espécie animal envolvida e ano, Brasil, 2020-2024.
Fonte: Vargas; Romano; Hamann (2019)

A OMS estabeleceu 2030 como a meta para eliminar a raiva humana transmitida por cães nas Américas. No entanto, o Brasil assumiu o compromisso de atingir essa meta antes, durante a 17ª Reunião dos Diretores dos Programas de Raiva das Américas (17º REDIPRA) em Bogotá, Colômbia, em outubro de 2023. O objetivo é obter a validação de área livre de raiva canina pela OMS/OPAS até 2026 (BRASIL, 2025).

2.2.3 Epidemiologia da raiva canina

A raiva canina ainda persiste em mais de 80 países, principalmente em nações em desenvolvimento. Estima-se que metade da população mundial resida em áreas endêmicas, onde há risco de contrair a doença. Em contrapartida, a raiva canina já foi erradicada em diversas regiões, como América do Norte, Europa Ocidental, Japão e grande parte da América do Sul (MOUTINHO; NASCIMENTO; PAIXÃO, 2015). 

2.2.3.1 Ciclo epidemiológico da raiva

Por finalidade didática, considera-se que a cadeia epidemiológica da doença apresenta quatro ciclos Ministério da Saúde | Guia de Vigilância em Saúde de transmissão: urbano, rural, silvestre aéreo e silvestre terrestre (Figura 1). O ciclo urbano é passível de eliminação, por dispor de medidas eficientes de prevenção, tanto em relação ao homem quanto à fonte de infecção (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2018).

Figura 1: Ciclo epidemiológico da raiva
Fonte: BRASIL (2025)

O ciclo epidemiológico da raiva é classificado em quatro tipos: urbano, rural, aéreo e silvestre, todos responsáveis pela transmissão do vírus aos humanos.

  • Ciclo urbano: Mantido pela transmissão entre cães, é um dos principais responsáveis pela infecção humana, representando um grave problema de saúde pública.
  • Ciclo aéreo: Envolve a transmissão entre morcegos, que atuam como reservatórios do vírus.
  • Ciclo rural: Caracteriza-se pela transmissão do vírus a herbívoros, principalmente pelo morcego Desmodus rotundus, que pertence ao ciclo aéreo. Nos últimos anos, o número de casos de raiva em herbívoros tem aumentado de forma preocupante, impulsionado pela intensa proliferação de morcegos hematófagos e pela crescente dificuldade no controle dessas populações (VINICIUS et al., 2022).

A implementação do Programa Nacional de Profilaxia da Raiva (PNPR) levou a uma redução significativa no número de casos de raiva no Brasil. No entanto, a distribuição da doença entre humanos ainda é heterogênea, com maior incidência nas regiões Norte e Nordeste. Além disso, entre 2014 e 2015, municípios das regiões Sul (Capão do Leão, no Rio Grande do Sul), Sudeste (Campinas, Ribeirão Preto e Jaguariúna, em São Paulo) e Centro-Oeste (Goiânia, em Goiás; e Corumbá e Ladário, em Mato Grosso do Sul) registraram casos de raiva em cães e/ou gatos (RODRIGUES et al. 2017).

Em 2019, foram notificados quatro casos de raiva em cães no Brasil: dois no Ceará, um no Rio Grande do Norte e um em São Paulo. Em relação aos felinos, três casos foram registrados no mesmo ano: um no Paraná, um em Santa Catarina e um em Minas Gerais (SILVA et al., 2021).

Atualmente, a principal forma de transmissão da doença ocorre por meio do ciclo aéreo, no qual morcegos, tanto hematófagos quanto não hematófagos, mantêm a circulação do vírus entre animais domésticos de estimação, como cães e gatos, e animais de interesse econômico, como bovinos e equinos. Diante desse cenário, a vigilância passiva de morcegos tornou-se uma estratégia essencial para o monitoramento e controle da doença (RODRIGUES et al., 2017).

2.3 Formas de prevenção, diagnóstico e tratamento disponíveis para cães infectados.
2.3.1 Prevenção

Um dos principais desafios na imunização de cães e gatos é a dificuldade em determinar o tamanho real da população desses animais. Para evitar que parte deles fique sem vacinação, é essencial a realização periódica do censo canino ou a adoção de outros métodos que possibilitem uma estimativa mais precisa da população (MOUTINHO; NASCIMENTO; PAIXÃO, 2015).

Entre as principais estratégias de prevenção e controle da raiva, destacam-se:

  • Monitoramento da circulação viral, com envio de amostras para análise laboratorial;
  • Vacinação anual de pelo menos 80% da população de cães e gatos;
  • Observação clínica de cães e gatos suspeitos;
  • Tratamento das pessoas expostas ao risco de infecção;
  • Controle de focos da doença;
  • Educação em saúde para conscientização da população (MOUTINHO; NASCIMENTO; PAIXÃO, 2015).

O Programa Nacional de Controle da Raiva adota diversas estratégias para o combate da doença, incluindo vigilância epidemiológica, profilaxia por meio da vacinação de herbívoros domésticos e carnívoros, vacinação em áreas de risco, monitoramento de abrigos de morcegos hematófagos e controle populacional do morcego Desmodus rotundus (BARROSO et al., 2018).

Um dos pilares desse programa, coordenado pelo Ministério da Saúde, é a campanha anual de vacinação contra a raiva em cães e gatos, essencial para garantir, a curto prazo, uma parcela significativa desses animais imunes ao vírus. Essas campanhas tiveram início em 1973, com a criação do Programa Nacional de Profilaxia da Raiva (PNPR) (RODRIGUES et al., 2017).

A vacinação, porém, deve estar aliada ao controle populacional de morcegos para ser realmente eficaz. Falhas na aplicação, armazenamento ou manipulação inadequada da vacina podem comprometer sua eficácia e favorecer a disseminação do vírus. Além disso, a ausência de exames clínicos e neurológicos em animais suspeitos dificulta o diagnóstico e notificação da doença, aumentando o risco de novos surtos (BARROSO et al., 2018).

No município de Campinas, além da vacinação anual, diversas ações são realizadas para prevenir casos de raiva em humanos e animais domésticos. Entre essas atividades, destacam-se:

  • Recolhimento de cães e gatos em áreas de risco;
  • Encaminhamento de amostras de animais suspeitos de encefalopatias para análise laboratorial;
  • Observação clínica, por dez dias, de cães e gatos suspeitos ou envolvidos em incidentes com humanos;
  • Encaminhamento de vítimas para profilaxia;
  • Bloqueio de focos nas áreas onde foram detectados casos positivos da doença;
  • Vigilância passiva de morcegos recolhidos em situações de risco;
  • Observação e vacinação de cães e gatos que tiveram contato com morcegos (RODRIGUES et al., 2017).
2.3.2 Diagnóstico

O diagnóstico da raiva é realizado com base na avaliação dos sinais clínicos, na epidemiologia da região e em exames laboratoriais. A confirmação da doença é feita, principalmente, pelo teste de imunofluorescência direta, considerado o método de referência para o diagnóstico da raiva. Outro exame utilizado é a inoculação intracerebral em camundongos, que, apesar de ser mais específico, apresenta um tempo de processamento mais longo. Além disso, a técnica histológica também pode ser empregada como alternativa diagnóstica (BRASIL, 2016).

A coleta do material para diagnóstico deve ser realizada por um Médico Veterinário ou por um auxiliar treinado. São retiradas amostras do sistema nervoso central (SNC) após a morte ou eutanásia do animal. Nos bovinos, pode-se coletar todo o encéfalo ou, preferencialmente, fragmentos do córtex, cerebelo e hipocampo de ambos os hemisférios. Nos equídeos, além dessas estruturas, também é recomendada a coleta do bulbo e de fragmentos das porções inicial, medial e terminal da medula espinhal (VINICIUS et al., 2022).

2.3.3 Tratamento

A raiva é uma doença viral aguda, progressiva e fatal, que afeta o sistema nervoso central de mamíferos, incluindo seres humanos. Uma vez que os sinais clínicos se manifestam, não há tratamento eficaz disponível para os animais, resultando inevitavelmente no óbito (BARROSO et al., 2018).

Devido à sua alta taxa de letalidade e impacto na saúde pública, a prevenção por meio da vacinação é a principal estratégia de controle da doença. Além disso, a rápida identificação de casos suspeitos, o isolamento de animais infectados e a adoção de medidas sanitárias são fundamentais para reduzir a disseminação do vírus (BARROSO et al., 2018).  

3 METODOLOGIA 

Para a pesquisa bibliográfica, a busca foi realizada nos portais Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) e PubVed, utilizando a seguinte estratégia de busca com descritores: vírus da raiva AND vacina antirrábica AND cães.

Foram incluídos artigos publicados em português e inglês, disponíveis na íntegra e gratuitamente, no período de 2015 a 2025. Foram excluídos artigos duplicados e aqueles que não atendiam aos objetivos do estudo.

Essa pesquisa desempenha um papel fundamental ao responder questões específicas sobre a raiva canina, fornecendo dados concretos sobre o nível de conhecimento da população, a percepção sobre a importância da vacinação, os principais meios de informação utilizados e os fatores que influenciam a adesão às campanhas de imunização. Além disso, contribui para a formulação de estratégias mais eficazes de conscientização e para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas ao controle e erradicação da doença.

O estudo contou com a participação de 97 moradores da cidade de Guarulhos e o questionário foi elaborado na plataforma Google Forms e aplicado no mês de março de 2025. O roteiro foi estruturado para explorar, de maneira aprofundada, informações sobre a raiva canina. As entrevistas foram semiestruturadas, permitindo maior flexibilidade nas respostas, de modo a garantir que tópicos relevantes fossem abordados sem perder o foco nas questões centrais do estudo.

Antes da aplicação do questionário, foi realizado um teste piloto para avaliar a clareza e eficácia das perguntas, assegurando que as informações coletadas refletissem com precisão as opiniões dos participantes. Essa etapa foi essencial para identificar possíveis ambiguidades, realizar ajustes no questionário e garantir a confiabilidade e representatividade dos dados obtidos. Além disso, o teste piloto permitiu avaliar o tempo necessário para o preenchimento do questionário, proporcionando melhorias na experiência dos respondentes.

Após essa etapa, o questionário foi direcionado ao público-alvo, escolhido por sua relevância como formadores de opinião. Os dados coletados foram tabulados em tabelas no Excel, possibilitando a análise das variáveis por meio de estatística descritiva, utilizando percentuais para verificar a frequência das respostas. Dessa forma, os resultados obtidos são apresentados na seção seguinte.

4 RESULTADOS 

A análise da faixa etária dos participantes, representada no Gráfico 2, revela que 60,80% dos respondentes têm entre 18 e 25 anos. Em seguida, há um percentual igual de 13,40% para as faixas de 36 a 45 anos e 46 a 60 anos, enquanto 12,40% pertencem à faixa de 26 a 35 anos.

Gráfico 2: Faixa etária
Fonte: Elaborado pelas autoras

Para maior entendimento, foi requerido também a posse de animais de estimação e o Gráfico 3 indica que 81,40% dos entrevistados possuem pets, enquanto 18,60% não têm animais.

Gráfico 3: Se possuem animais
Fonte: Elaborado pelas autoras

Em relação ao tipo de animal de estimação, o Gráfico 4 demonstra que 63,90% possuem cães, 18,60% gatos e 17,50% outros tipos de animais.

Gráfico 4: Tipos de animais de estimação
Fonte: Elaborado pelas autoras

O Gráfico 5 mostra que 99,00% dos entrevistados já ouviram falar sobre a vacina contra a raiva canina, evidenciando um alto nível de conhecimento sobre o tema.

Gráfico 5: Conhecimento sobre a vacina da raiva
Fonte: Elaborado pelas autoras

De acordo com o Gráfico 6, 52,60% dos respondentes acreditam que a vacina é essencial para a saúde pública, enquanto 45,40% consideram que as campanhas deveriam ser mais divulgadas. Apenas 1,00% não veem tanta importância na vacinação, e o mesmo percentual não possui uma opinião formada sobre o assunto.

Gráfico 6: Importância da vacina da raiva
Fonte: Elaborado pelas autoras

Ao serem perguntados se já vacinaram ou vacinariam seus pets contra a raiva, o Gráfico 7 revela que 69,10% já realizaram ou realizariam a vacinação, enquanto 15,50% só vacinam quando há campanhas gratuitas. Além disso, 12,40% não possuem animais de estimação e 3,00% não consideram a vacinação necessária.

Gráfico 7: Se já utilizaram a vacina da raiva nos pets, sob tutela
Fonte: Elaborado pelas autoras

O Gráfico 8 indica que os entrevistados ficaram sabendo sobre a vacina por diferentes meios de comunicação, sendo os mais citados: 59,80% através de veterinários, 41,20% por meio de amigos ou familiares, 37,10% por campanhas da prefeitura, 30,90% via redes sociais, 18,60% pela televisão e apenas 1,00% nunca ouviram falar sobre a vacina.

Gráfico 8: Acesso sobre informações da campanha de vacinação
Fonte: Elaborado pelas autoras

Sobre a suficiência das informações divulgadas, o Gráfico 9 mostra que 61,90% acreditam que há alguma informação, mas que mais campanhas seriam necessárias. Já 34,00% consideram que a população não é bem-informada, enquanto 4,10% avaliam que as informações disponíveis são suficientes.

Gráfico 9: Opinião sobre a divulgação das campanhas
Fonte: Elaborado pelas autoras

Em relação à adesão às campanhas gratuitas promovidas pela prefeitura, o Gráfico 10 aponta que: 45,40% participam sempre que possível, 36,10% participam dependendo da localização da campanha, 17,50% preferem vacinar seus animais em clínicas particulares e 1,00% acreditam que a vacinação não é necessária.

Gráfico 10: Adesão às campanhas gratuitas
Fonte: Elaborado pelas autoras

O Gráfico 11 revela que 99,00% dos participantes concordam que a vacina protege tanto os animais quanto os humanos, prevenindo a transmissão da raiva.

Gráfico 11: Eficácia da vacina
Fonte: Elaborado pelas autoras

Por fim, os entrevistados compartilharam suas opiniões sobre a melhor forma de incentivar a vacinação contra a raiva em Guarulhos, sugerindo maior divulgação, mais campanhas informativas e facilidade no acesso à vacina.

O número de acidentes com morcegos cresceu 180% em Guarulhos. De acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde (Figura 2), os casos saltaram de cinco em 2018 para 14 em 2019.

Figura 2. Distribuição das ocorrências dos morcegos provenientes da cidade de Guarulhos, de acordo com a classificação das espécies em cada categoria trófica. Localização do município de Guarulhos no estado de São Paulo e no Brasil.
Fonte: MELO et al., (2021)

O Centro de Controle de Zoonoses da Secretaria Municipal de Saúde (CCZ-Gru) tem atendido prontamente às reclamações da população sobre a presença de morcegos na cidade de Guarulhos. Essa ação faz parte do programa de vigilância e controle da raiva (MELO et al., 2021).

O serviço fornece orientações técnicas, educativas e manejo ambiental. Quando necessário, também realiza a captura e manejo dos morcegos, utilizando redes de neblina, puçás, luvas e pinças. Depois, os morcegos capturados são encaminhados para o Setor de Quirópteros do CCZ de São Paulo (CCZSP), onde são feitos exames laboratoriais para detectar a raiva e identificar as espécies (ALMEIDA et al., 2015).

5 ANÁLISE DOS DADOS
5.1 Entrevista realizada com a tutores de animais

Na identificação dos respondentes, os resultados deste estudo indicaram que a maioria dos domicílios brasileiros possui animais de estimação, em consonância com os achados de Roz, Salles e Longo (2025), que estimam que aproximadamente 70% das famílias no país contam com pelo menos um animal de companhia. Esse alto percentual evidencia não apenas a ampla presença desses animais nos lares, mas também a crescente relevância que assumem na vida dos brasileiros. Essa tendência reflete uma mudança cultural, na qual os animais de companhia são cada vez mais valorizados, não apenas como parceiros, mas também como fontes de afeto e apoio, fortalecendo os laços emocionais no ambiente doméstico.

Belchior e Dias (2020) destacam que a presença de animais de companhia nos lares é cada vez mais comum, tornando-se parte integrante do núcleo familiar. Atualmente, as famílias não se caracterizam mais por uma estrutura homogênea, mas sim por relações diversas, formando o que os autores denominam de famílias multiespécies. 

A presença de animais de companhia nos lares brasileiros é dominada principalmente pelos cães, que se destacam como os companheiros mais frequentes das famílias. Eles são escolhidos não apenas por sua lealdade e afeto, mas também pelo papel que desempenham na segurança do lar e no bem-estar emocional de seus tutores. Os gatos surgem como a segunda opção mais comum, sendo preferidos por aqueles que buscam um animal de companhia mais independente e adaptável a diferentes rotinas. Sua popularidade tem crescido significativamente, especialmente em ambientes urbanos e menores, onde sua natureza autônoma e menores exigências de espaço se tornam vantagens.

De acordo com o Censo Pet realizado pelo Instituto Pet Brasil (IPB) em 2021, o Brasil contava com aproximadamente 58,1 milhões de cães e 27,1 milhões de gatos vivendo em residências, posicionando o país em terceiro lugar no ranking mundial, atrás apenas da Argentina e do México. Esse crescimento contínuo da população de cães e gatos nos lares brasileiros reflete uma mudança cultural, na qual os animais de companhia estão cada vez mais integrados à dinâmica familiar.

Belchior e Dias (2020) destacam que a presença de animais reflete uma transformação na forma como os animais são vistos na sociedade, sendo considerados membros afetivos do lar, capazes de influenciar o bem-estar emocional e social dos tutores. Além disso, estudos recentes indicam que a convivência com animais de estimação pode trazer benefícios significativos, como a redução do estresse, o estímulo à socialização e até impactos positivos na saúde mental e física dos indivíduos.

No que se refere ao conhecimento e à opinião sobre a vacinação contra a raiva, a maioria dos entrevistados relatou já ter ouvido falar sobre a vacina antirrábica e afirmou ter imunizado seus animais de estimação, pois, acreditam que a vacina é essencial para a saúde pública. Esse dado evidencia um alto nível de conscientização sobre o tema, uma vez que a vacinação é amplamente reconhecida como essencial para a saúde pública. No entanto, 45,40% dos participantes acreditam que as campanhas de vacinação deveriam ser mais divulgadas, pois só vacinam seus animais quando há campanhas ativas.

Oliveira et al. (2023) explicam que a cobertura vacinal de cães e gatos entre 60% e 80% é eficaz na prevenção da transmissão da raiva entre esses animais. Além disso, uma taxa de vacinação de 70% pode reduzir a probabilidade de uma epizootia da doença em até 96,5%. No Brasil, as campanhas de vacinação estabelecem como meta alcançar, no mínimo, 80% da população canina e felina, reforçando a importância da imunização como estratégia fundamental para o controle da raiva.

No que diz respeito ao acesso à informação e às campanhas de vacinação, os meios de comunicação mais citados pelos entrevistados foram veterinários, amigos e familiares, campanhas promovidas pela prefeitura e redes sociais. Apesar da ampla divulgação dessas campanhas, muitos acreditam que ainda há necessidade de um maior número de iniciativas, pois as informações disponíveis nem sempre são suficientes para conscientizar toda a população sobre a importância da vacinação.

No que se refere à adesão às campanhas gratuitas de vacinação promovidas pela prefeitura, a maioria dos entrevistados afirmou participar sempre que possível, embora a proximidade do local da campanha influencie na decisão. Além disso, uma parcela da população prefere vacinar seus animais em clínicas particulares. Quando questionados sobre formas de incentivo à vacinação contra a raiva em Guarulhos, os participantes sugeriram maior divulgação, mais campanhas informativas e maior facilidade de acesso à vacina. De modo geral, todos concordam que a imunização é essencial para a proteção tanto dos animais quanto dos humanos, prevenindo a transmissão da doença.

Rodrigues et al. (2017) destacam que um dos pilares fundamentais do programa de vigilância da raiva, estabelecido pelo Ministério da Saúde, é a campanha anual de vacinação em cães e gatos. Essa estratégia tem como objetivo, a curto prazo, garantir que uma parcela significativa dessas populações permaneça imune ao vírus.

Bocchi (2017) destaca a importância da vacinação canina no controle da raiva em seres humanos, considerando a convivência frequente entre pessoas e animais de estimação. Além disso, cães e gatos estão particularmente expostos ao risco de contato com morcegos infectados, seja por quedas desses animais nos quintais quando adoecem, seja pelo instinto de caça dos caninos e, principalmente, dos felinos. Diante desse cenário, a vacinação torna-se uma medida essencial para minimizar o risco de transmissão da doença e garantir a segurança da população e de seus animais de estimação.

5.2 Informações sobre a vacinação do Centro de Zoonose e Prefeitura de Guarulhos

A Campanha de Vacinação Antirrábica foi suspensa e mantida apenas a vacinação de rotina, conforme as deliberações CIB nº 65, de 06 de agosto de 2020, nº 74, de 23 de junho de 2021, e nº 169, de 15 de dezembro de 2021. Essa decisão fundamenta-se na situação epidemiológica do Estado de São Paulo, que não registra circulação da variante 2 canina há mais de duas décadas, indicando um cenário de controle da doença em âmbito urbano. Apesar da suspensão das campanhas em massa, a imunização continua a ser realizada no Centro de Controle de Zoonoses, onde os animais recebem a dose de rotina para assegurar a manutenção da barreira imunológica. 

Essa estratégia busca otimizar recursos e direcionar esforços de prevenção para regiões consideradas de maior risco, sem desconsiderar a necessidade de vigilância contínua diante do potencial de reintrodução do vírus por meio de vetores silvestres, especialmente morcegos. Assim, a vacinação de rotina permanece como medida essencial para preservar a saúde pública e garantir a proteção da população animal e humana.

Para manter a população local informada, foi criado um panfleto informativo para a conscientização da população de Guarulhos.

Fonte: Elaborado pelas autoras
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O estudo confirma que a população de Guarulhos apresenta elevado nível de conhecimento sobre a raiva canina e reconhece a importância da vacinação como medida essencial de saúde pública.

A pesquisa evidencia que a adesão às campanhas depende da divulgação e do acesso facilitado à imunização, revelando a necessidade de estratégias mais amplas de conscientização.

Os resultados demonstram que a vacinação é percebida como fundamental para a proteção conjunta de humanos e animais, consolidando-se como eixo central do controle epidemiológico.

As análises apontam que o objetivo de avaliar o conhecimento e a percepção da comunidade sobre a raiva é atingido, reforçando a relevância do médico veterinário na promoção da saúde preventiva.

O trabalho esclarece que a intensificação das campanhas educativas e a ampliação do acesso à vacina contribuem diretamente para alcançar as metas de eliminação da raiva estabelecidas em âmbito nacional e internacional.

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1Discente do Curso Superior de Medicina Veterinária da Universidade Guarulhos.
E-mail: ashleysilvanascimento@gmail.com

2Discente do Curso Superior de Medicina Veterinária da Universidade Guarulhos.
E-mail: nataliamartinssantos123@gmail.com

3Docente do Curso Superior de Medicina Veterinária da Universidade Guarulhos. Pós-graduação Latu Sensu Cirurgia de tecido moles. E-mail: mvdiegodemattos@gmail.com