JOGOS COOPERATIVOS COMO ESTRATÉGIA INCLUSIVA NO PROCESSO EDUCACIONAL DE PESSOAS SURDAS

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202510101021


Monica Pereira Sousa


Resumo 

O presente estudo tem como objetivo analisar o papel dos jogos cooperativos como estratégia inclusiva no processo educacional de pessoas surdas. O estudo caracteriza-se como uma revisão narrativa da literatura. O levantamento bibliográfico foi realizado em bases de dados como SciELO, Google Scholar e periódicos da área de Educação e Educação Física, além de documentos normativos nacionais. Foram priorizadas publicações dos últimos 15 anos, sem desconsiderar obras clássicas que contribuíram para a construção conceitual do tema. Os resultados apontam que os jogos cooperativos configuram-se como estratégia pedagógica inclusiva relevante, especialmente no processo educacional de pessoas surdas. Ao valorizar a cooperação, a comunicação visual e a socialização, tais práticas fortalecem vínculos, estimulam a participação ativa e promovem a construção de um ambiente escolar mais equitativo. Nesse sentido, conclui-se destacando o potencial desses jogos para contribuir com uma educação pautada na empatia, no respeito às diferenças e na valorização da diversidade. 

Palavras-chave: Jogos Cooperativos. Educação Inclusiva. Pessoas Surdas. 

Abstract 

This study aims to analyze the role of cooperative games as an inclusive strategy in the educational process of deaf students. It is characterized as a narrative literature review. The bibliographic search was conducted in databases such as SciELO, Google Scholar, and journals in the fields of Education and Physical Education, as well as national normative documents. Publications from the last 15 years were prioritized, without disregarding classical works that contributed to the conceptual construction of the theme. The results indicate that cooperative games are a relevant inclusive pedagogical strategy, especially in the educational process of deaf students. By valuing cooperation, visual communication, and socialization, these practices strengthen bonds, encourage active participation, and promote the construction of a more equitable school environment. In this sense, the study highlights the potential of these games to contribute to an education based on empathy, respect for differences, and appreciation of diversity. 

Keywords: Cooperative Games. Inclusive Education. Deaf People.

Introdução 

A educação inclusiva constitui um princípio fundamental das políticas educacionais contemporâneas, assegurando o direito de acesso, permanência e participação de todos os estudantes no ambiente escolar, com reconhecimento e respeito à diversidade. Entretanto, apesar dos avanços legais e normativos conquistados no Brasil, a efetivação da inclusão ainda enfrenta inúmeros obstáculos no cotidiano escolar. As legislações, como o Decreto nº 7.611/2011, reforçam a necessidade de um sistema educacional inclusivo em todos os níveis e da oferta de adaptações pedagógicas de acordo com as especificidades dos educandos. Contudo, a realidade mostra que muitas instituições ainda se declaram despreparadas para atender estudantes com deficiência, sobretudo quando se trata da surdez, uma condição que exige metodologias diferenciadas e recursos adequados (Nunes; Silva, 2023). 

Diante desse cenário, torna-se imprescindível problematizar as práticas pedagógicas, buscando estratégias que possam potencializar a participação dos alunos surdos e favorecer sua inserção social e acadêmica. Nesse contexto, os jogos, especialmente em sua vertente cooperativa, apresentam-se como importantes instrumentos pedagógicos. Diferentemente das práticas exclusivamente competitivas, os jogos cooperativos incentivam a solidariedade, a ajuda mútua, o respeito às diferenças e a construção coletiva do conhecimento, princípios alinhados à perspectiva inclusiva (Maldonado et al., 2017; Querini, 2013). 

A Educação Física Escolar, enquanto componente curricular que lida diretamente com o corpo, o movimento e as interações sociais, têm papel relevante nesse processo. Ao incorporar jogos cooperativos, o professor pode estimular habilidades motoras, cognitivas e socioafetivas, ao mesmo tempo em que promove valores humanos essenciais, como empatia, aceitação e convivência com a diversidade (Silva; Pines Junior, 2017; Alencar et al., 2019). Mais do que uma ferramenta pedagógica, tais jogos contribuem para ressignificar a escola como espaço de inclusão, reduzindo práticas de exclusão e fortalecendo a formação integral do estudante (Marques, 2012; Brotto, 2013). 

Especificamente para estudantes surdos, a utilização dos jogos cooperativos mostra-se ainda mais significativa. A comunicação visual, a linguagem corporal e as dinâmicas de cooperação permitem ampliar as possibilidades de interação e aprendizagem, favorecendo a inclusão bilíngue e promovendo experiências que extrapolam o espaço escolar (Limaverde, 2010; Ferreira, 2011). Dessa forma, os jogos cooperativos emergem como uma estratégia inclusiva capaz de favorecer o desenvolvimento acadêmico, social e humano dos alunos surdos, representando um caminho promissor para a construção de uma escola verdadeiramente inclusiva. 

Nesse contexto, é possível dizer que a inclusão escolar de pessoas surdas permanece como um dos desafios da educação brasileira, pois exige não apenas adaptações físicas e recursos de acessibilidade, mas também mudanças metodológicas. Muitas vezes, as práticas pedagógicas ainda estão pautadas em modelos tradicionais, que privilegiam a oralidade e a competição, dificultando a participação ativa do estudante surdo. Nesse sentido, torna-se necessário desenvolver abordagens que contemplem tanto a singularidade linguística quanto às necessidades sociais e afetivas desse público. 

Os jogos cooperativos apresentam-se como uma proposta pedagógica inclusiva, por favorecerem a participação dos estudantes, independentemente de suas condições. Dessa forma, a pesquisa justifica-se pela relevância em compreender como essa estratégia pode contribuir de maneira efetiva para a promoção da inclusão escolar de pessoas surdas, colaborando com práticas pedagógicas que busquem a equidade e a valorização da diversidade. 

O presente estudo tem como objetivo analisar o papel dos jogos cooperativos como estratégia inclusiva no processo educacional de pessoas surdas.  

Metodologia 

O estudo caracteriza-se como uma revisão narrativa da literatura, que possibilita integrar contribuições de diferentes autores e correntes teóricas, construindo uma compreensão global do objeto de investigação (Rother, 2007). Assim, optou-se por reunir e analisar produções científicas que tratam da inclusão escolar, da educação de surdos e da utilização dos jogos cooperativos como recurso pedagógico, considerando artigos, livros, teses e documentos oficiais. 

O levantamento bibliográfico foi realizado em bases de dados como SciELO, Google Scholar e periódicos da área de Educação e Educação Física, além de documentos normativos nacionais. Foram priorizadas publicações dos últimos 15 anos, sem desconsiderar obras clássicas que contribuíram para a construção conceitual do tema. Após a seleção, os textos foram organizados e analisados criticamente, buscando-se evidenciar os pontos de convergência e divergência, bem como suas implicações para a prática pedagógica. 

Jogos cooperativos no ambiente escolar 

O jogo, de acordo com Amaral (2004), é um meio por meio do qual o ser humano constrói pontes de comunicação, o que implica a necessidade de vigilância quanto às mensagens transmitidas durante sua prática. Caso não haja essa atenção, há o risco de reproduzir valores individualistas e agressivos já presentes na sociedade. Nesse sentido, Soler (2006) diferencia os jogos competitivos dos cooperativos, afirmando que enquanto os primeiros promovem a vitória de alguns em detrimento da derrota de outros, os segundos buscam o alcance de um resultado positivo para todos os participantes, incentivando a ética da cooperação e o bem-estar coletivo. 

Brotto (2001) complementa essa perspectiva ao afirmar que, nos jogos competitivos, joga-se contra o outro, enquanto nos cooperativos joga-se com o outro. Nessa lógica, o foco não está no resultado final, mas na forma como o jogo é desenvolvido, na valorização das interações e na construção de vínculos. Tanto Soler (2006) quanto Brotto (2001) defendem que os jogos cooperativos favorecem a participação de todos os envolvidos, libertando-os da necessidade de eliminação e da lógica da competição. A flexibilidade das regras e a possibilidade de participação coletiva em sua elaboração ampliam ainda mais o potencial pedagógico dessas práticas, ao estimular a criatividade, o respeito e a corresponsabilidade. 

Importante mencionar que esses jogos se apresentam em diferentes formas e categorias, sempre orientados pelo princípio da cooperação. Conforme destaca Orlick (1989), podem surgir de práticas criadas especificamente para esse fim, bem como da adaptação de modalidades esportivas, brincadeiras tradicionais ou dinâmicas de grupo, sempre com o objetivo de promover a interação, o diálogo e a busca coletiva por resultados. O autor os classifica em quatro categorias principais: sem perdedores, de resultado coletivo, de inversão e semi-cooperativos. 

Os jogos cooperativos sem perdedores estruturam-se a partir de uma única equipe, na qual todos os participantes trabalham juntos para alcançar o mesmo objetivo. Nesse modelo, não há derrotados, uma vez que a conquista só ocorre quando há consenso, solidariedade e condutas altruístas entre os integrantes. Por exigir um alto grau de cooperação, esse tipo de jogo se mostra especialmente eficaz no fortalecimento do espírito coletivo e da valorização das diferenças (Orlick, 1989). 

Já os jogos cooperativos de resultado coletivo organizam-se em duas equipes, mas com regras que favorecem a equidade e a corresponsabilidade. Nessa estrutura, o desempenho de uma equipe não invalida o da outra, já que o êxito depende do esforço conjunto e da soma de resultados entre todos (Orlick, 1989). Assim, privilegia-se a interdependência positiva e a busca de metas comuns, sem que haja um vencedor único. 

Os jogos cooperativos de inversão, também realizados entre duas equipes, caracterizam-se por regras situacionais ou temporais que permitem a alternância de resultados entre os grupos. De acordo com Orlick (1989), um recurso importante é estabelecer como meta final o empate, estimulando o equilíbrio e a valorização da experiência coletiva em detrimento da superação do outro. Brotto (2001) ainda subdivide essa categoria em inversão de jogador e inversão de pontuação, conforme o critério empregado. Essa estrutura permite uma vivência diferenciada do jogo, que rompe com a lógica tradicional da competição. 

Por fim, os jogos semi-cooperativos buscam integrar a cooperação e a competição de maneira equilibrada. Também estruturados em duas equipes, apresentam regras específicas que exigem a participação de todos os membros para que a equipe pontue. Esse tipo de jogo, portanto, valoriza tanto a colaboração interna quanto o respeito às regras coletivas, criando condições equitativas e ampliando as oportunidades de engajamento dos participantes (Orlick, 1989). 

Segundo Brotto (2001), a ludicidade presente em todos os tipos de jogos cooperativos amplia suas possibilidades de aplicação pedagógica. Por isso, não se restringem apenas à Educação Física, mas podem ser incorporados em diferentes áreas do currículo escolar, funcionando tanto como conteúdo quanto como metodologia. Nessa perspectiva, a ajuda mútua torna-se um aspecto central: alunos com habilidades diferenciadas podem contribuir com seus colegas, ao mesmo tempo em que também se beneficiam da troca de experiências. Essa dinâmica revela a essência da cooperação, na qual o ato de auxiliar e ser auxiliado se configura como uma mediação pedagógica que só se concretiza no e pelo contexto coletivo. 

O uso dos jogos no ambiente escolar, portanto, não deve restringir-se a mero entretenimento ou à reprodução de valores já consolidados, como a supremacia do mais forte ou do mais habilidoso. Conforme Brotto (2001), eles devem ser compreendidos como ferramentas pedagógicas que promovem o desenvolvimento integral do estudante, abrangendo aspectos físicos, psíquicos e sociais. Dessa forma, o professor de Educação Física pode contribuir para a formação de sujeitos mais autônomos, críticos e conscientes de seu papel no coletivo. 

De acordo com Soler (2006), há uma distinção clara entre abordagens tradicionais, que privilegiam a competição e o aprimoramento técnico por meio da repetição de gestos esportivos, e abordagens vanguardistas, que valorizam a cooperação, a solidariedade e a autonomia do estudante. Essa segunda perspectiva coloca o aluno no centro do processo educativo, estimulando-o a aprender de acordo com os interesses do grupo e de si próprio. Nessa direção, Goellner (2010) destaca que o corpo, enquanto construção cultural marcada por diferentes contextos sociais, deve ser trabalhado em sua dimensão ética e cooperativa, cabendo aos educadores direcionar práticas que promovam vivências transformadoras. 

Estudos recentes reforçam essa visão. Paula (2018) identificou que as representações sociais dos estudantes acerca das aulas de Educação Física ainda estão fortemente ancoradas na esportivização, sobretudo em modalidades como o futebol, perpetuando a lógica da competição. No entanto, Paula, Pereira e Triani (2017) defendem o uso dos jogos cooperativos como meios de transformação, capazes de contribuir para mudanças paradigmáticas nas aulas e, consequentemente, para a construção de uma sociedade pautada em outros valores. 

Souza e Pereira (2019) observaram que, quando aplicados de maneira intencional, os jogos cooperativos potencializam a participação de todos os alunos, favorecem o sentimento de pertencimento e reduzem as exclusões sociais. Resultados semelhantes foram apontados por Santos e Batista (2023), que verificaram melhorias no comportamento coletivo, na autonomia e na capacidade de resolução de conflitos de estudantes do ensino fundamental. Além disso, a prática cooperativa mostrou-se eficaz na promoção da cultura da paz, ampliando não apenas o desenvolvimento motor, mas também competências socioemocionais. 

Esse aspecto é corroborado por Almeida et al. (2021), que destacam como os jogos cooperativos contribuem para o desenvolvimento de habilidades como empatia, solidariedade e comunicação eficaz, fundamentais para a convivência harmoniosa no ambiente escolar. Como sintetiza Soler (2006, p. 22), “a cooperação é um processo de interação social, em que os objetivos são comuns, as ações são compartilhadas e os benefícios são distribuídos por todos”. Dessa forma, os jogos cooperativos transformam-se em experiências prazerosas e recíprocas, podendo eliminar a pressão da vitória e do medo de perder, ao mesmo tempo em que fortalecem vínculos e promovem aprendizagens significativas. 

Da comunicação/interação entre pessoas surdas e ouvintes no ambiente escolar 

O surdo apresenta um desenvolvimento cognitivo diferente do ouvinte, sobretudo em relação às formas de comunicação. Isso não significa déficit intelectual, mas sim uma maneira distinta de compreender o mundo a partir da experiência visual (Goldfeld, 2002). Por isso, a surdez não deve ser associada a limitações cognitivas ou afetivas, mas sim entendida como uma diferença linguística e cultural que requer apoio educacional adequado, principalmente no estabelecimento de canais efetivos de comunicação. 

No contexto escolar, a comunicação entre surdos e ouvintes historicamente foi marcada por barreiras e preconceitos. Autores como Gesueli (2008) e Perlin e Strobel (2006) destacam que, durante muito tempo, o surdo foi considerado “anormal” ou “doente”, visão que também permeava as próprias famílias, muitas vezes despreparadas para lidar com a surdez de seus filhos. Essa percepção negativa podia comprometer a formação identitária da criança surda, que acabava sendo levada a assumir uma identidade de ouvinte, e não de surdo (Gesueli, 2008). 

Contudo, com o fortalecimento da Cultura Surda e o reconhecimento da Libras como língua oficial no Brasil, novas possibilidades de interação surgiram, abrindo caminhos para um modelo educacional mais inclusivo (Strobel, 2008). A comunidade surda constrói sua identidade por meio de experiências visuais, valores e hábitos próprios, compartilhados em grupos que favorecem a socialização e a formação cultural (Lopes; Veiga-Neto, 2006; Strobel, 2006). Nesse sentido, a escola se torna um espaço fundamental de convivência, em que a utilização da Libras deve ser valorizada como meio de comunicação legítimo entre surdos e ouvintes. 

Ressalta-se que o processo de construção identitária é fortalecido no contato com outros surdos e com ouvintes. Laborit (1994) narra que a comunicação entre surdos é imediata e direta, distinta da interação com ouvintes, que tende a ser mais lenta e mediada pela oralidade. Essa diferença ressalta a importância de que o ambiente escolar crie oportunidades de encontro linguístico que possibilitem ao aluno surdo se reconhecer como sujeito de uma cultura própria, mas também de um espaço coletivo. 

No âmbito educacional, a valorização da diversidade linguística é essencial para combater práticas discriminatórias. Segundo Perlin e Miranda (2003), ser surdo não é uma deficiência, mas uma experiência visual que deve ser respeitada e considerada no processo de ensino-aprendizagem. Santiago e Andrade (2013) reforçam que o surdo é um sujeito sociolinguístico pertencente a uma comunidade minoritária, cuja língua de sinais constitui não apenas instrumento de comunicação, mas também de construção de identidade. Assim, ao reconhecer a Libras e criar estratégias pedagógicas que assegurem a participação efetiva de todos, a escola se coloca como espaço de inclusão real e de diálogo intercultural. 

O desenvolvimento social, cognitivo e psíquico do surdo encontra barreiras justamente no contato com ouvintes, pois os universos comunicacionais são distintos: enquanto o ouvinte se relaciona por meio da audição, o surdo depende de sua visão e de gestos. Essa diferença de códigos gera ruídos e incompreensões, muitas vezes culminando no afastamento social entre ambos. Como consequência, a evolução intelectual e emocional do surdo pode ser prejudicada, levando-o a criar um “universo paralelo” em que encontra pertencimento entre seus semelhantes, mas permanece excluído do convívio pleno com a maioria ouvinte (Cromack, 2004). 

Nesse movimento constante entre culturas, o sujeito surdo constrói sua identidade a partir da consciência da diferença, baseada na necessidade de recursos visuais. Essa alternância, entretanto, pode fragmentar sua identidade, que ora se aproxima da comunidade surda, ora busca inserção na cultura ouvinte. Para Cromack (2004), trata-se de uma ambiguidade cultural e linguística que compromete a formação plena do surdo, uma vez que a adaptação ocorre unilateralmente: é o surdo quem se esforça para se adequar ao mundo ouvinte, enquanto raramente ocorre o inverso. 

Tal desequilíbrio resulta em impactos emocionais e psicológicos relevantes, pois o surdo passa a questionar sua própria essência e valor em uma sociedade que, embora proclame diversidade e inclusão, ainda está distante de efetivar tais princípios. A predominância histórica da visão oralista na educação de surdos reforça essa desigualdade. Como apontam Dizeu e Caporali (2005), o oralismo, sustentado pela ideia de integração do surdo à comunidade ouvinte, falha em garantir sua participação efetiva no processo de interação social. Ao invés de incluir, esse modelo frequentemente silencia o sujeito surdo, dificultando o desenvolvimento de sua linguagem e impedindo que seja compreendido em sua própria forma de expressão. 

Nesse cenário, a escola deve ser repensada como espaço de mediação cultural, em que surdos e ouvintes compartilham experiências e linguagens de forma equitativa. Mais do que reproduzir discursos de diversidade, torna-se necessário implementar práticas pedagógicas que valorizem a Libras e reconheçam a experiência visual como legítima e constitutiva da identidade surda.  

Os jogos cooperativos na inclusão educacional de pessoas surdas: o que dizem as pesquisas? 

A Educação Física, por sua característica de proporcionar experiências de lazer, descontração e diálogo, constitui-se em um espaço privilegiado para promover valores como solidariedade, respeito e dignidade. Contudo, a utilização de jogos competitivos exige atenção quanto às metodologias e recursos aplicados, de modo a evitar exclusões, desgastes emocionais e frustrações decorrentes da lógica de vencer-perder. Nesse sentido, os jogos cooperativos emergem como alternativa pedagógica eficaz, pois permitem adaptações que valorizam a participação de todos, promovendo afetividade, vínculos sociais e superação de barreiras socioculturais (Almeida et al., 2021). 

Aristizábal et al. (2017) realizaram uma revisão sistemática com o objetivo de mapear como a aprendizagem colaborativa e cooperativa tem sido aplicada na educação de crianças surdas e de que forma as tecnologias emergentes podem potencializar esses processos. O estudo identificou 229 pesquisas em diferentes bases de dados e concluiu que estratégias colaborativas, quando combinadas ao uso de tecnologias digitais, apresentam resultados positivos no desenvolvimento da comunicação, da língua de sinais, da leitura e da escrita. Os autores ressaltam que crianças surdas enfrentam desafios de comunicação desde cedo, principalmente porque cerca de 90% delas têm pais ouvintes que não dominam a Língua de Sinais. Assim, defendem a adoção de uma educação bilíngue, em que a Língua de Sinais seja reconhecida como primeira língua, condição essencial para a aquisição de outras competências acadêmicas. Para os autores, qualquer estratégia pedagógica inclusiva beneficia não apenas estudantes surdos, mas também seus colegas ouvintes. A aprendizagem colaborativa, ao favorecer a interação entre pares e a construção conjunta do conhecimento, contribui para ganhos sociais, acadêmicos e emocionais. 

Nesse mesmo sentido, Nunes e Oliveira (2023) destacam que o jogo, por seu caráter lúdico, amplia as estratégias didáticas, tornando o processo de aprendizagem mais interessante e atrativo para estudantes surdos. A utilização de metodologias baseadas no jogo contribui para o desenvolvimento de técnicas cognitivas e para a construção de relações sociais, aspectos essenciais à inclusão educacional. Os autores ressaltam que a prática lúdica deve ser planejada com recursos comunicativos adequados, como jogos interativos, softwares educacionais e materiais visuais, de modo a favorecer a compreensão dos conteúdos e estimular a participação dos estudantes. 

O estudo de Almeida et al. (2021) evidencia que, ao longo da história, pessoas em situação de diferença funcional foram alvo de preconceitos e exclusões, mas as práticas inclusivas têm se consolidado como caminhos de transformação. No contexto escolar, os autores analisam a relevância dos jogos cooperativos e competitivos, especialmente nas aulas de Educação Física, como estratégias capazes de favorecer o desenvolvimento psicossocial e a qualidade de vida dos estudantes. 

Silva e Santos (2025) investigaram o uso dos jogos cooperativos como estratégia pedagógica na prevenção ao bullying e na promoção de um ambiente escolar mais inclusivo com alunos do 4º ano do ensino fundamental em uma escola pública de Manaus. Os resultados mostraram que, embora os jogos competitivos predominem no cotidiano das crianças, as práticas cooperativas despertaram interesse, entusiasmo e engajamento, além de favorecerem a socialização, a aceitação das diferenças e o fortalecimento de vínculos afetivos. Destacou-se que alunos mais retraídos passaram a participar com maior disposição quando se sentiram acolhidos pelo grupo, o que reforça a dimensão integradora dos jogos cooperativos. O papel do professor foi decisivo para o sucesso da proposta, já que sua intervenção ajudou a redirecionar comportamentos competitivos e a enfatizar valores como solidariedade, empatia e parceria. Assim, o estudo conclui que o uso sistemático dos jogos cooperativos desde os anos iniciais pode transformar o espaço escolar em um ambiente mais acolhedor, seguro e inclusivo, contribuindo para reduzir práticas de exclusão e promover o desenvolvimento integral dos estudantes. 

De acordo com Almeida et al. (2021), a inclusão não deve ser restrita a instituições específicas de educação especial, mas precisa estar presente em todos os ambientes e contextos sociais, incluindo as escolas regulares. Os jogos cooperativos, ao priorizarem o “jogar com” em vez do “jogar contra”, favorecem a construção de uma cultura de pertencimento, ampliando oportunidades de interação entre estudantes e fortalecendo a convivência entre diferenças. 

Sikora et al. (2017) reforça que os jogos cooperativos não devem ser vistos apenas como atividades recreativas, mas como recursos pedagógicos estruturados capazes de promover a inclusão e o desenvolvimento integral dos alunos. Os resultados mostram que, ao serem aplicados em consonância com a Epistemologia Genética de Piaget, os jogos cooperativos estimulam dimensões cognitivas, motoras, sociais e afetivas, criando experiências significativas de socialização e aprendizagem. A prática cooperativa favorece o auxílio mútuo e possibilita que dificuldades individuais ou coletivas sejam superadas coletivamente, gerando sentimentos de pertencimento, aceitação e motivação para a continuidade das atividades. No entanto, os autores alertam que a eficácia dessa prática depende de uma mediação docente consciente e planejada. O uso descontextualizado ou sem objetivos pedagógicos claros pode esvaziar o potencial inclusivo e formativo dos jogos. Assim, cabe ao professor compreender as especificidades de cada estudante, adaptar as atividades conforme as necessidades e etapas de desenvolvimento, além de promover contextos desafiadores que estimulem a autonomia, a criticidade e a participação coletiva. 

Para Alencar et al. (2019), os jogos cooperativos devem ocupar um espaço constante no cotidiano escolar, não se restringindo apenas às aulas de Educação Física. Ao contrário, eles podem envolver toda a comunidade escolar, favorecendo especialmente os estudantes. No campo da Educação Física, essa prática lúdica contribui para o desenvolvimento de habilidades motoras desde a infância, promovendo engajamento, motivação e sensação de pertencimento. Além disso, os autores ressaltam que os jogos cooperativos ampliam o acesso ao conhecimento da cultura corporal e estimulam a prática de atividades físicas de forma prazerosa. Mais do que benefícios individuais, eles também promovem a valorização do outro, incentivando atitudes de respeito, solidariedade e cooperação, fundamentais para a construção de um ambiente inclusivo. 

Em pesquisa realizada com 10 professores de Educação Física do Ensino Fundamental em Niterói (RJ), Santos, Silva e Poton (2023) verificaram que os jogos cooperativos, por seu caráter lúdico e não competitivo, favorecem a socialização, a inclusão e o desenvolvimento psicomotor, cognitivo, cultural e social dos educandos. Além disso, esses jogos estimulam a expressão de sentimentos, atitudes solidárias e relações de respeito, contribuindo para a formação da cidadania e da empatia no ambiente escolar. Em síntese, os autores demonstram que a incorporação sistemática dos jogos cooperativos nas aulas de Educação Física pode fortalecer uma cultura de cooperação, fundamental para a construção de uma educação inclusiva e para o preparo dos alunos para a vida em sociedade. 

O estudo de Lima e Assunção (2020) evidencia que os jogos cooperativos, a partir da corporeidade e do movimento, permitem aos alunos o contato com diferentes culturas corporais no processo de ensino-aprendizagem, sem a exigência de técnicas refinadas ou padrões de rendimento comuns à cultura esportiva tradicional. Essa abordagem amplia as experiências motoras e desperta maior motivação e engajamento nas atividades propostas em aula. Os autores destacam que, ao serem pautados na inclusão social e humana, os jogos cooperativos assumem um papel essencial na Educação Física escolar, contribuindo para que os alunos aprendam a cooperar, respeitar e conviver com as diferenças. Assim, a inserção sistemática dessa prática amplia as possibilidades pedagógicas e fortalece valores educacionais e sociais fundamentais. 

Destaca-se ainda o estudo de Paiva et al. (2019), realizado em uma escola de Fortaleza, que investigou os aspectos socioafetivos, socioambientais e sociocognitivos no processo de inclusão escolar de uma aluna surda de 13 anos, do 5º ano, por meio das Atividades Físicas Inclusivas (AFI), com ênfase nos jogos cooperativos de inclusão bilíngue. Os resultados revelaram que, inicialmente, a estudante apresentava dificuldades de oralidade e não se sentia confortável no atendimento. A intervenção passou a ocorrer de forma indireta, na sala de aula comum, duas vezes por semana, com o uso de jogos cooperativos mediados pela Libras, como contação de histórias, dominó humano e atividades de conversação. Após cerca de um mês, observou-se expressivo avanço na socialização, afetividade, autoestima e comunicação bilíngue da aluna com seus pares, favorecendo sua inclusão. Dessa forma, os autores concluíram que os jogos cooperativos bilíngues se configuraram como uma estratégia pedagógica eficiente para promover a inclusão escolar nas dimensões atitudinal, comunicacional, instrumental e metodológica, gerando resultados satisfatórios no processo de aprendizagem e convivência. 

Considerações Finais 

A análise realizada evidenciou que os jogos cooperativos se apresentam como uma estratégia pedagógica capaz de transformar o ambiente escolar em um espaço mais democrático, acolhedor e participativo. Ao favorecer práticas baseadas na cooperação, na solidariedade, na empatia e no respeito às diferenças, essa metodologia rompe com a lógica competitiva predominante e amplia as possibilidades de inclusão no processo educativo. 

No caso da educação de estudantes surdos, os resultados apontam para ganhos tanto na socialização quanto no fortalecimento da autoestima, especialmente quando os jogos são associados a recursos bilíngues e mediados por professores que atuam de forma intencional e reflexiva. Nessas condições, as atividades cooperativas deixam de ser apenas um recurso lúdico e se tornam um meio efetivo de ampliar a comunicação, desenvolver aspectos cognitivos, motores e socioemocionais e assegurar a participação ativa no contexto escolar. 

Nas aulas de Educação Física, verificou-se que o uso de jogos cooperativos representa uma alternativa pedagógica capaz de favorecer a inclusão de alunos surdos, ao criar ambientes em que a comunicação visual, o apoio mútuo e a interação entre os colegas ganham centralidade. Diferentemente de práticas competitivas que muitas vezes reforçam barreiras, os jogos cooperativos estimulam a participação ativa, a socialização e o fortalecimento de vínculos, permitindo que estudantes surdos se sintam acolhidos e valorizados em suas potencialidades. 

Assim, pode-se afirmar que os jogos cooperativos, quando planejados e conduzidos com intencionalidade pedagógica, representam uma ferramenta na promoção de uma educação inclusiva. Além de possibilitarem vivências, contribuem para a construção de uma cultura escolar mais justa, equitativa e humanizada, fortalecendo o direito de todos à aprendizagem e à convivência respeitosa. 

Embora o estudo tenha evidenciado o potencial dos jogos cooperativos como recurso inclusivo na educação de pessoas surdas, uma limitação importante está relacionada ao caráter teórico da investigação, baseada em revisão narrativa da literatura. Ainda são escassos os estudos que abordam o uso de jogos cooperativos voltados para alunos surdos, sobretudo no contexto das aulas de Educação Física. Apesar de existirem pesquisas que destacam os benefícios dessa metodologia no âmbito da inclusão escolar de forma geral, observa-se uma lacuna quanto à compreensão de suas aplicações, adaptações necessárias e impactos diretos no processo de ensino-aprendizagem dos estudantes surdos.  

A ausência de aplicação prática em contextos escolares restringe a possibilidade de observar de forma direta os impactos dessa metodologia no cotidiano dos alunos surdos. Diante disso, torna-se pertinente a realização de pesquisas empíricas futuras, especialmente estudos de intervenção em salas de aula bilíngues, que permitam avaliar, na prática, os efeitos dos jogos cooperativos sobre a aprendizagem, a comunicação e a socialização desses estudantes, ampliando as evidências disponíveis e subsidiando a formação docente. 

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