PHYSICAL THERAPY INTERVENTIONS IN AUTISM: PROPRIOCEPTIVE EXERCISES AND THEIR INFLUENCES ON THE BEHAVIOR OF AUTISTIC CHILDREN
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/pa10202511072145
Dhessie Mylena Andrade do Nascimento1; Letícia de Paula do Nascimento Lins2; Rubenilce Oliveira da Costa3; Vitória Cristina dos Santos Sousa4; Yrlana de Tayna Brito de Brito5; Orientador: Wellinton da Silva e Silva6
Resumo
Introdução: O Transtorno do Espectro Autista (TEA) caracteriza-se por alterações na comunicação, interação social e padrões de comportamento repetitivos, frequentemente acompanhados de disfunções sensoriais, incluindo déficits proprioceptivos. A fisioterapia, por meio de exercícios proprioceptivos, surge como estratégia terapêutica relevante para crianças autistas, atuando na percepção corporal, equilíbrio, coordenação motora e organização sensorial. Estes exercícios incluem atividades como saltos em trampolim, rolamentos, empurrar e puxar objetos, circuitos motores e uso de bolas terapêuticas, promovendo integração sensorial e autorregulação emocional. Objetivo: Analisar a influência dos exercícios proprioceptivos como recurso fisioterapêutico no comportamento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), considerando seus efeitos no desenvolvimento motor, na regulação emocional e na socialização. Metodologia: Foram incluídos na pesquisa trabalhos disponíveis nas bases de dados, PUBMED, BDENF e SCIELO, cuja busca foi realizada com base nos descritores em português e inglês: intervenções fisioterapêuticas (physiotherapeutic interventions) , autismo (autism), exercícios proprioceptivos (proprioceptive exercises) , comportamento (behavior), crianças (children) ,sendo anexados na pesquisa, publicações no período de 2019 a 2025.Resultados: exercícios proprioceptivos em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) proporciona melhorias significativas tanto na esfera motora quanto comportamental, motor e psicológico. Conclusão: A fisioterapia exerce papel fundamental no cuidado de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), especialmente por meio da aplicação de exercícios proprioceptivos. Estes exercícios estimulam receptores musculares, articulares e tendíneos, fornecendo informações sensoriais essenciais para a percepção corporal, controle postural, equilíbrio e coordenação motora. Essa estimulação não apenas favorece o desempenho físico, mas também impacta significativamente o comportamento infantil, contribuindo para a redução de estereotipias, aumento da atenção e melhoria da autorregulação emocional.
Palavras – chaves: Exercícios proprioceptivos; Fisioterapia; Transtorno do Espectro Autista (TEA); Comportamento.
1 INTRODUÇÃO
O TEA é uma condição neurodevelomental complexa caracterizada por dificuldades significativas na comunicação, interação social e padrões de comportamento restritos e repetitivos. Estudos recentes destacam a importância da intervenção precoce e abrangente para melhorar os resultados a longo prazo em crianças com TEA (Dums, 2024).
A fisioterapia oferece intervenções voltadas para o desenvolvimento motor, funcional e social dessas crianças, logo, a fisioterapia para crianças autistas abrange uma variedade de técnicas e abordagens, incluindo terapia motora, exercícios físicos adaptados, estimulação sensorial e atividades lúdicas direcionadas ao desenvolvimento das habilidades motoras e sociais. Essas intervenções visam não apenas melhorar a coordenação motora e o equilíbrio, mas também promover a interação social, a comunicação não verbal e o comportamento adaptativo destes indivíduos, estes exercícios proprioceptivos, surgem como estratégia terapêutica relevante para crianças autistas, atuando na percepção corporal, equilíbrio, coordenação motora e organização sensorial. Estes exercícios incluem atividades como saltos em trampolim, rolamentos, empurrar e puxar objetos, circuitos motores e uso de bolas terapêuticas, promovendo integração sensorial e autorregulação emocional. (Oliveira, 2023).
Estudos têm demonstrado benefícios tangíveis, como melhora na postura, na autonomia funcional, na participação em atividades diárias e na redução de comportamentos estereotipados. No entanto, apesar do potencial da fisioterapia, existem desafios e considerações específicas a serem abordadas na prestação de serviços para crianças autistas. Adaptações de técnicas, estratégias de comunicação eficazes e uma compreensão profunda das necessidades individuais de cada criança são essenciais para o sucesso do tratamento (Oliveira, 2023).
A relevância da fisioterapia no tratamento de crianças autistas transcende os aspectos individuais do paciente, impactando positivamente a sociedade como um todo. Ao oferecer intervenções fisioterapêuticas eficazes e direcionadas, contribui-se para a inclusão dessas crianças em ambientes sociais, educacionais e recreativos. A melhoria na funcionalidade motora e no comportamento adaptativo não apenas promove a autonomia dessas crianças, mas também reduz a carga sobre suas famílias e cuidadores, proporcionando um ambiente mais inclusivo e acolhedor para todos os membros da comunidade ( Batista, 2024).
Evidências crescentes sugerem que as intervenções fisioterapêuticas emergem como uma abordagem terapêutica fundamental, pode desempenhar um papel significativo na melhoria da qualidade de vida e no bem-estar das crianças (Daltro, 2023).
Diante disso, o objetivo da pesquisa é a analisar a influência dos exercícios proprioceptivos como recurso fisioterapêutico no comportamento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), considerando seus impactos no desenvolvimento motor, cognitivo, social e emocional.
2 REFERENCIAL TEÓRICO
2.1 PROPRIOCEPÇÃO: FUNÇÕES E CONCEITOS
A propriocepção é um dos sistemas sensoriais mais importantes para a manutenção da postura, coordenação e execução de movimentos. Trata-se da capacidade do corpo em reconhecer a posição e o movimento dos segmentos corporais, a partir de estímulos captados por receptores localizados em músculos, tendões, articulações e ligamentos (Kandler, 2018). Esse mecanismo atua de forma contínua e automática, fornecendo informações ao sistema nervoso central para ajustar os movimentos e permitir respostas motoras eficientes e adequadas ao ambiente.
Do ponto de vista neurofisiológico, a propriocepção depende de estruturas especializadas, como os fusos musculares, que detectam o alongamento das fibras musculares, e os órgãos tendinosos de Golgi, que informam a tensão aplicada sobre os tendões. Além desses, os receptores articulares e cutâneos complementam a percepção de posição e movimento corporal. Essas informações são integradas principalmente no cerebelo, nos núcleos da base e no córtex somatossensorial, regiões responsáveis pelo planejamento motor e pela correção de movimentos (De Sousa,2024).
As funções da propriocepção não se restringem apenas ao controle motor voluntário. Ela também está relacionada à regulação postural, ao equilíbrio e à execução de movimentos automáticos necessários para as atividades da vida diária. Crianças em fase de desenvolvimento dependem desse sistema para a aquisição de habilidades motoras fundamentais, como andar, correr, pular, manter o equilíbrio em superfícies instáveis e manipular objetos. Quando há falhas nesse sistema, surgem dificuldades na coordenação motora, aumento da instabilidade postural e maior risco de quedas e lesões (Rodrigues et al., 2019).
No campo terapêutico, a estimulação proprioceptiva é amplamente utilizada, especialmente em situações de reabilitação neurológica e motora. Os exercícios podem envolver atividades de carga, saltos, resistência, equilíbrio em superfícies instáveis e movimentos que exigem ajustes posturais constantes. Essas práticas estimulam a integração sensorial, aumentam a percepção corporal e favorecem a autorregulação. Em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), a propriocepção adquire ainda mais relevância, visto que muitos apresentam alterações no processamento sensorial, resultando em dificuldades de percepção corporal, desorganização motora e comportamentos repetitivos. Nesses casos, os exercícios proprioceptivos podem contribuir para a melhora da atenção, redução da ansiedade e regulação do comportamento (Veloso,2024).
Portanto, compreender os conceitos e as funções da propriocepção é essencial para a prática clínica da fisioterapia. Esse sistema representa a base do movimento humano e está intimamente ligado à forma como o indivíduo interage com o ambiente. Estimular adequadamente a propriocepção não apenas melhora o desempenho motor, mas também contribui para o bem-estar físico, emocional e social, sobretudo em populações que apresentam alterações neurológicas ou dificuldades no desenvolvimento (Da Silva,2024).
2.2 INFLUÊNCIA DOS EXERCÍCIOS PROPRIOCEPTIVOS NO COMPORTAMENTO DE CRIANÇAS AUTISTAS
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por déficits persistentes na comunicação e interação social, associados a padrões repetitivos e restritos de comportamento. Além das alterações cognitivas e sociais, muitas crianças com TEA apresentam dificuldades no processamento sensorial, incluindo alterações proprioceptivas. Essas disfunções sensoriais comprometem a percepção corporal, a regulação emocional e podem intensificar comportamentos estereotipados e de agitação (Melo,2023).
A propriocepção é um sistema essencial para a percepção da posição e do movimento corporal, sendo responsável por fornecer ao sistema nervoso central informações fundamentais para o controle motor e a autorregulação. Quando estimulada por meio de exercícios específicos, a propriocepção pode auxiliar na organização sensorial, favorecendo não apenas o desempenho motor, mas também influenciando diretamente o comportamento da criança autista (Barbosa, 2025).
Entre os recursos mais utilizados no contexto fisioterapêutico estão os exercícios de empurrar e puxar objetos, atividades de resistência, rolamentos em colchonetes, saltos em trampolins, uso de bolas terapêuticas e circuitos motores que envolvem rampas, túneis e obstáculos. Essas práticas estimulam receptores musculares e articulares, promovendo maior percepção corporal e integração sensorial. O impacto dessas atividades vai além do físico, refletindo na redução de estereotipias motoras, no aumento da atenção e na diminuição da ansiedade (Da Silva,2022).
Evidências científicas sugerem que a estimulação proprioceptiva pode melhorar o contato visual, ampliar a tolerância a diferentes ambientes, facilitar a socialização e até contribuir para avanços no processo de aprendizagem. Outro benefício importante está relacionado à autorregulação emocional, uma vez que muitas crianças autistas apresentam dificuldades em controlar impulsos e lidar com mudanças de rotina. Com a prática de exercícios proprioceptivos, observa-se maior estabilidade comportamental, o que favorece respostas adaptativas frente a estímulos externos (Da Silva,2025).
Dessa forma, a influência dos exercícios proprioceptivos no comportamento de crianças autistas ultrapassa o campo motor, abrangendo dimensões emocionais e sociais. A fisioterapia, como parte da equipe multiprofissional, desempenha papel relevante na aplicação dessas estratégias, contribuindo para o desenvolvimento global da criança e para a melhoria da qualidade de vida de toda a família (De lima,2024).
2.3 O PAPEL DA FISIOTERAPIA NAS INTERVENÇÕES MULTIDISCIPLINARES NO TEA
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) exige um cuidado integral, que ultrapassa os limites de uma única área da saúde, demandando um trabalho conjunto de diferentes profissionais. A abordagem multidisciplinar, composta por médicos, psicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, pedagogos e fisioterapeutas, é fundamental para contemplar as necessidades biopsicossociais das crianças autistas e promover um desenvolvimento global mais equilibrado (Da Silva Rocha, 2024).
No contexto dessa equipe, a fisioterapia possui papel essencial, uma vez que crianças com TEA frequentemente apresentam alterações no desenvolvimento motor, dificuldades no equilíbrio, no tônus muscular, na coordenação motora fina e global, além de déficits na integração sensorial. O fisioterapeuta atua com intervenções específicas para aprimorar o controle postural, a propriocepção, a força muscular e a coordenação, favorecendo não apenas o desempenho motor, mas também aspectos cognitivos, comportamentais e sociais (Barbosa,2024).
Os recursos fisioterapêuticos incluem exercícios proprioceptivos, atividades de motricidade ampla, treino de equilíbrio em diferentes superfícies, alongamentos, circuitos motores e práticas lúdicas adaptadas à realidade da criança. A escolha das técnicas é sempre orientada pela avaliação individual e pela integração com os objetivos dos demais profissionais da equipe. Assim, enquanto o fisioterapeuta estimula o corpo e a organização sensorial, o psicólogo pode trabalhar aspectos emocionais e o fonoaudiólogo a comunicação, criando um processo terapêutico articulado e eficaz (De Souza,2024).
Além disso, a fisioterapia contribui para a regulação do comportamento, uma vez que atividades motoras e proprioceptivas auxiliam na redução da ansiedade, na diminuição das estereotipias e na melhora da atenção e da concentração. Essas mudanças repercutem diretamente na rotina familiar e escolar, ampliando a autonomia da criança e facilitando sua inclusão social (De Freitas,2024).
Portanto, o papel da fisioterapia dentro da equipe multidisciplinar vai além da reabilitação motora, alcançando dimensões comportamentais, emocionais e sociais. O fisioterapeuta atua como mediador entre corpo e ambiente, utilizando estratégias que potencializam a qualidade de vida da criança autista e de sua família. A integração de saberes e práticas é indispensável para garantir um atendimento mais humanizado e eficaz no TEA (Dums,2024).
3 METODOLOGIA
Trata-se de um estudo de revisão de bibliografia. Esse tipo de pesquisa requer dedicação e estudo aprofundado, pois exige que o pesquisador selecione e analise criteriosamente as fontes bibliográficas, de modo a garantir a qualidade e a relevância do embasamento teórico.
Foram incluídos na pesquisa trabalhos disponíveis nas bases de dados, PUBMED, BDENF e SCIELO, cuja busca foi realizada com base nos descritores em português e inglês: intervenções fisioterapêuticas (physiotherapeutic interventions) , autismo (autism), exercícios proprioceptivos (proprioceptive exercises) , comportamento (behavior), crianças (children) ,sendo anexados na pesquisa, publicações no período de 2019 a 2025.
Trabalhos com temáticas relevantes foram incluídos, como por exemplo: Assistência de fisioterapia, e o acesso de intervenções fisioterapêuticas com crianças diagnosticada com o transtorno do espectro autista, avaliação, competências e habilidades da fisioterapia com crianças autistas, exercícios proprioceptivos para crianças autistas, assim como outros temas relevantes. A partir dessas plataformas, é possível obter uma ampla gama de conhecimentos e informações relevantes para a pesquisa.
Foram adotados critérios de inclusão nos artigos publicados no intervalo temporal dos últimos cinco (6) anos – de 2019 a 2025 (Totalizando uma média de quatorze artigos), sendo redigidos em português e inglês, todos os materiais encontrados relevantes a proposta temática, tais como: artigos, dissertações, revistas, livros, monografias, que são fundamentais para construção do trabalho científico. Nesse sentido, é fundamental ter cuidado na escolha das obras ao serem fundamentais para embasar e fortalecer o estudo. Obras excluídas como: estudos transversais e longitudinais que abordam: as contribuições da fisioterapia pélvica para o parto, assistência fisioterapêutica no trabalho de parto, atenção fisioterapêutica no trabalho de parto e parto dentre outros.
Os critérios de exclusão englobaram aqueles artigos que não estavam completos, que não somaram para uma boa perspectiva de resultado esperado para o tema abordado ou que não abordaram o tema, como por exemplo temáticas de violência de crianças autistas, organização de fala e apraxia de autistas, dentre outros.
Os dados referentes ao perfil do tema serão organizados e analisados de forma descrita e textual, com ênfase na categorização das principais evidências encontradas nos estudos selecionados.
4 RESULTADOS E DISCUSSÕES
Diversos estudos têm demonstrado que a implementação de exercícios proprioceptivos em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) apresenta efeitos positivos tanto na esfera motora quanto no comportamento. De Freitas et al (2025), evidenciaram que crianças submetidas a programas de estimulação proprioceptiva apresentaram redução significativa de estereotipias motoras, melhora da atenção e maior engajamento em atividades lúdicas. De forma complementar, apontam que exercícios que envolvem carga, resistência, saltos e circuitos motores promovem melhor organização sensorial e autorregulação emocional.
A aplicação de atividades proprioceptivas de acordo com Dums (2024), também influ- encia diretamente a socialização e a comunicação. Crianças autistas que participaram de inter- venções fisioterapêuticas estruturadas demonstraram aumento do contato visual, maior tolerân- cia a estímulos do ambiente e participação ativa em brincadeiras coletivas. Esses resultados reforçam que a estimulação sensorial não atua apenas na esfera motora, mas contribui para modificações comportamentais significativas.
Em relação ao desenvolvimento motor, estudos indicam que exercícios proprioceptivos promovem maior controle postural, equilíbrio dinâmico e coordenação motora global. Veloso et al (2025) destacam que a melhora dessas habilidades facilita a execução de tarefas diárias, aumentando a autonomia e a confiança da criança. Além disso, a prática constante desses exer- cícios diminui a ansiedade e favorece a autorregulação, refletindo positivamente no comporta- mento em casa e na escola.
Ao discutir esses achados, De Lima et al (2024), observaram que o sucesso das inter- venções depende da personalização das atividades, da periodicidade e da articulação com a equipe multidisciplinar. O fisioterapeuta deve considerar os interesses, limitações e respostas individuais da criança, integrando seus objetivos aos do psicólogo, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional. Essa abordagem colaborativa maximiza os efeitos terapêuticos, garantindo ganhos motores, comportamentais e sociais
Portanto, os resultados das pesquisas de Souza et al (2024), indicam que os exercícios proprioceptivos são recursos essenciais para crianças com TEA. Além de aprimorar a percepção corporal e habilidades motoras, essas intervenções promovem maior controle emocional, redu- ção de comportamentos desadaptativos e melhor integração social. Isso evidencia a importância do fisioterapeuta na equipe multidisciplinar, atuando não apenas na dimensão física, mas tam- bém como mediador de mudanças comportamentais significativas.
5 CONCLUSÃO
A fisioterapia assume papel fundamental no cuidado de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), sobretudo por meio da aplicação de exercícios proprioceptivos. Esses exercícios são recursos estratégicos que estimulam receptores musculares, articulares e tendí- neos, promovendo informações sensoriais essenciais para o controle da postura, da coordenação motora e do equilíbrio. A estimulação proprioceptiva contribui diretamente para a organização do sistema nervoso, favorecendo a percepção corporal e a integração sensorial. Dessa forma, essas intervenções ultrapassam a dimensão motora, impactando também aspectos comporta- mentais, emocionais e sociais da criança autista
Estudos apontam que a prática regular de exercícios proprioceptivos reduz estereotipias, diminui a ansiedade, melhora a atenção e auxilia na autorregulação emocional das crianças com TEA. Além disso, atividades como saltos em trampolim, rolamentos, empurrar e puxar objetos, circuitos motores e uso de bolas terapêuticas promovem maior engajamento em atividades lú- dicas, ampliando a participação social e a interação com pares. Esse conjunto de benefícios reforça a importância da fisioterapia como ferramenta não apenas de reabilitação motora, mas também de modulação comportamental e promoção da qualidade de vida
Outro ponto relevante é o papel do fisioterapeuta dentro da equipe multidisciplinar, atu- ando em colaboração com psicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e pedagogos. A integração de saberes permite que os objetivos terapêuticos sejam planejados de maneira conjunta, potencializando resultados. Enquanto o fisioterapeuta trabalha aspectos relacionados à percepção corporal, equilíbrio e coordenação, os demais profissionais podem atuar em dimen- sões cognitivas, comunicativas e socioemocionais, garantindo um atendimento integral à cri- ança com TEA.
Além dos ganhos diretos para a criança, os efeitos positivos das intervenções fisiotera- pêuticas repercutem na rotina familiar e escolar. Famílias relatam maior facilidade na condução de atividades diárias, redução de comportamentos desafiadores e melhor qualidade de vida, evidenciando a importância da fisioterapia como suporte no contexto social e educativo. Dessa forma, o desenvolvimento motor e sensorial promovido por exercícios proprioceptivos atua como catalisador para mudanças comportamentais significativas, favorecendo autonomia, adaptação ambiental e inclusão social
Portanto, os exercícios proprioceptivos constituem um recurso terapêutico indispensá- vel no planejamento de intervenções para crianças com TEA. Eles permitem a integração sen- sorial, a modulação emocional e a melhoria da performance motora, além de contribuírem para o engajamento social, aprendizado e bem-estar geral da criança. A fisioterapia, ao atuar de forma articulada com outros profissionais, fortalece a abordagem multidisciplinar e reafirma seu papel estratégico na promoção da saúde e qualidade de vida de crianças autistas e de suas famílias.
REFERÊNCIAS
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1 Discente do Curso Superior de Fisioterapia do Centro Universitário UNIPLAN Campus Bragança-Pa. e-mail: dhessiemylena@gmail.com
2 Discente do Curso Superior de Fisioterapia do Centro Universitário UNIPLAN Campus Bragança-Pa. e-mail: eu.paulalins@gmail.com
3 Discente do Curso Superior de Fisioterapia do Centro Universitário UNIPLAN Campus Bragança-Pa. e-mail: Bibinhaoliveira65@gmail.com
4 Discente do Curso Superior de Fisioterapia do Centro Universitário UNIPLAN Campus Bragança-Pa. e-mail: vcristinasantos058@gmail.com
5 Discente do Curso Superior de Fisioterapia do Centro Universitário UNIPLAN Campus Bragança-Pa. e-mail: detaynayrlana123@gmail.com
6 Docente do Curso Superior de Fisioterapia do Centro universitário UNUPLAN Campus Bragança-Pa. e-mail: fisiowellinton@gmail.com
