PHARMACEUTICAL INTERVENTIONS IN RESPONSE TO DRUG INTERACTIONS IN ICUS: AN INTEGRATIVE LITERATURE REVIEW
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ar10202512111029
Karynne Ferreira da Silva¹
Kettly Victória Sousa dos Santos1
Yhamona Silva Brasilino1
Leonardo Luís Batista Cardoso²
RESUMO
As interações medicamentosas representam um importante desafio nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), especialmente em populações vulneráveis, onde a polifarmácia e a complexidade clínica elevam substancialmente o risco de eventos adversos. A atuação farmacêutica é reconhecida como estratégia essencial para reduzir tais riscos e qualificar a farmacoterapia. Objetivo: Revisar a literatura científica acerca das interações medicamentosas deletérias entre pacientes críticos internados em UTIs. Métodos: Trata-se de um estudo de natureza quantitativa, de tipologia exploratória e descritiva, elaborada através de uma revisão integrativa da literatura científica. Para a coleta de dados, foram utilizadas as bases de dados SciELO, Google Acadêmico, BVS e LILACS. A busca bibliográfica seguiu uma estratégia integrada, combinando DeCS e MeSH. A abordagem metodológica permitiu recuperar de modo abrangente a literatura relacionada às intervenções farmacêuticas diante de interações medicamentosas deletérias entre pacientes críticos, assegurando consistência na relação de estudos inclusos. Durante a busca eletrônica, foram identificadas 23.580 publicações. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, 13 estudos completos incluídos na análise final Resultados: Observou-se elevada frequência de combinações medicamentosas de relevância clínica, frequentemente associadas ao uso de fármacos de alta vigilância e ao regime de polifarmácia. As intervenções farmacêuticas predominantes incluíram revisão de prescrições, ajustes posológicos, adequações de horários e vias de administração, correções de diluição e velocidade de infusão, conciliação medicamentosa e monitorização clínica e laboratorial. A amostra apontou alta aceitação das recomendações pelo corpo clínico e impacto positivo na redução de inconsistências terapêuticas, toxicidade e tempo de internação. Conclusão: A atuação sistemática do farmacêutico clínico constitui estratégia indispensável para aprimorar a segurança medicamentosa em UTIs, contribuindo para a prevenção de eventos adversos, otimização da terapia, melhora do prognóstico e qualificação do cuidado ao paciente crítico.
Palavras-chave: Interações medicamentosas; Intervenção farmacêutica; Terapia intensiva.
ABSTRACT
Drug interactions represent a significant challenge in Intensive Care Units (ICUs), particularly among vulnerable populations, where polypharmacy and clinical complexity substantially increase the risk of adverse events. Pharmaceutical interventions are recognized as essential strategies to reduce these risks and enhance pharmacotherapy. Objective: To review the scientific literature on harmful drug interactions among critically ill patients admitted to ICUs. Methods: This is a quantitative, exploratory, and descriptive study conducted through an integrative review of the scientific literature. Data collection was performed using the SciELO, Google Scholar, BVS, and LILACS databases. The search strategy combined DeCS and MeSH terms. This methodological approach enabled a comprehensive retrieval of studies related to pharmaceutical interventions targeting harmful drug interactions in critically ill patients, ensuring consistency in the selection of included evidence. A total of 23,580 publications were identified, and after applying the inclusion and exclusion criteria, 13 studies were selected for final analysis. Results: A high frequency of clinically relevant drug combinations was observed, often associated with the use of high-alert medications and polypharmacy. Predominant pharmaceutical interventions included prescription review, dose adjustments, scheduling and administration route modifications, correction of dilution and infusion rate, medication reconciliation, and clinical and laboratory monitoring. The sample demonstrated high acceptance of pharmacists’ recommendations by the clinical team and a positive impact on reducing therapeutic inconsistencies, toxicity, and length of stay. Conclusion: Systematic clinical pharmacy practice is an essential strategy for enhancing medication safety in ICUs, contributing to the prevention of adverse events, optimization of pharmacotherapy, improvement of prognosis, and qualification of care for critically ill patients.
Keywords: Drug interactions; Pharmaceutical intervention; Intensive care.
INTRODUÇÃO
A compreensão das condições de saúde de uma população, somada ao reconhecimento de seus determinantes e das dinâmicas que permeiam o processo saúde-doença, configura-se como um recurso imprescindível para o delineamento de estratégias assistenciais eficazes e formulação de políticas consonantes aos princípios do Sistema Único de Saúde – SUS (Santos et al., 2025).
No Brasil, as expressivas disparidades regionais funcionam como elementos que incidem sobre a organização e efetividade do processo de atenção à saúde. Tal complexidade deriva de dimensões continentais do território, elevado contingente de usuários potenciais, heterogeneidades econômicas, culturais e epidemiológicas (Cardoso et al., 2024).
Ademais, a abrangência de responsabilidades estatais na área da saúde, somada à multiplicidade de agentes públicos e privados envolvidos na formulação, condução e execução de políticas assistenciais, torna o cenário do sistema sanitário desafiador, fomentando o uso de mecanismos integrados, equitativos e orientados (Canelada, 2024).
No que tange os serviços de saúde, as Unidades de Terapia Intensiva – UTIs, são dispositivos fundamentais da medicina moderna, caracterizando-se como espaços voltados à assistência especializada diante de variadas condições críticas de saúde. Contudo, tais unidades apresentam expressiva pluralidade, determinada por fatores como: recursos humanos e tecnológicos, gravidade clínica e porte institucional (Souza et al., 2020).
Dados censitários obtidos através do Conselho Federal de Medicina – CFM indicaram que, no ano de 2018, o número de leitos de UTIs no Brasil era de 44.253, com significativa concentração na região Sudeste, que concentrou mais de 50% da oferta disponível. Ademais, dos 5.570 municípios brasileiros, os leitos de UTI estão disponíveis somente em 532 (Conselho Federal de Medicina, 2018).
Segundo Almeida e colaboradores (2024), a limitação de acesso aos cuidados intensivos e a elevada complexidade assistencial que caracteriza as UTIs, reforçam a magnitude dos desafios enfrentados nos serviços de saúde. Nessa perspectiva, portanto, a assistência de pacientes em condições clínicas críticas em espaços de elevada complexidade terapêutica exige vigilância contínua.
De modo concordante, Lima et al. (2019) afirmam que, enquanto ambiente de alta complexidade, a UTI destina-se ao manejo clínico de pacientes em estado crítico, cuja condição de saúde demanda monitoramento contínuo e intervenções terapêuticas intensivas. Diversos desafios permeiam tal manejo, com destaque para as interações medicamentosas, fenômeno potencializado por fatores intrínsecos ao cuidado intensivo.
Na rotina intensivista, o limite de acessos venosos disponíveis e as recorrentes alterações no estado clínico do paciente podem dificultar a farmacoterapêutica instituída, elevando o risco terapêutico. Além disso, desfechos clínicos desfavoráveis são comumente associados a interações medicamentosas com efeitos adversos danoso, incluindo a necessidade de medidas adicionais de suporte à vida, prorrogando o tempo de internação hospitalar e, não raramente, o óbito. Logo, as interações medicamentosas emergem como um risco potencial associado à prática clínica intensivista (Santos et al., 2023).
Conceitualmente, as interações medicamentosas são efeitos farmacológicos terapêuticos ou tóxicos provocados diante da presença concomitante de outro medicamento, substância alimentar, bebida alcoólica ou agente químico ambiental. Ressalta-se que nem todas as interações possuem efeitos deletérios, haja vista que muitas são clinicamente desejáveis e estrategicamente utilizadas. Contudo, tais interações podem comprometer a segurança terapêutica, implicando no estado clínico do paciente (Costa Júnior, 2023).
Existe uma preocupante associação entre a complexidade farmacoterapêutica e a ocorrência de eventos adversos entre pacientes críticos em UTIs no Brasil. A polifarmácia se configura como fator relacionado à frequência de potenciais interações medicamentosas. Ademais, a presença de comorbidades, rotina de aprazamentos coincidentes, comunicação falha entre equipe, sobrecarga de trabalho, uso de fármacos de alta vigilância e bombas de infusão contínua, também demonstram correlação estatisticamente significativa (Mota et al., 2023).
Nesse contexto, a atuação do farmacêutico clínico se torna essencial no ambiente hospitalar, principalmente no âmbito intensivista. A atuação deste profissional promove uso racional de medicamentos e minimiza riscos iatrogênicos. Sua presença nas equipes multiprofissionais contribui para a segurança terapêutica, otimiza desfechos clínicos e reduz o tempo de internação, consolidando-se como um pilar fundamental na gestão da farmacoterapia e na proteção do paciente crítico (Tortato et al., 2021).
Entre as principais ações realizadas pelo profissional farmacêutico, destaca-se a intervenção farmacêutica, caracterizada por uma ação planejada e registrada, com vistas a prevenir ou resolver problemas relacionados ao uso de medicamentos, promovendo uma terapia mais segura, adequada e racional no ambiente hospitalar. Essa prática, voltada tanto aos profissionais de saúde quanto aos pacientes, contribui significativamente para a redução de problemas associados aos medicamentos (Navarro, 2020).
A prevenção de interações medicamentosas deletérias entre pacientes críticos representa um aspecto de elevada importância, uma vez que a complexidade clínica de tais usuários corrobora para o aumento da vulnerabilidade a eventos adversos decorrentes do uso concomitante de múltiplos fármacos. A atuação qualificada do farmacêutico clínico auxilia na otimização da farmacoterapia e na redução dos custos associados a complicações evitáveis (Costa Júnior, 2023).
Embora a temática apresente relevância científica social, observa-se escassez de revisões integrativas que sistematizem o conhecimento acerca das intervenções farmacêuticas em UTIs voltadas à prevenção de interações medicamentosas. Nesta perspectiva, portanto, a presente pesquisa justifica-se pela necessidade de reunir e avaliar criticamente as produções existentes, com vistas a fortalecer a base teórica e prática da atuação farmacêutica nesse cenário.
Assim, o artigo tem por objetivo revisar literatura científica acerca das interações medicamentosas deletérias entre pacientes críticos internados em UTIs. Inicialmente, busca-se caracterizar os principais tipos de interações descritas nesse contexto, seguido da identificação dos fatores de risco que predispõem para sua ocorrência. Busca-se, ainda, identificar as intervenções farmacêuticas voltadas à detecção precoce, prevenção e manejo dessas interações, evidenciando suas contribuições para segurança terapêutica e a otimização do cuidado clínico ao paciente.
METODOLOGIA
A presente pesquisa trata-se de um estudo de natureza quantitativa, de tipologia exploratória e descritiva, elaborada através de uma revisão integrativa da literatura científica. Esse tipo de revisão permite reunir, sintetizar e analisar resultados de pesquisas com diferentes delineamentos metodológicos, provendo uma visão ampla e fundamentada sobre determinada temática (UNESP, 2015).
Para a coleta de dados, foram utilizadas as bases de dados SciELO, Google Acadêmico, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e LILACS. A busca bibliográfica seguiu uma estratégia integrada, combinando descritores dos vocabulários Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) e Medical Subject Headings (MeSH), associados a termos livres pertinentes ao escopo da pesquisa. Para construção das expressões de busca, foram utilizados operadores booleanos, prioritariamente “AND”, garantindo intersecção temática entre os descritores e “OR”, para ampliar a sensibilidade da busca.
As estratégias de busca foram adaptadas seguindo as especificidades de cada base de dados, contemplando mecanismos internos de filtragem, idioma e acesso ao texto completo, com vistas a otimizar a precisão dos resultados. Os descritores inclusos foram: “interações medicamentosas”, “intervenções farmacêuticas”, “cuidado crítico”, “cuidado farmacêutico”, bem como suas respectivas traduções e termos correlatos. A abordagem metodológica permitiu recuperar de modo abrangente a literatura relacionada às intervenções farmacêuticas diante de interações medicamentosas deletérias entre pacientes críticos, assegurando consistência na relação de estudos inclusos.
Os critérios de inclusão compreenderam produções científicas completas, publicadas nos últimos 10 (dez) anos, nos idiomas português, espanhol ou inglês, disponíveis na íntegra. Foram excluídos artigos que tratassem de interações medicamentosas fora do contexto hospitalar, produções incompletas, não gratuitas, duplicadas ou que apresentassem temáticas divergentes dos objetivos da pesquisa.
Os principais resultados obtidos nas produções selecionadas foram organizados e analisados de forma comparativa, por meio de tabelas, permitindo a identificação de padrões, estratégias adotadas e impactos clínicos das intervenções farmacêuticas sobre a segurança e a efetividade da farmacoterapia em pacientes críticos.
Durante a busca eletrônica, foram identificadas 23.580 publicações. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, 243 estudos foram inicialmente selecionados. Destes, 230 foram excluídos por duplicidade, incompletude, não gratuidade, inadequação temática e estudos que tratavam de interações medicamentosas em outros cenários, resultando em 13 estudos completos incluídos na análise final (Figura 1).
Figura 1. Fluxograma da sistematização da apuração de publicações inclusas no estudo.

RESULTADOS E DISCUSSÃO
A seguir, apresentam-se os principais achados desta revisão, sistematizados de forma a delinear, com rigor analítico, o panorama atual da literatura referente às interações medicamentosas em unidades de terapia intensiva e às intervenções farmacêuticas empregadas para sua prevenção e manejo.
As publicações selecionadas foram organizadas conforme ano, autoria, delineamento metodológico e principais achados (Quadro 1). De maneira geral, os estudos incluídos abordam, em diferentes perspectivas, a ocorrência de interações medicamentosas em pacientes internados em unidades de terapia intensiva, bem como os elementos clínicos e terapêuticos que favorecem seu surgimento e as estratégias adotadas para sua mitigação.
Nesta perspectiva, portanto, os resultados foram estruturados em três domínios temáticos, baseados nos objetivos da presente pesquisa (Quadro 2), que compreendem: tipos e categorias de interações medicamentosas descritas na literatura; fatores de risco associados à sua ocorrência no contexto da terapia intensiva; e intervenções farmacêuticas implementadas para monitoramento, prevenção e manejo dessas interações, com foco em sua efetividade e contribuição para a segurança do paciente crítico.
Quadro 1. Caracterização das publicações selecionadas entre os anos de 2015 e 2025, com base nos critérios de inclusão.
| ANO | AUTORES | MÉTODO | RESULTADOS |
| 2019 | Pessoa, T. L. et al.1 | Estudo observacional e longitudinal | As interações medicamentosas potenciais graves ocorreram na maioria das pacientes avaliadas. Aproximadamente um terço das interações foram graves e levaram à maior exposição por um longo período de internação. |
| 2019 | Cortes, A. L. B.; Silvino, Z. R.2 | Estudo transversal, retrospectivo, de abordagem quantitativa | As variáveis polifarmácia, tempo de internação e alguns medicamentos específicos foram associadas às interações com medicamentos de alta vigilância. |
| 2018 | Almeida e Silva, U. D. et al.3 | Estudo retrospectivo e observacional | A maioria das interações, tanto na UTI adulto quanto na UTI neonatal, foram consideradas de risco moderado. As interações farmacocinéticas foram mais comuns na UTI adulto, enquanto as farmacodinâmicas predominaram na UTI neonatal. O manejo no horário de administração dos medicamentos foi a intervenção mais adequada para a maioria dos casos das interações medicamentosas |
| 2017 | Ferracini, A. C. R. et al.4 | Estudo transversal, prospectivo e observacional. | O estudo demonstrou que há uma alta incidência de interações medicamentosas potenciais nas prescrições de gestantes e lactantes internadas. A maioria dos medicamentos utilizados não apresentou sérios riscos para o feto e o recém-nascido, mas às vezes são necessários medicamentos categorizados como risco D ou X. |
| 2017 | Moreira, M. B. et al.5 | Estudo quantitativo, de tipologia retrospectiva exploratória. | O estudo revelou que os pacientes da amostra utilizavam em média 9,3 medicamentos, o que elevou o risco de interações devido à polifarmácia. Foram identificadas interações graves, como o uso conjunto de Tramadol com inibidores seletivos da recaptação da serotonina que eleva o risco de convulsões, e a associação entre Ranitidina e Fentanyl®, que pode causar depressão respiratória. |
| 2015 | Alvim, M. M. S. et al.6 | Estudo transversal | Os antimicrobianos são uma classe frequentemente prescrita na unidade de terapia intensiva, apresentando elevada quantidade de interações medicamentosas potenciais. Os mais consumidos, segundo a metodologia de dose diária definida por 100 pacientes-dia, foram cefepime, meropenem, sulfametoxazol + trimetoprima e ciprofloxacino. A média de interações por paciente foi de 2,6. Entre as interações, 51% foram classificadas como contraindicadas ou de gravidade importante. Destacaram- se as interações altamente significativas, com prevalência de 98%. |
| 2021 | Rosa, A. W. et al.7 | Estudo observacional, descritivo e retrospectivo | Identificou-se que as principais intervenções farmacêuticas realizadas na UTI envolveram ajustes de dose, correções de diluição, orientações sobre velocidade e tempo de infusão e adequações relacionadas à administração de medicamentos. |
| 2021 | Muniz, J. S. S. et al.8 | Estudo transversal descritivo | O estudo realizado em uma UTI oncológica pediátrica avaliou 751 prescrições, totalizando mais de seis mil medicamentos, com média de oito fármacos por prescrição, evidenciando um cenário de polifarmácia e prescrições incompletas, configurando maior risco para interações medicamentosas. |
| 2021 | Lima, I. M. et al.9 | Estudo transversal | O estudo avaliou a aplicação de um mnemônico como ferramenta estruturada para revisão diária de fármacos em uma UTI adulto. A implementação da ferramenta permitiu uma padronização da análise farmacêutica, resultando em maior identificação de potenciais problemas relacionados a medicamentos, incluindo riscos de interações, duplicidades terapêuticas, doses inadequadas, falhas de monitoramento e incompatibilidades. |
| 2025 | Marim, F. A. et al.10 | Revisão bibliográfica | A revisão reúne estudos que demonstram que o acompanhamento farmacoterapêutico permite identificar problemas relacionados ao uso de medicamentos, como erros de prescrição, uso inadequado de doses, duplicidades terapêuticas e potenciais interações medicamentosas. |
| 2023 | Yamoto, K. H. et al.11 | Estudo descritivo de gestão de processo | Do total, 66 pacientes tiveram intervenções farmacêuticas e, destes, 50% foram aceitas, indicando boa integração do farmacêutico durante o processo de implementação da farmácia clínica na unidade. |
| 2024 | Junqueira, J. S.; Rosa, A. L. S.; Almeida, M. B.12 | Estudo transversal retrospectivo | No total, foram analisadas 7.069 validações de prescrições médicas realizadas na UTI, das quais emergiram 149 intervenções farmacêuticas. Entre os problemas identificados, observaram-se 11 casos de interações medicamentosas, 28 incompatibilidades de administração por via Y, 21 incompatibilidades relacionadas à administração por sonda enteral, 4 interações fármaco-nutriente e 39 divergências na contagem dos dias de tratamento com antibióticos. |
| 2022 | Silva, J. G.; Pimentel, A. f.; Teixeira, C. A.13 | Estudo retrospectivo | No contexto da UTI dedicada à COVID-19, o estudo evidenciou que uma proporção expressiva das 1.140 intervenções farmacêuticas realizadas esteve diretamente relacionada à identificação e prevenção de interações medicamentosas, dada a complexidade terapêutica dos pacientes críticos. |
Quadro 2. Sistematização das evidências científicas segundo os domínios temáticos da investigação.
| DOMÍNIOS | PUBLICAÇÕES |
| Principais tipos e categorias de interações medicamentosas descritas entrepacientes internados em UTIs | 1, 2, 3, 4, 5, 6, 8, 10, 12, 13 |
| Fatores de risco relacionados as interações medicamentosas entre pacientes hosptalzados em UTIs | 1, 3, 5, 7 |
| Intervenções farmacêuticas implementadas com vistas a previnir, manejar e monitorar interações medicamentosas em UTIs | 2, 3, 7, 8, 9, 10, 11, 12 |
A análise dos tipos de interações medicamentosas identificadas nos estudos da amostra revela a complexidade inerente ao cuidado farmacoterapêutico em UTIs, especialmente em populações vulneráveis como gestantes, neonatos, pacientes oncológicos e indivíduos críticos acometidos por doenças infecciosas graves. O estudo de Pessoa et al. (2019), realizado em UTI materna, avaliou 348 gestantes e identificou que 95,1% delas foram expostas a pelo menos uma interação medicamentosa potencial, em maioria moderadas (91,7%). Os principais fármacos envolvidos em episódios de associações deletérias foram sulfato de magnésio, metoclopramida, propranolol e diazepam.
De forma divergente, Ferracini et al., (2017), observaram que 91% das prescrições da amostra apresentaram ao menos uma combinação medicamentosa passível de gerar eventos adversos, predominando episódios de gravidade moderada, sobretudo envolvendo dipirona com captopril ou propranolol, e, em menor escala, combinações classificadas como importantes, como dipirona e enoxaparina, com recomendações de manejo específicas. O autor enfatiza o amplo espectro de combinações encontradas e seu potencial, mas limitado impacto clínico imediato.
Outros medicamentos também foram identificados como responsáveis por efeitos clínicos indesejáveis, evidenciando a amplitude dos riscos envolvidos. Em distintos cenários assistenciais, as combinações medicamentosas em gestantes configuram um fator determinante para o aumento do tempo de internação e dos custos relacionados ao cuidado em saúde (Bucsa et al., 2013). Ao analisar essa problemática, Bezerra et al. (2023) verificaram que a incidência de eventos deletérios em gestantes hospitalizadas é elevada, sobretudo diante da utilização de dipirona, levomepromazina, fenobarbital, metildopa e preparações à base de ferro.
Silva, Pimentel e Teixeira (2022), destacaram que as classes mais envolvidas em erros de medicação foram antimicrobianos, sedativos, anticoagulantes, corticosteroides e fármacos do trato digestivo e sistema nervoso, frequentemente associadas a interações farmacocinéticas e farmacodinâmicas de impacto clínico.
Outro estudo realizado no contexto da UTI COVID-19, destaca que a complexidade terapêutica (antivirais, múltiplos antimicrobianos, anticoagulação intensiva, sedação profunda, uso de corticosteroides em altas doses) amplifica o risco de interações, sobretudo entre anticoagulantes e anti-infecciosos, sedativos e depressores respiratórios, e corticoterapia associada a hiperglicemia e imunossupressão (Lenhart et al., 2024).
No estudo transversal de Cortes et al. (2019), foram avaliadas interações medicamentosas potenciais envolvendo medicamentos de alta vigilância. As autoras identificaram 112 pares distintos de interações e verificaram que a presença de polifarmácia, maior tempo de internação e uso de certos fármacos esteve associada à maior número de interações medicamentosas potencialmente prejudiciais. Há de se destacar que os hipoglicemiantes, benzodiazepínicos sedativos, opioides, glicocorticoides e agentes vasoativos, que obtiveram forte associação com efeitos deletérios, também foram medicamentos extensamente prescritos.
Convergindo com os achados supracitados, Moreira et al. (2017) destacam o papel central dos medicamentos de alta vigilância como núcleo de interações de maior impacto clínico em UTI. A análise confirmou que combinações como fentanil e midazolam possuem interação farmacodinâmica desejada, mas aumentam o risco de depressão respiratória, requerendo monitorização rigorosa.
Almeida e Silva et al. (2018) avaliaram interações medicamentosas na UTI adulto e na UTI neonatal de um hospital privado, demonstrando que a maioria das interações em ambas as unidades foi classificada como de risco moderado. Um achado central foi a diferença no tipo de interação predominante: na UTI adulto, destacaram-se metoclopramida com tramadol, furosemida com insulina, combinações antiplaquetárias e anticoagulantes como clopidogrel e enoxaparina. No setor neonatal, predominaram interações entre antimicrobianos, como gentamicina com penicilinas e piperacilina com amicacina, com impacto potencial na nefro e ototoxicidade, além de combinações capazes de acentuar hipotensão ou prolongar sedação.
Em recém-nascidos, a imaturidade enzimática e fisiológica torna mais evidente a vulnerabilidade a alterações farmacodinâmicas com pequenas variações de dose, o que explica a predominância descrita na UTI neonatal. Interações em populações pediátricas e neonatais em UTI são, em maioria, farmacodinâmicas com sedativos, opioides, inotrópicos e antibióticos, frequentemente manejadas por ajuste de horários e infusão (Cândido et al., 2020)
Combinações entre tramadol e ISRS são descritas como interações farmacodinâmicas relevantes, capazes de elevar risco de convulsões e síndrome serotoninérgica, sobretudo em pacientes críticos ou com outros fatores predisponentes. A associação entre opioides e outros depressores do sistema nervoso central permanece como um dos grupos de interação farmacodinâmica de maior alerta em farmacovigilância (Hames et al., 2008).
O estudo de Muniz et al. (2021), realizado em uma UTI oncológica pediátrica, avaliaram 751 prescrições contendo mais de 6.000 medicamentos, com média de oito fármacos por prescrição, configurando clara situação de polifarmácia. Foram identificadas 42 classes de medicamentos e 34 tipos de potenciais interações medicamentosas, incluindo interações graves como a combinação amicacina + vancomicina, presente em uma proporção relevante de prescrições.
A população pediátrica oncológica é considerada de alto risco para interações, devido à combinação de antineoplásicos, antimicrobianos, analgésicos e suporte intensivo, além das características farmacocinéticas próprias da infância. Manacas et al. (2023) destacaram padrões semelhantes de polifarmácia e alta frequência de interações potenciais envolvendo aminoglicosídeos (como amicacina) e glicopeptídeos (como vancomicina), com risco aumentado de nefrotoxicidade e ototoxicidade.
Junqueira, Rosa e Almeida (2024), analisaram 7.069 validações de prescrições médicas em UTI, das quais emergiram 149 intervenções farmacêuticas. Os autores identificaram 11 casos de interações medicamentosas, além de incompatibilidades com via de administração tipo Y, incompatibilidades com sonda enteral, interações fármaco-nutriente e divergências no tempo de uso de antibióticos. Aproximadamente 67,1% das intervenções foram aceitas pelos prescritores, reforçando a utilidade prática da atuação farmacêutica na correção de inconsistências.
Embora Pessoa et al. (2019) e Ferracini et al. (2017) concentrem-se na caracterização da magnitude das interações e dos fármacos implicados, ambos ressaltam a necessidade de atuação sistemática do farmacêutico clínico na revisão de prescrições, especialmente em cenários de polifarmácia e uso de medicamentos de alta vigilância. Esse contexto é corroborado por Cortes e Silvino (2019), que relacionaram diretamente o número de fármacos, o tempo de internação e o uso de medicamentos de alto risco ao aumento de combinações potencialmente perigosas, reforçando que pacientes com esse perfil devem ser priorizados na triagem farmacêutica diária.
Em contraste com estudos centrados apenas na identificação de interações, Almeida e Silva et al. (2018) avançaram ao descrever intervenções concretas, evidenciando que o ajuste de aprazamento dos horários de administração foi uma das estratégias mais recorrentes e eficazes para mitigar o risco de interações farmacocinéticas e farmacodinâmicas em UTIs adulto e neonatal. Ao evitar a coincidência de picos de concentração entre fármacos como antieméticos, opioides, antimicrobianos e agentes cardiovasculares, essas ações contribuem para reduzir episódios com potencial impacto na estabilidade hemodinâmica e na redução de eventos adversos clínicos.
De forma concordante, Elnour et al. (2020) reforçam o impacto significativo na redução de erros de prescrição e na prevenção de interações medicamentosas. Uma análise retrospectiva demonstrou que a atuação direta do farmacêutico, incluindo revisão de prescrições, correção de doses, ajustes para função renal e orientação sobre administração, culminou em diminuição expressiva de inconsistências terapêuticas e maior segurança no uso de medicamentos, especialmente entre pacientes sob regime de polifarmácia.
Esses achados são consistentes com avaliações que evidenciaram a capacidade do farmacêutico clínico de interceptar problemas relacionados a interações danosas antes de causarem prejuízos ou efeitos adversos, reforçando seu papel como agente preventivo em ambientes de alta complexidade, como UTIs (Ahmed et al., 2021).
De forma complementar, Rosa et al. (2021) demonstraram que ajustes de dose, correções de diluição, orientações sobre tempo e velocidade de infusão e adequações na via de administração são intervenções frequentes e voltadas explicitamente à prevenção de toxicidade e incompatibilidades, sobretudo em pacientes críticos submetidos a múltiplas terapias intravenosas.
A incorporação de ferramentas estruturadas também emerge como estratégia relevante para qualificar a prática. Lima et al. (2021) mostraram que o uso de um mnemônico como roteiro para revisão diária da farmacoterapia em UTI adulto aumentou a detecção de problemas relacionados a medicamentos, incluindo risco de interações, duplicidades, doses inadequadas, falhas de monitorização e incompatibilidades, favorecendo intervenções mais precoces e sistemáticas.
Resultados semelhantes são sintetizados na revisão de Marim et al. (2025), que aponta a revisão da prescrição, a conciliação medicamentosa, os ajustes posológicos conforme função orgânica, a educação da equipe multiprofissional e a monitorização de parâmetros clínicolaboratoriais como as ações farmacêuticas mais frequentemente associadas à redução de eventos adversos, otimização da terapia e racionalização do uso de antibióticos em pacientes críticos.
Do ponto de vista da efetividade prática, estudos recentes em UTIs brasileiras evidenciam que essas intervenções, uma vez implementadas, podem resultar em boa aceitabilidade pela equipe médica. Yamoto et al. (2023) relataram que metade das recomendações farmacêuticas propostas foi acatada, indicando integração crescente do farmacêutico ao processo decisório.
Ao cotejar esses achados com a literatura, é possível observar que a proporção de intervenções aceitas é semelhante à relatada em outros serviços de farmácia clínica em UTI, onde taxas de aceitação entre 65% e 85% são frequentemente documentadas (Simões; Mosegui; Guilarducci, 2024).
A relativa baixa frequência de interações medicamentosas identificadas em relação ao total de problemas detectados também é compatível com estudos que mostram que, durante a validação de prescrições, o farmacêutico encontra com frequência maior problemas de dose, duplicidade, incompatibilidade físico-química e horário/via inadequados, embora interações sigam sendo um ponto crítico (Rodrigues et al., 2023).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
As evidências reunidas neste estudo demonstram que as interações medicamentosas constituem um desafio persistente no contexto das Unidades de Terapia Intensiva, especialmente em populações clinicamente vulneráveis, como gestantes, neonatos, pacientes críticos, pediátricos oncológicos e indivíduos acometidos por infecções graves. A literatura analisada reforça que a polifarmácia, o uso frequente de medicamentos de alta vigilância e a instabilidade clínica típica desses cenários ampliam substancialmente o risco de eventos adversos associados ao uso concomitante de múltiplos fármacos.
Nesse cenário, a atuação do farmacêutico clínico emerge como eixo estruturante da segurança farmacoterapêutica, uma vez que intervenções como revisão sistemática da prescrição, ajustes posológicos, adequações de vias e horários de administração, monitorização de parâmetros clínico-laboratoriais e conciliação medicamentosa demonstram impacto significativo na mitigação de riscos e na prevenção de desfechos negativos.
Além disso, intervenções estruturadas, uso de ferramentas padronizadas para rastreamento de problemas relacionados a medicamentos e integração ativa do farmacêutico com a equipe multiprofissional favorecem a detecção precoce de inconsistências, aumentando a taxa de aceitação das recomendações e aprimorando a qualidade do cuidado.
Dessa forma, os achados discutidos evidenciam que a presença efetiva do farmacêutico em UTIs contribui diretamente para a redução de potenciais danos, otimização da terapêutica, racionalização do uso de medicamentos e melhora dos indicadores clínicos, fortalecendo estratégias de cuidado centradas no paciente crítico.
À luz desse panorama, torna-se imperativo o investimento em processos de vigilância farmacoterapêutica, sistemas informatizados de apoio à decisão, capacitação contínua e pesquisas que aprofundem a compreensão das interações em contextos específicos.
REFERÊNCIAS
CANELADA, H. F. A Rede de Atenção à Saúde em tempos de covid-19: desafios e novas conformações. 2024. Tese (Doutorado em Enfermagem em Saúde Pública) – Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, University of São Paulo, Ribeirão Preto, 2024. DOI:10.11606/T.22.2024.tde-25032025-154204. Acesso em: 16 set. 2025.
CARDOSO, J. M. S. et al. Políticas públicas de saúde coletiva: estratégias para reduzir desigualdades e promover equidade no acesso e qualidade da atenção à saúde. ARACÊ, [S. l.], v. 6, n. 4, p. 12340–12351, 2024. DOI: 10.56238/arev6n4-085.Disponível em: https://periodicos.newsciencepubl.com/arace/article/view/2008. Acesso em: 17 set. 2025.
COSTA JÚNIOR, A. F. A relação entre interações medicamentosas e o período de internação. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Farmácia) – Departamento de Farmácia, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2023. Disponível em: https://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/56065. Acesso em: 16 set. 2025.
CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA. Medicina Intensiva no Brasil. Menos de 10% dos municípios brasileiros possuem leito de UTI. Brasília (DF); CFM; 2018. Disponível em: https://portal.cfm.org.br/noticias/menos-de-10-dos-municipios-brasileiros-possuem-leito-de- uti/. Acesso em: 17 set. 2025.
LIMA, A. M. A. et al. Elevação da razão normalizada internacional por interação medicamentosa em paciente crítico de unidade de terapia intensiva: relato de caso. Journal of Health & Biological Sciences, [S. l.], v. 7, n. 4, p. 436–439, 2019. Disponível em: https://periodicos.unichristus.edu.br/jhbs/article/view/2441. Acesso em: 18 set. 2025.
MOTA, C. D. et al. Interações medicamentosas com maiores potenciais tóxicos em pacientes internados em Unidades de Terapia Intensiva: uma revisão de literatura. RevInter, v. 16, n. 3, 2023. Disponível em: https://openurl.ebsco.com/EPDB%3Agcd%3A11%3A34770251/detailv2?sid=ebsco%3Aplin k%3Ascholar&id=ebsco%3Agcd%3A173503562&crl=c&link_origin=scholar.google.com. Acesso em: 16 set. 2025.
SANTOS, A. N. S. et al. Saúde coletiva e equidade – desafios e estratégias para um sistema de saúde inclusivo e sustentável. Observatório de La Economía Latinoamericana, [S. l.], v. 23, n. 2, p. e8946, 2025. DOI: 10.55905/oelv23n2-041. Disponível em: https://ojs.observatoriolatinoamericano.com/ojs/index.php/olel/article/view/8946. Acesso em: 17 set. 2025.
SANTOS, B. S. et al. Interações medicamentosas potenciais e polifarmácia em prescrições de pacientes acompanhados por farmacêuticos clínicos em unidades de terapia
intensiva. RECIMA21 – Revista Científica Multidisciplinar – ISSN 2675-6218, [S. l.], v. 2, n. 9, p. e29674, 2021. DOI: 10.47820/recima21.v2i9.674. Disponível em: https://recima21.com.br/recima21/article/view/674. Acesso em: 16 set. 2025.
SOUZA, I. G. et al. Descrição do serviço de Gerenciamento da Terapia Medicamentosa em uma unidade de terapia intensiva adulto. Rev. Bras. Farm. Hosp. Serv. Saude, v. 11, n. 2, p. 1-7, 2020. Disponível em: https://www.researchgate.net/profile/publication/343585128_Descricao_do_servico_de_Gerenciamento_da_Terapia_Medicamento sa_em_uma_unidade_de_terapia_intensiva_adulto_Original/links/5f32cdcc458515b7291827d 6/Descricao-do-servico-de-Gerenciamento-da-Terapia-Medicamentosa-em-uma-unidade-de- terapia-intensiva-adulto-Original.pdf. Acesso em: 17 set. 2025.
TORTATO, C. et al. Clinical pharmacist follow-up in adult surgical patient care in a university hospital of Porto Alegre. Clinical and Biomedical Research, v. 41, n. 4, p. 1-7, 2021. Disponível em: https://doi.org/10.22491/2357-9730.111655. Acesso em: 16 set. 2025.
NAVARRO, M. Sistemas de classificação de intervenções farmacêuticas em ambiente hospitalar: revisão integrativa e proposta de modelo. 2020. Tese de Doutorado. Tese de Doutorado. Universidade de São Paulo. Disponível em: 3062178.pdf. Acesso em: 16 set. 2025.
FERRACINI, A. C. et al. Potential drug interactions and drug risk during pregnancy and breastfeeding: an observational study in a women’s health intensive care unit. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, v. 39, n. 06, p. 258-264, 2017. Disponível em: https://www.thieme-connect.com/products/ejournals/html/10.1055/s-0037-1603680. Acesso em: 09 de novembro.
¹Graduanda do curso de Bacharelado em Farmácia – UNIFAESF Centro Universitário.
²Farmacêutico Especialista em Gestão de Controle de Qualidade na Indústria Farmacêutica pelo Instituto de Controle, Tecnologia e Qualidade. Docente do curso de Bacharelado em Farmácia – UNIFAESF Centro Universitário.
