PRE-COOLING AND STORAGE ENVIRONMENT INFLUENCE ON THE PHYSIOLOGICAL QUALITY PRESERVATION OF SOYBEAN (Glycine max) SEEDS
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ni10202512092027
Cleber Faria Santana
Marcelo Eustáquio Rodrigues
Orientador: D.sc. Marcelo Coelho Sekita
Resumo: O presente trabalho teve como objetivo avaliar o efeito do pré-resfriamento das sementes e das condições de armazenamento sobre a qualidade fisiológica de sementes de soja da cultivar TMG 2370 IPRO. O experimento foi conduzido em São Gotardo-MG, em 2025, utilizando delineamento em blocos ao acaso, em arranjo fatorial 4 × 5, com quatro repetições. Avaliaram-se quatro condições de armazenamento (sementes pré-resfriadas ou não, armazenadas em galpão convencional ou em câmara fria) e cinco períodos de armazenamento (0, 30, 60, 90 e 120 dias). Foram realizados os testes de germinação em rolo de papel, emergência em areia, envelhecimento acelerado e tetrazólio, conforme as Regras para Análise de Sementes (RAS, 2009). Os resultados demonstraram que o pré-resfriamento, especialmente quando seguido de armazenamento em câmara fria, proporcionou maior vigor e germinação, mantendo índices superiores a 90% ao longo de 120 dias. Já as sementes não resfriadas apresentaram redução acentuada na qualidade fisiológica, sobretudo em galpão sem controle térmico. Conclui-se que o pré-resfriamento aliado ao armazenamento em ambiente refrigerado é uma prática eficaz para preservar a longevidade e o vigor das sementes, assegurando maior uniformidade no estabelecimento da lavoura e contribuindo para a sustentabilidade e a eficiência produtiva.
Palavras chave: armazenamento; vigor; pré-resfriamento; sementes; soja.
Summary: This study aimed to evaluate the effect of seed pre-cooling and storage conditions on the physiological quality of soybean seeds (cultivar TMG 2370 IPRO). The experiment was carried out in São Gotardo, MG, in 2025, using a randomized block design in a 4 × 5 factorial arrangement with four replications. Four storage conditions were evaluated (pre-cooled or noncooled seeds stored in a conventional warehouse or in a cold chamber) and five storage periods (0, 30, 60, 90, and 120 days). Physiological quality was assessed through paper roll germination, sand emergence, accelerated aging, and tetrazolium tests, following the Rules for Seed Testing (MAPA, 2009). Results showed that pre-cooled seeds, especially those stored in a refrigerated cold chamber, maintained the highest germination and vigor rates, exceeding 90% throughout 120 days. In contrast, non-cooled seeds exhibited a pronounced decline in quality, particularly when stored in non-cooled warehouses. It was concluded that seed pre-cooling combined with temperature-controlled storage effectively preserves seed longevity and vigor, ensuring greater stand uniformity and contributing to sustainable and efficient soybean production.
Keywords: storage; vigor; pre-cooling; seeds; soybean.
1 INTRODUÇÃO
A soja é uma das principais commodities agrícolas do Brasil, desempenhando um papel fundamental na economia nacional (Embrapa, 2025). O país é o maior produtor e exportador mundial dessa leguminosa, sendo responsável por uma parcela significativa do comércio internacional de grãos. Para a safra 2024/25, a produção de soja no Brasil está estimada em 167,4 milhões de toneladas, representando um aumento de 13,3% em relação à safra anterior, conforme dados do 6º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25 da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB, 2025).
A qualidade fisiológica das sementes de soja é um dos fatores mais determinantes para o sucesso da produção agrícola. Ela influencia diretamente o potencial de germinação, o vigor das plantas e a capacidade de adaptação das sementes ao ambiente de cultivo (Anjos, 2023). Sementes com alta qualidade fisiológica são essenciais para assegurar um bom estabelecimento da lavoura, otimizar os índices de produtividade e reduzir perdas financeiras, assim, a avaliação e o controle da qualidade fisiológica das sementes têm grande impacto na eficiência da produção de soja e, consequentemente, na rentabilidade dos produtores (Henning et al., 2016).
O armazenamento adequado das sementes de soja é um fator crucial para a manutenção de sua qualidade fisiológica ao longo do tempo. Diferentes condições de armazenagem, como temperatura, umidade e ventilação, podem afetar diretamente o vigor e a germinação das sementes (Krzyzanowski et al., 2023). Em particular, o uso de câmaras frias tem se mostrado uma alternativa interessante para preservar as sementes por períodos mais longos, minimizando os danos causados pelo envelhecimento e pela deterioração (Krzyzanowski et al., 2023). Entretanto, a escolha da modalidade de armazenagem e as condições específicas de ambiente podem influenciar de maneira significativa a qualidade fisiológica das sementes, exigindo estudos mais aprofundados para entender suas implicações (Marcos Filho, 2015).
A presente pesquisa justifica-se pela crescente necessidade de entender melhor os efeitos do armazenamento nas características fisiológicas das sementes de soja, especialmente em um cenário de expansão da produção e comercialização. A compreensão das variáveis que afetam a qualidade das sementes pode proporcionar benefícios substanciais para a agricultura, principalmente no que tange à otimização do processo de armazenamento e à maximização do potencial produtivo das lavouras.
O problema central desta pesquisa é entender como as diferentes modalidades de armazenagem, incluindo o uso de câmaras frias, influenciam a qualidade fisiológica das sementes de soja, especialmente no que diz respeito à germinação e vigor. A falta de estudos conclusivos sobre as condições ideais de armazenamento e seu impacto direto sobre a qualidade das sementes torna a questão relevante e necessitando de investigação detalhada. O objetivo geral deste trabalho foi avaliar a influência das diferentes modalidades de armazenagem na qualidade fisiológica das sementes de soja.
2 DESENVOLVIMENTO
2.1 Importância econômica da soja
A soja representa uma das culturas agrícolas mais relevantes para a economia brasileira, sendo responsável por grande parte das exportações do setor agropecuário e ocupando destaque no Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio nacional. A expansão da área cultivada, aliada à adoção de tecnologias modernas, vem garantindo o aumento da produtividade e consolidando o país como um dos principais produtores mundiais. A cultura da soja também impulsiona diversos segmentos da cadeia produtiva, desde a fabricação de insumos até a indústria alimentícia e de biocombustíveis (CONAB, 2025).
Além de sua importância direta na geração de divisas, a soja exerce papel estratégico na segurança alimentar global, visto que o grão é fonte de proteína vegetal amplamente utilizada na alimentação humana e animal. O Brasil, como segundo maior produtor e maior exportador mundial de soja, exerce influência significativa na formação dos preços internacionais, impactando o comércio global de commodities agrícolas. Essa centralidade evidencia a importância da cultura não apenas sob a ótica econômica, mas também geopolítica (USDA, 2024).
O cultivo da soja promove também o dinamismo de diversas regiões do Brasil, especialmente no Centro-Oeste, que se consolidou como o principal polo produtor do país. Estados como Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul transformaram-se em centros estratégicos de produção, atraindo investimentos e promovendo a geração de empregos diretos e indiretos, desde as propriedades rurais até a logística e exportação nos portos (MAPA, 2023).
A crescente demanda por soja no mercado internacional, especialmente por parte da China, impulsiona a balança comercial brasileira e contribui para o superávit das contas externas. Em 2024, as exportações de soja representaram mais de 15% das exportações totais do Brasil, sendo a principal commodity agrícola em receita gerada. Este desempenho destaca a relevância da cultura no contexto macroeconômico nacional, principalmente em momentos de oscilação cambial e de retração de outros setores da economia (CEPEA, 2024).
A cultura da soja também tem impacto significativo no mercado interno, ao abastecer indústrias nacionais de óleo vegetal, biodiesel, rações animais e produtos alimentícios. A industrialização do grão agrega valor ao produto, gerando oportunidades econômicas e contribuindo para a diversificação da economia agrícola. Dessa forma, a soja torna-se peça-chave na integração entre os setores primário, secundário e terciário, ampliando os efeitos multiplicadores da agricultura na economia (EMBRAPA, 2023).
Contudo, a expansão da soja também traz desafios socioambientais, especialmente relacionados ao uso do solo, desmatamento e conflitos fundiários. A conversão de áreas nativas em lavouras, principalmente no Cerrado e na Amazônia Legal, tem sido alvo de preocupação por parte de órgãos ambientais e da sociedade civil. Há um constante debate entre a necessidade de aumentar a produção e a importância de preservar os recursos naturais, o que exige políticas públicas eficazes e compromisso do setor produtivo com a sustentabilidade (INPE, 2024).
A rentabilidade da soja, em comparação a outras culturas, também tem impulsionado a substituição de sistemas diversificados por monoculturas, o que pode gerar consequências de longo prazo, como o empobrecimento do solo e o aumento da dependência de insumos químicos. Apesar disso, o avanço de práticas como a rotação de culturas, o plantio direto e o uso de biotecnologias têm contribuído para mitigar tais impactos, evidenciando a capacidade de adaptação e evolução do setor produtivo frente às exigências de sustentabilidade (FAPESP, 2023).
2.2 Fisiologia das sementes de soja
A fisiologia das sementes de soja é um campo essencial para compreender os mecanismos que asseguram a qualidade, o vigor e a viabilidade ao longo do tempo de armazenamento, fatores que impactam diretamente a produtividade agrícola. As sementes representam estruturas complexas que acumulam substâncias de reserva e mecanismos moleculares responsáveis pela sobrevivência até a emergência da plântula. A soja (Glycine max L.) apresenta sementes do tipo ex-albuminadas, nas quais as reservas estão concentradas nos cotilédones, que fornecem suporte nutricional ao embrião nas fases iniciais do desenvolvimento (Marcos Filho, 2015).
A manutenção da qualidade fisiológica das sementes de soja durante o armazenamento depende fortemente das condições ambientais, especialmente da temperatura e da umidade relativa do ar. A deterioração das membranas celulares, por exemplo, é acelerada em temperaturas elevadas, comprometendo a integridade estrutural e a capacidade germinativa. Essa perda de qualidade é progressiva e irreversível, resultando em atraso na emergência das plântulas e na redução da uniformidade do estande no campo (Carvalho; Nakagawa, 2012).
Durante o período de armazenamento, processos metabólicos ainda ocorrem em baixa intensidade, sendo regulados principalmente pelas condições térmicas. Temperaturas mais baixas retardam o consumo das reservas e a degradação de enzimas como amilases, proteases e lipases, que desempenham papel fundamental na mobilização de carboidratos, proteínas e lipídios. Nas sementes de soja, cerca de 40% da composição corresponde a proteínas e aproximadamente 20% a lipídios, compostos essenciais para sustentar os processos metabólicos após a germinação. Em ambientes inadequados, o calor acelera reações oxidativas e reduz o potencial de uso desses compostos (Bewley et al., 2013).
Outro atributo fisiológico relevante é o vigor, definido como a capacidade da semente em manter sua viabilidade e originar plântulas normais mesmo em condições adversas. Esse parâmetro é diretamente influenciado pela temperatura de armazenamento, visto que ambientes quentes promovem envelhecimento acelerado. Assim, testes como condutividade elétrica, envelhecimento acelerado e emergência em areia são fundamentais para avaliar os efeitos do tempo e da temperatura sobre a qualidade fisiológica das sementes (Vieira et al., 2018).
Estudos demonstram que ambientes com altas temperaturas e elevada umidade relativa favorecem a deterioração das sementes de soja, provocando alterações bioquímicas irreversíveis. A redução da atividade respiratória e a manutenção da integridade das membranas celulares dependem diretamente da conservação em locais de baixa temperatura e umidade controlada. Dessa forma, câmaras frias ou armazéns climatizados são estratégias indispensáveis para prolongar a longevidade da semente (Kikuchi et al., 2020).
A fase de maturação fisiológica, aliada às condições de colheita e posterior armazenamento, exerce papel determinante sobre a qualidade. A colheita no ponto ideal, quando a semente apresenta teor de umidade entre 35% e 45%, deve ser seguida por um processo de secagem eficiente e armazenamento em temperaturas adequadas, evitando a aceleração da deterioração. Colheitas precoces ou tardias, associadas ao armazenamento em ambientes quentes, resultam em sementes com baixo vigor e maior suscetibilidade a patógenos (Finatto et al., 2015).
Como a soja praticamente não apresenta dormência fisiológica, suas sementes germinam rapidamente após a colheita se expostas à umidade e temperaturas elevadas. Essa ausência de dormência, embora benéfica para a uniformidade da emergência, torna a cultura mais vulnerável à perda de qualidade quando não há controle térmico no armazenamento. Nesse contexto, práticas de manejo como dessecação pré-colheita, colheita mecanizada adequada e o armazenamento em baixas temperaturas são decisivas para preservar o desempenho fisiológico das sementes (Torres et al., 2014).
2.3 Potencia fisiológico de sementes de soja
O potencial fisiológico das sementes de soja refere-se à soma de atributos que determinam sua capacidade de originar plântulas vigorosas e uniformes, em diferentes condições ambientais. Esse conceito abrange tanto a viabilidade quanto o vigor, sendo considerado um dos principais indicadores da qualidade de sementes. O adequado desempenho fisiológico das sementes é fundamental para garantir um estande inicial adequado, condição essencial para o sucesso produtivo das lavouras (França-Neto et al., 2016).
Diferente da germinação, que avalia apenas a capacidade da semente em produzir uma plântula normal em condições ideais, o vigor abrange a performance sob estresses ambientais, como temperaturas extremas e baixa disponibilidade hídrica. Assim, o vigor é considerado mais sensível e preditivo do desempenho em campo. Para culturas como a soja, que exigem alto desempenho inicial para rápida cobertura do solo, o uso de sementes com alto potencial fisiológico é crucial (Torres et al., 2017).
A avaliação do potencial fisiológico é feita por meio de testes laboratoriais padronizados, entre os quais se destacam o teste de condutividade elétrica, envelhecimento acelerado, teste de tetrazólio, emergência em areia e testes de frio. Esses métodos têm como objetivo simular condições adversas e verificar a tolerância das sementes aos diferentes tipos de estresse, fornecendo informações complementares ao teste de germinação tradicional (Vieira et al., 2012).
O teste de condutividade elétrica, por exemplo, mede o grau de integridade das membranas celulares das sementes, sendo um indicador da deterioração fisiológica. Quanto maior a liberação de eletrólitos no meio, menor o vigor da semente. Já o envelhecimento acelerado simula o processo de deterioração pelo calor e umidade, sendo muito utilizado como ferramenta para prever a longevidade e o comportamento das sementes durante o armazenamento (Guedes et al., 2020).
Outro teste amplamente utilizado é o de tetrazólio, que fornece uma estimativa rápida da viabilidade e do vigor por meio da coloração de tecidos vivos da semente. A interpretação cuidadosa desse teste permite identificar danos mecânicos, deterioração por umidade e injúrias térmicas, problemas comuns durante a colheita e o beneficiamento das sementes. Dessa forma, o teste de tetrazólio é uma ferramenta valiosa para a tomada de decisões nos programas de certificação e controle de qualidade (Machado et al., 2013).
Diversos fatores influenciam o potencial fisiológico das sementes, incluindo o ambiente de produção, o manejo da cultura, a colheita, o beneficiamento e o armazenamento. Sementes produzidas em ambientes com estresses hídricos ou nutricionais apresentam menor desempenho fisiológico, o que se reflete na redução do vigor e da capacidade de germinação em condições adversas. Por isso, o controle rigoroso dessas etapas é fundamental para assegurar a alta qualidade do material propagativo (Aumonde et al., 2019).
O armazenamento em condições inadequadas é um dos principais fatores que reduzem o potencial fisiológico das sementes. A exposição prolongada à umidade e temperaturas elevadas acelera a deterioração celular, comprometendo a estrutura das membranas, a integridade dos sistemas enzimáticos e a estabilidade do DNA. Assim, a adoção de tecnologias de armazenamento como embalagens herméticas, uso de atmosfera modificada e monitoramento ambiental contribuem para preservar o vigor por mais tempo (Baudet et al., 2014).
O uso de sementes com elevado potencial fisiológico é uma das práticas mais eficazes para garantir uniformidade na emergência e maximização do rendimento agrícola. A escolha de sementes de alta qualidade impacta diretamente o desenvolvimento inicial das plantas, reduz a necessidade de replantio e aumenta a eficiência no uso de recursos como fertilizantes e defensivos. Portanto, investir na produção e utilização de sementes com alto desempenho fisiológico é uma estratégia indispensável para o sucesso das lavouras de soja (Zucareli et al., 2015).
2.3.1 Temperatura no potencial fisiológico das sementes de soja
A temperatura é um dos principais fatores ambientais que afetam o potencial fisiológico das sementes de soja, influenciando tanto os processos de germinação quanto a conservação durante o armazenamento. Sua ação está diretamente relacionada a eventos como embebição, respiração celular e atividade enzimática, impactando a manutenção da viabilidade ao longo do tempo. Para a germinação, a faixa considerada ideal situa-se entre 25 °C e 30 °C, condições em que a maioria das sementes expressa seu máximo potencial fisiológico. Temperaturas fora desse intervalo reduzem a velocidade e a uniformidade de emergência, prejudicando o estabelecimento inicial da lavoura (Delouche; Baskin, 1973).
Em condições de baixa temperatura (abaixo de 20 °C), a redução da atividade enzimática limita a mobilização de reservas e aumenta a rigidez das membranas celulares, dificultando a absorção de água. Esse cenário favorece o aparecimento de plântulas anormais e compromete a formação do estande, especialmente quando o vigor das sementes é reduzido. Já em temperaturas elevadas (acima de 35 °C), há aceleração do metabolismo e aumento da taxa respiratória, resultando em consumo precoce das reservas sem que a plântula consiga completar seu desenvolvimento inicial. Esses mesmos efeitos de estresse térmico, quando persistentes no armazenamento, promovem rápida deterioração e perda de viabilidade (Bewley; Black, 1994).
Durante o período de estocagem, a temperatura é fator crítico para a manutenção da qualidade fisiológica. Ambientes quentes aceleram reações oxidativas e comprometem a integridade das membranas celulares, reduzindo progressivamente o vigor e a viabilidade das sementes. Dessa forma, a adoção de ambientes de armazenamento frescos, com temperaturas abaixo de 20 °C e controle de umidade relativa, é essencial para prolongar a longevidade e preservar o desempenho em campo (Copeland; McDonald, 2001).
Quando a temperatura elevada se associa à alta umidade relativa, a perda do potencial fisiológico torna-se ainda mais acentuada, em função da intensificação dos processos de deterioração celular. Os danos resultantes incluem alterações nas mitocôndrias, no sistema antioxidante e nas membranas plasmáticas, fatores que comprometem o vigor. Assim, estratégias como climatização dos armazéns e o uso de embalagens adequadas são indispensáveis para mitigar os efeitos negativos desse ambiente sobre a qualidade fisiológica das sementes (Nascimento et al., 2013).
No campo, a temperatura do solo no momento da semeadura é igualmente decisiva. Solos frios retardam a germinação, tornando-a irregular e favorecendo o ataque de patógenos, além de aumentar a competição com plantas daninhas. Por outro lado, solos excessivamente quentes, frequentes em regiões tropicais durante estiagens, podem causar danos térmicos às sementes, reduzindo a taxa de emergência. Esses efeitos confirmam a necessidade de sincronizar a semeadura com condições térmicas favoráveis para garantir o estabelecimento inicial da cultura (Carvalho; Nakagawa, 2012).
No controle de qualidade, o teste de frio é uma ferramenta importante para simular condições adversas de baixa temperatura durante a germinação. Sementes com maior vigor apresentam melhor desempenho nesse teste, formando plântulas normais mesmo sob estresse térmico. Sua aplicação em programas de monitoramento da qualidade permite identificar lotes mais tolerantes às variações térmicas, sendo especialmente útil em regiões de clima instável (Mertz et al., 2009).
Além do armazenamento e da germinação, a temperatura também afeta o metabolismo secundário das sementes, modificando a síntese de compostos antioxidantes e proteínas de reserva. Exposição a altas temperaturas durante a maturação no campo pode alterar o perfil bioquímico do embrião, tornando as sementes mais susceptíveis à deterioração posterior em condições de estocagem. Assim, práticas de manejo que considerem as condições térmicas desde a fase de campo até o armazenamento são fundamentais para a produção de sementes de soja com elevada qualidade fisiológica (Cícero; Vieira, 1994).
3 METODOLOGIA
O experimento foi conduzido durante o ano de 2025, no município de São Gotardo (MG), em uma propriedade agrícola particular. A região localiza-se a cerca de 1.100 metros de altitude, apresentando clima tropical de altitude, com verões quentes e chuvosos e invernos amenos e secos — condições ideais para o cultivo de soja. A precipitação média anual é caracterizada por forte sazonalidade, com período chuvoso que se estende aproximadamente de agosto a junho, atingindo valores máximos em dezembro (236 mm) e mínimos de cerca de 13 mm em períodos mais secos (INMET, 2025).
O delineamento experimental adotado foi o de blocos ao acaso (DBC), em arranjo fatorial 4 × 5, quatro condições e cinco períodos de armazenamento, com quatro repetições, totalizando 80 unidades experimentais.
Os tratamentos consistiram em diferentes combinações entre o uso ou não do pré-resfriamento das sementes e os ambientes de armazenamento. O pré-resfriamento foi realizado logo após o beneficiamento, utilizando um equipamento destinado à redução controlada da temperatura das sementes, sem causar dano mecânico, visando estabilizar o metabolismo antes da estocagem. Após o pré-resfriamento, as sementes foram armazenadas em galpão convencional ou em câmara fria com refrigeração ativa. Assim, as quatro condições experimentais foram:
- T1 – Sementes pré-resfriadas e armazenadas em galpão convencional;
- T2 – Sementes não resfriadas armazenadas em galpão convencional;
- T3 – Sementes pré-resfriadas e armazenadas em câmara fria (com refrigeração ativa);
- T4 – Sementes não resfriadas armazenadas em câmara fria (sem refrigeração prévia).
Os períodos de armazenamento avaliados foram de 0, 30, 60, 90 e 120 dias.
Para a avaliação da qualidade fisiológica, foram realizados os seguintes testes laboratoriais:
- Teste de germinação em rolo de papel (RP) – conduzido conforme as Regras para Análise de Sementes (RAS; MAPA, 2009), dispondo-se as sementes em papel umedecido e mantidas sob temperatura e luminosidade controladas. Esse teste permitiu determinar o potencial germinativo das sementes em condições ideais.
- Teste de emergência em areia – realizado em substrato previamente umedecido, para estimar o vigor prático das sementes, avaliando sua capacidade de originar plântulas normais em condições simuladas de campo.
- Teste de envelhecimento acelerado (EA) – utilizado para simular condições de estresse térmico e alta umidade, acelerando o processo de deterioração e permitindo estimar a longevidade e resistência fisiológica das sementes.
- Teste de tetrazólio (TZ) – realizado com solução de cloreto de 2,3,5-trifenil tetrazólio, que reage com as enzimas desidrogenases dos tecidos vivos, produzindo coloração vermelha e possibilitando identificar sementes viáveis e vigorosas.
Todos os procedimentos seguiram rigorosamente as metodologias descritas nas Regras para Análise de Sementes (RAS; MAPA, 2009) e em Nakagawa (2012), garantindo a padronização e a confiabilidade dos resultados.
Os dados obtidos para cada combinação de fatores foram submetidos à análise de variância (ANOVA) por meio do programa SISVAR® (Ferreira, 2019), considerando-se o modelo fatorial 4 × 5 em DBC. Quando observada interação significativa entre os fatores, procedeu-se ao desdobramento e comparação das médias pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade.
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO
4.1 Teste de Germinação em Rolo de Papel
Observa-se que os tratamentos com pré-resfriamento, tanto em galpão quanto em câmara fria, apresentaram melhor desempenho germinativo ao longo dos 120 dias de armazenamento (Tabela 1). O tratamento com pré-resfriamento seguido de armazenamento em câmara fria destacou-se como o mais eficiente, mantendo percentuais elevados e estáveis de germinação — 92% aos 0 e 30 dias e 90% aos 60 e 120 dias —, sem reduções expressivas durante o período experimental. Esse comportamento demonstra que a temperatura controlada associada ao resfriamento prévio é determinante para retardar o processo de deterioração, preservando a viabilidade e o vigor das sementes.
O armazenamento em galpão após pré-resfriamento também apresentou resultados satisfatórios (88–92%), situando-se ligeiramente abaixo da câmara fria, mas ainda superior aos tratamentos sem resfriamento. Tais resultados confirmam que o pré-resfriamento das sementes, mesmo quando seguido de armazenamento convencional, contribui para estabilidade fisiológica e conservação da germinação (Marcos Filho, 2015).
Tabela 1 – Teste de germinação em rolo de papel (%) de sementes de soja cultivar TMG 2370 IPRO, submetidas a diferentes condições e períodos de armazenamento, com ou sem pré-resfriamento das sementes. São Gotardo – MG, 2025.

*Médias seguidas por letras diferentes na mesma coluna diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade
Em contrapartida, as condições sem resfriamento prévio resultaram em desempenho inferior, especialmente o galpão sem controle térmico, com germinação mínima de 87% aos 60 e 90 dias. O armazenamento sem resfriamento em câmara fria apresentou comportamento intermediário, com leve vantagem sobre o galpão, mas tendência de queda mais acentuada após 90 dias. Esse padrão indica que o microclima mais estável da câmara fria ameniza, mas não elimina, os efeitos da deterioração (Carvalho; Nakagawa, 2012).
Esses resultados reforçam a eficácia do pré-resfriamento, principalmente quando associado à câmara fria, na manutenção da capacidade germinativa da soja. O teste de germinação evidenciou que o controle térmico reduz a deterioração fisiológica, assegurando maior uniformidade e vigor das plântulas (Reis et al., 1995).
4.2 Teste de Emergência em Areia
De modo geral, os tratamentos com resfriamento prévio mantiveram maiores índices de emergência durante os 120 dias de armazenamento (Tabela 2). O destaque foi novamente para o armazenamento em câmara fria com sementes pré-resfriadas, que apresentou valores entre 93% e 96%, superiores estatisticamente em diversos períodos, especialmente aos 60 e 120 dias.
Tabela 2 – Índice de emergência em areia (%) de sementes de soja cultivar TMG 2370 IPRO, submetidas a diferentes condições e períodos de armazenamento, com ou sem pré-resfriamento das sementes. São Gotardo – MG, 2025.

*Médias seguidas por letras diferentes na mesma coluna diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade
O galpão com sementes pré-resfriadas também apresentou bom desempenho (93–96%), demonstrando que sistemas de resfriamento aplicados antes do armazenamento são capazes de preservar o vigor, desde que a temperatura do ambiente permaneça estável (Marcos Filho, 2015).
As sementes não resfriadas, em especial as armazenadas em galpão, exibiram reduções mais acentuadas já a partir de 30 dias (até 90%), o que confirma que a ausência de resfriamento inicial acelera a deterioração, elevando a respiração e o estresse oxidativo (Vieira et al., 2018). As não resfriadas em câmara fria tiveram desempenho intermediário, beneficiadas pela menor oscilação térmica do ambiente (Henning et al., 2016).
Esses resultados demonstram que o pré-resfriamento das sementes, especialmente quando seguido de armazenamento refrigerado, reduz a taxa de deterioração fisiológica e mantém o potencial de emergência, o que é crucial para a formação de estandes uniformes e vigorosos (Ferreira et al., 2017).
4.3 Teste de Envelhecimento Acelerado
Os resultados do teste de envelhecimento acelerado (%) (Tabela 3) mostraram que o pré-resfriamento seguido de armazenamento em câmara fria foi o tratamento mais eficiente, mantendo valores elevados e estáveis (94–96%) durante todo o período experimental. Em todos os tempos avaliados, esse tratamento apresentou superioridade estatística, indicando que a redução térmica antes da estocagem minimiza o impacto do envelhecimento fisiológico.
Tabela 3 – Teste de envelhecimento acelerado (%) de sementes de soja cultivar TMG 2370 IPRO, em função de diferentes condições e períodos de armazenamento, considerando o efeito do pré-resfriamento. São Gotardo – MG, 2025.

*Médias seguidas por letras diferentes na mesma coluna diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade
As sementes não resfriadas e armazenadas em galpão apresentaram os menores índices de vigor (87% aos 90 e 120 dias), evidenciando aceleração da deterioração causada por maior atividade metabólica e estresse oxidativo (Vieira et al., 2018). O armazenamento sem resfriamento em câmara fria apresentou desempenho intermediário, enquanto o galpão com sementes pré-resfriadas manteve vigor próximo a 90%, mostrando-se alternativa viável quando o acesso a câmaras frias é limitado (Marcos Filho, 2015).
Esses achados reforçam que o resfriamento prévio associado a ambientes frios e estáveis é determinante para prolongar o vigor das sementes. O teste de envelhecimento acelerado comprovou que essa prática retarda a deterioração celular e contribui para a manutenção da qualidade fisiológica até o momento da semeadura (Bewley et al., 2013; Zuchi et al., 2013).
4.3 Teste de Tetrazólio
A Tabela 4 evidencia que os tratamentos com pré-resfriamento, sobretudo o armazenamento em câmara fria, apresentaram maiores índices de vigor ao longo dos 120 dias (92–96%), sendo estatisticamente superiores em vários períodos. Aos 0 dias, as sementes pré-resfriadas e armazenadas em câmara fria atingiram o maior valor (96%), seguidas pelas pré-resfriadas em galpão (94%), demonstrando o efeito imediato e persistente do resfriamento na integridade dos tecidos embrionários.
Tabela 4 – Teste de vigor de tetrazólio (%) de sementes de soja cultivar TMG 2370 IPRO, submetidas a diferentes condições e períodos de armazenamento, com ou sem pré-resfriamento das sementes. São Gotardo – MG, 2025.

*Médias seguidas por letras diferentes na mesma coluna diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade
Em todos os tratamentos houve leve redução de vigor ao longo do tempo, porém essa diminuição foi menos acentuada nas sementes resfriadas. As não resfriadas em galpão apresentaram as menores médias (87–88%), confirmando a maior vulnerabilidade fisiológica em condições de temperatura elevada. O armazenamento em câmara fria sem resfriamento prévio apresentou comportamento intermediário.
O teste de tetrazólio, por avaliar diretamente a viabilidade e o vigor dos tecidos, mostrou que o resfriamento inicial e o armazenamento controlado reduzem danos oxidativos e preservam a atividade enzimática essencial (Aumonde et al., 2019). Resultados semelhantes foram relatados por Meneghello (2017), que observou manutenção prolongada do vigor de sementes de soja armazenadas sob resfriamento dinâmico a 13 °C, confirmando que a redução térmica controlada e precoce é um fator decisivo para prolongar a longevidade fisiológica das sementes.
Os resultados obtidos nos diferentes testes fisiológicos, germinação em rolo de papel, emergência em areia, envelhecimento acelerado e tetrazólio, demonstraram de forma consistente que o pré-resfriamento das sementes, aliado ao armazenamento em ambiente com temperatura controlada, constitui uma estratégia altamente eficiente para preservar a qualidade fisiológica da soja durante o período de estocagem.
As sementes pré-resfriadas e armazenadas em câmara fria apresentaram, de maneira geral, maior estabilidade e vigor ao longo de 120 dias, mantendo elevados percentuais de germinação e emergência, bem como maior resistência ao estresse térmico simulado. O armazenamento em galpão após o pré-resfriamento também se mostrou eficiente, configurando-se como uma alternativa viável para propriedades que ainda não dispõem de câmaras frias, desde que haja controle mínimo das condições ambientais.
Em contrapartida, as sementes não submetidas ao pré-resfriamento apresentaram queda acentuada nos índices de vigor e germinação ao longo do tempo, evidenciando que a ausência de estabilização térmica inicial acelera a deterioração fisiológica e compromete a uniformidade de emergência das plântulas.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A adoção do pré-resfriamento logo após o beneficiamento, associada a um armazenamento em ambiente de temperatura reduzida e estável, é fundamental para garantir a longevidade, o vigor e a viabilidade das sementes de soja, refletindo em melhor desempenho agronômico e maior segurança no estabelecimento da lavoura. O investimento em tecnologias de resfriamento e controle térmico durante o armazenamento representa, portanto, uma estratégia sustentável e economicamente vantajosa para o sistema produtivo, assegurando a qualidade das sementes e a eficiência das etapas iniciais de produção.
O pré-resfriamento das sementes, aliado ao armazenamento em ambiente termicamente estável, mostrou-se uma prática eficaz para prolongar a viabilidade e o vigor, reduzindo perdas e garantindo maior uniformidade na implantação da lavoura. Assim, recomenda-se a adoção dessa tecnologia como estratégia viável e sustentável para sistemas de produção de sementes de soja de alta qualidade.
REFERÊNCIAS
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