THE PREVALENCE OF VIRAL HEPATITIS IN THE LARGE MUNICIPALITIES OF THE TOCANTINA REGION BETWEEN 2017 AND 2021
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/dt10202512091955
Anna Clara Costa Gomes¹; Antônio Frivaldo Marinho Neto; Maghali Nereida de Sousa Silva; Maria Vitória de Carvalho Lemos; Raynara Brito Silva; Orientadora: Marcelo Hubner Moreira²
RESUMO
Introdução: As hepatites virais são consideradas doenças infecciosas de grande impacto frente à morbidade e mortalidade mundial, geralmente de caráter silencioso, consideradas um grave problema de saúde pública. São doenças causadas por diferentes agentes etiológicos com tropismo primário nos hepatócitos onde os agentes causadores são os vírus das hepatites A, B, C, D e E. Objetivo: Descrever o perfil epidemiológico dos casos confirmados das Hepatites Virais nos municípios da macrorregião Sul do Maranhão no período de 2015 a 2020 através de dados obtidos pelo Sistema de Informação de Agravos de (SINAN). Metodologia: Trata-se de um estudo epidemiológico, retrospectivo e descritivo de cunho populacional, utilizando-se dados secundários, no qual foi realizada uma pesquisa de casos por hepatite viral tipos A, B, C notificados no período de 2015 a 2020, obtidos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Foram avaliados aspectos relacionados à quantidade de casos por municípios da região, ao gênero, faixa etária, raça, escolaridade. Tabularam-se os dados, utilizando os programas TABNET e Microsoft Office Excel 2019. Resultados: Entre os grupos afetados para ambas as hepatites, os indivíduos mais acometidos foram do gênero masculino, adultos entre 20 e 39 anos de idade, pardos e com ensino médio completos casos, e o principal município com maior casos notificados foi Imperatriz. Conclusão: Conclui-se a necessidade de avaliação periódica da qualidade dos dados notificados no SINAN e a continuidade da vigilância epidemiológica no estado, além da necessidade de estratégias eficientes que combatam essa situação.
Palavras-chave: Hepatites virais humanas; Epidemiologia; Saúde Pública.
ABSTRACT
Introduction: Viral hepatitis is considered an infectious disease of great impact in terms of morbidity and mortality worldwide, generally of a silent character, and considered a serious public health problem. They are diseases caused by different etiological agents with primary tropism in hepatocytes where the causative agents are the hepatitis A, B, C, D, and E viruses.
Objectives: To describe the epidemiological profile of the confirmed cases of Viral Hepatitis in the municipalities of the Southern Maranhão macro-region in the period from 2015 to 2020 through data obtained by the Severe Diseases Information System (SINAN). Methodology: This is an epidemiological, retrospective and descriptive study of populational nature, using secondary data, in which a survey of cases of viral hepatitis types A, B, C reported in the period from 2015 to 2020, obtained in the Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), was conducted. Aspects related to the number of cases per municipalities in the region, gender, age group, race, and education were evaluated. The data were tabulated using the TABNET and Microsoft Office Excel 2019 programs. Results: Among the affected groups for both hepatitis, the most affected individuals were male, adults between 20 and 39 years of age, brown-skinned, and with complete high school education cases, and the main municipality with the most notified cases was Imperatriz. Conclusion: We conclude the need for periodic evaluation of the quality of data reported in SINAN and the continuity of epidemiological surveillance in the state, as well as the need for efficient strategies to combat this situation.
Keywords: Human Viral Hepatitis; Epidemiology; Public Health.
1. INTRODUÇÃO
As hepatites virais são de significante importância para a saúde pública, devido a quantidade de indivíduos acometidos pelas possíveis complicações e a capacidade de cronificar. As hepatites virais, são doenças desenvolvidas no fígado, geradas por diferentes agentes etiológicos. Na atualidade, foram identificados como vírus mais frequentes causadores de hepatites: A, B, C, D, E, na qual o vírus da hepatite B, C e D, são considerados mais sérios, pois podem tornar-se crônicos (ROCHA, 2009).
As hepatites virais passaram a ser doença de notificação compulsória a partir de 2003 (Ministério da Saúde, 2005). É crucial citar que as infecções virais são causas importantes de afecções na faixa etária pediátrica, inclusive de agentes causadores de doença hepática como as hepatites, que configuram importante problema de saúde pública no Brasil e no mundo (NUNES, 2016).
Nesse contexto, as hepatites virais decorrem da infecção por patógenos hepatotrópicos e podem cursar com evolução aguda, fulminante ou crônica, sintomática ou assintomática, de acordo com a resposta imunológica do paciente e da patogenicidade do vírus (NUNES, 2016). Eles são agrupados conforme a via de transmissão em: tipo fecal-oral – vírus A e E –e parenteral –vírus B, C, D. Sendo as formas A, B, e C estão relacionadas em sua maioria às formas agudas da infecção. Conforme Lopes e Shinoni, a infecção pelo VHB é uma das principais causadoras de hepatopatia em todo o mundo, constituindo um grave problema de saúde pública, visto que, cerca de 500 mil a 1,2 milhões de pessoas por ano morrem em consequência da infecção provocada pelo VHB, por cirrose ou hepatocarcinoma.
Independente do vírus envolvido, o curso da hepatite aguda típica e similar e pode ser dividido em fases clínicas. O período de incubação que equivale a entrada do vírus no organismo e o aparecimento dos sintomas. A fase pré-ictérica que é caracterizada por um conjunto de sintomas não específicos que antecedem o aparecimento da icterícia. A fase ictérica que possui duração e intensidade variável, e caracteriza-se pelo escurecimento da urina (colúria), devido à presença da bilirrubina, seguido de icterícia e fezes esbranquiçadas (acolia). E a fase de convalescença, em que os sintomas clínicos vão desaparecendo, prevalecendo apenas discretas alterações enzimáticas (CORDOVA et al, 2007). Ademais, a expressão clínica mais grave da hepatite aguda é a forma fulminante, caracteriza-se pelo aparecimento de encefalopatia, dentro das primeiras oito semanas, com ausência de enfermidade hepática prévia (TRINDADE, 2005).
Outrossim, os mecanismos etiopatológicos da cirrose estão relacionados com várias causas: hepatite viral crônica (B e C); esteatohepatite não-alcoólica; hepatite autoimune; lesão hepática induzida por álcool; infecções e parasitoses; colangite; causas raras como doença celíaca e fibrose cística, entre outras (FONSECA, 2010). Tais literaturas como de BUSTÍOS et al (2017) afirmam que as causas mais frequentes de cirrose é o álcool, seguido das hepatites crônicas B e C. Entretanto, além da evolução para cirrose hepática (CH), esses vírus também apresentam associação com carcinoma hepatocelular (CARVALHO et al, 2014).
A hepatite C é a principal causa de transplante hepático nos países desenvolvidos e nos EUA é a infecção crônica de transmissão sanguínea mais comum. Em relação à hepatite B, em 2005 mais de 2 bilhões de pessoas no mundo teriam se infectado por esse vírus, sendo que cerca de 360 milhões delas, apresentariam risco de desenvolver uma hepatopatia grave e câncer de fígado. Nesse estudo sobre a prevalência de cirrose por hepatite B e C, por 100 mil habitantes segundo a faixa etária, sexo e grandes regiões, chegaram à conclusão de que a região Norte do Brasil, foi a que apresentou uma maior prevalência de cirrose por essas hepatites, os homens apresentaram maiores prevalências em todas as grandes regiões, sendo que a faixa etária mais comum é entre 50 e 59 anos (CARVALHO et al, 2014).
Outrossim, levando em consideração as repercussões clínicas dos cirróticos e os achados ao exame físico, as complicações mais comuns no ambulatório foram: a ascite, um ou mais episódios de HDA, a EH, e a PBE. Ademais, segundo Bittencourt e Zollinger (2017), o sangramento por varizes de esôfago podem acometer 33 a 50% dos portadores de cirrose, além disso, estima-se que 50% dos cirróticos desenvolvam ascite ao longo da vida. No estudo de MIZPUTEN (2007) ele chega à conclusão de que a mortalidade dos pacientes cirróticos com ascite corresponde à 50%, em dois anos após sua instalação.
No entanto, certas condições como heterogeneidade socioeconômica, distribuição irregular dos serviços de saúde e incorporação desigual de tecnologia avançada para diagnóstico e tratamento de enfermidades são elementos relevantes, que devem ser considerados na avaliação do processo endêmico-epidêmico das hepatites virais (FERREIRA, 2004).
Dado que a magnitude das hepatites não se limita à morbidade, ou seja, ao número de pessoas infectadas; estende-se também às complicações das formas agudas e crônicas, considerando que os vírus causadores determinam uma ampla variedade de apresentações clínicas: de portador assintomático a hepatite aguda ou crônica, até cirrose e carcinoma hepatocelular (PASSOS, 2006).
Para a avaliação prognóstica do paciente, utiliza-se a classificação Child-Turcotte Pugh (CPT), que se baseia em critérios clínicos e laboratoriais: Child A: 5-6 pontos, B 7-9 pontos e C: a partir de 10 pontos. No estudo de BUSTÍOS et al (2007), os pacientes com Child C a mortalidade foi de 10,9%, as com Child B foi de 1,0%, e as em estágio Child A foi de 0%. A pontuação do modelo de doença hepática em fase terminal (MELD), prever a mortalidade de pacientes que não foram submetidos a transplante hepático, ela tem como base a medição de bilirrubina, sódio e razão normalizada internacional (INR) e creatinina (SBH et al., 2020). Sendo que, o paciente com MELD maior ou igual a 15, CHILD B-9 e /ou com complicações, o transplante hepático é o tratamento definitivo.
Diante do exposto, evidencia-se a necessidade de um delineamento sobre a prevalência de hepatites virais na macrorregião do sul do Maranhão para um diagnóstico situacional sobre o controle das hepatites virais, considerando sua contribuição para as estatísticas da região. Some-se a isso, difundir conhecimento em relação a essa patologia, visto que esse aprendizado pode estabelecer padrões de gerenciamento de pacientes, ademais, considera-se importante nesse estudo a importância de políticas públicas frente à conscientização da população, bem como auxiliar profissionais de saúde na avaliação e tratamento destes pacientes.
Essa pesquisa poderá contribuir para auxiliar o planejamento de futuras estratégias no processo saúde-doença, e também na organização dos serviços locais, além de ajudar a garantir que os portadores de hepatites virais sejam assistidos em todos os níveis de atenção preconizado pelo SUS. Pois, todavia, a hepatite continua sendo sério problema de saúde pública porque seu desenvolvimento ocorre por doenças evitáveis e preveníveis e mostra-se com forte tendência de morte por suas complicações.
2. OBJETIVOS
2.1. Objetivo Geral
– Descrever a prevalência de hepatites virais nos municípios da macrorregião do Sul do Maranhão entre os anos de 2015 a 2020.
2.2. Objetivos Específicos
– Quantificar a quantidade de casos notificados entre os anos de 2015 e 2020. – Descrever a prevalência das hepatites virais segundo as variáveis: gênero, faixa etária, raça, e escolaridade.
– Avaliar quais são as hepatites mais prevalentes nos municípios da macrorregião do Sul do Maranhão.
– Descrever quais municípios tem mais casos notificados.
3. METODOLOGIA
Trata-se de um estudo epidemiológico, retrospectivo e descritivo de cunho populacional, utilizando-se dados secundários (Andrade Jr, et al., 2020). A pesquisa epidemiológica dos casos de hepatite C foi realizada no estado do Maranhão, Brasil, no período de 2015 a 2020. Os dados foram coletados no site do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), a partir do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). As informações estão na seção de informação de saúde (TABNET), na opção epidemiologia e morbidades. Devido ao estudo ter utilizado somente dados secundários de domínio público disponibilizados pelo Ministério da Saúde através do DataSUS não houve necessidade de submeter essa pesquisa ao Comitê de Ética de acordo com a Resolução CNS 466/12.
O Estado do Maranhão está localizado na região nordeste do Brasil, com uma população estimada em 2019 de 7.075.181 habitantes. Possui uma densidade demográfica 19,81 hab/km², 1.178.949 matrículas no ensino fundamental e 311.830 no ensino médio. Rendimento nominal mensal domiciliar per capita 636,00 e um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,639.
As variáveis estudadas foram às seguintes: quantidade de casos no Estado, gênero, faixa etária, raça, escolaridade, classificação final e de diagnóstico laboratorial. Nas tabelas e gráficos foram aplicadas a estatística descritiva através de frequências absolutas e relativa, sendo processados nos programas Microsoft Office Microsoft Excel 2019 e Tab para Windows (TabWin) versão 4.14.
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
A partir da análise dos dados, constata-se que foram registradas, no Maranhão, ao todo 1.946 casos confirmados de hepatites virais, entre os anos 2015 e 2020. No que concerne à variação no número de casos no decorrer dos anos analisados, tem-se que foi observado uma tendência ao crescimento no número de casos notificados dentre os anos analisados no presente estudo, onde o ano de 2018 com 451 casos, representa o ano com o maior número de casos, representando um percentual de 23,17%, em comparação aos outros anos (FIGURA 1).
Entretanto, com o passar dos anos houve uma diminuição no número de notificações, principalmente em 2020, como mostra a Figura 1. Dentre as possíveis motivações para essa ocorrência tem-se o desenvolvimento de campanha que contribuem para a prevenção, maior autocuidado e conhecimento da doença por parte da população, além do diagnóstico e tratamento precoce da doença (Sulzbacher, 2017).
FIGURA 1: Casos confirmados Notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação – Maranhão. Casos confirmados por Ano Diag/sintomas. Período:2015-2020.

Observando os casos notificados, avaliando a macrorregião do Sul do Maranhão, comparando com o estado do Maranhão, a macrorregião sul representa 18,13% dos casos notificados. Desses na macrorregião Sul do Maranhão, o ano de 2018, foi o ano com o maior percentual de casos notificados representando 28,04% e assim como aconteceu com todo estado, a macrorregião teve uma queda dos números de notificação em 2020 (FIGURA 2).
FIGURA 2: Casos confirmados Notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação – Maranhão. Macrorreg.de Saúde de notific: MACRORREGIAO SUL. Período:2015-2020.

Analisando a incidência das hepatites virais segundo os municípios de notificação, que compõem na macrorregião do Sul do Maranhão, o município de Imperatriz possui o maior número de casos notificados (64,02%), seguido da cidade de Balsas (7,08%) logo em seguida a cidade de Barra do Corda (6,79%) (FIGURA 3).
FIGURA 3: Casos confirmados Notificados segundo Município de notificação. Período:2015-2020.

Tendo em vista o número total de notificações das hepatites virais segundo o sexo do paciente, o genero masculino representa um maior numero de casos (181), enquanto o genero feminino representa um total de (172) casos registrados no SINAN, essa configuração está associado a procura precosse ao atendimento médico do genero feminino (FIGURA 4).
FIGURA 4: Hepatites virais – casos confirmados por sexo notificados no sistema de informação de agravos de notificação – Maranhão. Período: 2015-2020.


No que concerne ao número de segundo as faixas etárias, tem-se que a faixa de 20 a 39 anos apresentou o maior número de casos, com 121, aproximadamente 34,27% do total registrado na macrorregiao, seguida da faixa de 40 a 59 anos, o menor número da faixa etária compreende crianças menores de 1 ano, onde foi notificado apenas 2 casos; 1 casa em 2016 e 1 caso em 2017. A maior proporção de casos observado nessa população pode ser atribuída à exposição prolongada a situações de risco durante a vida, como também pelo motivo do vírus ter sido descoberto somente em 1989, implicando na implantação de medidas de controle, como triagem sorológica em bancos de sangue, somente nos últimos 15 anos (Campos, 2008) (FIGURA 5).
FIGURA 5: Casos confirmados por Faixa Etária segundo Ano Diag/sintomas. Ano Diag/sintomas: 2015, 2016, 2017, 2018, 2019, 2020. Macrorreg.de Saúde de notific: 2109 MACRORREGIAO SUL. Período: 2015- 2020

Observando a prevalência quando analisado quanto a raça, é possível verificar que a parda 257 casos, prevalece nos números de notificação em todos os anos analisados, representando 72,80% dos casos, principalmente no ano de 2018 (FIGURA 6).
FIGURA 6: Casos confirmados por Ano Diag/sintomas e Raça. Ano Diag/sintomas: 2015, 2016, 2017, 2018, 2019, 2020. Macrorreg.de Saúde de notific: 2109 MACRORREGIAO SUL. Período: 2015-2020

Ainda relativo à caracterização sociodemográfica, correspondente aos casos segundo grau de escolaridade, pode-se observar que a maior prevalência de casos de infecção de hepatites virais encontra-se em pessoas com ensino médio completo (21,52%), e em menor prevalência em pessoas com o ensino superior completo (0,84%). (FIGURA 7)
FIGURA 7: Casos confirmados por Ano Diag/sintomas e Escolaridade. Ano Diag/sintomas: 2015, 2016, 2017, 2018, 2019, 2020. Macrorreg.de Saúde de notific: 2109 MACRORREGIAO SUL. Período: 2015-2020

Por fim, a avaliação foi sobre a classificação etiológica. Os casos advindos da infecção pelo vírus da hepatite B foram predominantemente maiores ao longo dos anos (49,00%). Há também uma inclinação significativa de aumento também para o vírus da hepatite C (30,87%), conforme dados notificados no SINAM no período de 2015 a 2020. (FIGURA 8).
FIGURA 8: Casos confirmados por Ano Diag/sintomas e Class. Etiológica. Ano Diag/sintomas: 2015, 2016, 2017, 2018, 2019, 2020. Macrorreg.de Saúde de notific: 2109 MACRORREGIAO SUL. Período: 2015-2020

5. CONCLUSÃO
Assim, evidenciou-se a alta prevalência da hepatite B no macrorregião sul do Maranhão no ano de 2015 e 2020, com predomínio em indivíduos do gênero masculino, com a faixa etária de 20 a 39 anos, de etnia parda, ensino médio completo, sendo todos os casos confirmados laboratorialmente. Neste sentido, este estudo contribui para alertar as autoridades de saúde sobre a importância do agravo e da necessidade de implementação de estratégias de enfrentamento, ao mesmo tempo em que estimula a realização de outros estudos para melhor compreensão da situação. Desse modo, espera-se que seja intensificada a educação permanente, principalmente com relação à intensificação de ações preventivas contra as hepatites virais.
Portanto, observa-se que tem havido avanços no combate às hepatites virais no contexto brasileiro, o que está associado à melhoria nos parâmetros do saneamento básico brasileiro. E com a finalidade de evitar péssimos desfechos a população vulnerável, requer medidas enérgicas no que concerne à promoção de saúde para a população, abrangendo desde a detecção precoce dos pacientes já doentes, bem como à assistência médica de qualidade a estes.
Considera-se ainda que a vigilância epidemiológica constitui-se como ferramenta imprescindível para a determinação do risco de infecção e perfil dos pacientes infectados, possibilitando a implementação de medidas de prevenção e controle das hepatites virais. Ressalta-se a importância de uma melhor coleta de informações dos pacientes com vista ao processo de investigação e notificação, principalmente no Sistema de Notificação.
REFERÊNCIAS
A, B, C, D e E em município da região oeste do Estado do Pará, Brasil. 2016.
AUTORES, D. (s.d.). Fonte: Sociedade Brasileira de Hepatologia: https://www.sbhepatologia.org.br/pdf/anais_21congresso.pdf> Acesso em Jan. 2022.
BITTENCOURT, P. L., & Zollinger, C. C. (2017). Manual de Cuidados Intensivos em Hepatologia – 2ª Edição. Manole.
BUSTÍOS, Sánchez Carla; DÁVALOS, Moscol Milagros; ROMÁN, Vargas Rosana; ZUMAETA Eduardo Villena. Características Epidemiológicas y Clínicas de la Cirrosis Hepática en la Unidad de Hígado del HNERM Es-Salud. Rev. gastroenterol. Perú, jul./set. 2007, vol.27, n.3, p.238-245. ISSN 1022-5129.
CARVALHO, Juliana Ribeiro de et al. Método para estimação de prevalência de hepatites B e C crônicas e cirrose hepática – Brasil, 2008. Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília, v. 23, n. 4, p. 691-700, dez. 2014.
CORDOVA, C. M. M. de et al. Sorologia para o vírus da Hepatite E em gestantes: clinicamente importante ou desnecessário? Revista brasileira de analise clinica, Rio de Janeiro, v. 39, n. 4, p. 269-273, 2007. Disponível em: <http://www.sbac.org.br/pt/pdfs/rbac/rbac_39_04/RBAC_39_4_07%20pdf.pdf>. Acesso em: 28 fev. 2008.
CRUZ, C.R.B.; SHIRASSU, M.M.; MARTINS, W.P. Comparação do perfil epidemiológico das hepatites B e C em um serviço público de São Paulo. Arq. Gastroenterol. [online], v. 46, n.3, jul./set. 2009.
Ferreira CT, Silveira TR. Hepatites virais: aspectos da epidemiologia e da prevenção. R. bras. Epidemiol. 2004;7(4):473-87.
Fibrose hepática e marcadores. (Novembro de 2020). Fonte: SOCIEDADE BRASILEIRA DE HEPATOLOGIA: https://www.sbhepatologia.org.br/pdf/9.pdf> Acesso em Dez. 2020.
FONSECA, Maria da Luz Diogo da. Mortalidade na rotura de varizes esofágicas em doentes com cirrose-factores de prognósticos. 2010. 50 f. Dissertação (Mestrado Integrado em Medicina) – Faculdade da Ciência da Universidade da Beira Interior, Portugal.
Lopes TGSL., Shinoni MI. Aspectos gerais da hepatite B. Rev de Ciências Médicas e Biológicas, 2011 set/dez; 10(3):337-344.
MINISTÉRIO DA SAÚDE – Doenças infecciosas e parasitárias: guia de bolso/ Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde. 6 ed.rev. Brasília: Ministério da Saúde, 2005.
Ministério da Saúde (MS), Secretaria de Vigilância em Saúde. (2021a). Coordenação Geral de Desenvolvimento da Epidemiologia em Serviços. (5. ed.) Brasília: Ministério da Saúde.
MIZPUTEN, Stender JanKiel. Guia de Gastroenterologia. 2a ed. Barueri, SP: Mendes, p 171- 187, 2007.
Mota, J. J. P. (2014). Saneamento Básico e seu Reflexo nas Condições Socioambientais da Zona Rural do Baixo Munin-MA. (Dissertação de Mestrado, Universidade Estadual do Maranhão).
NUNES, Heloisa Marceliano, et al. Soroprevalência da infecção pelos vírus das hepatites
Passos ADC. Hepatite C: aspectos críticos de uma epidemia silenciosa. Cad. Saúde Públ. 2006;22(8):120-6.
Sulzbacher, A. (2017). O perfil epidemiológico de portadores da hepatite B, de um município do interior do Rio Grande do Sul. Universidade de Santa Cruz do Sul, (Trabalho de conclusão de Curso-TCC) ,Santa Cruz do Sul.
TRINDADE, C. M. Identificação do Comportamento das Hepatites Virais a partir da exploração de bases de dados de Saúde Pública. 2005. Dissertação (Mestrado em Tecnologia em saúde) – Universidade Católica do Paraná, Curitiba, 2005.
1Universidade Ceuma (UNICEUMA)
annaclaracostagomes30062001@gmail.com
2Universidade Ceuma (UNICEUMA)
professorhubner@gmail.com
