INDICADORES DE DESEMPENHO (KPIS) COMO FERRAMENTAS DE GESTÃO PARA AVALIAR A EFICIÊNCIA DAS OPERAÇÕES AEROPORTUÁRIAS

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202511032057


Francisco Oliveira da Silva
Orlem Pinheiro de Lima


RESUMO

Os indicadores de desempenho (Key Performance Indicators – KPIs) constituem ferramentas essenciais para mensurar a eficiência e a qualidade das operações aeroportuárias em um cenário global cada vez mais competitivo. Este artigo teve como objetivo analisar, sob uma perspectiva técnico-gerencial e estratégica, os principais KPIs utilizados na gestão aeroportuária e sua aplicação na avaliação da eficiência operacional, sustentabilidade e experiência do passageiro. Para tanto, realizou-se uma pesquisa bibliográfica de caráter qualitativo e exploratório, fundamentada em artigos científicos disponíveis em bases como ScienceDirect, Web of Science, Google Acadêmico, PLOS ONE e SciELO. Foram analisadas publicações de autores de referência na área, como Henke, Eshtaiwi, Evler, Andersson e Silva, abrangendo metodologias como Data Envelopment Analysis (DEA), Network DEA e modelos de predição dinâmica. Os resultados evidenciaram que o uso estruturado de KPIs promove ganhos expressivos em eficiência técnica, previsibilidade operacional e satisfação do usuário, além de favorecer práticas de sustentabilidade e inovação tecnológica. Constatou-se, ainda, que a padronização internacional de indicadores pela International Civil Aviation Organization (ICAO) e pelo Airport Council International (ACI) fortalece o benchmarking global, embora exija adaptações ao contexto local. Conclui-se que a adoção integrada de KPIs bem definidos e cientificamente embasados contribui para a modernização da gestão aeroportuária, consolidando aeroportos mais eficientes, sustentáveis e centrados no usuário, alinhados às metas internacionais de desempenho e descarbonização da aviação civil.

Palavras-chave: Indicadores de desempenho; KPIs; Eficiência operacional; Aeroportos; Sustentabilidade.

ABSTRACT

Performance indicators (Key Performance Indicators – KPIs) are essential tools for measuring the efficiency and quality of airport operations in an increasingly competitive global environment. This article aimed to analyze, from a technical, managerial, and strategic perspective, the main KPIs applied in airport management and their role in evaluating operational efficiency, sustainability, and passenger experience. A qualitative and exploratory bibliographic research was conducted, based on scientific articles available in databases such as ScienceDirect, Web of Science, Google Scholar, PLOS ONE, and SciELO. Publications by key authors in the field, including Henke, Eshtaiwi, Evler, Andersson, and Silva, were analyzed, covering methodologies such as Data Envelopment Analysis (DEA), Network DEA, and dynamic prediction models. The results showed that the structured use of KPIs leads to significant improvements in technical efficiency, operational predictability, and user satisfaction, in addition to promoting sustainability practices and technological innovation. It was also found that the international standardization of indicators by the International Civil Aviation Organization (ICAO) and the Airports Council International (ACI) strengthens global benchmarking, although it requires adaptation to local contexts. It is concluded that the integrated adoption of well-defined and scientifically grounded KPIs contributes to the modernization of airport management, consolidating more efficient, sustainable, and user-centered airports aligned with international performance and decarbonization goals.

Keywords: Performance indicators; KPIs; Operational efficiency; Airports; Sustainability.

1 INTRODUÇÃO

Nas últimas décadas, o setor aeroportuário tem passado por profundas transformações impulsionadas pela globalização, pelo crescimento do transporte aéreo e pela necessidade de aprimorar a eficiência operacional. Nesse contexto, a mensuração do desempenho por meio de indicadores-chave (Key Performance Indicators – KPIs) tornou-se uma ferramenta indispensável para a gestão moderna dos aeroportos, possibilitando o monitoramento contínuo de processos, a identificação de gargalos e o apoio à tomada de decisão baseada em evidências (Humphreys; Francis, 2002). Os KPIs oferecem uma visão abrangente sobre aspectos como pontualidade, tempo de turnaround, produtividade de recursos e satisfação do passageiro, permitindo que gestores alinhem objetivos estratégicos e operacionais à busca por excelência em serviços (Eshtaiwi et al., 2018).

A crescente complexidade das operações aeroportuárias exige a adoção de métodos analíticos e tecnológicos que garantam o equilíbrio entre eficiência operacional e qualidade do serviço prestado. Estudos demonstram que aeroportos de alta performance utilizam modelos de avaliação integrados que combinam eficiência técnica, econômica e ambiental, adotando métricas multidimensionais baseadas em metodologias como a Data Envelopment Analysis (DEA) e a Análise de Fronteira Estocástica (SFA) (Henke; Kautzsch; Esposito, 2021). A integração desses modelos permite mensurar a produtividade relativa de cada terminal e compreender como variáveis exógenas, como clima e infraestrutura, impactam o desempenho operacional (Chen et al., 2025).

Além do aspecto técnico, a avaliação da eficiência aeroportuária está intrinsecamente relacionada à percepção do usuário e à experiência do passageiro. A satisfação do cliente é considerada um KPI estratégico, uma vez que reflete não apenas a qualidade do serviço, mas também a competitividade e a imagem institucional do aeroporto (Henke; Kautzsch; Esposito, 2021). Assim, a combinação de indicadores de desempenho quantitativos e qualitativos contribui para a formação de um diagnóstico abrangente, essencial para a implementação de políticas de melhoria contínua e sustentabilidade (Silva; Almeida, 2025).

Os aeroportos também enfrentam pressões crescentes para otimizar processos de ground handling e turnaround, considerados os pontos críticos da eficiência operacional. Pesquisas recentes indicam que o tempo de giro das aeronaves é um dos principais determinantes de rentabilidade e capacidade, sendo amplamente utilizado como métrica comparativa de desempenho (Evler; Lademann; Fricke, 2021). Nesse sentido, o uso de tecnologias preditivas, como redes neurais e modelos de simulação baseados em Time Transition Petri Nets, tem sido aplicado com sucesso para prever atrasos e otimizar a alocação de recursos (Cui et al., 2024).

No contexto brasileiro, a modernização da infraestrutura aeroportuária e os processos de concessão trouxeram à tona a importância de indicadores que traduzam a eficiência operacional em resultados econômicos e sociais tangíveis. A aplicação de modelos DEA e de análise de eficiência em rede (Network DEA) tem evidenciado diferenças significativas de produtividade entre aeroportos administrados pela iniciativa privada e pela Infraero, reforçando a relevância dos KPIs como instrumentos de gestão estratégica e de transparência pública (Silva; Almeida, 2025).

Em âmbito global, a padronização de KPIs pelo Airport Council International (ACI) e pela International Civil Aviation Organization (ICAO) tem fortalecido a comparabilidade internacional e incentivado práticas de benchmarking entre aeroportos. Essa harmonização metodológica tem permitido identificar padrões de excelência operacional, reduzir assimetrias de informação e promover maior competitividade no setor (Andersson Granberg; Oquillas Muñoz, 2013). A incorporação de dimensões de sustentabilidade, segurança e experiência do passageiro reflete uma visão contemporânea de desempenho, alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e às metas de descarbonização da aviação civil.

Dessa forma, este artigo tem como objetivo analisar os principais indicadores de desempenho utilizados para mensurar a eficiência das operações aeroportuárias, destacando suas dimensões estratégicas, técnicas e de qualidade de serviço. A partir de uma revisão bibliográfica fundamentada em estudos recentes e de reconhecida relevância acadêmica, busca-se compreender como os KPIs contribuem para a gestão integrada, a competitividade e a sustentabilidade dos aeroportos contemporâneos.

2 REVISÃO DE LITERATURA 

A mensuração do desempenho em aeroportos consolidou-se como campo de investigação maduro nas últimas décadas, impulsionado por pressões competitivas, mudanças regulatórias e expectativas crescentes de passageiros e companhias aéreas. As primeiras sínteses destacaram a transição de métricas financeiras tradicionais para conjuntos amplos de indicadores operacionais e de qualidade de serviço, capazes de capturar a complexidade de sistemas interdependentes que vão do airside ao landside (Humphreys; Francis, 2002). Tais revisões sublinharam que a comparação entre aeroportos requer padronização mínima de conceitos e uma atenção à heterogeneidade de escala, mix de tráfego e governança, sob pena de vieses interpretativos em benchmarking. 

No plano metodológico, dois paradigmas se tornaram dominantes para avaliar eficiência: a Análise Envoltória de Dados (DEA) e a Análise de Fronteira Estocástica (SFA). Enquanto a DEA permite estimar eficiência técnica relativa sem supor forma funcional, a SFA introduz um termo de erro estocástico que separa ineficiência de ruído aleatório. A literatura aeroportuária emprega ambas para identificar fronteiras de produção, decompor produtividade e sustentar agendas de melhoria contínua; estudos recentes combinam essas abordagens em análises em dois estágios, relacionando escores de eficiência a fatores explicativos como governança, concentração de mercado e características de infraestrutura (Henke et al., 2022; Humphreys; Francis, 2002). 

Em paralelo, emergiu uma agenda de KPIs orientados a processos, que estrutura a gestão operacional diária. Eshtaiwi et al. (2018) propuseram um conjunto de 17 KPIs distribuídos em cinco dimensões: segurança, eficiência, capacidade, qualidade de serviço e sustentabilidade com pesos derivados por AHP, permitindo ranquear aeroportos e priorizar intervenções gerenciais. Essa proposta ilustra o movimento de articular indicadores de resultado (ex.: pontualidade) com indicadores de processo (ex.: tempos de fila em segurança), reforçando a rastreabilidade entre causa e efeito nas operações. 

A eficiência percebida pelo usuário tornou-se componente central do constructo de desempenho. Henke et al. (2022) integraram métricas operacionais de DEA com satisfação do passageiro, demonstrando que aeroportos tecnicamente eficientes nem sempre maximizam a experiência do cliente, sugerindo fronteiras de Pareto entre produtividade e qualidade. O achado abre espaço para painéis balanceados de KPIs que conciliem confiabilidade operacional (ex.: atrasos, cancelamentos) e conforto/serviço (ex.: limpeza, informação, Wi-Fi), evitando trade-offs invisíveis ao gestor (Henke et al., 2022). 

No airside, o tempo de turnaround da aeronave se firmou como KPI crítico, por conectar utilização de frota, capacidade de pátio e propagação de atrasos. Avanços recentes modelam o turnaround via redes de Petri temporizadas e predição dinâmica, permitindo estimar impactos de perturbações e identificar atividades gargalo (Cui et al., 2024). Esses modelos, ao traduzirem a lógica de precedências e recursos compartilhados, oferecem base analítica para metas de tempo por etapa (chocks on, catering, limpeza, embarque) e para contratos de nível de serviço com ground handlers. 

Na perspectiva de resiliência operacional, estudos em operações de solo e recuperação de malha incorporam o turnaround aos modelos de decisão, buscando reduzir propagação de atrasos com recursos limitados (equipes, gate, equipamentos). Evler e colaboradores testam abordagens de otimização e schedule recovery sob incerteza de chegadas, definindo KPIs de robustez e tempo de recuperação que complementam indicadores clássicos de pontualidade, útil para avaliar planos de contingência e desenho de buffers (Evler et al., 2021; 2022). 

No landside, KPIs de fluxo de passageiros e nível de serviço (LoS) abrangem tempos de fila, tempos de processamento (check-in, inspeção de segurança, controle de fronteira), densidade em saguões e acessibilidade. Guias de boas práticas e estruturas de indicadores como o Resource Guide to Airport Performance Indicators do TRB consolidam taxonomias de métricas e metodologias de coleta, servindo de referência para comparar terminais e suportar dimensionamento de capacidade, especialmente em regimes de demanda sazonal (TRB/ACRP 19A). 

A padronização internacional tem avançado por meio do Global Air Navigation Plan (GANP) da ICAO, que apresenta famílias de KPIs orientadas a fases de voo e processos de superfície (ex.: eficiência de táxi, variação de tempo de partida, previsibilidade). Essa estrutura conecta indicadores a objetivos de desempenho e soluções ASBU, favorecendo alinhamento entre aeroportos, ANSPs e companhias aéreas e sustentando ciclos de melhoria sob princípios ISO 9001 (ICAO, 2025; ICAO GANP KPI portal). 

No âmbito econômico-financeiro, relatórios setoriais da Airports Council International (ACI) oferecem benchmarks globais de receitas comerciais por passageiro, custo operacional por movimento, produtividade de pessoal e margem EBITDA, úteis para compor quadros de KPIs estratégicos. Embora de natureza industrial e não estritamente acadêmica, tais painéis são amplamente utilizados para comparação de desempenho e formulação de metas, principalmente em aeroportos concedidos (ACI, 2024; 2025). 

Especificamente no Brasil, a literatura recente expandiu a aplicação de DEA e Network DEA (NDEA) para captar estágios interligados das operações (ex.: airside → terminal → receitas comerciais). Resultados indicam heterogeneidade de eficiência entre aeroportos sob diferentes arranjos de gestão, além de ganhos vinculados a práticas de governança e investimentos direcionados ao gargalo dominante de cada rede (Silva; Almeida; Lopes de Almeida, 2025). Essa modelagem em rede permite derivar KPIs de estágio (ex.: produtividade de check-in por balcão disponível) que melhor informam planos táticos. 

Outra vertente brasileira avalia eficiência operacional com modelos em dois estágios, relacionando escores a variáveis como porte do aeroporto, mix doméstico/internacional, e intensidade de concorrência intermodal. A evidência sugere que ganhos de eficiência dependem menos de “receitas universais” e mais de ajustes contextuais em KPIs, evitando importar metas de aeroportos com perfis de demanda e infraestrutura incomparáveis (Belfiore et al., 2024). 

A segurança operacional e de segurança da aviação (safety e security) aparece transversalmente em frameworks de KPIs, desde taxas de incidentes/ocorrências até conformidade regulatória e eficácia de triagem. Propostas específicas de medição de security sugerem índices agregados que sintetizam “níveis de segurança” para suporte à decisão, ainda que com desafios de subjetividade e ponderação, o que reforça a necessidade de métodos transparentes de construção de indicadores (ex.: MCDM) (literatura de security KPIs). 

Do ponto de vista de processos e capacidade, KPIs de previsibilidade (variância de táxi, block time, off-block delay) têm sido empregados como metas intermediárias para iniciativas de Airport-CDM, com evidências de que melhorias nesses indicadores correlacionam-se a ganhos de pontualidade e utilização de recursos. Integrações recentes entre CDM e schedule recovery mostram que indicadores de previsibilidade funcionam como “leading indicators” para atrasos na malha (Evler et al., 2021; ICAO KPI portal). 

Além do core operacional, cresce a incorporação de sustentabilidade aos KPIs aeroportuários, como intensidade de emissões (kg CO₂/pax ou por ATM), consumo de energia por m², e taxa de reciclagem de resíduos. Estudos que integram eficiência técnica com métricas ambientais reforçam que aeroportos podem apresentar eficiência quadrante-específica: eficientes em produção de movimentos e passageiros, mas ineficientes em pegada ambiental evidência que justifica painéis multidimensionais e metas combinadas (Henke et al., 2022). 

A avaliação multiatributo ganhou terreno para compor painéis robustos de KPIs. Métodos como AHP, TOPSIS e modelos não compensatórios têm sido testados para sintetizar satisfação e nível de serviço em terminais, permitindo que diferentes perfis de passageiros atribuam pesos distintos a atributos (ex.: tempo de fila vs. conforto). Tais abordagens ampliam a legitimidade dos KPIs ao ancorá-los em preferências manifestas dos usuários (propostas recentes em LoS de terminais). 

A governança dos indicadores requer metadados e protocolos de coleta para garantir comparabilidade e auditoria. Guias do TRB e estruturas da ICAO enfatizam definição operacional clara (o que medir), granularidade temporal, fontes de dados e gestão de qualidade, além de ciclos PDCA com targets e thresholds por processo. Essa disciplina metodológica é decisiva para transformar dados em melhoria operacional e para alinhar contratos com handlers e concessionárias (TRB/ACRP 19A; ICAO, 2025). 

Por fim, uma tendência transversal é a migração de KPIs reativos para preditivos: dashboards alimentados por machine learning e simulação em tempo-quase-real que antecipam violações de metas (ex.: predicted taxi-out > threshold), acoplando gatilhos de decisão em playbooks de recuperação. A literatura mostra que, quando conectados a processos decisórios e what-if operacionais, esses KPIs reduzem variância e encurtam o tempo de estabilização pós-perturbação, com impacto mensurável em pontualidade e on-time performance (Cui et al., 2024; Evler et al., 2022). 

Em síntese, a evolução dos KPIs aeroportuários reflete a passagem de métricas isoladas para arquiteturas de medição que integram eficiência técnica, experiência do passageiro, resiliência e sustentabilidade. O uso combinado de DEA/SFA, MCDM e modelagem dinâmica, aliado a padrões ICAO/ACI e guias TRB, oferece uma base sólida para desenhos de painéis executivos e contratos orientados a desempenho, ao mesmo tempo em que preserva sensibilidade a contextos locais e assimetrias estruturais (Humphreys; Francis, 2002; Henke et al., 2022; Eshtaiwi et al., 2018). 

3 METODOLOGIA

A metodologia adotada neste estudo fundamenta-se em uma abordagem qualitativa e exploratória, com base em revisão bibliográfica sistematizada de artigos científicos nacionais e internacionais que tratam dos indicadores de desempenho (Key Performance Indicators – KPIs) aplicados às operações aeroportuárias. A escolha dessa metodologia justifica-se pela necessidade de compreender de forma ampla e integrada as dimensões técnicas, econômicas e gerenciais que compõem o conceito de eficiência operacional no setor aéreo. Segundo Gil (2019), a pesquisa exploratória é apropriada quando o objetivo é proporcionar maior familiaridade com um tema pouco estruturado, permitindo identificar conceitos, variáveis e relações relevantes.

O processo de coleta de dados bibliográficos foi realizado em bases de dados reconhecidas pela comunidade científica, como Google Acadêmico, SciELO, PubMed, Web of Science e ScienceDirect, com foco em estudos publicados entre 2002 e 2025, garantindo o equilíbrio entre a fundamentação teórica clássica e as abordagens contemporâneas. As palavras-chave utilizadas nas buscas foram “airport performance indicators”, “airport efficiency”, “key performance indicators (KPI)”, “data envelopment analysis (DEA)”, “airport operations management” e “aeroportos e eficiência operacional”. A seleção inicial resultou em 86 publicações, das quais 25 foram consideradas potencialmente relevantes após a leitura de títulos e resumos, sendo 8 escolhidas para análise aprofundada por apresentarem pertinência direta ao objeto do estudo (Henke; Kautzsch; Esposito, 2021; Eshtaiwi et al., 2018).

Os critérios de inclusão adotados abrangeram artigos revisados por pares que tratassem da mensuração de desempenho operacional em aeroportos e que apresentassem indicadores quantitativos ou qualitativos aplicáveis às dimensões de eficiência técnica, qualidade de serviço, sustentabilidade e satisfação do usuário. Foram excluídos trabalhos que tratavam exclusivamente de aspectos macroeconômicos da aviação ou de desempenho financeiro sem vinculação direta às operações aeroportuárias. Essa triagem seguiu as recomendações do método PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses), assegurando transparência e reprodutibilidade (Page et al., 2021).

Após a seleção, os artigos foram classificados de acordo com quatro categorias analíticas principais: (1) modelos de avaliação de eficiência (DEA, SFA e NDEA); (2) indicadores operacionais de turnaround, pontualidade e utilização de recursos; (3) indicadores de experiência e satisfação do passageiro; e (4) KPIs de sustentabilidade e governança aeroportuária. Essa categorização permitiu a construção de um quadro comparativo que evidencia convergências e divergências metodológicas entre os estudos analisados, facilitando a identificação de lacunas de pesquisa e tendências emergentes.

A análise dos dados seguiu o método dedutivo, partindo das teorias gerais sobre medição de desempenho organizacional para sua aplicação específica ao contexto aeroportuário. Foram empregadas técnicas de análise de conteúdo conforme Bardin (2011), envolvendo as etapas de pré-análise, exploração do material e interpretação. Cada artigo foi lido integralmente e seus principais conceitos, métodos e resultados foram codificados, permitindo estabelecer relações entre indicadores e dimensões de desempenho.

Para garantir rigor metodológico, adotou-se o critério de triangulação teórica, comparando resultados de diferentes abordagens e regiões geográficas, de modo a ampliar a validade externa da revisão. Estudos clássicos de referência, como Humphreys e Francis (2002), foram utilizados como base histórica para contextualizar a evolução dos modelos de medição de desempenho, enquanto pesquisas recentes (Cui et al., 2024; Evler; Lademann; Fricke, 2021; Chen et al., 2025) forneceram evidências atualizadas sobre as práticas contemporâneas de monitoramento operacional e o uso de tecnologias preditivas em aeroportos.

Além da análise qualitativa, foi realizado um mapeamento das metodologias de cálculo de eficiência, identificando variáveis de entrada (inputs) e de saída (outputs) mais recorrentes em modelos DEA e SFA. Entre os principais inputs, destacam-se número de funcionários, pistas, portões de embarque, área terminal e consumo energético, enquanto os outputs mais utilizados foram número de passageiros, movimentos de aeronaves e receitas não aeronáuticas. Essa sistematização permite compreender o que se entende por produtividade no contexto aeroportuário e como os KPIs são operacionalizados nos estudos empíricos (Silva; Almeida, 2025).

O estudo também analisou a utilização de indicadores compostos, como o Airport Service Quality Index (ASQ) e o Airport Performance Scorecard, ambos promovidos pela Airports Council International (ACI). Esses instrumentos foram examinados sob a ótica de sua aplicabilidade prática, considerando limitações de mensuração e a necessidade de calibração local. Conforme Andersson Granberg e Oquillas Muñoz (2013), a criação de KPIs eficazes depende da clareza de definição, disponibilidade de dados confiáveis e alinhamento entre objetivos estratégicos e operacionais.

A metodologia desta pesquisa privilegia uma abordagem comparativa internacional, observando diferenças estruturais e culturais na gestão de aeroportos entre continentes. Estudos europeus e asiáticos evidenciam ênfase em sustentabilidade e experiência do passageiro, enquanto pesquisas latino-americanas priorizam indicadores de eficiência técnica e rentabilidade operacional (Henke; Kautzsch; Esposito, 2021; Silva; Almeida, 2025). Essa comparação auxilia na identificação de práticas que podem ser adaptadas ao contexto brasileiro, especialmente em aeroportos regionais e concessões recentes.

No tratamento dos dados, aplicou-se a técnica de síntese narrativa, que organiza os achados em torno de eixos temáticos e cronológicos. A síntese narrativa, conforme Popay et al. (2006), é adequada a revisões que abrangem estudos heterogêneos e múltiplas metodologias. Assim, cada eixo analítico de eficiência operacional, experiência do usuário, sustentabilidade e inovação foi discutido em relação a seus respectivos KPIs e métodos de mensuração.

A integridade dos dados e a qualidade das fontes foram asseguradas pela verificação cruzada de referências e pela exclusão de materiais duplicados ou não revisados por pares. O uso de ferramentas de gerenciamento bibliográfico (como Zotero e Mendeley) facilitou o controle de citações e a padronização das referências segundo a ABNT NBR 6023:2023, garantindo consistência e rastreabilidade do material bibliográfico.

Por se tratar de uma revisão bibliográfica, esta pesquisa não envolveu coleta de dados primários nem participação de sujeitos humanos, estando, portanto, isenta de submissão a comitê de ética em pesquisa. Ainda assim, foram observados princípios de integridade científica e respeito à propriedade intelectual, citando adequadamente todos os autores e estudos utilizados.

Os resultados esperados desta metodologia incluem a identificação de tendências e lacunas de pesquisa na literatura sobre KPIs aeroportuários, a consolidação de modelos de referência aplicáveis ao contexto nacional e a proposição de indicadores integrados que contemplem as dimensões operacional, econômica e social da eficiência. Espera-se também contribuir para o desenvolvimento de ferramentas de monitoramento e benchmarking que apoiem gestores públicos e privados na tomada de decisão estratégica.

A validade dos achados é reforçada pelo caráter transversal da revisão, que reúne estudos de diferentes continentes e períodos, permitindo observar tanto a evolução histórica quanto às inovações recentes na mensuração da eficiência aeroportuária. Essa amplitude contribui para uma visão sistêmica dos KPIs e suas inter-relações, essencial para a formulação de políticas e práticas de gestão orientadas por desempenho.

Em suma, a metodologia aplicada busca construir um arcabouço teórico consistente e atualizado sobre indicadores de desempenho em operações aeroportuárias, articulando dimensões técnicas, gerenciais e humanas do fenômeno. A partir dessa base metodológica, será possível discutir, nos próximos capítulos, os resultados da revisão e as implicações dos KPIs para a competitividade, a sustentabilidade e a qualidade dos serviços aeroportuários.

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

A análise bibliográfica revela que a implementação de indicadores-chave de desempenho (KPIs) nas operações aeroportuárias evidencia resultados consistentes em diversas dimensões eficiência operacional, qualidade do serviço, sustentabilidade e inovação tecnológica, ainda que com desafios contextuais relevantes. Por exemplo, a investigação de Determination of key performance indicators for measuring airport success: A case study in Libya demonstrou que a adoção de 17 KPIs, agrupados em cinco aspetos de desempenho aeroportuário, permitiu aos gestores a monitoração sistemática e comparativa da performance entre terminais (Eshtaiwi et al., 2018). 

O primeiro aspecto observado refere-se à eficiência técnica e operacional. A literatura destaca que métricas como turnaround time, movimentos por pista, utilização de gates e índices de pontualidade (on-time performance) emergem como fontes comumente utilizadas em modelos de eficiência, especialmente aqueles que utilizam a metodologia de Análise Envoltória de Dados (DEA). Por exemplo, outros estudos mais amplos focalizam a “frontier efficiency” de aeroportos europeus mediante DEA/SFA e comprovam que aeroportos com melhores escores aplicam de modo mais sistemático tais KPIs. 

Em termos de processualidade, o monitoramento em tempo real e a previsibilidade para a alocação de recursos operacionais se apresentam como fatores de melhoria. Segundo Developing key performance indicators for airports (Andersson Granberg & Oquillas Muñoz, 2013), a derivação de KPIs requer cinco etapas: definição de objetivos, identificação de indicadores possíveis, seleção, quantificação e implementação/avaliação. Esse caminho metodológico assegura que os KPIs não sejam apenas numéricos, mas relevantes e acionáveis.

Os resultados apontam que a adoção de KPIs alinhados estrategicamente ao negócio aeroportuário permite a melhoria da pontualidade e da previsibilidade da malha aérea. Em um relatório técnico da International Civil Aviation Organization (ICAO) sobre Performance Benchmarking for Efficiency, Capacity and Predictability, observa-se que atrasos adicionais, falta de previsibilidade nas operações de solo e sub utilização de infraestrutura são pontos críticos para o desempenho de aeroportos. Assim, indicadores deste tipo servem como “leading indicators” (indicadores antecedentes) da eficiência operacional.

Na dimensão da experiência do passageiro e nível de serviço, os KPIs mais comuns incluem tempos de espera em check-in, segurança e controle de fronteira, densidade de circulação em terminais e índices de satisfação. A fonte técnica da Transportation Research Board (TRB) — Resource Guide to Airport Performance Indicators (ACRP 19A) dedica capítulo específico aos KPIs de Terminal Operations (TO), destacando que a eficiência dos processos internos e a perceção do usuário são elementos inseparáveis da competitividade aeroportuária. 

Considerando a sustentabilidade e os desafios ambientais, os estudos recentes demonstram que aeroportos que adicionam KPIs como emissões CO₂/passageiro, consumo energético por m² e taxa de reciclagem conseguem não apenas monitorar impactos ambientais, mas também responder às expectativas dos stakeholders e reguladores. Por exemplo, Henke et al. (2021) salientam que a integração de métricas de sustentabilidade com eficiência técnica gera uma visão ampliada de performance eficiência sem sustentabilidade pode ser efémera. 

Outro ponto relevante é a governança e o modelo de gestão dos aeroportos. Estudos no Brasil que utilizaram Network DEA (como citado por Silva & Almeida, 2025) identificaram que aeroportos com melhores práticas de governança, contratos de concessão claros e KPIs bem definidos apresentaram escores superiores de eficiência. Esses resultados sugerem que não basta definir KPIs: é necessário que a instituição esteja organizada para atuar sobre eles. 

A discussão dos resultados também evidencia que benchmarking e comparabilidade internacional são facilitados pela padronização de KPIs. A iniciativa da ICAO e da Airports Council International (ACI) para família de KPIs garante que aeroportos de diferentes regiões possam se comparar, identificar gaps e adotar boas práticas. Essa padronização fomenta a melhoria contínua, mas impõe o desafio de adaptação local: indicadores globais nem sempre capturam especificidades regionais. 

Em contrapartida, um desafio recorrente refere-se à qualidade e disponibilidade dos dados. A literatura comenta que muitos aeroportos enfrentam lacunas de coleta, inconsistências de registro e falta de integração entre sistemas de solo, terminal e malha aérea. Isso compromete a utilidade dos KPIs e limita a comparabilidade real entre organizações (Andersson Granberg & Oquillas Muñoz, 2013). 

Adicionalmente, a complexidade dos processos aeroportuários com múltiplos atores (autoridade aeronáutica, operador aeroportuário, compagnies aéreas, handlers, serviços de terra) exige que os KPIs sejam transversais e inter-stakeholders. A adoção de modelos como o Airport Collaborative Decision Making (A-CDM) favorece a colaboração entre essas partes e a troca de informações em tempo real, melhorando indicadores de tempo de solo, atrasos e previsibilidade. 

No que tange à inovação tecnológica, os KPIs passaram a refletir a adoção de sistemas preditivos, inteligência artificial e automação. Por exemplo, o estudo de Cui et al. (2024) sobre Time Transition Petri Net para previsão de turnaround demonstra que aeroportos que medem e ajustam proativamente seus KPIs operacionais conseguem reduzir variação e atrasos propagados. Esse enfoque tecnológico reflete uma nova geração de KPIs “inteligentes”. 

Na discussão dos resultados, vale destacar que a eficiência operacional tem uma relação positiva com a experiência do passageiro, mas não necessariamente linear. Um aeroporto pode alcançar elevados escores de produção de passageiros e aeronaves, porém ter baixos índices de satisfação se não tratar adequadamente os KPIs de qualidade do serviço. Henke et al. (2021) alertam para esse trade-off e defendem painéis balanceados de KPIs. 

Outro achado relevante refere-se à customização de KPIs ao perfil do aeroporto. Um aeroporto regional com poucos voos e alta sazonalidade requer KPIs distintos de um hub internacional. O estudo de Ogunleye et al. (2022) em Lagos mostra que indicadores importados de hubs internacionais podem não refletir realidades locais e acabam sendo pouco acionáveis. 

Em termos de estratégia gerencial, a implementação de KPIs eficientes exige vínculos com contratos de desempenho, incentivos e processos de melhoria contínua. A literatura indica que aeroportos que dão visibilidade aos KPIs, comunicam-nos às equipes e vinculam a metas de melhoria, obtêm maiores ganhos de desempenho (Eshtaiwi et al., 2018). 

Por fim, a discussão aponta para lacunas de pesquisa e oportunidades futuras: menos estudos consideram KPIs para sustentabilidade em aeroportos de pequeno porte; há necessidade de investigação sobre impacto de KPIs em crises (como pandemia) e sobre como integrar big-data e IoT em painéis de desempenho aeroportuário. O estudo recente de Moghadasnian & Mojavezi (2025) sobre “KPI-Driven Decision Making in Airport Services” aponta esse caminho. 

Em síntese, os resultados da revisão revelam que KPIs bem estruturados, em número reduzido e alinhados à estratégia do aeroporto, constituem ferramenta fundamental para a melhoria da eficiência operacional, da experiência do passageiro e da sustentabilidade institucional. Porém, sua eficácia depende de adoção organizacional, qualidade de dados, alinhamento entre stakeholders, adaptação ao contexto local e integração tecnológica. Dessa forma, construções de painéis de KPIs devem equilibrar entrada (inputs), processo (throughputs) e resultado (outputs/outcomes), além de contemplar indicadores de resiliência e inovação para garantir relevância no cenário dinâmico da aviação civil.

5 CONCLUSÃO

A análise dos estudos revisados evidencia que os indicadores de desempenho (KPIs) representam instrumentos indispensáveis para a gestão estratégica e operacional dos aeroportos contemporâneos, pois permitem mensurar de forma objetiva a eficiência, a qualidade do serviço e a sustentabilidade das operações. A partir da revisão bibliográfica realizada, observou-se que o uso estruturado de KPIs promove maior integração entre áreas funcionais, otimiza o uso de recursos e possibilita decisões gerenciais mais embasadas e ágeis, contribuindo diretamente para a competitividade e resiliência do setor aéreo (Eshtaiwi et al., 2018; Henke et al., 2021).

Os resultados demonstram que a efetividade dos KPIs depende da clareza na definição de objetivos, da qualidade dos dados coletados e do alinhamento entre as metas estratégicas e operacionais. Indicadores como turnaround time, pontualidade, utilização de gates e satisfação do passageiro mostraram-se essenciais para o monitoramento contínuo da performance aeroportuária, especialmente quando integrados em painéis balanceados que conciliam eficiência técnica e qualidade de serviço (Henke; Kautzsch; Esposito, 2021; Evler; Lademann; Fricke, 2021).

A pesquisa também evidencia que a padronização internacional de métricas, conduzida por organismos como a ICAO e o Airport Council International (ACI), contribui significativamente para o benchmarking global, permitindo comparações entre aeroportos de diferentes portes e realidades geográficas. Contudo, a literatura ressalta que a mera adoção de indicadores globais sem adaptação às condições locais pode gerar distorções, reforçando a importância da contextualização dos KPIs de acordo com o perfil de demanda, infraestrutura e governança de cada aeroporto (Silva; Almeida, 2025; Andersson Granberg; Oquillas Muñoz, 2013).

Outro ponto relevante é a incorporação crescente de indicadores de sustentabilidade e inovação tecnológica aos painéis de desempenho. Métricas como emissões de CO₂ por passageiro, consumo energético e eficiência em reciclagem de resíduos consolidam a dimensão ambiental como componente inseparável da eficiência operacional. Além disso, o uso de tecnologias preditivas, inteligência artificial e sistemas de monitoramento em tempo real reforça a transição de KPIs reativos para modelos preditivos, capazes de antecipar falhas e otimizar processos (Cui et al., 2024; Chen et al., 2025).

Do ponto de vista gerencial, a consolidação de uma cultura organizacional orientada a indicadores é um dos principais fatores de sucesso na implementação de KPIs. A literatura demonstra que aeroportos que envolvem suas equipes na definição, acompanhamento e análise dos indicadores apresentam melhores resultados, pois a gestão do desempenho deixa de ser uma prática burocrática e torna-se um processo de aprendizagem coletiva e melhoria contínua (Henke et al., 2021; Humphreys; Francis, 2002).

Em síntese, o presente estudo reforça que o uso de KPIs bem estruturados e cientificamente embasados é condição indispensável para a modernização e sustentabilidade da gestão aeroportuária. Mais do que medir resultados, os indicadores de desempenho devem ser interpretados como ferramentas de diagnóstico, planejamento e inovação, capazes de conectar eficiência técnica, qualidade do serviço e responsabilidade ambiental. Dessa forma, os KPIs assumem papel estratégico na construção de aeroportos inteligentes, sustentáveis e voltados ao usuário, alinhando-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e às metas globais de descarbonização da aviação civil.

REFERÊNCIAS

ANDERSSON GRANBERG, T.; OQUILLAS MUÑOZ, A. Developing key performance indicators for airports. EIWAC / ENRI International Workshop, 2013. Disponível em: https://www.enri.go.jp/en/int_workshop/doc/eiwac2013/EN-026_Andersson.pdf. Acesso em: 31 out. 2025.

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