IMPORTANCE OF INTEGRATED PEST MANAGEMENT IN AGRICULTURE
LA IMPORTANCIA DEL MANEJO INTEGRADO DE PLAGAS EN LA AGRICULTURA
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202511062202
Douglas Marques da Silva
Orientador: Prof. José Fernando de Oliveira Delgado
RESUMO: As pragas agrícolas são populações de organismos que causam injúrias as plantas e levam a prejuízos econômicos no rendimento final. Vários tipos de controle foram introduzidos com a finalidade de prevenir o aparecimento destas, ou reduzir a população, mas muitas vezes estas técnicas foram utilizadas de forma errada e abundante, levando a resistência das pragas e a necessidade de novas tecnologias para levar melhorias no campo. Neste contexto o manejo integrado de pragas (MIP) é um conjunto de táticas de manejo utilizadas em conjunto para a condução de uma lavoura, que busca preservar os fatores de mortalidade natural do sistema agrícola e devido ao uso integrado de métodos de controle pode contribuir para a redução do custo de produção, pois permite o uso racional de inseticidas, que são aplicados somente quando necessário e embasados em parâmetros técnicos, pautados no momento economicamente viável de controle. Ressaltando o maior aproveitamento das relações ecológicas com inimigos naturais e, consequentemente, protegendo a biodiversidade, a saúde do homem reduzindo a contaminação do meio ambiente, devido à baixa liberação de resíduos.
Palavras-chave: Produção Agrícola. Pragas Agrícolas. MIP.
RESUMO: Agricultural pests are populations of organisms that cause injuries to plants and lead to economic losses in final yield. Several types of control have been introduced with the aim of preventing their occurrence or reducing their population, but many times these techniques were used incorrectly and excessively, leading to pest resistance and the need for new technologies to improve field conditions. In this context, Integrated Pest Management (IPM) is a set of management tactics applied together in crop production, which seeks to preserve the natural mortality factors of the agricultural system. By integrating different control methods, it can contribute to reducing production costs, since insecticides are used rationally, applied only when necessary and based on technical parameters, considering the economically viable moment of control. It emphasizes better use of ecological relationships with natural enemies and, consequently, protects biodiversity and human health, while reducing environmental contamination due to the lower release of residues.
Palavras-chave: Agricultural Production. Agricultural Pests. MIP.
ABSTRACT: Las plagas agrícolas son poblaciones de organismos que causan daños a las plantas y provocan pérdidas económicas en el rendimiento final. Se han introducido varios tipos de control con el objetivo de prevenir su aparición o reducir su población, pero muchas veces estas técnicas se utilizaron de manera incorrecta y excesiva, lo que llevó a la resistencia de las plagas y a la necesidad de nuevas tecnologías para mejorar las condiciones en el campo. En este contexto, el Manejo Integrado de Plagas (MIP) es un conjunto de tácticas de manejo aplicadas en conjunto para la conducción de un cultivo, que busca preservar los factores de mortalidad natural del sistema agrícola. Gracias al uso integrado de diferentes métodos de control, puede contribuir a la reducción de los costos de producción, ya que los insecticidas se utilizan de forma racional, aplicándose únicamente cuando es necesario y basándose en parámetros técnicos, considerando el momento económicamente viable de control. Se resalta un mejor aprovechamiento de las relaciones ecológicas con los enemigos naturales y, en consecuencia, se protege la biodiversidad, la salud humana y se reduce la contaminación ambiental debido a la baja liberación de residuos.
Keywords: Producción Agrícola. Plagas Agrícolas. MIP.
1 INTRODUÇÃO
O cenário agrícola brasileiro mudou muito ao longo dos anos, os grandes polos de produção de comodities, estão localizados na região Sul, Sudeste e Centro-Oeste, com expansão crescente e acelerada para a região Norte. Nesse contexto, com produção extensiva temos áreas de: soja, milho, cana-de-açúcar (e muitas outras culturas) as quais demandam mão de obra, que está escassa, e os desafios para controle de pragas nestas culturas são grandes, fazendo com que os gastos com insumos sejam crescentes, na última safra o valor dos produtos importados, fonte de matéria prima para a grande parte dos insumos agrícolas aumentaram o que favoreceu a elevação dos preços dos produtos fitossanitários para proteção das culturas.
O aumento dos custos produtivos, a escassez de produtos no mercado, atrelados ao uso exagerado de produtos para controle de pragas e doenças está reduzindo a lucratividade dos produtores rurais, para contornar estas dificuldades e ter maior assertividade na tomada de decisão, reduzir os custos o MIP (manejo integrado de pragas) se destaca como uma ferramenta alternativa e sustentável para ser empregada em todas as áreas agrícolas.
O manejo integrado de pragas, empregado em culturas como: soja, milho, trigo, hortaliças e algodão, possui como objetivo realizar a aplicação de inseticidas apenas quando necessário, ou seja, quando a população de praga justificar a entrada na área, concentrado no momento economicamente viável. Ao empregar corretamente esta ferramenta temos um maior equilíbrio ambiental na relação presa x predador, culminando em menor uso de inseticidas resultando em redução de custos, e aliado a isso uma maior sustentabilidade ambiental.
Na lida diária no campo, devido a facilidade em realizar pulverizações calendarizadas (com dias marcados), a falta de assistência técnica idônea para controle de pragas faz com que seja realizadas muitas aplicações desnecessárias, não levando em conta parâmetros técnicos como a presença de inimigos naturais e a população de pragas, deixando de lado embasamentos técnicos e ferramentas como o MIP. Porém, este tipo de estratégia (calendarizada) está se tornando ultrapassada, além de não utilizar racionalmente os insumos pode favorecer o surgimento de populações resistentes de insetos e não visa a sustentabilidade e nem a eficiência de controle e, de forma alguma pode reduzir os custos para o produtor, esses sistemas convencionais apresentam cerca de duas vezes mais aplicações de inseticidas, do que os programas de MIP.
O presente trabalho objetivou apontar a importância do emprego de programas de manejo integrado de pragas no cenário agrícola atual. Com isto é necessário contextualizar o cenário agrícola atual e como surgiu o manejo integrado de pragas, descrever as principais pragas os seus níveis de ação e como realizar o monitoramento de pragas a campo e por fim destacar os benefícios da utilização de um programa de MIP como uma ferramenta de suporte na gestão de boas práticas agrícolas.
A revisão bibliográfica foi baseada em pesquisas e artigos dos últimos 20 anos, publicados por pesquisadores e ou por empresas agronômicas, teses, dissertações e livros possibilitando acompanhar como manejo integrado de pragas evoluiu desde a década de 60 e quais as novidades encontradas sobre o tema para que o produtor tome as decisões de forma correta e confiável. As palavras chaves utilizadas para realizar a busca dos materiais foram: MIP, manejo de pragas, economia de inseticidas, pragas em soja, manejo de pragas em milho, MIP-soja, MIP-milho, MIP-trigo.
2 O CENÁRIO AGRÍCOLA BRASILEIRO: COM ÊNFASE NA ORIGEM DO MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS
O Brasil é um país continental, sabemos que a produção brasileira de grãos enfrenta desafios relacionados ao seu acompanhamento em função da dimensão territorial do país, da diversidade de cultivos e do manejo adotado pelos produtores. (ROMANO, 2019). Podemos destacar que o Paraná, é o terceiro estado em área plantada, com 14,6% da produção de soja do país, destacando o grande papel social do agronegócio brasileiro e paranaense em que a sojicultura já é a segunda atividade agropecuária com mais novas vagas de trabalho (OLIVEIRA et al., 2022).
Na safra 2021/22 os cultivos de verão (soja e milho) nas regiões do Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Pará, Rondônia e Matopiba foi beneficiado por bons volumes de chuva, apesar do excesso de precipitações que causou danos pontuais por inundação e excesso de umidade nas operações de colheita. Mas, este não é o cenário dos agricultores do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e de parte de Mato Grosso do Sul. Devido à influência do fenômeno La Niña, precipitações de baixo volume e irregulares persistiram nesses locais e a restrição hídrica e as altas temperaturas têm prejudicado o desenvolvimento cultivos de verão. (Da CUNHA et al., 2011; CONAB, 2022).
Segundo levantamentos da CONAB (2022), houve um decréscimo na produtividade de soja no país de 14,4%, na região sul do Brasil e parte do Mato grosso do Sul registrou-se um decréscimo em quantidade de soja colhida de 43 e 28% respectivamente, resultando em uma produtividade média de 3016 kg/ha. Quanto ao milho a escassez de água foi muito prejudicial com 58% das áreas do Paraná com produção muito baixa.
Os monocultivos estão sujeitos ao ataque de patógenos e pragas do plantio a colheita neste contexto, como exemplo, na safra 16/17, para soja, o custo com fungicidas foi de R$ 8,3 bilhões (96% para controle da ferrugem), R$ 6,2 bilhões em inseticidas e R$ 4,8 bilhões em herbicidas, totalizando R$ 19,3 bilhões. Somados estes valores dos ‘cidas’ correspondeu a 16,5% do custo total da produção de soja no Brasil nessa safra (CEPEA, 2019).
Esta demanda crescente de aplicações de inseticidas ao longo de todo o ciclo, onera os custos de produção reduzindo o saldo líquido dos produtores de grãos, o manejo integrado de pragas (MIP) (Figura 1) se destaca pois é um conjunto de táticas de manejo embasadas em: monitoramento e reconhecimento de pragas e inimigos naturais, associação de técnicas de manejo das plantas como rotação de culturas, plantas geneticamente modificadas, controle biológico e químico que utilizadas em conjunto para a condução de uma lavoura, que busca preservar os fatores de mortalidade natural do sistema agrícola e devido ao uso integrado de métodos de controle pode contribuir para a redução do custo de produção, pois permite o uso racional de inseticidas, que são aplicados somente quando necessário e embasados em parâmetros técnicos, pautados no momento economicamente viável de controle (MOURA et al., 2014; QUINTELA, 2001).
Figura 1- Ferramentas monitoramento e técnicas de controle que formam a estrutura de um programa de MIP.

Fonte: MOURA et al., 2014.
A incidência de insetos-praga constitui um importante estresse biótico que reduz a produtividade da soja e provoca aumento dos custos de produção. Ainda na década de 1970, trabalhos com manejo integrado de pragas da soja (MIP) foram iniciados no Paraná, em resposta aos problemas decorrentes do uso indiscriminado e abusivo de agrotóxicos. O MIP é definido como um sistema de controle de pragas que objetiva preservar e/ ou incrementar os fatores de mortalidade natural das pragas, por meio do uso integrado de métodos de controle compatíveis entre si e que tenham sido selecionados com base em parâmetros ecológicos, econômicos e sociológicos (MOURA et al., 2014), assim, o MIP permite maiores retornos econômicos para os agricultores e ganhos ambientais para sociedade, tornando este trabalho uma referência em agricultura sustentável (OLIVEIRA et al., 2022).
A ferramenta MIP se enquadra na demanda da sociedade por uma agricultura em que haja maior respeito ao meio ambiente e que resulte na colheita de produtos com menos resíduos químicos. Deve-se atentar-se ao fato de que o controle de pragas nas culturas deve ser abordado no seu todo, através do entendimento do sistema de produção e das relações entre planta e praga e do ciclo biológico desses insetos (QUINTELA, 2001). As experiências da Embrapa Soja em MIP iniciadas na safra 1975/1976, a partir da safra 2013/2014, as ações voltaram a se intensificar, mostrando o MIP como prática atemporal, com ganhos econômicos e ambientais, benéficos a toda a sociedade (CONTE et al., 2020).
No MIP se prevê o conhecimento das condições das culturas através de monitoramentos, a identificação de espécies e de populações de pragas que ocorrem nestas áreas e seus danos, a associação de medidas preventivas e curativas de controle de pragas, o conhecimento dos inseticidas registrados, sua eficiência e da existência de resistência de pragas aos mesmos, a análise econômica do custo de controle e da prevenção de perdas (LORINI, MORÁS, BECKEL, 2004).
A integração de diferentes métodos de controle é prática essencial para se obter sucesso na supressão de pragas nos cultivos agrícolas, neste contexto é possível ver que o MIP é baseado em técnicas que utilizadas em conjunto proporcionam um bom manejo de pragas na área resultando me menor custo produtivo. Sabe-se que é crescente a resistência de pragas a inseticidas, no Brasil, tornando necessário o uso integrado de outros métodos de controle que não somente o químico. Os métodos culturais, como rotação de culturas e destruição de restos culturais, auxiliam no manejo das populações de pragas. O controle químico, adotado na maioria das unidades pela facilidade e simplicidade de uso, tem apresentado limitações de emprego, pelo aumento da resistência de pragas a esses inseticidas ou pela contaminação de alimentos através do resíduo. A solução para reduzir o efeito de pragas em culturas agrícolas não é simples e exige competência técnica para ser executada (LORINI et al., 2015).
O controle químico não é a solução para tudo, as aplicações calendarizadas não resolvem os problemas, pelo contrário podem causar muitos outros (BUENO et al., 2012). Com isto, os custos de produção se elevam, se aumentam os riscos de contaminação das pessoas, do produto e do ambiente e se diminui a densidade populacional de agentes de controle biológico. Favorecendo surtos populacionais de pragas demandando cada vez mais um maior número de aplicações (CORRÊA FERREIRA et al., 2010), acelerando a seleção de insetos resistentes aos inseticidas (SOSA-GÓMEZ; OMOTO, 2012). Devido a isto é necessário que se tenha critérios adequados para o uso de inseticidas, a decisão de escolha de produtos mais seletivos e o uso de controle biológico, para que isto ocorra faz-se necessário difundir o MIP em todas as regiões produtoras de soja (OLIVEIRA et al., 2022).
2.1 A evolução histórica e a importância socioeconômica do MIP no Brasil
O desenvolvimento do Manejo Integrado de Pragas (MIP) no Brasil acompanhou a modernização agrícola iniciada nas décadas de 1960 e 1970, período marcado pelo aumento do uso de agroquímicos e pela intensificação dos monocultivos. Segundo Moura et al. (2014), a dependência excessiva de produtos químicos levou à perda de inimigos naturais e ao surgimento de pragas resistentes, criando um ciclo de dependência química e custos crescentes para os produtores. Assim, o MIP emergiu como uma resposta científica e sustentável aos problemas provocados pela agricultura convencional.
A partir dos anos 1990, com a ampliação dos programas de extensão rural e das pesquisas conduzidas pela Embrapa, o conceito de manejo integrado passou a ser difundido também entre os pequenos e médios produtores. Quintela (2001) destaca que essa difusão foi essencial para transformar o MIP em uma estratégia nacional de sustentabilidade agrícola, adaptada às condições regionais e à diversidade climática e biológica do país.
Conforme Oliveira et al. (2022), os ganhos socioeconômicos advindos da adoção do MIP vão além da redução de custos com insumos. Eles incluem a valorização do produto final no mercado, o fortalecimento da imagem ambiental do agronegócio brasileiro e a criação de novas oportunidades de emprego em áreas ligadas à assistência técnica e ao controle biológico. Esses aspectos reforçam a importância de políticas públicas voltadas à educação ambiental e à difusão de tecnologias sustentáveis.
3 MIP-SOJA: AS PRINCIPAIS LAGARTAS E PERCEVEJOS QUE ATACAM A CULTURA
Um inseto só pode ser considerado praga quando atinge um determinado índice de dano econômico para a cultura plantada. Dependendo da espécie, do tamanho populacional da praga, da fase de desenvolvimento, estrutura vegetal atacada e da duração do ataque, pode haver maior ou menor prejuízo, em quantidade e em qualidade (ROSSETO; SANTIAGO, 2022).
Vale destacar que a cultura da soja foi a pioneira no que tange a implantação de programas de manejo de pragas, isto se deu principalmente relacionado ao controle da lagarta da soja, Anticarsia gemmatalis (HUBNER, 1818), e às principais espécies de percevejos registradas em diversas regiões do Brasil (Tabela 1) (RAMIRO et al., 1987). O conhecimento sobre os principais agentes bióticos controladores dessas pragas evoluiu muito nas últimas duas décadas, possibilitando inclusive a implantação de programas de controle biológico em grandes áreas (MOSCARDI, 1998).
3.1 Anticarsia gemmatalis– Lagarta-da-soja
Uma das principais desfolhadoras da cultura da soja no Brasil, a Anticarsia gemmatalis (Lepidoptera: Noctuidae) Hübner, 1818 é uma praga encontrada em todas as regiões do Paraná de novembro a janeiro, causando redução na produtividade que pode chegar a 100% (HOFFMANN-CAMPO et al., 2000). Essas lagartas têm a coloração verde clara, mas com o passar do tempo pode mudar para acinzentado e marrom escuro (em altas densidades populacionais) (SOSA-GÓMEZ et al., 2010), nos ínstares iniciais de desenvolvimento se locomovem medindo palmo, podendo ser confundida com a lagarta falsa-medideira (Chrysodeixis includens) (Lepidoptera: Noctuidae) Walker, 1858. (Figura 2).
A lagarta pode chegar a 40 mm de comprimento e passar por 6 instares larvais, até chegar à pré-pupa. Esta última fase do ciclo ocorre no solo com uma profundidade de 2cm e com duração de um ou dois dias. Nesta fase apresenta cor verde-clara até marrom escura e dez dias após este processo, emergem as mariposas marrons com uma listra transversal escura ao longo das asas que podem servir de identificação (Figura 2) (SOSA-GÓMEZ et al., 2010; HOFFMANN-CAMPO et al., 2000).
Figura 2– Adulto e lagarta de A. gemmatalis.

Fonte: SOSSA-GOMÉZ et al., 2014.
As lagartas podem ser encontradas se alimentando dos folíolos na parte superior das plantas. Quando estão nos primeiros estágios podem se alimentar da parte internerval e nos estádios tardios podem causar a destruição completa da folha. Ao realizar o monitoramento da área para a determinação de porcentagem, devem ser consideradas a parte superior das plantas por apresentar uma maior desfolha (SOSA-GÓMEZ, 2000). As lagartas se alimentam causando perfurações nas folhas, mas deixam a nervura central e lateral intacta, uma característica facilmente de ser observada no campo (DEUS; OLIVEIRA; SOUZA, 2016).
3.2 Chrysodeixis includens- Lagarta-falsa-medideira
Conhecida como falsa-medideira (figura 3), devido a sua locomoção ser em “mede palmo”, possui apenas dois pseudópodes em seu abdômen, diferente de todas as outras espécies de lagartas, e seu hábito alimentar é característico da espécie, pois ao consumir o limbo foliar a nervura central e as nervuras secundárias não são consumidas, deixam um aspecto de ‘rendado’ na folha (Figura 3), pertence à família Noctuidae e subfamília Plusiinae, (Walker, 1858), é uma espécie polífaga com mais de 170 hospedeiros alternativos, pode se alimentar de soja, algodão, feijão, girassol, tomate, tabaco, batata, morango, hortaliças em geral (SOSA-GÓMEZ et al., 2014).
Figura 3– Adulto, lagarta e dano de C. includens.

Fonte: SOSSA-GOMÉZ et al., 2014.
No Brasil, até meados da safra 2003/2004, C. includens era considerada uma praga secundária (esporadicamente atinge o nível de controle) na cultura da soja, pois era controlada naturalmente por parasitoides, predadores e, principalmente, por fungos entomopatogênicos (SOSA-GÓMEZ et al., 2010). A importância dessa espécie como praga principal da cultura veio à tona com seus frequentes surtos populacionais em decorrência do uso incorreto e indiscriminado de produtos químicos utilizados para o seu controle (BOTELHO, DA SILVA, AVILA, 2019).
3.3 Spodoptera frugiperda- Lagarta-do-cartucho
Spodoptera frugiperda (Lepidoptera: Noctuidae) J. E. Smith, 1797 (Figura 4) foi reconhecido como praga da cultura do milho (Zea mays) em 1797 na Geórgia-EUA. Com o decorrer do tempo e a sua grande capacidade de deslocar-se em grandes distâncias e ao hábito polífago proporcionou a sua colonização nas américas. O primeiro surto aconteceu nos Estados Unidos em 1899, quando altas densidades populacionais de S. frugiperda invadiram várias áreas de interesse econômico causando danos consideráveis (CRUZ, 1995).
Figura 4– Lagarta e adultos de S. frugiperda.

Fonte: SOSSA-GOMÉZ et al., 2014.
A fêmea da S. frugiperda deposita os ovos em massa sobre as folhas de milho, soja, trigo e outros hospedeiros, a temperatura ideal para completar seu ciclo de vida é de 25 a 30º C, após a eclosão, as lagartas começam a se alimentar das folhas do causando injúrias, a lagarta é facilmente reconhecida pela sua cor mais escura, e por apresentar um Y invertido em sua cápsula cefálica (CRUZ; MONTEIRO, 2004). Inicialmente o ataque é mais leve raspando os folíolos e o dano é crescente com o crescimento das lagartas (CRUZ; FIGUEIREDO; MATOSO, 1999). Caso o monitoramento e o controle não sejam realizados no momento certo, os danos podem aumentar causando a destruição total, acarretando prejuízos no rendimento que, no Brasil, pode variar entre 15 a 34% (CRUZ, 1995).
Existem alguns motivos para o aumento desta espécie no campo. Dentre eles está a introdução do milho safrinha e plantios de inverno com hospedeiros alternativos, o qual disponibiliza alimentos e condições climáticas propícias para seu desenvolvimento em qualquer época do ano. O uso intensivo de agroquímicos é outro fator que contribui com o aumento da população, visto que estes tem fracassado no controle da S. frugiperda por conta da resistência adquirida (DIEZ-RODRÍGUEZ; OMOTO, 2001).
3.4 COMPLEXO DE PERCEVEJOS
Os percevejos ao se alimentarem dos grãos definem o potencial de rendimento e qualidade da soja. Dentre os mais importantes estão os fitófagos da família Pentatomidae, com maior destaque a duas espécies de maior predominância nas culturas da soja e milho percevejo-marrom (Euschistus heros) e percevejo barrigaverde (Diceraeus melacanthus, D. furcathus) (figura 5) que ocorrem em densidades populacionais mais elevadas, coincidindo com o período de maior suscetibilidade da cultura, a partir do início de formação das vagens (R3) sendo, portanto, um período crítico (CORRÊA-FERREIRA; PANIZZI, 1999). Para um melhor controle dessas pragas na lavoura é de grande importância a amostragem, verificando em tempo real os exemplares presentes no campo (CORRÊA-FERREIRA, 2012), evitando a utilização desenfreada de agrotóxicos, e o aumento aparente nos casos de resistência (SOSA–GÓMEZ; SILVA, 2010).
Figura 5– (a) Percevejo-marrom e (b) barriga-verde.

Fonte: SOSSA-GOMÉZ et al., 2014.
Durante seu ciclo de vida passam pelas fases de ovo, ninfa (5 instares) que completam seu desenvolvimento em média em 25 dias e então tornam-se adultos, com longevidade média de 50 a 120 dias, seu comportamento na cultura de soja ocorre da seguinte forma: colonizam a cultura no final do estágio vegetativo, podendo estender-se até a floração, a partir do período de formação de vagens (canivetinho) as populações aumentam e até R5 (enchimento de grãos) as populações atingem níveis críticos e se não controlados causam danos expressivos à cultura, até R6 (final do enchimento de grãos as populações atingem seu pico máximo e depois iniciam a migração (figura 6) (CORRÊA-FERREIRA; PANIZZI, 1999)
Figura 6– Comportamento de percevejo ao longo ciclo de soja.

Fonte: CORRÊA-FERREIRA; PANIZZI, 1999.
É importante ressaltar que altas densidades populacionais de percevejos, independente da espécie, no período reprodutivo não causam prejuízos econômicos, desde que quando no período crítico essas populações sejam controladas, estudos demonstram que até 12 percevejos/m2 em V6, não alterou o rendimento da soja (SCOPEL et al., 2016) e populações de até 8 percevejos/ m2 de V9 até R2 não influenciam no rendimento final (CORRÊA-FERREIRA, 2005). Entretanto nos estágios R4 e R5 é essencial o cuidado com as populações para que não haja alterações de rendimento dos grãos.
4 MIP-SOJA: AMOSTRAGEM E NÍVEIS DE AÇÃO
Segundo Avila (2018) para a realização do monitoramento em soja recomenda-se dividir as áreas de cultivo superiores a 100 ha em talhões, conforme a cultivar, a idade das plantas, a topografia e as características de fertilidade do terreno, devendo-se percorrer toda a lavoura em zigue-zague e examinar, no mínimo, dez pontos de amostragem por talhão. A amostragem deve ser realizada com maior frequência em períodos de maiores incidências das pragas e de maior suscetibilidade da cultura. Geralmente em soja as amostragens são realizadas semanalmente. Já em culturas mais sensíveis como o milho até V9 as amostragens são realizadas a cada 3 dias (PICANÇO, 2010).
A amostragem em soja é realizada utilizando um pano de batida de 1 metro de largura por 1,5 metros de comprimento, o pano de batida deve ser encostado no colmo das plantas rente ao solo e realizar o chocalho de uma fileira de plantas (Figura 7). O monitoramento das pragas deve ser realizado no mínimo uma vez por semana, e o número de insetos/ pano de batida deve ser contabilizado e anotado em uma ficha de campo.
Figura 7– Sequência do uso do pano de batida para monitoramento de pragas em soja.

Fonte: CORRÊA-FERREIRA, 2012.
Para aplicações de métodos de controle deve analisar o estádio fenológico em que a planta se encontra, o nível de desfolha e o nível populacional. No período vegetativo os métodos para controlar a praga poderão ser aplicados quando o nível de ação (NC) contabilizar por pano de batida, a população média de 20 lagartas grandes (>1,5 cm), de falsa-medideira ou lagarta-da-soja, 10 lagartas grandes Spodoptera spp. e/ou 30% de desfolha.
O monitoramento intensifica-se a partir do florescimento, e a desfolha não deverá passar de 15% e neste momento além das lagartas é imprescindível o cuidado com percevejos, se a média das batidas chegar ao NC de 2 percevejos para áreas de grãos ou 1 para áreas de sementes, faz-se o controle químico. Considerando que o consumo das lagartas aumenta de uma forma considerável após o 3º instar, é importante observar o tamanho desta para que o controle seja no momento correto e eficaz (GÓMEZ, 2000; GRÜTZMACHER et al., 2000).
Ao realizar o monitoramento e os NC estiverem abaixo do recomendo para controle a população encontra-se em nível de equilíbrio (NE), porém o cuidado e os monitoramentos devem ser feitos no mínimo semanalmente pois eles podem passar o NC e causarem prejuízos econômicos à cultura que mesmo após o controle já foram causados, conhecido como nível de dano econômico (NDE).
4.1 Desafios e perspectivas para a ampliação do MIP
Apesar dos resultados positivos já observados, a expansão do MIP ainda enfrenta desafios significativos. Segundo Corrêa-Ferreira (2012), muitos produtores ainda carecem de orientação técnica contínua e de incentivos financeiros que permitam a substituição gradual do manejo convencional por práticas integradas. Além disso, há limitações na disponibilidade de agentes biológicos registrados e na infraestrutura de laboratórios de multiplicação, o que restringe a adoção em larga escala.
Bueno et al. (2012) afirmam que a resistência cultural ao novo modelo de manejo também é um obstáculo relevante. Em regiões onde predomina o modelo de produção intensiva e o uso calendarizado de inseticidas, o MIP é frequentemente visto como uma prática demorada ou de difícil aplicação. No entanto, estudos recentes conduzidos pela Embrapa Soja demonstram que a adoção gradual do MIP é plenamente viável e pode ser implementada sem comprometer a produtividade (SOSA-GÓMEZ; OMOTO, 2012).
De acordo com Moura et al. (2014), o futuro do MIP no Brasil depende de três pilares principais: capacitação técnica contínua, integração entre pesquisa e extensão rural, e incentivo governamental à inovação sustentável. Quando esses elementos são combinados, cria-se um ambiente favorável à modernização da agricultura com base em princípios ecológicos. A consolidação de redes de monitoramento e a ampliação dos programas de controle biológico comercial também são caminhos essenciais para a redução do uso de agrotóxicos e para o fortalecimento da agricultura de baixo impacto ambiental.
Por fim, Oliveira et al. (2022) ressaltam que o MIP representa uma mudança de paradigma: de uma agricultura baseada em reações químicas para uma agricultura baseada em decisões técnicas e ecológicas. Essa transição requer comprometimento dos produtores, pesquisadores e do Estado, garantindo que a produtividade e a sustentabilidade caminhem juntas, em benefício do ambiente e da sociedade.
5 MATERIAIS E MÉTODOS
O estudo foi desenvolvido a partir de uma abordagem de pesquisa qualitativa por meio de revisão bibliográfica realizada a partir do levantamento de artigos científicos com temática abordada. Para tanto, foram utilizados Google Acadêmico, livros, artigos científicos, teses, dissertações e outras fontes relevantes para a compreensão do controle de pragas na agricultura. A pesquisa concentrou-se em publicações consideradas de fundamentação teórica, relacionadas ao tema, e de até 10 anos e através das palavras: MIP; soja; aplicação, métodos de controle, percevejo, cigarrinha do milho, agricultura e monitoramento de pragas.
6 RESULTADOS E DISCUSSÃO
A análise da literatura e dos relatórios sobre a implementação do Manejo Integrado de Pragas (MIP) evidencia que programas bem planejados funcionam como uma ferramenta de controle supervisionado, permitindo organizar de forma sistemática as práticas de manejo e integrar de maneira eficiente os controles químicos e biológicos. Conforme Gazzoni (2012), os inseticidas devem ser aplicados de forma seletiva e somente quando o monitoramento indicar que a população da praga-alvo atingiu o nível de ação econômica, preservando assim os agentes biológicos e reduzindo impactos ambientais.
Estudos recentes demonstram que a aplicação correta do MIP contribui significativamente para a redução de custos de produção, devido à diminuição do número de pulverizações e do uso de agrotóxicos. De Oliveira et al. (2022) apontam que, na cultura da soja no Paraná, o número de aplicações de inseticidas é frequentemente maior do que o necessário, resultado da falta de monitoramento e da percepção equivocada sobre a tolerância da soja a infestações de pragas até o nível de ação. Esse excesso de aplicações não apenas aumenta os custos de produção, mas também prejudica os insetos benéficos, essenciais para o equilíbrio ecológico das lavouras.
O relatório “Resultados do Manejo Integrado de Pragas no Paraná – safra 20/21” evidencia que as Unidades de Referência (URs) apresentam diferenciais importantes em relação às áreas manejadas pelos produtores. Nessas URs, o número médio de aplicações foi reduzido em 1,7, correspondendo a uma redução de 50% das aplicações observadas no manejo convencional, o que equivale a aproximadamente um saco de soja por hectare, impactando positivamente a margem líquida do produtor (DE OLIVEIRA et al., 2022). Além disso, o período seguro entre a emergência das plantas e a primeira aplicação foi estendido para mais de 60 dias, mostrando que o MIP permite otimizar o manejo sem comprometer a produtividade.
Apesar desses avanços, muitos produtores ainda programam aplicações de inseticidas de forma preventiva, muitas vezes aproveitando momentos de aplicação de herbicidas ou fungicidas (BUENO et al., 2012). Essa prática eleva custos, aumenta os riscos de contaminação ambiental e humana, reduz a população de inimigos naturais e favorece surtos populacionais, aumentando a necessidade de novas aplicações (CORRÊA-FERREIRA et al., 2010). Além disso, contribui para a seleção de insetos resistentes (SOSA-GÓMEZ; OMOTO, 2012) e pode gerar barreiras comerciais internacionais à exportação de soja e seus derivados.
Dessa forma, os resultados analisados demonstram que a adoção do MIP, quando baseada em monitoramento técnico e integração de métodos de controle, promove a sustentabilidade econômica e ambiental da agricultura, protege a biodiversidade e mantém a eficiência produtiva, reforçando a importância de programas de capacitação e conscientização dos produtores para a correta implementação dessas práticas.
7 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Diante do exposto, conclui-se que o Manejo Integrado de Pragas (MIP) constitui uma ferramenta indispensável para o desenvolvimento de uma agricultura mais sustentável, eficiente e economicamente viável. Sua aplicação permite reduzir a dependência de defensivos químicos, preservar os inimigos naturais das pragas e otimizar o uso dos recursos disponíveis, promovendo equilíbrio entre produtividade e conservação ambiental. A análise bibliográfica evidenciou que o MIP não apenas contribui para a diminuição de custos e impactos ambientais, mas também fortalece a segurança alimentar e a saúde dos trabalhadores rurais. Considerando os desafios enfrentados pelos produtores nas últimas safras, como as variações climáticas e o aumento nos custos de produção, torna-se imprescindível ampliar a adoção de práticas integradas de manejo e investir em capacitação técnica. Assim, o fortalecimento das políticas públicas, da pesquisa científica e da difusão de tecnologias aplicadas ao MIP representa um caminho essencial para consolidar uma agricultura mais consciente, equilibrada e sustentável no Brasil.
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