FATORES DE RISCO ASSOCIADOS AO DESENVOLVIMENTO DE PARKINSON EM IDOSOS: REVISÃO INTEGRATIVA  

RISK FACTORS ASSOCIATED WITH THE DEVELOPMENT OF PARKINSON’S DISEASE IN THE ELDERLY: INTEGRATIVE REVIEW 

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/fa10202511062218


Ana Eliza Mendes da Silva1, Andressa Holanda Alves1, Caio Pachellini Reis de Oliveira1, Emanuelle Cardoso dos Santos1, Luís Michel Silva Lima1, Maria Lis Barbosa Damasceno de Moura Santos1, Francielle Alba Moraes2


RESUMO

Introdução: A Doença de Parkinson é uma enfermidade neurodegenerativa crônica e progressiva que representa um desafio crescente para a saúde pública, especialmente na população idosa. Caracteriza-se pela degeneração de neurônios dopaminérgicos e pela deposição anômala da proteína alfa-sinucleína, levando a graves comprometimentos motores e não motores. Objetivo: Identificar, por meio de uma revisão integrativa, os principais fatores de risco associados ao desenvolvimento da Doença de Parkinson em indivíduos idosos. Materiais e Métodos: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, com buscas realizadas nas bases de dados LILACS e PubMed. Foram selecionados artigos publicados entre 2023 e 2025, seguindo critérios de inclusão e exclusão predefinidos. Resultados: A análise dos 17 artigos selecionados evidencia que o envelhecimento é o principal fator de risco não modificável para a Doença de Parkinson. Fatores genéticos, como mutações nos genes SNCA e LRRK2, e fatores ambientais, notavelmente a exposição a pesticidas e metais pesados, também demonstraram forte associação com o desenvolvimento da doença. Em contrapartida, fatores de estilo de vida, como a prática regular de atividade física e o consumo de cafeína, emergiram como potenciais fatores de proteção. Considerações finais: A Doença de Parkinson decorre de uma complexa interação de múltiplos fatores. A compreensão dessa etiologia multifatorial é crucial para o desenvolvimento de estratégias de prevenção, diagnóstico precoce e promoção de hábitos de vida saudáveis voltados à saúde do idoso. 

Palavras-chave: Doença de Parkinson. Fatores de risco. Envelhecimento. Neurodegeneração. Alfa-sinucleína. 

1 INTRODUÇÃO 

A doença de Parkinson (DP) é uma doença neurodegenerativa crônica e progressiva em que há a degeneração gradual preferencialmente de neurônios dopaminérgicos da substância negra do mesencéfalo. Essa destruição ocasionará alterações no sistema nervoso e irá desencadear manifestações clínicas que podem incluir tanto sintomas motores como não motores, como a bradicinesia, rigidez muscular, comprometimento cognitivo e distúrbios do sono. 

O envelhecimento populacional mundial é uma condição que vem acontecendo de forma acelerada, deixando mais evidente as doenças crônicas degenerativas e incapacitantes que acometem principalmente essa população. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 1% da população acima de 65 anos vai conviver com algum grau de doenças relacionadas com o Parkinson (OMS, 2022). Diante do aumento da expectativa de vida da população nos últimos anos, é possível que esse número possa alcançar 3% até 2030. 

O envelhecimento é considerado o principal fator de risco para o desenvolvimento da DP, mas o surgimento dessa doença pode estar atrelado à outros fatores de risco como condições genéticas, os hábitos de vida e fatores ambientais. A relevância acadêmica desta revisão está associada à identificação e compreensão dos múltiplos fatores de risco que podem favorecer o desenvolvimento da DP em idosos, visto que essa identificação e o diagnóstico precoce podem possibilitar a prevenção e a progressão da doença.  

Desse modo, estudar esse tema auxilia a reconhecer possíveis fatores que possam ser ajustados, como a exposição ambiental a pesticidas e materiais pesados ou quadros infecciosos, para diminuir as chances de desencadearem essa doença e estimular a promoção de hábitos saudáveis voltados à saúde do idoso. Diante do proposto, este estudo tem como objetivo investigar através dos artigos científicos quais os fatores de risco que podem estar associados ao desenvolvimento de Parkinson em pacientes idosos. 

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 

A DP é uma enfermidade neurodegenerativa crônica e progressiva, sendo a segunda mais prevalente em escala global, superada apenas pela Doença de Alzheimer. Sua etiologia é complexa e multifatorial, decorrente de uma interação entre suscetibilidade genética, fatores ambientais e estilo de vida (QUEZADA RIVERA et al., 2024). 

O marco fisiopatológico central da DP é a degeneração progressiva de neurônios dopaminérgicos na substância negra pars compacta, que resulta em uma depleção acentuada de dopamina no corpo estriado. Histopatologicamente, a doença é caracterizada pela presença de agregados proteicos intracelulares anormais, os corpos de Lewy, compostos majoritariamente pela proteína alfa-sinucleína, é a assinatura da doença (TUMAS et al., 2025). A patogênese envolve múltiplos mecanismos, com destaque para o estresse oxidativo e a neuroinflamação.  

Evidências recentes apontam a ativação sustentada da micróglia, as células imunes residentes do sistema nervoso central, como um fator crucial para a morte neuronal. Em condições patológicas, a micróglia libera mediadores inflamatórios e neurotóxicos que perpetuam um ciclo vicioso: os agregados de alfa-sinucleína ativam a micróglia, e a resposta inflamatória resultante acelera a agregação e a disseminação da patologia proteica, exacerbando o dano neuronal (CHEN et al., 2025). 

As manifestações clínicas são consequência direta dessas alterações neuroquímicas. O diagnóstico é fundamentado nos sintomas motores cardinais, que compõem a síndrome parkinsoniana clássica: bradicinesia (lentidão de movimento), rigidez muscular, tremor de repouso e instabilidade postural (TUMAS et al., 2025). Adicionalmente, sintomas não motores, como constipação, depressão, ansiedade e distúrbios do sono, frequentemente precedem o quadro motor em anos e impactam significativamente a qualidade de vida dos pacientes (GU, TANG & CHEN, 2025). 

No diagnóstico diferencial, é imperativo distinguir a DP idiopática de outras condições que apresentam sintomas similares, denominadas parkinsonismo secundário. Dentre estas, o parkinsonismo induzido por fármacos possui elevada prevalência, especialmente na população idosa. Fármacos que antagonizam a neurotransmissão dopaminérgica, como neurolépticos (ex: haloperidol), antieméticos (ex: metoclopramida) e certos bloqueadores de canais de cálcio (ex: flunarizina), são causas comuns. A diferenciação exige uma análise criteriosa do histórico medicamentoso do paciente (COSENTINO, 2022). 

Outras etiologias de parkinsonismo secundário incluem a exposição ocupacional a metais pesados, como o mercúrio, que exerce toxicidade direta sobre os gânglios da base (CASTRO, URIBE & SALAZAR, 2025). 

2.1 EPIDEMIOLOGIA E IMPACTO NA POPULAÇÃO IDOSA 

A DP é a enfermidade neurodegenerativa de mais rápido crescimento em escala global. A Organização Mundial da Saúde (OMS), em seu relatório de 2022, estimou que 8,5 milhões de pessoas viviam com a condição, com base em dados de 2019, um número que duplicou em aproximadamente duas décadas (OMS, 2022).  Estimativas mais recentes indicam uma prevalência global de 1,51 casos por mil habitantes, com projeções que apontam para uma duplicação desse valor nas próximas três décadas, um cenário que alguns autores descrevem como uma “pandemia de Parkinson” (LIU et al., 2025). 

O envelhecimento é o principal fator de risco não modificável para o desenvolvimento da DP, refletindo o acúmulo de danos oxidativos, disfunção mitocondrial e processos neuroinflamatórios ao longo da vida (LIU et al., 2025). Contudo, o aumento da prevalência não pode ser atribuído apenas à maior longevidade populacional. Fatores ambientais, como a exposição a pesticidas, solventes e subprodutos da industrialização, são cada vez mais implicados na patogênese da doença, sugerindo uma complexa interação gene-ambiente (SANTOS et al., 2025; TUMAS et al., 2025). 

No contexto latino-americano, o Brasil se destaca com uma das maiores prevalências da doença, ocupando a sétima posição em estimativas de 2016. Este dado reflete não apenas o envelhecimento demográfico acelerado do país, mas também o aprimoramento da capacidade diagnóstica (COSENTINO, 2022). 

O impacto da DP na população idosa é profundo. Além das limitações motoras e não motoras que comprometem a autonomia e a qualidade de vida, a doença impõe um fardo econômico substancial aos sistemas de saúde e às famílias. Essa realidade sublinha a urgência de estratégias de saúde pública focadas na detecção precoce, reabilitação multidisciplinar e suporte social contínuo, visando mitigar os efeitos da doença e promover um envelhecimento mais saudável (FERREIRA et al., 2025). 

2.2 INFLUÊNCIA GENÉTICA 

Embora a DP seja predominantemente classificada como idiopática, correspondendo a 85-90% dos casos, fatores genéticos desempenham um papel etiológico crucial em 10-15% dos pacientes. Deste subgrupo, estima-se que 3-5% dos casos tenham uma origem monogênica, enquanto os demais seguem um padrão poligênico de herança (QUEZADA RIVERA et al., 2024). 

A elucidação da base genética da DP teve seu marco inicial com a identificação de mutações no gene SNCA, que codifica a proteína alfa-sinucleína, em famílias com padrão de herança autossômica dominante. Esta descoberta não apenas estabeleceu a primeira ligação causal direta entre uma mutação e a doença, mas também solidificou o papel central da alfa-sinucleína na fisiopatologia, ao ser identificada como o principal componente dos corpos de Lewy, agregados proteicos característicos tanto das formas genéticas quanto das esporádicas (COSENTINO, 2022). 

Atualmente, diversos genes foram associados a formas familiares da DP. Entre os que seguem um padrão de herança autossômica dominante, mutações nos genes LRRK2 (quinase 2 rica em repetições de leucina) e GBA (glucocerebrosidase) são reconhecidas como as causas genéticas mais comuns. Por outro lado, mutações com padrão de herança autossômica recessiva, como as encontradas nos genes PRKN (Parkin), PINK1 e DJ-1, estão tipicamente associadas a fenótipos de início precoce ou juvenil (COSENTINO, 2022). 

Além das mutações causais, certas variantes genéticas funcionam como fatores de suscetibilidade, que, em interação com gatilhos ambientais e mecanismos epigenéticos, modulam o risco individual para o desenvolvimento da doença (QUEZADA RIVERA et al., 2024).  

Nesse contexto, a pesquisa epigenética recente tem explorado o papel de elementos regulatórios não codificantes, como os RNAs que interagem com PIWI (piRNAs). A desregulação desses piRNAs no sistema nervoso central pode contribuir para a neurodegeneração através da ativação de elementos transponíveis e da modulação de vias epigenéticas, abrindo um novo campo de investigação sobre a vulnerabilidade molecular na DP (REYES et al., 2025). 

2.3 FATORES DE RISCO AMBIENTAIS 

A hipótese de que fatores ambientais contribuem para a etiologia da DP foi consolidada após a descoberta de que a 1-metil-4-fenil-1,2,3,6-tetraidropiridina (MPTP), um contaminante neurotóxico, induzia um quadro de parkinsonismo agudo em humanos, demonstrando a vulnerabilidade dos neurônios dopaminérgicos a compostos exógenos. Desde então, múltiplos fatores ambientais foram associados a um risco aumentado para o desenvolvimento da doença.(COSENTINO, 2022). 

A exposição a pesticidas e herbicidas é um dos fatores de risco mais bem estabelecidos. Compostos como rotenona, paraquate, glifosato e o fungicida maneb estão implicados na degeneração neuronal através de mecanismos que incluem disfunção mitocondrial, estresse oxidativo e ativação microglial (SANTOS et al., 2025). 

O contexto brasileiro é particularmente relevante, dado que o país responde por aproximadamente 20% do consumo global de agrotóxicos. Uma revisão sistemática de estudos nacionais corroborou essa associação, identificando uma correlação positiva entre a exposição ocupacional a pesticidas e o aumento da incidência de DP em 11 dos 12 trabalhos analisados. Fatores correlatos, como residir em zonas rurais e o consumo de água de poço, também são apontados como potenciais riscos, embora a evidência ainda seja debatida. (SANTOS et al., 2025). 

A exposição ocupacional a metais pesados, como mercúrio, manganês e chumbo, constitui outro fator de risco significativo. A inalação crônica de vapores metálicos, comum em atividades de mineração e fundição, pode exercer neurotoxicidade direta sobre os gânglios da base e intensificar o dano oxidativo, contribuindo para a morte de neurônios dopaminérgicos (CASTRO, URIBE & SALAZAR, 2025). 

Adicionalmente, agentes infecciosos têm sido investigados como potenciais gatilhos. Evidências de meta-análises sugerem que infecções crônicas pelos vírus da hepatite B (VHB) e C (VHC) elevam o risco de DP, possivelmente por induzirem um estado de neuroinflamação persistente (LIU et al., 2025).  

Outros fatores, como o histórico de traumatismo cranioencefálico, também demonstram uma associação positiva com a doença. Em contrapartida, de forma paradoxal, o tabagismo e o consumo de cafeína têm sido consistentemente associados a um menor risco de desenvolver  DP, sugerindo mecanismos neuroprotetores que ainda são objeto de intensa investigação (COSENTINO, 2022). 

2.4 FATORES DE RISCO CLÍNICOS E FISIOLÓGICOS 

Além dos determinantes genéticos e ambientais, um espectro de fatores clínicos, fisiológicos e metabólicos modula a suscetibilidade individual à DP. A compreensão desses elementos, muitos dos quais potencialmente modificáveis, é crucial para o desenvolvimento de estratégias preventivas. 

Entre os biomarcadores sistêmicos, níveis séricos elevados de ácido úrico estão consistentemente associados a um risco reduzido de desenvolver DP, especialmente em homens. O urato atua como um potente antioxidante endógeno, neutralizando espécies reativas de oxigênio e atenuando o estresse oxidativo, um mecanismo central na degeneração dopaminérgica. Notavelmente, a gota clínica, enquanto manifestação da hiperuricemia, não confere o mesmo efeito protetor (QTAISHAT et al., 2025). 

Em contrapartida, concentrações séricas reduzidas do Fator Neurotrófico Derivado do Cérebro (BDNF) têm sido observadas em pacientes com DP, correlacionando-se com a severidade de sintomas não motores, como o declínio cognitivo (FERNANDES & PEREIRA, 2025; ZHAO et al., 2025). 

Do ponto de vista fisiopatológico, a disbiose intestinal emergiu como um fator de grande relevância. Alterações na composição da microbiota, com predomínio de espécies pró-inflamatórias, podem aumentar a permeabilidade da barreira intestinal e promover a ativação microglial, impulsionando a neuroinflamação através do eixo intestino-cérebro (FERREIRA et al., 2025).  

Outro marcador fisiológico é a hiperecogenicidade da substância negra, detectável por ultrassonografia transcraniana, que está presente em cerca de 90% dos pacientes e é considerada um marcador de vulnerabilidade neuronal (FERNANDES & PEREIRA, 2025). 

Comorbidades clínicas também influenciam o risco. O diabetes mellitus está associado a uma maior suscetibilidade à DP idiopática (TUMAS et al., 2025). Adicionalmente, a doença cerebrovascular pode ocasionar o parkinsonismo vascular, um quadro secundário resultante de lesões isquêmicas em circuitos extrapiramidais (FERNANDES & PEREIRA, 2025). 

Finalmente, fatores de estilo de vida exercem uma modulação significativa. A prática regular de atividade física, o consumo de cafeína e, paradoxalmente, o tabagismo tem sido associados a um menor risco de DP. Em contrapartida, o consumo elevado de laticínios parece aumentar a suscetibilidade à doença (TUMAS et al., 2025). 

2.5 MECANISMOS FISIOPATOLÓGICOS ASSOCIADOS 

A fisiopatologia da DP é um processo multifacetado que culmina na degeneração progressiva de neurônios dopaminérgicos na substância negra pars compacta e na consequente depleção de dopamina no estriado. O marco histopatológico central é o acúmulo de agregados intracelulares de alfa-sinucleína mal dobrada, formando corpos e neuritos de Lewy (COSENTINO, 2022). 

A hipótese de Braak postula que essa patologia proteica se inicia em regiões periféricas, como o sistema nervoso entérico e o bulbo olfatório, e se propaga de forma ascendente e estereotipada para o mesencéfalo e, posteriormente, para o córtex. Essa propagação, análoga a um mecanismo prion-like, é consistente com o surgimento precoce de sintomas não motores, como constipação e anosmia, que frequentemente antecedem as manifestações motoras (COSENTINO, 2022). Múltiplos mecanismos celulares interagem para impulsionar a neurodegeneração: como descrito no Quadro 1. 

Quadro 1 – Mecanismos Celulares na Neurodegeneração da Doença de Parkinson, 2025. 

Mecanismo Celular Descrição do Processo Consequência Principal 
Disfunção do Transporte Axonal Falha no transporte axonal retrógrado, associada à disfunção de proteínas motoras (ex: dinactina), que impede a remoção de autofagossomos. Acúmulo de alfa-sinucleína e outras proteínas tóxicas no axônio, levando à degeneração axonal precoce. 
Disfunção Mitocondrial e Estresse Oxidativo Inibição do complexo I da cadeia respiratória por fatores exógenos (toxinas) ou endógenos, resultando em produção excessiva de espécies reativas de oxigênio (ERO). Danos oxidativos a macromoléculas (lipídios, proteínas, DNA), contribuindo diretamente para a morte celular neuronal. 
Neuroinflamação Ativação crônica e sustentada de células gliais (microglia e astrócitos) por estímulos como agregados de alfa-sinucleína, disbiose intestinal ou infecções. Criação de um ambiente neurotóxico que amplifica e perpetua o ciclo de dano e morte neuronal. 
Instabilidade Genômica e Disfunção Epigenética Perda de regulação epigenética (ex: disfunção de piRNAs) sobre elementos transponíveis (“genes saltadores”), resultando em danos ao DNA. Disfunção mitocondrial secundária, ativação de vias de apoptose e aceleração da degeneração dopaminérgica. 
Fonte: Elaborado pelos autores, 2025. 

Em conjunto, esses mecanismos, acúmulo proteico, falha no transporte axonal, estresse oxidativo, neuroinflamação e instabilidade genômica, formam uma rede patológica interconectada que impulsiona a perda neuronal progressiva na DP. 

3 METODOLOGIA  

A presente pesquisa consiste em uma revisão integrativa da literatura, cujo objetivo é sintetizar os estudos mais relevantes sobre os fatores de risco associados à DP em idosos. O processo de seleção dos artigos foi conduzido seguindo as recomendações do PRISMA 2020 

A estratégia de busca foi executada nas bases de dados LILACS e PubMed com os descritores “Parkinson”, “Doença de Parkinson”, “Idoso” e “Doenças neurodegenerativas”. Na LILACS, a busca inicial retornou 2.816 artigos, número que, após a aplicação do filtro temporal (publicações de 2023 em diante), foi refinado para 257 estudos. Na PubMed, a busca foi duplamente filtrada por tipo de publicação (“Systematic Review”) e pelo mesmo critério temporal, o que levou à seleção de 132 artigos. Dessa forma, a fase de identificação foi concluída com um total de 389 estudos. 

O processo de seleção dos artigos seguiu as etapas de identificação, triagem, elegibilidade e inclusão. Na primeira etapa foram identificados 389 artigos (257 da LILACS e 132 da PubMed). Na segunda etapa, após a leitura de títulos e resumos, foram removidos estudos duplicados e aqueles que não abordavam diretamente a temática, resultando na seleção de 107 artigos para a próxima fase. Na terceira etapa 90 artigos foram excluídos por não atenderem a todos os critérios de inclusão (por exemplo, foco inadequado, metodologia divergente ou trabalhos incompletos). Na última etapa, 17 artigos que cumpriam todos os requisitos foram selecionados para compor a análise desta revisão. Foram incluídos estudos em língua portuguesa, espanhol e inglês. 

Figura 1 – Fluxograma das diferentes fases da revisão integrativa, 2025. 

Fonte: Elaborado pelos autores, 2025. 
4 RESULTADOS E DISCUSSÕES 

A análise dos 17 artigos selecionados permitiu a construção de uma discussão aprofundada sobre a complexa rede de fatores associados à DP em idosos. Os principais achados de cada estudo estão sintetizados no Quadro 2 os resultados reafirmam que a DP é uma condição multifatorial, cujas manifestações clínicas, como bradicinesia, tremor de repouso e sintomas não motores (depressão, distúrbios do sono e declínio cognitivo) derivam de uma importante interação entre vulnerabilidade genética, gatilhos ambientais, desregulação de mecanismos celulares e fatores ligados ao estilo de vida (MAINARDO et al., 2024). 

AutoriaTipo de EstudoPrincipais Achados
Santos et al.
(2025) 
Revisão 
Sistemática
Associação positiva entre exposição a agrotóxicos e a ocorrência da DP no país.
Liu et al.
(2025)
Meta-análiseInfecções crônicas pelos vírus da hepatite B e C elevam o risco de DP.
Quezada 
Rivera et al.
(2024)
Revisão 
Narrativa
Mutações em genes como SNCA, LRRK2 e GBA são cruciais em 10-15% dos casos.
Castro, Uribe 
& Salazar
(2025) 
Estudo de CasoIntoxicação por mercúrio pode induzir um quadro de parkinsonismo severo.
Tumas et al.
(2025)
Revisão CríticaEstilo de vida (atividade física, dieta) modula o risco; diabetes aumenta a suscetibilidade.
Qtaishat et al.(2025)Revisão 
Sistemática
Níveis elevados de ácido úrico (hiperuricemia) estão associados a um risco reduzido de DP. 
Chen et al.
(2025)
Análise 
Bibliométrica 
A ativação crônica da microglia perpetua um ciclo de dano neuronal e agregação proteica.
Wu et al.
(2025)
Estudo 
Experimental
A disfunção no transporte axonal impede a limpeza de agregados de alfa-sinucleína.
Reyes et al.
(2025)
Revisão 
Sistemática
A desregulação epigenética (piRNAs) pode levar a danos no DNA e acelerar a neurodegeneração.
Couto &
Soares (2022)
Estudo 
Transversal
Alta prevalência (74,3%) de fragilidade em pacientes com DP, associada a sintomas motores e não motores. 
Fernandes & 
Pereira (2025)
RevisãoA hiperecogenicidade da substância negra (vista em ultrassom) é um marcador de vulnerabilidade.
Gu, Tang & 
Chen (2025)
Revisão 
Sistemática
Terapias direcionadas à microbiota intestinal (probióticos) melhoram sintomas motores e não motores.
Zhao et al. 
(2025)
Revisão 
Sistemática
Níveis reduzidos do fator neurotrófico BDNF se correlacionam com o declínio cognitivo na DP.
Cosentino 
(2022)
Livro (Revisão 
Histórica)
Consolida a interação entre fatores genéticos, ambientais (MPTP, toxinas) e o envelhecimento.
Du (2025)RevisãoA Medicina Tradicional Chinesa oferece neuroproteção ao modular vias de sobrevivência celular.
Ferreira et al. 
(2025)
Revisão 
Abrangente
A disbiose intestinal promove a neuroinflamação sistêmica através do eixo intestino-cérebro.
Mainardo et al. (2024)Revisão 
Bibliográfica
Reafirma a DP como uma condição multifatorial, integrando genética, ambiente e estilo de vida.
Fonte: Elaborado pelos autores (2025).

Como destacam Couto & Soares (2022), a DP é a segunda doença neurodegenerativa mais prevalente na população idosa, um dado alarmante considerando o envelhecimento populacional global.  

A etiologia, conforme sintetizado por Gu, Tang & Chen (2025), envolve uma convergência de fatores que incluem predisposição genética, exposição a toxinas ambientais, estresse oxidativo, disbiose da microbiota intestinal e neuroinflamação crônica, sendo estes os pilares que sustentam o desenvolvimento e a progressão da doença. 

4.1 A INTERAÇÃO GENE-AMBIENTE COMO GATILHO 

A literatura evidencia que, embora a maioria dos casos de DP seja idiopática, a vulnerabilidade genética é um fator determinante. Quezada Rivera et al. (2024) detalham que cerca de 10-15% dos pacientes possuem um componente genético claro, com mutações em genes como SNCA, LRRK2 e GBA sendo as mais associadas a formas familiares. No entanto, essa predisposição genética raramente atua sozinha, sendo frequentemente modulada por gatilhos ambientais.  

A exposição a pesticidas, por exemplo, é um dos fatores de risco mais bem estabelecidos. Uma revisão sistemática focada na população brasileira corroborou essa associação, mostrando uma correlação positiva entre a exposição ocupacional a agrotóxicos e o aumento da incidência de DP (SANTOS et al., 2025). Os achados reforçam a necessidade de políticas públicas voltadas à regulação do uso de agrotóxicos, promoção de atividade física e incentivo a pesquisas sobre biomarcadores precoces, especialmente em populações envelhecidas 

De forma semelhante, a exposição a metais pesados, como o mercúrio, pode induzir diretamente um quadro de parkinsonismo, como ilustrado no estudo de caso de Castro, Uribe & Salazar (2025), reforçando como agentes neurotóxicos externos podem desencadear a patologia. Adicionalmente, agentes infecciosos também emergem como potenciais moduladores de risco, com meta-análises indicando que infecções crônicas pelos vírus da hepatite B e C podem elevar o risco de DP, possivelmente ao induzir um estado de neuroinflamação persistente (LIU et al., 2025). 

4.2 DA NEUROINFLAMAÇÃO À FALHA CELULAR 

No nível celular, a neurodegeneração é impulsionada por uma cascata de eventos. A neuroinflamação, mediada pela ativação crônica da microglia, é um mecanismo central. 

Conforme a análise bibliográfica de Chen et al. (2025), a microglia ativada libera mediadores inflamatórios que perpetuam um ciclo de dano neuronal, exacerbando a agregação de alfa-sinucleína. 

Um estudo de Wu et al. (2025) demonstrou que a disfunção no transporte axonal, especificamente pela redução da proteína dinactina, impede a limpeza de agregados proteicos via autofagia. Isso leva ao acúmulo de alfa-sinucleína nos axônios, causando uma degeneração que precede a morte do corpo celular do neurônio. Em um nível ainda mais fundamental, a instabilidade genômica, modulada por elementos epigenéticos como os piRNAs, também contribui para a vulnerabilidade neuronal, abrindo novas frentes de pesquisa sobre a regulação gênica na DP (REYES et al., 2025). 

4.3 FATORES CLÍNICOS, METABÓLICOS E O EIXO INTESTINO-CÉREBRO 

A suscetibilidade à DP também é influenciada por fatores fisiológicos e metabólicos. De forma notável, níveis séricos elevados de ácido úrico foram consistentemente associados a um risco reduzido de desenvolver a doença, um efeito atribuído às potentes propriedades antioxidantes do urato (QTAISHAT et al., 2025). Em contrapartida, concentrações reduzidas do Fator Neurotrófico Derivado do Cérebro (BDNF) são frequentemente observadas em pacientes com DP, correlacionando-se com a severidade de sintomas não motores, como o declínio cognitivo (ZHAO et al., 2025).  

A conexão entre o intestino e o cérebro ganhou imenso destaque, com a disbiose intestinal sendo apontada como um fator que promove a neuroinflamação sistêmica (FERREIRA et al., 2025). Terapias direcionadas à microbiota, como o uso de probióticos, têm mostrado resultados promissores na melhora de sintomas motores e não motores, como a constipação, reforçando a relevância do eixo intestino-cérebro na patogênese da DP (GU, TANG & CHEN, 2025). 

4.4 IMPACTO CLÍNICO, DIAGNÓSTICO E NOVAS PERSPECTIVAS TERAPÊUTICAS 

Um estudo com idosos brasileiros revelou uma alta prevalência (74,3%) da síndrome de fragilidade em pacientes com DP, associando-a a manifestações motoras (rigidez, instabilidade postural) e não motoras (déficit cognitivo, depressão) (COUTO & SOARES, 2022). Ferramentas diagnósticas como a ultrassonografia transcraniana podem auxiliar na identificação de marcadores de vulnerabilidade, como a hiperecogenicidade da substância negra, presente em cerca de 90% dos pacientes (FERNANDES & PEREIRA, 2025). 

Enquanto a compreensão dos mecanismos avança, novas abordagens terapêuticas emergem. Uma revisão conduzida por Du (2025) destaca o potencial da Medicina Tradicional Chinesa, que, em vez de focar na reposição de dopamina, utiliza compostos que modulam vias de sobrevivência celular, como a PI3K/AKT, oferecendo neuroproteção.  

Figura 1 – A via de sinalização PI3K/AKT regula o desenvolvimento da doença de Parkinson.  Modelo de DP induzido por MPTP. 

Fonte: DU, 2025.

Finalmente, fatores de risco modificáveis, como a prática de atividade física e o consumo de cafeína, foram associados a um menor risco de DP, enquanto o diabetes mellitus e o consumo elevado de laticínios parecem aumentar a suscetibilidade (TUMAS et al., 2025), sublinhando a importância do estilo de vida na prevenção da doença. 

5 CONCLUSÃO 

A presente revisão de literatura permitiu constatar que a DP é uma condição neurodegenerativa de etiologia multifatorial, cuja gênese reside em uma complexa e intrincada interação entre fatores não modificáveis e modificáveis. Conforme demonstrado, o envelhecimento se consolida como o principal e mais significativo fator de risco para o desenvolvimento da doença, criando um cenário de vulnerabilidade biológica sobre o qual outros elementos atuam de forma sinérgica. 

Foi evidenciado que a predisposição genética desempenha um papel crucial, com mutações em genes como SNCA, LRRK2, GBA, PRKN e PINK1 diretamente implicadas no aumento da suscetibilidade para o desenvolvimento da doença, especialmente em casos de início precoce e familiar. Contudo, a expressão dessa vulnerabilidade genética é frequentemente modulada por gatilhos externos. Nesse sentido, os fatores ambientais, com destaque para a exposição a pesticidas, emergem como um contribuinte significativo, induzindo processos de estresse oxidativo e disfunção mitocondrial que aceleram a degeneração neuronal. 

Adicionalmente, a análise dos mecanismos fisiopatológicos reforça a ideia de que a falha em processos celulares fundamentais, como o transporte axonal e a autofagia, leva ao acúmulo patológico da proteína alfa-sinucleína, evento central na morte dos neurônios dopaminérgicos. Fatores relacionados ao estilo de vida, como a prática de atividade física e padrões alimentares específicos, também se mostraram relevantes, atuando como elementos de proteção ou de risco, o que abre perspectivas importantes para a prevenção. 

Conclui-se que a abordagem da DP exige uma visão integrada que transcenda a análise de fatores isolados. A compreensão de que a doença resulta da interação entre o envelhecimento, a herança genética e as exposições ambientais ao longo da vida é fundamental para o desenvolvimento de estratégias de saúde pública mais eficazes. Tais estratégias devem focar não apenas no tratamento, mas também na mitigação de fatores de risco modificáveis, no diagnóstico precoce e na promoção de um envelhecimento saudável, visando reduzir a incidência e o impacto desta enfermidade debilitante na população idosa. 

REFERÊNCIAS 

CASTRO, S. Z.; URIBE, P. C.; SALAZAR, C. Parkinsonismo en fundidor de oro: intoxicación por mercurio. Acta neurológica colombiana, v. 41, n. 2, 1 abr. 2025. Disponível em: https://www.actaneurologica.com/index.php/anc/article/view/1849 Acesso em 14 de outubro de 2025. 

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1Discente do Curso de Medicina da Faculdade Metropolitana. Porto Velho-RO. e-mail: holandaemo@gmail.com

2Docente do Curso de Medicina da Faculdade Metropolitana. Porto Velho-RO. e-mail:  Francielle.moraes@metropolitana-ro.gov.br