IMPLANTAÇÃO DO SERVIÇO DE FISIOTERAPIA PÉLVICA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA EM SAÚDE NO MUNICÍPIO DE ITACOATIARA NA AMAZÔNIA – RELATO DE EXPERIÊNCIA

IMPLEMENTATION OF PELVIC PHYSIOTHERAPY SERVICE IN PRIMARY HEALTH CARE IN THE MUNICIPALITY OF ITACOATIARA IN THE AMAZON – EXPERIENCE REPORT

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ar10202512051952


Mérida Zilanda Pinheiro de Souza Barbosa
Francisco Lima Neri
Jhully Gleyce Otaviano de Oliveira
Mariene Pereira Rêgo
Rayane Pereira Cabral


 RESUMO

Este relato de experiência apresenta o processo de implantação do serviço de fisioterapia pélvica na Atenção Primária em Saúde (APS) do município de Itacoatiara, situado no Médio Amazonas, na região Amazônica. O objetivo foi descrever a oferta do serviço de Fisioterapia Pélvica na Atenção Primária em Saúde no município de Itacoatiara. A metodologia adotada consistiu num estudo descritivo baseado no próprio relato de experiência, abrangendo a criação, implementação e atuação do serviço de fisioterapia pélvica na APS de Itacoatiara, desde 2021 até os dias atuais. Os resultados demonstram que a implantação do serviço representou um marco importante para o fortalecimento da rede de cuidados em saúde, ampliando o acesso da população a intervenções especializadas na área pélvica. Entre os principais benefícios observados estão a prevenção e o tratamento de condições como incontinência urinária, disfunções sexuais e dor pélvica crónica, além da promoção de um cuidado mais humanizado, integral e centrado nas necessidades dos usuários. Conclui-se que a integração da fisioterapia pélvica à APS em Itacoatiara contribuiu significativamente para a melhoria da qualidade de vida da população e para o avanço da equidade em saúde, sobretudo em regiões da Amazónia historicamente marcadas pela escassez de serviços especializados.

Palavras-chave: Fisioterapia pélvica; Sistema Único de Saúde; Saúde pública; Atenção Primária em Saúde.

ABSTRACT

This experience report presents the implementation process of pelvic floor physiotherapy services in Primary Health Care (PHC) in the municipality of Itacoatiara, located in the Middle Amazon region of the Amazon. The objective was to describe the provision of this service within the scope of the Unified Health System (SUS). The methodology adopted consisted of a descriptive study based on the experience report itself, covering the creation, implementation, and operation of the pelvic floor physiotherapy service in Itacoatiara’s PHC, from 2021 to the present day. The results demonstrate that the implementation of the service represented an important milestone in strengthening the health care network, expanding the population’s access to specialized interventions in the pelvic area. Among the main benefits observed are the prevention and treatment of conditions such as urinary incontinence, sexual dysfunctions, and chronic pelvic pain, in addition to promoting more humanized, comprehensive care centered on the needs of users. It is concluded that the integration of pelvic floor physiotherapy into primary health care in Itacoatiara has significantly contributed to improving the population’s quality of life and advancing health equity, especially in Amazonian regions historically marked by a scarcity of specialized services.

Keywords: Pelvic physiotherapy; Unified Health System; Public health; Primary Health Care

1. Introdução

A saúde pélvica é uma área da fisioterapia que vem ganhando crescente reconhecimento pela sua relevância na promoção da qualidade de vida, especialmente entre mulheres, gestantes, puérperas e pessoas idosas. Contudo, o acesso a esse tipo de cuidado ainda é limitado em diversas regiões do Brasil, particularmente na Amazónia, onde barreiras geográficas, sociais e estruturais dificultam a oferta de serviços qualificados (Gomes; Lima, 2025).

O município de Itacoatiara, no estado do Amazonas, enfrenta desafios característicos desse cenário, como a escassez de profissionais especializados e a baixa disponibilidade de atendimentos voltados à saúde pélvica na rede pública. Nesse contexto, a implantação do serviço de fisioterapia pélvica na Atenção Primária em Saúde (APS) configura-se como uma estratégia fundamental para ampliar o acesso, qualificar o cuidado e fortalecer as políticas de atenção integral à saúde (Brasil, 2015).

A fisioterapia pélvica é uma especialidade direcionada à prevenção e ao tratamento de disfunções envolvendo os músculos do assoalho pélvico, como incontinências urinária e fecal, prolapsos de órgãos pélvicos, dor pélvica crónica, disfunções sexuais, entre outras condições que impactam significativamente a qualidade de vida de mulheres, homens e pessoas idosas (Freitas et al., 2020).

Apesar de sua importância, a oferta dessa especialidade permanece bastante limitada na região Norte, especialmente na Amazónia, onde a carência de profissionais capacitados e o acesso restrito aos serviços de saúde configuram desafios persistentes. A vasta extensão territorial, os longos deslocamentos fluviais e a precariedade da infraestrutura dificultam a prestação de assistência adequada à população ribeirinha, que vive às margens do Rio Amazonas e depende majoritariamente do Sistema Único de Saúde (SUS).

Nesse cenário, a implantação do serviço de fisioterapia pélvica em Itacoatiara representou um avanço significativo para a saúde pública regional. Localizado estrategicamente no interior do Amazonas, o serviço já atendeu pacientes de municípios vizinhos e tornou-se referência para a microrregião. A iniciativa tem possibilitado assistência a pessoas que, até então, conviviam com sintomas incapacitantes sem acesso às informações e orientações essenciais sobre saúde pélvica.

A população ribeirinha, em especial, tem sido amplamente beneficiada, uma vez que enfrenta condições de vida adversas e um histórico de negligência nas políticas públicas de saúde. Mulheres ribeirinhas, por exemplo, frequentemente sofrem em silêncio com disfunções pélvicas decorrentes de múltiplos partos, esforço físico intenso e falta de orientação adequada, sem acesso a terapias eficazes. Nessa realidade, a oferta de um serviço público estruturado e gratuito de fisioterapia pélvica no âmbito da APS tornou-se essencial para promover equidade no cuidado, respeitando as especificidades culturais, sociais e geográficas da região amazónica (Dias et al., 2020; Silva; Gava, 2025).

Diante disso, este artigo teve como objetivo descrever a oferta do serviço de Fisioterapia Pélvica na Atenção Primária em Saúde no município de Itacoatiara, no estado do Amazonas.

2. Metodologia

Trata-se de um estudo do tipo relato de experiência, de caráter descritivo, que aborda a criação, a implantação e o atendimento em Fisioterapia Pélvica na Atenção Primária em Saúde (APS) do município de Itacoatiara, localizado no Médio Amazonas.

No contexto de Itacoatiara, inserido na região Amazónica, a assistência em saúde no Sistema Único de Saúde (SUS) é realizada por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBS) e do hospital municipal, referência para toda a região do Médio Amazonas. O setor de fisioterapia do município desempenha um papel importante no tratamento de dores crónicas, atrofias musculares e processos de reabilitação, atuando tradicionalmente nas áreas respiratória, ortopédica, traumatológica e neurológica. Até o ano de 2021, essas eram as únicas modalidades de fisioterapia disponibilizadas à população.

A fisioterapia pélvica, por sua vez, é uma especialidade ainda recente e pouco difundida na região Amazónica, sobretudo por tratar de questões íntimas e sexuais. Frequentemente percebida como elitizada, sua oferta costuma limitar-se a consultórios particulares e serviços conveniados da rede privada, restringindo o acesso da população em geral.

Essa desigualdade foi a principal motivação para a implementação do serviço de fisioterapia pélvica na APS em Itacoatiara. Até então, não havia registros formais dessa modalidade sendo disponibilizada pelo SUS no estado do Amazonas, o que tornou a iniciativa local pioneira. A oferta de fisioterapia pélvica na APS surgiu da necessidade de garantir um cuidado equitativo, humanizado e multiprofissional aos usuários do SUS, especialmente mulheres e pessoas em situação de vulnerabilidade, contribuindo para o fortalecimento da saúde pública no município.

3. Relato de experiência

A proposta de ofertar o serviço de Fisioterapia Pélvica em Itacoatiara surgiu a partir da iniciativa da ginecologista da rede pública local, Dra. Raíssa Siqueira Maia. Ao longo de sua prática clínica, a médica observou que muitas mulheres atendidas pelo SUS conviviam em silêncio com disfunções pélvicas — como incontinência urinária, dor pélvica e prolapsos de órgãos pélvicos — que afetam profundamente a saúde física, emocional e social de mulheres amazónicas. Para a profissional, essas condições, frequentemente negligenciadas, constituem um importante problema de saúde pública, sobretudo entre mulheres em situação de vulnerabilidade. Sensível a essa realidade, ela propôs a criação de um serviço de fisioterapia pélvica no município, reconhecendo a importância do cuidado multiprofissional e da ampliação do acesso a tratamentos adequados.

A oferta do serviço teve início em 2021, inicialmente instalada na sala de fisioterapia geral, com foco em cinesioterapia e ações educativas em saúde íntima. A iniciativa, fruto da colaboração entre a ginecologista Dra. Raíssa Maia e a fisioterapeuta Mérida Zilanda, contribuiu para desconstruir a percepção elitizada da especialidade, ao ampliar o acesso a tratamentos até então restritos ao setor privado.

A inexistência de serviços semelhantes no estado do Amazonas evidenciava uma lacuna importante na assistência à saúde íntima, especialmente para mulheres em vulnerabilidade social. Diante disso, e em resposta à demanda apresentada pela Dra. Raíssa Maia, a fisioterapeuta vinculada à prefeitura elaborou um projeto para implementação da oferta de fisioterapia pélvica, o qual foi acolhido pela gestão da unidade de saúde e apoiado pela equipa multiprofissional. Assim, a implantação formal de uma sala específica ocorreu em 2023, permitindo maior qualificação e ampliação do atendimento.

Desde então, observou-se um aumento progressivo nos encaminhamentos, inicialmente realizados apenas pela ginecologia, posteriormente também por médicos clínicos das Unidades Básicas de Saúde e, mais recentemente, por profissionais da urologia e da ortopedia. Esse avanço evidenciou o reconhecimento institucional do serviço e reforçou o trabalho em rede, garantindo uma atenção mais integral aos pacientes.

Devido à elevada demanda e à necessidade de privacidade durante os atendimentos de reabilitação pélvica, a criação de uma sala exclusiva tornou-se fundamental para assegurar maior conforto e qualidade assistencial. Além disso, a aquisição de novos equipamentos e materiais fortaleceu a estrutura do serviço e ampliou sua capacidade de atendimento.

3.1 AVALIAÇÃO E MATERIAIS

Atualmente, o público atendido pelo serviço abrange homens, mulheres, gestantes e idosos com diversas condições uroginecológicas, coloproctológicas e sexuais (Latorre et al., 2020; Pereira, 2025). Os pacientes são encaminhados principalmente pela Policlínica Municipal, pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e também por municípios vizinhos, como Urucurituba. Essa ampliação evidencia o reconhecimento e a importância do serviço na rede de atenção à saúde, fortalecendo ações preventivas e de promoção à saúde, de forma acessível à população.

A fisioterapia pélvica tem como objetivo a prevenção e o tratamento das disfunções relacionadas ao assoalho pélvico (AP). Para isso, o fisioterapeuta realiza uma anamnese detalhada, avalia a força, a sensibilidade e a funcionalidade dos músculos do assoalho pélvico (MAPs), conduzindo testes que permitem o Diagnóstico Cinético-Funcional e o planeamento terapêutico.

Com foco na prevenção e promoção da saúde, a integração entre enfermagem e fisioterapia tem-se mostrado cada vez mais essencial na Atenção Primária em Saúde. No contexto do município de Itacoatiara, situado na Amazónia, essa parceria assume papel estratégico, especialmente no cuidado da saúde pélvica.

Durante o exame preventivo, a enfermeira não apenas cumpre sua função de rastreamento para o câncer do colo do útero, mas também realiza uma avaliação ampliada, capaz de identificar sinais de disfunções como prolapsos de órgãos pélvicos ou dores pélvicas crónicas. A partir dessa escuta qualificada e do olhar clínico sensível, a enfermagem torna-se a primeira linha de detecção e encaminhamento, fortalecendo a rede de cuidados. Esse encaminhamento precoce para a fisioterapia pélvica possibilita intervenções mais ágeis e eficazes, promovendo qualidade de vida, prevenindo complicações futuras e reduzindo impactos negativos no quotidiano das mulheres.

Assim, a enfermagem consolida-se como parceira indispensável da fisioterapia, uma vez que sua atuação próxima à comunidade e sua capacidade de estabelecer vínculos tornam o processo de cuidado mais humano, resolutivo e integral. Esse fortalecimento do trabalho multiprofissional serviu de base para a estruturação do serviço, permitindo a organização de fluxos e instrumentos que assegurassem uma assistência qualificada. Nesse contexto, um dos primeiros passos da implantação foi a elaboração de uma ficha de avaliação específica para fisioterapia pélvica, contendo anamnese e exame físico, construída a partir de referências científicas.

A anamnese incluiu a queixa principal, o histórico da disfunção urinária e sua relação com eventos como gestação, parto, atividade física e menopausa, além do histórico de condições associadas, como infeções urinárias recorrentes, obstipação intestinal, dores lombares, hérnia de disco e condições respiratórias que aumentam a pressão intra-abdominal, como tosse ou espirros crónicos (Ferreira et al., 2020; Ferreira; Machado; Borges, 2023).

No exame físico, foram selecionados instrumentos validados para investigar a função, o movimento e a estrutura do AP. Para a avaliação da força muscular por palpação vaginal, utiliza-se a Escala de Oxford Modificada, considerada confiável e válida para medir as contrações dos MAPs. A escala varia de 0 a 5, sendo 0 ausência de contração palpável e 5 uma contração forte, capaz de resistir à pressão digital aplicada (Mazur-Bialy et al., 2020; Mendes, 2022).

Para avaliar a funcionalidade do assoalho pélvico e auxiliar no planeamento de exercícios personalizados, adotou-se o protocolo New PERFECT, que quantifica diferentes componentes da contração muscular:

  • P (Power): Contração voluntária máxima (Escala de Oxford);
  • E (Endurance): Tempo máximo, em segundos, de manutenção da contração voluntária (até 10 segundos);
  • R (Repetitions): Número de repetições da contração voluntária máxima durante a endurance, com intervalos de descanso de 4 segundos (até 10 repetições);
  • F (Fast): Contrações rápidas dos MAPs, mantendo a contração máxima (até 10);
  • E (Elevation): Presença ou ausência de elevação da parede vaginal durante a contração;
  • C (Co-contraction): Presença ou ausência de co-contração de músculos acessórios na contração voluntária máxima;
  • T (Timing): Presença ou ausência de contração involuntária dos MAPs durante a tosse.

Esse método permite uma avaliação detalhada das condições individuais, favorecendo o desenvolvimento de programas de exercícios eficazes e alinhados aos princípios do treino muscular (Mendes, 2022; Portela; Pinheiro; Alves, 2025).

3.2 ANDAMENTO DO SERVIÇO DE FISIOTERAPIA PÉLVICA EM ITACOATIARA

Desde a implantação do serviço de fisioterapia pélvica, mais de 165 pacientes foram atendidos até novembro de 2025, evidenciando a crescente demanda e a visibilidade cada vez maior dessa modalidade de reabilitação na rede pública de saúde em Itacoatiara. A atuação da fisioterapia pélvica tem como principal objetivo a prevenção, a promoção e o tratamento das disfunções do assoalho pélvico, por meio de abordagens em grupo e individualizadas, fundamentadas em uma avaliação detalhada que inclui anamnese, análise da força, sensibilidade e funcionalidade dos músculos do assoalho pélvico. Esses dados possibilitam a definição do Diagnóstico Cinético-Funcional e a elaboração de um plano terapêutico adequado às necessidades de cada paciente.

Os avanços estruturais e técnicos, aliados ao crescente reconhecimento profissional, têm fortalecido o serviço e ampliado o seu alcance, atraindo pacientes com perfis variados e contribuindo para a consolidação da fisioterapia pélvica como componente essencial da atenção integral à saúde.

A criação e o desenvolvimento do Serviço de Fisioterapia Pélvica em Itacoatiara representaram um avanço significativo para os usuários do SUS, uma vez que esse tipo de atendimento não estava anteriormente disponível na rede pública do município ou da região. Além de beneficiar diretamente a população, o serviço também favoreceu o crescimento profissional da fisioterapeuta responsável, que passou a acompanhar de forma contínua e qualificada uma diversidade de casos clínicos.

Dessa forma, programas de reabilitação como este são fundamentais não apenas para a ampliação e qualificação da assistência, mas também para o fortalecimento da formação de recursos humanos e do desenvolvimento técnico-científico na área de fisioterapia pélvica. Contribuem, ainda, para a consolidação de práticas especializadas no SUS, especialmente em municípios do interior, como é o caso de Itacoatiara.

4. Conclusão

A experiência vivenciada em Itacoatiara evidencia pontos centrais da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher, que propõe uma abordagem inclusiva, resolutiva e capaz de atender tanto demandas emergentes quanto necessidades históricas, em todos os níveis de atenção. Apesar das limitações estruturais e dos recursos disponíveis para o serviço de fisioterapia pélvica no município, o número expressivo de pacientes atendidos demonstrou uma demanda significativa ainda pouco contemplada.

Esse cenário revela não apenas a insuficiência na oferta do serviço, mas também fatores como a desinformação da população sobre as disfunções do assoalho pélvico e sobre a importância da fisioterapia pélvica, uma vez que muitos desconhecem a relevância e a disponibilidade desse atendimento no âmbito do SUS.

Diante dessa realidade, destaca-se que, mesmo com desafios, a fisioterapia pélvica vem ganhando cada vez mais espaço dentro do SUS. Um exemplo desse avanço foi a implantação, em agosto de 2025, do Projeto Pelve em Movimento, que passou a oferecer acompanhamento contínuo e em grupo para pacientes com disfunções pélvicas. A iniciativa representou um marco na promoção do cuidado preventivo, ampliando o acesso da população de Itacoatiara a um serviço especializado e essencial para a saúde e qualidade de vida.

Assim, na região amazónica, especialmente no estado do Amazonas, Itacoatiara tem se destacado como referência ao demonstrar que é possível oferecer fisioterapia pélvica de qualidade por meio do SUS. A existência e o fortalecimento desse serviço comprovam que, mesmo em contextos geográficos e estruturais desafiadores, é viável garantir o acesso a cuidados especializados em fisioterapia pélvica na Atenção Primária em Saúde (APS).

Essa experiência quebra paradigmas e reforça a importância da interiorização de serviços essenciais, demonstrando que a fisioterapia pélvica não deve ser vista como exclusividade de grandes centros urbanos, mas como uma prática em expansão, que pode — e deve — estar presente em todas as regiões do país, inclusive na Amazónia.

REFERÊNCIAS

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