PSYCHOLOGICAL IMPACTS OF ABORTION IN HOSPITALIZED WOMEN: A SYSTEMATIC REVIEW OF RISK AND PROTECTIVE FACTORS.
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/dt10202512091924
Beatriz Dantas de Figueiredo; Bruna Morais de Sousa; Flávio Antônio de Mesquita Marques Neto; Gustavo Oliveira Gonçalves; Henrique Melo Afonso; João Pedro Vaz Lima; Maria Eduarda Lima Pereira; Shaira de Oliveira Ferreira1; André Muritiba Araújo2; Tamara Trindade de Carvalho Santos3
RESUMO
Introdução: O abortamento, seja espontâneo ou induzido, representa um evento de saúde pública com profundas implicações psicossociais. A hospitalização decorrente de complicações ou da necessidade de procedimentos cirúrgicos constitui um período crítico de vulnerabilidade, onde o sofrimento psíquico pode ser exacerbado por fatores institucionais, como o estigma e a falta de acolhimento. Objetivo: Analisar as evidências científicas sobre os impactos psicológicos do aborto em mulheres hospitalizadas, identificando os principais fatores de risco e de proteção associados à saúde mental neste contexto. Metodologia: Trata-se de uma revisão sistemática da literatura realizada de acordo com as diretrizes PRISMA. Foram consultadas as bases de dados PubMed, PsycINFO, MEDLINE, LILACS e Scopus, utilizando descritores controlados para selecionar artigos originais publicados nos últimos 10 anos (2014-2024). Após a aplicação dos critérios de elegibilidade, 14 estudos compuseram a amostra final. Resultados: A análise revelou que a hospitalização atua como um amplificador do sofrimento emocional. Os desfechos mais prevalentes incluíram depressão, ansiedade e sintomas de estresse pós-traumático, frequentemente desencadeados por intervenções de emergência e pela percepção de cuidado desumanizado. Por outro lado, o suporte social e a atuação empática da equipe de saúde emergiram como fatores protetores significativos, capazes de promover resiliência e mitigar o trauma. Conclusão: A assistência hospitalar ao abortamento transcende a demanda clínica, exigindo uma abordagem integrada à saúde mental. É imperativa a implementação de protocolos institucionais de humanização e suporte psicológico imediato para prevenir a cronificação do sofrimento e garantir a integralidade do cuidado à mulher.
Palavras-chave: Aborto. Hospitalização. Saúde Mental. Humanização da Assistência.
ABSTRACT
Introduction: Abortion, whether spontaneous or induced, is a public health event with profound psychosocial implications. Hospitalization due to complications or surgical procedures constitutes a critical period of vulnerability, where psychological distress can be exacerbated by institutional factors such as stigma and lack of supportive care. Objective: To analyze scientific evidence regarding the psychological impacts of abortion on hospitalized women, identifying key risk and protective factors associated with mental health in this context. Methodology: This is a systematic literature review conducted in accordance with PRISMA guidelines. The PubMed, PsycINFO, MEDLINE, LILACS, and Scopus databases were searched using controlled descriptors to select original articles published in the last 10 years (2014-2024). After applying eligibility criteria, 14 studies comprised the final sample. Results: The analysis revealed that hospitalization acts as an amplifier of emotional distress. The most prevalent outcomes included depression, anxiety, and post-traumatic stress symptoms, often triggered by emergency interventions and the perception of dehumanized care. Conversely, social support and empathetic healthcare provider attitudes emerged as significant protective factors capable of promoting resilience and mitigating trauma. Conclusion: Hospital care for abortion transcends clinical demands, requiring an integrated approach to mental health. The implementation of institutional protocols for humanization and immediate psychological support is imperative to prevent the chronicity of distress and ensure comprehensive care for women.
Keywords: Abortion. Hospitalization. Mental Health. Humanization of Assistance.
1. INTRODUÇÃO
O aborto, seja espontâneo ou induzido, constitui um evento relevante na saúde pública e reprodutiva, amplamente discutido nos âmbitos médico, psicológico e sociopolítico. Dados globais de epidemiologia indicam que a incidência do aborto permanece alta, variando conforme as restrições legais e o acesso a métodos contraceptivos (BELL; SHANKAR; MOREAU, 2021). Estima-se que uma em cada quatro mulheres vivencie pelo menos um episódio de aborto até os 45 anos de idade (SU; SUN, 2024). Apesar de sua alta prevalência, os impactos psicológicos decorrentes dessa experiência ainda necessitam de maior compreensão, especialmente entre mulheres que necessitam de hospitalização em virtude de complicações clínicas ou sofrimento emocional grave (BELLIENI; BUONOCORE, 2013).
A hospitalização pode acentuar a vulnerabilidade dessas pacientes, envolvendo não apenas o trauma físico e as intervenções médicas inesperadas, mas também o estigma social e cultural que historicamente permeia o aborto (ZAREBA et al., 2020). As repercussões psicológicas são multifatoriais, influenciadas por condições mentais prévias, suporte social e circunstâncias da perda (STEINBERG; FINER, 2011). Fatores de proteção, como o apoio familiar e conjugal, mostram-se essenciais para mitigar esses danos (DEMONTIGNY et al., 2020).
Em contextos em que o aborto induzido é legalmente restrito, observa-se maior incidência de procedimentos clandestinos e complicações (HANSCHMIDT et al., 2016). Por outro lado, os abortos espontâneos também desencadeiam culpa e sintomas depressivos, especialmente quando resultam em internação (BARAT et al., 2020). Assim, a hospitalização após o aborto configura-se como um período de especial vulnerabilidade.
Embora existam estudos que abordem os efeitos psicológicos, verifica-se uma lacuna quanto à influência específica da hospitalização. As investigações disponíveis tendem a analisar isoladamente os aspectos médicos ou sociopolíticos. Além disso, práticas institucionais e a atitude dos profissionais de saúde podem impactar de forma relevante a recuperação emocional; contudo, a percepção das mulheres sobre o cuidado de enfermagem muitas vezes revela falhas graves no acolhimento (SILVA et al., 2020). Soma-se a isso a existência de disparidades nos sistemas de saúde relacionadas à legalidade e à oferta de serviços especializados em saúde mental (KORNFIELD; GELLER, 2010).
Assim, o objetivo desta revisão sistemática é analisar as evidências sobre os impactos psicológicos do aborto em mulheres hospitalizadas, identificando os principais fatores de risco e proteção envolvidos.
2. METODOLOGIA
O presente estudo configura-se como uma revisão sistemática da literatura, elaborada com o objetivo de responder à seguinte pergunta: Quais são os impactos na saúde mental de mulheres internadas em maternidades após a ocorrência de aborto? Utilizou-se a estratégia PICO (População: mulheres em idade reprodutiva; Intervenção: cuidado pós-aborto hospitalar; Desfecho: impacto na saúde mental).
A busca bibliográfica foi realizada nas bases de dados PubMed, PsycINFO, MEDLINE, LILACS e Scopus. Foram empregados descritores combinados (“mulheres em idade reprodutiva”, “aborto”, “maternidade” e “saúde mental”). Foram incluídos artigos originais em português e inglês, publicados nos últimos 10 anos, focados no contexto hospitalar.
A busca inicial resultou em 707 registros. Após a remoção de duplicatas e triagem, restaram 235 estudos. Destes, 19 foram lidos na íntegra, sendo 5 excluídos por não atenderem aos critérios. A amostra final foi composta por 14 artigos. O processo de seleção está detalhado na Figura 1.
Figura 1 – Fluxograma PRISMA do processo de seleção dos estudos

3. RESULTADOS
3.1 Caracterização Temporal e Temática
A análise temporal das publicações incluídas evidencia um crescimento progressivo no interesse acadêmico sobre o tema. Em 2018, foram identificados dois estudos, enquanto em 2023 o número de publicações aumentou para cinco. Esse incremento indica que a intersecção entre hospitalização pós-aborto e saúde mental tem se consolidado como uma área de investigação relevante. A distribuição anual das publicações é apresentada na Figura 2.
Figura 2 – Tendência de publicações sobre impactos na saúde mental em mulheres hospitalizadas após aborto (2018-2025)

3.2 Impactos Psicológicos
A síntese dos achados revela um panorama de desfechos psicológicos predominantemente adversos, embora permeados por nuances de resiliência. A literatura analisada aponta para uma alta prevalência de transtornos do humor e de ansiedade, exacerbados pelo contexto hospitalar.
- Morbidade Psiquiátrica Prevalente: A depressão emergiu como a manifestação clínica mais frequentemente documentada (KOTTA et al., 2018; CERAN; TASDEMIR, 2022), muitas vezes acompanhada por quadros de ansiedade severa, especialmente em pacientes submetidas a procedimentos de emergência.
- Trauma e Estresse: Sintomas compatíveis com o Transtorno de Estresse Pós Traumático (TEPT) foram identificados em uma parcela significativa da amostra, correlacionando-se fortemente com a percepção de violência obstétrica ou cuidado desumanizado durante a internação (KHERIATY, 2025).
- Desfechos Paradoxais: Em contraste com os desfechos negativos, uma subanálise dos dados revelou a existência de respostas emocionais mistas. Estudos como os de Tenório et al. (2023) e Braun et al. (2025) descrevem sentimento de alívio coexistindo com o luto, além de relatos de crescimento pós-traumático e reordenação de prioridades de vida, sugerindo que a resposta ao aborto não é monolítica, mas sim mediada por contextos individuais e clínicos.
O Quadro 1 sumariza a taxonomia desses desfechos, categorizando-os por valência e especificidade sintomatológica.
Quadro 1 – Taxonomia dos Desfechos Psicológicos em Mulheres Hospitalizadas Pós Aborto

3.3 Aspectos Médicos e Complicações
A análise dos estudos indicou que a gravidade do quadro clínico atua como um potente catalisador do sofrimento emocional. Não se trata apenas da perda da gestação, mas da experiência somática do processo intra-hospitalar.
- O Fator “Emergência”: Complicações como hemorragias graves, infecções uterinas e a necessidade de intervenções cirúrgicas não planejadas (ex: curetagem de emergência) mostraram correlação direta com níveis elevados de angústia peritraumática (LATIFI et al., 2021).
- Etiologia do Aborto: Observou-se uma distinção qualitativa no sofrimento baseada na tipologia do aborto. Nos casos espontâneos, predominou o luto pela perda do projeto parental, frequentemente agravado por complicações infecciosas. Já nos casos induzidos, especialmente aqueles de segundo trimestre ou decorrentes de razões médicas, a ansiedade e o medo de julgamento moral pela equipe de saúde foram os estressores dominantes (MENDES et al., 2023; TENÓRIO et al., 2023).
O Quadro 2 detalha a associação entre as variáveis clínicas e seus respectivos impactos na saúde mental, evidenciando como o manejo técnico inadequado pode converter uma intercorrência obstétrica em um trauma psicológico duradouro.
Quadro 2 – Aspectos Médicos e Complicações Associadas à Hospitalização


4. DISCUSSÃO
A análise sistemática da literatura permite constatar que a hospitalização após um abortamento transcende a mera necessidade de suporte clínico; ela se configura como um determinante ativo e complexo da saúde mental da mulher. A síntese das evidências sugere que o ambiente hospitalar não atua como um cenário neutro, mas sim como um espaço onde as vulnerabilidades prévias da paciente colidem com culturas institucionais frequentemente rígidas. A interação entre o sofrimento psíquico da mulher e a resposta, ou a ausência dela, por parte da equipe de saúde cria uma dinâmica que pode tanto mitigar o trauma quanto exacerbar a patologia, fenômeno descrito na literatura como iatrogenia psicológica.
Nesse contexto, um dos achados mais inquietantes reside no paradoxo do cuidado de emergência. Estudos como os de Jia et al. (2023) e Latifi et al. (2021) demonstram que, embora intervenções invasivas (como a curetagem uterina ou o manejo de hemorragias severas) sejam imperativas para a preservação da vida biológica, elas frequentemente atuam como vetores de traumatização psicológica quando desprovidas de acolhimento. A correlação positiva entre complicações físicas agudas e o desenvolvimento posterior de Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT), apontada por Kheriaty (2025), sugere que o trauma não é apenas fruto da perda gestacional em si, mas da experiência de violação da integridade corporal em um momento de extrema fragilidade. Em contextos de urgência obstétrica, observa-se frequentemente uma dissociação cartesiana no atendimento: o corpo é tratado com a máxima competência técnica, enquanto a subjetividade é suspensa, criando um terreno fértil para a consolidação de memórias traumáticas.
Essa vulnerabilidade é agravada quando analisamos a dimensão sociológica do cuidado. Os estudos de Tekdemir et al. (2025) e Hanschmidt et al. (2016) expõem como o estigma do aborto opera como uma barreira estrutural invisível dentro das maternidades, manifestando-se não apenas em atos explícitos de recusa, mas na linguagem não-verbal e na demora injustificada no atendimento. Esse ambiente hostil desencadeia nas pacientes um mecanismo de “silenciamento preventivo”, onde a mulher, antecipando o julgamento moral, opta por não expressar sua dor ou dúvidas. Esse silenciamento valida internamente sentimento de culpa e vergonha, dificultando o diagnóstico precoce de quadros depressivos e perpetuando ciclos de sofrimento mental que poderiam ser interrompidos com uma postura empática da equipe.
É imperativo, contudo, que a análise desse sofrimento não caia na armadilha de uma narrativa homogênea. A literatura revisada, ao contrastar as evidências de Tenório et al. (2023) com as de Ceran e Tasdemir (2022), exige um diagnóstico diferencial baseado na etiologia da perda. Enquanto no aborto espontâneo o sofrimento tende a se configurar como um luto pela ruptura de um projeto parental, na Doença Trofoblástica Gestacional a angústia transmuta-se em terror oncológico, exigindo suporte focado na incerteza do prognóstico. Já nos casos de aborto indu zido, a fenomenologia é marcada pela ambivalência, onde sentimento de alívio coexistem com a culpa decorrente da internalização de normas sociais punitivas. O “luto desautorizado” (disenfranchised grief) torna-se comum nesses casos, negando à mulher o direito social de elaborar sua perda ou sua escolha.
Diante desse cenário complexo, a identificação de janelas de oportunidade terapêutica torna-se crucial. As pesquisas de Barat et al. (2020) e Raphi et al. (2021) trazem uma contribuição pragmática ao delinearem as primeiras 24 horas de internação como um período crítico para a prevenção de morbidade psiquiátrica. As evidências sugerem que intervenções psicológicas breves e imediatas à beira do leito são superiores aos modelos de encaminhamento tardio, pois atuam durante a fase de consolidação da memória traumática. Abordagens focadas na validação do sofrimento e na reorientação cognitiva, como a Terapia da Esperança, mostram-se capazes de romper a ruminação depressiva, indicando que a reestruturação dos serviços hospitalares para integrar a saúde mental nas equipes de plantão não é um luxo, mas uma necessidade clínica baseada em evidências.
Por fim, a interpretação desses achados deve considerar as limitações metodológicas do corpus analisado, notadamente a predominância de estudos transversais que impedem o estabelecimento de causalidade estrita entre a qualidade da hospitalização e os desfechos de longo prazo. Além disso, nota-se uma lacuna significativa sobre a interseccionalidade, sendo plausível hipotetizar que marcadores sociais de raça e classe modulem a intensidade da violência obstétrica e do estigma vivenciado. Pesquisas futuras devem, portanto, focar não apenas na prevalência de sintomas, mas nos mecanismos estruturais que tornam a hospitalização um fator de risco ou proteção, visando a construção de protocolos de cuidado que garantam a segurança integral da mulher.
5. CONCLUSÃO
A presente revisão sistemática consolida a compreensão de que a hospitalização após o abortamento transcende a sua função de suporte biológico, revelando-se um catalisador determinante para a saúde mental da mulher. As evidências analisadas confirmam que o ambiente hospitalar atua como um “segundo momento” crítico da experiência do aborto, onde a qualidade da interação assistencial, variando do acolhimento empático ao estigma institucional, possui um peso decisivo na gênese ou na mitigação de transtornos como depressão, ansiedade e estresse pós-traumático.
Verificou-se que o acolhimento humanizado, o suporte psicológico e a postura empática dos profissionais de saúde atuam como elementos protetores, enquanto o estigma, a ausência de acompanhamento emocional e as práticas assistenciais fragmentadas potencializam o sofrimento psíquico. Assim, o estudo evidencia que a experiência hospitalar não se restringe ao tratamento físico, mas representa um momento crítico de reconstrução emocional, que demanda abordagens integradas e sensíveis às dimensões psicossociais das pacientes.
As principais contribuições deste trabalho consistem em destacar a hospitalização como componente determinante da saúde mental no contexto do abortamento e reforçam a necessidade de protocolos institucionais que assegurem atendimento psicológico durante e após a internação. Além de sua relevância teórica, esta revisão fortalece a prática profissional ao ressaltar a importância da capacitação das equipes multiprofissionais, em aspectos de cuidado, promovendo escuta qualificada e acolhimento, podendo favorecer o enfrentamento do sofrimento emocional. Em termos práticos, os achados oferecem subsídios relevantes para o aprimora mento das práticas clínicas e para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas à humani zação do cuidado e à redução dos impactos emocionais associados ao aborto.
Reconhece-se, contudo, a limitação da escassez de estudos que tratem especificamente da experiência hospitalar, o que restringe a generalização dos achados e aponta para a necessidade de investigações futuras com maior diversidade metodológica e cultural. Sugere-se que futuras pesquisas devem explorar e aprofundar intervenções de suporte emocional em ambientes hospitalares e suas repercussões a longo prazo sobre a saúde mental das mulheres, avançando para práticas mais éticas e integradas na saúde reprodutiva.
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1Discentes do Curso Superior de Medicina do Faculdade Ages Campus Jacobina
e-mail: shairaoliveira14@gmail.com
2Coorientador e Discente do Curso Superior de Medicina do Faculdade Ages Campus Jacobina
e-mail: andre.muritiba@hotmail.com
3Orientador, Doutora em Biotecnologia e Docente do Curso Superior de Medicina – Faculdade Ages de Medicina Campus Jacobina
e-mail: tamara.carvalho@ages.edu.br
