IMPACTOS EMOCIONAIS DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA EM MULHERES ADULTAS: UMA REVISÃO NARRATIVA DA LITERATURA

EMOTIONAL IMPACTS OF DOMESTIC VIOLENCE ON ADULT WOMEN: A NARRATIVE LITERATURE REVIEW

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/fa10202602261523


Lara Fiorino1
Pedro Paulo Coutinho Toribio2


RESUMO

A violência doméstica é um fenômeno social e de saúde pública que gera impactos emocionais significativos em mulheres adultas, incluindo tristeza, culpa, medo, ansiedade e sintomas de estresse pós-traumático. Este estudo teve como objetivo revisar criticamente a literatura recente sobre os efeitos psicológicos da violência doméstica, identificando fatores de risco e proteção associados aos desfechos emocionais. Trata-se de uma revisão narrativa realizada nas bases PubMed/MEDLINE, Scopus, Web of Science, Embase e SciELO, utilizando descritores do MeSH e do DeCS, com critérios de inclusão de estudos publicados entre 2018 e 2025, abrangendo revisões sistemáticas, estudos observacionais e qualitativos. Foram extraídos dados sobre impactos emocionais imediatos, médio e longo prazo, fatores contextuais e socioeconômicos, bem como instrumentos de avaliação psicológica. Os resultados indicam que fatores como estigma social, vulnerabilidade econômica, isolamento e coerção aumentam a intensidade do sofrimento emocional, enquanto suporte social, aconselhamento psicológico, empoderamento e informação adequada atuam como fatores protetores. Conclui-se que intervenções integradas e multidisciplinares, combinando saúde mental, proteção social e políticas de prevenção, são essenciais para reduzir o impacto emocional da violência doméstica e promover o bem-estar das mulheres afetadas.

Palavras-chave: Violência Doméstica. Saúde Mental. Impacto Emocional. Psicologia. Apoio Psicossocial.

1 INTRODUÇÃO

A violência doméstica é um fenômeno social e de saúde pública caracterizado por comportamentos abusivos cometidos por parceiros íntimos ou familiares, incluindo agressões físicas, sexuais, psicológicas e econômicas. Estudos recentes indicam que esse tipo de violência afeta uma proporção significativa de mulheres globalmente, com consequências diretas para a saúde mental, física e social das vítimas (WHITE et al., 2024; ZOIE et al., 2025).

As repercussões psicológicas incluem sintomas de depressão, ansiedade, transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) e baixa autoestima, sendo frequentemente associadas a situações de isolamento social e estigma (LUND et al., 2023; ROSA GARCIA; OLIVEIRA, 2024).

A intensidade desses impactos está correlacionada com a frequência, duração e gravidade da violência, evidenciando a necessidade de compreender os mecanismos de mediação psicológica e social. Apesar do reconhecimento da violência doméstica como fator de risco para problemas de saúde mental, muitas mulheres não recebem o suporte necessário, seja por barreiras culturais, falta de acesso a serviços de saúde ou medo de retaliação, o que agrava o sofrimento emocional e dificulta a recuperação (LUND et al., 2023; BMC PUBLIC HEALTH, 2024).

Pesquisas recentes apontam que a violência emocional, embora menos visível que a física, apresenta efeitos profundos e duradouros na saúde mental das mulheres, podendo prejudicar relacionamentos, desempenho ocupacional e funcionalidade familiar (BMC PUBLIC HEALTH, 2024; ROSA GARCIA; OLIVEIRA, 2024).

Tais evidências indicam que os impactos psicológicos não se restringem à vítima individual, mas afetam redes familiares e sociais. O contexto cultural e socioeconômico desempenha papel central na manifestação e nos efeitos da violência doméstica. Mulheres em situação de vulnerabilidade social apresentam maior risco de exposição e menor acesso a mecanismos de proteção, intensificando a gravidade dos efeitos emocionais (WHITE et al., 2024; ZOIE et al., 2025).

Ademais, a pandemia de COVID-19 evidenciou que períodos de confinamento e restrição social aumentam significativamente os casos de violência doméstica, resultando em aumento de sintomas psicológicos adversos como ansiedade, depressão e TEPT (LUND et al., 2023).

Isso reforça a importância de políticas públicas e serviços de saúde adaptáveis a contextos de crise. A revisão da literatura demonstra que os impactos emocionais da violência doméstica são heterogêneos, variando de reações transitórias a condições clínicas prolongadas, dependendo de fatores individuais, sociais e contextuais (ZOIE et al., 2025; ROSA GARCIA; OLIVEIRA, 2024). Essa heterogeneidade ressalta a necessidade de abordagens personalizadas e multidisciplinares no acompanhamento das vítimas.

Diante da complexidade do fenômeno, o problema de pesquisa deste estudo é: quais são os principais impactos emocionais da violência doméstica sobre mulheres adultas e quais fatores contextuais modulam essas experiências psicológicas? A compreensão desse problema é essencial para orientar políticas de prevenção, protocolos clínicos e intervenções psicossociais.

A hipótese formulada para esta revisão narrativa é que os impactos emocionais da violência doméstica estão significativamente associados a fatores psicossociais e contextuais, incluindo estigma, isolamento social, vulnerabilidade econômica e falta de suporte, sendo mais intensos em contextos de maior privação e menor acesso a serviços de proteção.

Portanto, este artigo busca sintetizar evidências recentes sobre os efeitos psicológicos da violência doméstica, identificando padrões de vulnerabilidade e fatores de proteção, com o objetivo de fornecer subsídios para práticas clínicas, estratégias de prevenção e políticas públicas voltadas à saúde mental e ao bem-estar de mulheres vítimas de violência (WHITE et al., 2024; LUND et al., 2023; ZOIE et al., 2025; ROSA GARCIA; OLIVEIRA, 2024; BMC PUBLIC HEALTH, 2024).

2 METODOLOGIA 

Este estudo caracteriza-se como uma revisão narrativa da literatura, com o objetivo de sintetizar evidências sobre os impactos emocionais da violência doméstica em mulheres adultas. O delineamento narrativo foi escolhido por permitir análise crítica e integrativa de estudos heterogêneos, incluindo abordagens quantitativas e qualitativas, sem a rigidez de revisões sistemáticas, sendo adequado para compreender fenômenos complexos e multifatoriais, como a violência doméstica e seus efeitos psicológicos (ROSA GARCIA; OLIVEIRA, 2024; ZOIE et al., 2025).

A busca bibliográfica foi realizada nas bases PubMed/MEDLINE, Scopus, Web of Science, Embase e SciELO, selecionadas por sua ampla cobertura de periódicos internacionais e nacionais em saúde, psicologia e ciências sociais. Foram utilizados descritores controlados do Medical Subject Headings (MeSH) e do Descritores em Ciências da Saúde (DeCS), combinados com operadores booleanos, para maximizar a abrangência e relevância da pesquisa (BMC PUBLIC HEALTH, 2024; WHITE et al., 2024).

Os principais descritores aplicados incluíram: “Domestic Violence”, “Intimate Partner Violence”, “Emotional Impact”, “Mental Health”, “Psychological Effects”, “Anxiety”, “Depression” e “Post-Traumatic Stress Disorder”. A estratégia de busca utilizada foi: (“Domestic Violence” OR “Intimate Partner Violence”) AND (“Emotional Impact” OR “Psychological Effects” OR “Mental Health”) AND (“Anxiety” OR “Depression” OR “PTSD”), permitindo a recuperação de evidências sobre efeitos psicológicos da violência doméstica e fatores contextuais associados (LUND et al., 2023; ZOIE et al., 2025).

Foram incluídos estudos publicados entre 2018 e 2025, em português, inglês e espanhol, abrangendo revisões sistemáticas, estudos observacionais (transversais, coorte, caso-controle) e pesquisas qualitativas que abordassem experiências emocionais e impactos psicológicos de mulheres adultas vítimas de violência doméstica.

Foram excluídos relatos de caso, editoriais, cartas ao editor, artigos sem análise metodológica clara, estudos que abordassem exclusivamente violência em crianças/adolescentes ou violência não doméstica, e publicações que não investigassem especificamente impactos emocionais ou psicológicos.

A seleção dos artigos ocorreu em três etapas: inicialmente, a triagem de títulos e resumos permitiu identificar relevância temática. Em seguida, os artigos elegíveis foram lidos na íntegra para verificar adequação aos critérios de inclusão/exclusão. Por fim, os estudos selecionados foram analisados quanto ao delineamento, população estudada, instrumentos de avaliação psicológica utilizados e contexto socioeconômico ou cultural (ROSA GARCIA; OLIVEIRA, 2024; WHITE et al., 2024).

A extração dos dados foi realizada utilizando formulário padronizado, registrando: autor, ano, país, delineamento do estudo, tamanho da amostra, instrumentos psicológicos utilizados, principais desfechos emocionais (ansiedade, depressão, TEPT) e fatores contextuais associados à violência doméstica. A análise dos dados foi conduzida de forma qualitativa e descritiva, categorizando os resultados em três grupos: impactos emocionais imediatos, impactos a médio e longo prazo e influência de fatores psicossociais e contextuais.

Essa abordagem permitiu identificar padrões consistentes e variáveis mediadoras do sofrimento emocional em mulheres vítimas de violência doméstica, possibilitando uma síntese crítica das evidências (LUND et al., 2023; ZOIE et al., 2025). Por se tratar de revisão narrativa baseada em dados secundários publicados em periódicos científicos, não houve necessidade de submissão ao Comitê de Ética em Pesquisa, conforme Resolução nº 510/2016 do Conselho Nacional de Saúde (BRASIL, 2016).

3 RESULTADOS E DISCUSSÕES OU ANÁLISE DOS DADOS

A análise da literatura revela que a violência doméstica provoca uma ampla gama de impactos emocionais imediatos em mulheres adultas. Entre os efeitos mais relatados estão tristeza intensa, medo, culpa, ansiedade e sintomas iniciais de estresse pós-traumático (LUND et al., 2023; ZOIE et al., 2025).

Estudos mostram que a gravidade desses impactos está diretamente relacionada à frequência e intensidade das agressões, bem como ao tipo de violência (física, psicológica ou sexual) (WHITE et al., 2024; BMC PUBLIC HEALTH, 2024). Além disso, a violência emocional, embora menos visível que a física, tem efeitos profundos sobre a saúde mental, influenciando a autoestima, a sensação de autonomia e a confiança nas relações interpessoais. Mulheres expostas a agressões verbais, humilhações e ameaças contínuas apresentam maior risco de desenvolver depressão, ansiedade generalizada e TEPT (ROSA GARCIA; OLIVEIRA, 2024; BMC PUBLIC HEALTH, 2024).

Em termos de impactos a médio e longo prazo, evidências indicam que algumas mulheres mantêm sintomas persistentes de ansiedade e depressão por meses ou anos após a violência, sobretudo em contextos de isolamento social, ausência de suporte familiar ou medo de retaliação (WHITE et al., 2024; LUND et al., 2023).

Esses efeitos podem comprometer relações familiares, desempenho profissional e bem-estar geral, mostrando que a violência doméstica tem repercussões duradouras para a vida das vítimas. A revisão também destaca a influência de fatores contextuais no impacto emocional. Mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica, baixa escolaridade ou vivendo em áreas com menor acesso a serviços de proteção têm maior probabilidade de sofrer consequências psicológicas graves (ZOIE et al., 2025; WHITE et al., 2024).

Da mesma forma, contextos culturais que naturalizam ou toleram a violência doméstica aumentam a intensidade do sofrimento emocional e dificultam a busca por apoio. Estudos recentes mostram que a pandemia de COVID-19 exacerbava esses impactos, devido ao confinamento, estresse social e restrições de mobilidade, resultando em maior frequência de agressões e maior prevalência de sintomas psicológicos adversos, como ansiedade, depressão e TEPT (LUND et al., 2023).

Esse achado reforça que eventos de crise podem amplificar a vulnerabilidade de mulheres expostas à violência doméstica. Além dos fatores de risco, a literatura aponta fatores protetores que mitigam os impactos emocionais, incluindo suporte social e familiar, aconselhamento psicológico, acesso a serviços de proteção e programas educativos sobre direitos das mulheres (ROSA GARCIA; OLIVEIRA, 2024; ZOIE et al., 2025).

Mulheres com acesso a esses recursos relatam menores níveis de sofrimento emocional e maior capacidade de resiliência. A análise indica que os efeitos da violência doméstica são heterogêneos, variando de acordo com características individuais, como idade, histórico de saúde mental e experiência prévia de trauma, bem como características contextuais, como estigma social e políticas públicas de proteção (WHITE et al., 2024; BMC PUBLIC HEALTH, 2024).

Essa variabilidade reforça a necessidade de intervenções individualizadas e sensíveis ao contexto. Observa-se ainda que mulheres submetidas a múltiplos tipos de violência (física, sexual e emocional) apresentam impactos cumulativos, com maior gravidade e duração dos sintomas psicológicos, evidenciando que a intensidade e a complexidade do abuso modulam diretamente o sofrimento emocional (ZOIE et al., 2025).

Por fim, os resultados apontam que a informação adequada, empoderamento e suporte contínuo desempenham papel crucial na redução do impacto emocional, reforçando a necessidade de políticas públicas e programas de intervenção que integrem saúde mental, proteção social e educação em direitos (LUND et al., 2023; ROSA GARCIA; OLIVEIRA, 2024).

4 DISCUSSÃO

Os achados desta revisão narrativa evidenciam que a violência doméstica gera impactos emocionais significativos e multidimensionais em mulheres adultas. Reações imediatas como tristeza, medo, culpa, ansiedade e sintomas iniciais de estresse pós-traumático foram frequentemente relatadas, corroborando a hipótese de que os efeitos psicológicos não se originam apenas do ato de violência, mas são fortemente modulados por fatores psicossociais e contextuais (LUND et al., 2023; ZOIE et al., 2025).

A violência emocional, embora menos visível que a física, mostrou-se um fator crítico de sofrimento psicológico. Estudos indicam que agressões verbais e humilhações prolongadas afetam a autoestima, a sensação de controle e a confiança nas relações interpessoais, podendo resultar em depressão, ansiedade e TEPT persistentes (ROSA GARCIA; OLIVEIRA, 2024; BMC PUBLIC HEALTH, 2024).

Esses achados sugerem que abordagens clínicas devem considerar não apenas a violência física, mas também a dimensão emocional da agressão. Os impactos a médio e longo prazo revelam que mulheres em contextos de isolamento social, vulnerabilidade econômica ou baixo acesso a serviços de proteção apresentam maior risco de sofrimento psicológico prolongado. A literatura demonstra que sintomas de depressão, ansiedade e TEPT podem persistir meses ou anos após o episódio de violência, prejudicando relações familiares, desempenho ocupacional e bem-estar geral (WHITE et al., 2024; LUND et al., 2023).

Fatores contextuais, como normas culturais que naturalizam a violência e estigmatização da vítima, potencializam os impactos emocionais e dificultam a busca por apoio. A pandemia de COVID-19 destacou essa vulnerabilidade, evidenciando que situações de crise social ou isolamento podem intensificar a frequência da violência e o sofrimento psicológico (LUND et al., 2023).

Por outro lado, fatores protetores, incluindo suporte social e familiar, aconselhamento psicológico, informação adequada e empoderamento feminino, reduziram significativamente os efeitos adversos sobre a saúde mental. Esses achados reforçam a necessidade de políticas públicas, programas educativos e protocolos clínicos que integrem cuidados de saúde mental e proteção social (ROSA GARCIA; OLIVEIRA, 2024; ZOIE et al., 2025).

A heterogeneidade dos impactos, variando de reações transitórias a condições clínicas prolongadas, indica que intervenções devem ser individualizadas, considerando idade, histórico de saúde mental, exposição prévia a traumas e contexto socioeconômico (WHITE et al., 2024; BMC PUBLIC HEALTH, 2024).

Mulheres submetidas a múltiplos tipos de violência apresentaram impactos cumulativos mais graves, reforçando a complexidade do fenômeno. Em síntese, os resultados confirmam a hipótese do estudo: os impactos emocionais da violência doméstica estão significativamente associados a fatores psicossociais, contextuais e individuais, sendo mais intensos em contextos de vulnerabilidade e menor acesso a suporte, e atenuados quando há recursos de proteção, apoio social e empoderamento. Esses achados têm implicações práticas importantes, indicando que a abordagem da violência doméstica deve ser multidisciplinar, combinando saúde mental, serviços sociais, medidas legais e programas educativos, com foco em prevenção, detecção precoce e apoio contínuo às vítimas (LUND et al., 2023; ZOIE et al., 2025; ROSA GARCIA; OLIVEIRA, 2024).

5 CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS

A violência doméstica exerce impactos emocionais profundos e duradouros em mulheres adultas, manifestando-se em sintomas de depressão, ansiedade, estresse pós-traumático, baixa autoestima e dificuldades nas relações interpessoais.

Esta revisão narrativa demonstrou que fatores contextuais, como vulnerabilidade socioeconômica, estigma social, isolamento e normas culturais, intensificam o sofrimento, enquanto suporte social, aconselhamento psicológico, informação e empoderamento atuam como fatores protetores.

Conclui-se que estratégias eficazes de intervenção devem ser integradas e multidisciplinares, incluindo atenção à saúde mental, proteção social, educação em direitos e políticas públicas de prevenção e empoderamento feminino. A compreensão dos determinantes psicossociais e contextuais é essencial para reduzir o impacto emocional da violência doméstica e promover a saúde e o bem-estar das mulheres vítimas.

REFERÊNCIAS

BMC PUBLIC HEALTH. Emotional violence within intimate partner violence against Turkish women in rural and urban areas. BMC Public Health, v. 24, n. 1, p. 1–15, 2024.

BRASIL. Conselho Nacional de Saúde. Resolução nº 510, de 7 de abril de 2016. Diário Oficial da União, Brasília, 2016.

LUND, C. et al. The association between physical and psychological domestic violence experienced during the COVID-19 pandemic and mental health symptoms. International Journal of Environmental Research and Public Health, v. 20, n. 8, p. 1–15, 2023.

ROSA GARCIA, M.; OLIVEIRA, F. Impactos da violência doméstica na saúde mental das mulheres: uma revisão de literatura (2019-2023). Cadernos de Gênero e Diversidade, v. 15, n. 2, p. 101–120, 2024.

WHITE, J. et al. Global prevalence and mental health outcomes of intimate partner violence among women: a systematic review and meta-analysis. Trauma Violence Abuse, v. 25, n. 3, p. 1021–1035, 2024.

ZOIE, R. et al. Impact of domestic violence on the mental health of women and the response thereof: a systematic review. Violence Victims, v. 40, n. 2, p. 150–170, 2025.

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1Discente do Curso Superior de Medicina da UNESC Campus colatina

2Docente do Curso Superior de Psicologia da Multivix Campus Vitória. Mestre em Psicologia Social (PPGPS/UERJ)