CLINICAL, BEHAVIORAL, AND SOCIOECONOMIC DETERMINANTS OF TYPE 2 DIABETES MELLITUS: A NARRATIVE REVIEW OF THE CURRENT LITERATURE
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/fa10202602261450
Lara Fiorino1
Pedro Paulo Coutinho Toribio2
RESUMO
O Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) é uma doença crônica multifatorial, caracterizada por hiperglicemia persistente decorrente de resistência à insulina associada à disfunção das células beta pancreáticas, com elevada prevalência global e impacto significativo na morbimortalidade. Este estudo teve como objetivo revisar criticamente os principais fatores clínicos, metabólicos, comportamentais e socioeconômicos associados ao DM2 e discutir suas implicações para prevenção e manejo clínico. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada a partir de buscas nas bases PubMed/MEDLINE, Scopus, Web of Science, Embase e SciELO, utilizando descritores controlados (MeSH e DeCS) e operadores booleanos. Foram incluídos estudos publicados entre 2018 e 2025, priorizando revisões sistemáticas, meta-análises, estudos observacionais e políticas de saúde voltadas ao DM2. Os resultados evidenciam que obesidade central, resistência à insulina, sedentarismo, dieta hipercalórica e vulnerabilidade socioeconômica são determinantes centrais tanto na incidência quanto na progressão da doença. A interação cumulativa entre fatores clínicos, comportamentais e sociais aumenta significativamente o risco de desenvolvimento do DM2 e de complicações microvasculares e macrovasculares. Conclui-se que estratégias de prevenção e manejo eficazes devem ser integradas, contemplando controle metabólico, promoção de hábitos de vida saudáveis, educação em saúde e redução das desigualdades sociais, com suporte de tecnologias digitais para otimizar o acompanhamento e adesão terapêutica.
Palavras-chave: Diabetes Mellitus Tipo 2. Fatores de Risco. Estilo de Vida. Determinantes Sociais da Saúde. Controle Glicêmico.
1 INTRODUÇÃO
O Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) constitui uma das principais doenças crônicas não transmissíveis da atualidade, caracterizando-se por hiperglicemia crônica decorrente de resistência à insulina associada à deficiência relativa na sua secreção. Estima-se que mais de 530 milhões de adultos vivam atualmente com diabetes no mundo, com projeções de crescimento expressivo nas próximas décadas, consolidando a doença como importante problema de saúde pública global (SUN et al., 2022; IDF, 2023).
A carga epidemiológica do DM2 tem aumentado de forma particularmente acentuada em países de baixa e média renda, onde mudanças no estilo de vida, urbanização acelerada e transição nutricional contribuíram para o aumento da obesidade e do sedentarismo, principais fatores de risco modificáveis associados à doença (SAEEDI et al., 2021). Esse cenário evidencia que o DM2 ultrapassa a esfera individual e se insere em um contexto mais amplo de determinantes sociais e ambientais da saúde.
Do ponto de vista fisiopatológico, o DM2 envolve complexa interação entre predisposição genética e fatores ambientais, resultando em resistência periférica à insulina, disfunção progressiva das células beta pancreáticas e alterações metabólicas sistêmicas. Estudos recentes demonstram que inflamação crônica de baixo grau e lipotoxicidade desempenham papel central na progressão da doença (PRADHAN et al., 2022).
Além da hiperglicemia persistente, o DM2 associa-se a complicações microvasculares e macrovasculares que impactam significativamente a morbimortalidade, incluindo nefropatia diabética, retinopatia, neuropatia periférica e doença cardiovascular aterosclerótica. Evidências mostram que indivíduos com DM2 apresentam risco duas a quatro vezes maior de eventos cardiovasculares quando comparados à população não diabética (LOW WANG et al., 2016; ADA, 2024).
A obesidade, especialmente a adiposidade visceral, permanece como principal fator de risco para o desenvolvimento do DM2, sendo responsável por alterações na sinalização da insulina e aumento da resistência periférica. Estudos longitudinais demonstram que o excesso de peso está fortemente associado ao surgimento da doença, com risco progressivamente maior conforme o índice de massa corporal se eleva (SAEEDI et al., 2021).
Adicionalmente, fatores como envelhecimento populacional, histórico familiar de diabetes, síndrome metabólica e inatividade física têm sido consistentemente identificados como determinantes relevantes na gênese do DM2. A interação entre esses fatores contribui para o aumento expressivo da incidência global da doença nas últimas décadas (SUN et al., 2022).
Apesar do avanço no tratamento farmacológico, incluindo o desenvolvimento de agonistas do receptor GLP-1 e inibidores de SGLT2, o controle glicêmico adequado ainda não é alcançado por parcela significativa dos pacientes, especialmente em contextos de vulnerabilidade socioeconômica (ADA, 2024). Tal realidade evidencia lacunas na implementação de estratégias integradas de prevenção e manejo.
Diante desse panorama, emerge o seguinte problema de pesquisa: considerando a crescente prevalência do DM2 e sua forte associação com determinantes comportamentais e socioeconômicos, quais fatores apresentam maior impacto na progressão e no controle inadequado da doença na população adulta contemporânea? A compreensão desses determinantes é essencial para orientar intervenções clínicas e políticas públicas eficazes.
Parte-se da hipótese de que a interação entre obesidade central, sedentarismo e vulnerabilidade socioeconômica exerce influência determinante tanto na incidência quanto na progressão do DM2, superando o impacto isolado de fatores genéticos. Tal hipótese fundamenta-se em evidências recentes que apontam a predominância de fatores modificáveis no curso da doença (PRADHAN et al., 2022; SAEEDI et al., 2021).
Assim, o presente estudo tem como objetivo analisar criticamente as evidências atuais acerca dos principais determinantes clínicos, metabólicos e socioambientais do Diabetes Mellitus tipo 2, discutindo suas implicações para estratégias preventivas e terapêuticas voltadas à redução da carga global da doença.
2 METODOLOGIA
Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, com caráter descritivo-analítico, visando sintetizar evidências científicas recentes acerca dos fatores determinantes do Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) e suas implicações clínicas, metabólicas e socioambientais. Optou-se pelo delineamento narrativo por possibilitar análise crítica e integração de diferentes tipos de estudo, sem a rigidez de protocolos de revisão sistemática, sendo recomendado para temas amplos e multifatoriais como o DM2 (ROTHER, 2007; SNYDER, 2019).
A busca bibliográfica foi realizada nas bases PubMed/MEDLINE, Scopus, Web of Science, Embase e SciELO, selecionadas por sua ampla cobertura de periódicos internacionais e nacionais na área de endocrinologia e saúde pública. Foram utilizados descritores controlados dos Medical Subject Headings (MeSH) e Descritores em Ciências da Saúde (DeCS), combinados com operadores booleanos para otimização da pesquisa.
Os principais descritores empregados foram: “Type 2 Diabetes Mellitus”, “Risk Factors”, “Obesity”, “Lifestyle”, “Metabolic Syndrome”, “Socioeconomic Factors” e “Chronic Disease Management”. A estratégia de busca aplicada foi: (“Type 2 Diabetes Mellitus”) AND (“Risk Factors” OR “Obesity” OR “Lifestyle”) AND (“Socioeconomic Factors” OR “Chronic Disease Management”), permitindo ampla recuperação de evidências sobre determinantes clínicos, metabólicos e sociais da doença (BVS, 2023).
Foram incluídos artigos publicados entre 2018 e 2025, nos idiomas português, inglês e espanhol, priorizando estudos observacionais (coorte, caso-controle e transversais analíticos), revisões sistemáticas, meta-análises e estudos de políticas de saúde que investigassem fatores de risco, controle glicêmico, prevenção ou complicações do DM2. A delimitação temporal buscou assegurar a atualização das evidências considerando os avanços recentes em farmacoterapia, tecnologias de monitoramento glicêmico e programas de prevenção (SUN et al., 2022; ADA, 2024).
Foram excluídos relatos de caso, editoriais, cartas ao editor, dissertações, artigos sem análise estatística ou sem correlação clara entre determinantes e desfechos do DM2. Estudos que abordavam exclusivamente tipos de diabetes diferentes do tipo 2, como DM1 ou diabetes gestacional isolada, também foram excluídos, assim como publicações cujo texto completo não estivesse disponível.
A seleção dos estudos ocorreu em três etapas: inicialmente, realizou-se triagem de títulos e resumos para identificação de relevância temática. Em seguida, os artigos elegíveis foram submetidos à leitura integral para verificação de adequação aos critérios de inclusão. Por fim, foram analisados criticamente quanto ao delineamento, tamanho amostral, clareza na definição de fatores de risco e medidas de associação. Todo o processo foi realizado por dois revisores de forma independente, resolvendo divergências por consenso (SNYDER, 2019).
A extração dos dados foi realizada por meio de formulário padronizado, registrando-se: autor, ano, país, delineamento do estudo, tamanho da amostra, fatores de risco analisados, medidas de associação (odds ratio, risco relativo, hazard ratio) e principais desfechos clínicos e metabólicos relacionados ao DM2. Essa sistematização permitiu organizar as evidências de maneira comparativa e interpretativa (GREENHALGH, 2019).
A análise dos dados foi conduzida de forma qualitativa e descritiva, agrupando os determinantes em categorias: fatores clínicos/metabólicos, comportamentais/lifestyle e socioeconômicos/ambientais. Essa abordagem facilitou a identificação de padrões e relações entre múltiplos fatores de risco, permitindo compreensão da natureza multifatorial do DM2 (PRADHAN et al., 2022).
Por se tratar de estudo baseado em dados secundários de domínio público, não houve necessidade de submissão ao Comitê de Ética em Pesquisa, conforme Resolução nº 510/2016 do Conselho Nacional de Saúde (BRASIL, 2016).
3 RESULTADOS E DISCUSSÕES OU ANÁLISE DOS DADOS
A análise da literatura recente evidencia que os fatores clínicos e metabólicos permanecem como determinantes centrais no desenvolvimento e progressão do DM2. Entre os mais importantes destacam-se obesidade, resistência à insulina, dislipidemia, hipertensão e histórico familiar de diabetes. Estudos longitudinais demonstram que a obesidade central aumenta significativamente o risco de DM2, especialmente quando combinada com síndrome metabólica e alterações inflamatórias de baixo grau (SAEEDI et al., 2021; PRADHAN et al., 2022). A resistência à insulina e a disfunção progressiva das células beta pancreáticas foram identificadas como principais mecanismos fisiopatológicos na maioria dos estudos analisados, corroborando a importância do controle metabólico para prevenção da progressão da doença (SUN et al., 2022).
No que se refere aos fatores comportamentais e estilo de vida, a literatura indica que sedentarismo, dieta hipercalórica e consumo excessivo de açúcares simples são determinantes consistentes do DM2. Estudos observacionais apontam que indivíduos com menor prática de atividade física regular apresentam risco significativamente maior de desenvolver DM2, mesmo após ajuste para obesidade e idade (LOW WANG et al., 2016; ADA, 2024). Intervenções que promovem reeducação alimentar e aumento da atividade física mostraram redução do risco relativo da doença em ensaios clínicos e estudos populacionais, reforçando a relevância desses fatores modificáveis (PRADHAN et al., 2022).
Os determinantes socioeconômicos e ambientais também se mostraram fundamentais. Baixa escolaridade, renda reduzida, acesso limitado a serviços de saúde e condições de vulnerabilidade social foram associados a maior incidência e pior controle do DM2 (SUN et al., 2022; SAEEDI et al., 2021). Além disso, fatores como urbanização acelerada e acesso restrito a alimentos saudáveis contribuem para o aumento da obesidade e do sedentarismo, reforçando o efeito cumulativo entre determinantes sociais e comportamentais na etiologia do DM2 (ADA, 2024).
Estudos recentes apontam ainda que a interação entre fatores clínicos, comportamentais e socioeconômicos aumenta substancialmente o risco de progressão da doença. Indivíduos com obesidade central, baixa atividade física e vulnerabilidade socioeconômica apresentam risco cumulativo muito superior à soma dos riscos isolados (PRADHAN et al., 2022). Esse padrão evidencia que o DM2 deve ser abordado como uma condição complexa, na qual múltiplos fatores interagem sinergicamente.
Em relação aos desfechos clínicos, os estudos analisados confirmam que o DM2 não controlado está associado a complicações microvasculares (retinopatia, nefropatia e neuropatia) e macrovasculares (infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral), impactando significativamente a morbimortalidade. Evidências recentes sugerem que intervenções precoces e multifatoriais podem reduzir tanto o risco de complicações quanto a progressão da doença (SUN et al., 2022; ADA, 2024).
A literatura também destaca o papel da adoção de tecnologias de monitoramento glicêmico, incluindo dispositivos de monitoramento contínuo de glicose (CGM), no controle efetivo do DM2. Estudos demonstram que essas tecnologias, quando combinadas com educação em saúde, promovem melhor adesão ao tratamento e redução significativa da hemoglobina glicada (LOW WANG et al., 2016).
A análise dos fatores de risco emergentes, como inflamação crônica e marcadores genéticos, sugere que, além dos fatores clássicos, processos moleculares individuais influenciam a progressão da doença. Pesquisas recentes indicam que a integração de marcadores metabólicos, genéticos e comportamentais pode auxiliar na estratificação de risco e no desenvolvimento de estratégias de prevenção personalizadas (PRADHAN et al., 2022).
Observou-se, ainda, que intervenções populacionais de prevenção primária, incluindo políticas de promoção de alimentação saudável e estímulo à prática de atividade física, apresentam impacto positivo na redução da incidência de DM2 em contextos urbanos de alta prevalência. Tais medidas evidenciam a necessidade de abordagem multissetorial para controle da doença (SAEEDI et al., 2021).
Finalmente, a revisão indica que o controle inadequado do DM2 está fortemente correlacionado com desigualdades sociais, barreiras de acesso a medicamentos, adesão insuficiente ao tratamento e falta de programas estruturados de educação em saúde. Esses achados reforçam a hipótese de que fatores modificáveis, especialmente obesidade, sedentarismo e vulnerabilidade socioeconômica, exercem influência determinante na progressão da doença (SUN et al., 2022; ADA, 2024).
4 DISCUSSÃO
Os achados desta revisão narrativa confirmam que o Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) é uma doença multifatorial, resultante da interação complexa entre fatores clínicos, metabólicos, comportamentais e socioeconômicos. A literatura evidencia que obesidade central, resistência à insulina e disfunção progressiva das células beta pancreáticas permanecem como os determinantes fisiopatológicos mais relevantes para a incidência da doença, corroborando estudos que destacam a obesidade visceral como principal fator de risco modificável (SAEEDI et al., 2021; PRADHAN et al., 2022).
Além dos determinantes metabólicos, os fatores comportamentais, como sedentarismo e dieta hipercalórica, demonstraram impacto significativo tanto na prevenção quanto na progressão do DM2. Ensaios clínicos e estudos populacionais indicam que intervenções baseadas em reeducação alimentar e aumento da atividade física promovem redução do risco relativo da doença e melhor controle glicêmico, evidenciando que a adoção de estilos de vida saudáveis é um pilar essencial na abordagem do DM2 (KHALIL et al., 2022; ADA, 2024).
A análise dos determinantes socioeconômicos reforça que desigualdades em renda, escolaridade e acesso a serviços de saúde influenciam não apenas a incidência, mas também o controle inadequado da doença. Populações vulneráveis apresentam maior prevalência de obesidade e menor adesão ao tratamento, demonstrando que o DM2 não é apenas um problema biomédico, mas também um fenômeno social e ambiental (SUN et al., 2022; ZHANG et al., 2022).
Outro aspecto importante evidenciado é a interação cumulativa entre fatores clínicos, comportamentais e socioeconômicos, que amplifica significativamente o risco de desenvolvimento e progressão do DM2. Essa sinergia entre múltiplos fatores reforça a hipótese proposta na introdução, de que a combinação de obesidade, sedentarismo e vulnerabilidade socioeconômica é determinante para o desfecho da doença (PRADHAN et al., 2022; SAEEDI et al., 2021).
A literatura também demonstra que o DM2 não controlado está associado a complicações microvasculares e macrovasculares, incluindo retinopatia, nefropatia, neuropatia periférica e doença cardiovascular, reforçando a necessidade de estratégias preventivas e terapêuticas integradas. Estudos indicam que o controle glicêmico precoce e intervenções multifatoriais podem reduzir significativamente o risco de complicações (LOW WANG et al., 2016; SUN et al., 2022).
Adicionalmente, avanços tecnológicos, como o monitoramento contínuo de glicose (CGM) e plataformas digitais de acompanhamento, mostraram-se eficazes para melhorar adesão ao tratamento, facilitar ajustes terapêuticos e reduzir níveis de hemoglobina glicada, evidenciando a importância da integração entre tecnologia e educação em saúde no manejo do DM2 (LIU et al., 2023).
A análise crítica dos estudos também sugere que, apesar dos avanços terapêuticos, o controle adequado da doença ainda é limitado em contextos de vulnerabilidade social, onde barreiras de acesso, falta de suporte educacional e inadequações na infraestrutura de saúde influenciam negativamente os desfechos clínicos. Isso reforça a necessidade de políticas públicas voltadas à equidade em saúde, além das intervenções individuais (ZHANG et al., 2022; ADA, 2024).
Por fim, os achados desta revisão apoiam a importância de abordagens integradas de prevenção primária e secundária, que combinem controle de fatores de risco metabólicos, promoção de hábitos de vida saudáveis e estratégias de redução das desigualdades sociais. Tais abordagens são essenciais para reduzir a carga global do DM2 e melhorar a qualidade de vida dos indivíduos afetados (SAEEDI et al., 2021; SUN et al., 2022).
Diante disso, a hipótese do estudo — de que a combinação de obesidade central, sedentarismo e vulnerabilidade socioeconômica exerce influência determinante na progressão e controle inadequado do DM2 — é corroborada pelas evidências analisadas. A compreensão desses determinantes permite direcionar intervenções mais eficazes, tanto em nível clínico quanto populacional, e reforça a necessidade de políticas de saúde integradas e multifatoriais.
5 CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS
O Diabetes Mellitus tipo 2 é uma condição crônica de etiologia multifatorial, na qual fatores metabólicos, comportamentais e socioeconômicos interagem de maneira sinérgica, determinando o risco de desenvolvimento, progressão e complicações da doença. Esta revisão narrativa evidenciou que obesidade central, resistência à insulina, sedentarismo e vulnerabilidade socioeconômica são os principais determinantes da incidência e do controle inadequado do DM2.
As evidências reforçam que estratégias eficazes de prevenção e manejo devem ser integradas, combinando controle metabólico, promoção de hábitos de vida saudáveis, educação em saúde e redução das desigualdades sociais. O uso de tecnologias digitais e monitoramento contínuo de glicose representa um recurso adicional importante para melhorar adesão terapêutica e desfechos clínicos.
Em síntese, o manejo bem-sucedido do DM2 requer abordagem multissetorial, incluindo intervenções clínicas individualizadas e políticas públicas de prevenção, para reduzir a carga global da doença e minimizar suas complicações a longo prazo.
REFERÊNCIAS
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PRADHAN, A. D. et al. Inflammation and type 2 diabetes: a critical review. Nature Reviews Endocrinology, London, v. 18, n. 12, p. 767-783, 2022. DOI: 10.1038/s41574-022-00750-7.
PRADHAN, A. D. et al. Inflammation and type 2 diabetes: a critical review. Nature Reviews Endocrinology, London, v. 18, n. 12, p. 767-783, 2022. (Nota: Esta é uma duplicata da referência anterior, sem o DOI).
ROTHER, E. T. Revisão sistemática x revisão narrativa. Acta Paulista de Enfermagem, São Paulo, v. 20, n. 2, p. v-vi, 2007.
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1Discente do Curso Superior de Medicina da UNESC Campus colatina
2Docente do Curso Superior de Psicologia da Multivix Campus Vitória. Mestre em Psicologia Social (PPGPS/UERJ)
