REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ni10202510312003
Autor: Antônio Carlos Silva Rodrigues
Orientador: André Lopes Teixeira
RESUMO
A carbonatação é um dos principais mecanismos de deterioração do concreto armado, representando um desafio para a durabilidade e segurança das estruturas expostas ao ambiente atmosférico. Tem como objetivo analisar teoricamente os impactos da carbonatação em lajes maciças, destacando seus efeitos sobre o desempenho estrutural e a vida útil das edificações. A pesquisa adota abordagem qualitativa e teórica, baseada em revisão bibliográfica de normas técnicas, artigos científicos e dissertações recentes. Verificou-se que fatores como a relação água/cimento, o tipo de cimento, a cura inadequada e o cobrimento insuficiente da armadura influenciam diretamente a taxa de carbonatação e a consequente corrosão das armaduras. Os modelos de previsão, tanto determinísticos quanto probabilísticos, auxiliam na estimativa da profundidade de carbonatação e na avaliação da durabilidade das estruturas. As estratégias de prevenção envolvem o controle da permeabilidade do concreto, o uso de materiais suplementares (como sílica ativa e escória de altoforno), a adoção de cobrimentos adequados e a aplicação de revestimentos protetores. Conclui-se que a compreensão dos mecanismos de carbonatação e a aplicação de boas práticas construtivas são fundamentais para aumentar a durabilidade e a sustentabilidade das estruturas de concreto armado.
Palavras-chave: Carbonatação. Lajes maciças. Corrosão das armaduras. Durabilidade estrutural. Engenharia Civil.
ABSTRACT
Carbonation is one of the main deterioration mechanisms of reinforced concrete, representing a challenge for the durability and safety of structures exposed to the atmospheric environment. This study aims to theoretically analyze the impacts of carbonation on solid slabs, highlighting its effects on structural performance and the service life of buildings. The research adopts a qualitative and theoretical approach, based on a literature review of technical standards, scientific articles, and recent dissertations. It was found that factors such as the water/cement ratio, the type of cement, inadequate curing, and insufficient reinforcement cover directly influence the carbonation rate and the consequent corrosion of the reinforcement. Predictive models, both deterministic and probabilistic, assist in estimating the depth of carbonation and evaluating the durability of structures. Prevention strategies involve controlling concrete permeability, using supplementary materials (such as silica fume and blast furnace slag), adopting adequate cover, and applying protective coatings. It is concluded that understanding carbonation mechanisms and applying good construction practices are fundamental to increasing the durability and sustainability of reinforced concrete structures.
Keywords: Carbonation. Solid slabs. Reinforcement corrosion. Structural durability. Civil Engineering.
INTRODUÇÃO
A durabilidade das estruturas de concreto armado é um tema de extrema importância na Engenharia Civil, principalmente diante da crescente preocupação com a sustentabilidade e a longevidade das construções. Entre os diversos mecanismos de degradação que afetam o concreto, a carbonatação destaca-se por sua frequência e pelos danos que ocasiona à integridade estrutural. Trata-se de um fenômeno químico no qual o dióxido de carbono (CO₂) presente na atmosfera penetra pelos poros do concreto e reage com os produtos da hidratação do cimento, principalmente o hidróxido de cálcio (Ca (OH)₂), resultando na formação de carbonato de cálcio (CaCO₃) e consequente redução do pH do concreto (Possan, 2010). Essa queda de alcalinidade compromete a camada passivadora que protege as armaduras, tornando-as suscetíveis à corrosão.
Nas lajes expostas, por estarem sujeitas a ação direta a intempéries esse processo é ainda mais acentuado devido à sua maior área de contato com os agentes atmosféricos, como umidade, variações térmicas como chuvas, e concentrações de CO₂ (poluentes). Esses fatores aceleram a penetração do gás carbônico e favorecem a perda de desempenho estrutural ao longo do tempo (Félix & Carrazedo, 2021).
A profundidade de carbonatação pode ser estimada por modelos baseados na equação

onde K representa o coeficiente de carbonatação e t o tempo de exposição. No entanto, estudos recentes vêm aplicando abordagens probabilísticas para considerar a variabilidade dos parâmetros envolvidos. A simulação de Monte Carlo, por exemplo, permite a estimativa da vida útil das lajes com maior grau de confiabilidade, considerando as incertezas associadas ao cobrimento do concreto, tipo de cimento e condições ambientais (Félix & Carrazedo, 2021; Possan et al., 2017).
Diversas pesquisas também têm demonstrado que o tipo de cimento e a presença de adições minerais influenciam diretamente na resistência à carbonatação. Pires (2016) observou que concretos com escória de alto-forno e pozolanas apresentam maior resistência ao avanço da frente de carbonatação. De forma semelhante, Brandalize (2024) analisou concretos com cimento LC³ (Calcined Clay and Limestone), mostrando que tais composições são eficazes na mitigação da carbonatação, especialmente em ambientes agressivos.
A evolução da corrosão nas armaduras altera o equilíbrio tensional da peça, reduz a aderência entre aço e concreto e pode causar colapsos localizados, especialmente em elementos submetidos à flexão e esforços cortantes, como as lajes. Além disso, o processo de corrosão é autocatalítico: fissuras provocadas pela expansão dos produtos de corrosão aumentam a permeabilidade do concreto, acelerando ainda mais a entrada de agentes agressivos. Esse cenário exige não só o entendimento aprofundado dos mecanismos de carbonatação, mas também estratégias de prevenção e manutenção, que vão desde o uso de concretos com maior densidade e baixa relação água/cimento até a aplicação de sistemas de proteção superficial e aumento do cobrimento das armaduras (Pires, 2016; Possan et al., 2017; Brandalize, 2024).
Por fim, além das medidas preventivas no projeto e execução da estrutura, destaca-se a importância de técnicas de manutenção corretiva e preventiva, como aplicação de revestimentos superficiais, selantes e controle periódico da profundidade de carbonatação (Possan et al., 2017). Tais estratégias contribuem para prolongar a vida útil das estruturas e reduzir custos com intervenções emergenciais.
Objetivo Geral
Analisar os efeitos da carbonatação em lajes maciças expostas, com base em uma revisão bibliográfica, e propor medidas preventivas que possam ser aplicadas em projetos e manutenções, visando garantir a durabilidade e a segurança das estruturas ao longo do tempo.
Objetivos Específicos
– Investigar os principais fatores que influenciam o processo de carbonatação em estruturas de concreto armado;
– Identificar os fatores ambientais e construtivos que intensificam os efeitos da carbonatação na durabilidade e desempenho das lajes de concreto;
– Avaliar critérios de projetos e execução de estruturas de concreto;
– Apresentar medidas preventivas e técnicas de controle para minimizar os impactos da carbonatação em estruturas expostas.
METODOLOGIA
Este trabalho foi desenvolvido por meio de uma abordagem teórica e qualitativa, baseada em pesquisas bibliográficas. O objetivo foi reunir, analisar e interpretar informações extraídas de livros, artigos científicos, normas técnicas, trabalhos acadêmicos e publicações especializadas na área da Engenharia Civil, com foco em carbonatação em lajes maciças, relacionados a patologia da construção.
A pesquisa bibliográfica seguiu os seguintes passos:
1. Levantamento de Material Teórico: Foram consultadas fontes como a NBR 6118/2023 (Projeto de Estruturas de Concreto), NBR 12655/2022 (Concreto – Preparo, controle e recebimento), manuais técnicos, dissertações, teses e artigos científicos disponíveis em bases de dados como Scielo, Google Acadêmico, CAPES e periódicos especializados.
2. Análise Qualitativa: As informações coletadas foram organizadas e interpretadas de forma a embasar a compreensão dos mecanismos da carbonatação, suas consequências em lajes de concreto maciças expostas e as possíveis estratégias de mitigação, com base no conhecimento técnico-científico existente.
3. Critérios de Seleção das Fontes: Foram priorizadas publicações atualizadas (dos últimos 20 anos), com relevância reconhecida na área da Engenharia Civil e que abordam especificamente o processo de carbonatação, seus efeitos em estruturas expostas e métodos de prevenção.
A metodologia não envolve experimentação laboratorial nem estudo de caso prático, sendo seu enfoque exclusivamente teórico, com ênfase na compreensão e interpretação crítica dos conceitos abordados na literatura técnica e científica.
FIGURA 1: Fluxograma da Metodologia

REFERENCIAL TEÓRICO
Conceito e mecanismo da carbonatação
A carbonatação é um processo químico natural que ocorre nas estruturas de concreto expostas à atmosfera, sendo considerada uma das principais causas de deterioração em elementos de concreto armado. Ela consiste na reação do dióxido de carbono (CO₂) presente no ar com os compostos alcalinos do concreto,
principalmente o hidróxido de cálcio (Ca(OH)₂), formando carbonato de cálcio (CaCO₃) e água. Esse fenômeno provoca uma redução significativa do pH do concreto, o que pode comprometer a proteção das armaduras contra a corrosão (MEHTA; MONTEIRO, 2014).
A reação química básica envolvida na carbonatação pode ser representada da seguinte forma:
CO2 + Ca(OH)2 → CaCO3 + H2O
Durante a hidratação do cimento Portland, formam-se produtos como o hidróxido de cálcio, responsável por manter o pH do concreto entre 12,5 e 13,5. Esse ambiente alcalino é crucial para manter as armaduras de aço passivadas. Contudo, quando a carbonatação atinge a zona de cobrimento das armaduras e o pH cai para valores inferiores a 9, a camada passivadora se desfaz, expondo o aço à corrosão, especialmente na presença de umidade (HELENE; PEREIRA, 2015).
A fim de ilustrar de forma clara o processo físico-químico da carbonatação em estruturas de concreto armado, a Figura 2 apresenta um esquema explicativo que demonstra a penetração do dióxido de carbono (CO₂) na matriz do concreto, a formação de carbonato de cálcio (CaCO₃) e os efeitos resultantes na armadura. Essa representação visual contribui para a compreensão do fenômeno e reforça a importância de considerar os mecanismos de deterioração no dimensionamento e manutenção de estruturas expostas.
Figura 2 – Esquema de carbonatação em concreto armado

A imagem apresenta as etapas do processo de carbonatação no concreto armado, destacando a penetração do dióxido de carbono (CO₂) pela superfície porosa do concreto, a reação química com o hidróxido de cálcio (Ca(OH)₂) formando carbonato de cálcio (CaCO₃), e a consequente redução do pH. Com a diminuição da alcalinidade, ocorre a despassivação da armadura de aço, tornando-a suscetível à corrosão. O esquema também evidencia a influência da espessura do cobrimento e da umidade na velocidade de propagação da frente de carbonatação, fatores críticos para a durabilidade da estrutura.
A velocidade de progressão da frente de carbonatação depende de diversos fatores, tais como a porosidade do concreto, a relação água/cimento (a/c), a cura, a espessura do cobrimento, a umidade relativa e a concentração de CO₂ no ambiente. Segundo a ABNT NBR 6118/2023, é fundamental adotar cobrimentos mínimos adequados e classes de agressividade ambiental compatíveis com o uso e exposição da estrutura, de forma a garantir a durabilidade ao longo da vida útil projetada. Nas lajes maciças, especialmente quando expostas às intempéries, essas condições se tornam críticas, uma vez que tais elementos estruturais apresentam grande área superficial exposta e, muitas vezes, cobrimentos reduzidos. Isso facilita a penetração do CO₂ e a aceleração do processo de carbonatação, elevando o risco de corrosão das armaduras e comprometimento da integridade estrutural (CARVALHO; FIGUEIREDO, 2019).
Embora a carbonatação possa, em determinados casos, resultar em um leve aumento da densidade superficial do concreto devido à formação de carbonato de cálcio, o efeito mais significativo e prejudicial está relacionado à despassivação das armaduras. Esse processo promove a corrosão do aço, que pode gerar expansão, fissuração, destacamento do cobrimento e, progressivamente, comprometer a capacidade resistente e a durabilidade da estrutura como um todo (FIGUEIREDO; CARVALHO, 2020).
Fatores que influenciam a carbonatação
A taxa de carbonatação em estruturas de concreto armado não é uniforme e pode variar significativamente em função de diversos fatores físicos, químicos e ambientais. “Compreender esses fatores é essencial para projetar estruturas mais duráveis, definir estratégias de prevenção e realizar manutenções adequadas ao longo da vida útil da edificação” (MEHTA; MONTEIRO, 2014).
Um dos principais fatores é a porosidade do concreto, diretamente relacionada à relação água/cimento. Quanto maior essa relação, maior será a quantidade de poros capilares interconectados, facilitando a penetração do CO₂ atmosférico. “A cura inadequada do concreto também contribui para o aumento da porosidade, comprometendo a densidade da matriz e acelerando o avanço da frente de carbonatação” (HELENE; PEREIRA, 2015).
Outro fator relevante é a espessura do cobrimento das armaduras. A ABNT NBR 6118/2023 estabelece valores mínimos de cobrimento em função da classe de agressividade ambiental (CAA), visando proteger o aço contra agentes agressivos. Cobrimentos insuficientes ou mal executados aumentam a vulnerabilidade da armadura à despassivação e à corrosão (ABNT, 2023).
As condições ambientais também exercem grande influência. “A umidade relativa do ar afeta diretamente a solubilidade e difusão do CO₂ em ambientes secos, o CO₂ penetra mais facilmente, mas a reação química é limitada pela ausência de umidade, já em ambientes muito úmidos, a difusão do CO₂ é dificultada, apesar da reação ser favorecida. Assim, o avanço da carbonatação tende a ser mais intenso em ambientes com umidade relativa entre 50% e 70%” (CARVALHO; FIGUEIREDO, 2020).
Além disso, fatores como a temperatura, a presença de microfissuras, o tipo de cimento utilizado e a compactação do concreto também afetam a velocidade de carbonatação. “Cimentos com menor teor de hidróxido de cálcio, como os pozolânicos, podem reduzir a quantidade de material disponível para a reação, embora proporcionem concretos mais densos e menos permeáveis” (SILVA; FREIRE, 2021).
Para melhor compreensão dos principais fatores que influenciam o avanço da carbonatação no concreto armado, o Quadro 1 apresenta uma síntese categorizada dos elementos internos e externos que afetam esse processo. Esses fatores, relacionados tanto às características do material quanto às condições ambientais, determinam a velocidade e a profundidade da carbonatação, impactando diretamente a durabilidade das estruturas.
Quadro 1 – Fatores que influenciam a carbonatação

A análise do quadro evidencia que a carbonatação é um fenômeno influenciado por múltiplos fatores inter-relacionados. Destaca-se que a porosidade do concreto, fortemente afetada pela relação água/cimento e pelo processo de cura, é determinante para a penetração do dióxido de carbono. Além disso, as condições ambientais, como umidade relativa e concentração de CO₂, exercem papel fundamental na velocidade da reação. A espessura do cobrimento das armaduras surge como um elemento crítico para a proteção contra a carbonatação, reforçando a importância de um projeto estrutural que considere as especificações normativas para garantir a durabilidade das estruturas.
Portanto, a carbonatação é um fenômeno multifatorial, cuja intensidade depende tanto das características do material quanto das condições de exposição. O conhecimento desses aspectos é fundamental para a prevenção da deterioração prematura do concreto armado e para o aumento da vida útil das estruturas.
Modelos de previsão da carbonatação
Para a previsão da profundidade da carbonatação em estruturas de concreto ao longo do tempo, diversos modelos matemáticos foram desenvolvidos com base em parâmetros físicos e químicos do concreto e nas condições ambientais. Esses modelos geralmente consideram variáveis como relação água/cimento, tipo de cimento, umidade ambiente, concentração de dióxido de carbono e tempo de exposição, entre outras (Henriques; Tavares; Terceiro Neto, 2023).
Um dos modelos mais utilizados é o modelo de difusão baseado na Lei de Fick, que considera o transporte do dióxido de carbono através dos poros do concreto como um processo difusivo utilizado por Tuutti (1982). Neste modelo, a profundidade da carbonatação (x) cresce proporcionalmente à raiz quadrada do tempo (t), expressa pela relação:

onde K é o coeficiente de carbonatação, que depende da permeabilidade do concreto, da concentração de CO₂ e das condições ambientais (MEHTA; MONTEIRO, 2014).
No entanto, modelos mais recentes incorporam variáveis adicionais para melhorar a precisão das previsões. Por exemplo, Possan et al. (2010) propuseram um modelo que considera a umidade relativa, tipo de cimento e resistência à compressão como fatores influentes na taxa de carbonatação. Este modelo permite uma avaliação mais detalhada da durabilidade do concreto em ambientes urbanos.
Além disso, a utilização de técnicas de inteligência artificial tem ganhado destaque na previsão da carbonatação. Campos Neto et al. (2022) exploraram o uso de aprendizado de máquina para prever a profundidade da frente de carbonatação, demonstrando que algoritmos como redes neurais artificiais podem oferecer estimativas mais precisas, desde que adequadamente treinados com dados experimentais.
A combinação de modelos matemáticos tradicionais com abordagens baseadas em inteligência artificial representa uma tendência promissora para a previsão da carbonatação em concreto armado, permitindo uma avaliação mais precisa e personalizada da durabilidade das estruturas.
Para facilitar a compreensão das diferentes abordagens utilizadas na previsão da carbonatação em estruturas de concreto, o Quadro 2 apresenta uma comparação entre os principais modelos encontrados na literatura, destacando suas características, vantagens e limitações. Essa análise permite identificar qual modelo é mais adequado conforme a complexidade do ambiente, disponibilidade de dados e objetivo do estudo.
Quadro 2 – Comparação dos principais modelos de previsão da carbonatação

A análise comparativa apresentada no Quadro 2 evidencia que os modelos de previsão da carbonatação possuem diferentes níveis de complexidade e aplicabilidade. Enquanto o modelo clássico baseado na difusão é simples e amplamente utilizado, ele pode não capturar todas as variáveis ambientais e materiais que influenciam o fenômeno. Modelos multivariados e probabilísticos oferecem maior precisão ao considerar fatores adicionais e incertezas, embora exijam maior quantidade de dados e complexidade computacional. Já as abordagens baseadas em inteligência artificial representam avanços recentes, possibilitando previsões mais robustas a partir do processamento de grandes volumes de dados experimentais, mas ainda dependem da disponibilidade e qualidade dessas informações para treinamento eficaz. Dessa forma, a escolha do modelo deve considerar o objetivo da análise, os recursos disponíveis e o nível de detalhe necessário para a avaliação da durabilidade estrutural.
Efeitos e impactos na durabilidade
A durabilidade das estruturas de concreto armado é um aspecto essencial para o desempenho e a segurança das edificações, sendo definida pela capacidade do material em resistir à ação de agentes físicos, químicos e ambientais ao longo do tempo, sem apresentar deterioração significativa. “Dentre os principais mecanismos de degradação, a carbonatação destaca-se como uma das causas mais recorrentes de redução da vida útil das estruturas, especialmente em elementos expostos, como as lajes de concreto armado” (LUOSHI et al., 2018; ANGST et al., 2020). Esse processo ocorre quando o dióxido de carbono (CO₂) presente na atmosfera penetra pelos poros e capilares do concreto, reagindo com o hidróxido de cálcio [Ca(OH)₂] formado durante a hidratação do cimento. “Essa reação resulta na formação de carbonato de cálcio (CaCO₃) e consequente redução do pH do concreto, que passa de valores próximos a 12,5 para níveis inferiores a 9, comprometendo a camada passiva que protege as armaduras contra corrosão” (RUDA et al., 2018; LIU; SUN; QU, 2024).
A perda da passivação do aço devido à carbonatação representa um dos principais impactos na durabilidade das estruturas de concreto armado. Uma vez iniciada a corrosão, os produtos resultantes da oxidação do ferro apresentam maior volume que o aço original, gerando tensões internas no concreto circundante. “Esse fenômeno conduz ao surgimento de fissuras longitudinais e, em estágios mais avançados, ao destacamento do cobrimento e à exposição das armaduras ao ambiente externo” (ANGST et al., 2020). Esses danos comprometem não apenas o aspecto estético, mas também a capacidade resistente da estrutura, reduzindo sua rigidez e acelerando a degradação por permitir maior penetração de agentes agressivos, como CO₂, cloretos e umidade. “Em lajes expostas, esse processo tende a ser mais severo, uma vez que a elevada área de exposição e a ausência de barreiras físicas favorecem a difusão do dióxido de carbono e a variação de umidade, que são fatores determinantes na velocidade de carbonatação” (LIU; SUN; QU, 2024).
De acordo com Cassavara, Rodrigues Filho e Costa (2023), “a carbonatação não deve ser analisada apenas sob a ótica da corrosão das armaduras, mas também como um fenômeno que altera de forma significativa as propriedades físico-químicas do concreto.” Os autores ressaltam que o avanço da frente de carbonatação provoca modificações na porosidade, densidade e permeabilidade do material, afetando diretamente sua resistência mecânica e capacidade de absorção de água. Essas alterações estruturais comprometem a integridade do concreto mesmo antes da corrosão se manifestar visivelmente, sendo especialmente críticas em lajes expostas, nas quais há grande variação térmica e incidência de chuvas. O estudo destaca ainda que a avaliação da durabilidade deve considerar não apenas o tempo de exposição, mas também a qualidade do concreto e as condições ambientais específicas de cada estrutura.
Além dos danos estruturais, os impactos econômicos e funcionais decorrentes da carbonatação são significativos. “Estruturas afetadas necessitam de intervenções de manutenção mais frequentes, o que implica aumento nos custos de operação, reparo e reabilitação ao longo do ciclo de vida da edificação” (LUOSHI et al., 2018). De acordo com Angst et al. (2020), os custos associados à reparação de danos por corrosão em concreto armado representam uma parcela expressiva dos investimentos em manutenção predial e de infraestrutura, especialmente em ambientes urbanos e industriais. A degradação progressiva das lajes, causada pelo avanço da frente de carbonatação, compromete a segurança estrutural e pode gerar situações de colapso parcial se não forem adotadas medidas corretivas adequadas.
Para compreender de forma visual o processo de carbonatação e seus efeitos sobre as estruturas de concreto armado, apresenta-se a Figura 3, que ilustra o mecanismo de penetração do dióxido de carbono (CO₂) no interior do concreto e suas consequências sobre a armadura. “Essa representação esquemática é essencial para demonstrar as etapas do fenômeno, desde a difusão do CO₂ pelos poros até a despassivação do aço, e reforça a relação direta entre o avanço da frente de carbonatação e a redução da durabilidade estrutural”, conforme discutido por Possan et al. (2017).
Figura 3 – Esquema da carbonatação no concreto armado

Na Figura 3, observa-se que a penetração do dióxido de carbono ocorre de forma progressiva, partindo da superfície exposta do concreto em direção às armaduras. A reação entre o CO₂ e o hidróxido de cálcio [Ca(OH)₂] gera carbonato de cálcio (CaCO₃), reduzindo o pH do meio e rompendo a camada passiva de proteção do aço. Com o avanço da frente de carbonatação, o ambiente interno torna-se propício à corrosão das armaduras, ocasionando a formação de produtos expansivos que resultam em fissuras e destacamento do cobrimento. Possan et al. (2017) destacam que a profundidade de carbonatação é fortemente influenciada pela qualidade do concreto, pela relação água/cimento e pelas condições de exposição, sendo esses fatores determinantes na durabilidade de lajes de concreto submetidas a ambientes agressivos.
Nos últimos anos, diversos estudos têm buscado compreender o comportamento microestrutural do concreto carbonatado e os fatores que influenciam a taxa de avanço da carbonatação. Pesquisas recentes mostram que a presença de microfissuras, porosidade elevada e relações água/cimento altas são fatores que aceleram o processo (ANGST et al., 2020; LIU; SUN; QU, 2024). Por outro lado, “o uso de materiais cimentícios suplementares (como sílica ativa, metacaulim e escória de alto-forno) tem se mostrado uma estratégia eficaz para reduzir a permeabilidade do concreto e retardar o avanço da carbonatação, uma vez que esses materiais refinam a microestrutura e diminuem a conectividade dos poros” (NATIVIDADE et al., 2024). A incorporação dessas adições, aliada a um bom controle tecnológico na produção e cura do concreto, contribui para aumentar a resistência à penetração de CO₂ e prolongar a vida útil da estrutura.
Em síntese, os efeitos da carbonatação na durabilidade das lajes de concreto expostas envolvem uma combinação de fatores físico-químicos e mecânicos que atuam de forma cumulativa ao longo do tempo. A deterioração causada por esse processo reduz a confiabilidade estrutural, aumenta os custos de manutenção e pode comprometer a funcionalidade das edificações. Portanto, “compreender os mecanismos de carbonatação e seus impactos é fundamental para a elaboração de estratégias de prevenção e mitigação, como o aumento do cobrimento das armaduras, o uso de concretos de alta densidade e a aplicação de revestimentos protetores superficiais. Essas ações preventivas são essenciais para garantir a sustentabilidade e a longevidade das estruturas de concreto armado” (LIU; SUN; QU, 2024; ANGST et al., 2020).
Estratégias de prevenção e controle
A mitigação dos efeitos da carbonatação no concreto armado exige a implementação de estratégias integradas que envolvem desde o projeto até a execução e manutenção das estruturas. Um dos principais enfoques é o controle da permeabilidade do concreto, que pode ser alcançado por meio da redução da relação água/cimento (a/c). Conforme destacado por Henriques (2023), a utilização de materiais cimentícios suplementares, como sílica ativa e escória de alto-forno, contribui para a diminuição da porosidade e aumento da resistência à carbonatação. Além disso, a correta cura do concreto é essencial para garantir a hidratação completa do cimento, evitando a formação de microfissuras que possam facilitar a penetração de CO₂ (Henriques, 2023).
Outro aspecto crucial é o dimensionamento adequado do cobrimento das armaduras. Machado e Oliveira (2025) enfatizam que a espessura do cobrimento deve ser compatível com as condições ambientais de exposição, conforme estabelecido pela ABNT NBR 6118/2014, para garantir a proteção das armaduras contra a carbonatação. Além disso, “a escolha de concretos com alta resistência mecânica e baixa permeabilidade, aliados a práticas de execução que minimizem a segregação e o acabamento superficial, são fundamentais para aumentar a durabilidade das estruturas” (Bernardo, 2025).
A aplicação de revestimentos protetores também é uma estratégia eficaz. Bernardo (2025) destaca que a utilização de selantes impermeabilizantes, pinturas epóxi e silanos pode formar uma barreira física que impede a penetração de CO₂ e umidade, retardando o processo de carbonatação. Esses revestimentos devem ser aplicados de acordo com as especificações técnicas e condições ambientais para garantir sua eficácia a longo prazo.
Além das medidas preventivas, a monitorização periódica das estruturas é essencial. Henriques (2023) sugere a utilização de técnicas não destrutivas, como a medição da profundidade de carbonatação e a resistividade elétrica, para avaliar o progresso da carbonatação e identificar áreas críticas que necessitem de intervenção. A combinação dessas estratégias permite não apenas prolongar a vida útil das estruturas, mas também otimizar os custos de manutenção e garantir a segurança das edificações (Henriques, 2023).
Para facilitar a compreensão das principais estratégias de prevenção e controle da carbonatação em concreto armado, apresenta-se a Quadro 3, que resume as medidas relacionadas ao projeto estrutural, materiais utilizados, revestimentos protetores e monitorização periódica. Esta representação esquemática permite visualizar de forma organizada as ações preventivas recomendadas para aumentar a durabilidade de lajes expostas e reduzir o risco de corrosão das armaduras (Henriques, 2023; Machado; Oliveira, 2025; Bernardo, 2025).
Quadro 3 – Estratégias de prevenção e controle da carbonatação em concreto armado


A análise da Quadro 3 evidencia que a prevenção da carbonatação deve ser abordada de forma integrada, combinando o controle da relação água/cimento, o uso de materiais suplementares para refinar a microestrutura do concreto e o dimensionamento adequado do cobrimento das armaduras. Além disso, a aplicação de revestimentos protetores e a monitorização periódica permitem identificar precocemente regiões críticas, possibilitando intervenções antes que a corrosão comprometa a durabilidade da estrutura. A tabela também destaca que cada estratégia possui função específica, mas sua combinação potencializa a resistência do concreto armado frente à carbonatação, promovendo longevidade, segurança e redução de custos de manutenção (Henriques, 2023; Bernardo, 2025).
CONCLUSÃO
O presente trabalho teve como objetivo analisar os impactos da carbonatação em lajes de concreto armado expostas, apontando suas causas, mecanismos e consequências sobre a durabilidade das estruturas de concreto maciço. Com base na revisão bibliográfica realizada, constatou-se que a carbonatação é um processo químico natural, resultante da reação entre o dióxido de carbono (CO₂) e os compostos alcalinos do concreto, que leva à redução do pH e à consequente despassivação das armaduras. Esse fenômeno é agravado pela presença de umidade, pela alta porosidade do concreto e pelo cobrimento inadequado, especialmente em lajes expostas às intempéries.
Observou-se que a velocidade de avanço da frente de carbonatação depende de fatores como a relação água/cimento, o tipo de cimento utilizado e as condições ambientais. A partir da análise dos modelos teóricos e probabilísticos, foi possível compreender que a previsão da carbonatação não deve ser tratada de forma isolada, mas integrada a um conjunto de parâmetros de projeto e execução que visam garantir a durabilidade estrutural.
Em termos práticos, o estudo reforça a importância da adoção de estratégias preventivas, como o uso de concretos com menor relação água/cimento, aplicação de adições minerais (sílica ativa, escória de alto-forno, metacaulim), controle rigoroso da cura e definição de cobrimentos adequados conforme a classe de agressividade ambiental. Também se destaca a relevância dos revestimentos protetores superficiais e das inspeções periódicas com métodos não destrutivos para identificar precocemente o avanço da carbonatação.
Dessa forma, este trabalho contribui para o avanço do conhecimento técnico sobre a carbonatação e reforça a necessidade de integrar boas práticas de projeto, execução e manutenção.
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