IMPACT OF TECHNOLOGIES ON CHILD DEVELOPMENT
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ni10202510212032
Guilherme Nunes Germano1
Karen Samyra de França Oliveira2
Karina Brito da Costa Ogliari (Orientadora)3
Elisangela de Andrade Aoyama (Co-Orientadora)4
Resumo:
Este estudo analisa o impacto do uso de tecnologias digitais no desenvolvimento infantil, considerando aspectos cognitivos, físicos, sociais e emocionais. Com o aumento da exposição a dispositivos como smartphones, tablets, computadores e televisores, observa-se uma redução nas interações presenciais, alteração nos padrões de sono e impactos na aprendizagem e na linguagem, principalmente durante a primeira infância, período crucial para o desenvolvimento cerebral e socioemocional. Durante a pandemia de COVID-19, esse uso se intensificou, evidenciando a necessidade de supervisão e de limites de tempo para minimizar efeitos negativos. Apesar dos benefícios potenciais quando utilizados de forma orientada, o uso excessivo e sem mediação pode comprometer o desenvolvimento integral da criança. Assim, destaca-se a importância de práticas equilibradas, que aliem tecnologia, brincadeiras tradicionais e vínculos afetivos, promovendo crescimento saudável e bem-estar infantil.
Palavras-chave: Desenvolvimento Infantil. Tecnologia Digital. Saúde da Criança.
Abstract:
This study analyzes the impact of digital technology use on child development, considering cognitive, physical, social, and emotional aspects. With increased exposure to devices such as smartphones, tablets, computers, and televisions, a reduction in face-to-face interactions, altered sleep patterns, and effects on learning and language skills are observed, especially during early childhood, a critical period for brain and socio-emotional development. During the COVID-19 pandemic, this usage intensified, highlighting the need for supervision and time limits to mitigate negative effects. Although digital devices can provide benefits when used appropriately, excessive and unsupervised use may compromise a child’s overall development. Therefore, it is essential to promote balanced practices that combine technology, traditional play, and affectionate bonds, ensuring healthy growth and wellbeing in childhood.
Keywords: Child Development. Digital Technology. Child Health.
1 INTRODUÇÃO
Com o desenvolvimento tecnológico é notório a mudança de comportamento das crianças, o modo que elas estabelecem contato com o mundo vem se modificando, principalmente por conta dos dispositivos digitais, tais quais, smartphones, tablets e televisores (Henriques, et al, 2024). Todavia, quando esse costume de passar maior tempo em frente as telas se tornam mais rotineiras do que outras práticas, torna-se essencial atentar para os possíveis impactos que esse hábito pode ocasionar a longo prazo, sobretudo, na infância, fase em que as interações são cruciais para o seu desenvolvimento (Knaul; Ramos, 2020).
O uso prolongado de telas interfere no desempenho infantil, gerando efeitos significativos para as crianças mais expostas as telas, como o cérebro infantil está em fase de neuroplasticidade, ou seja, fase em que o cérebro se adapta e se ajusta com mais facilidade, o contato intenso e precoce com as telas pode alterar a maneira como ele se desenvolve e aprende (Cavalcanti, et al, 2024).
O Ministério da Saúde (2022) entende o desenvolvimento infantil como um processo amplo, dinâmico e contínuo, que envolve não apenas o crescimento físico, mas também o amadurecimento do cérebro e a aprendizagem (Brasil, 2022) A primeira infância, até os seis anos, é considerada uma fase crucial para aquisição de habilidades motoras, cognitivas, introdução da capacidade de aprendizado, iniciação social e afetiva.
O vínculo humano, expresso pelo afeto e carinho dos responsáveis por meio de falas, sorrisos e olhares, é imprescindível para oferecer segurança e estabelecer limites durante a primeira infância (Araújo, et al, 2025). Nesse processo, a brincadeira se destaca como atividade essencial para o desenvolvimento cerebral, favorecendo a aquisição de habilidades socioemocionais, cognitivas, de linguagem e motoras, que são fundamentais para a estruturação do desenvolvimento infantil. Por meio da “arte” de brincar, observa-se como as interações entre crianças e cuidadores contribuem significativamente para a qualidade das relações sociais e para o fortalecimento dos vínculos afetivos (Solís-Cordero, et al, 2023).
O uso das tecnologias digitais tem modificado a forma como as crianças interpretam e interagem com o mundo ao seu redor, refletindo-se em mudanças comportamentais notáveis após a exposição prolongada a dispositivos como smartphones, tablets, computadores e videogames. Observa-se uma redução na interação social das crianças, que antes era predominantemente baseada no contato presencial, mas que agora tem sido substituída por interações virtuais, o que pode impactar negativamente seu desenvolvimento emocional e cognitivo (Félix, et al, 2023).
Diante do exposto, o presente trabalho tem o objetivo de evidenciar como o impacto do uso de tecnologias no desenvolvimento infantil interfere no seu crescimento saudável conforme os marcos presentes na caderneta da criança.
2 METODOLOGIA
Este estudo caracteriza-se como uma pesquisa qualitativa, de natureza descritiva, desenvolvida a partir de uma revisão integrativa da literatura. A pesquisa qualitativa é fundamental por permitir compreender os fenômenos de forma mais profunda e contextualizada, valorizando a subjetividade, a diversidade de perspectivas e a flexibilidade no processo investigativo. Assim, a escolha por essa metodologia se justifica pela necessidade de reunir, analisar e interpretar produções científicas que discutem a relação entre o uso de tecnologias digitais e o desenvolvimento infantil (Guerra, et al, 2024).
A pesquisa foi realizada por meio de levantamento de dados secundários, obtidos em bases de dados reconhecidas: PubMed, LILACS, SciELO e BDENF. Para a busca, foram utilizados os descritores: “desenvolvimento infantil”, “tecnologia digital”, “saúde da criança” e “cuidadores”.
Na combinação dos descritores, aplicou-se o conector booleano AND, a fim de refinar os resultados e garantir a presença simultânea dos termos selecionados. Foram adotados como critérios de inclusão: publicações disponíveis na íntegra, em língua portuguesa, publicadas entre os anos de 2020 e 2025, que abordassem diretamente a temática do uso de tecnologias digitais por crianças. Excluíram-se artigos duplicados, desatualizados, que não estavam disponíveis na íntegra ou que não apresentavam relação com os objetivos do estudo.
Para a formulação da questão norteadora, utilizou-se a estratégia PICO, que consiste em um acrônimo em que: P (População) refere-se às crianças em fase de desenvolvimento; I (Intervenção) corresponde ao uso de tecnologias digitais (como celular, tablet, televisão, jogos e internet); C (Comparação) não se aplica neste estudo; e O (Desfecho) diz respeito ao desenvolvimento infantil, abrangendo aspectos cognitivos, físicos, sociais e emocionais (Santos, et al, 2007). Dessa forma, a questão de pesquisa foi definida como: “De que modo a exposição às tecnologias digitais pode impactar o desenvolvimento infantil em seus diferentes aspectos?”
No processo de seleção, foram inicialmente identificados 675 estudos. Após a leitura de títulos e resumos, 640 foram excluídos por não atenderem ao tema, 3 por não estarem disponíveis na íntegra e 7 por serem duplicados, restando 25 artigos para leitura completa. Desses, 18 foram excluídos por não responderem à questão norteadora, resultando em 7 artigos incluídos na revisão. Esse processo de identificação, seleção e inclusão dos estudos pode ser visualizado no fluxograma adaptado do modelo Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and MetaAnalyses (PRISMA) (Figura 1).
A análise do material coletado foi conduzida por meio de leitura exploratória, seletiva e analítica, buscando identificar conteúdos que respondessem aos objetivos específicos da pesquisa. Os dados foram organizados em categorias temáticas, respeitando os princípios da coerência teórica e metodológica. Por se tratar de uma pesquisa exclusivamente bibliográfica, sem envolvimento direto com seres humanos, não se fez necessária a submissão ao Comitê de Ética em Pesquisa, conforme estabelece a Resolução nº 510/2016 do Conselho Nacional de Saúde.
Figura 1 – Fluxograma da busca de artigos.

Quadro 1: Distribuição dos artigos incluídos na revisão de acordo com o autor/ano, título, objetivo, tipo de estudo e resultados/conclusão.
| Autor/Ano | Título | Objetivo | Metodologia | Resultado/Conclusão |
| Prat et al. (2020) | Qualidade de uso de mídias interativas na primeira infância e desenvolvi mento infantil: uma análise multicritério | (1) Elaborar um índice que possibilite mensurar a qualidade de uso de mídias interativas por crianças na primeira infância. (2) Verificar se há relação entre o índice e o desenvolvimento cognitivo, linguagem expressiva, motor fino e grosso. | Estudo quantitativo, transversal, exploratório. | Os resultados mostraram correlação positiva e significativa entre o índice de qualidade do uso de mídias interativas e o desenvolvimento infantil nos domínios de linguagem (r = 0,40), cognitivo (r = 0,23) e motor fino (r = 0,22), sendo a associação com a linguagem a mais forte. A regressão linear indicou que o uso dessas mídias explica 20% do desenvolvimento da linguagem (p < 0,001). Conclui-se que o índice elaborado possui potencial de aplicação, evidenciando que a qualidade do uso de mídias interativas está relacionada, especialmente, ao desenvolvimento da linguagem na primeira infância. |
| Nobre et al. (2020) | A UTILIZAÇÃO DE MÍDIAS INTERATIVAS POR CRIANÇAS NA PRIMEIRA INFÂNCIA — UM ESTUDO EPIDEMIO LÓGICO | Descrever a prevalência do uso de mídias interativas (tablets e smartphones) pelas crianças de dois a quatro anos de idade, assim como caracterizar esse uso, investigar hábitos, práticas, participação e opinião dos pais acerca da sua utilização. | Estudo transversal | A prevalência do uso de mídias interativas foi de 67,2%, com tempo médio diário de 69 minutos. As atividades mais comuns foram assistir vídeos (55%), ouvir músicas (33%) e jogar (28%). A maioria dos pais afirmou permitir o uso para estimular o desenvolvimento, acompanhar as crianças e impor limites de tempo. Conclui-se que o uso é elevado, predominantemente passivo, mas mediado pelos pais, que acreditam em seus benefícios. Observa-se que o uso moderado aliado a um funcionamento familiar equilibrado favorece o desenvolvimento da linguagem infantil. |
| Figueiredo et al. (2024) | Utilização de dispositivos digitais, funcionamento familiar e desenvolvi mento da linguagem em crianças de idade pré-escolar: um estudo transversal | Este estudo teve como objetivo analisar a relação entre a utilização de dispositivos digitais, o funcionamento familiar e o desenvolvimento da linguagem em crianças de idade pré-escolar. | A metodologia realizada nesse estudo foi quantitativa, correlaciona l e descritiva | – |
| Martins (2020) | Atividades ligadas à promoção do crescimento e desenvolvimento das crianças realizadas pelos enfermeiros na consulta de saúde infantil | Caracterizar as atividades desenvolvidas pelos Enfermeiros na consulta de enfermagem de Saúde Infantil de crianças de 0 a 24 meses, tendo como foco o crescimento e desenvolvimento; identificar as áreas mais fortes e menos fortes no conjunto de atividades ligadas à promoção do crescimento e desenvolvimento, de crianças 0 a 24 meses realizados pelos enfermeiros na consulta de enfermagem de saúde infantil. | Estudo de tipo exploratório e descritivo com abordagem quantitativa. | As atividades de avaliação do crescimento apresentaram melhores resultados, com destaque para peso, estatura, perímetro cefálico e uso das curvas de crescimento. Já a avaliação do desenvolvimento e os cuidados antecipatórios mostraram áreas que necessitam de maior atenção, como escalas de desenvolvimento, comportamentos pré-linguísticos, audição, vínculos familiares, orientação aos pais, sono, brincadeira, uso de telas e controle de esfíncteres. Esse diagnóstico permite planejar ações direcionadas à melhoria da saúde e do desenvolvimento infantil no país. |
| Becker; Donelli (2022) | Impressõe s de pais e educadore s sobre a exposição do bebe as telas | A presente intervenção foi desenvolvida para a atividade acadêmica de prática clínica, que é oferecida pelo programa de pós- graduação em Psicologia e que tem por objetivo aproximar o aluno da sua temática de estudo, como ainda promover práticas de promoção e prevenção de saúde na comunidade. A intervenção clínica teve como objetivo propiciar um espaço de escuta, psicoeducação e reflexão, e explorar a percepção dos cuidadores de bebês com até 3 anos de idade sobre como as novas tecnologias permeiam as rotinas familiar e escolar e afetam o desenvolvimento infantil. | Intervenção clínica de caráter qualitativo. | EA intervenção clínica revelou-se relevante tanto para o desenvolvimento da pesquisa de mestrado quanto para a comunidade escolar, composta por educadores e pais de bebês. Contribuiu de forma terapêutica e educativa, permitindo que participantes repensassem atitudes e comportamentos em relação às necessidades da criança. Além disso, estimulou a aluna a aprofundar sua formação, ampliando as possibilidades de atuação com grupos de pais e professores e de propor novas intervenções alinhadas às demandas identificadas. |
| Aquino et al. (2022) | Implicações da covid- 19 no cotidiano das famílias nordestinas e no cuidado infantil | Analisar como a pandemia de COVID- 19 impactou o cotidiano das famílias nordestina s e influenciou o cuidado com as crianças, identificando mudanças nas rotinas, nas práticas parentais e nos hábitos infantis durante o período de distanciamento social. | O estudo teve abordagem qualitativa. | A pesquisa revelou que a maioria das mães era casada ou em união estável, com alto nível de escolaridade e um a três filhos. Duas categorias centrais emergiram: cuidado parental durante a pandemia e cotidiano das crianças no isolamento. Antes, o cuidado era compartilhado com redes de apoio, mas o isolamento exigiu reorganização da rotina, aumentando a convivência, o uso de telas e mudanças alimentares. Houve efeitos positivos (maior proximidade e atividades conjuntas) e negativos (desorganização, hábitos inadequados, agitação, ansiedade e distúrbios do sono). O estudo reforça a importância das redes de apoio e da escola para o bem-estar familiar e o desenvolvimento infantil. |
| Almeida et al. (2020) | DE ESPECTADORA A CRIADORA: IMAGINAÇÃO, FAZ DE CONTA E MÍDIA TELEVISIVA NO DESENVO LVIMENT O INFANTIL | Este artigo objetiva analisar, à luz da perspectiva histórico-cultural, os sentidos produzidos pelas crianças sobre a mídia televisiva em contexto de faz de conta. | Foi realizado um estudo empírico em uma escola pública do Distrito Federal, em uma turma do primeiro ano do Ensino Fundamental. | A pesquisa mostrou que as crianças não são apenas receptoras de conteúdos televisivos, mas protagonistas na criação de sentidos, reinterpretando personagens e cenas no faz de conta. Elas atuam como comunicadoras e produtoras, ressignificando conteúdos e propondo novas narrativas, o que evidencia a importância de métodos educativos que valorizem o diálogo lúdico entre crianças e mídia. |
3 REVISÃO DE LITERATURA
A presente revisão de literatura tem como objetivo reunir e analisar estudos científicos que abordam os efeitos do uso excessivo de telas no desenvolvimento da criança, bem como destacar o papel da enfermagem na orientação e promoção de práticas saudáveis junto às famílias e cuidadores.
3.1 Os efeitos do uso da tecnologia no desenvolvimento cognitivo infantil.
O processo de desenvolvimento infantil é potencializado e adaptado desde a primeira infância. A brincadeira faz com que a criança viva a realidade e dê significado através do raciocínio. O ato de brincar não se limita a reproduzir a realidade em que a criança está inserida, mas é uma forma dela aprender, transformando esse aprendizado em desenvolvimento cognitivo (Passos, 2021).
Nesse contexto, as crianças vão adquirindo as percepções e ações através de experiências vividas e, daquelas que ainda vão ser exploradas. Partindo desse ponto inicial, a sua cognição se expande, criando personificações imaginárias e atitudes através de esquemas comportamentais e mentais. No início da vida, o lado comportamental é prevalente, cujo é influenciado por suas interações diretas com o ambiente, uma vez que elas reagem por meios de ações, na qual ocorrem no ambiente em que se encontram imersas. Já na infância, os esquemas mentais surgem e se aderem de forma contínua e vão sendo refinados ao longo da vida (Cardoso, et al, 2024).
Para a formação desses esquemas, é importante que a criança passe pelo processo de assimilação e acomodação. Na assimilação ela recebe novas informações, juntando essa informação aos esquemas já existentes; enquanto na acomodação, a criança ajusta a informação recebida para se adequar a novas experiências. Desse modo, é construído uma variação de esquemas, guiando e preparando a criança para futuros desafios. (Cardoso, et al, 2024).
Esse contínuo processo de adaptação e reorganização dos esquemas, são fundamentais para o desenvolvimento cognitivo, direcionando a pensamentos mais abstratos e complexos. O aprendizado está ligado ao desenvolvimento cognitivo, a competência intelectual de um ser humano é definida pelo conjunto de seus esquemas mentais. Por exemplo, ao aprender o significado da palavra “copo”, a criança começa a observar os diferentes modelos desse objeto. Com o tempo, ela percebe que garrafas possuem função semelhante, mas pertencem a outra categoria, sendo necessário ajustar seus esquemas mentais para compreender essas diferenças (Cardoso, et al, 2024).
No entanto, esse processo pode ser comprometido quando crianças expostas a telas por longos períodos na primeira infância, tendem a apresentar atraso em seu desenvolvimento cognitivo e social, impactando os fatores essenciais do desenvolvimento como o da expressão linguística e da socialização. Assim, esses atrasos no desenvolvimento ocorrem pelo estímulo inadequado, visto que o neurodesenvolvimento de toda criança é composto por diversas estruturas e regiões do cérebro que, posteriormente, só irão se expandir através dos sentidos sensoriais – como a visão, audição, tato e olfato – os quais influenciam diretamente o funcionamento do cérebro (Tiveron; Kaspary; Lacerda, 2024).
Além disso, estudos apontam que há uma associação significativa entre o uso excessivo dessas tecnologias e o surgimento de sintomas que podem comprometer o equilíbrio emocional e comportamental, contribuindo para o aparecimento de transtornos psicológicos, como TDAH e quadros depressivos, além de estimular comportamentos impulsivos e ansiosos (Félix, 2022).
Outro aspecto que deve ser ressaltado, está relacionado à aquisição da linguagem. Os primeiros anos de vida são essenciais para o desenvolvimento da fala e da linguagem, sendo fundamental na psicomotricidade das habilidades de crianças. É nesse período da primeira e segunda infância que a criança começa a interagir e se comunicar melhor, e isso acontece principalmente por meio de laços de afetividade com as pessoas ao seu redor (Guimarães, et al, 2023).
A exposição exacerbada e cada vez mais precoce tem sido um fator de deslocamento da atenção para as atividades interativas e estimulantes na infância, logo, desacelerando os marcos da linguagem e cognição, como memória e atenção (Henriques, et al, 2024), considerando que esse desenvolvimento acontece através da interação e estimulação dos pais e de outras crianças, além da iniciativa de brincadeiras e leituras educativas, que são essenciais para o desenvolvimento da linguagem (Guimarães, et al, 2023).
Diante dessa realidade, é necessário a promoção de práticas que orientem sobre o uso saudável das tecnologias. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), é recomendado que esses aparelhos não sejam utilizados durante as refeições, independentemente da idade. Além disso, há uma orientação clara quanto ao tempo de exposição: para crianças de zero a dois anos, é necessário evitar totalmente a exposição às telas; para aquelas entre dois e cinco anos, o tempo máximo recomendado é de uma hora por dia, com monitoramento de um responsável; e para as de seis aos dez anos, o limite indicado é de até duas horas por dia, com acompanhamento dos pais ou responsáveis (Costa, et al, 2021).
3.2 Os impactos do aumento do tempo de exposição às telas digitais na infância durante a pandemia de COVID-19
Em meio ao período pandêmico da Covid-19, o aumento exacerbado do tempo de tela em que crianças e adolescentes foram expostos resultou em consequências que vão além dos efeitos emocionais e comportamentais, afetando também o desenvolvimento cognitivo. Além disso, o uso ilimitado de dispositivos digitais pode trazer sérios riscos para as crianças, como o fácil acesso a conteúdo inapropriado para a idade, dependência digital, comportamentos impulsivos, distúrbios emocionais e danos à saúde física, com prejuízos tanto a curto quanto a longo prazo (Santos e Lima, 2023).
Nesse mesmo contexto, com o fechamento das redes de ensino durante a pandemia da COVID-19, observou-se um impacto significativo nas atividades cotidianas das crianças, afetando diretamente a organização de suas rotinas. Como consequência, a adaptação das aulas e das atividades escolares para o formato remoto intensificou ainda mais o tempo de exposição às telas (Viana; Egypto; Sousa, 2022).
Além disso, estudos destacam que a exposição prolongada a telas pode estar diretamente associada ao surgimento de comportamentos agressivos e antissociais, bem como à manifestação de sentimentos negativos, como tristeza, irritabilidade e ansiedade, contribuindo para um desenvolvimento emocional mais fragilizado (Viana; Egypto; Sousa, 2022).
Para aprofundar essa realidade, uma pesquisa realizada com 246 responsáveis por crianças menores de 12 anos evidenciou o aumento do uso de telas durante o período pandêmico. Os dados coletados apontaram uma média diária elevada de tempo em frente aos dispositivos, o que reforça as preocupações sobre os impactos negativos dessa exposição prolongada (figura 2).
Figura 2 – Descrição dos dados obtidos.


Fonte: VIANA, EGYPTO e SOUSA, 2022
A maioria dos cuidadores contou que os pequenos usavam telas todos os dias nesse período, e, em grande parte dos casos, esse uso ultrapassou as três horas diárias. Esse aumento no tempo de exposição foi reflexo direto das mudanças na rotina, com a suspensão das aulas presenciais e o isolamento social (Viana; Egypto; Sousa, 2022).
Boa parte das crianças começou a ter contato com as telas a partir dos três anos de idade, o que já é considerado um início tardio em comparação com outras realidades. O celular apareceu como o principal meio de acesso às tecnologias, sendo o dispositivo mais usado pelas crianças durante esse tempo. Além disso, muitos pais relataram que os dispositivos estavam presentes no quarto à noite e também durante as refeições, o que evidencia como o uso se tornou parte do cotidiano (Viana; Egypto; Sousa, 2022).
Mesmo com esses hábitos bastante presentes, a maioria dos cuidadores disse fazer a supervisão dos conteúdos acessados pelas crianças, demonstrando uma preocupação com o que estava sendo consumido. No entanto, um dado que chama atenção é que quase 60% dos responsáveis nunca receberam orientações do pediatra sobre os riscos do uso excessivo de telas, o que mostra uma lacuna importante no acompanhamento da saúde infantil (Viana; Egypto; Sousa, 2022).
3.3 Impactos do uso excessivo de telas na qualidade do sono infantil.
A infância é uma fase marcada por intensas transformações no desenvolvimento, o descanso desempenha um papel crucial no crescimento saudável e no bem-estar infantil. Durante o sono acontecem processos no cérebro e no corpo, onde há consolidação da memória, regulação hormonal e reparação celular, sendo essencial ter qualidade e quantidade efetivas de sono para um desenvolvimento saudável (Drauzio, 2023).
A qualidade do sono infantil é essencial para o desenvolvimento eficaz, estando relacionado a fatores de crescimento, aprendizagem e funcionamento do organismo (Avelar; Pinheiro e Llaguno, 2021). O tempo excessivo exposto em frente às telas, principalmente à noite, pode afetar a qualidade do sono, ocasionando ciclos de sono desorganizados, uma vez que a tendência é ter dificuldades para dormir e, consequentemente, comprometendo o desenvolvimento cognitivo e o rendimento escolar de crianças e adolescentes. (Porto, et al, 2024).
Alguns hormônios necessitam do relaxamento do cérebro para serem liberados no corpo, sendo eles: o hormônio do crescimento (GH), o hormônio responsável pela saciedade (leptina) e o estabilizador do humor (cortisol). Durante o sono ocorre o relaxamento cerebral e assim os hormônios são liberados, por isso é importante ter uma boa noite de sono (Félix, 2022).
A pesquisadora Sandra Doria, em uma matéria do site Canguru News (2022), refere que a luz azul emitida pelas telas causa complicações ao sono infantil. Isso ocorre porque o cérebro continua obtendo estímulos, não se preparando adequadamente para dormir. Esses dispositivos que emitem a luz azul, prejudicam a produção de melatonina, esse hormônio sinaliza ao organismo que está na hora adormecer (Henriques, 2022).
A pesquisadora ainda explica que, quando se faz a utilização de dispositivos eletrônicos uma hora antes de dormir, pode ocorrer lacunas no sono da criança, pois o cérebro ainda está em funcionamento. Desse modo, a melatonina não exerce o seu papel (Henriques, 2022). Ela alerta ainda que a má qualidade do sono prejudica o crescimento, a produtividade escolar e até mesmo a qualidade dos vínculos sociais no geral (Félix, 2022).
De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), é recomendado que as crianças evitem o uso de dispositivos eletrônicos ao menos duas horas antes de dormir. Para crianças menores de dois anos, a orientação é evitar totalmente a exposição às telas (Costa, et al, 2021). A prática da higiene do sono é um componente essencial aplicada em todas faixas etárias, contribuindo para estabelecer um estilo de vida saudável e rituais de sono. Além de contribuir para prevenir e minimizar distúrbios relacionados ao sono (Sociedade Brasileira de Pediatria, 2021).
A higiene do sono, relacionada com técnicas de terapia cognitivo comportamental, como a restrição do sono e o controle de estímulos, tem um papel crucial na diminuição de comportamentos prejudiciais e na criação de rotinas que promovem um sono de qualidade. Além disso, fornece orientações úteis para que os pais se conscientizem sobre a qualidade de sono das crianças (Sociedade Brasileira de Pediatria, 2017).
Alguns dos sintomas de depressão podem estar relacionados ao déficit de sono, ao uso de tecnologias a noite e a dependência emocional com os aparelhos eletrônicos. O vício em telas pode ser equivalente ao vício de substâncias ilícitas (Costa, et al, 2021).
Em uma realidade cada vez mais acelerada, é importante garantir uma qualidade de sono para as crianças, para que elas tenham uma base sólida que impacta diretamente no crescimento físico, no desenvolvimento cognitivo e no bem-estar emocional. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a qualidade do sono é um dos pilares essenciais para uma saúde equilibrada, sendo importante desde os primeiros anos de vida (PBSF, 2024).
Estabelecer uma rotina consistente é essencial para garantir a qualidade do sono infantil. Isso inclui manter horários regulares para dormir e acordar, inclusive nos fins de semana, e evitar cochilos no final da tarde. A criança deve ser colocada acordada em sua própria cama, em um ambiente tranquilo, para que associe aquele momento ao sono de forma segura. Criar uma rotina noturna agradável, com atividades leves como ouvir música calma ou ler histórias, também contribui para o relaxamento. Além disso, evitar estímulos antes de dormir, como televisão, alimentação noturna ou o uso de mamadeiras na hora de deitar, é fundamental (Sociedade Brasileira de Pediatria, 2017).
Outros cuidados incluem evitar o consumo de bebidas com cafeína, como refrigerantes, chocolate e chás, próximas ao horário de dormir. Quando a criança acorda durante a noite, os pais devem manter o ambiente calmo, com pouca luz e voz baixa, permanecendo com ela até que volte a dormir, mas sem estimulá-la. Também é recomendado não levar a criança para dormir na cama dos pais e recompensar as noites bem dormidas, reforçando os bons hábitos de sono. Esses cuidados contribuem diretamente para o desenvolvimento saudável da criança, prevenindo distúrbios do sono e promovendo maior equilíbrio emocional e cognitivo (Sociedade Brasileira de Pediatria, 2017).
4 DISCUSSÃO
Schneider et al. (2024) esclarece que, com o avanço da globalização digital durante os últimos 20 anos, a sociedade vem se adaptando às formas de desenvolvimento em meio às telas digitais. Especificamente, a população adulta, por estar mais inserida e adaptada aos meios digitais, acaba se tornando um modelo de comportamento que tende a ser replicado pela população mais jovem. Em concordância, Mendonça (2022) destaca que é quase inexistente a possibilidade de não utilizar a tecnologia digital nas últimas décadas, uma vez que a tecnologia está interligada com as telas e com as imagens digitais.
Nesse contexto, Filho (2024) observa uma tendência evidente de que as brincadeiras lúdicas vêm se modificando em razão da crescente exposição das crianças aos meios digitais. Entretanto, os meios digitais continuam sendo predominantes, visto que são utilizados como um recurso de distração para acalmar e controlar o comportamento das crianças em meio à rotina atarefada. Assim, à medida que as crianças observam os adultos cada vez mais conectados a esses recursos, elas se espelham nesse modelo. Os meios digitais podem se caracterizar como um recurso digital lúdico, que pode contribuir beneficamente para o aprendizado e o desenvolvimento. Por outro lado, o uso demasiado desse recurso pode se tornar preocupante na medida em que ocorre sem supervisão e monitoramento.
Dessa forma, Filho et al (2025) entende que o desenvolvimento cognitivo infantil é um processo complexo que percorre durante as fases de formação da criança, abrangendo aspectos motores, cognitivos, emocionais e sociais. Nos primeiros anos de vida, o cérebro das crianças forma conexões essenciais que irão moldar seu desenvolvimento ao longo do tempo. Esse período é especialmente sensível à influência de fatores externos, como o uso de dispositivos digitais, que podem impactar diretamente o crescimento neurológico.
Em consonância com essa preocupação, o Guia sobre Usos de Dispositivos Digitais (2025) destaca a necessidade de impor limites de tempo de telas para crianças, respeitando as idades e as etapas do desenvolvimento infantil. Além disso, o documento recomenda que, havendo supervisão dos responsáveis, crianças do segundo ao quinto ano de vida possam passar, em média, uma hora em frente às telas; enquanto a partir de seis a dez anos de idade, o tempo indicado seja de 1 a 2 horas por dia.
Damasceno et al (2025) diz que, durante o período pandêmico da COVID-19, os meios digitais tornaram-se mais acessíveis e presentes no cotidiano das crianças e adolescentes, havendo um aumento expressivo no tempo de exposição às telas, assim se estabelecendo como a principal alternativa para aprendizado e interação em meio àquele contexto. Seguindo essa linha de raciocínio, Souza e Fernandes (2024) falam que a alteração rápida para uma rotina tecnológica acarretou um desafio aos responsáveis para equilibrar as vantagens da tecnologia com os possíveis efeitos negativos para o desenvolvimento físico, cognitivo, emocional e social das crianças.
Nesse sentido, Hildefonso et al (2025) e Summer (2025) afirmam que a exposição a dispositivos eletrônicos, especialmente próximo ao horário de dormir, compromete diretamente o padrão de sono das crianças. Essa relação se dá, principalmente, pela emissão de luz azul, que inibe a produção de melatonina, hormônio essencial para regular o ciclo sono-vigília, dificultando tanto o início quanto a manutenção de um sono reparador. Além disso, Hildefonso et al (2025) aprofunda ainda essa discussão ao apontar que, além da interferência hormonal, as telas provocam estimulação excessiva e hiperexcitação, prolongando o estado de alerta e contribuindo para sono fragmentado, menor tempo total de descanso e dificuldade em alcançar um sono profundo.
Em complemento a essas constatações, Dias et al (2024) destaca que, em uma pesquisa sobre a qualidade do sono, foi identificado que uma em cada dez crianças apresentava sono insatisfatório, caracterizado por dificuldade para adormecer e duração inadequada, especialmente nos dias de semana. Os autores evidenciam, ainda, uma relação negativa entre o tempo de exposição às telas e as horas de sono. Esse achado é reforçado por Medeiros et al (2025), que, por meio de um estudo, observou que crianças que fazem uso excessivo de smartphones têm redução na duração do sono e aumento dos episódios de despertares noturnos, em comparação àquelas que utilizam telas por menos de duas horas diárias.
Por outro lado, contrapondo-se aos dados encontrados por outros autores, Dias et al (2024) também traz os resultados de um estudo com 613 crianças, utilizando o questionário BEARS, no qual se constatou que a maioria dos participantes (69,65%) não apresentou problemas relacionados ao sono. Porém, Medeiros et al (2025), destaca que a infância é marcada por um período de transição, na qual denota que um sono de qualidade favorece a realização de atividades práticas, como o brincar ao ar livre e a interação. Todavia, o uso demasiado de tela contribui para o desencadeamento de atrasos significativos, incluindo atrasos na fala, diminuição na socialização e, juntamente com seus estímulos luminosos, a capacidade de impossibilitar a criança de ter um sono noturno de qualidade, tendo em vista que a luz emitida por aparelhos digitais intensifica a latência prolongada do sono, impactando no tempo de sonolência.
Diante das análises apresentadas, percebe-se que o uso das tecnologias digitais exerce forte influência sobre o desenvolvimento infantil, modificando as formas de brincar, aprender e se relacionar. Embora as telas possam oferecer benefícios quando utilizadas de forma orientada, o uso excessivo e sem supervisão pode gerar prejuízos cognitivos, físicos, sociais e emocionais, especialmente quando substituem experiências presenciais e atividades lúdicas tradicionais.
Assim, torna-se essencial promover um equilíbrio entre o uso das tecnologias e outras formas de estímulo ao desenvolvimento. O estabelecimento de limites de tempo e a mediação dos responsáveis são medidas fundamentais para garantir uma relação saudável com o ambiente digital, preservando o sono, o aprendizado e o bem-estar das crianças.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente estudo evidenciou que o uso de tecnologias digitais exerce influência significativa no desenvolvimento infantil, afetando aspectos cognitivos, físicos, sociais e emocionais. A exposição precoce e prolongada a dispositivos como smartphones, tablets e televisores modifica a forma como as crianças aprendem, interagem e brincam, impactando áreas essenciais como atenção, linguagem, socialização e sono. Embora a tecnologia possa oferecer benefícios, seu uso descontrolado se mostra prejudicial, sobretudo quando substitui atividades lúdicas presenciais e experiências de interação direta com cuidadores e colegas.
Observou-se que a primeira infância, período crucial para a aquisição de habilidades cognitivas, motoras e socioemocionais, é especialmente sensível à influência de fatores externos, incluindo as telas digitais. Durante essa fase, o cérebro está em constante adaptação, e o contato excessivo com dispositivos digitais pode alterar o desenvolvimento neurológico, interferindo na capacidade de aprendizagem, na memória, na atenção e na aquisição da linguagem.
O período da pandemia da COVID-19 evidenciou ainda mais os riscos da exposição intensa às telas, devido ao isolamento social, à suspensão das aulas presenciais e ao aumento das atividades remotas. Esse cenário intensificou os impactos negativos, como alterações no padrão de sono, maior exposição a conteúdos inadequados, surgimento de comportamentos impulsivos e ansiedade, além da redução das interações sociais presenciais, essenciais para o desenvolvimento emocional e social das crianças.
Apesar desses riscos, a literatura indica que, quando utilizadas de forma moderada e com supervisão, as tecnologias digitais podem contribuir para o aprendizado, criatividade e desenvolvimento de certas habilidades cognitivas. O equilíbrio entre o uso de telas e atividades presenciais, aliando momentos de brincadeira, leitura e interação com familiares e colegas, é fundamental para que as crianças usufruam dos benefícios da tecnologia sem comprometer o desenvolvimento integral.
Diante disso, conclui-se que é essencial promover práticas de mediação e estabelecer limites de tempo para o uso das tecnologias digitais, garantindo que as crianças vivenciem experiências diversificadas e enriquecedoras. A manutenção de rotinas estruturadas, a priorização do sono de qualidade e a valorização das interações presenciais são estratégias indispensáveis para assegurar um desenvolvimento saudável, equilibrado e consistente, preparando as crianças para interagir de forma adequada e consciente com o ambiente digital.
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1Graduando do Curso de Enfermagem, do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos – Uniceplac. E-mail: germanonunes2017@gmail.com
2Graduanda do Curso de Enfermagem, do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos – Uniceplac. E-mail: karen.oliveira@enf.uniceplac.edu.br
3Mestre em Enfermagem pelo PPGENF/UNB. Especialista em Docência em Enfermagem. Graduada em Enfermagem. Docente no Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos – Uniceplac. Brasília, Distrito Federal, Brasil. E-mail: karina.ogliari@uniceplac.edu.br
4Mestra em Engenharia Biomédica. Pós-graduada em Docência do Ensino Superior e Gestão em Educação Ambiental. Graduada em Ciências Biológicas e Pedagogia. Docente no Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos – Uniceplac. Brasília, Distrito Federal, Brasil. E-mail: elisangela.aoyama@uniceplac.edu.br
