IMPACTO DAS ALTERNATIVAS NÃO FARMACOLÓGICAS PARA O TRATAMENTO DA CEFALÉIA TENSIONAL

IMPACT OF NON-PHARMOCOLOGICAL ALTERNATIVES FOR THE TREATMENT OF TENSION-TYPE HEADACHE

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ar10202509290824


João Pedro Wanderley Carneiro Campos; Maria Luiza Correia de Farias; Maria Paula Pereira de Souza; Juliana de França Cavalcanti Leite Valença; Ramona Pierre de Montenegro Vieira Lima; Beatriz Freitas Seabra; Wagner Gonçalves Horta¹.


Resumo

O trabalho é uma revisão sistemática que tem como objetivo analisar terapias não farmacológicas no tratamento da cefaleia tensional. A base de dados utilizada foi o Pubmed e Scielo. Percebeu-se que diversas técnicas de relaxamento, como acupuntura e liberação miofascial, são benéficas e permitem o alívio de crises de dor e incapacidade. Porém, são poucos os estudos que têm uma avaliação padronizada de como cada técnica afeta de fato o paciente. Dessa forma, este trabalho reforça a necessidade de mais estudos comparando com protocolos bem definidos a eficácia dos métodos. 

Palavras-chave: cefaleia tensional. Terapia manual. Acupuntura

This study is a systematic reviwed aimed at analyzing non-pharmacological therapies in the treatment of tension-type headache. The databases used were PubMed and Scielo. It was observed that several relaxation techniques, such as acupuncture and myofascial release, are beneficial and provide relief from pain episodes and disability. However, few studies present a standardized assessment of how each technique actually affects the patient. Thus, this study reinforces the need for further research with well-defined protocols to compare the effectiveness of these methods.

Keywords: tension-type headache. Manual therapy. Acupuncture

1 INTRODUÇÃO

Cefaleia é uma condição comum que afeta milhares de pessoas, de diferentes grupos e faixas etárias. Essa desordem é descrita como dor na região da cabeça, que pode irradiar para as regiões da face, cervical e trapézio, é comum estar associada à fotofobia e náuseas. O quadro de cefaleia pode impactar negativamente a vida do indivíduo, de forma que ao limitar suas atividades diárias, vida familiar e social e performance no trabalho, a qualidade de vida entra em declínio.

Ainda que essa condição afete grupos diversos, é importante destacar os fatores de risco e predisposição das cefaleias: a falta de sono, desidratação, estresse, alimentação desbalanceada e sedentarismo são apenas alguns dos fatores que agravam a incidência de cefaleias. 

As cefaleias são categorizadas em primárias e secundárias. As primárias não têm mecanismo fisiopatológico bem elucidado, enquanto as secundárias são fruto de algum processo patológico associado. Dentre suas variações, a cefaléia tensional, um tipo de cefaleia primária que atinge até 13% da população brasileira, sendo essa a mais prevalente (Sociedade Brasileira de Cefaleia, 2016). Os indivíduos que sofrem com cefaleia tensional a descrevem como uma dor em faixa compressiva ao redor da cabeça, além de sensibilidade na região das omoplatas e cervical.

A cefaléia do Tipo Tensional (CTT) é dividida em dois grupos: do tipo episódico e crônico. Entre as CTT episódicas, foi subdividido em tipo infrequente e frequente, na primeira são indivíduos com até uma crise por mês e atinge a maioria dos indivíduos, sem grandes repercussões na qualidade de vida. Já a CTT episódica do tipo frequente pode ser incapacitante, necessitando de tratamentos especializados com alto custo financeiro (Kowacs, Macedo e Silva-Néto, 2018).

Além da sintomatologia, há critérios para concluir o diagnóstico de Cefaleia do Tipo Tensional (CTT). As CTT episódicas devem atender às seguintes características: localização bilateral, dor em aperto ou pressão, intensidade fraca ou moderada, não agravada por atividade física rotineira. Não deve ser acompanhada de náuseas ou vômitos, nem presença de fotofobia associada a fonofobia, apenas uma das sensibilidades. No que difere entre as CTT episódicas infrequentes e frequentes é a quantidade de episódios, sendo a primeira de pelo menos 10 episódios por ano em menos de um dia por mês, em média menos de 12 dias por ano. Já a CTT episódica frequente, o indivíduo deve ter pelo menos 10 episódios em média de 1 a 14 dias por mês, por mais de 3 meses; duração de 30 minutos a sete dias (Kowacs, Macedo, Silva-Néto, 2018).

Como previamente elucidado, essa condição afeta negativamente a qualidade de vida do indivíduo, e este busca formas de alcançar o bem-estar, sendo a forma mais comum através da automedicação como forma de controle da dor. Assim, o presente estudo tem como objetivo avaliar métodos não farmacológicos para o manejo da cefaleia do tipo funcional, com rigor científico e embasado nas evidências disponíveis atualmente

2 METODOLOGIA 

Este trabalho é uma Revisão Sistemática, com objetivo de sintetizar conhecimento a partir da análise abrangente de dados sobre o tema escolhido. 

A pesquisa foi realizada baseada em 6 etapas: (1) escolha do tema e da pergunta condutora, (2) coleta de publicações nas bases de dados escolhidas, (3) estabelecimento de critérios de inclusão e exclusão, (4) análise de dados escolhidos, (5) interpretação dos resultados encontrados e (6) apresentação da revisão e síntese de literatura.

 Para elaborar a pergunta condutora, partindo do princípio de especificidade e claridade, foi definido como tema central as alternativas não farmacológicas na cefaléia tensional. Objetivou-se resultados positivos com a hipótese do impacto da terapia alternativa não farmacológica na cefaléia tensional. Assim, tem-se como pergunta norteadora: “Em adultos com cefaleia tensional, qual o impacto da terapia não farmacológica para reduzir a frequência ou intensidade das crises?”

Em seguida, utilizou-se as bases de dados National Library of Medicine (PubMed) e Scientific Eletronic Library Online (SciELO) para a construção do artigo e obtenção de dados.

Os critérios de inclusão instituídos foram: artigos em Língua Portuguesa, Inglesa ou Espanhola; textos completos e disponíveis gratuitamente, publicados nos últimos 10 anos (2015 a 2025) e que abordassem os descritores escolhidos. Descartamos artigos duplicados, relatos de casos e publicados fora do período temporal determinado. 

Para buscar artigos em concordância com os objetivos propostos nesta Revisão Sistemática, foram utilizadas as palavras chave indexadas aos Descritores em Ciência da

Saúde (DeCS): (“CEFALEIA    TENSIONAL”), (“TERAPIA    COMPLEMENTAR”), (“TERAPIA COMPORTAMENTAL”), (“ACUPUNTURA”), (“EXERCÍCIO FÍSICO”), (“FISIOTERAPIA”), (“INTENSIDADE DA DOR”), e (“QUALIDADE DE VIDA”). Os descritores foram combinados entre si pelo operador booleano “AND” e “OR”.

3 RESULTADOS E DISCUSSÕES OU ANÁLISE DOS DADOS

A partir dos 22 estudos encontrados, 14 foram selecionados após o mecanismo de exclusão, dos quais 8 não atendiam aos critérios de elegibilidade. Por conseguinte, após a leitura na íntegra, 1 artigo foi excluído por não atender à pergunta norteadora, totalizando 13 artigos na análise final como demonstrado no fluxograma a seguir. 

Figura 1 – Fluxograma de seleção de artigos.

Fonte: Autores (2025)

Os estudos selecionados foram descritos de maneira sintetizada na tabela a seguir.

Tabela 1 – Estudos selecionados para o trabalho.

Autor, anoPaís de estudoTipo de estudoObjetivoConclusão
Trasmonte C et al., 2017EspanhaRevisão sistemáticaAnalisar a efetividade de terapias manuais no tratamento das cefaleiasTerapia manual mostra bons resultados no manejo da cefaleia, porém a melhor abordagem é a combinação de múltiplas técnicas.
Guardeno A et al., 2020EspanhaRevisão sistemáticaSintetizar o papel da fisioterapia no tratamento da Cefaleia do Tipo Tensional (CTT)Falta consenso sobre o uso da fisioterapia no manejo da CTT, porém técnicas aplicadas à região crânio-cervical-mandibular se mostraram efetivas na redução da dor em curto a médio prazo.
Reille C et al., 2021EspanhaRevisão sistemáticaComparar o impacto da atividade física no tratamento da enxaqueca e da CTTAtividade física mostrou-se bom coadjuvante no tratamento das cefaleias, porém ainda falta padronização nos estudos comparativos.
Zhoupeng L et al., 2024ChinaRevisão sistemática e meta-análiseCompreender a efetividade da Terapia de Liberação Miofascial em enxaqueca, CTT e cefaleia cervicogênicaA Terapia de Liberação Miofascial foi eficiente na redução da dor da CTT e da cefaleia cervicogênica, embora tenha mostrado apenas alguns resultados em enxaqueca.
Kang W et al., 2023ChinaRevisão sistemática e meta-análise de caso-controle randomizadoAtualizar evidências sobre acupuntura no manejo da CTTAcupuntura pode ser benéfica na redução da frequência e intensidade da CTT, mas as evidências são inconclusivas e necessitam de melhor investigação.
Hu J et al., 2023ChinaRevisão sistemáticaDeterminar qual técnica de acupuntura é eficiente no tratamento da CTTA acupuntura é mais eficiente no manejo da CTT, mas as evidências ainda são defasadas e requerem pesquisas de alta qualidade.
Wang et al., 2024ChinaMeta-análiseAvaliar técnicas de acupuntura para determinar a mais eficaz na CTTA eletroacupuntura foi a mais eficiente na redução da incidência dos episódios. Em associação com fármacos, mostrou bons resultados na redução da dor.
Qin L et al., 2024ChinaRevisão sistemática e meta-análiseExaminar seis tipos diferentes de terapias alternativas no manejo da CTTAs evidências são inconclusivas pela falta de padronização e rigor científico, mas as terapias alternativas se mostram promissoras.
Onan D et al., 2025TurquiaRevisão sistemática e meta-análiseInvestigar eficácia de exercícios fisioterapêuticos na CTT crônicaExercícios de fortalecimento de pescoço e ombro reduzem intensidade, duração e frequência das dores. Eletroacupuntura também reduz a duração e intensidade da CTT.
Tao Q et al., 2024ChinaMeta-análiseComparar acupuntura e antidepressivos tricíclicos na prevenção da CTTA acupuntura mostrou-se tão eficiente quanto antidepressivos tricíclicos, com menos efeitos colaterais. Evidências ainda de baixa confiabilidade.
Kroll L et al., 2021DinamarcaRevisão sistemática e meta-análiseAvaliar impacto de mobilização articular, atividade física supervisionada, tratamento psicológico e acupuntura na CTTFaltam estudos robustos, mas as terapias propostas são promissoras para o tratamento da CTT e para a qualidade de vida dos pacientes.
Qin L et al., 2024ChinaRevisão sistemática de caso-controle randomizadoRevisão abrangente sobre estimulação do gânglio esfenopalatino, incluindo CTTDados ainda insuficientes e inconclusivos para CTT; mostrou eficácia em AVC e cefaleia em cluster.
Kolokotsios S et al., 2021GréciaRevisão sistemática e meta-análiseExaminar a efetividade da acupuntura na CTTA intensidade das dores aparenta ter reduzido com acupuntura, mas mais estudos são necessários para confirmar a efetividade terapia.
Fonte: Autores (2025)


O tratamento convencional da cefaleia tensional é dividido em duas partes: sintomático e preventivo. A parte sintomática, usada em crises, consiste em analgesia simples, e a parte preventiva, usada para profilaxia, consiste em antidepressivos tricíclicos. Porém, muitas pessoas têm a necessidade de buscar terapias coadjuvantes para alívio da dor e diminuição de frequência, intensidade e duração. 

Dentro dos estudos e trabalhos encontrados, três intervenções chamaram atenção: terapias manuais, exercícios físicos e terapia psicológica. Apesar dos estudos mencionarem esses métodos, nenhum apresentou evidência científica de muita qualidade pela falta de padronização do que se é avaliado (intensidade, frequência ou duração) e da ausência de acompanhamento a médio e longo prazo. 

Os estudos de Varangot Reille et al. apontam os benefícios da prática de exercício físico, partindo do princípio do efeito que o exercício tem nos neurotransmissores ao estimular liberação de dopamina, endorfina e serotonina. Apesar de grande heterogeneidade na modalidade do exercício, os aeróbicos apresentaram maior potencial para melhora da dor. Ademais, foi apontado que a inatividade física é mais associada à prevalência de cefaléia tensional, mesmo que não tenha sido claro se a frequência e intensidade de exercícios é relevante ou o simples fato de ser ativo melhora o quadro. É válido ressaltar a tendência de que pessoas com hábitos de exercício tendem a ser menos estressadas, o que potencialmente melhora a frequência de cefaleias. Segundo Kroll et al., é interessante a realização de exercício físico supervisionado como terapia adjuvante. 

O estudo de Kroll et al. ainda aponta a importância da terapia psicológica como um método preventivo, apesar de não apontar um método específico como superior. Os estudos de Qin et al também apontam a psicoterapia como um método potencialmente benéfico quando associado a outros métodos. É sabido que o estresse psíquico é um desencadeante relevante para crises de cefaléia e o manejo desse estresse é essencial para prevenção de cefaleias tensionais. 

Muitos estudos trouxeram terapias manuais como possíveis técnicas para promoção de alívio da dor. O estudo de Cumplido et al. aponta que terapias manuais são efetivas para manejo de frequência, intensidade e duração de crises de cefaleia tensional, porém não encontrou evidências de que uma terapia seja mais eficaz do que outra, mas sim que o conjunto de técnicas seja mais benéfico. 

Entre as terapias manuais, a acupuntura foi bastante mencionada como a técnica mais eficaz em aliviar a dor e reduzir a intensidade das crises. Segundo os estudos de Kang et al. e Hu et al., essa técnica auxilia no relaxamento e diminui a frequência de crises por 16 semanas, e a pesquisa de Wang et al. aponta que a eletroacupuntura é a técnica mais efetiva para diminuir a duração e frequência de ocorrência. Esses três estudos foram realizados avaliando pacientes que usaram a terapia medicamentosa clássica, porém o Feng Tao et al. sugere que a acupuntura tem efeitos parecidos dos antidepressivos tricíclicos para diminuição da frequência, e com menos efeitos colaterais. Os estudos de Kroll et al. e Qin et al. também mencionaram a acupuntura como uma possibilidade de tratamento. Apesar disso, o estudo de Kolokotsios et al. aponta que não houve alteração estatística clínica significativa no controle de intensidade e frequência para pacientes que realizaram acupuntura em comparação aos que não realizaram. 

O foco principal do estudo realizado por Qin et al. é a estimulação do gânglio esfenopalatino, que emite sinais de dor ao rosto e à cabeça. A estimulação e o bloqueio desse gânglio auxiliam no alívio da dor, porém as evidências em casos de cefaleia tensional ainda são limitadas. A pesquisa realizada por Lu et al. aponta a liberação miofascial facial como potencial forma de aliviar a dor e a incapacidade em pacientes com cefaléia tensional, uma vez que a miofáscia é um tecido fortemente enervado. Quando tensionado, o tecido causa propagação da dor e pode reduzir o suprimento de oxigênio cerebral. 

Além de terapias manuais, técnicas posturais e de mobilização postural demonstram potencial no manejo das cefaleias. O estudo de Repiso-Guardeno et al. reforça a importância de técnicas de postura, reeducação postural e mobilização cervical para controle de intensidade e frequência de dores. Entre as técnicas estudadas, não houve uma que se sobressaiu como melhor que as outras, apenas algumas que tem efeitos mais rapidamente como tratamento direto dos pontos de tensão e eletroacupuntura, e outras que tem efeito mais tardiamente como programas de reeducação postural. O estudo de Onan et al. aponta que o fortalecimento de pescoço e ombro causa redução da dor e da duração das crises.

4 CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS

Tendo em vista o que foi exposto, pode-se inferir que técnicas variadas de relaxamento, correção postural e exercício físico tem associação com melhora do quadro de cefaleia tensional. Foi perceptível que técnicas que reduzem o estresse do paciente são benéficas para o manejo de cefaleia tensional quando associados ao tratamento medicamentoso convencional. Porém, ainda faltam ensaios clínicos que comprovem a eficácia de métodos isolados. 

REFERÊNCIAS

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¹Docente do Curso Superior de Medicina da Faculdade Católica de Pernambuco – Campus Santo Amaro. E-mail: wghorta@gmail.com.