PREVENÇÃO DO BURNOUT EM ENFERMEIROS DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA: O IMPACTO DAS  PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES EM SAÚDE (PICS)  

BURNOUT PREVENTION IN EMERGENCY NURSES: THE IMPACT OF INTEGRATIVE AND COMPLEMENTARY HEALTH PRACTICES (PICS)

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/dt10202509290823


Inara Gabriela Melo Fernandes
Maria Isabela Santos Soares
Edmilson Bezerra Cruz Junior


RESUMO  

Analisar a síndrome de Burnout em profissionais de enfermagem e aplicabilidade de terapias  complementares. Estudo de revisão integrativa realizado nas bases de dados Literatura Latino Americana e do Caribe em Ciências da Saúde, Medical Literature Analysis and Retrieval  System Online e Base de Dados em Enfermagem. A amostra foi composta por artigos.  Identificou-se que a síndrome de Burnout é recorrente entre profissionais de enfermagem,  especialmente em ambientes hospitalares de alta demanda, como unidades de terapia intensiva.  Os fatores desencadeantes mais citados foram jornadas excessivas de trabalho, escassez de  recursos humanos, sobrecarga emocional e condições laborais inadequadas. O estudo revelou  ainda que a saúde mental desses profissionais tem sido negligenciada pelas instituições e pelo  próprio profissional, o que agrava o quadro de esgotamento físico e psicológico. Ressalta-se a  importância de medidas institucionais como práticas integrativas e complementares em saúde  (PICS), para promoção do bem-estar, valorização profissional e suporte psicológico contínuo.  Conclui-se que a síndrome de Burnout representa um desafio significativo para a enfermagem,  exigindo ações preventivas e políticas de cuidado voltadas à saúde ocupacional da categoria. 

Palavras-chave: Burnout. Enfermagem. Prevenção. Saúde. Emergência  

1. INTRODUÇÃO  

A Síndrome de Burnout, também conhecida como Síndrome de Exaustão, foi descrita pela  primeira vez pelo psicólogo Herbert J. Freudenberger, em 1974, é um distúrbio emocional  resultante do estresse físico no ambiente de trabalho devido ao esgotamento físico e psicológico.  Nos últimos anos, tem sido amplamente debatido devido ao excesso de carga trabalhista, à  busca constante por estabilidade financeira e às demandas excessivas, que muitas vezes levam  a jornadas prolongadas. (CARVALHO 2023).  

Segundo Castilho (2024), nos últimos cinquenta anos, a rotina de trabalho na área da  saúde mudou significativamente devido aos avanços científicos e tecnológicos, além da  qualificação da assistência prestada nos serviços de saúde. Nos hospitais, uma equipe  multidisciplinar enfrenta a tensão entre a autonomia profissional e as regras institucionais padronizadas. Esse cenário gera estresse ocupacional, decorrente da dificuldade de adaptação  às constantes mudanças e exigências do trabalho. Esse tipo de estresse está associado à  perturbação psicológica e sofrimento psíquico, quando as demandas superam a capacidade do  profissional.  

Estudos apontam que a maior incidência ocorre entre mulheres,provavelmente pela  sobrecarga gerada pela conciliação de múltiplas responsabilidades. Além disso, observa-se que  as mulheres tendem a se cobrar mais para atender a todas as demandas, muitas vezes sem  estabelecer limites, o que as torna mais vulneráveis ao esgotamento físico e emocional.  (FLUENTE 2016).  

Segundo Adriaenssens (2024), após 25 anos de pesquisa, constatou-se que as taxas de  Burnout entre enfermeiros que atuam na emergência são significativamente mais altas em  comparação com outras especialidades. A sobrecarga emocional e física desses profissionais  decorre da necessidade constante de estar preparado para salvar vidas, além da intensa cobrança  do ambiente de trabalho. A exigência de rápida tomada de decisão e a realização de manobras  exaustivas aumentam a incidência da síndrome, assim como o risco de outras doenças  ocupacionais relacionadas à profissão, tornando assim esta especialidade a ter predisposição a  desenvolver burnout.  

Diante desse contexto, torna-se evidente a importância da implementação de estratégias  eficazes para a prevenção da Síndrome de Burnout, especialmente entre os profissionais de  urgência e emergência, que enfrentam rotinas intensas e altamente desgastantes, tanto física  quanto psicologicamente. A sobrecarga vivenciada por esses trabalhadores pode comprometer  não apenas sua saúde e bem-estar, mas também a qualidade da assistência prestada aos  pacientes, especialmente durante a tomada de decisões.  

Dessa forma, a adesão de medidas preventivas, como a promoção de um ambiente  organizacional saudável e estável, junto com o incentivo ao autocuidado e a oferta de suporte  psicológico, implementação de PICS, podem contribuir significativamente para a redução do  impacto da carga horária sobre esses profissionais. Essas estratégias são fundamentais para  minimizar os efeitos negativos do estresse ocupacional, e garantir a qualidade dos serviços  prestados. Assim, compreender e aplicar ações de prevenção ao Burnout é indispensável para  assegurar tanto a qualidade de vida dos profissionais de enfermagem quanto a eficiência dos  serviços de saúde prestados aos usuários. De que forma a implementação das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), associada a estratégias organizacionais, pode  contribuir para a prevenção do Burnout em profissionais de urgência e emergência?  

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA  

2.1 SÍNDROME DE BURNOUT: RECONHECIMENTO DE RISCOS  OCUPACIONAIS, IMPACTOS E AVANÇOS REGULATÓRIOS NO BRASIL  

Em janeiro de 2025, o Brasil adotou a nova Classificação Internacional de Doenças  (CID-11) da Organização Mundial da Saúde (OMS). Entre as doenças incluídas nesta  atualização, está a síndrome de burnout, uma condição que afeta diretamente a saúde mental  (COFEN,2025)  

Os sinais do burnout podem se manifestar de diversas maneiras, incluindo fadiga,  dificuldade de foco, irritabilidade, ansiedade, distúrbios do sono, como insônia ou sonolência  excessiva. Além disso, é comum a ocorrência de dores de cabeça, tensão muscular, problemas  digestivos, desmotivação e perda de interesse pelo trabalho, em casos mais severo isolamento  social, pensamentos suicidas gerando impotência na relação laboral e despersonalização,  quando o profissional passa a não sentir suas emoções (BRASIL,2024)  

Em 2023, o Brasil registrou o maior número de afastamentos por burnout da última  década: 421 casos, conforme informações do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS),  vinculado ao Ministério da Previdência Social. Diante desse cenário, o burnout passou a ser  reconhecido como uma questão de saúde pública.  A partir de maio de 2025 estará em vigor a atualização mais significativa na Norma  Regulamentadora nº 1 (NR-1) é a inclusão dos riscos psicossociais no Gerenciamento de Riscos  Ocupacionais (GRO). Com essa mudança, as empresas passam a ter a obrigação de implementar  medidas preventivas voltadas à proteção da saúde mental dos trabalhadores. Conforme  destacado pelo Ministério do Trabalho.  

A incorporação dos riscos psicossociais reforça a necessidade de um ambiente laboral mais seguro e saudável, prevenindo danos à saúde emocional dos  profissionais. (Brasil,2025) 

O exercício profissional da enfermagem é marcado por uma intensa sobrecarga de  trabalho, esgotamento físico, mental, exigência constante no ambiente de trabalho, além da escassez de recursos humanos e da elevada demanda tanto espontânea quanto reprimida. Soma-se a isso a necessidade contínua de qualificação por meio da educação permanente. As  condições laborais oferecidas influenciam diretamente esses aspectos, contribuindo para um  progressivo distanciamento entre a identidade profissional desses trabalhadores e as funções  que almejam exercer conforme os princípios da profissão. A enfermagem tem buscado  incessantemente o reconhecimento social e a valorização de seus profissionais, mesmo diante  de condições adversas que comprometem sua atuação plena e humanizada. (VIEGAS,2020) 

2.2 DA ARTE EMPÍRICA DO CUIDAR À INTEGRAÇÃO DE TECNOLOGIAS NO  EXERCÍCIO PROFISSIONAL DA ENFERMAGEM  

Desde a Antiguidade, os cuidados com os doentes estavam associados a práticas  religiosas e empíricas, sendo atribuídos a sacerdotes e feiticeiros, que atuavam como  curandeiros e conselheiros espirituais. Com o tempo, essas práticas evoluíram, e os cuidados  passaram a ser desempenhados por assistentes, que realizavam atividades similares às da  enfermagem atual. A transição para uma prática profissional e científica consolidou-se no  século XIX, com Florence Nightingale, que sistematizou o cuidado por meio da organização,  higiene e observação clínica, especialmente durante a Guerra da Crimeia. Sua atuação foi  fundamental para a redução da mortalidade e para o reconhecimento da enfermagem como uma  profissão com bases teóricas, técnicas e éticas próprias. (SILVEIRA, 2020)  

No contexto nacional durante a década de 1930, a então Universidade do Rio de Janeiro  foi reorganizada e passou a ser denominada Universidade do Brasil. Em 1937, a Escola Anna  Nery (EAN) foi incorporada como unidade complementar dessa instituição, o que representou  um marco importante para a valorização da formação em enfermagem e para a redefinição do  papel da enfermeira na sociedade, uma vez que o diploma universitário passou a legitimar  oficialmente o exercício profissional. Entre 1938 e 1950, sob a direção de Laís Moura Neto dos  Reys, a EAN adotou estratégias de valorização institucional, como a realização de cerimônias  formais com a participação de figuras proeminentes da sociedade e autoridades públicas e  religiosas. (FERREIRA, 2023)  

Além disso, a prestação de cuidados a indivíduos influentes e famílias de prestígio, como  os Vargas, contribuiu para reforçar a visibilidade e a relevância social da enfermagem. Já na  década de 1940, com a eclosão da Segunda Guerra Mundial, houve uma intensificação na formação de profissionais da área e na mobilização de voluntárias, estimuladas pelo cenário  político do Estado Novo. A mídia da época passou a divulgar uma imagem positiva da mulher  enfermeira, o que favoreceu a consolidação da enfermagem como uma profissão reconhecida e  regulada pelo Estado. Esse processo também representou um avanço na inserção e emancipação  das mulheres de classe média por meio da atuação profissional na enfermagem. (FERREIRA,  2023)  

O exercício legal da enfermagem foi regulamentado pela Lei nº 7.498/1986, a qual  dispõe minuciosamente sobre as atribuições da profissão. Atualmente, a categoria é composta  pelas seguintes qualificações profissionais: enfermeiro, técnico de enfermagem, auxiliar de  enfermagem e parteira, respeitando-se os respectivos níveis de formação e habilitação.  (BRASIL, 1986)  

De acordo com o Conselho Federal de Enfermagem (COFEN, 2025), o Brasil conta com  3.192.280 profissionais de enfermagem em atividade até março deste ano, sendo 782.593  enfermeiros. Esse número reforça o papel central da enfermagem como a maior força de  trabalho na saúde, essencial em todos os níveis de atenção. Os profissionais atuam em diversos  contextos, como hospitais, unidades básicas, clínicas, atendimento domiciliar e instituições de  longa permanência, contribuindo para ações de promoção, prevenção, tratamento e reabilitação.  A atuação do enfermeiro generalista é guiada por teorias que sustentam a sistematização do  cuidado, garantindo um atendimento individualizado, ético e de qualidade.  

2.3 COMPLEXIDADE E DESAFIOS DA ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO EM  UNIDADES DE EMERGÊNCIA  

O contexto de atuação dos enfermeiros em unidades de emergência hospitalar é marcado  por elevada complexidade, exigindo domínio técnico-científico, capacidade de liderança e  tomada de decisões rápidas frente a situações críticas. Trata-se de um cenário em que o tempo  é um recurso escasso, as demandas assistenciais são intensas e a gravidade do quadro clínico  dos pacientes impõe respostas imediatas, dada a constante possibilidade de risco iminente de  morte. Nesse ambiente, o controle das ações e a aplicação precisa das técnicas de cuidado  tornam-se essenciais para a qualidade e a segurança da assistência prestada. (MOREIRA,2022)  

Após a vivência de um período pandêmico cheio de desafios, luto em massa e estresse os  profissionais da área da saúde precisaram lidar com mais um inimigo invisível que aos poucos foi tomando conta do cotidiano: a síndrome de burnout, a enfermagem estava atuando na linha  de frente e atualmente conseguimos sentir o impacto que acúmulo de exigências emocionais e  físicas resultou elevados níveis de esgotamento, afastamentos frequentes e, em muitos casos,  no desligamento definitivo da profissão por parte de enfermeiros. 

(autoria própria – fonte: DataSUS) 

De acordo com dados registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação,  entre 2020 e 2024, foram contabilizadas 407 notificações de transtornos mentais relacionados  à atividade de enfermagem no Brasil. Observa-se um crescimento progressivo nos registros  entre 2020 e 2022, seguido de um pico expressivo em 2023, com 130 notificações, refletindo o  agravamento das condições psicológicas desses profissionais após os anos de pandemia da  COVID-19. Apesar de uma leve redução em 2024, os números permanecem elevados, indicando que os impactos emocionais perduram mesmo após o controle da crise sanitária.  Esses dados evidenciam a urgente necessidade de estratégias institucionais que priorizem a  promoção da saúde mental e a prevenção da síndrome de burnout entre os profissionais de  enfermagem, contudo diante a realidade em que vivemos, entende-se que os números de  enfermeiros que são acometidos por síndrome de burnout são superiores aos números  notificados.  

Após fiscalizações em unidades de saúde municipais visando à melhoria dos serviços  prestados à população, o Tribunal de contas do estado de Rondônia observou nas inspeções  avanços em aspectos como limpeza, fluxo de atendimento e uso adequado de equipamentos de  proteção, bem como escalas profissionais organizadas. Contudo, persistem problemas como falta de exames, equipamentos danificados, ausência de segurança em determinadas unidades,  e insuficiência de profissionais em setores específicos como nas unidades de pronto  atendimento gerando um possível dano na qualidade da assistência prestada. A fiscalização  promove também melhoria para os trabalhadores atuantes na linha de frente como: médicos,  enfermeiros, técnicos de enfermagem, farmacêuticos, bioquímicos, biomédicos, odontólogos,  fisioterapeutas e demais integrantes da rede de saúde pública  

2.4 PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES EM SAÚDE  

Em maio de 2006 foi instituída a Política Nacional de Práticas Integrativas e  Complementares no SUS (PNPIC) que se trata de um marco reconhecido nacional e  internacionalmente como estratégia de fortalecimento da atenção à saúde pública. Atualmente  o sistema único de saúde conta com 29 recursos terapêuticos que fazem parte da PICS, que são  eles: Apiterapia, Aromaterapia, Arteterapia, Ayurveda, Biodança, Bioenergética, Constelação  familiar, Cromoterapia, Dança circular, Geoterapia, Hipnoterapia, Homeopatia Imposição de  mãos, Medicina antroposófica/antroposofia aplicada à saúde, Medicina Tradicional Chinesa –  acupuntura, Meditação, Musicoterapia, Naturopatia, Osteopatia, Ozonioterapia, Plantas  medicinais – fitoterapia, Quiropraxia ,Reflexoterapia, Reik, Shantala, Terapia Comunitária  Integrativa, Terapia de florais, Termalismo social/crenoterapia e Yoga. (MINISTÉRIO DA  SAÚDE, 2023)  

Considerando a diversidade de abordagens terapêuticas oferecidas pelo Sistema Único  de Saúde (SUS) por meio da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares em  Saúde (PICS), torna-se evidente o potencial dessas práticas no enfrentamento de diferentes  demandas em saúde, especialmente em contextos de elevada complexidade emocional e física.  Tal amplitude de recursos terapêuticos permite que as PICS sejam incorporadas não apenas na  atenção básica, mas também em situações emergenciais e de desastres, onde o cuidado integral  torna-se essencial à recuperação física e psíquica de vítimas, familiares e profissionais  envolvidos.  

2.5 IMPLEMENTAÇÕES ESTRATÉGICAS DAS PICS FRENTE A EMERGÊNCIAS 

O emergencista precisa liderar diversas situações dentre elas as mais extremas incluindo  extra hospitalar como o fatídico episódio histórico em de 2019, onde foi registrado o primeiro  caso oficial de utilização das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) no  Brasil para o apoio a vítimas e familiares em situações de desastre ou catástrofe,  especificamente após o rompimento da barragem em Brumadinho, Minas Gerais. As ações  foram coordenadas pelo Núcleo Municipal de PICS (NUPIC), com o apoio da Secretaria  Estadual de Saúde de Minas Gerais. Foram ofertados diversos atendimentos por meio de PICS  tanto aos trabalhadores envolvidos nas operações de resgate quanto aos familiares das vítimas  residentes na região. (AMADO,2021)  

Em 2024, o governo do Rio Grande do Sul implantou as Práticas Integrativas e  Complementares em Saúde (PICS) como resposta ao desastre climático provocado por intensas  chuvas, que afetaram grande parte do estado, ocasionando danos físicos, sociais, econômicos e  psicológicos à população local. Conforme estabelecido na Norma Técnica (2024), recomendou-se aos profissionais a realização de rodas de escuta, Terapia Comunitária Integrativa (TCI),  oficinas de Arteterapia e Musicoterapia, além de atividades de Meditação em grupo, Yoga e  práticas corporais baseadas na Medicina Tradicional Chinesa (MTC), incluindo automassagem.  Para o cuidado de crianças, foram indicadas práticas como Shantala, Musicoterapia e  Arteterapia. Já no atendimento individualizado, a norma sugeriu o uso de Meditação, Yoga,  Auriculoterapia, práticas corporais da MTC e automassagem (NORMA TÉCNICA, 2024).  

Com o propósito de ampliar o acesso às evidências científicas relacionadas às Práticas  Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), a Comissão Nacional de Práticas Integrativas  e Complementares em Saúde (CNPICS) solicitou à BIREME/OPAS/OMS a elaboração de  mapas de evidências. Essa iniciativa visa subsidiar profissionais da saúde, gestores públicos e  pesquisadores na formulação de ações pautadas em evidências. Para tanto, a BIREME, o  Consórcio Acadêmico Brasileiro de Saúde Integrativa (CABSIN) e a Rede MTCI Américas  desenvolveram um esforço conjunto voltado à sistematização do conhecimento científico  disponível sobre Medicinas Tradicionais, Complementares e Integrativas (MTCI).(AMADO;  ROCHA, 2021)

Mapa de Evidência – Efetividade Clínica das Práticas Mente e Corpo da Medicina Tradicional Chinesa  (BIREME/OPAS/OMS atualizado 2022) 

O mapa de evidências analisado apresenta uma síntese visual das intervenções da  Medicina Tradicional Chinesa aplicadas a diferentes desfechos de saúde, com ênfase em  indicadores mentais. As práticas corporais chinesas, especialmente o Tai Chi e o Qi Gong, se  destacam por serem as intervenções com maior número de desfechos avaliados, como bem estar psicológico, desempenho cognitivo e saúde mental. Observa-se que a saúde mental é o  desfecho mais investigado, reunindo evidências de diferentes níveis de confiança, incluindo  estudos com alto grau de confiabilidade. Um exemplo é o estudo realizado no Brasil sobre os  efeitos do Tai Chi e da dança na mobilidade funcional de pessoas com doença de Parkinson,  que apresenta nível de confiança alto, conforme classificado pela base de dados da Rede MTCI.  

A maioria das evidências reunidas no mapa é de nível médio a alto, indicando uma  tendência positiva quanto à eficácia dessas práticas, embora ainda haja lacunas importantes,  especialmente em desfechos como memória e biomarcadores imunológicos. Além disso,  práticas como Shiatsu e Tui Ná aparecem de forma mais pontual e com menor volume de  evidências disponíveis. O mapa permite visualizar de forma clara o panorama atual das práticas  integrativas e complementares relacionadas à saúde mental, revelando tanto as áreas já  consolidadas quanto aquelas que demandam mais investigação científica. Foram publicados mapas de evidências que indicam a qualidade do acompanhamento não farmacológico para  diversos tipos de doenças.  

No âmbito do Serviço Integrado de Saúde (SIS) de Recife, pertencente à rede municipal,  a psicóloga Simone Brito identificou impactos positivos em usuários com diferentes perfis que  participam de práticas como arteterapia, biodança, bioenergética, dança circular, yoga,  meditação, tai chi chuan, Terapia Comunitária Integrativa (TCI), auriculoterapia, acupuntura e  psicomotricidade relacional. Segundo a profissional, essas modalidades contribuem  significativamente para o alívio de diversos tipos de sofrimento, uma vez que favorecem o  autoconhecimento e a ampliação da consciência de si. Simone Brito ressalta ainda que esse  modelo de cuidado integrativo permite deslocar o foco da doença para as potencialidades de  cada indivíduo, complementando de forma significativa os tratamentos convencionais em curso  (OLIVEIRA, 2024).   

Dados divulgados pelo Núcleo Técnico de Gestão das Práticas Integrativas e  Complementares em Saúde (PICS) apontam para um aumento expressivo na adesão a essas  práticas no período de 2022 a 2024, especialmente no contexto da atenção à saúde. Destaca-se  a Atenção Primária à Saúde (APS) como o principal espaço de inserção e oferta das Práticas  Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), em conformidade com as diretrizes da  Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS. Essa política orienta sua  implementação com foco na prevenção de agravos, promoção e recuperação da saúde,  promovendo um cuidado integral, humanizado e contínuo, com ênfase na atenção primária. No  entanto, embora a APS seja prioritária, as PICS também podem ser empregadas na atenção  terciária, ampliando as possibilidades de cuidado em contextos de maior complexidade. Entre  os recursos terapêuticos que mais cresceram destacam-se: auriculoterapia, aromaterapia,  práticas corporais da medicina chinesa, Yoga, arteterapia e musicoterapia, conforme expressa  o gráfico abaixo.

(fonte: núcleo técnico de gestão- Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, 2024)

Esse crescimento significativo demonstra não apenas a ampliação da oferta das PICS,  mas também uma maior aceitação por parte da população e dos profissionais de saúde quanto  ao seu uso complementar no cuidado em saúde. A diversidade de práticas em expansão  evidencia a busca por abordagens mais integrativas e personalizadas, capazes de atender às  múltiplas dimensões do cuidado. Esse movimento reforça o papel das PICS como parte  essencial de um modelo de saúde centrado na pessoa, que valoriza o vínculo, a escuta  qualificada e a promoção da autonomia dos indivíduos, consolidando sua importância no  fortalecimento da Atenção Primária e na construção de um SUS mais resolutivo e acolhedor.  

Vale ressaltar que os profissionais de enfermagem que atuam nos serviços de urgência e  emergência, além de exercerem suas funções dentro do contexto trabalhista, também são  usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Portanto, merecem atenção integral em suas  necessidades de saúde. É fundamental reconhecer que esses profissionais, frequentemente  expostos a situações de estresse, sobrecarga e desgaste físico e emocional, também devem ser  contemplados pelas ações de cuidado, promoção da saúde e prevenção de agravos, conforme  preconiza a integralidade do SUS. Esse olhar ampliado contribui para a valorização do  trabalhador da saúde e para a construção de um sistema mais humano, equitativo e eficaz. 

3. METODOLOGIA  

Trata-se de revisão integrativa de literatura, que se caracteriza por ser um método que  permite buscar, avaliação crítica e síntese de evidências disponíveis acerca do tema investigado.  O desfecho constitui de análise crítica e estado atual do conhecimento, para implementação de  intervenção e resposta de lacunas da questão de pesquisa (MENDES, 2008).  

A partir desse contexto da utilização de bases científicas para assistência ao paciente, a  presente pesquisa utilizou a estratégia PICO como ferramenta para auxiliar na descrição da  pergunta norteadora: acrônimo para P: população/pacientes; I: intervenção; C:   comparação/controle; O: desfecho/outcome (Quadro 1). 

QUADRO 1 – Estratégia PICO utilizada

 Fonte: Autor 

Utilizando a estratégia PICO, definiu-se a questão norteadora: De que forma a  implementação das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), associada a  estratégias organizacionais, pode contribuir para a prevenção do Burnout em profissionais de  urgência e emergência?  

Como procedimento metodológico, foi realizado levantamento bibliográfico, utilizando-se de duas bases de dados: MEDLINE, SciELO SCOPUS e Biblioteca Virtual da Saúde. Para  captação das publicações, utilizaram-se dos seguintes Descritores em Ciência da Saúde (DeCS):  Síndrome de Burnout, Esgotamento físico e mental; Enfermeiro(a).

Foram inicialmente identificados 40 artigos relacionados ao tema proposto. Após a triagem  dos títulos e conteúdos, 12 foram excluídos por não apresentarem pertinência com a questão  norteadora, totalizando 28 artigos elegíveis. A análise dos resumos resultou na seleção de 16  artigos para leitura na íntegra. Dentre estes, 11 foram excluídos por não atenderem aos critérios previamente estabelecidos para a questão investigativa, culminando na inclusão de 5 artigos  que compõem a base da discussão apresentada  

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES  

A análise dos dados obtidos por meio da revisão bibliográfica revela a crescente  relevância da Síndrome de Burnout como um problema de saúde pública que atinge de maneira  significativa os profissionais de enfermagem. Como aponta Carvalho (2023), o esgotamento  físico e emocional tem se tornado cada vez mais recorrente, impulsionado por jornadas de  trabalho extensas, demandas excessivas e pressões sociais constantes. Esses fatores têm  contribuído para o aumento expressivo dos casos diagnosticados, tornando essa patologia cada  vez mais visível nos ambientes laborais.  

Dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), divulgados pelo Ministério da  Previdência Social, evidenciam a gravidade do cenário: em 2023, o Brasil registrou 421  afastamentos por Burnout, o maior número da última década. Esses números não apenas  demonstram o crescimento da síndrome no contexto ocupacional, mas também indicam uma  maior visibilidade e reconhecimento do transtorno, facilitando a aceitação do diagnóstico e a  busca por intervenções adequadas.  

A literatura também aponta para a predominância da síndrome entre mulheres, como  destaca Fluente (2016), devido à sobrecarga gerada pela conciliação entre responsabilidades  profissionais, domésticas e sociais. Esse contexto se torna ainda mais alarmante quando  observamos que a enfermagem é uma profissão majoritariamente composta por mulheres, o que  as torna especialmente vulneráveis ao esgotamento físico e emocional.  

Esse risco é ainda mais acentuado entre os profissionais que atuam em setores de urgência  e emergência. Conforme Adriaenssens (2024), esses ambientes estão entre os mais afetados  pela Síndrome de Burnout, devido à intensa carga emocional, ao ritmo acelerado e à  necessidade constante de decisões rápidas e precisas. Esses fatores mantêm os profissionais em  estado de alerta contínuo, prejudicando seu equilíbrio mental e físico, e favorecendo o  desenvolvimento da síndrome.  

Diante desse cenário preocupante, o reconhecimento institucional da síndrome representa  um avanço importante. A adoção da nova Classificação Internacional de Doenças (CID-11) e a inclusão do Burnout como uma condição relacionada diretamente ao trabalho marca um passo  significativo. Segundo o Conselho Federal de Enfermagem (COFEN, 2025), essa mudança,  aliada à atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que passa a incluir os riscos  psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), obriga as empresas a adotarem  medidas efetivas para a promoção da saúde mental no ambiente de trabalho. Essa  regulamentação reforça a importância da implementação de estratégias preventivas e da  aceitação da necessidade de buscar ajuda especializada.  

A trajetória histórica da enfermagem, desde as práticas empíricas até sua consolidação  como profissão regulamentada e científica, evidencia a essência do cuidado presente em sua  prática. Conforme Borges et al. (2000) e SchumaHer (2000), a enfermagem sempre esteve  atrelada à dedicação e à empatia. No entanto, com a evolução da profissão e o aumento das  exigências técnicas e acadêmicas, surgiram novos desafios. A sobrecarga de responsabilidades,  sem o devido suporte organizacional, tornou-se um gatilho importante para o desenvolvimento  do Burnout.  

A pandemia de COVID-19 agravou ainda mais esse cenário. Segundo Mofato (2021), o  período foi marcado por luto coletivo, medo constante, escassez de recursos, jornadas  exaustivas e ausência de diretrizes claras sobre a nova doença. Diante de um contexto tão  desafiador, muitos profissionais da saúde especialmente da enfermagem passaram a apresentar  sintomas persistentes de cansaço mental, desmotivação e estresse crônico, o que evidenciou  ainda mais os impactos do Burnout no cotidiano desses trabalhadores.

A análise dos dados deixa evidente algo que, na prática, já é bastante sentido por quem  vive o dia a dia da enfermagem: é urgente mudar a forma como as instituições de saúde cuidam  de quem cuida. Os profissionais, especialmente os que atuam em pronto-socorro e serviços de  emergência, estão adoecendo. Estão sobrecarregados, enfrentando jornadas longas, falta de  pessoal, escassez de recursos e ambientes muitas vezes hostis e desumanizados. 

A implementação das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) tem se  mostrado um recurso eficaz no apoio à saúde mental dos enfermeiros. Os principais achados  destacam a expansão da oferta de terapias como auriculoterapia, yoga, meditação, arteterapia e  musicoterapia. Essas práticas têm maior adesão nos serviços de Atenção Primária, mas também  vêm sendo incorporadas em contextos mais complexos, como unidades hospitalares e situações  de emergência.  

As PICS contribuem significativamente para a promoção do bem-estar físico e mental dos  usuários e para a redução de sintomas relacionados ao estresse e à síndrome de burnout entre  os profissionais de enfermagem. Evidências citadas acima reforçam a importância das PICS  como estratégias complementares que favorecem uma assistência integral, humanizada e centrada no indivíduo. Com isso, os profissionais de saúde podem oferecer uma assistência de  qualidade, uma vez que estão amparados e com a saúde mental consolidada.  

A enfermagem e a base dos hospitais quando o enfermeiro que coordena a equipe adoece,  toda a assistência é afetada. A qualidade do cuidado cai, a segurança do paciente é  comprometida, e o sofrimento de quem está na linha de frente só aumenta. Não dá mais para  ignorar isso. É preciso olhar com seriedade para essa realidade e repensar práticas, rotinas e  estruturas.  

Por isso, estratégias de prevenção e enfrentamento da Síndrome de Burnout precisam  sair do papel e ganhar espaço nas políticas públicas institucionais. Valorização profissional,  apoio psicológico, incentivo ao autocuidado, equilíbrio entre vida pessoal e trabalho tudo isso  precisa ser prioridade. Além disso, integrar práticas como as Medicinas Tradicionais,  Complementares e Integrativas (PICS), como sugerem Amado e Rocha (2021), pode trazer  novas possibilidades de cuidado mais integral e humano.  

Cuidar da saúde mental dos profissionais de enfermagem não é um luxo nem um favor é  uma necessidade. E garantir esse cuidado é também garantir uma assistência em saúde mais  segura, mais ética e, acima de tudo, mais humana para todos.  

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS 

A presente pesquisa evidenciou que os profissionais de enfermagem, sobretudo aqueles  que atuam em setores de urgência e emergência, encontram-se em maior vulnerabilidade à  Síndrome de Burnout. Essa condição está diretamente relacionada à sobrecarga emocional e  física do trabalho, refletindo os desafios enfrentados diariamente no cuidado a pacientes em  situações críticas.  

No decorrer do estudo, verificou-se que os objetivos foram atingidos ao identificar os  fatores ocupacionais e estruturais que favorecem o adoecimento psíquico desses trabalhadores.  Observou-se, ainda, que a implementação das Práticas Integrativas e Complementares em  Saúde (PICS) configura-se como uma alternativa viável, acessível e eficaz para reduzir o  estresse ocupacional, além de contribuir para o cuidado integral e a valorização da saúde mental. 

Por fim, constatou-se que o reconhecimento institucional dos riscos psicossociais e a  adoção de medidas preventivas são fundamentais para a qualidade da assistência e para a  permanência desses profissionais na carreira. Nesse sentido, a implementação das Práticas  Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) voltadas à saúde mental mostra-se  indispensável, garantindo não apenas a sustentabilidade do sistema de saúde, mas também o  bem-estar e a valorização dos enfermeiros. 

REFERÊNCIAS 

ADRIAENSSENS, J.; DE GUCHT, V.; MAES, S. Determinants and prevalence of burnout in emergency  nurses: a systematic review of 25 years of research. International Journal of Nursing Studies, v. 52, n.  2, p. 649–661, 2015. DOI: https://doi.org/10.1016/j.ijnurstu.2014.11.004.  

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