HIPERTENSÃO ARTERIAL: NOVAS ESTRATÉGIAS TERAPÊUTICAS E  PREVENÇÃO 

ARTERIAL HYPERTENSION: NEW THERAPEUTIC STRATEGIES AND PREVENTION

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/dt10202510311903


Diego Marsal Costa Silva¹; Driele Pinto de Araújo¹; Cris Pereira de Lima¹; Felipe Portes Ferreira¹; Leiliane Meira Santos¹; Pedro Augusto Duarte Ribeiro¹; Pollyanna Miranda Rios¹; Orientador: Luciano de Oliveira Souza Tourinho²


RESUMO 

INTRODUÇÃO. A hipertensão arterial é uma das principais causas de morbimortalidade no  mundo e um importante fator de risco para doenças cardiovasculares, cerebrovasculares e  renais. No Brasil, sua elevada prevalência representa um desafio significativo para o Sistema  Único de Saúde (SUS), demandando ações contínuas de prevenção, diagnóstico precoce e  controle efetivo. Nesse contexto, a Atenção Primária à Saúde (APS) desempenha papel  essencial na detecção precoce, no acompanhamento e na educação em saúde de pacientes  hipertensos. OBJETIVOS. Analisar as novas estratégias terapêuticas e de prevenção da  hipertensão arterial no contexto da Atenção Primária à Saúde, destacando intervenções  farmacológicas e não farmacológicas que favorecem o controle pressórico e a redução de  complicações cardiovasculares. JUSTIFICATIVA. A hipertensão arterial possui grande  relevância social e epidemiológica, por estar associada a elevadas taxas de mortalidade e  incapacitação. A prevenção e o manejo adequado contribuem para a manutenção da  qualidade de vida dos indivíduos, redução da sobrecarga sobre o sistema de saúde e  diminuição dos custos com internações e tratamentos de complicações crônicas. Do ponto de  vista científico, o estudo amplia o conhecimento sobre a efetividade de novas abordagens  terapêuticas e estratégias preventivas. MATERIAIS E MÉTODOS. O estudo foi conduzido por meio de uma revisão integrativa da literatura, seguindo as  diretrizes da estratégia PICO, com foco na identificação e análise crítica de evidências sobre  novas estratégias terapêuticas e medidas preventivas para hipertensão arterial. As buscas  foram realizadas nas bases de dados PubMed e SciELO, abrangendo publicações entre 2020 e  2025, em português, inglês e espanhol, disponíveis na íntegra. Os critérios de inclusão compreenderam estudos publicados entre 2020 e 2025 que  abordassem inovações farmacológicas, abordagens integrativas e estratégias de prevenção no  contexto da Atenção Primária. Foram excluídos trabalhos duplicados, artigos não disponíveis  integralmente e estudos com foco exclusivo em populações hospitalares. RESULTADOS E  DISCUSSÃO. Foram inicialmente identificados 982 artigos, dos quais 10 atenderam aos  critérios de inclusão. A análise evidenciou avanços nas terapias combinadas de anti hipertensivos, com destaque para o uso racional de associações fixas e a personalização do  tratamento conforme o perfil do paciente. As intervenções não farmacológicas, como  programas de atividade física supervisionada, redução do consumo de sódio e incentivo à  alimentação baseada em padrões mediterrâneos, mostraram resultados consistentes na redução dos níveis pressóricos. CONSIDERAÇÕES FINAIS. As novas estratégias terapêuticas e  preventivas para hipertensão arterial demonstram grande potencial na redução de  complicações e na melhoria da qualidade de vida dos pacientes. O fortalecimento da Atenção  Primária, aliado à incorporação de tecnologias, educação em saúde e acompanhamento  contínuo, constitui caminho essencial para o controle efetivo da hipertensão no contexto do  SUS. 

Palavras-chave: Hipertensão arterial. Prevenção. Estratégias terapêuticas.  

ABSTRACT 

INTRODUCTION. Arterial hypertension is one of the leading causes of morbidity and  mortality worldwide and an important risk factor for cardiovascular, cerebrovascular, and  renal diseases. In Brazil, its high prevalence represents a significant challenge for the Unified  Health System (SUS), requiring continuous actions in prevention, early diagnosis, and  effective control. In this context, Primary Health Care (PHC) plays an essential role in the  early detection, follow-up, and health education of hypertensive patients. OBJECTIVES. To analyze new therapeutic and preventive strategies for arterial hypertension within the  context of Primary Health Care, highlighting pharmacological and non-pharmacological  interventions that promote blood pressure control and reduce cardiovascular  complications. JUSTIFICATION. Arterial hypertension has great social and epidemiological  relevance, as it is associated with high mortality and disability rates. Adequate prevention and  management contribute to maintaining individuals’ quality of life, reducing the burden on the  healthcare system, and lowering costs related to hospitalizations and the treatment of chronic  complications. From a scientific perspective, this study expands knowledge on the  effectiveness of new therapeutic approaches and preventive strategies. MATERIALS AND  METHODS. The study was conducted through an integrative literature review, following the  PICO strategy guidelines, focusing on the identification and critical analysis of evidence on  new therapeutic and preventive measures for arterial hypertension. The searches were carried  out in the PubMed and SciELO databases, covering publications from 2020 to 2025, in  Portuguese, English, and Spanish, available in full text. Inclusion criteria comprised studies published between 2020 and 2025 that addressed  pharmacological innovations, integrative approaches, and preventive strategies in the context  of Primary Health Care. Duplicated works, unavailable full-text articles, and studies focused  exclusively on hospital populations were excluded. RESULTS AND DISCUSSION. A total of 982 articles were initially identified, of which 10 met the inclusion criteria. The  analysis revealed significant advances in combined antihypertensive therapies, particularly  regarding the rational use of fixed-dose combinations and the personalization of treatment  according to the patient’s profile. Non-pharmacological interventions, such as supervised  physical activity programs, sodium intake reduction, and encouragement of diets based on  Mediterranean patterns, showed consistent results in lowering blood pressure levels. FINAL CONSIDERATIONS. New therapeutic and preventive strategies for arterial hypertension  show great potential in reducing complications and improving patients’ quality of life.  Strengthening Primary Health Care, combined with the incorporation of technologies, health  education, and continuous follow-up, represents an essential pathway for effective  hypertension control within the SUS context. 

Keywords: Arterial hypertension. Prevention. Therapeutic strategies.

1. INTRODUÇÃO 

A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é reconhecida como uma das principais causas  de morbimortalidade no mundo, afetando mais de um bilhão de pessoas e contribuindo  significativamente para a carga global de doenças cardiovasculares, cerebrovasculares e  renais. Considerada um dos principais fatores de risco modificáveis, a hipertensão está  diretamente relacionada ao desenvolvimento de complicações graves, como infarto agudo do  miocárdio, acidente vascular cerebral e insuficiência renal crônica, sendo responsável por uma  proporção expressiva das mortes evitáveis globalmente (Meneses et al., 2024). 

No contexto brasileiro, a hipertensão arterial representa um dos maiores desafios para o  Sistema Único de Saúde (SUS), devido à sua alta prevalência e às dificuldades associadas ao  diagnóstico precoce, ao controle pressórico e à adesão ao tratamento. Nesse aspecto, cerca de  35% da população adulta apresenta níveis pressóricos elevados, mas quase metade  desconhece o diagnóstico ou não realiza acompanhamento regular (Pereira et al., 2021). 

Essa lacuna no rastreamento e no manejo clínico reflete desigualdades regionais,  limitações no acesso aos serviços de saúde e carência de estratégias de educação continuada  voltadas tanto aos profissionais quanto aos pacientes. A fisiopatologia da hipertensão arterial  é multifatorial, envolvendo interações complexas entre predisposição genética, fatores  ambientais e comportamentais, além de alterações neuro-hormonais que promovem aumento  sustentado da resistência vascular periférica e da retenção de sódio e água (Silva et al. 2025). 

O processo de remodelamento vascular e a disfunção endotelial decorrentes da pressão  arterial elevada favorecem o desenvolvimento de aterosclerose e comprometimento de  órgãos-alvo, como coração, rins e cérebro, o que explica a alta morbimortalidade associada à  doença. O diagnóstico precoce e o controle rigoroso da pressão arterial são fundamentais para  prevenir complicações e reduzir o impacto da doença (Farias et al., 2022). 

No entanto, a adesão ao tratamento ainda constitui uma das principais barreiras para o  controle efetivo da hipertensão, sendo influenciada por fatores socioeconômicos, crenças  culturais, efeitos adversos das medicações e ausência de acompanhamento regular. Nesse  contexto, a Atenção Primária à Saúde (APS) assume papel estratégico na prevenção, no  rastreamento, no acompanhamento e na educação em saúde de pacientes hipertensos, atuando  como eixo integrador do cuidado e responsável pela continuidade das ações terapêuticas (Meneses et al., 2024). 

Nos últimos anos, observa-se o avanço de novas abordagens terapêuticas e tecnológicas  aplicadas ao manejo da hipertensão arterial. As combinações fixas de anti-hipertensivos, por exemplo, têm se mostrado eficazes na simplificação dos esquemas de tratamento e na  melhoria da adesão medicamentosa. Além disso, a incorporação do telemonitoramento e de  aplicativos móveis voltados ao controle pressórico e ao acompanhamento remoto tem  possibilitado maior autonomia ao paciente e fortalecido o vínculo entre profissionais de saúde  e usuários, especialmente em áreas de difícil acesso (Amaral et al., 2023). 

Paralelamente, as intervenções não farmacológicas continuam sendo um pilar essencial  no manejo da hipertensão. As medidas como a prática regular de atividade física, o controle  do peso corporal, a cessação do tabagismo, a moderação no consumo de álcool e a adoção de  padrões alimentares saudáveis especialmente o modelo mediterrâneo apresenta resultados  consistentes na redução dos níveis pressóricos e na prevenção de eventos cardiovasculares (Conceição et al., 2021). 

Diante da magnitude dos impactos sociais e econômicos associados à hipertensão  arterial, torna-se indispensável compreender as evidências científicas que sustentam as novas  estratégias terapêuticas e preventivas, bem como o papel da APS na coordenação dessas  ações. O fortalecimento do cuidado contínuo, o investimento em tecnologias de  monitoramento e a consolidação de políticas públicas voltadas à educação em saúde são  medidas fundamentais para o enfrentamento da hipertensão no Brasil. 

Assim, o presente estudo tem como objetivo analisar as novas estratégias terapêuticas e  de prevenção da hipertensão arterial no contexto da Atenção Primária à Saúde, destacando  intervenções farmacológicas e não farmacológicas que favoreçam o controle efetivo da  doença e a redução das complicações cardiovasculares. 

 2. MATERIAIS E MÉTODOS 

O presente estudo foi conduzido por meio de uma revisão integrativa da literatura. Para  orientar a formulação da pergunta de pesquisa e a condução da busca bibliográfica, foi  empregada a estratégia PICO, que possibilita estruturar de forma sistemática as investigações  clínicas. Na presente pesquisa, os componentes da estratégia PICO foram definidos da  seguinte forma: a população (P) correspondeu a adultos diagnosticados com hipertensão  arterial sistêmica; a intervenção (I) incluiu a implementação de novas estratégias terapêuticas,  farmacológicas e não farmacológicas, bem como medidas preventivas; a comparação (C)  considerou as abordagens tradicionais de tratamento e acompanhamento clínico; e o desfecho (O) abrangeu a melhora do controle pressórico, a redução de complicações cardiovasculares e  o aumento da adesão terapêutica.  

Dessa forma, a pergunta norteadora do estudo foi: “Quais são as evidências científicas  mais recentes sobre novas estratégias terapêuticas e de prevenção da hipertensão arterial na  Atenção Primária à Saúde entre os anos de 2020 e 2025?”. A busca dos artigos foi realizada  entre agosto e setembro de 2025 nas bases de dados National Library of Medicine (PubMed) e  Scientific Electronic Library Online (SciELO), selecionadas por sua relevância e abrangência  em publicações biomédicas nacionais e internacionais.  

Foram utilizados descritores controlados e não controlados combinados pelos operadores  booleanos AND e OR, sendo eles: “arterial hypertension”, “therapeutic strategies”, “primary  health care”, “prevention”, “treatment adherence” e “integrated care”, além de seus  correspondentes em português. Foram incluídos artigos publicados entre os anos de 2020 e  2025, disponíveis na íntegra e gratuitamente, redigidos em português, inglês ou espanhol, que  abordassem inovações farmacológicas, abordagens não farmacológicas, estratégias de adesão  e intervenções preventivas no contexto da Atenção Primária à Saúde.  

Foram aceitos estudos originais, revisões sistemáticas e meta-análises. Foram excluídos  trabalhos duplicados entre as bases de dados, artigos que não estavam disponíveis  gratuitamente na íntegra e estudos com foco exclusivo em ambientes hospitalares, populações  pediátricas ou gestantes. A análise dos artigos selecionados foi realizada em três etapas  sequenciais. Na primeira, procedeu-se à leitura dos títulos e resumos para a triagem inicial. Na  segunda etapa, foi realizada a leitura integral dos textos elegíveis. Por fim, na terceira etapa,  realizou-se a extração dos dados relevantes por meio de um formulário estruturado que  contemplou informações sobre autores, ano de publicação, país, tipo de estudo, intervenções  avaliadas e principais resultados. 

Os dados obtidos foram organizados em sínteses descritivas, tabelas e quadros  comparativos, utilizando o software Microsoft Excel, com o intuito de evidenciar as principais  tendências, metodologias e conclusões apresentadas pelos estudos incluídos. A análise final  buscou identificar padrões de efetividade das intervenções, lacunas de conhecimento e  recomendações aplicáveis à prática clínica no âmbito da Atenção Primária à Saúde.

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO  

Foram inicialmente identificados 982 artigos, dos quais 10 atenderam aos critérios de  inclusão e exclusão, sendo selecionados conforme fluxograma 01.

Fluxograma 1. Fluxo de estudos encontrados.

Fonte: Acervo do autor (2025).

Os estudos selecionados abordaram majoritariamente a importância da implementação de  novas estratégias terapêuticas e de prevenção da hipertensão arterial no âmbito da Atenção  Primária à Saúde, destacando sua efetividade no controle dos níveis pressóricos, na redução  de complicações cardiovasculares e na promoção da adesão ao tratamento. As evidências  analisadas ressaltaram ainda o papel fundamental das intervenções multidisciplinares, do uso  de tecnologias digitais para o monitoramento remoto e da educação em saúde como ferramentas essenciais para o manejo integral e contínuo do paciente hipertenso, conforme  apresentado na Tabela 1.

Tabela 01. Artigos selecionados para composição da tabela.

Fonte: Autores (2025).

A hipertensão arterial representa um dos principais desafios de saúde pública no Brasil,  demandando intervenções estratégicas na Atenção Primária à Saúde para prevenir  complicações cardiovasculares e reduzir a morbimortalidade associada. A análise dos estudos  incluídos evidencia que tanto estratégias farmacológicas quanto não farmacológicas são  essenciais para o manejo efetivo da doença, reforçando a importância do acompanhamento  contínuo e personalizado. 

A implementação de programas de acompanhamento sistemático na Atenção Primária  tem se mostrado crucial para o controle da pressão arterial. Alvim et al. (2024) destacam que  o ajuste individualizado das terapias farmacológicas contribui significativamente para  otimizar o controle pressórico, evidenciando a necessidade de monitoramento constante e de  protocolos adaptáveis ao perfil de cada paciente. Complementando esse achado, Albuquerque  et al. (2024) identificam que a não adesão ao tratamento medicamentoso é um fator limitante, reforçando a necessidade de estratégias que integrem educação em saúde e supervisão  farmacológica para aumentar a efetividade das intervenções. 

No âmbito das estratégias multiprofissionais, Amaral et al. (2023) demonstram que a  consulta de enfermagem desempenha papel relevante ao reforçar orientações sobre  medicamentos e hábitos de vida, melhorando a adesão ao tratamento e prevenindo  complicações cardiovasculares. De maneira similar, Batista et al. (2022) evidenciam que  barreiras à adesão, como falta de informação e dificuldades de acesso, podem ser mitigadas  por ações coordenadas entre médicos, enfermeiros e farmacêuticos, fortalecendo o cuidado  integral e favorecendo o controle pressórico. 

Entre os fármacos mais utilizados estão os diuréticos tiazídicos, que promovem a  eliminação de sódio e água pelos rins, diminuindo o volume circulante e, consequentemente, a  pressão arterial. Os inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) e os bloqueadores dos receptores de angiotensina II (BRA) atuam no sistema renina-angiotensina aldosterona, promovendo vasodilatação e redução da resistência vascular periférica. Amaral et  al. (2023) evidenciam que a orientação adequada sobre horários e doses destes medicamentos durante consultas de enfermagem melhora significativamente a adesão ao tratamento.  Os betabloqueadores, indicados especialmente para pacientes com hipertensão associada  a doenças cardiovasculares como insuficiência cardíaca ou angina, reduzem a frequência  cardíaca e a força de contração do coração, diminuindo a pressão arterial e a demanda de  oxigênio pelo miocárdio. Oliveira et al. (2021) ressaltam que a atenção farmacêutica  individualizada é essencial para prevenir interações medicamentosas, monitorar efeitos  adversos e garantir o uso racional dessas classes terapêuticas. 

Em alguns casos, quando o controle pressórico não é atingido com monoterapia,  recomenda-se o uso de terapias combinadas, como associação de IECA com diurético  tiazídico ou BRA com antagonista de cálcio. Alvim et al. (2024) mostram que essas  combinações fixas facilitam a adesão, reduzem a complexidade do tratamento e promovem  melhor controle da pressão arterial. 

A administração dos medicamentos deve ser orientada pelo nível de pressão arterial,  presença de comorbidades, idade e função renal, sendo geralmente realizada uma vez ao dia  ou em doses divididas, conforme a farmacocinética de cada fármaco. Batista et al. (2022)  apontam que o acompanhamento multiprofissional, incluindo médicos, enfermeiros e  farmacêuticos, é crucial para ajustar doses, identificar efeitos adversos e reforçar a adesão,  garantindo que as metas terapêuticas sejam atingidas de forma segura e eficaz.

As intervenções não farmacológicas também se destacam como ferramentas essenciais no manejo da hipertensão. Costa et al. (2021) mostram que mudanças no estilo de vida,  incluindo prática regular de atividade física, alimentação saudável e redução do consumo de  sal, promovem controle efetivo da pressão arterial e prevenção de eventos cardiovasculares.  Farani et al. (2021) corroboram esses achados, demonstrando que programas de exercício  físico supervisionados são viáveis na Atenção Primária e contribuem significativamente para  a redução dos níveis pressóricos. Essas estratégias reforçam a abordagem preventiva,  enfatizando a importância de medidas sustentáveis e integradas ao cotidiano do paciente. 

O acompanhamento individualizado e o suporte contínuo demonstram impacto direto sobre  a adesão e os desfechos clínicos. Farias et al. (2022) destacam que fatores socioeconômicos e  a baixa orientação quanto ao tratamento dificultam o controle pressórico, apontando para a  necessidade de acompanhamento contínuo e suporte multiprofissional. Ferro et al. (2023)  evidenciam que intervenções educativas e monitoramento longitudinal aumentam a adesão ao  tratamento e contribuem para a redução de complicações cardiovasculares.  

Nesse contexto, Lima (2023) demonstra que a Estratégia Saúde da Família, por meio de  visitas domiciliares e educação em saúde, promove maior controle da pressão arterial e  prevenção de eventos adversos. Oliveira et al. (2021) reforçam ainda que a atenção  farmacêutica individualizada reduz falhas terapêuticas e favorece o manejo racional da  hipertensão, consolidando o papel da Atenção Primária como eixo central no cuidado  prolongado do paciente. 

Os achados evidenciam que a integração de estratégias farmacológicas individualizadas,  acompanhamento multiprofissional, educação em saúde e intervenções não farmacológicas  resulta em maior efetividade no controle da hipertensão e na prevenção de complicações  cardiovasculares. A consolidação dessas práticas na Atenção Primária permite a redução de  eventos adversos, como também melhora a qualidade de vida dos pacientes e otimiza o uso  dos recursos do sistema de saúde (Araújo et al., 2024). 

Em síntese, os estudos analisados demonstram que a combinação de abordagens  farmacológicas, não farmacológicas e educacionais, aliada a um acompanhamento contínuo e  multiprofissional, constitui a estratégia mais eficaz para o controle da hipertensão arterial na  Atenção Primária à Saúde. Esse modelo de cuidado integral evidencia a importância de  políticas públicas e protocolos clínicos que priorizem o rastreamento, o tratamento  personalizado e a prevenção de complicações cardiovasculares, atendendo aos objetivos do  presente estudo.

CONCLUSÃO 

O presente estudo evidencia que o controle efetivo da hipertensão arterial na Atenção  Primária à Saúde depende da integração de estratégias farmacológicas e não farmacológicas,  acompanhadas de monitoramento contínuo e educação em saúde. As intervenções  farmacológicas, incluindo diuréticos tiazídicos, inibidores da enzima conversora de  angiotensina, bloqueadores de receptores de angiotensina II, betabloqueadores e terapias  combinadas, quando individualizadas e supervisionadas, apresentam eficácia significativa na  redução da pressão arterial e na prevenção de complicações cardiovasculares. Paralelamente,  medidas não farmacológicas, como prática regular de atividade física, alimentação saudável e  redução do consumo de sódio, demonstram impacto relevante na adesão ao tratamento e na  manutenção de níveis pressóricos adequados. 

Além disso, o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde por meio de consultas  médicas, de enfermagem, acompanhamento multiprofissional, atenção farmacêutica e visitas  domiciliares constitui um modelo de cuidado integral capaz de promover adesão ao  tratamento, detecção precoce de fatores de risco e prevenção de eventos cardiovasculares. Os  achados reforçam a necessidade de políticas públicas e protocolos clínicos que consolidem  essas estratégias, garantindo um manejo eficaz e sustentável da hipertensão arterial,  contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e a redução da morbimortalidade associada  à doença. 

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