OSTEOPOROTIC FEMUR FRACTURES IN THE ELDERLY
FRACTURAS OSTEOPORÓTICAS DE FÉMUR EN PERSONAS MAYORES
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cl10202512141540
Francisco Carlos T. Brando Júnior1
Felippe Queiroz Ribeiro2
Lineker Pin Salles3
Resumo
Introdução: A qualidade de vida no contexto social gerou o aumento da expectativa de vida e, junto a esse fator positivo, alguns fatores negativos também avançaram como o crescimento de modo significativo das doenças osteomusculares, tendo as fraturas de fêmur como um dos principais desafios presentes para a manutenção da saúde dos idosos. Objetivo: Identificar as principais implicações devido a ocorrência de fraturas osteoporóticas de fêmur em idosos. Metodologia: O desenvolvimento deste artigo teve como caminhar metodológico o desenvolvimento de uma pesquisa bibliográfica de abordagem qualitativa e método dedutivo. Resultados: Quanto aos principais fatores de risco para a osteoporose tem-se o sedentarismo, baixa vitamina D, histórico familiar e os corticosteroides. Assim como existem fatores de risco para a osteoporose, essa doença acaba por ser o principal fator de risco para as fraturas de fêmur em pacientes idosos, seguido pelas quedas, as quais também ocorrem com maior frequência nos casos osteoporóticos. Conclusão: Em resposta ao objetivo do estudo, se concluiu que dentre as principais implicações devido a ocorrência de fraturas osteoporóticas em fêmur nos idosos, têm-se impactos na vida dos pacientes, redução da qualidade de vida, modificação da dinâmica da família, devido a exigência de maior cuidado com o cotidiano e a saúde dos idosos, o aumento de casos de morbimortalidade em idosos, o alto custo para o sistema de saúde devido aos longos períodos de hospitalização e necessidade de procedimentos cirúrgicos, bem como longos períodos de tratamentos.
Palavras-Chave: Fatores Associados; Fraturas Osteoporóticas de Fêmur; Idosos.
Abstract
Introduction: Quality of life in the social context has led to an increase in life expectancy. Along with this positive factor, some negative factors have also increased, such as the significant increase in musculoskeletal diseases, with femur fractures being one of the main challenges for maintaining the health of the elderly. Objective: To identify the main implications of osteoporotic femur fractures in the elderly. Methodology: This article was developed using a qualitative bibliographical study and a deductive method. Results: The main risk factors for osteoporosis include a sedentary lifestyle, low vitamin D, family history, and corticosteroid use. Just as there are risk factors for osteoporosis, this disease ends up being the main risk factor for femur fractures in elderly patients, followed by falls, which also occur more frequently in osteoporotic patients. Conclusion: In response to the objective of the study, it was concluded that among the main implications due to the occurrence of osteoporotic fractures in the femur in the elderly, there are impacts on the lives of patients, reduction in quality of life, modification of family dynamics, due to the requirement for greater care with the daily life and health of the elderly, the increase in cases of morbidity and mortality in the elderly, the high cost to the health system due to long periods of hospitalization and the need for surgical procedures, as well as long periods of treatment.
Keywords: Associated Factors; Osteoporotic Femur Fractures; Elderly.
Resumen
Introducción: La calidad de vida en el contexto social ha conllevado un aumento de la esperanza de vida y, junto a este factor positivo, también han avanzado algunos factores negativos, como el importante crecimiento de las enfermedades musculoesqueléticas, siendo las fracturas de fémur uno de los principales retos presentes en el mantenimiento de la salud de los adultos mayores. Objetivo: Identificar las principales implicaciones debidas a la aparición de fracturas osteoporóticas de fémur en el anciano. Metodología: El desarrollo de este artículo tuvo como camino metodológico el desarrollo de una investigación bibliográfica con enfoque cualitativo y método deductivo. Resultados: Los principales factores de riesgo para la osteoporosis incluyen el sedentarismo, los niveles bajos de vitamina D, los antecedentes familiares y el uso de corticosteroides. Si bien existen factores de riesgo para la osteoporosis, esta enfermedad se convierte en el principal factor de riesgo para las fracturas de fémur en pacientes de edad avanzada, seguida de las caídas, que también son más frecuentes en pacientes osteoporóticos. Conclusión: En respuesta al objetivo del estudio, se concluyó que las principales implicaciones de las fracturas osteoporóticas de fémur en adultos mayores incluyen impactos en la vida de los pacientes, reducción de la calidad de vida, cambios en la dinámica familiar debido a la demanda de mayor atención en la vida diaria y la salud de los adultos mayores, aumento de la morbilidad y la mortalidad en adultos mayores, y altos costos para el sistema de salud debido a las largas hospitalizaciones y la necesidad de procedimientos quirúrgicos, así como a los largos períodos de tratamiento.
Palabras Clave: Factores asociados; Fracturas osteoporóticas de fémur; Adultos mayores.
Introdução
A qualidade de vida no contexto social gerou o aumento da expectativa de vida e, junto a esse fator positivo, alguns fatores negativos também avançaram como o crescimento de modo significativo das doenças osteomusculares, tendo as fraturas de fêmur como um dos principais desafios presentes para a manutenção da saúde dos idosos1. As fraturas de fêmur são as principais causas de hospitalização entre os idosos, especialmente, as fraturas proximais, sendo que essas hospitalizações geram crescente preocupação no âmbito socioeconômico, ainda mais, tendo em vista as mudanças demográficas e o processo de envelhecimento da população1. Enquanto para os jovens as fraturas de fêmur são mais raras e tais pacientes apresentam maior facilidade para a recuperação, esse tipo de fratura é um evento crítico para os idosos, pois acaba comprometendo a sua autonomia e qualidade de vida, em alguns casos já fragilizadas devido a outras complicações em sua saúde2.
O avanço da idade provoca importantes alterações no organismo do idoso, seja em níveis fisiológicos, funcionais, bioquímicos e psicológicos, seja nos aspectos sociais, gerando um quadro de agravamento de doenças e dificuldades no desempenho de suas atividades diárias. Nesse sentido, percebe-se que o envelhecimento é fator de contribuição ao aumento da prevalência de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), que também podem ser Crônicas Degenerativas (DCD), como é o caso das fraturas osteoporóticas de fêmur3.
O avanço da prevalência de fraturas de fêmur representa elevado custo para a saúde e também para as famílias, pois acabam interferindo de forma negativa na qualidade de vida dos idosos. Existem três tipos de fraturas de fêmur, a distal (FDF) se articula com a patela e a tíbia, diáfise femoral (FDFF) corpo e colo do fêmur e proximal (FPF) cabeça do fêmur, sendo a proximal a mais comum entre os idosos, tendo a osteoporose como o principal fator para a ocorrência dessas fraturas. O fêmur, maior osso do corpo humano, é longo e tem forma tubular e se articula no quadril com o osso ilíaco, com sua extensão indo até o joelho, e se articula com a patela, tíbia e fíbula3.
Dentre as principais causas das fraturas de fêmur estão a osteoporose, artrite, quedas, traumas e metástases de câncer. Sendo que os idosos que possuem osteoporose sofrem o maior risco de fraturas de fêmur, com a maioria dos casos sendo preciso a hospitalização e intervenção cirúrgica, com a maioria se utilizando dos serviços da saúde4. Essas fraturas osteoporóticas de fêmur causam alterações permanentes na funcionalidade e autonomia, incapacitando os idosos e sendo causa de morbimortalidade, especialmente, no primeiro ano após a cirurgia5. Existe uma taxa de óbitos entre 10% e 50%, causados devido a fratura de fêmur, sendo que dois grupos estão presentes, os jovens envolvidos em acidentes de alto impacto e os idosos, em sua maioria que sofrem essas fraturas devido a quedas de altura reduzida6. Quando os idosos sofrem com essas fraturas, ocorrem urgências ortopédicas, devido às complicações sofridas em sua saúde, a redução da mobilidade e da realização de atividades simples do cotidiano, a redução da qualidade de vida e a morbimortalidade4.
No caso dos idosos as fraturas osteoporóticas de fêmur são as mais comuns, por isso é importante a discussão desse tema tanto em nível acadêmico, quanto em nível de saúde, em razão de ser uma ocorrência comum, previsível e que pode ser diagnosticado precocemente os problemas com a osteoporose, sendo viável um tratamento preventivo para evitar as quedas e as fraturas de fêmur, reduzindo o custo para o sistema de saúde e, permitir que os idosos tenham qualidade de vida e melhor saúde a partir de uma terapêutica preventiva adequada7.
Nesse sentido, o objetivo do presente estudo é identificar as principais implicações devido à ocorrência de fraturas osteoporóticas de fêmur em idosos. E para o alcance do objetivo traçado foi desenvolvida uma pesquisa bibliográfica, com abordagem qualitativa e método dedutivo.
Metodologia
O desenvolvimento deste artigo teve como caminhar metodológico o desenvolvimento de uma pesquisa bibliográfica de abordagem qualitativa e método dedutivo. Aqui é preciso trazer o entendimento de que a pesquisa bibliográfica, constitui um relevante instrumento de estruturação de estudos científicos, sendo a base de todo e qualquer trabalho acadêmico, constituído como material de análise artigos científicos, dissertações, teses e livros8.
A estratégia utilizada como instrumento de busca dos dados secundários foi de pesquisa na Rede Mundial de Computadores (INTERNET), a partir do uso dos seguintes indicadores booleanos: “Fatores Associados” and “Fraturas Osteoporóticas de Fêmur” and “Idosos”. Os indicadores booleanos atuaram enquanto palavras-chaves, que permitiram buscar os termos, os quais permitiram a elaboração deste artigo.
Os dados coletados foram encontrados em diferentes bases de dados, como a Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde, Research, Society and Development, Revista Ibero-Americana de Humanidades, Brazilian Journal of Development, Revista de Saúde e pelo endereço eletrônico scholar.google.com.br.
Depois da realização da pesquisa foram utilizados 17 (dezessete) artigos científicos, 1 (uma) dissertação, 1 (uma) fonte do Ministério da Saúde e 1 (um) livro, totalizando 20 (vinte) fontes de dados secundários, que permitiram a elaboração do presente artigo.
No que se refere a pesquisa qualitativa tem-se que essa constituiu um processo de análise de conteúdo, quando se buscou identificar os principais fatores associados às fraturas osteoporóticas de fêmur em idosos, buscando trazer informações relevantes sobre o tema discutido, sendo a abordagem qualitativa um instrumento importante para a elaboração de trabalhos científicos9, como é o caso desse artigo.
Quanto ao método dedutivo utilizado, esse permitiu que a partir de uma hipótese genérica o pesquisador pudesse chegar à conclusão de seu trabalho. Desse modo, tem-se que o método dedutivo permite que a partir de dados secundários já analisados por outros pesquisadores, seja possível a elaboração de um novo estudo, com achados embasados em estudos já realizados8.
Resultados e Discussão
Em estudo realizado foi observado que mais de 70% dos idosos demonstravam alguma limitação em sua mobilidade, a maioria sem o uso de dispositivos auxiliares para se locomover, no entanto, mesmo sem apresentar perdas funcionais, os idosos sofreram quedas, que acabaram em fraturas e hospitalização. Ainda se tem que na literatura analisada, aproximadamente 50% das quedas em idosos ocorrem devido a escorregões e tropeços nos passeios realizados, sendo tais idosos fisicamente ativos, ocorrendo com mais frequência em longevos com osteoporose10.
Homens e mulheres com osteoporoses são propensos a sofrer fraturas de fêmur, no entanto, em estudo realizado no Maranhão (2015-2024), que levantou as internações hospitalares dos idosos por esse tipo de fratura, se observou que a incidência foi maior em mulheres (R$ 10.349.790,71) se comparados aos homens (R$ 4.607.002,66), sendo que o valor médio por internação foi de R$ 2.089,48 para mulheres e R$ 1.981,35, para homens. Os custos mais elevados foram encontrados em pacientes na faixa etária de 80 anos ou mais, deixando evidente que com o avanço da idade as fraturas de fêmur acabam exigindo maior período de internação e, consequentemente, maiores custos para a saúde. Quanto ao tempo médio de internação, esse aspecto foi semelhante entre os sexos (10,3 dias)4.
Pode-se observar na Figura 1, que os pacientes na faixa etária com 80 anos ou mais é o maior número de casos de fratura de fêmur desde os anos de 2011 até 2022, segundo levantamento no DATASUS:
Figura 1: Fraturas de fêmur em idosos por faixa etária em cada ano (2012 a 2022).

Fonte: DATASUS/TABNET11.
Como se observa na Figura 1 somente no ano de 2014 houve a mesma prevalência de pacientes na faixa etária entre os 70 a 79 anos e dos 80 anos e mais, que apresentaram fraturas de fêmur em idosos. Nos demais anos observados é sempre superior o número de pacientes na faixa etária de 80 anos e mais, com esse tipo de fratura, o que aponta para o fato de que esse grupo sofre mais com essa ocorrência e tem um custo maior para a saúde, inclusive pela hospitalização e procedimentos cirúrgicos.
Em estudo realizado foi traçado o perfil epidemiológico dos pacientes com fraturas osteoporóticas de fêmur, sendo do sexo feminino e caucasianas e, com média de idade de 83 anos12. Em outro estudo realizado foi levantado que o perfil epidemiológico dos pacientes com fraturas osteoporóticas de fêmur é de mulher branca, na faixa etária acima dos 70 anos e sedentária10.
Quanto aos principais fatores de risco para a osteoporose tem-se o sedentarismo, baixa vitamina D, histórico familiar e os corticosteroides. Pontua-se ainda que os idosos com osteoporose são mais vulneráveis para sofrerem com fraturas de fêmur, como se observa na Figura 2:
Figura 2: Principais fatores de risco para a osteoporose

Fonte: Astolfo et al.13
Assim como existem fatores de risco para a osteoporose, essa doença acaba por ser o principal fator de risco para as fraturas de fêmur em pacientes idosos, seguido pelas quedas, as quais também ocorrem com maior frequência nos casos osteoporóticos14. Existem estimativas que apontam que entre 30% e 60% dos idosos passam por quedas que acabam gerando alguma fratura e, a osteoporose está entre os fatores de maior risco para essas quedas15. No caso das fraturas de fêmur a osteoporose gera debilidade que acaba acarretando a maior quantidade de quedas e fraturas. No entanto, ocorrem outros fatores como a desnutrição, redução diária das atividades e o enfraquecimento da musculatura, o uso de álcool e outras drogas, redução da capacidade cognitiva e, entre as mulheres, riscos advindos da menopausa precoce14.
Os cuidados com os idosos para evitar as fraturas e, no caso do presente estudo, as fraturas osteoporóticas de fêmur, cabe alguns elementos como políticas públicas para a prevenção da saúde dos idosos, para a redução de quedas; diagnóstico e tratamento precoces de osteoporose, com o objetivo de reduzir a incidência de fraturas de fêmur, a partir da melhoria e qualidade de vida da população idosa. Outro importante aspecto a ser trabalhado para a redução dos casos de fraturas osteoporóticas de fêmur em idosos, é um sistema de saúde estruturado de forma que seja possível lidar com as demandas específicas dos idosos, desde os cuidados preventivos até a reabilitação e acompanhamento pós-fratura, de forma que seja possível a promoção de um processo de recuperação mais eficaz e redução das taxas de morbimortalidade16.
Cabe aqui trazer que a maior incidência de fraturas em idosos ocorre em fêmur proximal e, está associada a osteoporose e a traumas de baixa energia. Com a ocorrência de lesões que impactam de modo negativo o idoso, seja no seu equilíbrio físico e mental, seja no seu cotidiano e no âmbito funcional e social, constituindo essas fraturas de fêmur um fator de elevado potencial de morbimortalidade. Nesse sentido, é preciso ponderar que o envelhecimento fisiológico é fator de risco nas fraturas de fêmur, aliado a esse fator, a existência da osteoporose pode ser um risco ainda maior com elevação de incidência desse tipo de fratura. Desse modo, é importante que ocorra um acompanhamento multidisciplinar ao idoso, trazendo a importância do autocuidado, com práticas de exercícios físicos, controle de doenças como é o caso da osteoporose e, assim, a efetiva redução da incidência de fraturas de fêmur proximal17.
Pontua-se que a osteoporose e as consequentes quedas que causam a maioria das fraturas de fêmur são eventos mais prevalentes na terceira idade17. Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), é que entre 28% a 35% das pessoas com idade superior aos 65 anos sofreram ao menos um episódio de queda a cada ano, enquanto que a estimativa é que entre as pessoas com mais de 70 anos de idade, essa incidência varia entre 32% a 42%18. Com a maioria desses episódios ocorrendo dentro da própria residência do indivíduo19. Episódios que têm seu acontecimento vinculado a diferentes fatores, como as mudanças biológicas, redução da capacidade de movimento e redução da qualidade das articulações e tônus muscular, bem como, devido a doenças como a osteoporose20. E, nesse público, a fratura proximal do fêmur é um dos acidentes com maior incidência, e acaba aumentando no decorrer da velhice e o aumento do sedentarismo e, ainda, dos problemas de hipertensão arterial sistêmica18.
Ressalta-se que em estudo realizado se observou a prevalência de osteoporose em idosos que tiveram fraturas proximal do fêmur, além de outras fraturas de fêmur que são associadas ao processo osteoporótico vivenciado, por isso a importância e necessidade de cuidar da saúde dos idosos, de forma a realizar diagnóstico e tratamento precoces para a osteoporose21.
Outro aspecto é o fato de que as fraturas osteoporóticas de fêmur em idosos acarreta a elevação anual dos custos ao sistema de saúde do país, além de gerar problemas na dinâmica familiar, visto que os indivíduos com esse tipo de fratura acabam tendo uma recuperação lenta e, dificilmente, não ficam sequelados, com essas sequelas reduzindo a qualidade de vida dos idosos e de todo o sistema familiar22.
Conclusão
Com o desenvolvimento dos estudos foi possível concluir que o envelhecimento populacional, no Brasil, exige maior atenção à saúde dessa população, inclusive no que se relaciona a doenças como a osteoporose e as fraturas de fêmur, fatos que aumentam o grau de dependência do idoso. Por isso, é essencial que seja realizado um trabalho multidisciplinar para a prevenção deste tipo de trauma, pois as fraturas osteoporóticas de fêmur têm aumento de incidência anual e reduz a qualidade de vida e autonomia dos idosos.
Os estudos apontam que as fraturas relacionadas à osteoporose é um dos problemas mais graves da doença, inclusive as fraturas osteoporóticas de fêmur em idosos é um dos fatores que elevam os custos do sistema de saúde, visto a necessidade de hospitalizações prolongadas, procedimentos cirúrgicos e perda de independência funcional do idoso, além do alto índice de morbimortalidade. Bem como, as mulheres caucasianas, com idade superior aos 65 anos são as mais atingidas pelas fraturas osteoporóticas de fêmur.
Em resposta ao objetivo do estudo, se concluiu que dentre as principais implicações devido a ocorrência de fraturas osteoporóticas em fêmur nos idosos, têm-se impactos na vida dos pacientes, redução da qualidade de vida, modificação da dinâmica da família, devido a exigência de maior cuidado com o cotidiano e a saúde dos idosos, o aumento de casos de morbimortalidade em idosos, o alto custo para o sistema de saúde devido aos longos períodos de hospitalização e necessidade de procedimentos cirúrgicos, bem como longos períodos de tratamentos.
Concluiu-se assim, que o sucesso da redução dos casos de fraturas osteoporóticas de fêmur em idosos tem relação com os diagnósticos e tratamentos precoces da osteoporose e, para isso, é relevante que o sistema de saúde ofereça um atendimento colaborativo e multidisciplinar, atuando em uma medicina preventiva, com a prática de exercícios, tratamentos precoces de comorbidades e fatores de risco, para o bem-estar dos idosos e a redução da possibilidade de acidentes que possam gerar fraturas. Por isso, é preciso que o sistema de saúde ofereça a incorporação de estratégias de prevenção, para o cuidado integral dos idosos.
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