FIXAÇÃO INTERNA COM PLACA EM FUNÇÃO DE PONTE NO TRATAMENTO DE FRATURA COMINUTIVA DE RÁDIO E SEGMENTAR DE ULNA EM CÃO: RELATO DE CASO

INTERNAL FIXATION WITH A BRIDGING PLATE IN THE TREATMENT OF COMMINUTED RADIUS AND SEGMENTAL ULNA FRACTURES IN A DOG: A CASE REPORT

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202511252218


João Victor Motta Barreto1
Antônio Matos Fraga Júnior2


Resumo

Este relato de experiência descreve e analisa a efetividade da técnica cirúrgica empregada no tratamento de uma complexa fratura cominutiva de rádio associada a uma fratura segmentar de ulna em um paciente canino da raça Chow Chow, destacando a aplicabilidade de técnicas avançadas de osteossíntese. O objetivo principal do estudo foi avaliar a eficácia da fixação interna rígida com placa em função de ponte no rádio para a estabilização de fraturas cominutivas de ossos longos. O método consistiu na análise descritiva da evolução clínica e radiográfica do paciente, após a realização da osteossíntese com placa de 3,5 mm e parafusos bloqueados bicorticais, atuando como ponte sobre o foco fraturário. Os resultados indicaram consolidação completa e remodelamento ósseo efetivo no rádio, comprovando a estabilidade e o sucesso biomecânico da técnica de ponte. Em contraste, a ulna apresentou sinais de não união hipertrófica e atrófica, sugerindo um desafio inerente à complexa distribuição de carga e vascularização local em fraturas rádio-ulnares. Conclui-se que a placa em função de ponte é um método altamente eficaz para a estabilização primária do rádio em fraturas cominutivas, mas ressalta a necessidade de considerar intervenções complementares na ulna para garantir a consolidação completa e uma melhor recuperação funcional.

Palavras-chave: Fixação interna. Osteossíntese. Fratura cominutiva. Placa em função de ponte. Medicina Veterinária.

1 INTRODUÇÃO

As afecções ortopédicas representam parcela significativa das enfermidades observadas na clínica de pequenos animais, sendo responsáveis por elevados índices de morbidade, limitação funcional e dor crônica, que comprometem diretamente a qualidade de vida dos pacientes e geram considerável impacto econômico para os tutores (Andrade et al., 2025). 

Entre essas afecções, as fraturas do rádio e da ulna destacam-se pela elevada frequência e complexidade, especialmente em cães de raças pequenas e miniaturas, nos quais fatores anatômicos e biomecânicos predispõem a lesões de difícil estabilização (Planner et al., 2021). Além da relevância clínica, o manejo dessas fraturas demanda recursos tecnológicos e conhecimento técnico especializado, envolvendo desde a seleção do método de fixação até estratégias de reabilitação funcional (Anggoro et al., 2024).

O rádio e a ulna desempenham papel fundamental na sustentação e mobilidade dos membros torácicos, sendo responsáveis pela absorção, distribuição e transmissão de forças durante a locomoção (Mason et al., 2005). A integridade desses ossos é essencial para o equilíbrio e o desempenho locomotor, de modo que qualquer alteração estrutural compromete a biomecânica do membro.

 As fraturas diafisárias, especialmente as distais, apresentam elevado grau de complexidade devido à limitada cobertura muscular e à vascularização restrita, fatores que aumentam a incidência de retardo de consolidação e pseudoartrose (Welch et al., 1997; Marshall et al., 2022). Fraturas cominutivas e segmentares, por sua vez, caracterizam-se pela fragmentação óssea e instabilidade acentuada, exigindo abordagens cirúrgicas avançadas e prolongada reabilitação pós-operatória (Gadegone et al., 2023; Andrade et al., 2025).

Entretanto, apesar dos avanços nas técnicas cirúrgicas e dos materiais de fixação, persiste um desafio clínico significativo relacionado à consolidação dessas fraturas, sobretudo nas regiões distais do rádio e da ulna em cães de pequeno porte. O comprometimento vascular, a fragilidade cortical e a escassa superfície de contato ósseo dificultam a osteogênese e comprometem a estabilidade mecânica, resultando em alta incidência de não união e deformidades residuais (Welch et al., 1997; Garnoeva et al., 2024).  

Além disso, a literatura ainda apresenta divergências quanto ao método mais adequado de fixação, seja por placas de compressão dinâmica, pinos intramedulares, fixadores externos ou técnicas híbridas, não havendo consenso quanto ao protocolo ideal para cada padrão de fratura (Das et al., 2020; Cen et al., 2025). Essa ausência de uniformidade metodológica reforça a necessidade de estudos que correlacionem aspectos anatômicos, biomecânicos e clínicos de forma integrada, buscando compreender os fatores determinantes do sucesso terapêutico (Anggoro et al., 2024; Andrade et al., 2025).

A dificuldade de estabilização e consolidação das fraturas diafisárias distais de rádio e ulna representa, portanto, o principal problema enfrentado na ortopedia veterinária de pequenos animais. A elevada taxa de complicações pós-operatórias, como pseudoartrose, má união e refraturas, evidencia a complexidade desse tipo de lesão e a necessidade de refinamento das técnicas empregadas (Marshall et al., 2022; An et al., 2024). 

Além disso, a escassez de estudos comparativos padronizados sobre os resultados clínicos e radiográficos dos diferentes métodos de fixação limita o estabelecimento de condutas terapêuticas uniformes e baseadas em evidências (Swepson et al., 2024). Tais incertezas reforçam a importância de investigar os determinantes anatômicos e biomecânicos que influenciam o reparo ósseo, visando reduzir o tempo de recuperação e aprimorar o prognóstico funcional.

Dessa forma, o presente estudo justifica-se pela sua relevância clínica e científica ao abordar um dos temas mais recorrentes e desafiadores da ortopedia veterinária. A compreensão aprofundada das particularidades anatômicas, vasculares e biomecânicas do antebraço canino é essencial para o aprimoramento das estratégias de tratamento e reabilitação, promovendo intervenções mais seguras e eficazes (Planner et al., 2021; Brown & Tomlinson, 2021).

 Além de fornecer subsídios técnicos para o manejo cirúrgico e fisioterápico, a investigação contribui para a padronização de protocolos e para a redução das taxas de complicações associadas a fraturas complexas. Sob essa perspectiva, o trabalho propõe-se a ampliar o conhecimento sobre os mecanismos de fratura, os fatores que interferem na consolidação óssea e a eficácia dos diferentes métodos de fixação, buscando direcionar decisões terapêuticas mais assertivas na prática clínica.

Diante do exposto, o objetivo do presente estudo é relatar e analisar a técnica cirúrgica empregada no tratamento de uma fratura cominutiva de rádio associada a fratura segmentar de ulna em um cão da raça Chow Chow, destacando os aspectos anatômicos, biomecânicos e clínicos envolvidos no processo de estabilização e consolidação óssea, bem como discutir a aplicabilidade da técnica de fixação interna com placa em função de ponte no manejo de fraturas complexas de ossos longos em pequenos animais.

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 

1. Anatomia do Rádio e da Ulna Caninos 

O rádio e a ulna, enquanto estruturas ósseas primárias do antebraço canino, são essenciais para o suporte de carga axial, a mobilidade e a dissipação de forças mecânicas dos membros torácicos. Sua interação funcional estabelece a biomecânica articular e a mitigação das tensões. As variações morfológicas desses ossos são influenciadas por idade, raça e porte somático, determinando a susceptibilidade a insultos ortopédicos, como fraturas e deformidades angulares, sendo estes mais prevalentes em cães de pequeno porte (Anggoro et al., 2024; Planner et al., 2021).

Anatomicamente, o rádio localiza-se anteriormente à ulna e, diferentemente de algumas espécies, ambos permanecem estruturalmente separados ao longo da vida. O rádio participa ativamente das articulações com o úmero e o carpo, proporcionando estabilidade e amplitude de movimento, enquanto a ulna se articula com o úmero por meio de sua extremidade proximal robusta, o olécrano, e com o carpo através do processo estiloide distal, que contribui para a estabilidade articular (Bello & Wamakko, 2021). Essa disposição estrutural confere ao antebraço canino uma combinação singular de resistência e flexibilidade, adaptando-o a diferentes demandas funcionais.

No que se refere ao desenvolvimento ósseo, tanto o rádio quanto a ulna possuem três centros principais de ossificação, sendo o crescimento longitudinal promovido predominantemente pelas placas epifisárias proximal e distal. A placa proximal do rádio contribui com aproximadamente 40% do comprimento total do osso, enquanto a distal é responsável pela maior parte do crescimento remanescente (Charjan et al., 2014; Bello & Wamakko, 2021). Essa característica morfogenética explica a alta incidência de deformidades distais quando há lesões ou fechamento precoce das fises, sobretudo em filhotes de raças pequenas (Ga et al., 1977).

Subsequentemente, estudos morfométricos demonstram que cães de pequeno porte apresentam rádio e ulna mais delgados, com trabéculas finas, cortical óssea menos densa e maior espaçamento intertrabecular, o que aumenta significativamente a susceptibilidade a fraturas, especialmente no terço distal (Brianza et al., 2006; Planner et al., 2021; Anggoro et al., 2024). 

Nessas raças miniaturas, como poodle toy e chihuahua, a área de seção transversal reduzida e a concentração de estresse dificultam a dissipação das forças de impacto, elevando o risco de fraturas cominutivas. Por outro lado, em cães de grande porte, as fraturas geralmente decorrem de traumas de alta energia ou de mecanismos biomecânicos específicos, como a hiperextensão do carpo (Woods & Perry, 2017).

Durante o crescimento, a relação anatômica entre o rádio e a ulna é essencial para o desenvolvimento harmonioso do membro anterior. O crescimento assíncrono entre esses ossos pode resultar em deformidades angulares e incongruências articulares, surgindo de forma espontânea ou secundária a traumas e fechamento prematuro das fises. Essas alterações comprometem o alinhamento axial, favorecendo subluxações e incongruência do cotovelo, sobretudo em animais jovens (Olson et al., 1979; Bleedorn & Radasch, 2023). Casos de sinostose rádio-ulnar, caracterizados pela fusão anômala entre os ossos, impedem o crescimento independente e resultam em deformidades permanentes e perda de mobilidade (Jw et al., 1978).

Sob a perspectiva clínica, tais variações anatômicas e biomecânicas têm impacto direto no prognóstico e no manejo das fraturas. Em cães de pequeno porte, as fraturas distais do rádio e da ulna figuram entre os desafios ortopédicos mais frequentes, geralmente com padrão cominutivo e fragilidade cortical, o que dificulta a fixação com implantes convencionais (De Arburn Parent et al., 2017; Larsen et al., 1999). Nesses casos, a adoção de placas de compressão dinâmica ou placas de baixo perfil tem demonstrado melhores resultados clínicos, permitindo estabilização firme e recuperação funcional mais rápida (Das et al., 2020).

Sob uma ótica cronológica, a fusão dos centros de ossificação do rádio e da ulna ocorre até aproximadamente 180 dias de idade, período considerado crítico para a ocorrência de deformidades angulares associadas ao fechamento prematuro das fises (Charjan et al., 2014). Adicionalmente, diferenças anatômicas do antebraço entre raças e tipos locomotores reforçam a importância de uma avaliação anatômica individualizada na prática ortopédica e em pesquisas morfométricas avançadas (Bello & Wamakko, 2021).

Historicamente, estudos pioneiros conduzidos entre as décadas de 1970 e 1980 estabeleceram as bases do conhecimento sobre morfologia e crescimento ósseo nesses ossos (Ga et al., 1977; Jw et al., 1978; Olson et al., 1979). Posteriormente, com o avanço de métodos de imagem tridimensional e modelagem computacional, foi possível realizar análises precisas da estrutura óssea e distribuição de tensões, aprofundando a compreensão da biomecânica do antebraço canino (Brianza et al., 2006; Anggoro et al., 2024).

Do ponto de vista funcional, o rádio e a ulna atuam de maneira sinérgica no suporte de peso, absorção de impactos e execução de movimentos complexos. Durante a marcha, o rádio suporta ligeiramente mais da metade da carga articular proximal (51–52%), enquanto a ulna absorve o restante, evidenciando a interdependência biomecânica entre ambos (Mason et al., 2005; Preston et al., 2000).

Além disso, a ulna desempenha papel essencial na estabilidade articular e na dissipação de impactos. O ligamento interósseo, que conecta rádio e ulna, limita a rotação excessiva e mantém a orientação correta dos ossos durante os movimentos de flexão e extensão do carpo. Quando lesado, esse ligamento reduz a rotação radial e compromete a funcionalidade do membro, alterando a biomecânica normal (Atamna et al., 2021; Bodnyk et al., 2013).

No contexto da transmissão de forças, o rádio constitui o principal osso de sustentação, sendo responsável pela maior parte da carga durante a locomoção. Sua integridade é essencial para a resistência estrutural e funcionalidade do membro, e fraturas ou neoplasias comprometem significativamente a biomecânica e a estabilidade (Steffey et al., 2017; Liptak et al., 2006). Particularmente, a diáfise distal apresenta vascularização reduzida, o que explica a alta incidência de retardo de consolidação e pseudoartrose, sobretudo em cães de pequeno porte (Welch et al., 1997; Anggoro et al., 2024).

Em contrapartida, embora a ulna seja secundária no suporte de peso, sua contribuição para a estabilidade do cotovelo e do carpo é indispensável. Distribuindo aproximadamente 48–49% da carga articular, ela atua como eixo para movimentos de pronação e supinação e como ponto de inserção muscular, garantindo a força e a coordenação do membro torácico (Adams, 2017; Hulse et al., 2010). A remoção parcial ou total da ulna, em casos de trauma ou neoplasia, acarreta instabilidade significativa, reforçando seu papel biomecânico essencial (Young et al., 2018; Milgram et al., 2019).

Em síntese, o rádio e ulna exercem funções complementares e interdependentes no antebraço canino. O rádio atua como o principal transmissor de carga e eixo de movimento, enquanto a ulna é responsável pela estabilidade articular, absorção de impactos e rotação. A compreensão aprofundada dessas relações anatômicas e funcionais é fundamental para o diagnóstico, tratamento e prevenção de deformidades e fraturas, constituindo base essencial para a prática ortopédica e cirúrgica veterinária contemporânea (Anggoro et al., 2024; Planner et al., 2021).

2. Etiologia e mecanismos das fraturas em animais pequenos

As fraturas em cães decorrem predominantemente de traumas diretos, como atropelamentos, quedas de altura e mordidas, embora patologias ósseas, especialmente de natureza neoplásica ou metabólica, também possam predispor os animais a essas lesões (Sriharsha et al., 2024). Entre os traumas, os atropelamentos constituem a causa mais frequente, sendo responsáveis por aproximadamente 56% a 72% dos casos relatados em estudos retrospectivos (Andrade et al., 2025). Quedas de altura correspondem a 13%–15% dos episódios, enquanto mordidas ou brigas entre cães representam cerca de 7%–13% dos casos. Outras causas traumáticas, como colisões com objetos, agressões físicas ou impactos provocados por animais de maior porte, também são documentadas, embora com menor incidência (Libardoni et al., 2015; Andrade et al., 2025).

Em continuidade, observa-se que a suscetibilidade às fraturas traumáticas é maior em cães jovens, especialmente em raças de pequeno porte ou sem raça definida, devido à fragilidade óssea e ao comportamento exploratório característico dessa faixa etária (Sriharsha et al., 2024). Atropelamentos geralmente envolvem forças de alta energia e resultam em fraturas múltiplas e complexas, enquanto as quedas ocorrem mais comumente em cães pequenos, provocando lesões nos ossos longos e articulações. As mordidas, por sua vez, tendem a gerar fraturas por compressão e esmagamento, sendo mais frequentes em animais jovens (Andrade et al., 2025).

Sob outra perspectiva, as fraturas patológicas, decorrentes de alterações intrínsecas do tecido ósseo, representam uma proporção menor dos casos (3%–5%), mas estão associadas a maior gravidade e prognóstico desfavorável (Steffey et al., 2024). O osteossarcoma é a principal neoplasia envolvida, comprometendo as propriedades mecânicas do osso e levando à ocorrência de fraturas espontâneas ou após traumas mínimos (Rubin et al., 2015; Steffey et al., 2024). Além disso, doenças endócrinas, como o hiperadrenocorticismo (síndrome de Cushing), reduzem a densidade mineral óssea e aumentam a vulnerabilidade a fraturas múltiplas (Melián et al., 2025).

De forma geral, os traumas permanecem como a principal causa de fraturas em cães, enquanto doenças ósseas de origem neoplásica ou metabólica configuram fatores secundários, mas clinicamente relevantes para o prognóstico e a conduta terapêutica (Steffey et al., 2024; Melián et al., 2025).

Sob essa perspectiva, a predisposição às fraturas é modulada por múltiplos fatores intrínsecos e extrínsecos, incluindo idade, raça, massa corporal e condições metabólicas que influenciam a resistência óssea (Marshall et al., 2022). A idade é determinante, uma vez que filhotes e cães jovens apresentam ossos imaturos e mais frágeis, enquanto animais idosos demonstram consolidação óssea retardada, associada à diminuição da capacidade regenerativa dos tecidos (O’Neill et al., 2023).

Além disso, a predisposição racial exerce influência significativa na etiologia das fraturas. Raças pequenas e do grupo toy, como poodles e chihuahuas, possuem ossos delgados e menor densidade mineral óssea, o que as torna mais suscetíveis a fraturas distais de rádio e ulna (Planner et al., 2021). Por outro lado, raças como French Bulldog, Cocker Spaniel, Boston Terrier e Scottish Deerhound apresentam maior propensão a fraturas específicas, como as do côndilo umeral, além de maior incidência de neoplasias ósseas, como o osteossarcoma (Schettler et al., 2022; O’Neill et al., 2023). Cães de grande e gigante porte, por sua vez, exibem maior risco de tumores ósseos primários, refletindo a influência de fatores genéticos e morfológicos na etiologia ortopédica (Makielski et al., 2019).

Em continuidade, a massa corporal constitui outro fator determinante. Animais de grande porte ou com sobrepeso apresentam maior incidência de fraturas e doenças osteoarticulares devido à sobrecarga sobre ossos e articulações, o que favorece microlesões e aumento da tensão estrutural (Graves et al., 2023). O excesso de peso também está relacionado à maior prevalência de osteoartrite, comprometendo a recuperação funcional pósfratura e reforçando a importância do controle ponderal na ortopedia veterinária (Nam et al., 2022).

Sob outra ótica, doenças metabólicas ósseas, como osteoporose, osteomalácia, deficiência de vitamina D e desequilíbrios de cálcio e fósforo, reduzem a resistência mecânica do osso e aumentam a probabilidade de fraturas patológicas mesmo diante de traumas mínimos (Melián et al., 2025). Em raças toy, a menor densidade cortical e a arquitetura trabecular mais delicada potencializam ainda mais o risco de fraturas e as complicações durante o processo de consolidação (Planner et al., 2021).

De maneira sintetizada, os fatores predisponentes às fraturas podem ser agrupados em quatro categorias principais: idade, raça, massa corporal e condições metabólicas. Animais jovens ou idosos apresentam maior risco devido à fragilidade óssea ou à limitação regenerativa; raças pequenas são mais suscetíveis a fraturas distais de rádio e ulna, enquanto raças grandes apresentam maior incidência de tumores ósseos; o sobrepeso ou a obesidade aumentam a incidência de fraturas e degenerações articulares; e doenças metabólicas ou endócrinas fragilizam o esqueleto, favorecendo fraturas patológicas (Raouf et al., 2019; O’Neill et al., 2023; Graves et al., 2023).

Compreender esses fatores é essencial para o diagnóstico precoce, a prevenção e o tratamento eficaz das fraturas, permitindo a elaboração de estratégias terapêuticas individualizadas que otimizem a recuperação e minimizem o risco de recidiva (Marshall et al., 2022).

Sob o ponto de vista biomecânico, os mecanismos de fratura em cães de pequeno porte, especialmente no rádio e na ulna, envolvem a ação combinada de forças de compressão axial, cisalhamento e flexão, que atuam dinamicamente durante a locomoção ou eventos traumáticos (Anggoro et al., 2024). Durante o apoio do membro torácico, a compressão axial é transmitida do úmero para o rádio e a ulna, e quando a intensidade dessas forças supera a resistência óssea, ocorre colapso estrutural, principalmente na região distal, mais vulnerável em raças toy. Esse padrão resulta, em geral, em fraturas transversas, características do mecanismo de compressão (Usadadiya et al., 2020; Anggoro et al., 2024).

Por outro lado, as forças de torção surgem durante movimentos rotacionais do antebraço, como em aterrissagens após saltos, gerando estresse de cisalhamento que ultrapassa a capacidade elástica do osso e resulta em fraturas espirais ou oblíquas (Anggoro et al., 2024). Esse estresse é mais intenso na porção distal do rádio e da ulna em cães pequenos, justificando a alta incidência de fraturas nessa região. Já a flexão ocorre quando uma força é aplicada perpendicularmente ao eixo do osso, como em quedas laterais ou impactos diretos, produzindo tração no lado convexo e compressão no lado côncavo, o que leva à ruptura estrutural e a fraturas oblíquas ou complexas (Carter et al., 1980; Usadadiya et al., 2020). Segundo Anggoro et al. (2024) a combinação dessas três forças gera padrões de fratura multifatoriais.

3. Tipos e Classificações de Fraturas

A classificação das fraturas ósseas representa uma etapa essencial para o diagnóstico preciso, a definição da estratégia terapêutica e a estimativa do prognóstico clínico. A identificação do tipo morfológico, da localização anatômica e da extensão do traço de fratura fornece subsídios fundamentais para a seleção da técnica cirúrgica mais adequada, especialmente nos ossos longos, como o rádio e a ulna, que figuram entre os mais frequentemente acometidos por traumas e quedas (Andrade et al., 2025).

Sob o ponto de vista morfológico, as fraturas transversas caracterizam-se pela linha de fratura perpendicular ao eixo longitudinal do osso e resultam predominantemente da ação direta de forças compressivas (Sriharsha et al., 2024). Já as fraturas oblíquas apresentam traçado diagonal em relação ao eixo ósseo e decorrem da combinação entre forças de compressão e torção (Abbas et al., 2021). Em contrapartida, as fraturas espirais exibem um traço helicoidal que envolve o contorno do osso, sendo típicas de mecanismos de torção aplicados de forma excessiva, frequentemente associados a movimentos bruscos durante quedas ou torções articulares (Sleem, 2024).

Em continuidade, quando há fragmentação extensa do tecido ósseo, com formação de três ou mais fragmentos distintos, a lesão é classificada como fratura cominutiva. Esse tipo de fratura está geralmente relacionado a traumas de alta energia, como atropelamentos, e apresenta elevada complexidade cirúrgica (Andrade et al., 2025). De modo semelhante, as fraturas segmentares, caracterizadas por dois ou mais traços independentes que originam segmentos ósseos isolados, são resultado de impactos intensos e possuem prognóstico mais reservado devido à dificuldade de estabilização e risco de não união (Giovanidis & Velitsikakis, 2022).

Sob a perspectiva anatômica, a classificação das fraturas leva em consideração a localização do traço em relação ao comprimento do osso, podendo ser proximal, diafisária ou distal (Girling, 2016). As fraturas proximais ocorrem próximas à articulação superior e costumam envolver inserções musculares importantes, exigindo estabilização mais complexa. As fraturas diafisárias, que acometem a porção média, são as mais frequentes no rádio e na ulna, associadas a traumas diretos e compressivos (Andrade et al., 2025). Por sua vez, as fraturas distais localizam-se junto à articulação inferior, onde a vascularização limitada e o pequeno volume cortical aumentam o risco de complicações e retardo na consolidação óssea (Muller, 1990).

Outro aspecto relevante da classificação refere-se à integridade estrutural do osso. Nas fraturas completas, há separação total dos fragmentos ósseos, sendo mais comuns em animais adultos com estrutura cortical densa e ossos menos flexíveis (Andrade et al., 2025). Em contrapartida, as fraturas incompletas, como a denominada em galho verde, apresentam ruptura parcial com preservação de parte do córtex. Esse tipo é observado predominantemente em filhotes, cujos ossos possuem maior flexibilidade e matriz óssea mais elástica, bem como em animais com osteopenia ou osteomalácia (Joeris et al., 2016).

Além das distinções morfológicas e anatômicas, é importante destacar que as fraturas cominutivas e segmentares merecem atenção especial devido à destruição óssea acentuada e à elevada complexidade no manejo cirúrgico. A fragmentação extensa e o comprometimento da vascularização local favorecem o atraso na consolidação e aumentam o risco de não união, infecção e perda funcional significativa (Gadegone et al., 2023). Tais condições demandam intervenções cirúrgicas múltiplas, utilização de implantes de alta estabilidade e períodos prolongados de reabilitação (Sleem, 2024).

Sob essa perspectiva, a correta classificação do tipo e do padrão de fratura é imprescindível para o estabelecimento de condutas terapêuticas eficazes. O reconhecimento das características morfológicas e topográficas da fratura permite prever complicações, definir o método de fixação mais adequado e estimar o tempo de consolidação, refletindo diretamente no prognóstico e na funcionalidade pós-operatória do membro afetado (Andrade et al., 2025).

4. Complicações e desafios na consolidação óssea de fraturas de rádio e ulna canina

As fraturas de rádio e ulna, especialmente na região distal, representam um dos maiores desafios ortopédicos tanto na medicina veterinária quanto na medicina humana. Essa dificuldade decorre do suprimento sanguíneo limitado, das restrições anatômicas à estabilização e da elevada taxa de complicações durante o processo de consolidação óssea (An et al., 2024). Nesse contexto, compreender os fatores anatômicos e fisiológicos envolvidos, bem como reconhecer as complicações associadas, é essencial para o planejamento terapêutico adequado e para a prevenção de sequelas permanentes (Garnoeva et al., 2024).

Do ponto de vista anatômico, o rádio distal apresenta características que o tornam particularmente vulnerável a distúrbios de consolidação. Em cães de raças pequenas, por exemplo, a vascularização intraóssea é escassa, principalmente na região de transição entre a diáfise e a metáfise, o que compromete a nutrição tecidual e dificulta a formação do calo ósseo (Garnoeva et al., 2024). 

Como consequência direta, essa deficiência vascular está fortemente associada à maior incidência de retardo de consolidação e pseudoartrose, condições que prolongam o tempo de cicatrização e comprometem a estabilidade estrutural (An et al., 2024). De maneira análoga, em seres humanos, a irrigação do rádio distal depende de ramos periosteais e metafisários, cuja integridade é fundamental para o reparo ósseo. Assim, cirurgias extensas ou traumas que lesem esses vasos aumentam significativamente o risco de não união (Lamas et al., 2009; Shin & Bishop, 2001).

Em continuidade, entre as complicações mais frequentes nas fraturas de rádio e ulna, o retardo de consolidação destaca-se pela alta prevalência e impacto clínico. Estudos indicam incidência próxima a 14%, com tempos médios de cicatrização superior ao esperado (Marshall et al., 2022). Além disso, a pseudoartrose, caracterizada pela ausência de união óssea após o período fisiológico de reparo, ocorre com maior frequência em cães de pequeno porte, podendo atingir até 60% dos casos, especialmente quando há instabilidade mecânica, falha de fixação ou comprometimento vascular (An et al., 2024; Garnoeva et al., 2024).

Por outro lado, a má união representa uma complicação estrutural distinta, resultante de desalinhamento do foco de fratura ou de fixação inadequada. Esse desalinhamento pode provocar deformidades anatômicas, limitação funcional e instabilidade articular, exigindo, em muitos casos, osteotomia corretiva para restabelecimento do eixo anatômico e funcional do membro (Cha et al., 2021). Associadas a isso, as infecções do sítio cirúrgico figuram entre as complicações mais recorrentes, geralmente relacionadas à exposição óssea, falhas de implante ou manejo inadequado do foco de fratura. Esses processos infecciosos comprometem a vascularização local, atrasam a consolidação e podem causar perda óssea significativa (Marshall et al., 2022; Andrade et al., 2025). Ainda nesse contexto, a refratura é uma ocorrência clínica relevante, frequentemente associada à fragilidade residual do osso após múltiplas intervenções cirúrgicas ou à remoção precoce do implante (An et al., 2024; Andrade et al., 2025).

Do ponto de vista técnico, o tratamento dessas fraturas é dificultado pela reduzida cobertura muscular do rádio distal, o que limita a proteção tecidual e aumenta a suscetibilidade à exposição óssea e à infecção (Woods & Perry, 2017). Adicionalmente, essa característica anatômica compromete a estabilidade dos implantes, predispondo a falhas mecânicas e complicações pós-operatórias. Por esse motivo, métodos conservadores, como a coaptação externa, demonstram taxas elevadas de insucesso, podendo atingir até 83% em cães de pequeno porte. Dessa forma, recomenda-se o uso de técnicas rígidas de fixação interna, como placas de compressão bloqueadas de baixo perfil, que proporcionam maior estabilidade e favorecem a osteogênese (Garnoeva et al., 2024; An et al., 2024).

De modo geral, os principais fatores de risco para complicações em fraturas de rádio e ulna incluem o comprometimento vascular, a instabilidade mecânica, a idade avançada, o desalinhamento ósseo e as infecções pós-operatórias (Marshall et al., 2022; Garnoeva et al., 2024). Em particular, a pseudoartrose e o retardo de consolidação estão fortemente relacionados à deficiência vascular e à instabilidade do foco de fratura, enquanto a má união decorre principalmente de falhas no alinhamento e na fixação. Já as infecções e refraturas associam-se à exposição óssea e à fragilidade estrutural resultante de múltiplas intervenções cirúrgicas (Cha et al., 2021; Andrade et al., 2025).

Nesse ínterim, o suprimento sanguíneo restrito e a limitada cobertura de tecidos moles tornam as fraturas de rádio e ulna, principalmente as do terço distal, altamente suscetíveis a complicações. Consequentemente, a escolha criteriosa da técnica de estabilização, associada a um manejo pós-operatório rigoroso, é determinante para o sucesso terapêutico (An et al., 2024). Nesse sentido, estratégias que priorizem a preservação da vascularização e assegurem estabilidade mecânica adequada do foco de fratura são essenciais para reduzir a incidência de pseudoartrose, má união e refratura, promovendo recuperação funcional e estrutural mais eficiente (Garnoeva et al., 2024).

5. Importância da anamnese, exame físico e métodos de imagem no diagnóstico de fraturas 

O diagnóstico de fraturas requer uma sequência lógica e estruturada de procedimentos clínicos e complementares. Assim, esta, inicia-se prioritáriamente pela anamnese detalhada e pelo exame físico minucioso, seguidos da aplicação de métodos de imagem apropriados, cuja integração é essencial para a identificação precisa do tipo de fratura, da extensão do comprometimento ósseo e para a definição da conduta terapêutica mais adequada (Sato et al., 2024). Dentre os recursos disponíveis, a radiografia simples permanece o padrão ouro, enquanto técnicas avançadas, como a tomografia computadorizada (TC) e a ultrassonografia, exercem papel complementar em situações específicas, especialmente em fraturas complexas ou de difícil interpretação radiográfica (Khan et al., 2023).

Inicialmente, a anamnese detalhada, associada ao exame ortopédico criterioso, constitui o primeiro e mais importante passo na investigação diagnóstica. Essa etapa permite compreender as circunstâncias do trauma, caracterizar os sinais clínicos apresentados e estimar o tempo de evolução do quadro (Langley‐Hobbs, 2003). Por meio dessa correlação clínica, é possível direcionar a suspeita diagnóstica, reduzir erros de interpretação e identificar fraturas múltiplas ou discretas, que poderiam passar despercebidas em uma avaliação superficial. Além disso, a análise criteriosa dos achados clínicos orienta a escolha da técnica de imagem mais apropriada e delimita as regiões anatômicas prioritárias para exame, evitando a omissão de lesões associadas (Langley‐Hobbs, 2003).

Em continuidade, a radiografia simples mantém-se como o método de primeira escolha na avaliação ortopédica, em virtude de sua ampla disponibilidade, rapidez e excelente custo-benefício. Esse exame fornece informações essenciais sobre o traço de fratura, o grau de desvio, a presença de fragmentação e o alinhamento ósseo (Sato et al., 2024). Para assegurar uma análise completa, recomenda-se a obtenção de radiografias em, pelo menos, duas incidências ortogonais, geralmente anteroposterior e lateral, o que possibilita uma visualização tridimensional aproximada do foco de fratura (Khan et al., 2023). Apesar dessas vantagens, a radiografia apresenta limitações, sobretudo na detecção de fraturas incompletas, microfraturas e lesões em regiões anatômicas complexas, como articulações ou áreas com sobreposição de estruturas (Langley‐Hobbs, 2003). Mesmo assim, sua praticidade e acurácia diagnóstica justificam seu uso como exame inicial na maioria dos casos clínicos.

Em contraste, a tomografia computadorizada (TC) representa um avanço significativo no diagnóstico por imagem, oferecendo maior sensibilidade e detalhamento anatômico em relação à radiografia convencional (Steel et al., 2023). Esse método possibilita a análise tridimensional da fratura, permitindo avaliar com precisão a extensão da fragmentação, o deslocamento dos fragmentos e o envolvimento de superfícies articulares (Stieger-Vanegas et al., 2015). Por esse motivo, a TC é especialmente indicada para o planejamento cirúrgico e em casos em que as radiografias não oferecem interpretação conclusiva. Sua utilidade é particularmente relevante em fraturas cominutivas ou articulares, nas quais o conhecimento detalhado da morfologia óssea é determinante para o sucesso terapêutico (Steel et al., 2023; Borrelli et al., 2002; Crijns et al., 2014).

Sob outra perspectiva, a ultrassonografia vem se destacando como uma ferramenta complementar promissora, especialmente em situações que exigem redução da exposição à radiação, como em filhotes ou animais debilitados (Matschiner et al., 2024). Trata-se de um método não invasivo, de baixo custo e livre de radiação ionizante, que possibilita tanto a detecção de fraturas ocultas quanto o acompanhamento evolutivo da consolidação óssea (Cocco et al., 2022). Apesar de sua elevada sensibilidade e especificidade, o desempenho diagnóstico da ultrassonografia depende consideravelmente da experiência do operador e apresenta limitações em ossos profundos ou em pacientes adultos (Khan et al., 2023; Akinmade et al., 2018).

De forma comparativa, cada método diagnóstico apresenta vantagens e limitações específicas. A radiografia simples sobressai pela praticidade e ampla disponibilidade, sendo indicada como exame inicial, embora possa subestimar a fragmentação óssea (Sato et al., 2024; Khan et al., 2023). A tomografia computadorizada, por sua vez, proporciona visualização tridimensional e detalhada da anatomia, sendo o método de escolha para casos complexos, ainda que limitada por seu custo mais elevado, menor disponibilidade e maior exposição à radiação (Steel et al., 2023; Stieger-Vanegas et al., 2015; Borrelli et al., 2002). Já a ultrassonografia, embora dependente da habilidade do examinador, destaca-se pela segurança e capacidade de monitorar o processo de cicatrização óssea sem riscos de radiação (Cocco et al., 2022; Matschiner et al., 2024).

Portanto, o diagnóstico eficaz de fraturas depende da integração entre avaliação clínica e exames de imagem adequados. A anamnese e o exame físico representam etapas indispensáveis para orientar a suspeita diagnóstica e determinar a necessidade de exames complementares. A radiografia simples mantém-se como o método de referência, enquanto a tomografia computadorizada e a ultrassonografia assumem papel de destaque em contextos específicos, proporcionando maior detalhamento anatômico e detecção precoce de alterações não visíveis radiograficamente (Sato et al., 2024; Steel et al., 2023). Dessa forma, a correlação entre achados clínicos e exames de imagem constitui a base para um diagnóstico ortopédico preciso, seguro e direcionado ao melhor manejo terapêutico.

6. Técnicas de tratamento e fixação de fraturas rádio-ulnar

O tratamento das fraturas de rádio e ulna depende de múltiplos fatores, incluindo o tipo e a localização da fratura, a idade do paciente, o grau de deslocamento e a gravidade do trauma. De modo geral, fraturas cominutivas e segmentares exigem abordagens mais complexas, frequentemente associando métodos de fixação mecânica a estímulos biológicos para favorecer a regeneração óssea (Carrascal-Hernández et al., 2025).

Inicialmente, os métodos conservadores são indicados principalmente para fraturas não desviadas e estáveis, sendo especialmente recomendados em animais jovens, devido ao elevado potencial de remodelação óssea e cicatrização acelerada (Mahendra et al., 2023). Apesar das vantagens relacionadas à menor invasividade, ao baixo custo e à preservação de tecidos moles, essa modalidade terapêutica apresenta limitações importantes, como risco de perda de redução, má união e limitação funcional, especialmente em fraturas instáveis, desviadas ou cominutivas (Cen et al., 2025; Ahmed et al., 2023). Além disso, a imobilização prolongada, frequentemente necessária nesses casos, pode resultar em rigidez articular e atrofia muscular, comprometendo a recuperação funcional (De Bruijn et al., 2023; Patel et al., 2021).

Em continuidade, a fixação interna representa a principal alternativa terapêutica em fraturas instáveis, oferecendo diferentes sistemas e dispositivos adequados a cada tipo de lesão. Os pinos intramedulares, como o sistema ESIN (Elastic Stable Intramedullary Nailing), são menos invasivos, demandam menor tempo cirúrgico e preservam as partes moles, sendo especialmente indicados para fraturas simples da diáfise, sobretudo em pacientes jovens (Mmerem & Beeharry, 2023; Cen et al., 2025). Entretanto, apresentam estabilidade limitada em fraturas cominutivas ou segmentares, nas quais o controle rotacional e axial é mais complexo (Box et al., 2024; Gradl et al., 2016).

As placas e parafusos, por outro lado, continuam sendo o padrão ouro em adultos, pois proporcionam estabilidade superior, alinhamento anatômico preciso e alta taxa de consolidação, sendo particularmente indicados para fraturas cominutivas, desviadas ou intraarticulares (Roh et al., 2015; Box et al., 2024). Contudo, sua aplicação requer dissecção mais extensa, o que pode aumentar o risco de lesão de tecidos moles, infecção e comprometimento vascular (Mmerem & Beeharry, 2023; Cen et al., 2025). Hastes intramedulares bloqueadas surgem como alternativa moderna, oferecendo estabilidade angular e preservação da vascularização periosteal, sendo indicadas em fraturas segmentares e multifragmentadas, ainda que sua implantação possa ser tecnicamente exigente (Edwards et al., 2011).

Sob outra perspectiva, a fixação externa desempenha papel relevante em fraturas expostas, cominutivas, instáveis ou em situações em que há comprometimento de partes moles. Sistemas de fixadores tipo Ia, II e híbridos oferecem estabilização eficaz e permitem ajustes pós-operatórios, além de possibilitar o manejo em casos de infecção ou trauma extenso (Dunning et al., 2001; Abdelsala et al., 2022). Os fixadores híbridos, como o Ilizarov, proporcionam estabilidade comparável à das placas em fraturas complexas, preservando a integridade dos tecidos e a vascularização local (Krishnan et al., 2003). No entanto, apresentam desvantagens como infecção nos pinos, desconforto ao paciente e necessidade de monitoramento intensivo (Abdelsala et al., 2022).

Nos casos de falhas ósseas, não união ou perda de substância, os enxertos ósseos e biomateriais assumem papel fundamental no estímulo à osteogênese. Os enxertos autólogos permanecem como o padrão ouro, devido à sua capacidade de promover osteogênese, osteoindução e osteocondução de forma simultânea (Carrascal-Hernández et al., 2025; De Pace et al., 2025). Em contrapartida, os biomateriais sintéticos, incluindo biocerâmicas, vidros bioativos, polímeros e scaffolds incorporados com fatores de crescimento, apresentam resultados promissores na regeneração de fraturas cominutivas e defeitos ósseos críticos (Simpson et al., 2020; Shams et al., 2023). Todavia, tais materiais ainda enfrentam limitações quanto à resistência mecânica, integração biológica e custo, além de disponibilidade restrita em contextos clínicos rotineiros (Kowalczewski & Saul, 2018; De Pace et al., 2025).

De forma comparativa, observa-se que cada método de tratamento apresenta vantagens e restrições específicas. Os métodos conservadores são adequados para fraturas estáveis em animais jovens, por sua natureza menos invasiva e custo reduzido, embora apresentem risco de má união e instabilidade (Mahendra et al., 2023; Ahmed et al., 2023). Os pinos intramedulares, indicados para fraturas simples da diáfise, favorecem boa remodelação óssea, mas oferecem menor estabilidade em fraturas cominutivas (Box et al., 2024; Gradl et al., 2016). As placas e parafusos destacam-se pela estabilidade e precisão anatômica, sendo a escolha preferencial em fraturas complexas, embora demandem maior exposição cirúrgica (Roh et al., 2015; Mmerem & Beeharry, 2023). Fixadores externos e híbridos são vantajosos para preservar tecidos moles e ajustar o alinhamento no pós-operatório, mas podem causar infecção nos pinos e desconforto prolongado (Abdelsala et al., 2022; Krishnan et al., 2003). Por fim, os enxertos e biomateriais representam alternativas valiosas para não uniões e defeitos ósseos, apesar das limitações econômicas e estruturais (Carrascal-Hernández et al., 2025; De Pace et al., 2025).

Dessa maneira, a escolha do método de fixação ideal deve considerar as características biomecânicas da fratura, as condições da paciente e a experiência do cirurgião. A tendência atual na ortopedia veterinária combina fixação estável, mínima invasão e estímulo biológico, buscando otimizar o reparo ósseo e reduzir complicações. A integração entre técnicas mecânicas e biotecnológicas representa o futuro do tratamento das fraturas de rádio e ulna em pequenos animais, promovendo recuperação funcional mais rápida, consolidação eficaz e menor morbidade cirúrgica (Cen et al., 2025; Carrascal-Hernández et al., 2025).

7. Cicatrização e consolidação óssea em cães

A consolidação óssea em cães constitui um processo biológico dinâmico e multifatorial, composto por fases sequenciais e interdependentes, que envolvem eventos celulares, moleculares e biomecânicos. Esse processo é profundamente influenciado por condições locais e sistêmicas, bem como pela complexidade da fratura. De forma geral, fraturas simples apresentam cicatrização mais previsível, enquanto fraturas cominutivas ou segmentares demandam maior tempo de reparo e exibem maior propensão a complicações (Artemiev et al., 2021; Andrade et al., 2025).

Inicialmente, o reparo ósseo tem início com a fase inflamatória, que ocorre imediatamente após a fratura, favorecendo à organização do microambiente de cicatrização. Essa fase é caracterizada pela formação do hematoma no foco da fratura, pelo recrutamento de células inflamatórias, como neutrófilos, macrófagos e linfócitos, e pelo início da angiogênese, que restaura a perfusão local e prepara o leito vascular para a regeneração óssea (Maruyama et al., 2020; Yahara et al., 2021). Consequentemente, essa etapa inicial estabelece as bases fisiológicas necessárias para a progressão do processo reparativo (Artemiev et al., 2021).

Em continuidade, ocorre a fase reparadora, caracterizada pela formação do calo mole cartilaginoso, que atua como estrutura provisória de estabilização do foco de fratura. Posteriormente, esse calo sofre mineralização e é gradualmente substituído por calo ósseo duro, processo mediado por ossificação endocondral e intramembranosa. A vascularização é fator determinante para o sucesso dessa fase, pois fornece oxigênio, nutrientes e células osteoprogenitoras necessárias à diferenciação osteoblástica (Hu & Olsen, 2016; Yahara et al., 2021). A ausência ou comprometimento da irrigação local está intimamente associado à formação de calo disfuncional e retardo na consolidação (Maruyama et al., 2020).

Na fase final, conhecida como fase de remodelação, o calo ósseo é progressivamente substituído por osso lamelar organizado, conferindo resistência e restaurando a arquitetura original do tecido (Artemiev et al., 2021; Yahara et al., 2021). Durante essa etapa, osteoclastos e osteoblastos atuam em equilíbrio dinâmico, remodelando as trabéculas e reestabelecendo a estrutura cortical e medular. O sucesso dessa fase depende de fatores como estabilidade mecânica, estímulo funcional adequado e ausência de infecção ou inflamação crônica.

Sob uma perspectiva clínica, a consolidação óssea é influenciada por diversos fatores biológicos e mecânicos. A estabilidade do foco de fratura é um dos elementos mais determinantes, uma vez que a fixação adequada favorece a formação e maturação do calo, enquanto a instabilidade mecânica leva à formação de tecido fibroso e ao risco de retardo de consolidação ou não união (Andrade et al., 2025; Artemiev et al., 2021). Além disso, a vascularização adequada é imprescindível para a osteogênese, visto que o déficit no suprimento sanguíneo reduz a perfusão do foco de fratura e está associado a atraso no reparo (Hu & Olsen, 2016; Risselada et al., 2006).

Outro fator relevante é a presença de infecção, que prolonga a fase inflamatória e altera a diferenciação celular, podendo evoluir para pseudoartrose (Andrade et al., 2025). A idade do animal também exerce influência significativa: cães jovens apresentam intensa atividade osteoblástica e rápida remodelação, enquanto animais idosos exibem resposta inflamatória mais lenta e menor formação de calo (Risselada et al., 2005; López et al., 2019). Adicionalmente, deficiências nutricionais e comorbidades metabólicas, como diabetes e doenças endócrinas, prejudicam todas as fases do reparo ósseo (Artemiev et al., 2021; López et al., 2019).

De modo comparativo, as fraturas simples tendem a consolidar mais rapidamente e com formação de calo ósseo regular e funcional, apresentando menor risco de complicações pós-operatórias (Andrade et al., 2025; Risselada et al., 2005). Por outro lado, as fraturas cominutivas ou segmentares implicam maior destruição óssea, instabilidade e déficit vascular, resultando em tempo de consolidação prolongado e aumento na incidência de falhas de implantes e retardo de reparo (Dudley et al., 1997; Johnson et al., 1998). Nessas situações, o calo formado tende a ser irregular e biomecanicamente instável, comprometendo o alinhamento e a resistência do osso regenerado.

Assim, o processo de consolidação óssea em cães envolve uma sequência coordenada de eventos biológicos e mecânicos, cuja eficiência depende de fatores intrínsecos como idade, vascularização, estabilidade e extrínsecos, como nutrição, técnica cirúrgica e presença de infecção. A compreensão detalhada dessas fases contribui para o sucesso clínico e o restabelecimento funcional do membro afetado (Andrade et al., 2025; Artemiev et al., 2021).

8. Prognóstico e reabilitação de fraturas radiais e ulnar 

O prognóstico das fraturas de rádio e ulna em cães depende diretamente de fatores anatômicos, biomecânicos e terapêuticos, como o tipo e a localização da fratura, o método de fixação utilizado, o porte do animal e a implementação de fisioterapia pós-operatória. De forma geral, cães de pequeno porte com fraturas distais simples tratadas por meio de fixação interna rígida, como placas, fixadores externos ou técnicas minimamente invasivas ,apresentam taxas de consolidação superiores a 95%, com recuperação funcional completa do membro torácico (Swepson et al., 2024; Aikawa et al., 2018; Higuchi & Katayama, 2021). Em contrapartida, fraturas cominutivas, segmentares ou de alta energia apresentam maior risco de complicações, como retardo de consolidação, falha de implante e infecção pós-operatória, embora o desfecho clínico geralmente seja favorável quando são adotadas técnicas adequadas de estabilização (Andrade et al., 2025; Marshall et al., 2022; Swepson et al., 2024).

Em continuidade, estudos recentes evidenciam que, mesmo em raças toy, o risco de não união óssea não é significativamente aumentado quando métodos modernos de fixação e princípios de osteossíntese biológica são aplicados, demonstrando que o sucesso do reparo está mais relacionado à técnica cirúrgica e ao controle pós-operatório do que ao porte do animal (Marshall et al., 2022; Aikawa et al., 2018).

Sob outra perspectiva, a fisioterapia e a mobilização controlada desempenham papel decisivo na recuperação funcional pós-fratura. Essas intervenções previnem atrofia muscular, rigidez articular e fibrose periarticular, além de promoverem estímulo à formação de calo ósseo de melhor qualidade (Brown & Tomlinson, 2021). Protocolos individualizados, baseados na fase de consolidação e no tipo de fixação, devem incluir exercícios passivos, alongamentos, hidroterapia e estímulos proprioceptivos, os quais favorecem o restabelecimento precoce da função locomotora e reduzem o tempo de recuperação (Brown & Tomlinson, 2021; Swepson et al., 2024).

Em relação ao tempo de consolidação, observa-se que o período médio de cicatrização radiográfica das fraturas de rádio e ulna em cães varia entre 6 e 12 semanas, correspondendo a aproximadamente 45 a 90 dias, dependendo da complexidade da fratura, da idade da paciente e da técnica de fixação utilizada (Aikawa et al., 2019; Marshall et al., 2022; Swepson et al., 2024). Mais de 90% dos cães recuperam função normal ou quase normal do membro, mesmo em fraturas complexas, desde que não ocorram complicações como infecção profunda ou falha de implante (Higuchi & Katayama, 2021; Andrade et al., 2025).

Por outro lado, as complicações mais frequentes incluem infecção do sítio cirúrgico, retardo de consolidação e falha mecânica dos implantes, especialmente em animais idosos, imunossuprimidos ou em fraturas cominutivas que comprometem a vascularização local (Andrade et al., 2025; Marshall et al., 2022). A ocorrência dessas complicações prolonga o tempo de recuperação e pode demandar procedimentos adicionais, como revisões cirúrgicas ou enxertos ósseos.

Deve-se destacar ainda que o prognóstico funcional varia conforme o padrão e a localização da fratura. Fraturas simples e distais em cães toy ou de pequeno porte apresentam excelente prognóstico, com tempo médio de consolidação entre 6 e 9 semanas e baixíssima taxa de complicações (Aikawa et al., 2019; Swepson et al., 2024). Em contrapartida, fraturas cominutivas ou multifragmentadas exigem períodos mais longos de recuperação, variando entre 8 a 16 semanas e possuem prognóstico de bom a reservado, devido à maior propensão a retardo de consolidação e infecção (Andrade et al., 2025; Marshall et al., 2022; Swepson et al., 2024).

Por fim, a implementação precoce de fisioterapia e reabilitação assistida é um fator determinante para o sucesso do tratamento ortopédico. A mobilização controlada e o uso de terapias complementares, como laserterapia, eletroestimulação e hidroterapia, promovem melhor alinhamento funcional e reduzem significativamente o tempo total de consolidação, podendo melhorar o desempenho locomotor e a qualidade de vida da paciente (Brown & Tomlinson, 2021; Swepson et al., 2024).

Nesse sentido, o prognóstico das fraturas de rádio e ulna em cães pode ser considerado favorável, desde que o tratamento cirúrgico seja adequadamente planejado e complementado por fisioterapia individualizada. A integração entre fixação estável, monitoramento radiográfico e reabilitação precoce constitui o tripé essencial para a recuperação funcional plena e para a prevenção de complicações tardias (Andrade et al., 2025; Swepson et al., 2024).

3 METODOLOGIA 

O presente estudo se configura como um Relato de Caso Clínico-Cirúrgico, caracterizado por sua natureza descritiva e qualitativa, que visa detalhar a terapêutica de uma lesão de alta complexidade em um paciente canino, fêmea, de quatro anos de idade, da raça Chow Chow, atendido após trauma automobilístico, apresentando claudicação grave e instabilidade no membro torácico direito. Como instrumentos de coleta de dados iniciais, foram realizadas radiografias digitais nas projeções mediolateral e craniocaudal do membro afetado, que confirmaram o diagnóstico de fratura completa cominutiva do rádio e fratura completa segmentar da ulna, ambas localizadas na diáfise média. Diante da fragmentação óssea, optou-se pela fixação interna rígida com placa em função de ponte no rádio, visando a consolidação secundária. O procedimento cirúrgico foi conduzido sob anestesia geral inalatória, com o paciente em decúbito dorsal. Após preparo asséptico rigoroso e acesso cirúrgico craniolateral do rádio, foi implantada uma placa de aço de 3,5 mm, fixada com seis parafusos bloqueados bicorticais, três proximais e três distais à área cominutiva. Essa configuração bloqueada foi escolhida para garantir estabilidade angular e axial, minimizando a manipulação direta dos fragmentos ósseos. No pós-operatório imediato, foi instituído um protocolo de analgesia multimodal e antibioticoterapia profilática. A recuperação foi minuciosamente acompanhada por meio de reavaliações clínicas periódicas e exames radiográficos de acompanhamento.

4 RELATO DE EXPERIÊNCIA 

O presente relato descreve a técnica cirúrgica, os aspectos anatômicos e biomecânicos envolvidos e a evolução pós-operatória de um caso de fratura cominutiva de rádio associada a fratura segmentar de ulna em um cão da raça Chow Chow. O objetivo do estudo foi analisar a aplicabilidade da técnica de fixação interna com placa em função de ponte no tratamento de fraturas complexas de ossos longos em pequenos animais, correlacionando os achados clínicos e radiográficos com o processo de consolidação óssea.

Trata-se de um paciente canino, fêmea, quatro anos de idade, atendido após trauma automobilístico, apresentando claudicação grave e instabilidade no membro torácico direito. Radiografias iniciais revelaram fratura completa cominutiva do rádio e fratura completa segmentar da ulna, ambas localizadas na diáfise média do membro acometido (Figura 1). Diante da gravidade da lesão e da fragmentação óssea, optou-se por fixação interna rígida com placa em função de ponte, técnica indicada em fraturas cominutivas por preservar o suprimento vascular periosteal e proporcionar estabilidade mecânica adequada para consolidação secundária.

Figura 1. Radiografia radial e ulnar pré-operatória vistas medial e cranial (30/10/2025)

Fonte: Acervo pessoal, 2025

O procedimento cirúrgico foi realizado sob anestesia geral inalatória, com o animal em decúbito dorsal. Após tricotomia, limpeza e antissepsia do local foi feito o acesso craniolateral do rádio, após exposição óssea e adequado alinhamento ósseo foi implantada placa de aço 3,5 mm fixada com seis parafusos bloqueados bicorticais, três na porção proximal e três na distal da placa, de modo a atuar como ponte sobre o foco fraturário. A configuração bloqueada garantiu estabilidade angular e axial, evitando compressão direta sobre os fragmentos cominutivos. O exame radiográfico de controle transoperatório pode ser observado na Figura 2.

Figura 2. Radiografia de controle trans-operatório nas vistas medial e cranial (31/10/25)

Fonte: Acervo pessoal, 2025

No pós-operatório imediato, a paciente recebeu analgesia multimodal e antibioticoterapia profilática. A recuperação foi acompanhada por meio de reavaliações clínicas e radiográficas periódicas. A partir da terceira semana, foi introduzida fisioterapia leve para manutenção da mobilidade articular e prevenção de atrofia muscular. Na quarta semana, observou-se boa resposta clínica, sem sinais de dor ou inflamação local. 

O exame radiográfico de acompanhamento, realizado em projeções mediolateral e craniocaudal do membro torácico direito, evidenciou presença de implantes metálicos ortopédicos em face cranial do rádio, compostos por uma placa e seis parafusos transcorticais, distribuídos em três na região proximal e três na distal da placa, sem sinais de invasão articular ou lucência peri-implantar. Observou-se leve afastamento da placa e do parafuso proximal, associado a discreta reação periosteal lisa, compatível com processo adaptativo local, sem comprometimento da estabilidade do sistema. O exame radiográfico de pós-operatório tardio (06 meses) e (09 meses) que podem ser observados nas Figura 3 e 4, respectivamente.

Figura 3. Radiografia rádio-ulnar canina em pós-operatório tardio de 6 meses (26/04/25)

Fonte: Acervo pessoal, 2025

Figura 4. Radiografia rádio-ulnar canina em pós-operatório tardio de 9 meses (13/09/25)

Fonte: Acervo pessoal, 2025

Em relação ao osso radial, o estudo radiográfico demonstrou consolidação completa da fratura no terço médio-distal, com remodelamento ósseo mais evidente na porção caudomedial e ausência de descontinuidade cortical, indicando cicatrização efetiva e adequada osteogênese.

Por outro lado, a ulna apresentou duas áreas de descontinuidade óssea, no terço médio e distal, com afastamento moderado dos segmentos proximais e formação de calo ósseo exuberante na porção adjacente, compatível com não união hipertrófica. Na região distal, observou-se ausência de calo ósseo entre os fragmentos, discreta esclerose das bordas fraturárias e deslocamento lateral do fragmento distal, sugerindo não união atrófica. Essas alterações indicam consolidação incompleta da ulna, possivelmente decorrente de déficit de vascularização local e distribuição assimétrica de carga, comuns em fraturas radio-ulnares complexas de cães.

Os demais segmentos ósseos, úmero distal e ossos do carpo, apresentaram aspectos radiográficos preservados, sem fraturas, fissuras ou alterações degenerativas. As articulações úmero-rádio-ulnar, radiocárpica, intercarpianas e carpometacarpianas mantiveram adequada congruência e alinhamento, sem evidência de luxações ou subluxações.

DISCUSSÃO 

A paciente canina da presente casuística apresentou fratura cominutiva do rádio e fratura segmentar da ulna, ambas localizadas na diáfise média, decorrente de trauma automobilístico. Com isso, fraturas distais do antebraço são particularmente frequentes em cães de pequeno a médio porte, sendo os traumas de alta energia, como atropelamentos, uma das principais causas relatadas na literatura (Libardoni et al., 2015; Andrade et al., 2025).

A técnica cirúrgica escolhida foi a fixação interna com placa bloqueada em função de ponte, fixada com seis parafusos bicorticais, três proximais e três distais. Essa técnica visa a manutenção do alinhamento ósseo e o favorecimento da formação de calo por meio da estabilidade da fratura, conforme descrito por Muroi et al., (2021) e Kumar et al. (2023). Ademais, a opção por essa técnica se justifica diante da impossibilidade de reconstrução anatômica da fratura cominutiva, sendo a função de ponte uma alternativa viável para preservar a vascularização local e permitir a consolidação óssea (Vezzoni et al., 2021).

Radiograficamente, observou-se boa evolução da fratura do rádio, com sinais evidentes de consolidação óssea e remodelamento. Já a ulna apresentou sinais de não união, associada a deslocamento de fragmentos. Conforme Hughes & Centner (2023), a ulna apresenta menor capacidade de reparação óssea em razão da sua vascularização limitada e do menor estímulo funcional durante a fase de apoio. Além disso, o padrão segmentar da fratura dificulta a formação de calo ósseo contínuo, como já discutido por Konstantinou et al. (2024)

Ainda que o uso de enxertos ósseos ou substitutos biomateriais possa beneficiar fraturas segmentares, tais recursos não foram utilizados neste caso. De acordo com Xu et al. (2024), a associação de estímulo osteoindutor com fixação rígida pode acelerar a formação de osso em áreas com suprimento vascular prejudicado. No presente relato, optou-se apenas pela estabilização mecânica, com resposta clínica funcional positiva, porém incompleta para a ulna do ponto de vista radiográfico.

Durante o acompanhamento clínico, a paciente manteve a função de membro satisfatória, sem claudicação visível, mesmo com a não união ulnar. Esse dado corrobora os achados de Mie et al. (2020) e Muroi et al. (2022), que indicam que a consolidação do rádio isoladamente pode ser suficiente para restaurar a funcionalidade em cães de médio porte, visto que esse osso suporta a maior parte da carga axial durante a marcha.

5 CONCLUSÃO/CONSIDERAÇÕES FINAIS

Assim, a escolha da fixação interna rígida com placa em função de ponte no rádio demonstrou ser eficaz para o manejo de fratura cominutiva grave do rádio, fornecendo a estabilidade mecânica necessária para a consolidação secundária e preservando o suprimento vascular periosteal, conforme preconizado na biomecânica de fraturas.

Ademais, o caso trouxe à luz a desafios inerentes ao tratamento de fraturas complexas de ossos longos, destacando alterações observadas na ulna. O desenvolvimento de sinais radiográficos de não união hipertrófica e atrófica na ulna, apesar da estabilidade conferida ao rádio, sugere a ocorrência de déficits de vascularização local e a complexa distribuição de carga entre os dois ossos do antebraço. Tais achados reforçam a necessidade de considerar a ulna, mesmo em seu papel secundário de suporte, como um fator crítico no plano de tratamento. 

Em termos de perspectivas futuras, este relato serve como base para a discussão da necessidade de métodos complementares de fixação ou enxertia óssea em fraturas segmentares de ulna associadas a fraturas complexas de rádio, a fim de mitigar o risco de não união. Recomenda-se a realização de estudos clínicos que comparem diferentes abordagens na ulna em casos semelhantes para otimizar o processo de consolidação global e garantir uma reabilitação funcional completa e rápida para o paciente.

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1 Graduado em Medicina Veterinária pela Faculdade Pio Décimo, Discente do Curso Superior de Especialização em Ortopedia e Neurocirurgia Veterinária da Associação Nacional dos Clínicos Veterinários de Pequenos Animais do Estado de São Paulo (ANCLIPEVA-SP). e-mail: jvmbtelerradiologia@gmail.com
2 Graduado em Medicina Veterinária pela Faculdade Pio Décimo, Especialista em Reprodução Animal e Biotécnicas Afins pela Faculdade Pio Décimo, Mestre em Sanidade e Reprodução em Ruminantes pela Universidade Federal Rural de Pernambuco e Doutor em Medicina Veterinária pela Universidade Federal Rural de Pernambuco, Docente do Curso Superior de Especialização em Ortopedia e Neurocirurgia Veterinária da Associação Nacional dos Clínicos Veterinários de Pequenos Animais do Estado de São Paulo (ANCLIPEVASP). e-mail: fragaam@gmail.com