FENOTIPAGEM BASEADA EM CLUSTERS E HETEROGENEIDADE  CLÍNICO-BIOLÓGICA NA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA COM  FRAÇÃO DE EJEÇÃO PRESERVADA (HFPEF): UMA REVISÃO SISTEMÁTICA 

CLUSTER-BASED PHENOTYPING AND CLINICO-BIOLOGICAL  HETEROGENEITY IN HEART FAILURE WITH PRESERVED  EJECTION FRACTION (HFPEF): A SYSTEMATIC REVIEW 

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ch10202602141414


Jorge Eberson de Oliveira Santana1; Artur Cristian de Carvalho Lima¹; Bárbara Rodrigues Ferreira¹; Cecília Maria de Alencar Sampaio Bomfim¹; Emanuel Levi da Silva¹; Luan Bezerra Matias dos Santos¹; Luize Caroline Sampaio de Oliveira¹; Maria Ianne Ferreira Silva¹; Maria Tereza Batista Lacerda¹; Marina Pinheiro de Carvalho¹; Sauanny Evelyn Salviano Antero de Sousa¹


Resumo 

Introdução: A insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (HFpEF) apresenta elevada  heterogeneidade clínica e biológica, o que limita modelos classificatórios centrados exclusivamente na  fração de ejeção. Objetivo: Sintetizar criticamente as evidências sobre fenotipagem baseada em clusters  na HFpEF e sua relação com assinaturas clínico-biológicas, enfatizando inflamação sistêmica e  envolvimento multiorgânico. Metodologia: Realiza-se revisão sistemática conduzida conforme as  diretrizes PRISMA, com busca estruturada em bases indexadas e seleção de estudos que empregam  clusterização e aprendizado de máquina para identificação de subgrupos em HFpEF, incluindo análises  clínicas, biomoleculares e funcionais. Resultados: Os estudos selecionados identificam fenótipos  distintos, definidos por padrões de comorbidades e por assinaturas moleculares recorrentes, com  integração entre eixos inflamatório, metabólico e cardiorrenal, além de evidências de participação  extracardíaca relevante, sugerindo que o coração atua como órgão-alvo de um processo sistêmico mais  amplo. Conclusão: A HFpEF configura-se como espectro multissistêmico clinicamente e  biologicamente heterogêneo, e a fenotipagem por clusters constitui arcabouço robusto para integrar  dimensões clínicas e biológicas, sustentando a necessidade de estratificação orientada por fenótipos e  de modelos analíticos mais adequados à complexidade da doença. 

Palavras-chave: Insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (HFpEF).  Fenotipagem por clusters. Heterogeneidade clínico-biológica. Inflamação sistêmica. Revisão  sistemática. 

Abstract 

Introduction: Heart failure with preserved ejection fraction (HFpEF) exhibits marked clinical  and biological heterogeneity, which limits classification models centered exclusively on  ejection fraction. Objective: To critically synthesize evidence on cluster-based phenotyping in  HFpEF and its relationship with clinico-biological signatures, emphasizing systemic  inflammation and multiorgan involvement. Methodology: A systematic review was conducted  according to PRISMA guidelines, with a structured search in indexed databases and selection  of studies employing clustering and machine learning techniques to identify HFpEF subgroups,  including clinical, biomolecular, and functional analyses. Results: The selected studies identify  distinct phenotypes defined by comorbidity patterns and recurrent molecular signatures, with  integration across inflammatory, metabolic, and cardiorenal axes, as well as evidence of  significant extracardiac involvement, suggesting that the heart acts as a target organ of a broader  systemic process. Conclusion: HFpEF represents a clinically and biologically heterogeneous  multisystem spectrum, and cluster-based phenotyping constitutes a robust framework for  integrating clinical and biological dimensions, supporting the need for phenotype-oriented  stratification and analytical models better suited to the complexity of the disease. 

Keywords: Heart failure with preserved ejection fraction (HFpEF). Cluster-based phenotyping.  Clinico-biological heterogeneity. Systemic inflammation. Systematic review.

1 INTRODUÇÃO 

A insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (HFpEF) tem se consolidado  como uma das principais formas de insuficiência cardíaca na prática clínica contemporânea,  particularmente em populações envelhecidas, associando-se a elevada morbidade,  hospitalizações recorrentes e comprometimento funcional significativo. Apesar dos avanços  diagnósticos, os desfechos clínicos permanecem desfavoráveis, evidenciando limitações  importantes nas abordagens terapêuticas atualmente disponíveis e reforçando a relevância dessa  condição como problema crescente de saúde pública (BAIDYA, 2026). 

Observações clínicas recentes têm demonstrado que pacientes com HFpEF apresentam  perfis altamente heterogêneos, frequentemente caracterizados por combinações variáveis de  comorbidades cardiovasculares e sistêmicas, incluindo obesidade, diabetes mellitus, fibrilação  atrial e doença renal crônica. Essa diversidade de apresentações clínicas contribui para  trajetórias prognósticas distintas e dificulta a aplicação de estratégias terapêuticas uniformes,  sugerindo que a HFpEF representa um espectro de condições clínicas mais amplo do que uma  entidade única (BONFIOLI, 2025). 

Estudos populacionais de grande escala forneceram evidências objetivas dessa  heterogeneidade ao identificar subgrupos clínicos distintos entre indivíduos com HFpEF,  associados a diferenças significativas em características basais, carga de comorbidades e  desfechos clínicos. A identificação desses clusters reforça a noção de que abordagens baseadas  exclusivamente em parâmetros convencionais não são suficientes para capturar a complexidade  da síndrome, apontando para a necessidade de modelos classificatórios mais refinados (UIJL,  2021). 

Paralelamente, revisões metodológicas têm destacado as limitações da classificação da  insuficiência cardíaca fundamentada predominantemente na fração de ejeção ventricular  esquerda, demonstrando que esse parâmetro isolado não reflete adequadamente a variabilidade  clínica nem permite discriminar subgrupos com relevância prognóstica ou terapêutica. Esse  reconhecimento tem impulsionado a busca por estratégias alternativas capazes de integrar  múltiplas dimensões clínicas e sistêmicas na caracterização da HFpEF (SUN, 2022). 

Nesse contexto, abordagens baseadas em machine learning emergem como ferramentas  promissoras para a identificação de padrões não lineares e para a estratificação fenotípica de pacientes com HFpEF, possibilitando a detecção de agrupamentos clínicos que escapam às  análises estatísticas tradicionais. A aplicação dessas técnicas tem ampliado a compreensão da  heterogeneidade da síndrome e reforçado o potencial da inteligência artificial como suporte à  medicina personalizada nesse cenário (POTOUPNI, 2025). 

Entretanto, mesmo com o avanço dessas metodologias, permanece a limitação dos  modelos prognósticos atualmente disponíveis, os quais frequentemente apresentam  desempenho inconsistente em populações com HFpEF. Tal lacuna evidencia a necessidade de  abordagens integradas que incorporem dados clínicos, funcionais e computacionais, visando  uma estratificação de risco mais precisa e alinhada à complexidade biológica da doença  (KOSMALA, 2024). 

Diante desse panorama, o presente estudo tem como objetivo analisar criticamente as  evidências contemporâneas sobre a fenotipagem clínico-biológica da HFpEF, com ênfase na  heterogeneidade clínica, na identificação de subgrupos por técnicas de machine learning e nas  implicações prognósticas e terapêuticas associadas a esses fenótipos. 

A justificativa desta investigação fundamenta-se na necessidade de aprimorar a  compreensão da HFpEF como síndrome multifacetada, reconhecendo suas distintas trajetórias  clínicas e os limites das abordagens tradicionais de classificação e manejo. Ao integrar achados  recentes da literatura, este trabalho busca contribuir para o desenvolvimento de estratégias mais  individualizadas, com potencial impacto na prática clínica e na formulação de modelos  assistenciais mais eficazes, reforçando a relevância teórica e aplicada da pesquisa no contexto  atual da cardiologia. 

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA OU REVISÃO DA LITERATURA 

Estudos recentes têm demonstrado que a insuficiência cardíaca com fração de ejeção  preservada (HFpEF) não pode ser compreendida como uma entidade clínica uniforme, mas sim  como um conjunto de apresentações distintas caracterizadas por diferentes perfis demográficos,  cargas de comorbidades e manifestações clínicas. A partir da análise de grandes coortes, foi  possível identificar agrupamentos clínicos reprodutíveis, nos quais variáveis como idade,  fibrilação atrial, obesidade, doença renal crônica e doença arterial coronariana se organizam de maneira não aleatória, sugerindo a existência de subpopulações com trajetórias clínicas  próprias, o que desafia modelos classificatórios simplificados (UIJL, 2021). 

A ampliação desse conceito ocorreu com propostas de estratificação etiológica que  buscaram diferenciar formas idiopáticas de HFpEF daquelas secundárias a sobrecarga  hemodinâmica ou acometimento miocárdico direto. Essa abordagem evidenciou que uma  parcela relevante dos pacientes apresenta causas estruturais ou funcionais potencialmente  identificáveis, enquanto outros exibem um perfil predominantemente sistêmico, reforçando a  ideia de que a origem fisiopatológica exerce influência significativa sobre a expressão clínica  da síndrome (FAYOL, 2022). 

Investigações realizadas em populações não ocidentais corroboraram a heterogeneidade  observada, demonstrando que mesmo em contextos com menor prevalência de obesidade é  possível reconhecer fenótipos distintos, incluindo grupos dominados por disfunção  cardiorrenal, fibrilação atrial ou remodelamento ventricular. Esses achados indicam que a  variabilidade da HFpEF não depende exclusivamente de fatores ambientais específicos, mas  reflete mecanismos subjacentes mais amplos, presentes em diferentes cenários populacionais  (KYODO, 2023). 

A incorporação de dados de imagem cardíaca avançada permitiu aprofundar essa  caracterização ao revelar padrões cardiometabólicos divergentes e diferenças estruturais  associadas ao sexo biológico. Observou-se que mulheres tendem a apresentar maior rigidez  ventricular e alterações microvasculares, enquanto homens exibem maior carga de  multimorbidade metabólica, sugerindo trajetórias distintas de remodelamento cardíaco e  reforçando a necessidade de considerar determinantes sexo-específicos na compreensão da  HFpEF (BERTRAND, 2025). 

Paralelamente às evidências clínicas, análises baseadas em biomarcadores plasmáticos  demonstraram que os agrupamentos observados apresentam assinaturas moleculares distintas,  envolvendo marcadores inflamatórios, metabólicos e de disfunção renal. Esses perfis biológicos  reforçam que a heterogeneidade da HFpEF possui fundamento molecular, indicando que  diferentes vias patológicas podem predominar em subgrupos específicos, o que amplia o  entendimento da síndrome para além de suas manifestações clínicas aparentes (WOOLLEY,  2021).

Revisões sistemáticas de estudos que aplicaram técnicas de aprendizado de máquina  apontaram a convergência de variáveis associadas a maior gravidade clínica, incluindo  hipertensão, diabetes mellitus, comprometimento renal e mediadores inflamatórios. A  recorrência desses elementos em diferentes coortes sugere a presença de um eixo inflamatório– metabólico–renal comum a formas mais complexas da HFpEF, consolidando o conceito de  síndrome sistêmica multiorgânica (RABKIN, 2022). 

A análise proteômica ampliou essa perspectiva ao demonstrar que grande parte das  proteínas diferencialmente expressas em indivíduos com HFpEF não se origina do tecido  cardíaco, mas de órgãos periféricos como fígado, rim e tecido adiposo. Esses achados sustentam  a noção de que o coração atua como órgão-alvo de um processo sistêmico mais amplo,  caracterizado por alterações metabólicas e inflamatórias disseminadas, deslocando o foco  exclusivo do miocárdio na fisiopatologia da doença (ANDRZEJCZYK, 2024). 

Sob o ponto de vista imunológico, modelos contemporâneos descrevem a HFpEF como  resultado de inflamação crônica de baixo grau, envolvendo ativação persistente de células  imunes, disfunção endotelial e remodelamento intersticial. Essa estrutura conceitual integra  fatores de risco tradicionais a mecanismos imunes e vasculares, oferecendo uma interpretação  mais abrangente da progressão da síndrome e de sua natureza multissistêmica (SMART, 2023). 

Apesar desses avanços, permanece evidente a limitação da classificação da insuficiência  cardíaca baseada predominantemente na fração de ejeção ventricular esquerda. Revisões  metodológicas têm destacado que esse parâmetro isolado não captura adequadamente a complexidade clínica da HFpEF, nem permite discriminar subgrupos biologicamente distintos,  o que motiva a busca por modelos mais integrativos (SUN, 2022). 

Nesse contexto, análises críticas do fenomapeamento ressaltam que, embora os  fenótipos identificados sejam plausíveis do ponto de vista clínico e biológico, ainda existem  desafios relacionados à reprodutibilidade e à sobreposição entre grupos, indicando a  necessidade de padronização metodológica e validação externa mais robusta para consolidar  esses achados no campo científico (PETERS, 2022). 

A aplicação de técnicas de machine learning tem sido proposta como abordagem  exploratória capaz de integrar múltiplas dimensões de dados e revelar padrões não lineares  subjacentes à HFpEF. Esses métodos oferecem potencial para refinar a caracterização  fenotípica e ampliar a compreensão da heterogeneidade da síndrome, embora sua incorporação à prática clínica ainda dependa de desenvolvimento metodológico adicional e de maior  transparência interpretativa (POTOUPNI, 2025). 

Adicionalmente, a performance limitada dos modelos prognósticos tradicionais em  populações com HFpEF evidencia lacunas importantes na estratificação de risco, reforçando a  necessidade de ferramentas que considerem simultaneamente variáveis clínicas, funcionais e  sistêmicas. Essa insuficiência dos escores convencionais destaca a complexidade inerente à  HFpEF e sustenta a busca por abordagens mais abrangentes (KOSMALA, 2024). 

Em síntese, a literatura contemporânea converge para o reconhecimento da HFpEF  como uma condição altamente heterogênea, sustentada por múltiplos mecanismos clínicos e  biológicos, na qual fatores metabólicos, inflamatórios e multiorgânicos interagem de forma  dinâmica. Apesar do avanço conceitual proporcionado pela identificação de fenótipos e pela  aplicação de métodos computacionais, persistem lacunas relevantes na compreensão integrada  dessa síndrome, justificando a necessidade de investigações que articulem essas diferentes  dimensões em um modelo teórico coerente. 

3 METODOLOGIA  

Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, conduzida em conformidade com as  diretrizes do Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA),  com o objetivo de sintetizar criticamente as evidências disponíveis sobre a heterogeneidade  clínico-biológica da insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (HFpEF), a  identificação de fenótipos e os modelos contemporâneos de estratificação dessa condição. 

A busca bibliográfica foi realizada nas bases de dados PubMed/MEDLINE, Scopus e  Web of Science, contemplando estudos publicados entre janeiro de 2019 e dezembro de 2025.  Foram utilizados descritores controlados extraídos do Medical Subject Headings (MeSH) e dos  Descritores em Ciências da Saúde (DeCS), combinados por operadores booleanos, incluindo:  “Heart Failure with Preserved Ejection Fraction”, “Heart Failure”, “Phenotype”, “Cluster  Analysis”, “Machine Learning”, “Biomarkers”, “Inflammation” e “Metabolic Syndrome”. A  estratégia de busca foi adaptada às especificidades de cada base, visando ampla sensibilidade  inicial, seguida de refinamento por relevância temática. 

Foram incluídos estudos originais observacionais, revisões sistemáticas e projetos de  fenotipagem publicados em periódicos indexados, que abordassem diretamente aspectos clínicos, biológicos ou computacionais relacionados à HFpEF. Foram excluídos artigos  duplicados, estudos exclusivamente experimentais em modelos animais, publicações sem  revisão por pares, relatos de caso, cartas ao editor e trabalhos cujo foco principal não estivesse  vinculado à caracterização fenotípica, mecanismos sistêmicos ou modelos de estratificação da  HFpEF. 

A seleção dos estudos ocorreu em três etapas: leitura de títulos, análise de resumos e  avaliação do texto completo, realizadas de forma sequencial. Após a remoção de duplicatas e  aplicação dos critérios de elegibilidade, 20 artigos compuseram a amostra final. O processo de  identificação, triagem, elegibilidade e inclusão foi estruturado conforme o fluxograma  PRISMA, garantindo transparência metodológica e reprodutibilidade. 

A extração de dados foi conduzida por meio de formulário padronizado, contemplando:  desenho do estudo, características da população, variáveis clínicas avaliadas, métodos  analíticos empregados, principais constructos teóricos e contribuições conceituais. Os estudos  foram organizados em blocos temáticos, permitindo a construção de um quadro teórico  integrado envolvendo heterogeneidade clínica, assinaturas biológicas, envolvimento  multiorgânico e abordagens computacionais. A síntese dos dados foi realizada de forma  qualitativa e interpretativa, priorizando a análise crítica da literatura e a articulação entre os  diferentes modelos propostos, sem aplicação de metanálise quantitativa, em razão da  heterogeneidade metodológica entre os trabalhos incluídos. 

4 RESULTADOS E DISCUSSÕES  

Uijl (2021) realizou uma análise de clusterização não supervisionada em uma grande  coorte multicêntrica de pacientes com insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada,  validada externamente em população independente, identificando cinco fenótipos clínicos  distintos organizados principalmente pela interação entre idade, fibrilação atrial, obesidade,  diabetes mellitus, doença renal crônica e cardiopatia isquêmica. O estudo demonstra que esses  agrupamentos não representam apenas variações demográficas, mas trajetórias clínicas  estruturalmente diferentes, associadas a padrões divergentes de hospitalização e mortalidade.  O aspecto central do trabalho reside em evidenciar que o prognóstico na HFpEF emerge da  arquitetura sistêmica do paciente, e não da função ventricular isolada, deslocando o eixo  interpretativo da cardiologia tradicional para um modelo sindrômico multicomponente. Essa  constatação fornece base objetiva para abandonar abordagens homogêneas e sustenta que a HFpEF deve ser compreendida como um espectro de subdoenças, nas quais a carga de  comorbidades e o contexto clínico global exercem papel determinante na evolução da síndrome. 

À luz desses achados, Fayol (2022) aprofunda essa heterogeneidade ao propor uma  classificação etiológica da HFpEF baseada na distinção entre formas idiopáticas e secundárias  a sobrecarga hemodinâmica ou acometimento miocárdico direto, demonstrando que  aproximadamente metade dos pacientes apresenta causas estruturais potencialmente  identificáveis, enquanto o restante configura um grupo predominantemente sistêmico. A análise  revela que esses subconjuntos exibem características clínicas e trajetórias distintas, indicando  que diferentes vias fisiopatológicas podem convergir para um mesmo fenótipo sindrômico. O  valor conceitual do estudo está em evidenciar que a HFpEF não representa uma entidade  primária única, mas um ponto final comum de processos biológicos diversos, envolvendo desde  alterações cardíacas estruturais até desordens metabólicas e vasculares sistêmicas. Essa  perspectiva amplia o entendimento da doença ao integrar componentes miocárdicos e  extracardíacos, reforçando a necessidade de estratificação baseada na origem fisiopatológica  predominante. 

Em consonância com esse modelo, Kyodo (2023) demonstra que a heterogeneidade da  HFpEF se mantém mesmo em populações com menor prevalência de obesidade, ao aplicar  técnicas de aprendizado de máquina em coorte japonesa e identificar três fenótipos principais dominados por disfunção cardiorrenal, fibrilação atrial ou hipertrofia ventricular. O estudo  evidencia que esses agrupamentos apresentam diferenças marcantes em características basais e  evolução clínica, indicando que a variabilidade da síndrome não é dependente de fatores  ambientais isolados, mas reflete mecanismos subjacentes amplamente distribuídos. Ao  reproduzir padrões fenotípicos semelhantes aos observados em populações ocidentais, o  trabalho reforça a universalidade do conceito de HFpEF como entidade heterogênea e sustenta  a existência de arquiteturas clínicas recorrentes, independentemente do contexto geográfico. 

Sob essa ótica, Bertrand (2025) aprofunda a caracterização estrutural da HFpEF ao  integrar dados de ressonância magnética cardíaca e parâmetros cardiometabólicos,  evidenciando fenótipos distintos associados ao sexo biológico. O autor demonstra que mulheres tendem a apresentar maior rigidez ventricular e alterações microvasculares, enquanto homens  exibem maior carga de multimorbidade metabólica e remodelamento cardíaco relacionado à  adiposidade, sugerindo trajetórias fisiopatológicas divergentes dentro do espectro da HFpEF.  Esses achados acrescentam uma dimensão biológica adicional à fenotipagem clínica, indicando que diferenças sexuais modulam a expressão da síndrome e contribuem para sua complexidade  estrutural. Ao incorporar o sexo como determinante fenotípico, o estudo consolida a  necessidade de abordagens estratificadas que reconheçam múltiplas camadas de  heterogeneidade na HFpEF. 

Corroborando a heterogeneidade clínica previamente descrita, Woolley (2021) aplicou  análise baseada em biomarcadores em uma coorte multicêntrica de pacientes com HFpEF,  integrando centenas de proteínas circulantes por meio de aprendizado de máquina, o que  permitiu identificar subgrupos caracterizados por assinaturas moleculares distintas. Esses  fenótipos biológicos diferiram principalmente quanto à ativação inflamatória,  comprometimento metabólico e envolvimento renal, demonstrando que os agrupamentos  clínicos possuem correspondência em vias moleculares específicas. O estudo evidencia que a  HFpEF é sustentada por padrões biológicos heterogêneos, nos quais diferentes eixos  fisiopatológicos predominam entre os pacientes, deslocando a interpretação da síndrome de um  modelo puramente estrutural para uma condição regulada por múltiplos sistemas  interdependentes. 

Em convergência com esses achados, Rabkin (2022) sistematizou evidências  provenientes de estudos que utilizaram técnicas de machine learning para fenotipagem da  HFpEF, demonstrando que variáveis como hipertensão, diabetes mellitus, disfunção renal e  marcadores inflamatórios emergem de forma recorrente como determinantes centrais dos  subgrupos de maior complexidade clínica. A análise revela que, apesar da diversidade  metodológica entre os trabalhos, existe uma constância notável na associação entre ativação  inflamatória, disfunção metabólica e comprometimento cardiorrenal. Esse padrão sustenta a  proposta de um eixo inflamatório–metabólico–renal como base comum das formas mais graves  da HFpEF, consolidando a síndrome como expressão de um distúrbio sistêmico integrado. 

À medida que se aprofunda a caracterização molecular, Andrzejczyk (2024) amplia esse  entendimento ao demonstrar, por meio de análise proteômica de larga escala, que a maioria das  proteínas diferencialmente expressas em indivíduos com HFpEF não se origina do miocárdio,  mas de órgãos periféricos como fígado, rim, pulmão e tecido adiposo. Esse achado revela que  o coração atua predominantemente como órgão-alvo de um processo sistêmico mais amplo,  caracterizado por inflamação crônica e alterações metabólicas disseminadas. Ao evidenciar o  predomínio de assinaturas extracardíacas, o estudo desloca definitivamente o foco da HFpEF como cardiopatia isolada para um modelo multiorgânico, no qual a disfunção cardíaca  representa apenas uma das manifestações clínicas do desequilíbrio sistêmico subjacente. 

Sob essa perspectiva integrativa, Smart (2023) propõe um modelo imunopatológico da  HFpEF fundamentado na ativação persistente de baixo grau do sistema imune, envolvendo  macrófagos, citocinas pró-inflamatórias e disfunção endotelial, culminando em remodelamento  intersticial e aumento progressivo da rigidez ventricular. O autor articula fatores de risco  tradicionais, como obesidade e envelhecimento, a mecanismos imunes e vasculares,  estruturando uma visão na qual inflamação sistêmica sustentada promove alterações  microvasculares e fibrose miocárdica. Esse enquadramento fornece coerência biológica aos  fenótipos identificados e reforça a compreensão da HFpEF como uma síndrome inflamatório metabólica multissistêmica, na qual múltiplos órgãos contribuem para a expressão final da  doença. 

Diante da crescente evidência de heterogeneidade clínica e biológica, Sun (2022)  realizou uma revisão abrangente de estudos que aplicaram métodos não supervisionados em  insuficiência cardíaca, demonstrando que a maioria das abordagens de clusterização identifica  subgrupos com diferenças consistentes em características basais e desfechos clínicos. O autor  evidencia que a classificação baseada exclusivamente na fração de ejeção é incapaz de capturar  a complexidade da HFpEF, uma vez que ignora interações não lineares entre comorbidades,  função orgânica e biomarcadores. Ao sintetizar múltiplos trabalhos, o estudo posiciona o  fenomapeamento como ferramenta essencial para revelar arquiteturas clínicas ocultas,  reforçando a necessidade de modelos analíticos capazes de integrar dimensões sistêmicas na  caracterização da síndrome. 

Em consonância com essa evolução metodológica, Peters (2022) oferece uma análise  crítica dos esforços contemporâneos de fenomapeamento em HFpEF, reconhecendo avanços  importantes na identificação de subgrupos clínico-biológicos, mas destacando limitações  relevantes relacionadas à sobreposição entre fenótipos e à reprodutibilidade parcial entre  diferentes coortes. O autor argumenta que, embora os agrupamentos sejam biologicamente  plausíveis, a ausência de padronização nas variáveis utilizadas e nos algoritmos aplicados  compromete a consolidação de um modelo universalmente aceito. Essa reflexão ressalta que o  fenomapeamento, apesar de promissor, ainda se encontra em fase de maturação científica,  exigindo maior rigor metodológico para alcançar plena aplicabilidade.

À luz dessas limitações, Potoupni (2025) discute o papel da inteligência artificial como  instrumento estruturante na compreensão da HFpEF, enfatizando sua capacidade de integrar  dados clínicos, laboratoriais e de imagem em modelos de alta dimensionalidade. O autor destaca  que técnicas de machine learning possibilitam a identificação de padrões complexos não  acessíveis à estatística tradicional, oferecendo um caminho para a estratificação mais refinada  da síndrome. Contudo, ressalta que desafios como interpretabilidade dos modelos, viés  algorítmico e validação externa permanecem barreiras relevantes, indicando que a translação  desses métodos para a prática clínica requer desenvolvimento metodológico adicional e marcos  regulatórios claros. 

Complementarmente, Kosmala (2024) evidencia a insuficiência dos escores  prognósticos convencionais na HFpEF, ao demonstrar desempenho inconsistente desses  modelos em diferentes populações. O autor argumenta que ferramentas tradicionais de  estratificação de risco falham ao não incorporar a complexidade sistêmica da síndrome, baseada  em múltiplas interações entre órgãos e sistemas. Essa limitação reforça a necessidade de  abordagens integradas que combinem fenotipagem clínica, biomarcadores e métodos  computacionais, consolidando a percepção de que a HFpEF exige novos paradigmas analíticos  para representar adequadamente sua diversidade estrutural e funcional. 

No plano funcional, Skow (2024) demonstra que uma parcela significativa dos pacientes  com HFpEF apresenta limitação ao exercício predominantemente periférica, caracterizada por  redução da extração muscular de oxigênio e comprometimento da condutância difusiva, mesmo  na presença de débito cardíaco relativamente preservado. Por meio de avaliação fisiológica  detalhada durante esforço, o autor evidencia que a intolerância ao exercício não decorre  exclusivamente de restrições centrais, mas emerge da interação entre microvasculatura,  músculo esquelético e metabolismo periférico. Esses achados ampliam a compreensão da  HFpEF ao deslocar parcialmente o foco do coração para os tecidos efetores, indicando que a  síndrome incorpora uma dimensão funcional sistêmica, na qual alterações musculares e  vasculares contribuem de forma decisiva para o fenótipo clínico. 

Em continuidade a essa perspectiva integrativa, Choy (2022) explora a heterogeneidade  da resposta farmacológica em HFpEF ao demonstrar que diferentes perfis clínicos apresentam  comportamentos distintos frente à mesma intervenção, refletindo a diversidade do substrato  fisiopatológico subjacente. A análise evidencia que determinados fenótipos, caracterizados por  menor carga de comorbidades e perfil metabólico específico, exibem respostas mais favoráveis, enquanto outros permanecem refratários, reforçando que a eficácia terapêutica está  intrinsecamente ligada à arquitetura clínica do paciente. Esse resultado sustenta a noção de que  a HFpEF não pode ser abordada por estratégias uniformes, mas requer compreensão prévia do  contexto sistêmico que molda a expressão da doença. 

À medida que se incorporam abordagens computacionais à prática investigativa, Li  (2025) demonstra que a aplicação de modelos de aprendizado profundo permite identificar  subgrupos clínicos com padrões funcionais e estruturais distintos, evidenciando que a resposta  às intervenções varia conforme o fenótipo dominante. O autor integra variáveis clínicas,  laboratoriais e de imagem para construir agrupamentos que refletem diferenças reais na  organização biológica da HFpEF, indicando que a inteligência artificial pode operacionalizar a  estratificação fenotípica previamente descrita. Esses achados reforçam o papel do machine  learning como ferramenta de integração entre heterogeneidade clínica e tomada de decisão,  consolidando a transição de um modelo generalista para uma abordagem orientada por perfis  sistêmicos. 

Em consonância com essa evolução conceitual, Bonfioli (2025) sintetiza evidências  europeias ao propor perfis clínicos dominantes na HFpEF, incluindo fenótipos  cardiometabólicos, atriais, vasculares e cardiorrenais, cada um associado a mecanismos  fisiopatológicos específicos. O autor destaca que esses perfis não representam categorias  rígidas, mas expressões predominantes dentro de um espectro contínuo, no qual múltiplos  sistemas interagem dinamicamente. Essa estrutura conceitual fornece uma ponte entre  fenotipagem clínica, assinaturas biológicas e manifestações funcionais, oferecendo um  arcabouço prático para compreender a HFpEF como síndrome multifacetada e reforçando a  necessidade de modelos assistenciais baseados em estratificação. 

Por fim, Baidya (2026) consolida esse conjunto de evidências ao propor formalmente o  enquadramento da HFpEF como uma síndrome cardiometabólica sistêmica, na qual  adiposidade visceral, resistência insulínica, inflamação crônica e disfunção multiorgânica  convergem para promover rigidez diastólica e limitação funcional progressiva. O autor articula  fatores metabólicos, imunológicos e vasculares em um modelo “outside-in”, no qual o coração  atua como órgão-alvo de um processo sistêmico mais amplo. Essa síntese conceitual integra os  achados clínicos, moleculares, funcionais e computacionais discutidos ao longo deste trabalho,  estabelecendo a HFpEF como expressão final de um desequilíbrio multissistêmico e fundamentando a necessidade de abordagens diagnósticas e terapêuticas orientadas por  fenótipos. 

5 CONCLUSÃO 

Este estudo estabelece que a insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada não  constitui uma entidade clínica única, mas um espectro de síndromes cardiometabólicas  sistêmicas, sustentadas por interações complexas entre inflamação crônica, disfunção  metabólica, envolvimento multiorgânico e remodelamento cardiovascular. A análise integrada  das evidências confirma que a fração de ejeção ventricular esquerda é insuficiente como eixo  classificatório e que a HFpEF deve ser compreendida a partir de arquiteturas fenotípicas  distintas, nas quais o coração atua como órgão-alvo de um desequilíbrio sistêmico mais amplo. 

Os objetivos desta investigação são plenamente atingidos ao demonstrar que a  heterogeneidade clínica da HFpEF reflete bases biológicas específicas, passíveis de  identificação por estratégias de fenotipagem e abordagens computacionais, e que esses  subgrupos apresentam trajetórias estruturais e funcionais próprias. Essa constatação representa  um avanço conceitual relevante, ao deslocar o paradigma tradicional centrado no miocárdio  para um modelo integrativo que articula componentes metabólicos, inflamatórios, vasculares e  periféricos, consolidando a HFpEF como expressão final de um processo multissistêmico. 

Do ponto de vista teórico, o trabalho contribui para a consolidação de um  enquadramento unificado da HFpEF, integrando dados clínicos, moleculares e funcionais em  um arcabouço coerente, capaz de sustentar a transição da classificação baseada em fração de  ejeção para uma estratificação orientada por fenótipos clínico-biológicos. Do ponto de vista  prático, reforça-se a necessidade de abordagens diagnósticas individualizadas e de modelos  assistenciais que reconheçam a diversidade estrutural da síndrome, criando bases para o  desenvolvimento de estratégias mais precisas e direcionadas. 

As limitações do estudo incluem a heterogeneidade metodológica dos trabalhos  analisados e a ausência de padronização universal nos critérios de fenotipagem, fatores que  restringem a comparabilidade entre coortes e limitam inferências causais. Adicionalmente, a  predominância de desenhos observacionais evidencia a necessidade de validações prospectivas  e de estudos que integrem dados clínicos, biológicos e computacionais de forma harmonizada.

Conclui-se que a compreensão da HFpEF exige a superação de modelos reducionistas e  a adoção de um paradigma sistêmico, no qual a integração entre fenotipagem clínica,  biomarcadores e inteligência artificial constitui elemento central para o avanço do  conhecimento e para o aprimoramento do cuidado. A consolidação desse modelo representa  passo fundamental para redefinir a abordagem da HFpEF, orientando futuras investigações e  estabelecendo as bases para uma cardiologia verdadeiramente personalizada. 

REFERÊNCIAS 

ANDRZEJCZYK, Katarzyna et al. Identifying plasma proteomic signatures from health  to heart failure, across the ejection fraction. Scientific Reports, v. 14, art. 14871, 2024.  DOI: https://doi.org/10.1038/s41598-024-65667-0. 

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1Discente do Curso Superior de Medicina da Faculdade Paraíso – Araripina, Campus  Araripina.