FATORES DETERMINANTES PARA O AUMENTO DO CONSUMO DE ALIMENTOS ULTRAPROCESSADOS E OS IMPACTOS CAUSADOS NA SAÚDE DA POPULAÇÃO

DETERMINANT FACTORS FOR THE INCREASE IN ULTRA-PROCESSED FOOD CONSUMPTION AND THE IMPACTS IN POPULATION HEALTH

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ma10202509301429


Brenda de Melo Borges1
Juan Pablo Freires Costa1
Rita de Cássia Guerreiro da Rocha1
Francisca Marta Nascimento de Oliveira Freitas2
Rebeca Sakamoto Figueiredo3


RESUMO

O padrão alimentar da população tem se transformado ao longo do tempo, impulsionado pelo crescimento populacional, avanços na produção de alimentos e maior disponibilidade de produtos industrializados. Esses fatores contribuem para o aumento significativo do consumo de alimentos ultraprocessados, aliado à menor prática de atividade física, causando um impacto direto nos hábitos alimentares da população. Os alimentos ultraprocessados passam por intensos processos industriais, recebem aditivos artificiais e, apesar de terem melhor sabor e durabilidade, tornam-se ricos em açúcares, gorduras e sódio, o que tem sido associado ao aumento de doenças crônicas como obesidade, diabetes e hipertensão. Nesse contexto, o presente artigo analisa como o estilo de vida atual e o consumo excessivo desses produtos afetam a saúde, destacando a importância da conscientização da população, da valorização de alimentos naturais e minimamente processados e da criação de políticas públicas eficazes.

Palavras-chave: alimentos ultraprocessados, hábitos alimentares, doenças crônicas, políticas públicas, saúde da população.

ABSTRACT

The population’s dietary patterns have changed over time, driven by population growth, advances in food production, and greater availability of industrialized products. These factors have contributed to a significant increase in the consumption of ultra-processed foods, combined with lower levels of physical activity, directly impacting eating habits. Ultra-processed foods undergo intensive industrial processes, contain artificial additives, and, despite offering better taste and longer shelf life, are rich in sugars, fats, and sodium, which have been linked to the rise of chronic diseases such as obesity, diabetes, and hypertension. In this context, the present article analyzes how current lifestyles and the excessive consumption of these products affect health, highlighting the importance of raising public awareness, encouraging the consumption of natural and minimally processed foods, and developing effective public policies.

Keywords: ultra-processed foods, eating habits, chronic diseases, public policies, population health.

1 INTRODUÇÃO 

A forma como nos alimentamos mudou significativamente ao longo do tempo, influenciada pelo crescimento populacional e pela evolução das preferências alimentares. Esse processo foi impulsionado pelos avanços na produção de alimentos, pela maior disponibilidade de refeições prontas e pela ampla oferta de produtos industrializados (Ceccatto et al., 2018).

Portanto, nesse cenário, é fundamental compreender os fatores que impulsionam essa mudança e suas consequências para o futuro. A adoção de hábitos alimentares saudáveis e a implementação de políticas públicas eficazes podem minimizar os impactos negativos e promover uma alimentação mais equilibrada (Cainelli, 2020).

O aumento do consumo alimentar tem impactos positivos e negativos na sociedade. Por um lado, há benefícios como a ampliação do acesso à comida e a redução da desnutrição. Por outro, o consumo excessivo, especialmente de alimentos ultraprocessados, contribui para problemas de saúde, como obesidade, diabetes e doenças crônicas, incluindo a hipertensão (Anastácio et al., 2019).

De acordo com Louzada et al. (2015), alimentos processados e ultraprocessados podem conter ingredientes que prejudicam a qualidade da dieta, apresentando menos fibras e mais sal, açúcar e gorduras saturadas em comparação aos alimentos in natura ou minimamente processados. Além disso, cerca de 80% da população brasileira não consome a quantidade de nutrientes recomendada pela Organização Mundial da Saúde, o que aumenta o risco de doenças crônicas.

Diante do aumento do consumo de alimentos ultraprocessados e do comportamento sedentário entre adolescentes, torna-se fundamental compreender essa relação para orientar ações preventivas e políticas de saúde (Brasil, 2014).

Do ponto de vista epidemiológico, a literatura científica tem demonstrado com crescente consistência a correlação entre o consumo regular de ultraprocessados e o desenvolvimento de comorbidades crônicas. Estudos longitudinais como os de Monteiro (2018) e Louzada et al., (2021) estabelecem relações causais entre esses produtos alimentícios e o aumento da incidência de obesidade, diabetes mellitus e doenças cardiovasculares. No contexto brasileiro, os dados do Ministério da Saúde, (2022) revelam uma progressiva substituição de padrões alimentares tradicionais por dietas industrializadas, com repercussões mensuráveis nos indicadores de morbimortalidade.

A dimensão sociocultural do problema revela mecanismos estruturais que perpetuam o consumo.  A urbanização acelerada, as longas jornadas de trabalho e a redução do tempo disponível para o preparo de refeições (Claro et al., 2016) favorecem a opção por alimentos de conveniência. Paralelamente, o menor custo relativo desses produtos em comparação com alimentos in natura (Taglietti et al., 2014) os torna alternativa frequente para populações com menor poder aquisitivo, aprofundando desigualdades em saúde.

No âmbito das políticas públicas, persiste uma desconexão entre o conhecimento científico acumulado e sua tradução em ações efetivas. Embora diretrizes como o Guia Alimentar para a População Brasileira (Brasil, 2014) ofereçam orientações claras, sua implementação enfrenta desafios estruturais. A carência de regulamentações mais rigorosas sobre a comercialização desses produtos, somada às dificuldades de acesso a alimentos frescos em determinadas regiões, demanda intervenções baseadas em evidências científicas robustas.

Esta pesquisa teve por objetivo descobrir quais são os fatores que contribuem para o aumento do consumo de ultraprocessados e os impactados na saúde da população.

2 METODOLOGIA 

2.1 Tipo de estudo 

Trata-se de um estudo de abordagem qualitativa, com procedimento descritivo, utilizando a revisão bibliográfica.

2.2 Coleta de dados 

A coleta de dados foi realizada por meio de consulta às bases SciELO e Google Acadêmico, livros e manuais técnicos do Ministério da Saúde. Como critérios de elegibilidade foram consideradas publicações que abordem especificamente a temática dos alimentos ultraprocessados, priorizando estudos com metodologia bem delineada e disponíveis nos idiomas português, inglês ou espanhol. O recorte temporal compreende o período de 2014 a 2025, sendo Taglietti et al. (2014) a referência mais antiga incluída na análise. Foram excluídos trabalhos que não tratam diretamente do tema central, publicações sem revisão por pares, artigos com metodologia não explicitada e estudos anteriores a 2014. 

2.3 Análise de dados 

A análise dos dados foi realizada por meio de uma abordagem qualitativa baseada na revisão e interpretação crítica de diversos artigos científicos relevantes sobre alimentos ultraprocessados e seus impactos na saúde. Essa metodologia permitiu compreender de forma aprofundada os aspectos nutricionais, sociais, comportamentais e ambientais relacionados ao consumo desses alimentos.

Foram selecionados estudos epidemiológicos, revisões sistemáticas, pesquisas longitudinais e análises experimentais que abordam o consumo de alimentos ultraprocessados, suas características nutricionais, fatores que influenciam seu consumo e as consequências para a saúde pública. A partir da leitura detalhada dos artigos, foram extraídas informações sobre os processos industriais que caracterizam os alimentos ultraprocessados, os aditivos utilizados, o perfil nutricional desses produtos e os riscos associados ao seu consumo, como obesidade, doenças crônicas não transmissíveis, transtornos mentais e mortalidade.

3 RESULTADOS E DISCUSSÃO 

Os alimentos ultraprocessados são caracterizados por uma série de processos industriais que alteram profundamente a matéria-prima original do produto, incorporando ingredientes majoritariamente artificiais. Esses processos têm como objetivo principal garantir uma maior durabilidade e palatabilidade do produto, mas, em contrapartida, resultam em uma perda significativa de seu valor nutricional (Figueiredo, et al., 2021).

De acordo com Fardet (2016), existem alimentos compostos por combinações complexas de ingredientes naturais e artificiais, que não podem ser reproduzidos por métodos culinários tradicionais. Esses produtos são formulados para ter maior apelo visual e gustativo, além de maior durabilidade, o que os torna altamente atrativos ao consumidor.

Louzada (2015) destaca que o crescente consumo de alimentos ultraprocessados têm comprometido a qualidade nutricional da dieta, pois esses produtos costumam ser ricos em açúcar, gorduras saturadas, sódio e substâncias artificiais, o que modifica suas características nutricionais originais. Consequentemente, o consumo excessivo desses alimentos está diretamente vinculado ao aumento do risco de diversas doenças crônicas.

Prates (2020) explica que os alimentos ultraprocessados são produzidos a partir de ingredientes que passaram por modificações industriais e que, geralmente, incluem aditivos como corantes, aromatizantes e emulsificantes. Esses aditivos têm como função tornar o produto mais atrativo em termos de sabor, aparência e textura. O objetivo principal da indústria com esses produtos é reduzir custos, facilitar o consumo e oferecer sabores mais intensos, mesmo que isso signifique substituir alimentos mais naturais ou com menor grau de processamento.

De acordo com Louzada et al. (2021), os alimentos ultraprocessados, quando comparados a outros alimentos não ultraprocessados, apresentam uma maior concentração calórica, assim como grandes quantidades de açúcares e gorduras não saudáveis que aumentam o risco de prejuízos à saúde, além de na sua composição possuírem menos fibras, proteínas de baixa qualidade e um teor menor de micronutrientes.

O aumento no consumo de alimentos ultraprocessados têm sido impulsionado pela sua praticidade e pelo custo acessível nos supermercados. Como resultado, esses produtos têm sido incorporados de forma precoce na dieta das crianças (Brasil, 2014).

A urbanização, a mudança nos papéis de gênero e o aumento da jornada de trabalho, aliados à disponibilidade e acessibilidade de alimentos prontos para consumo, têm incentivado o consumo de alimentos processados e ultraprocessados em detrimento de preparações culinárias (Claro et al., 2016). 

De acordo com Louzada et al. (2021), pesquisas realizadas no Brasil sobre a aquisição de alimentos para consumo domiciliar mostram um aumento contínuo na participação de alimentos ultraprocessados, acompanhado de uma redução na presença de alimentos in natura ou minimamente processados. Além disso, estudos experimentais indicam que, quando comparados aos alimentos não ultraprocessados, os alimentos ultraprocessados possuem baixo poder de saciedade e causam respostas glicêmicas elevadas.

Conforme apontado por Kelly (2016), o avanço econômico das populações e a rotina cada vez mais acelerada tem contribuído para uma mudança   de padrões alimentares que passaram de alimentos caseiros, com poucos processos de preparo para alimentos ultraprocessados, ou seja, com muitos processos e preparo, ricos em gorduras, açúcares, corantes, aditivos não saudáveis para um consumo diário.

Conforme apontam Taglietti et al. (2014), o menor custo dos alimentos ultraprocessados em comparação aos alimentos in natura favorece seu consumo. No entanto, a ingestão frequente desses produtos pode resultar em diversas complicações de saúde, como obesidade, hipertensão e diabetes tipo II. Isso se deve à presença de aditivos como conservantes, corantes, adoçantes, saborizantes, além de altos níveis de sódio, açúcares e gorduras. Esses alimentos, além de potencialmente prejudicarem o crescimento, são nutricionalmente pobres e não suprem adequadamente as necessidades do organismo.

Louzada et al. (2021) observaram que, no Brasil, tem ocorrido um crescimento rápido e expressivo crescimento no consumo de alimentos ultraprocessados, causando uma diminuição do consumo de alimentos in natura, minimamente processados e ingredientes culinários.

De acordo com Silva et al. (2022), foram identificados nove fatores associados ao aumento do risco de excesso de peso entre adolescentes, sendo oito considerados fatores de risco — como idade inferior a 15 anos, tempo sedentário diário superior a quatro horas, hábito de se alimentar enquanto assiste à TV ou estuda mais de quatro vezes por semana, uso diário de TV por mais de três horas, baixa frequência no desjejum, possuir celular, estudar em escola privada e em área urbana. Apenas um fator foi apontado como protetor: a ausência de escolaridade materna.

Segundo Carvalho et al. (2019), a leitura dos rótulos é um importante processo para o consumidor escolher alimentos de forma mais consciente, desde que ele possua o conhecimento necessário para interpretar essas informações.

Segundo Ghai (2022), as estratégias de marketing dos alimentos ultraprocessados são utilizadas de forma agressiva pelas grandes corporações, com o objetivo de aumentar os lucros e consolidar o consumo desses produtos como parte dos hábitos alimentares da população. Para isso, as empresas direcionam especialmente suas campanhas ao público infantil e às famílias, buscando desde cedo modelar padrões de alimentação que substituam os alimentos tradicionais e naturais, garantindo assim consumidores fiéis ao longo da vida.

De acordo com Caivano et al. (2017), existem fortes evidências de que os alimentos ultraprocessados desempenham um papel crucial na epidemia de obesidade e nas doenças crônicas não transmissíveis (DCNT). Os autores também enfatizam que um dos principais fatores que impulsionaram o aumento do consumo desses alimentos são as campanhas de marketing, que utilizam estratégias de formação de opinião, com destaque para a intensa promoção desses produtos através da mídia, como televisão e internet.

Carvalho et al. (2019), explicam que os rótulos dos alimentos, são uma importante ferramenta de informação e orientação para uma melhor escolha alimentar, mas, juntamente com os meios de comunicação, passaram a ser utilizados como uma ferramenta de marketing, deixando de cumprir apenas o papel informativo e influenciando diretamente os maus hábitos alimentares dos consumidores.

De acordo com Domiciano et al. (2018), a leitura dos rótulos pode fornecer informações essenciais para que o consumidor tome decisões mais informadas, desde que possua o conhecimento necessário para interpretá-las. Para que essa ferramenta seja eficaz, é fundamental que a veracidade das informações no rótulo nutricional seja assegurada, cumprindo seu objetivo de orientar as escolhas do consumidor. No entanto, diversos estudos apontam que há discrepâncias entre os dados informados na rotulagem nutricional e a composição real dos alimentos, o que pode gerar uma percepção de engano por parte do consumidor.

A publicidade voltada para o público jovem é uma das grandes responsáveis pelo aumento do consumo de alimentos ultraprocessados. Ao associar esses produtos a momentos de prazer, socialização e identidade, as marcas criam um desejo de consumo que vai além da necessidade nutricional, afetando diretamente as escolhas alimentares (Martins, 2019).

Popkin, Corvalan e Grummer- Strawn (2019) destacam que a evolução industrial do sistema alimentar global resultou em uma transição nutricional, que gerou uma “dupla carga” de problemas nutricionais em países em desenvolvimento, de forma semelhante ao que ocorre em nações de renda média e baixa. Essa carga é caracterizada pela coexistência de desnutrição, deficiências de micronutrientes, sobrepeso, obesidade e doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) associadas à alimentação. Eles observam ainda que a ingestão de alimentos ultraprocessados (AUP) nos primeiros 1.000 dias de vida está relacionada ao aumento da prevalência de baixa estatura.

Segundo Brasil (2022), o consumo de alimentos ultraprocessados aumenta em 26% o risco de obesidade, eleva de 29% a 34% o risco de doenças cardiovasculares e contribui para um aumento de 25% na mortalidade por todas as causas.

Cruz et al. (2020) destacam que, no Brasil, houve uma mudança nos padrões alimentares, com uma crescente substituição das refeições tradicionais, que geralmente incluem alimentos in natura ou minimamente processados, por alimentos ultraprocessados (AUP). Entre 2002 e 2009, o consumo de AUP aumentou em 5%, enquanto o consumo de arroz e feijão reduziu de 22,8% para 20,6%. 

Louzada et al. (2021), afirmam que estudos longitudinais revelaram que o consumo de alimentos ultraprocessados está relacionado ao aumento do risco de mortalidade em geral.

Segundo Levy et al. (2022), o estudo revela que os alimentos ultraprocessados têm ganhado mais espaço na dieta dos brasileiros, o que é preocupante, pois seu consumo está diretamente associado ao surgimento de doenças e à diminuição da qualidade nutricional da alimentação.

Monteiro et al. (2018), destacam que os alimentos ultraprocessados além de serem prejudiciais ao perfil nutricional, são também prejudiciais ao comportamento alimentar.

O consumo excessivo de alimentos ultraprocessados está relacionado ao aumento de doenças crônicas não transmissíveis como obesidade, diabetes tipo 2, doenças do coração e pressão alta, pois esses alimentos contêm muito açúcar, gorduras ruins e sódio (Monteiro et al., 2018; Lobstein et al., 2020). 

Em geral, esses produtos contêm maiores quantidades de açúcar, sódio, gorduras totais, saturadas e trans, além de apresentarem menor teor de proteínas e fibras quando comparados aos alimentos in natura ou minimamente processados. Essas características contribuem para um aumento na ingestão calórica e estão associadas ao risco elevado de excesso de peso, bem como à crescente prevalência de obesidade e de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) observada no Brasil (Louzada et al., 2015; Vale et al., 2019).

A ingestão excessiva de alimentos ricos em ácidos graxos saturados e trans está diretamente associada à formação de placas de ateroma, ao desenvolvimento de hipercolesterolemia e ao acúmulo de tecido adiposo, fatores que favorecem o surgimento de sobrepeso e obesidade. Paralelamente, o consumo elevado de carboidratos simples tem sido correlacionado ao aumento da incidência de diabetes mellitus tipo 1, bem como à ocorrência de hiperglicemia persistente (Baraldi et. al. 2015).

Segundo Ferreira et al. (2019), estudos acerca da alimentação e seus padrões mostraram que a ingestão habitual da dieta ocidental, padrão alimentar que consiste em alimentos industrializados, refinados, açucarados e gordurosos, ricos em sódio e pobres em nutrientes, está relacionada ao maior risco de desenvolver obesidade, diabetes, DCV e HAS. Além disso, a queda no consumo de frutas, verduras, legumes e outros alimentos in natura, vistos como fatores que reduzem o risco de DCV e outras enfermidades, resulta no aumento da ocorrência dessas doenças crônicas não transmissíveis (DCNT).

Essa situação é alarmante, já que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2019), aproximadamente 70% dos óbitos registrados em todo o mundo naquele ano foram causados por doenças crônicas não transmissíveis (DCNT). No Brasil, em 2019, as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) corresponderam a 41,8% dos óbitos precoces, ou seja, aqueles que ocorreram na faixa etária de 30 a 69 anos.

Nesse contexto, o ato de consumir alimentos ultraprocessados têm sido ligado a um risco maior de doenças cardiovasculares, síndrome metabólica e obesidade. Isso ocorre devido ao alto conteúdo de calorias vazias e substâncias artificiais presentes nesses alimentos (Mello, 2017).

A hipertensão arterial sistêmica (HAS) representa um grande desafio para a saúde pública, devido aos altos índices de morbimortalidade e aos custos elevados associados ao seu tratamento. Por ser frequentemente assintomática, muitos pacientes não buscam atendimento médico, o que dificulta o diagnóstico e a adesão terapêutica. Além disso, os sistemas de saúde enfrentam problemas estruturais para oferecer um acompanhamento adequado, e há poucas iniciativas de prevenção para controlar os fatores de risco (Mendes et al., 2014).

O consumo de alimentos ultraprocessados tem sido relacionado a um aumento no risco de câncer em diversas partes da população. Entre os alimentos que mais se destacam nessa associação estão as gorduras e molhos ultraprocessados, além de produtos e bebidas açucaradas. É importante ressaltar que os produtos açucarados, em particular, também foram ligados ao desenvolvimento do câncer de mama (Fiolet et al., 2018).

Os alimentos açucarados e ricos em gorduras proporcionam uma sensação de prazer instantâneo, mas esse consumo excessivo pode elevar o risco de transtornos depressivos e de ansiedade. Isso ocorre porque esses alimentos podem interferir nas respostas dos neurotransmissores, afetando o bem-estar emocional (Lovatto et al., 2019).

O estilo de vida pode ser definido como um conjunto de hábitos cotidianos que expressam as escolhas, os valores e as condições de vida de um indivíduo (Nahas, 2017).

Segundo (Nahas, 2017), a inatividade física é um fator negativo que pode ser modificado e deve ser evitado no estilo de vida para evitar problemas na saúde a curto e a longo prazo. Segundo o autor, os hábitos da inatividade prejudicam a saúde física e mental e dificultam a realização de tarefas corriqueiras. 

Sob o mesmo ponto de vista, a Organização Mundial de Saúde (OMS, 2020), aponta a atividade física regular como um fator chave de proteção para a prevenção e controle das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DNTs), como cânceres, diabetes tipo 2, obesidade e doenças cardiovasculares. Além disso, a prática de exercícios auxilia na melhora e prevenção de problemas na saúde mental. 

A Sociedade Internacional de Pesquisa em Psiquiatria Nutricional destaca que certos nutrientes têm um papel fundamental na prevenção da depressão. Entre eles estão o ômega-3, as vitaminas do complexo B, a S-adenosilmetionina, o triptofano, o magnésio, o zinco e os probióticos. Esses elementos são importantes para o equilíbrio do cérebro e da saúde mental como um todo (Martínez; González, 2017).

Diante disso, a Organização Mundial de Saúde (OMS, 2020), sugere que adultos realizem entre 150 e 300 minutos de atividade física de intensidade moderada por semana. Já para crianças e adolescentes, a orientação é de 60 minutos diários de exercícios aeróbicos de intensidade moderada.

O aumento do consumo de alimentos com alta densidade calórica, associado a fatores característicos do estilo de vida contemporâneo, como a inatividade física, tem impactado negativamente o estado de saúde da população. Esse padrão tem sido correlacionado ao crescimento da prevalência das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs), bem como ao agravamento de quadros relacionados à Saúde mental (Popkin et al., 2018). Ademais, essas enfermidades figuram entre as principais causas de mortes evitáveis em escala global, configurando-se como o principal desafio relacionado à nutrição no campo da saúde pública (Claro et al.,2016; Martinelli et al., 2019). 

Além da atividade física, a adoção de políticas públicas voltadas à promoção do consumo de alimentos in natura ou minimamente processados, bem como a limitação da oferta e publicidade de ultraprocessados, são estratégias fundamentais para reverter o atual quadro de transição alimentar (Claro et al., 2016).

O acesso à informação qualificada é fundamental para fortalecer a capacidade de análise crítica e de tomada de decisão do consumidor. Nesse sentido, é imprescindível que as informações disponibilizadas sejam claras, objetivas e precisas, de modo a contribuir para escolhas alimentares mais saudáveis. Embora tenham ocorrido avanços significativos na regulamentação da rotulagem nutricional obrigatória, ainda persistem práticas que utilizam linguagem excessivamente técnica ou apelos publicitários, o que pode levar a interpretações equivocadas por parte do consumidor (Brasil, 2014).

Essas mudanças nos hábitos alimentares têm resultado na redução do consumo de alimentos in natura, como frutas, verduras e legumes, que são fontes importantes de vitaminas e nutrientes essenciais. As vitaminas desempenham um papel crucial no bom funcionamento do organismo, contribuindo para a prevenção de doenças e a manutenção da saúde. No entanto, a carência desses nutrientes, agravada pela popularização de alimentos industrializados, pode levar a problemas como cansaço excessivo, enfraquecimento do sistema imunológico e alterações metabólicas, afetando diretamente a qualidade de vida (Barros et al., 2021).

É possível que a implementação desses hábitos saudáveis seja desafiadora devido a alguns aspectos. Por exemplo, os alimentos com menor nível de processamento podem ter um preço mais alto em comparação com os ultraprocessados. Além disso, nem sempre temos à disposição locais que ofereçam refeições equilibradas, e a forte propaganda de produtos alimentícios prejudiciais à saúde também pode ser um obstáculo. A consequência direta desse novo quadro alimentar é a diminuição da ingestão de vitaminas, fibras alimentares, minerais e outros nutrientes (Brasil, 2014).

Diante desse cenário, é crucial implementar ações focadas na otimização da qualidade dos alimentos acessíveis, juntamente com o incentivo a projetos de ensino sobre alimentação e nutrição. Essas iniciativas têm como objetivo partilhar conhecimentos acerca de práticas alimentares benéficas e avaliar as circunstâncias nutricionais e alimentares da população, bem como os fatores que as influenciam (Rauber et al., 2019).

O consumo excessivo de alimentos ultraprocessados está associado à preferência pela conveniência e pelo sabor imediato, o que muitas vezes reduz a atenção dada à importância de uma dieta equilibrada e nutritiva. Diante do crescimento global das doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), torna-se indispensável repensar os padrões alimentares e estimular a adoção de hábitos mais saudáveis, com foco em alimentos frescos e minimamente processados, que desempenham um papel crucial na preservação da saúde a longo prazo (Batal et al., 2018).

Para enfrentar esses desafios, é essencial adotar hábitos alimentares que promovam tanto a saúde quanto a preservação ambiental. O consumo de alimentos naturais, nutritivos e de origem local pode garantir um bom aporte de vitaminas e, ao mesmo tempo, reduzir os impactos ambientais. Priorizar ingredientes sazonais, evitar desperdícios e buscar uma alimentação equilibrada são atitudes simples que podem trazer benefícios duradouros para o indivíduo e para o planeta (Abonizio et al., 2018).

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS 

Os alimentos ultraprocessados conquistaram espaço crescente na dieta brasileira, mas trouxeram consigo um custo alarmante para a saúde pública. A relação entre seu consumo e o aumento de doenças como obesidade, diabetes e problemas cardiovasculares mostra-se cada vez mais evidente, sustentada por mudanças no estilo de vida, na economia e nas estratégias de mercado.

Diante deste panorama, torna-se claro que não basta alertar sobre os riscos, é preciso criar condições reais para que escolhas mais saudáveis sejam possíveis. Medidas como regulamentação da publicidade, especialmente a dirigida ao público infantil, rotulagem mais clara e acesso facilitado a alimentos frescos representam passos concretos para reverter esta tendência.

REFERÊNCIAS 

ABONIZIO, J.; JIMENEZ-JIMENEZ, M. L. Isso sim é comida de madame: um estudo sobre a relação entre práticas alimentares e mobilidade social ascendente. Repocs, Maranhão, v. 15, n. 29, p. 209-230, 2018.

ANASTÁCIO, C. O. A.; OLIVEIRA, J. M.; MORAES, M. M.; DAMIÃO, J. J.; CASTRO, I. R. R. Perfil nutricional de alimentos ultraprocessados consumidos por crianças no Rio de Janeiro. Revista de Saúde Pública, v. 54, p. 89, 2019.

BARALDI, Larissa G. et al., ALIMENTOS ULTRAPROCESSADOS E PERFIL NUTRICIONAL DA DIETA NO BRASIL. Ver. Saúde Pública. V. 49, p. 45, 2015.

BARROS, D. M. et al. A influência da transição alimentar e nutricional sobre aumento de Prevenção de doenças crônicas não transmissíveis. Brazilian Journals of Development, v. 7, n. 7, p. 74647-74664, 2021.

BATAL, M.; STEINHOUSE, L.; DELISLE, H. La transition nutritionnelle et le double fardeau de la malnutrition. Med Sante Trop, v. 28, p. 345-350, 2018.

BATISTA, C. H. K. et al. Associação entre padrão de publicidade e alimento ultraprocessado em pequenos mercados. Ciência & Saúde Coletiva, 2022.

BINDE, E. O. et al. Influência da publicidade nas escolhas alimentares das crianças. Revista Brasileira de Obesidade, Nutrição e Emagrecimento, São Paulo, v. 17, n. 111, p. 687-697, nov./dez. 2023.

BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Resolução RDC n° 26, de 02 de julho de 2015. Dispõe sobre os requisitos para rotulagem obrigatória dos principais alimentos que causam alergias alimentares. Brasília, DF: ANVISA, 2015.Disponível em:<https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2015/rdc0026_26_06_2015.pdf>. Acesso em: 30 mar. 2022.

BRASIL. Ministério da Saúde. Qual é a relação entre consumo de ultraprocessados e risco de mortalidade? 2022. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-brasil/eu-quero-me-alimentar-melhor/noticias/2022/qual-e-a-relacao-entre-consumo-de-ultraprocessados-e-risco-de-mortalidade. Acesso em: 22 mar. 2025.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Análise de Situação de Saúde. Plano de ações estratégicas para o enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) no Brasil 2011-2022. Brasília: Ministério da Saúde, 2011. 160 p. (Série B. Textos Básicos de Saúde). ISBN 978-85-334-1831-8. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/plano_acoes_enfrent_dcnt_2011.pdf. Acesso em: 20 mar. 2025.

BRASIL. Ministério da Saúde. Fact sheet: cenário das doenças crônicas não transmissíveis – Vigitel. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2019. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/vigitel/fact-sheet-cenario-das-doencas-cronicas-nao-transmissiveis-vigitel. Acesso em: 20 mar. 2025.

CAINELLI, E. C. et al. Fatores socioeconômicos e demográficos associados. Journal Einstein, v. 19, n. 1, p. 1-8, 2021.

CAIVANO, S., Lopes, R. F., Sawaya, A. L., Domene, S. M. Á., & Martins, P. A. (2017). Conflitos de interesses nas estratégias da indústria alimentícia para aumento do consumo de alimentos ultraprocessados e os efeitos sobre a saúde da população brasileira. DEMETRA: Alimentação, Nutrição & Saúde, 12(2), 349-360. http://dx.doi.org/10.12957/demetra.2017.26928

CARVALHO, Gabriel Ribeiro; GANDRA, Fernanda Paola de Pádua; PEREIRA, Rafaela Corrêa; DIAS, Ludmila Bombarda; ANGELIS-PEREIRA, Michel Cardoso de. Percepção sobre mídia e comportamento na compra de alimentos: estudo com consumidores de dois municípios do sul de Minas Gerais. Brazilian Journal of Food Technology, Campinas, v. 22, e2018170, 2019. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1981-6723.17018. Acesso em: 13 abr. 2025.

CECCATTO, Daiana. A influência da mídia no consumo alimentar infantil: uma revisão da literatura. Disponível em: https://www.uricer.edu.br/site/pdfs/perspectiva/157_700.pdf. Acesso em: 18 out. 2024.

CLARO, R. M. et al. Preço dos alimentos no Brasil: prefira preparações culinárias a alimentos ultraprocessados. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, 2016.

CRUZ, G. L.; MACHADO, P. P.; ANDRADE, G. C.; LOUZADA, M. L. C. Alimentos ultraprocessados e o consumo de fibras alimentares no Brasil. Revista Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 26, n. 9, p. 4153-4161, 2020.

DOMICIANO, C. G., Pereira, R. C., Picinin, C. T. R., Machado, F. S., & De Angelis-Pereira, M. C. (2018). Food bar labels: Consumer behaviour and veracity of the available information. Brazilian Journal of Food Technology, 21(e2016131), http://dx.doi.org/10.1590/1981-6723.13116

FARDET, A. Alimentos minimamente processados são a base de uma dieta saudável. Public Health Nutrition, 2016.

FERREIRA, Raphaela Costa et al. Consumo de alimentos preditores e protetores de risco cardiovascular por hipertensos do estado de Alagoas, Brasil. 2019. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csc/a/zsf6zcPqCSYcwj4vP7ytgJd/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 20 mar. 2025.

FIGUEIREDO, F. R.; PAIVA, M. C. Alimentos ultraprocessados: Classificação e impacto na saúde. Revista Brasileira de Epidemiologia, 2021.

FIOLET, T. et al. Consumption of ultra-processed foods and cancer risk: Results from NutriNet-Santé prospective cohort. BMJ (Online), v. 360, 2018.

GHAI – GLOBAL HEALTH ADVOCACY INCUBATOR. Marketing de alimentos e bebidas ultraprocessados não saudáveis: um elemento chave para as grandes corporações. Série de Alertas da Indústria, 2022.

GIESTA, J. M. et al. Fatores associados à introdução precoce de alimentos ultraprocessados na alimentação de crianças menores de dois anos. Ciência & Saúde Coletiva, 2019.

GIESTA, J. M.; ZOCHE, E.; CORREA, R. S.; BOSA, V. L. Fatores associados à introdução precoce de alimentos ultraprocessados na alimentação de crianças menores de dois anos. Ciência & Saúde Coletiva, v. 24, n. 7, p. 2387-2397, 2017.

GONÇALVES, Raquel de Souza et al. A relação entre o consumo de alimentos ultraprocessados e o risco da hipertensão arterial. Revista Científica Interdisciplinar, v. 7, n. 2, artigo nº 04, p. 1-15, abr./jun. 2022. Disponível em: http://www.multiplosacessos.com/multaccess/index.php/multaccess/article/view/251/203. Acesso em: 20 mar. 2025.

GROY, R. L.; GALVÃO, R. B.; LIMA, L. T.; FIGUEIREDO, R. O. A influência das mídias sociais em relação à alimentação infantil. Revista Foco, p. 01-13, 2024.

JAIME, P. C. et al. Um olhar sobre a agenda de alimentação e nutrição nos trinta anos do Sistema Único de Saúde. Ciência & Saúde Coletiva, v. 23, n. 6, p. 1829-1836, 2018.

KELLY, M. (2016). The nutrition transition in developing Asia: Dietary change, drivers and health impacts. In P. Jackson, W. Spiess & F. Sultana (Eds.), Eating, drinking: surviving (Springer Briefs in Global Understanding). Cham: Springer. http://dx.doi.org/10.1007/978-3-319-42468-2_9.

LEVY, R. B. et al. Três décadas da disponibilidade domiciliar de alimentos segundo a NOVA – Brasil, 1987–2018. Revista de Saúde Pública, p. 75, 2022.

LOBSTEIN, T.; WALLS, H. Obesidade, sistemas alimentares e saúde global: Uma estrutura para reformular a obesidade. The Lancet Global Health, v. 2, p. 83-89, 2020.

LOUZADA, M. L. C. et al. Alimentos ultraprocessados e a epidemia de obesidade no Brasil. Public Health Nutrition, 2015.

LOUZADA, M. L. C. et al. Impacto do consumo de alimentos ultraprocessados na saúde de crianças, adolescentes e adultos: revisão de escopo. Cadernos de Saúde Pública, 2021.

LOUZADA, M. L. C., Martins, A. P. B., Canella, D. S., Baraldi, L. G., Levy, R. B., Claro, R. M., . . . & Monteiro, C. A. (2015). Alimentos ultraprocessados e Perfil nutricional da dieta no Brasil (2008-2009). Ver de Saú Públ, 49(38), 1-10. https://doi.org/10.1590/S0034-8910.2015049006132

LOUZADA, M. L. D. C., Martins, A. P. B., Canella, D. S., Baraldi, L. G., Levy, R. B., Claro, R. M., & Monteiro, C. A. (2015). Impacto de alimentos ultraprocessados sobre o teor de micronutrientes da dieta no Brasil. Revista de Saúde Pública, 49.

LOVATTO, A. W.; Molz, P.; Franke, S. I. R. Fatores associados ao consumo de frutas e verduras industrializados em idosos. Revista Brasileira de Obesidade, Nutrição e Emagrecimento. São Paulo. Vol. 13. Núm. 82.p. 984-991. 2019.

MARIANGELA; BATISTA; MONDINI, Lenise; JAIME, Patricia. Ações do Programa Saúde na Escola e da alimentação escolar na prevenção do excesso de peso infantil: experiência no município de Itapevi, São Paulo, Brasil, 2014. Epidemiologia e Serviços de Saúde, v. 26, n. 3, p. 569-578, 2017.Disponívelem: https://www.researchgate.net/publication/319073811_Acoes_do_Programa_Saude_na_Escola_e_da_alimentacao_escolar_na_prevencao_do_excesso_de_peso_infantil_experiencia_no_municipio_de_Itapevi_Sao_Paulo_Brasil_2014. Acesso em: 20 mar. 2025.

MARTINELLI, Suellen Secchi; CAVALLI, Suzi Barletto. Alimentação saudável e sustentável: uma revisão narrativa sobre desafios e perspectivas. Ciência & Saúde Coletiva, v. 24, p. 4251-4262, 2019. Disponível em: https://www.scielosp.org/pdf/csc/2019.v24n11/4251-4262/pt   . Acesso em: 31 ago. 

MARTÍNEZ-CENGOTITABENGOA, Mónica; GONZÁLEZ-PINTO, Ana. Suplementos Nutricionales em trastornos depresivos. Actas Espanolas de Psiquiatria, 2017.< https://openurl.ebsco.com/EPDB%3Agcd%3A15%3A3874143/detailv2?sid=ebsco%3 Aplink%3Ascholar&id=ebsco%3Agcd%3ª128585238&crl=c> Acesso em: 24 fev 2024

MARTINS, M. L.; HAACK, A. Conhecimentos maternos: influência na introdução da alimentação complementar. Com Ciências Saúde, v. 23, n. 3, p. 263-270, 2012. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/periodicos/revista_ESCS_v23_n3_a8_conhecimentos_maternos_influencia.pdf. Acesso em: 20 mar. 2025.

MARTINS, Renato. Publicidade e saúde: a influência da mídia no consumo de alimentos ultraprocessados. 2019.

MATOS, J. P. et al. Publicidade de alimentos em canais do YouTube direcionados à criança no Brasil. Revista de Saúde Pública, p. 50, 2023.

MELLO, F. T. et al. O conceito de alimentos ultraprocessados: Uma revisão crítica. Cadernos de Saúde Pública, 2017.

MONTEIRO, C. A. et al. O conceito e a classificação dos alimentos ultraprocessados. Public Health Nutrition, 2018.

NAHAS, Markus Vinicius. Atividade física, saúde e qualidade de vida: conceitos e sugestões para um estilo de vida ativo. 7. ed. Florianópolis: Ed. do Autor, 2017.

OLIVEIRA MELO, G. J. de et al. Introdução alimentar precoce e o desenvolvimento de obesidade infantil: uma revisão de literatura. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, v. 6, n. 8, p. 2771–2786, 2024. DOI: 10.36557/2674-8169.2024v6n8p2771-2786. Disponível em: https://bjihs.emnuvens.com.br/bjihs/article/view/2981. Acesso em: 20 mar. 2025.

POPKIN, B. M.; CORVALAN, C.; GRUMMER-STRAWN, L. M. Dynamics of the double burden of malnutrition and the changing nutrition reality. The Lancet, v. 395, n. 10217, p. 4-10, 2019.

POPKIN, Barry; REARDON, T. Obesity and the food system transformation in Latin, 2018.

PRATES, L. S. C. Alimentos Ultraprocessados e suas Implicações para a Saúde e a Nutrição: Uma Revisão Crítica. Cadernos de Saúde Pública, 2020.

RAUBER; JAIME, P. C. Políticas públicas de alimentação e nutrição voltadas ao sobrepeso e obesidade. In: JAIME, P. C. Políticas públicas de alimentação e nutrição. 1ª ed. Rio de Janeiro: Editora Atheneu, p. 123-132, 2019.

SANTA CATARINA. Secretaria de Estado da Saúde. Superintendência de Vigilância em Saúde. Diretoria de Vigilância Epidemiológica. Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) no Estado de Santa Catarina 2022-2030. Florianópolis: SES/SC, 2021. Disponível em: dive.sc.gov.br/phocadownload/doencas-agravos/Doen%C3%A7as%20Cr%C3%B4nicas%20N%C3%A3o%20Transmiss%C3%ADveis/Publica%C3%A7%C3%B5es/PlanoDCNT2.pdf. Acesso em: 20 mar. 2025.

SICHIERI, Rosely. Recomendações De Alimentação E Nutrição Saudável Para A População Brasileira. Arq Bras Endocrinol Metab, 2000. Disponível em: https://www.scielo.br/j/abem/a/vvvr8GQ3xwMJThHrXQW4jSj/?lang=pt. Acesso em: 20 mar. 2025.

SOUZA, Roberta. O papel da publicidade na escolha alimentar de crianças e adolescentes. 2019.

TAGLIETTIR, R. L. et al. Práticas alimentares nos dois primeiros anos de vida: presença de vulnerabilidade em saúde. Sci. Med., v. 24, n. 1, p. 39-45, 2014.

VALE, D., Morais, C. M. M., Pedrosa, L. F. C., Ferreira, M. A. F., Oliveira, A. G. R. C., & Lyra, C. O. (2019). Correlação espacial entre o excesso de peso, aquisição de alimentos ultraprocessados e o desenvolvimento humano no Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, 24(3), 983-996. https://doi.org/10.1590/1413-81232018243.3518.2016

WORLD HEALTH ORGANIZATION. Global strategy on diet, physical activity and health. Geneva: WHO, 2004. Disponível em: https://www.who.int/publications/i/item/9241592222. Acesso em: 8 mar. 2025.


1Graduando(a) do Curso de Bacharelado em Nutrição do Centro Universitário FAMETRO. E-mail: juanpablofreires201612@gmail.com  , rocharitacaca@gmail.com , brenda07melo@oston.
2Orientadora do TCC, Doutora em Biotecnologia pela Universidade Federal do Amazonas. Docente do Curso de Bacharelado em Nutrição do Centro Universitário FAMETRO. E-mail: francisca.freitas@fametro.edu.br 
3Co-orientador(a) do TCC, Graduação pela FAMETRO, Docente do Curso de Bacharelado em Nutrição do Centro Universitário FAMETRO, Mestre em Ciência da Saúde pela Universidade Federal do Amazonas. E-mail: rebecafigueiredo@fametro.edu.br .