ESTRATÉGIAS DE COPING FRENTE À SÍNDROME DE BURNOUT EM  PROFISSIONAIS DE SAÚDE DE UTIs – UMA REVISÃO INTEGRATIVA 

COPING STRATEGIES FOR BURNOUT SYNDROME IN ICU HEALTHCARE  PROFESSIONALS – AN INTEGRATIVE REVIEW 

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ch10202511301255


Laura Sampaio Duarte1
Terezinha de Jesus Lima de Brito Ramos2


Resumo 

Objetivo: Analisar as estratégias de coping utilizadas por profissionais de saúde que  atuam em Unidades de Terapia Intensiva para lidar com a Síndrome de Burnout,  condição caracterizada por desgaste emocional, despersonalização e redução da  realização profissional em ambientes de elevada demanda. Metodologia: Trata-se de  uma revisão integrativa desenvolvida a partir de buscas nas bases SciELO, PubMed,  Biblioteca Virtual em Saúde e Google Acadêmico, utilizando descritores específicos  relacionados ao Burnout, à terapia intensa e ao coping. Resultados: A análise dos  estudos selecionados revelou a adoção recorrente de estratégias centradas no  controle, na emoção e no suporte social, destacando-se práticas como mindfulness,  fortalecimento da resiliência, religiosidade, autocuidado e atividades físicas. Os  resultados mostram que a aplicação consiste dessas estratégias favorece o bem estar, melhora a adaptação às demandas do trabalho e reduz a manifestação de  sintomas de Burnout entre os profissionais. Considerações finais: Conclui-se que o  uso de abordagens de enfrentamento, associado a ambientes de trabalho que  ofereçam suporte e recursos adequados, contribui de forma significativa para  promover equilíbrio emocional e qualidade de vida no cenário da terapia intensiva.  

Palavras-chave: Bournout, Unidade de Terapia Intensiva, Coping, Profissionais da  Saúde 

ABSTRACT 

Objective: To analyze the coping strategies used by healthcare professionals working  in Intensive Care Units to deal with Burnout Syndrome, a condition characterized by  emotional exhaustion, depersonalization, and reduced professional accomplishment  in high-demand environments. Methodology: This is an integrative review developed  from searches in the SciELO, PubMed, Virtual Health Library, and Google Scholar  databases, using specific descriptors related to Burnout, intensive care, and coping.  Results: The analysis of the selected studies revealed the recurrent adoption of  strategies focused on control, emotion, and social support, highlighting practices such  as mindfulness, resilience building, religiosity, self-care, and physical activities. The  results show that the consistent application of these strategies promotes well-being,  improves adaptation to work demands, and reduces the manifestation of Burnout  symptoms among professionals. Final considerations: It is concluded that the use of  coping approaches, associated with work environments that offer adequate support  and resources, significantly contributes to promoting emotional balance and quality of  life in the intensive care setting. 

Keywords: Burnout, Intensive Care Unit, Coping, Healthcare Professionals 

INTRODUÇÃO 

Na contemporaneidade, a saúde mental e o esgotamento profissional são temas de  grande importância no campo da enfermagem. A rotina intensa, a sobrecarga de  trabalho, a pressão constante por resultados e o contato direto com o sofrimento  humano tornam a profissão especialmente suscetível ao desgaste emocional e  psicológico. O estresse contínuo vivenciado no ambiente hospitalar pode  desencadear ou agravar transtornos como ansiedade, depressão e a síndrome de  Burnout. (ALENCAR et al.,2022).

A Síndrome de Burnout é um distúrbio que atinge pessoas tanto no físico, psicológico  quanto no emocional. Ela é determinada pela exaustão e estresse no ambiente de  trabalho, onde os profissionais perdem a motivação de estar no ambiente por conta  do cansaço e altas cargas de trabalho. Os sintomas geralmente manifestam-se em  pessoas que, até então, não apresentavam qualquer psicopatologia. As causas da  síndrome de Burnout não estão relacionadas a características permanentes dos  indivíduos, mas sim a fatores situacionais e sociais específicos, passíveis de influência  e modificação (ALMEIDA et al., 2024).  

A síndrome de Burnout apresenta três dimensões principais. A primeira é o  esgotamento profissional, caracterizado por cansaço intenso e sensação de  sobrecarga, muitas vezes decorrente de ambição excessiva. A segunda é a  despersonalização, uma reação negativa ao ambiente de trabalho que leva à  indiferença e insensibilidade em relação aos outros. Por fim, a redução da realização  profissional, marcada por sentimentos de incompetência, frustração, desesperança e  ansiedade quanto à própria carreira (LACERDA et al., 2024).  

Na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), fatores ambientais e estruturais agravam os problemas sistêmicos crônicos e não solucionados das instituições de saúde, como o  subdimensionamento de pessoal e a presença de lideranças autoritárias. A rotina  intensa e cansativa, marcada pelo contato constante com a morte, pela sobrecarga  de trabalho, por dilemas éticos que exigem decisões complexas e pelo ritmo  exaustivo, contribui significativamente para o adoecimento dos profissionais. Esse  cenário favorece o desenvolvimento da Síndrome de Burnout, impactando  diretamente a saúde mental e o desempenho da equipe (COSTA & ALVES., 2022). 

De acordo com dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), divulgados no  site da Fiocruz, em 2022 houve um total de 209.124 casos de afastamento do trabalho  no Brasil devido a transtornos mentais, abrangendo condições como depressão,  Alzheimer, síndrome de Burnout, entre outras. Desde o início deste ano, o Brasil  passou a adotar a nova Classificação Internacional de Doença (CID-11), elaborada  pela Organização Mundial da Saúde (OMS).  

A síndrome de Burnout (SB), também conhecida no Brasil, como síndrome do esgotamento no âmbito profissional ou como ter a sensação de estar “acabado”, tem  acometidos diversas áreas de atuação, esses profissionais inicialmente adotam  estratégias de enfrentamento chamado COPING como resposta aos agentes  estressores (DE OLIVEIRA LIMA et al., 2023). 

O coping refere-se aos esforços cognitivos e comportamentais utilizados por um  indivíduo para enfrentar demandas internas ou externas percebidas como  desafiadoras ou superiores à sua capacidade de enfrentamento. Em outras palavras,  o termo diz respeito à habilidade de lidar, enfrentar ou se adaptar a situações  adversas. O principal objetivo dessas estratégias é modificar ou aliviar a fonte de  estresse na interação entre a pessoa e o ambiente que provoca tensão (ABACAR et  al., 2021).  

Neste ensejo, o objetivo desta revisão integrativa da literatura é analisar a ocorrência  da Síndrome de Burnout em profissionais de saúde que atuam em Unidades de  Terapia Intensiva (UTI) e destacar as estratégias de enfrentamento (Coping) como  forma de minimizar os efeitos negativos do Burnout na unidade de terapia intensiva.  

METODOLOGIA 

A revisão integrativa foi conduzida nas bases de dados SciELO, PubMed, Biblioteca  Virtual em Saúde (BVS) e Google Acadêmico. A pergunta norteadora que guiou essa  revisão foi: “Quais estratégias de coping são adotadas por profissionais de saúde que  atuam em UTIs para lidar com a Síndrome de Burnout?” 

Para orientar a busca, utilizou-se a estratégia PICO, estruturada da seguinte forma: 

● P (População/Problema): Profissionais de saúde que atuam em Unidades de  Terapia Intensiva (UTI) 

● I (Intervenção/Exposição): Síndrome de Burnout 

● C (Comparação): Não se aplica à questão (estudos descritivos/qualitativos)

● O (Outcomes/Desfechos): Estratégias de Coping 

A busca por artigos foi realizada por meio de descritores controlados e palavras-chave  combinados com o operador booleano AND para cruzar os conceitos centrais e o  operador OR para incluir sinônimos ou termos relacionados. Os principais descritores utilizados foram: “Síndrome de Burnout”, “Profissionais de Saúde”, “Unidade de  Terapia Intensiva” e “Coping”. A combinação desses termos visou garantir uma busca  simultaneamente ampla pela inclusão de múltiplas bases e termos e específica pela  combinação dos conceitos centrais, alinhada aos objetivos da revisão. 

RESULTADOS  

A metodologia do estudo envolveu uma busca sistemática de literatura, pautada  nas diretrizes do protocolo PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic  Reviews and Meta-Analyses). A pesquisa inicial nas bases de dados resultou na  identificação de 1.020 artigos, com a seguinte distribuição: Biblioteca Virtual em  Saúde (BVS) contribuiu com o maior número de registros (815), seguida pela SciELO (160) e PubMed (45). O processo completo de identificação, triagem, elegibilidade e  inclusão dos artigos está detalhado no fluxograma (Quadro 1)

Os critérios de inclusão adotados foram: artigos publicados entre 2020 e 2025, nos  idiomas português e inglês, incluindo estudos de natureza qualitativa e estudos de  caso. Os critérios de exclusão compreendem: indisponibilidade do texto completo,  duplicidade de publicações, documentos de projeto, teses, monografias e artigos com  mais de dez anos de publicação.  

QUADRO 1 – Fluxograma de seleção dos artigos

Fonte: Duarte LS 2025 

QUADRO 2 – Caracterização dos dados dos trabalhos que constituíram a  revisão: 

N ºAUTOR  E ANO TÍTULOS MÉTODOS CONCLUSÃO
1. Vieira, L. S. et al.  (2022)Burnout e resiliência em profissionais  de terapia  intensiva frente a  COVID-19Estudo transversal, com 153 enfermeiros e técnicos de enfermagem de UTIs  do Sul do Brasil.  Aplicou-se o Maslach  Burnout Inventory e a Resilience at Work Scale-20A resiliência interfere nos domínios desgaste emocional e baixa realização profissional do Burnout. O desgaste emocional é conduzido por meio dos distúrbios psíquicos menores, com  impacto sobre as variáveis  de saúde física e mental  dos trabalhadores. 
2. Guedes,  T. &  Cortes,  P.  (2023)Implementação de um  programa de mindfulness com enfermeiros  do Hospital Pró Cardíaco  (RJ)Estudos piloto qualitativo. Enfermeiros participaram de um programa de mindfulness e relataram suas percepções pós intervençãoHouve melhora percebida  no bem estar emocional e no manejo do estresse. A  prática da atenção plena foi vista como ferramenta  viável para prevenção do Burnout.
3. REASE (2025) – Pedrosa  & Braga  (2025)Síndrome de Burnout em enfermeiros  da Unidade  de Terapia Intensiva: Consequências e estratégias  de prevençãoRevisão narrativa/artigo (periódico REASE, 2025)Resume estratégias (apoio  social, mindfulness, grupos Balint e autocuidado) e reforça que, isoladamente, estratégias individuais são insuficientes sem mudanças organizacionais 
4. BALBIN O et  al.,(2021 )Estratégias  para o manejo de estresse e Burnout  entre profissionais  de atenção à  saúde Estudo quantitativo com profissionais de hospital, analisando estratégias de coping  face ao estresse endêmicos Muitos profissionais usaram coping adaptativo (suporte social, exercícios),mas a alta  carga e falta de suporte institucional mantiveram  níveis elevados de Burnout 
5. SOUSA  et al., (2024).Síndrome de  Burnout e  coping em  enfermeiros  
atuantes em  unidade de  terapia intensiva 
(UTI)
Um estudo de revisão  de literatura com  enfermeiros para  analisar as  estratégias de coping A literatura aponta que  enfermeiros de UTI são  especialmente vulneráveis  à síndrome de Burnout,  devido à pressão,  responsabilidade e contato  constante com situações  críticas. Para enfrentar  essas situações, utilizam se estratégias de coping,  que envolvem ações  cognitivas e  comportamentais, divididas  em enfrentamento  centrado no problema e na  emoção.
6. LIMA, et  al.  (2024).Saúde  mental da equipe multidisciplinar:  desafios, características e meios  de prevenção  dos transtornos O estudo trata-se de uma revisão bibliográfica, que possui uma abordagem qualitativa com natureza descritivaFoi observado que muitos desafios enfrentados por estes profissionais, dentre elas tem se a precariedade  do ambiente de trabalho e a  falta de material ofertado no ambiente, o que gera  uma enorme sobrecarga física e principalmente mental nestes profissionais. Ademais, foi  visto que a síndrome de Burnout se destaca como o  principal resultado do estresse mental 
destes profissionais
7. PERNIC IOTTI  et. al, 2020Síndrome de Burnout nos profissionais  de saúde: atualização 
sobre definições, 
fatores de  risco e estratégias  de prevenção.
Estudo narrativa da literatura, foi realizado  uma análise crítica de publicações científicas sobre Burnout em profissionais de saúde, com foco em conceitos, fatores de risco e formas de prevençãoO estudo apontou que  fatores como sobrecarga  de trabalho, falta de apoio  institucional e conflitos interpessoais estão entre  os principais desencadeadores. Estratégias como apoio  psicológico, programas de  bem-estar e intervenções organizacionais foram  destacadas como formas eficazes de prevenção da síndrome.
8. DA  SILVA  RAMOS  et al., 2024 Fatores de adoecimento de profissionais da saúde  (médicos e enfermeiros)  que trabalham  em Unidades de Terapia Intensiva  (UTI) diagnosticad os com  Síndrome de Burnout.Trata-se de uma revisão integrativa da  literatura, foram selecionados 11 
estudos, todos de modelo transversal, que contemplavam profissionais de saúde de diversas regiões do Brasil.
O objetivo era identificar os sintomas característicos da síndrome de Burnout em profissionais da saúde que atuam em ambiente de UTI e rastrear fatores e estratégias como causadores desse tipo de adoecimento. 
9. DE  OLIVEI RA et  al., 2024Religiosidade: estratégias  de enfrentamento da síndrome de Burnout em profissionais  da enfermagem .Estudo de uma revisão literária foi realizada buscando pesquisas científicas em publicações referentes ao tema relacionado com o enfrentamento da Síndrome de Burnout  e a Religiosidade.O estudo mostrou que a  relação da crença religiosa  e a saúde do profissional,  pode-se perceber a partir  da história que ela se  confunde com a narrativa  do ser humano, de maneira  que através da dedicação a  fé, ao enfrentar as condições negativas relacionadas a saúde  mental, sobressai as atitudes que podem trazer benefícios. 
10 .SANTAN A et al.,  2025 Características  do trabalho,  coping e bem estar em unidades de  terapia intensiva.A análise temática dos dados obtidos através de entrevistas semiestruturadas  (n = 35) – indicou  que os  participantes vivenciam com frequência afetos positivos relacionados ao trabalho, que os recursos de  suporte e as  demandas inerentes ao trabalho são importantes para eles e que o coping controle foi o mais utilizado por eles.Os resultados evidenciam que, apesar das altas demandas e do estresse característico  das UTIs, a presença  de suporte social, autonomia e estratégias de coping  focadas no controle contribuem significativamente para  o bem-estar dos profissionais. Reforça se a importância de promover ambientes  de trabalho que favoreçam esses recursos, reduzindo o  risco de Burnout e  melhorando a qualidade da assistência prestada.

DISCUSSÕES 

A atuação de profissionais de saúde em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) impõe  uma rotina de elevada exigência física, emocional e cognitiva, tornando-os  especialmente suscetíveis à Síndrome de Burnout. Os estudos analisados evidenciam  a complexidade desse fenômeno, seus fatores desencadeantes e as estratégias mais  eficazes para o seu enfrentamento. 

Segundo Vieira et al. (2022), há uma relação direta entre a resiliência e os domínios  do Burnout, notadamente o desgaste emocional e a baixa realização profissional. O  desenvolvimento da resiliência atua como fator protetivo diante dos impactos  psíquicos negativos do ambiente de UTI, sendo, portanto, essencial sua promoção no  contexto institucional para preservar a saúde mental dos profissionais. 

Nessa perspectiva, o estudo de Guedes e Cortes (2023) apresenta evidências  favoráveis à prática do mindfulness como ferramenta para o manejo do estresse e  prevenção do Burnout. Os participantes relataram melhorias significativas no bem estar emocional, destacando a atenção plena como um recurso viável e de fácil  aplicação.  

Esses achados são reforçados pela revisão de Pedrosa e Braga (2025), que destaca  a relevância de estratégias como mindfulness, grupos Balint, apoio social e  autocuidado. No entanto, os autores enfatizam que, isoladamente, essas práticas são  insuficientes, sendo imprescindível a implementação de mudanças organizacionais e  o fortalecimento do suporte institucional para que seus efeitos sejam duradouros. 

Nesse mesmo contexto, Balbinot e Bordignon (2021) observaram que, embora muitos  profissionais adotem estratégias de coping adaptativo — como suporte social e  atividade física —, a sobrecarga de trabalho e a carência de apoio institucional  permanecem como fatores que agravam o sofrimento psíquico e elevam os níveis de  Burnout. Esses dados reforçam que, sem um ambiente organizacional favorável, até  mesmo estratégias individuais bem conduzidas têm eficácia limitada.

Complementarmente, Sousa et al. (2024) aponta que os enfermeiros de UTI estão  particularmente expostos ao Burnout devido à constante vivência de situações críticas  e à alta responsabilidade inerente à função. Nesse cenário, é comum o uso de  estratégias de coping centradas tanto no problema quanto na emoção. Contudo, a  eficácia dessas abordagens depende do contexto em que são aplicadas. Estratégias  focadas na resolução de problemas, por exemplo, tendem a ser mais eficazes quando  há possibilidade real de intervenção, o que nem sempre ocorre em UTIs marcadas por  escassez de recursos e pessoal.  

Já segundo Da Silva Ramos et al., 2024, ressalta a necessidade de adoção de  estratégias preventivas e de intervenção, com um destaque maior na redução de  carga horária, a melhoria das condições salariais e estruturais, a promoção do sono  adequado e a prática regular de atividade físicas, além do incentivo ao  acompanhamento psicológico e à avaliação contínua por instrumentos como Maslach  Burnout Inventory (MBI).  

Os estudos De Oliveira et al., 2024, afirmam que as crenças religiosidade são  fundamentais no enfrentamento aos transtornos que são causados pela Síndrome de  Burnout, ao utilizar-se do auxílio ao sobrenatural, ao sagrado, muitos que são  acometidos pela referida síndrome alcançam um nível de satisfação elevado no que  se refere-se ao tratamento. Desse modo, percebe-se que independente da crença  professada, o que se busca é um tratamento preventivo e/ou curativo a partir da  vivência religiosa para esse mal que alcança tantos profissionais da saúde.  

Já os achados de Santana et al., 2025, indicam que, embora o ambiente de terapia  intensiva seja marcado por elevada carga emocional, pressão constante e alto nível  de risco, os profissionais que adotam estratégias de coping voltadas para o controle  demonstram melhor adaptação e uma percepção mais positiva do trabalho. Esse tipo  de enfrentamento possibilita lidar com as demandas e o estresse diário de forma mais  eficaz, contribuindo para a prevenção da exaustão emocional. 

CONCLUSÃO 

O presente estudo atingiu seu objetivo ao analisar as estratégias de coping utilizadas  por profissionais de saúde em Unidades de Terapias Intensivas no enfrentamento da  Síndrome de Burnout. A revisão integrativa demonstrou que esses trabalhadores  estão expostos a um ambiente de intensa pressão emocional, elevada carga física e  exigências cognitivas constantes, fatores que contribuem para o adoecimento  psíquico e a exaustão profissional.  

Observou-se que o uso de estratégias de enfrentamento centradas no controle,  aliadas ao suporte social e a autonomia profissional, favorece o bem estar e reduz os  sintomas de Burnout. Práticas como mindfulness, resiliência, religiosidade e  autocuidado mostraram-se eficazes na promoção do equilíbrio emocional e na  preservação da saúde mental, sobretudo quando acompanhadas de apoio  institucional e condições adequadas de trabalho.  

REFERÊNCIAS 

1 ALENCAR, Bruno Eduardo Rocha et al. Compreendendo o adoecimento mental pelo  esgotamento profissional da Síndrome de Burnout: uma revisão integrativa  Entendendo a Síndrome de Burnout doença mental: uma integrativa. Revista  Brasileira de Revisão de Saúde , v. 5, n. 1, pág. 2642-2658, 2022. Disponível em:  sindrome de Burnout . Acesso em: 26 de agosto de 2025 

2 ALMEIDA, Amanda Helena Novaes Saldanha Ruy de et al. Síndrome de Burnout:  impactos, diagnóstico, prevenção e tratamento. Journal of Social Issues and Health  Sciences (JSIHS), [S. l.], v. 1, n. 4, 2024. Disponível em:  https://ojs.thesiseditora.com.br/index.php/jsihs/article/view/43. Acesso em: 26 de  agosto de 2025.  

3 LACERDA, G. M. O. de; NEVES, L. R. de L.; WILK, M. M. G. de S. Síndrome de  Burnout em Profissionais de Saúde que Atuam em Unidades de Terapia Intensiva:  uma revisão integrativa. Revista JRG de Estudos Acadêmicos , Brasil, São Paulo,  v. 7, n. 14, p. e141004, 2024. Disponível em:  https://revistajrg.com/index.php/jrg/article/view/1004. Acesso em: 28 de agosto de  2025. 

4 COSTA, Amanda de Fátima Alves. Avaliação do ambiente de prática profissional e  sua relação com o clima de segurança e a síndrome de Burnout em profissionais de  enfermagem de unidades de tratamento antineoplásico. 2022. 114 f. Tese  (Doutorado em Enfermagem) – Faculdade de Farmácia, Odontologia e  Enfermagem, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2022. Disponível em: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/69682 . Acesso em: 03 de setembro de  2025.  

5 DE OLIVEIRA LIMA, Lucas Alves; JUNIOR, Paulo Lourenço Domingues; DE  OLIVEIRA GOMES, Olga Venimar. Saúde mental e esgotamento profissional: um  estudo qualitativo sobre os fatores associados à síndrome de Burnout entre  profissionais da saúde. Boletim de Conjuntura (BOCA), v. 16, n. 47, p. 264-283,  2023. Disponível em:  https://revista.ioles.com.br/boca/index.php/revista/article/view/2653/918. Acesso em:  03 de setembro de 2025.  

6 ABACAR, Mussa; ALIANTE, Gildo; ANTÓNIO, Júlio Frederico. Stress e estratégias  de coping em estudantes universitários. Aletheia, v. 54, n. 2, 2021. Disponível em:  https://doi.org/10.29327/226091.54.2-13. Acesso em: 05 de setembro de 2025.  

7 VIEIRA, Lizandra Santos et al. Burnout e resiliência em profissionais de enfermagem  de terapia intensiva frente à COVID-19: estudo multicêntrico. Revista latino americana de enfermagem, v. 30, p. e3589, 2022. Disponível em:  https://www.scielo.br/j/rlae/a/K9wJD9NSCKr9bbQm9cBj8vF/?format=html&lang.  Acesso em: 05 de setembro de 2025. 

8 GUEDES, Viviane Giroto; DE SOUZA CÔRTES, Denise Castro. Implementação de  um programa de mindfulness com enfermeiros do hospital Pró-Cardíaco. Editora  Licuri, p. 10-26, 2023. Disponível em: https://doi.org/10.58203/Licuri.21262. Acesso  em: 15 de setembro de 2025.  

9 PEDROSA, Maria Gabrielly Pereira; BRAGA, Thárcio Ruston Oliveira. SÍNDROME  DE BURNOUT EM ENFERMEIROS DA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA:  CONSEQUÊNCIAS E ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO. Revista Ibero-Americana  de Humanidades, Ciências e Educação, v. 11, n. 9, p. 2438-2448, 2025. Disponível  em: https://doi.org/10.51891/rease.v11i9.21074. Acesso em: 15 de setembro de  2025.  

10 BALBINOT, Marcos Adriel et al. Estratégias para o manejo de estresse e Burnout  entre profissionais de atenção à saúde no Brasil. Revista Brasileira de Medicina do  Trabalho, v. 20, n. 3, p. 487-497, 2022. Disponível  em:https://rbmt.org.br/Content/pdf/v20n3a19.pdf. Acesso em: 24 de setembro de  2025.  

11 SOUSA, Flavia Cristina; ROQUE, Andrea Cibele; GONÇALVES, Ivana Regina.  SÍNDROME DE BURNOUT E COPING EM ENFERMEIROS ATUANTES EM  UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA (UTI): REVISÃO DE LITERATURA. Revista  Científica Interdisciplinar das Faculdades Integradas de Jaú, v. 1, n. 1, p. 106-119,2024.Disponível  em:http://portal.fundacaojau.edu.br:8077/journal/index.php/recifij/article/view/891/97.  Acesso em: 28 de setembro de 2025.  

12 SILVA LIMA, Lúcio et al. SAÚDE MENTAL DA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR:  DESAFIOS, CARACTERÍSTICAS E MEIOS DE PREVENÇÃO DOS  TRANSTORNOS. Revista Foco (Interdisciplinary Studies Journal), v. 17, n. 8, 2024. Disponível em: https://doi.org/10.54751/revistafoco.v17n8-044. Acesso em 29  de setembro de 2025.  

13 PERNICIOTTI, Patrícia et al. Síndrome de Burnout nos profissionais de saúde:  atualização sobre definições, fatores de risco e estratégias de prevenção. Revista da  SBPH, v. 23, n. 1, p. 35-52, 2020. Disponível em :  https://bdm.ufpa.br/server/api/core/bitstreams/e52e7ce5-8a09-4ddb-8709-6beff493e9c4/content. Acesso em: 05 de setembro de 2025. 

14 DA SILVA RAMOS, Alef Alexandre et al. Fatores de adoecimento de profissionais  da saúde (médicos e enfermeiros) que trabalham em Unidades de Terapia Intensiva  (UTI) diagnosticados com Síndrome de Burnout. Research, Society and  Development, v. 13, n. 7, p. e7913746294-e7913746294, 2024. Disponível em:  https://doi.org/10.33448/rsd-v13i7.46294. Acesso em: 30 de setembro de 2025.  

15 DE OLIVEIRA, Rafael Ferreira Pureza et al. Religiosidade: estratégias de  enfrentamento da síndrome de Burnout em profissionais da enfermagem. Nursing  (São Paulo), v. 24, n. 280, p. 6199-6210, 2021. Disponível  em:https://revistanursing.com.br/index.php/revistanursing/article/view/1776/2084. Acesso em: 10 de outubro de 2025

16 SANTANA, Lhaís Alves de Souza Pereira; FERNANDES, Sônia Regina Pereira;  CARNEIRO, Laila Leite. Características do trabalho, coping e bem-estar em unidades  de terapia intensiva. Revista Brasileira de Orientação Profissional, v. 26, n. 1, p.  105-115, 2025. Disponível em: https://doi.org/10.26707/1984-7270/2025v26n0109.  Acesso em 11 de agosto de 2025.


1Discente do Curso Superior de Enfermagem do Centro Universitário Aparício Carvalho – FIMCA Porto Velho. e-mail: sampaiold9@gmail.com
2Docente do Curso Superior de Enfermagem do Centro Universitário Aparício Carvalho – FIMCA Porto Velho.  Mestre em Prática do Cuidado em Saúde/ Universidade Federal do Paraná. E-mail: terezinhalima1006@gmail.com