KANBAN E SCRUM: UM ESTUDO BIBLIOGRÁFICO SOBRE O SCRUMBAN NO PROCESSO DE PRODUÇÃO DE SOFTWARE

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ra10202511300355


Gustavo Felix do Rêgo1
Orientador (a): Lia Mariana Nascimento Brito2


RESUMO

Este trabalho apresenta um estudo bibliográfico sobre a combinação entre os métodos ágeis Scrum e Kanban no contexto do desenvolvimento de software analisando como a combinação dessas abordagens, denominada Scrumban, tem sido discutida e aplicada na literatura entre 2017 e 2025. O estudo examina contribuições teóricas e evidências empíricas presentes em pesquisas recentes, destacando os benefícios, limitações e o contexto de uso de cada metodologia. A análise revela que o Scrumban busca equilibrar a estrutura iterativa e o planejamento do Scrum com a fluidez e o gerenciamento de fluxo do Kanban, oferecendo maior visibilidade, flexibilidade e capacidade de adaptação em cenários dinâmicos. Dessa forma concluindo que o Scrumban representa uma alternativa metodológica relevante para equipes que precisam conciliar organização, previsibilidade e agilidade em projetos como no desenvolvimento de software.

Palavras-chave: scrum, kanban, Métodos ágeis, Engenharia de software, Modelos de processos de software.

ABSTRACT:

This work presents a bibliographic study on the interaction between the agile methodologies Scrum and Kanban in software development, analyzing how the combination of these approaches, called Scrumban, has been discussed and applied in the literature between 2017 and 2025. The study examines theoretical contributions and empirical evidence present in recent research, highlighting the benefits, limitations, and context of use of each methodology. The analysis reveals that Scrumban seeks to balance the iterative structure and planning of Scrum with the fluidity and flow management of Kanban, offering greater visibility, flexibility, and adaptability in dynamic scenarios. Therefore, it concludes that Scrumban represents a relevant methodological alternative for teams that need to reconcile organization, predictability, and agility in projects such as software development.

Keywords: Scrum; Kanban; Agile methods; Software engineering; Software process models.

1.  INTRODUÇÃO

Em um ambiente organizacional caracterizado por mudanças rápidas, incertezas, complexidade e ambiguidade, os gestores enfrentam a necessidade contínua de ajustar suas estratégias e práticas administrativas. Esse contexto é amplamente discutido em BARAN E WOZNYJ (2020) os quais evidenciam que executivos precisam orientar suas organizações para lidar de forma eficaz com as rápidas transformações do mercado. Essa necessidade de adaptação também se manifesta diante das constantes mudanças nas condições econômicas e do surgimento de produtos e serviços concorrentes, conforme relatado por (Sommerville, 2018, p. 57). Nesse contexto, a Engenharia de Software[1] desempenha um papel estratégico, pois sistemas bem projetados e sustentáveis permitem que as organizações acompanhem a velocidade das transformações digitais, assegurando competitividade e resiliência em um ambiente de negócios em constante evolução.

Segundo Schwaber e Sutherland (2020), o Scrum é um framework ágil[2] voltado para o gerenciamento incremental de projetos, estruturado em ciclos curtos chamados sprints. Ele favorece a clareza na definição de prioridades pelo product owner, promove a autonomia da equipe nas decisões, simplifica a documentação e possibilita atualizações frequentes, o que contribui para maior alinhamento com as necessidades do cliente. Entretanto, como destaca (Pressman, 2021, p. 37), o Scrum pode enfrentar dificuldades no controle dos custos de mudanças, mostra-se menos adequado para equipes de grande porte e demanda profissionais altamente especializados para alcançar seu pleno potencial.

Ademais o scrum é amplamente reconhecido como o framework ágil mais utilizado (ABREU, 2022; HRON; OBWEGESER, 2021), sendo valorizado por sua capacidade de adaptação e por promover entregas de valor em ciclos curtos, características essenciais para superar a ambiguidade de requisitos em projetos de software (Sommerville, 2018, p. 57).

Por sua vez, o Kanban concentra-se na visualização do fluxo de trabalho, na limitação de tarefas em andamento (work in progress) e na entrega contínua de valor, Segundo Orderly Disruption Limited E Vacanti (2020). Suas principais vantagens incluem menor exigência de requisitos temporais e orçamentários, maior previsibilidade, políticas de processo explícitas e incentivo à melhoria contínua. Contudo, conforme ressalta (Pressman, 2021, p. 37), sua eficácia depende fortemente da colaboração entre os membros da equipe; análises de negócio frágeis podem comprometer resultados, a flexibilidade excessiva tende a dispersar o foco dos desenvolvedores e há, por vezes, resistência à utilização de métricas.

Diante das limitações identificadas, o Scrumban surge como uma abordagem híbrida que combina os pontos fortes de ambas as metodologias ATLASSIAN (2023). Ele preserva a estrutura iterativa e o foco em prioridades características do Scrum, ao mesmo tempo em que adota a fluidez, a transparência e o fluxo contínuo do Kanban ATLASSIAN (2023). Essa integração, de acordo (Pressman, 2021, p. 37) como uma prática eficiente em contextos dinâmicos, permite maior equilíbrio entre previsibilidade e flexibilidade, tornando-se especialmente útil para equipes que precisam responder rapidamente a mudanças sem abrir mão de um sistema organizado e sustentável.

Na estrutura deste Trabalho de Conclusão de Curso, as sessões foram organizadas de forma a conduzir o leitor por uma progressão lógica e coerente dos conceitos, análises e resultados. Inicialmente, apresentamos os fundamentos teóricos que sustentam as metodologias Scrum, Kanban e Scrumban, contextualizando o cenário de transformações organizacionais e a necessidade de adaptação constante. Em seguida, a seção de metodologia descreve os procedimentos de pesquisa adotados, destacando o caráter bibliográfico e analítico do estudo. A seção de resultados reúne as principais evidências obtidas a partir da revisão dos autores, discutindo os benefícios, limitações e aplicabilidade do Scrumban em projetos híbridos. Por fim, as considerações finais sintetizam as conclusões alcançadas, articulam as contribuições do trabalho e apresentam sugestões de pesquisas futuras, oferecendo uma visão integrada e aprofundada sobre o papel das abordagens ágeis no desenvolvimento de software em ambientes dinâmicos.

2.  REFERENCIAL TEÓRICO

De acordo com Meireles et al. (2021), metodologias ágeis como Scrum, Kanban e Scrumban têm se destacado por aumentar a flexibilidade e a visibilidade do fluxo de trabalho em equipes multidisciplinares. Em seu estudo, Meireles et al. (2021) relatam que o uso do Scrumban ampliou a transparência do andamento das atividades e facilitou o alinhamento entre diferentes áreas técnicas por meio de quadros visuais e cerimônias de comunicação. Ainda que tenham sido identificados desafios, como dificuldades de estimar tarefas de hardware[3] e limitações impostas por ciclos físicos rígidos, os autores reforçam que o Scrumban contribui significativamente para integrar equipes e tornar o processo mais previsível.

 Assim, este estudo bibliográfico adota o Scrumban como referência metodológica justamente por sua capacidade de equilibrar estrutura e flexibilidade, tornando-o uma abordagem adequada para projetos complexos que demandam constante adaptação.

2.1 O que é Scrum ?

De acordo com Reis (2023), o Scrum é um framework que organiza o processo de desenvolvimento de software por meio de atividades específicas que garantem o andamento e o controle das etapas do projeto. Reis (2023) explica que sua execução é orientada pelo Scrum Guide, que define um conjunto de regras e práticas flexíveis, adaptáveis à complexidade e às necessidades de cada projeto. Embora possua uma estrutura, Reis (2023) ressalta que o Scrum permite que as equipes ajustem sua aplicação conforme o contexto de desenvolvimento, mantendo como pilares fundamentais a transparência, a organizada inspeção e a adaptação, como mostra a Figura 1 retirada do livro de Pressman página 42 onde representa o Modelo de Processo do Scrum.

O processo, conforme descreve Reis (2023), inicia-se com a criação do Product Backlog, uma lista priorizada de funcionalidades e requisitos do produto. Nessa etapa, Reis (2023) afirma que as tarefas são classificadas conforme sua criticidade, de modo que as mais essenciais sejam executadas primeiro, garantindo entregas de maior valor ao cliente desde o início do projeto. Em seguida, Reis (2023) explica que o trabalho é dividido em ciclos chamados Sprints, que têm duração média de duas a quatro semanas, e cada Sprint deve resultar em uma entrega concreta e funcional, representando um incremento de valor ao produto.

Figura 1 : Modelo do Processo Scrum

Fonte: PRESSMAN, Roger S. Engenharia de Software: uma abordagem profissional. 8. ed. Porto Alegre: AMGH, 2021. eBook.

Antes de iniciar uma nova Sprint, Reis (2023) aponta que realiza-se a Sprint Planning, reunião voltada ao planejamento das atividades das próximas semanas. Nela, o autor destaca que o Scrum Master desempenha papel central, coordenando a equipe, apresentando métricas de desempenho e destacando pontos de melhoria. Durante a execução, Reis (2023) menciona que ocorrem as Daily Scrums, reuniões diárias e breves (de até 15 minutos), nas quais os membros da equipe compartilham o andamento de suas tarefas, identificam obstáculos e alinham esforços para o alcance das metas estabelecidas.

Ao final de cada ciclo, Reis (2023) descreve que ocorre a Sprint Review, momento destinado à apresentação dos resultados e à coleta de feedback dos clientes, permitindo avaliar o progresso e identificar ajustes necessários. Complementando esse processo, Reis (2023) explica que a Sprint Retrospective tem como foco a análise interna da equipe, discutindo dificuldades enfrentadas e estratégias de aprimoramento para os próximos ciclos. Outro elemento essencial citado por Reis (2023) é a Definition of Done, um documento elaborado de forma colaborativa que estabelece critérios claros para determinar se uma entrega pode ser considerada concluída.

Por fim, Reis (2023) destaca que o sucesso do Scrum está associado a vantagens como a transparência das informações, a adaptabilidade das práticas e o feedback contínuo entre os envolvidos, fatores que promovem melhoria constante, eficiência e motivação da equipe. Entretanto, Reis (2023) ressalta a importância de evitar erros recorrentes, como a resistência organizacional à mudança, o desrespeito aos princípios ágeis e à ausência de documentação adequada, os quais podem comprometer o desempenho e os resultados esperados.

2.1.2 Benefícios do Scrum

De acordo com Reis (2021), a ferramenta Scrum é uma das mais comuns na área de tecnologia, sendo amplamente utilizada em projetos que exigem organização por etapas, definição clara de responsáveis e estabelecimento de prazos bem delimitados para cada entrega. Essa estrutura favorece não apenas a distribuição equilibrada das atividades, mas também um acompanhamento mais preciso do progresso das demandas, contribuindo para a redução de riscos e para a identificação antecipada de possíveis gargalos no processo. 

Nessa mesma linha, Sommerville (2018, p. 57) destaca que, à medida que os métodos ágeis se consolidaram como a principal abordagem no desenvolvimento de software, o Scrum emergiu como o framework mais amplamente adotado, justamente por sua capacidade de se integrar de forma natural às práticas organizacionais já existentes. O autor enfatiza que essa adaptabilidade é um dos fatores que explicam sua popularidade, uma vez que o Scrum proporciona um equilíbrio entre estrutura e flexibilidade, permitindo que equipes de diferentes níveis de maturidade incorporem práticas ágeis progressivamente. 

Dessa forma, a literatura evidencia que o Scrum se mantém como um dos pilares do desenvolvimento ágil, sustentando processos colaborativos, incrementais e orientados à entrega contínua de valor.

2.1.3 Desafios do Scrum

Reis (2021) explica que, com o aumento da popularidade do Scrum, muitas equipes passam a tentar aplicar o método em seus projetos. No entanto, segundo o autor, é comum surgirem dificuldades quando a organização não se adapta às exigências do framework[4]. Assim, muitas vezes a sensação de que “o Scrum não funciona” ocorre não por falhas do método, mas por erros na sua aplicação.

Essa percepção, no entanto, costuma estar relacionada ao emprego inadequado da ferramenta e à dificuldade de adaptação organizacional. Esse entendimento é reforçado por Abreu (2021), que, ao citar Eloranta et al. (2016), destaca que as práticas oficiais do Scrum não são seguidas de forma consistente pela indústria. Segundo Abreu (2021), a análise de Eloranta et al. evidencia que, embora as organizações desejam seguir os procedimentos formais do Scrum, muitas não se sentem capazes de aplicá-lo integralmente.

2.2 O que é Kanban?

De acordo com (Pressman, 2021, p. 37), o Kanban é uma metodologia enxuta que tem como objetivo aprimorar continuamente os processos e fluxos de trabalho, promovendo maior eficiência na entrega de serviços e no gerenciamento de mudanças. Essa abordagem visa entender e atender às necessidades dos clientes, ao mesmo tempo em que oferece autonomia à equipe para organizar e executar suas tarefas.

Pressman explica que o Kanban surgiu na Toyota, como um conjunto de práticas de engenharia industrial voltadas à redução de desperdícios e ao aumento da produtividade, sendo posteriormente adaptado ao desenvolvimento de software por David Anderson. (Pressman, 2021, p. 37) ressalta que o método é fundamentado em seis práticas essenciais: visualizar o fluxo de trabalho, limitar o trabalho em progresso (Work in Progress, WIP), gerenciar o fluxo de valor, explicitar as políticas de processo, promover a melhoria contínua por meio de ciclos de feedback e implementar mudanças de forma colaborativa com a participação de toda a equipe.

Segundo (Pressman, 2021, p. 37), o funcionamento do Kanban baseia-se na visualização do fluxo de trabalho por meio de um quadro dividido em colunas que representam as etapas do desenvolvimento. Cada cartão no quadro corresponde a uma tarefa, como uma história de usuário ou um defeito identificado, e é movido progressivamente entre as colunas “por fazer”, “fazendo” e “feito”, à medida que o trabalho avança. Essa representação visual permite identificar gargalos, reduzir o tempo de ciclo e aumentar a frequência de entrega de valor ao cliente,

Pressman destaca que o Kanban adota reuniões de acompanhamento semelhantes às do Scrum. Quando aplicado a um projeto já existente, nem todos os itens iniciam na coluna de backlog[5], exigindo que os desenvolvedores analisem o estado atual de cada tarefa e reflitam sobre onde estão, de onde vieram e para onde vão. A reunião diária, chamada de standup meeting, segue a prática de “caminhar pelo quadro”, na qual a liderança é rotativa, e a equipe busca mover os itens de maior valor de negócio para a coluna de “feito”, como está descrito na Figura 2 retirada do livro de Pressman  página 42.

Figura 2 – Processo do kanban

Fonte: PRESSMAN, Roger S. Engenharia de Software: uma abordagem profissional. 8. ed. Porto Alegre: AMGH, 2021. eBook.

Durante essas reuniões, a equipe analisa o fluxo de trabalho, identifica obstáculos e avalia riscos que possam interferir na entrega. Além disso, (Pressman, 2021, p. 37) explica que, nas retrospectivas semanais, são avaliadas métricas de processo e sugeridas melhorias que visam aumentar a eficiência e a produtividade da equipe. O autor conclui que o Kanban pode ser facilmente integrado a outras práticas ágeis, conferindo maior disciplina e controle ao processo de desenvolvimento sem comprometer a flexibilidade.

2.2.1 Benefícios do Kanban

De acordo com Reis (2021), dentro do Kanban há uma mentalidade voltada para alcançar os melhores resultados possíveis. O autor destaca que o gerenciamento adequado do lead time é essencial, pois possibilita a otimização dos processos de produção e a diminuição do tempo gasto no desenvolvimento de features, desde o início do projeto até a sua entrega.

Reis (2021) explica que compreender o lead time contribui para uma maior flexibilidade do Work in Progress (WIP) e para planejamentos organizacionais mais eficientes. Com o tempo médio das tarefas calculado, os gestores conseguem analisar o desempenho e planejar ações voltadas à redução deste período, tornando os processos mais previsíveis e produtivos.

O autor ressalta ainda que o cálculo do lead time é um processo contínuo e que exige acompanhamento constante. No entanto, Reis (2021) observa que, após algumas semanas de medições, é possível estabelecer uma base de tempo sólida, o que permite identificar gargalos e propor melhorias de forma mais precisa. O lead time é a soma de todas as etapas do projeto (Backlog, Design, Desenvolvimento, Teste e Deploy[6]). Com o passar do tempo e a maturidade da equipe esse número tende a ficar mais real a produtividade da equipe.

Conforme apontam (Atlassian, 2024; Tsonev, 2019), o Scrumban surgiu como uma abordagem híbrida que combina a estrutura interativa do Scrum com o fluxo visual e os limites de WIP do Kanban. Para Tsonev (2019), o Scrumban é uma abordagem ágil que une o framework Scrum ao método Kanban, surgindo como uma evolução natural para equipes que desejam aprimorar seus processos e aumentar sua maturidade ágil.  O autor destaca que o Scrumban foi desenvolvido por Corey Ladas com o propósito de combinar a estrutura organizada do Scrum com a flexibilidade e fluidez do Kanban, promovendo uma gestão mais eficiente do fluxo de trabalho e o uso de práticas Lean[7].

Tsonev (2019) explica que essa metodologia é vantajosa por otimizar o tempo de planejamento, uma vez que as atividades são organizadas e priorizadas conforme a demanda. O autor observa que o Scrumban permite que as equipes adaptem seus processos continuamente, adotando ciclos de melhoria e decisões baseadas em dados de fluxo, como o controle do trabalho em andamento (WIP) e o gerenciamento do fluxo de tarefas. A Figura 3 mostra o processo do Scrumban, evidenciando como as atividades são organizadas e acompanhadas dentro do sistema híbrido.

Figura 3 – Processo do Scrumban

Fonte: O Autor

Além disso, Tsonev (2019) ressalta que o “Scrumban incentiva a visualização do fluxo de trabalho, o limite de tarefas simultâneas, a definição de políticas explícitas, a implementação de ciclos de feedback e a melhoria colaborativa contínua. Essas práticas promovem maior transparência e previsibilidade no desenvolvimento, possibilitando que as equipes entreguem valor de forma contínua e sustentada”.

Assim, conforme destaca a Atlassian (2024), o Scrumban representa uma metodologia ágil moderna, que combina a disciplina e o planejamento do Scrum com a fluidez e a visualização do Kanban. Proporcionando equilíbrio entre estrutura e flexibilidade, possibilitando o gerenciamento eficiente de projetos contínuos, o aumento da produtividade e o aprimoramento constante dos processos.

2.3.1 Diferenças entre Scrum e o Scrumban

De acordo com Tsonev (2019), a principal diferença entre o Scrum e o Scrumban está na forma como cada metodologia organiza o fluxo de trabalho. Tsonev(2019), o Scrum se baseia em iterações rígidas e ciclos de entrega previamente definidos, enquanto o Scrumban busca transformar gradualmente essas iterações em um fluxo contínuo de trabalho. Tsonev (2019) destaca que essa transição permite maior flexibilidade e adaptação das equipes aos imprevistos e demandas que surgem ao longo do processo de desenvolvimento

Tsonev (2019) explica que uma das principais vantagens do Scrumban em relação ao Scrum é a liberdade proporcionada às equipes para realizarem sessões de planejamento apenas quando houver necessidade, resultado da adoção do fluxo contínuo e da metodologia pull (puxar). Além disso, Tsonev (2025) argumenta que o Scrumban reduz o tempo gasto com estimativas típicas do Scrum, ao introduzir métricas de fluxo que facilitam o acompanhamento do progresso e a identificação de gargalos.

Por outro lado, Tsonev (2019) afirma que o Scrum apresenta uma estrutura mais rígida, com iterações de duração fixa e entregas previamente acordadas, sendo mais indicado para projetos pontuais e de curto prazo, cujo objetivo principal é disponibilizar rapidamente um produto funcional. O Scrumban, portanto, representa uma evolução natural do Scrum, ao combinar previsibilidade e agilidade, mantendo o foco na eficiência e na melhoria contínua Tsonev( 2019).

2.3.2 Diferença entre o kanban e o  Scrumban

De acordo com Tsonev (2019), “a diferença entre Kanban e Scrumban está principalmente no modo como cada metodologia estrutura o fluxo de trabalho. Enquanto o Kanban adota integralmente um fluxo contínuo, o Scrumban mantém a utilização de iterações, funcionando como uma etapa intermediária entre o Scrum e o próprio Kanban”. Essa distinção é fundamental para compreender como cada abordagem influencia a organização das tarefas, o ritmo de entrega e a autonomia das equipes.

Tsonev (2019) enfatiza que o “Scrumban tem como objetivo facilitar essa transição gradual, permitindo que equipes acostumadas às cerimônias e funções do Scrum adaptem-se progressivamente a um fluxo mais fluido e dinâmico”. Além disso, o autor destaca que o Scrumban possibilita a manutenção de práticas familiares, como planejamento e retrospectivas, ao mesmo tempo em que introduz princípios enxutos, como a limitação de trabalho em progresso (Work in Progress – WIP) e o monitoramento contínuo do fluxo. Dessa forma, o Scrumban não apenas serve como um ponto de equilíbrio entre as metodologias, mas também promove uma cultura de melhoria contínua que contribui para maior previsibilidade, eficiência e flexibilidade nos times.

2.4  –  Análise crítico dos autores sobre o Scrumban

A comparação entre os estudos de Meireles et al. (2025) e Hossain (2025) evidencia perspectivas complementares sobre o uso de metodologias ágeis no desenvolvimento de software. Meireles et al. (2025) realiza uma avaliação empírica do Scrumban em projetos híbridos que integram software e hardware, destacando que essa abordagem favorece uma maior visibilidade do fluxo de trabalho, melhora a comunicação entre os times e promove um alinhamento mais consistente entre equipes multidisciplinares. Segundo a autora, tais benefícios são especialmente relevantes em ambientes complexos, onde a sincronia entre as diferentes frentes de desenvolvimento é essencial para evitar retrabalhos e garantir entregas mais previsíveis. 

Os resultados indicam que 67% das avaliações dos participantes foram positivas, evidenciando uma forte aceitação do Scrumban como ferramenta de organização e otimização do processo. Além disso, 20% dos respondentes classificaram sua experiência como neutra, o que sugere que, embora haja espaço para ajustes, não foram observados impactos significativos negativos. Apenas 13% das avaliações foram negativas, e não houve registros de percepções muito negativas, o que reforça a estabilidade e o potencial de adoção do método. Esses achados, representados na Figura 4, demonstram que o Scrumban tende a ser bem recebido em contextos híbridos, servindo como uma alternativa viável para equipes em transição de modelos tradicionais para fluxos mais flexíveis e adaptativos.

Figura 4 – Avaliações do Scrumban segundo Meireles

Fonte:https://www.researchgate.net/profile/Maria-Meireles-4/publication/397081167_Applying _Scrumban_in_Hybrid_Software_and_Hardware_Teams_An_Experience_Report/links/6903ebe1368b 49329fa869be/Applying-Scrumban-in-Hybrid-Software-and-Hardware-Teams-An-Experience-Report.pdf

3.  METODOLOGIA

A metodologia deste estudo tem como questão norteadora analisar artigos publicados entre 2017 e 2025, sendo assim escolhido com o intuito de contemplar estudos recentes e relevantes sobre o tema, garantindo uma análise atualizada da literatura preservando estudos históricos que contextualizam sua origem. Além disso, corresponde aos anos que abrangem as últimas atualizações das obras de (Sommerville, 2018, p. 57) e (Pressman, 2021, p. 37), autores amplamente reconhecidos como referências fundamentais na Engenharia de Software, cujas contribuições consolidam conceitos essenciais sobre metodologias, práticas e processos de desenvolvimento no contexto ágil contemporâneo.

Trata-se de estudo bibliográfico qualitativo, que se baseia em materiais já publicados, que diferente de outras metodologias, este estudo não envolve coleta de dados primários ou entrevistas, focando apenas na análise crítica e organização do conhecimento já produzido sobre um assunto. A pesquisa bibliográfica Segundo Fonseca (2002, p. 32), “é feita a partir do levantamento de referências teóricas já analisadas, e publicadas por meios escritos e eletrônicos, como livros, artigos científicos e páginas de web sites. Qualquer trabalho científico inicia-se com uma pesquisa bibliográfica, que permite ao pesquisador conhecer o que já se estudou sobre o assunto”. 

A escolha das bases de dados e sites utilizados nesta pesquisa considerou sua credibilidade científica e relação com o tema. Foram selecionadas plataformas reconhecidas, como Google Scholar, SciELO e ResearchGate, além de repositórios institucionais. Onde foram buscadas fontes que oferecem estudos recentes e metodologicamente sólidos, garantindo uma base teórica confiável para identificar elementos significativos das práticas do Scrum e do Kanban.

4. RESULTADOS

Os resultados obtidos revelaram um cenário que, em parte, já era antecipado pela literatura, considerando que diversos autores destacam os benefícios do Scrum, especialmente sua clareza na definição de etapas, papéis e prioridades, além de seus ciclos curtos que favorecem o monitoramento contínuo das entregas. Da mesma forma, os estudos sobre o Kanban reforçam suas vantagens relacionadas à flexibilidade, à visualização constante do fluxo e ao uso do limite de tarefas em andamento, contribuindo para processos mais enxutos e transparentes. Assim, era natural prever que uma abordagem híbrida como o Scrumban, ao combinar elementos essenciais de ambos os métodos, fosse bem recebida pelas equipes e avaliada de forma predominantemente positiva. Esse alinhamento entre teoria e prática demonstra que a integração entre planejamento estruturado e fluxo contínuo realmente agrega valor em ambientes dinâmicos.

Apesar desse comportamento esperado, os dados analisados trouxeram resultados que ultrapassam o óbvio e se mostram particularmente relevantes para o campo da Engenharia de Software. Um desses achados é a completa ausência de avaliações extremamente negativas, aspecto incomum em estudos envolvendo metodologias ágeis em contextos complexos. Esse comportamento sugere que o Scrumban oferece um nível de estabilidade e adaptabilidade capaz de minimizar percepções negativas mesmo em cenários de maior incerteza. Além disso, chamou atenção a alta aceitação do método em projetos que envolvem hardware, ambiente tradicionalmente mais rígido e dependente de fatores externos, como ciclos físicos, suprimentos e fornecedores. Em geral, tais elementos costumam limitar o uso de métodos ágeis, mas os resultados indicam que o Scrumban consegue mitigar parte dessas dificuldades, tornando-se uma alternativa viável para equipes multidisciplinares.

Outro ponto central identificado é que o Scrumban não elimina completamente as limitações inerentes ao Scrum e ao Kanban, mas promove uma reorganização mais equilibrada dessas restrições, permitindo que as equipes convivam com elas de maneira mais eficiente. Isso significa que o método híbrido não deve ser encarado como solução definitiva ou universal, mas como um facilitador que ajuda a otimizar o processo sem substituir a necessidade de decisões estratégicas, alinhamento organizacional e maturidade metodológica. Os achados reforçam, portanto, que embora o Scrumban gere benefícios concretos, como melhor visibilidade do fluxo, comunicação aprimorada e maior capacidade de adaptação, ainda persistem desafios estruturais, culturais e operacionais que variam conforme o tipo de projeto, o contexto institucional e a experiência da equipe. Dessa forma, o estudo evidencia que a adoção do Scrumban deve ser sempre acompanhada de uma análise crítica e contextualizada, evitando a expectativa equivocada de que a metodologia, por si só, resolverá todos os problemas organizacionais.

5.  CONSIDERAÇÕES FINAIS 

 Este estudo apresenta uma análise abrangente dos benefícios, desafios e contribuições da abordagem híbrida Scrumban, buscando compreender como a integração entre Scrum e Kanban pode melhorar o fluxo de trabalho e aumentar a capacidade de adaptação a mudanças no processo de produção de software. A partir da análise dos autores, a evidência mais concreta é apresentada por Meireles et al. (2025), que reporta os seguintes resultados: 67% de avaliações positivas, 20% neutras, 13% negativas e 0% extremamente negativas. Esses dados indicam que o Scrumban é amplamente aceito pelas equipes, sobretudo por melhorar a visibilidade do fluxo de trabalho, fortalecer a comunicação e o alinhamento entre os membros e equilibrar a organização estruturada do Scrum com a fluidez contínua do Kanban

No entanto, também revelam dificuldades específicas, como a complexidade na estimativa de tarefas relacionadas a hardware, limitações impostas por ciclos físicos e a dependência de fornecedores, evidenciando que, embora o Scrumban funcione melhor em ambientes que exigem constante adaptação, ele ainda enfrenta desafios estruturais significativos em projetos híbridos.

Fazendo uma comparação entre os autores estudados, Meireles et al. (2021), confirmou os benefícios de visibilidade e integração, com a  aceitação ampla entre equipes híbridas. Enquanto que Hossain (2024), diferentemente de Meireles, foca nos desafios do Scrum e Kanban separadamente. Reforça que a escolha do método depende do contexto organizacional e contribui para compreender a lógica da criação do Scrumban.  Já Tsonev (2019; 2024) defende que o Scrumban melhora a maturidade ágil e reduz custos de planejamento. Isso também aparece indiretamente nos achados de Meireles. 

Quando se faz a comparação com (Pressman, 2021, p. 37) e (Sommerville, 2018, p. 57), esses autores fornecem bases teóricas que justificam a necessidade de adaptação contínua. Seus conceitos sustentam as razões pelas quais o Scrumban surgiu e funciona. Contudo, os resultados deste estudo  estão alinhados com a literatura, reforçando que o Scrumban é uma solução intermediária eficiente, mas dependente do contexto, maturidade da equipe e tipo de projeto.

Analisando criticamente, o ponto forte deste estudo foi o uso de literatura atualizada (2017–2025), combinando  autores clássicos Pressman, Sommerville ,com estudos recentes. Integração de estudos empíricos Meireles com revisões teóricas Hossain, tendo assim uma clareza na delimitação do problema e dos objetivos. Mas também vejo que,  por não ter feito uma coleta de dados própria , sendo um estudo estritamente bibliográfico, houve a necessidade da dependência de estudos com amostras pequenas, como Meireles , pois nem todos os estudos tratam especificamente de projetos híbridos software-hardware e também a pouca diversidade metodológica entre os autores revisados.

A discussão mostra que Scrum oferece estrutura e ciclos claros e o Kanban oferece flexibilidade e foco no fluxo.  Scrumban surge para equilibrar esses dois mundos. Meireles confirma empiricamente que essa integração traz benefícios reais. Hossain explica por que essas metodologias são escolhidas e adaptadas. Tsonev detalha a maturidade ágil e explica como o Scrumban evolui do Scrum.

Para pesquisas futuras, recomenda-se a realização de estudos empíricos com amostras mais amplas e diversificadas, especialmente em contextos híbridos que integrem software e hardware, a fim de fortalecer a generalização dos resultados obtidos. Investigações comparativas entre equipes com diferentes níveis de maturidade ágil também poderiam esclarecer de que maneira fatores organizacionais, culturais e técnicos influenciam a eficácia do Scrumban. Além disso, seria relevante explorar métricas de desempenho quantitativas, como lead time, throughput [8] e taxa de retrabalho, para avaliar de forma mais objetiva o impacto da abordagem híbrida no fluxo de desenvolvimento. Por fim, sugere-se examinar como o Scrumban se comporta em ambientes altamente regulados ou governamentais, nos quais restrições de conformidade e processos burocráticos podem alterar significativamente a dinâmica dos métodos ágeis.


[1] Engenharia de Software é a disciplina da engenharia que aplica princípios sistemáticos para projetar, desenvolver, testar e manter sistemas de software de alta qualidade.

[2] Framework ágil é um conjunto de práticas e diretrizes para gerenciar projetos de forma flexível, colaborativa e iterativa, adaptando-se às mudanças e entregando valor continuamente.

[3] Hardware são os componentes físicos de um computador ou dispositivo eletrônico, que podem ser tocados, como monitor, teclado, mouse, placa-mãe, processador (CPU) e memória RAM

[4] Framework é uma estrutura predefinida de código, regras e diretrizes que oferece uma base pronta para o desenvolvimento de softwares e outras aplicações, economizando tempo ao padronizar tarefas repetitivas.

[5] Backlog é uma lista de tarefas, requisitos ou itens de trabalho pendentes e priorizados para um projeto ou produto.

[6] Deploy significa implantar, implementar ou disponibilizar um software, um sistema, um modelo de machine learning ou até mesmo recursos e tropas para uso.

[7] Lean é uma metodologia de gestão focada na eliminação de desperdícios para aumentar a eficiência e o valor entregue ao cliente, utilizando o mínimo de recursos.

[8] Throughput (vazão, em português) é uma métrica que mede a quantidade de itens de trabalho concluídos por uma equipe em um determinado período de tempo.


REFERÊNCIAS   

ABREU, João Vitor Maurício de. Fatores críticos para aplicação do Scrum em projetos de desenvolvimento de software. 2022. 72 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Engenharia de Produção Civil) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2022. Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/232592. Acesso em: 19 set. 2025.

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1 gustavo.rego@somosicev.com
Graduando de Engenharia de Software
2 Orientador – Engenheira de Software lia.brito@somosicev.com