EPIDEMIOLOGY AND RISK FACTORS ASSOCIATED WITH MUSCULOSKELETAL INJURIES IN BEACH TENNIS PLAYERS: AN INTEGRATIVE REVIEW.
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/cs10202510122222
João Rhomano Gomes Vieira1
João Victor Gonçalves Lino2
Resumo
O Beach Tennis (BT) consiste em uma modalidade esportiva em ascensão no Brasil. O crescimento exponencial no número de praticantes está diretamente associado ao aumento de lesões musculoesqueléticas, o que demanda maior compreensão epidemiológica. Este estudo tem como objetivo analisar a incidência e a prevalência das lesões musculoesqueléticas em praticantes de BT, assim como os fatores de risco relacionados a elas. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, com busca de artigos publicados entre 2018 e 2025, nas bases de dados Cochrane Library, PubMed e SciELO, utilizando descritores em português inglês e espanhol. Foram incluídos estudos com atletas amadores e profissionais, que abordassem a epidemiologia e os fatores de risco associados à LM nos atletas de BT. Excluíram-se artigos duplicados, incompletos ou fora da temática. Foram selecionados 10 artigos para compor esta revisão, estes apontaram variação na incidência de lesões entre 0,82 a 1,81 a cada 1000 horas de prática, além de prevalências que oscilaram entre as regiões mais acometidas, dentre elas, destacaram-se ombro, cotovelo e joelho, seguidos por punho e coluna vertebral. Entre os principais fatores de risco, destacam-se o elevado volume de treinos, fatores intrínsecos como idade e histórico de lesões, imaturidade prática e a demanda biomecânica da modalidade. Conclui-se que a necessidade de estratégias preventivas e multifatoriais é emergente e sugere-se que pesquisas futuras com critérios padronizados e amostras metodológicas mais robustas sejam realizadas a fim de ampliar a aplicabilidade prática dos achados.
Palavras-chave: Beach Tennis, Fatores de risco, Lesões, Sistema Musculoesquelético.
1. INTRODUÇÃO
O Beach Tennis (BT)surgiu na Itália há mais de 30 anos, sendo depois introduzido nos EUA e, posteriormente, no Brasil. Apesar de ter seu início em 2006 e ser recente no país, a alta adesão consolidou o Brasil como uma das potências do esporte, tanto no âmbito amador como profissional, atualmente estima-se uma média de 1,4 milhões de praticantes no país (CBT, 2024.)
A popularidade do esporte se deu a partir do período da pandemia de Covid-19, no qual a busca por modalidades esportivas que evitassem o contato físico e respeitassem o distanciamento social emergiu. Dessa forma, o beach tennis passou a proporcionar benefícios para o corpo e a mente, sendo acessível a todas as faixas etárias além de contribuir para melhorar a coordenação motora, aprimorar o condicionamento físico e auxiliar na perda de peso (ROSA; ALVAREZ, 2021).
A lesão musculoesquelética pode ser caracterizada como um conjunto de doenças que afetam músculos, tendões, ligamentos, articulações, tecidos moles relacionados, nervos, discos intervertebrais dentre outros. Essas lesões, quando associadas à prática esportiva podem ser originadas por traumas ou resultarem de sobrecargas do sistema muscular esquelético (MARTINS, SARAMAGO & CARVALHO, 2021).
As lesões esportivas estão diretamente associadas à queda no desempenho do atleta e da equipe, pois elas causam a interrupção temporária ou, em alguns casos, permanente da prática esportiva. Essa interrupção limita a participação em competições, reduzindo as chances de alcançar posições elevadas em rankings ou conquistar vitórias em torneios (DAVIES et al., 2020)
Além de afetar o desempenho e a funcionalidade do atleta, as lesões esportivas também geram impactos sociais e econômicos. O afastamento das atividades laborais, a suspensão de pagamentos de patrocínios e os custos com avaliações e tratamentos são alguns dos prejuízos enfrentados pelos atletas e suas equipes. Em alguns casos, lesões graves podem encerrar precocemente a carreira de um atleta. Esse tipo de impacto reforça a importância da prevenção e do tratamento adequado das lesões musculares associadas ao esporte (MONTALVAN et al., 2024).
Diante do aumento expressivo de praticantes do Beach Tennis no Brasil, e da escassez de estudos voltados para compreensão da incidência das lesões musculoesqueléticas associadas a essa modalidade, visto que tais agravos impactam diretamente no desempenho esportivo e na qualidade de vida dos praticantes, o presente estudo tem como objetivo analisar a incidência e os principais fatores de risco abordados na literatura sobre as lesões musculoesqueléticas nos praticantes de beach tênis.
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2.1 Beach Tennis:
O Beach Tennis é uma modalidade esportiva cuja origem exata permanece incerta, no entanto possuía uma regulamentação formal, o que fez com que suas regras e modos de jogo fossem adaptados conforme o contexto e as preferências dos praticantes em diferentes regiões e ocasiões. Com o passar dos anos, o BT foi ganhando popularidade e atraindo mais adeptos, o que impulsionou o desenvolvimento de normas padronizadas e competições organizadas, consolidando-o como uma modalidade esportiva reconhecida globalmente (IFBT, 2020).
Segundo a Confederação Brasileira de Tênis- CBT (2021) O BT ganhou popularidade no Brasil por ser um esporte ao ar livre, de fácil aprendizado e que exige esforço físico. Praticado na areia, ele favorece a socialização em um ambiente descontraído. Embora sua origem exata seja desconhecida, acredita-se que surgiu nas praias italianas nos anos 1990. Em 1996, suas regras e dimensões foram definidas, consolidando-o como esporte oficial.
Atualmente, a CBT estima que o número de praticantes tenha triplicado nos últimos anos, apresentando um número de crescimento de 175% no Brasil, que atualmente com mais de 1,1 milhão de praticantes deste esporte apresenta uma concentração de 60% dos atletas do mundo, sejam eles amadores ou profissionais. Entre os anos de 2022 e 2023 observou-se um crescimento de quase 600 mil participantes em relação ao ano anterior.
Em 1996, foram estabelecidas as regras para o BT, incluindo o tamanho das quadras (16m x 8m), a pontuação, o uso do “killer point”, e a altura da rede (1,70m). Essas definições tornaram o jogo mais atrativo, levando ao aumento de praticantes, torneios e ao aprimoramento de equipamentos como raquetes e bolas. Paralelamente, houve uma expansão dos torneios e um avanço no desenvolvimento de equipamentos específicos, como raquetes e bolas, que contribuíram ainda mais para a popularização da modalidade (FEDERAZIONE ITALIANA TENNIS, 2020).
2.2 Perfil do atleta amador:
A prática do BT demanda dos atletas alto nível de autocontrole e capacidade de tomada de decisão, habilidades diretamente ligadas à resiliência psicológica, que é essencial para o bom desempenho nessa modalidade, visto que a capacidade de manter a calma e tomar decisões rápidas em situações de pressão é um diferencial importante para os atletas (TAKAYAMA; VANZUÍTA, 2020).
Nos esportes com a raquete, a execução do gesto técnico está intimamente ligada à tomada de decisão, à capacidade de antecipação e à seleção adequada do movimento, além da habilidade de recuperação após a execução. Essas habilidades são fundamentais para o desempenho dos atletas, pois permitem que eles respondam rapidamente às ações do adversário, ajustando sua estratégia em tempo real durante o jogo (Silva et al., 2017).
O Beach Tennis, especificamente, é jogado em um espaço delimitado, onde a participação dos atletas ocorre de forma alternada. O principal objetivo é devolver a bola recebida, garantindo que ela não quique no chão ou na areia antes de atingir o campo do adversário, com a intenção de marcar pontos. Essa dinâmica exige não apenas habilidade técnica, mas também um alto nível de concentração e estratégia para superar o oponente (SANTINI; MINGOZZI, 2017).
2.3 Lesões musculoesqueléticas:
O tecido muscular esquelético representa a maior fração da massa corporal, constituindo aproximadamente 45% do peso total do corpo humano. As lesões musculares podem ocorrer por diversas razões, incluindo contusões, estiramentos e lacerações. A classificação atual das lesões musculares categoriza-as em três graus: leve, moderado e grave (SANTANNA et al., 2022).
As lesões de grau I são caracterizadas por edema e leve desconforto, sem comprometer significativamente a função muscular. No grau II, observa-se perda de função, presença de gaping e equimose ocasional, indicando um dano mais severo aos tecidos. As lesões de grau III envolvem uma ruptura completa do músculo, acompanhada de dor intensa e hematoma extenso, refletindo a gravidade da lesão e a necessidade de intervenção médica imediata (SILVERS-GRANELLI et al., 2021).
No beach Tennis as lesões mais comuns se dão no membro superior, principalmente no ombro e cotovelo. Isso se dá principalmente pelo pico de torque de rotadores externos especialmente na angulação de 90°, movimento que está diretamente relacionado a essa prática esportiva. Dessa forma, para o controle das jogadas sem que haja lesões, faz-se necessária uma sinergia da musculatura estabilizadora do complexo do ombro (NASCIMENTO & NEUMAN, 2021).
3. METODOLOGIA
Este estudo consiste em uma revisão integrativa baseada na análise descritiva de artigos disponibilizados na literatura a respeito da incidência e principais estratégias preventivas de lesões musculoesqueléticas em praticantes de beach tennis.
As etapas de elaboração do artigo se deram mediante a Cavalcante & Oliveira, 2021 que descreve a revisão integrativa como a união e síntese de resultados de estudos de forma ordenada, permitindo inclusão simultânea de pesquisas. As etapas para a construção da revisão integrativa se dão pela identificação do tema e da questão de pesquisa, estabelecimento dos critérios de elegibilidade, definição das informações a serem extraídas, análise dos estudos selecionados, interpretação de resultados e por fim a sintetização e apresentação dos mesmos.
Dessa forma, após a definição e identificação do tema, buscou-se a pergunta norteadora da pesquisa através da estratégia PICO, que em seus acrônimos corresponde a P: pacientes, I: intervenção, C: comparação, O: Desfecho. Para sintetizar e demonstrar os termos pertencentes aos acrônimos foi realizada a elaboração do quadro 1.
Quadro 1: Estratégia PICO para formação da pergunta norteadora.

Portanto, a pergunta norteadora se deu por: Quais são as estratégias preventivas mais eficazes disponíveis na literatura para a redução da incidência de lesões musculoesqueléticas em praticantes de beach tennis?
A coleta de dados do presente trabalho ocorreu de janeiro a outubro de 2025, com seguintes descritores “Beach Tênis”, “Fatores de risco”, “Incidência”, “Lesões”, “Sistema Musculoesquelético”, assim como suas variações em inglês e espanhol, foram utilizados os operadores booleanos AND e OR para o cruzamento entre esses termos. Dessa forma, a pesquisa ocorreu por esses descritores cadastrados nas seguintes bases de dados Cochrane library, PubMED e SciELO.
Os critérios de elegibilidade desta revisão se deram pela inclusão de artigos de ensaios clínicos, estudos de caso, revisões bibliográficas e sistemáticas entre os anos de 2018 e 2025, artigos disponíveis na íntegra e de maneira gratuita que abordassem jogadores de beach tennis com histórico de lesão ou dor musculoesquelética. A exclusão se deu por artigos que fugiam da temática abordada e do público alvo, trabalhos duplicados e/ou incompletos.
A análise dos dados assim como a triagem dos artigos selecionados para compor a revisão se deu por um único pesquisador, este partiu das etapas citadas acima para analisar e eleger os artigos elegíveis para a extração de dados que se deu seguindo os critérios de elegibilidade pré-estabelecidos.
A sintetização dos resultados se deu de maneira qualitativa, no qual os estudos foram organizados em um quadro-síntese e analisados de acordo com os efeitos nos desfechos definidos. O fluxograma apresentado na figura 1, consolida as etapas presentes no estudo. O mesmo foi adaptado para compor revisão integrativas a partir da metodologia PRISMA (2020).

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES
As estratégias de busca recuperaram 55 referências. Durante o processo de seleção, foram eliminados 15 artigos duplicados, e 30 artigos analisados por título e resumo que não atenderam aos critérios de elegibilidade. Dessa forma, 10 artigos foram selecionados para compor esta revisão, conforme descrito na Tabela 1.
Assim a tabela apresenta uma síntese dos resultados dos artigos selecionados sobre a incidência e os fatores de risco de lesões musculoesqueléticas em praticantes de Beach Tennis. São expostos os principais elementos, incluindo autor e ano de publicação, título do estudo, delineamento e população avaliada, dados de incidência e os fatores de risco identificados. Dessa forma, a tabela permite uma análise comparativa entre diferentes trabalhos, abrangendo tanto pesquisas de caráter epidemiológico transversal quanto observacional e experimental, com amostras que variam no que tangencia a quantidade de participantes, o grau e o volume de prática e entre atletas amadores e profissionais.
Tabela 1: Distribuição da incidência e fatores de risco de lesões musculoesqueléticas em praticantes de Beach Tennis.





A análise da literatura demonstra que as lesões musculoesqueléticas em praticantes de Beach Tennis (BT) são muito comuns em atletas de todas as idades e modalidades. Dessa forma, a incidência de lesões varia de acordo com os estudos analisados, Berardi, (2019) apresentou uma incidência de 1,81 lesões a cada 1000 horas de jogo, já Costa, Dornelas & Makishi, (2024) apresentou uma incidência de 0,82/1000 horas de treino, podendo demonstrar uma possível redução da incidência de lesões, no entanto o fator das populações investigadas serem diferentes, assim como as características de treino dos jogadores, apresenta um viés de comparação a ser considerado.
No que tangencia os locais de lesão mais comuns observou-se uma maior prevalência de regiões de membros superiores, principalmente por estarem ligados a biomecânica da prática esportiva, o ombro aparece como articulação mais relatada em diferentes estudos como os de Nascimento & Neuman (2022),, em Silva (2023) e principalmente em Grijó & Silva (2025) que apresentou dentre os estudos analisados a maior prevalência de lesões no ombro com 41,9%.
De acordo com Lima et al., 2025, um dos fatores que levam a essa lesão leva em consideração a biomecânica do esporte, uma vez que os esportes praticados com movimentos acima da cabeça atribuem para um elevado impacto recebido pela articulação. Tais fatos corroboram com Steele et al., (2025) que relata que o ombro é projetado anatomicamente para flexibilidade de movimento, e essas forças que integram velocidade rápida somado com forças rotacionais externas causa um aumento de demandas biomecânicas, podendo levar a lesão.
Assim, a segunda região de membros superiores mais prevalente dentre os estudos avaliados se dá pelo cotovelo como apresentado por Nascimento & Neuman (2022), Rodrigues et al., (2024) e com um maior número apresentado em Silva (2023) com 47,3 % das lesões ocorrendo em cotovelo. Tais dados confirmam a direta relação com os movimentos repetitivos de saque e ataque, que podem ocasionar uma degeneração ou desgaste dos músculos extensores do carpo ou da inserção do tendão no osso, como descrito por Johns e Shridhar (2020).
Nos Membros Inferiores (MMII) o joelho emergiu com prevalência significativa nos artigos de Aragão & Siqueira (2023), Costa, Dornelas & Makishi (2024) e Freitas, Guerra & Souza (2024) no quais foi observado uma variação de prevalências entre 11,7% e 25%. Podendo estar relacionado à superfície instável e a técnica incorreta, além das demandas biomecânicas que a modalidade exige.
Dentre os fatores de risco, o volume de treinos aparece de forma consistente como um dos principais motivos para o desenvolvimento de lesões musculoesqueléticas no Beach Tennis. Atletas que apresentam uma maior carga horária diária e semanal de prática sem intervalos adequados para recuperação estão mais expostos a sobrecargas repetitivas o que favorece tanto lesões agudas quanto crônicas por over training e eleva significativamente a incidência de lesões (Berardi et al., 2019; Nascimento & Neuman 2022; Silva, 2023; Rodrigues et al., 2024).
Dentro desse âmbito a elevada carga de treinos a associação destes fatores a um tempo maior de prática (acima de 13 meses) pode estar associada a uma maior incidência de lesões tanto em membros superiores quanto inferiores, assim como a associação com a prática de outros esportes que envolvam o uso de raquete ou esportes que tenham movimentos de overhead (Costa, Dornelas & Makishi, 2024).
Tais achados ratificam e explicam a alta incidência de lesões, confirmando os estudos de Weakley, Halson &Mujika (2022) que configuram o overtraining como um estado de estresse fisiológico resultante do desequilíbrio entre a intensidade e o volume de treinos em relação ao tempo necessário de recuperação, o que compromete a capacidade adaptativa do organismo e aumenta a suscetibilidade a lesões, além de demandar uma sobrecarga psicológica que pode afastar o atleta por mais tempo.
Outros fatores ressaltados nos estudos avaliados se deram por fatores relacionados ao esporte propriamente dito, fatores como movimentos de treino como saques, ataques e arrancadas podem ser preditores de lesão, outrossim, a falta de prática por longos períodos de tempo, uso de raquetes pesadas, falta de treinamento e preparo muscular prévio, além do uso de padrões posturais inadequados podem prejudicar não só os membros inferiores e superiores como também a coluna vertebral (Vale et al., 2024 & Lima et al., 2025).
Tais aspectos corroboram com os estudos de Liu (2022) que apresenta que os padrões posturais no esporte somam como fatores de risco uma vez que causam sobrecarga, desequilíbrios musculares e articulares prejudicando a eficiência dos movimentos, isso somado à prática continua em padrões inadequados levam a fadiga, contraturas e cronicidade das lesões do sistema musculoesquelético. Tais padrões são observados principalmente em jogadores recreativos, uma vez que possuem menor orientação e condicionamento na maioria das vezes.
Fatores como idade geralmente acima dos 30 anos (Silva, 2023; Rodrigues,2024 e Grijó & Silva, 2025), hábitos de vida como prática regular de exercícios e qualidade do sono foram apontados como preditores de lesão uma vez que a soma de tais alterações a altos volumes semanais ou fatores extrínsecos pelo qual o atleta se expõe podem gerar redução de elasticidade e força, lentidão no processo de reparo tecidual e maior suscetibilidade a processos degenerativos musculoesqueléticos (Berardi et al., 2019; Nascimento & Neuman, 2022; Freitas, Guerra & Souza)
A análise integrada dos estudos demonstra que os fatores de risco para lesões musculoesqueléticas no Beach Tennis estão inter-relacionados e se potencializam quando ocorrem de forma combinada. Assim, observa-se que a prevenção das lesões depende de uma abordagem multifatorial, que inclua não apenas a regulação da carga de treino, mas também o aprimoramento técnico, a adaptação às condições individuais do atleta e o acompanhamento profissional contínuo.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente estudo evidencia que as lesões musculoesqueléticas estão fortemente relacionadas a certos fatores de risco, dentre eles a biomecânica do esporte que se sobressai. A maior prevalência de lesões se deu pelas regiões de ombro, cotovelo e joelho, no entanto áreas como punho e coluna vertebral devem ser analisadas também.
Demonstra-se que fatores como volume de treinos, ausência de técnicas específicas e práticas posturais adequadas, além de fatores intrínsecos como existência prévia de lesões e idade somam-se aos principais riscos predisponentes à lesão. Ressalta-se que a interação entre esses fatores configura uma potencialização do risco de acometimentos musculoesqueléticos, reforçando a necessidade de estratégias preventivas direcionadas.
Assim, o trabalho contribui teoricamente ao sistematizar o conhecimento existente e subsidia a elaboração de programas específicos de prevenção e manejo de lesões voltados a atletas recreativos e profissionais de Beach Tennis. Reconhece-se como limitação a heterogeneidade dos estudos incluídos o que pode gerar viés nos resultados comparativos. Por fim, recomenda-se que pesquisas futuras sejam realizadas com critérios padronizados de definição e registro de lesão, além de amostras mais amplas e acompanhamentos específicos durante certos períodos de tempo.
REFERÊNCIAS
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1Discente do Curso Superior de fisioterapia do Instituto de Ensino Superior do Sul do Maranhão. Campus Imperatriz. e-mail: joao.rhomano@outlook.com
2Docente do Curso Superior de Fisioterapia do Instituto de Ensino Superior do Sul do Maranhão Campus Imperatriz. e-mail: dr.joaovictorlino@gmail.com
