REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/dt10202511171301
Giovanna de Sousa Almeida1
Mariana Versiani Barreto2
Mariana Lopes Hernandez Quintana3
Isadora Pereira E Ferreira4
João Gabriel Ramos Trincha5
RESUMO
Introdução: O melanoma cutâneo é uma neoplasia derivada dos melanócitos, associada a alta mortalidade. No Brasil, estima-se cerca de 8.400 novos casos no triênio 2020‑2022, representando aproximadamente 4 casos por 100.000 habitantes. Apesar de ser menos de 5% dos cânceres de pele, contribui significativamente para a mortalidade. Fatores genéticos, fenotípicos e ambientais, como fototipo claro, presença de nevos, histórico familiar e exposição à radiação ultravioleta, influenciam o risco da doença. Objetivo: Realizar levantamento da mortalidade por melanoma entre 1996 e 2024, no Brasil. Metodologia: Estudo epidemiológico ecológico, descritivo, transversal e retrospectivo. Os dados foram obtidos do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM/DATASUS) e analisados por região, ano, faixa etária, sexo e raça/cor. Resultados: Foram registrados 41.835 óbitos por melanoma. A distribuição regional mostrou maior concentração no Sudeste (46,4%) e Sul (33,3%). Por faixa etária, 61,03% dos óbitos ocorreram em pessoas com 60 anos ou mais. Houve predomínio do sexo masculino (57,27%) e da população branca (78,20%). Observou-se aumento gradual no número de óbitos ao longo do período, com destaque para os anos de 2023 e 2024. Conclusão: O melanoma cutâneo, embora menos frequente que outros cânceres de pele, apresenta alta mortalidade no Brasil, especialmente em homens, idosos e população de pele clara. A maior incidência nas regiões Sudeste e Sul reforça a influência de fatores demográficos e ambientais. Os resultados destacam a necessidade de políticas de prevenção, rastreamento precoce e educação em saúde voltadas às populações de maior risco, visando reduzir a mortalidade e melhorar o prognóstico da doença.
PALAVRAS-CHAVE: “Melanoma” ; “Melanoma maligno” ; ”Malignant melanoma” ; “Epidemiologia”.
INTRODUÇÃO
O melanoma cutâneo trata-se de uma neoplasia maligna originada nos melanócitos e representa uma baixa quantidade dos cânceres de pele no país, porém exerce um impacto importante em termos de mortalidade. No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA) cerca de 8.400 novos casos de melanoma no triênio 2020‑2022, aproximadamente 4 casos por 100.000 habitantes, embora esse número possa estar subestimado (MELO et al., 2018). Esse cenário evidencia a gravidade do melanoma, pois mesmo representando menos de 5% dos tumores de pele no país, ele é responsável por uma proporção elevada das mortes por câncer cutâneo (FERREIRA et al., 2023).
O Melanoma cutâneo é uma neoplasia que se origina nos melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina. A transformação maligna ocorre por meio do acúmulo de mutações genéticas que levam à ativação de vias de proliferação celular, evasão da apoptose e capacidade de invasão e metastização, promovendo uma proliferação descontrolada e capacidade de invasão tecidual (SCHMITT et al., 2015). Sabe-se que alterações em genes como BRAF, NRAS e KIT são comuns, pois ativam vias de sinalização como MAPK e PI3K/AKT, que favorecem crescimento tumoral, angiogênese e resistência à morte celular programada (SCHMITT et al., 2015).
Tem-se diversos fatores predisponentes para melanoma, sendo os principais: fototipos claros (Fitzpatrick I e II), alto número de nevos adquiridos ou atípicos, histórico familiar da doença, imunossupressão, e principalmente exposição intermitente, intensa ou cumulativa à radiação ultravioleta (UV) (SILVA & DIAS, 2018). Além disso, o histórico familiar de melanoma e a presença de grande número de nevos e/ou nevos atípicos elevam significativamente o risco. A exposição solar intensa e intermitente, especialmente durante a infância, é considerada o fator ambiental mais relevante, associada a queimaduras solares graves. Outros fatores incluem imunossupressão e exposição a agentes químicos ou radiação artificial. A combinação desses fatores genéticos, fenotípicos e ambientais explica a heterogeneidade do risco entre diferentes regiões e populações do Brasil (SILVA & DIAS, 2018).
OBJETIVO
O objetivo do presente trabalho foi realizar o levantamento do número de casos de melanoma no período de 28 anos no Brasil.
METODOLOGIA
O presente estudo trata-se de um estudo epidemiológico ecológico, descritivo, transversal e retrospectivo. Os dados foram coletados a respeito dos casos novos notificados no Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), os quais encontram-se disponíveis no banco de dados online do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Foi realizada coleta de dados de casos de melanoma por região no Brasil, entre os anos de 1996 a 2024.
A coleta dos dados foi realizada em 2025. Utilizou-se as variáveis: número de casos regionais, anuais, faixa etária, raça e sexo (CID C43).
Em conformidade com a Resolução no 4661/2012, como o estudo trata-se de uma análise realizada por meio de banco de dados secundários de domínio público, este não foi encaminhado para apreciação de um Comitê de Ética em Pesquisa.
RESULTADOS
Durante o período analisado houveram 41.835 óbitos devido ao melanoma no Brasil.
A distribuição regional dos óbitos foi: i) Região Norte: 971 (2,3%), ii) Região Nordeste: 5.269 (12,6%), iii) Região Sudeste: 19.409 (46,4%), iv) Região Sul: 13.928 (33,3%) e v) Região Centro-Oeste: 2.258 (5,4%) (Gráfico 1). Sendo a Região Sudeste a mais acometida, seguida da Região Sul e Nordeste.
Gráfico 1. Distribuição regional dos casos de melanoma no Brasil, entre 1996 a 2024.

A distribuição anual se deu: 1996: 832 (1,99%), 1997: 847 (2,02%), 1998: 896 (2,14%), 1999: 912 (2,18%), 2000: 1028 (2,46%), 2001: 1075 (2,57%), 2002: 1059 (2,53%), 2003: 1081 (2,58%), 2004: 1087 (2,60%), 2005: 1171 (2,80%), 2006: 1236 (2,95%), 2007: 1296 (3,10%), 2008: 1311 (3,13%), 2009: 1392 (3,33%), 2010: 1507 (3,60%), 2011: 1475 (3,53%), 2012: 1522 (3,64%), 2013: 1547 (3,70%), 2014: 1609 (3,85%), 2015: 1794 (4,29%), 2016: 1773 (4,24%), 2017: 1835 (4,39%), 2018: 1791 (4,28%), 2019: 1978 (4,73%), 2020: 1923 (4,59%), 2021: 1832 (4,38%), 2022: 1959 (4,68%), 2023: 2047 (4,89%), 2024: 2020 (4,83%) (Gráfico 2). Sendo os três anos com maior número de casos: 2023 (4,89%), 2024 (4,83%) e 2019 (4,73%), respectivamente, correspondendo a cerca de 11,45% do número total de casos.
Gráfico 2. Distribuição anual dos casos de melanoma no Brasil, entre 1996 a 2024.

Distribuindo os casos segundo a faixa etária, observa-se: menor de 1 ano: 6 (0,01%), 1 a 4 anos: 26 (0,06%), 5 a 9 anos: 18 (0,04%), 10 a 14 anos: 42 (0,10%), 15 a 19 anos: 110 (0,26%), 20 a 29 anos: 906 (2,17%), 30 a 39 anos: 2.674 (6,39%), 40 a 49 anos: 5.039 (12,04%), 50 a 59 anos: 7.471 (17,86%), 60 a 69 anos: 8.806 (21,05%), 70 a 79 anos: 8.730 (20,87%), 80 anos e mais: 7.997 (19,11%) e idade ignorada: 10 (0,02%) (Gráfico 3).
A faixa de 60 a 69 anos registrou 8.806 casos (21,05%), seguida de 70 a 79 anos, com 8.730 casos (20,87%), e de 80 anos e mais, com 7.997 casos (19,11%). Juntas, essas três faixas etárias representam 61,03% do total de casos.
Gráfico 3. Distribuição da faixa etária dos casos de melanoma no Brasil, entre 1996 a 2024.

Os casos foram divididos nos seguintes sexos: i) masculino: 23.959 (57,27%), ii) feminino: 17.873 (42,72%) e iii) ignorado: 3 (0,01%). Sendo o sexo masculino o mais acometido na amostra avaliada (Tabela 1).
Tabela 1. Distribuição da faixa etária dos casos de melanoma no Brasil, entre 1996 a 2024.

Segundo a variável raça/cor, a distribuição dos 41.835 casos foi a seguinte: branca: 32.692 (78,20%), preta: 923 (2,20%), amarela: 173 (0,40%), parda: 4.999 (11,90%), indígena: 20 (0,05%) e ignorado: 3.028 (7,25%). Sendo a raça branca a mais acometida, representando mais de 75% da amostra avaliada.
Tabela 2. Distribuição da raça dos casos de melanoma no Brasil, entre 1996 a 2024.

DISCUSSÃO
Houveram 41.835 óbitos devido ao melanoma no Brasil, sendo a maior concentração de óbitos por melanoma ocorreu na Região Sudeste (46,4%), seguida da Região Sul (33,3%) e Nordeste (12,6%), enquanto as regiões Centro-Oeste e Norte apresentaram os menores números. Esses achados são consistentes com estudos epidemiológicos que apontam maior incidência e mortalidade por melanoma em regiões com predominância de população de pele clara e maior exposição solar intermitente (NASSER et al., 2023; SILVA & DIAS, 2018).
A literatura indica que o Sudeste, especialmente estados como São Paulo e Rio de Janeiro, apresenta taxas elevadas de melanoma devido à combinação de alta densidade populacional, maior número de indivíduos com fototipo claro e ampla urbanização, que favorece o acesso ao diagnóstico precoce e registro mais completo dos casos (SILVA & DIAS, 2018). Já a Região Sul, com significativa população de descendência europeia, especialmente alemã e italiana, também apresenta elevada incidência, corroborando com os 33,3% observados na amostra. Em contrapartida, as regiões Norte e Centro-Oeste apresentaram menor número de óbitos, refletindo tanto a composição populacional mais miscigenada quanto possíveis subnotificações em áreas de menor cobertura de saúde pública (SCHMITT et al., 2015).
Esses dados reforçam que fatores demográficos e étnicos, aliados à exposição à radiação ultravioleta, são determinantes importantes na distribuição geográfica do melanoma no Brasil, e corroboram a necessidade de estratégias regionais de prevenção e rastreamento direcionadas às populações de maior risco.
A análise da série histórica entre 1996 e 2024 revelou um aumento gradual no número de óbitos por melanoma, com destaque para os anos de 2019, 2023 e 2024, que juntos corresponderam a cerca de 11,45% do total de casos. Esse padrão de crescimento ao longo do tempo é consistente com estudos nacionais e internacionais, que apontam aumento da incidência de melanoma nas últimas décadas, especialmente em países de população predominantemente clara e em regiões de alta exposição solar (NASSER et al., 2023; SCHMITT et al., 2015).
O incremento progressivo nos anos recentes pode ser atribuído a vários fatores, incluindo melhor notificação e registro dos óbitos, maior conscientização da população sobre a doença, além do efeito cumulativo da exposição à radiação ultravioleta ao longo da vida. Estudos anteriores demonstram que a detecção precoce e campanhas de prevenção podem reduzir a mortalidade, mas a incidência continua a crescer, refletindo mudanças no comportamento de exposição solar e envelhecimento da população (SILVA & DIAS, 2018).
Portanto, os dados da amostra reforçam a tendência observada na literatura, indicando que o melanoma continua a apresentar aumento gradual no Brasil, especialmente nas últimas décadas. Estes dados destacam a importância de políticas públicas contínuas de prevenção, rastreamento e educação em saúde para reduzir a carga da doença.
A análise por faixa etária revelou que os óbitos por melanoma concentraram-se principalmente em indivíduos mais velhos, com 61,03% dos casos ocorrendo em pessoas com 60 anos ou mais (60–69 anos: 21,05%; 70–79 anos: 20,87%; 80 anos ou mais: 19,11%). Esse padrão é consistente com estudos epidemiológicos que indicam que a incidência de melanoma aumenta com a idade, refletindo o efeito cumulativo da exposição à radiação ultravioleta ao longo da vida, além de alterações imunológicas e genéticas associadas ao envelhecimento (NASSER et al., 2023; SCHMITT et al., 2015).
Além disso, a literatura mostra que o melanoma em faixas etárias mais jovens é menos frequente, mas tende a apresentar formas mais agressivas quando ocorre, especialmente em adolescentes e adultos jovens (SILVA & DIAS, 2018). Na amostra analisada, as faixas etárias inferiores a 30 anos representaram menos de 3% dos óbitos, reforçando o caráter predominantemente da doença em populações idosas.
Esses achados destacam a necessidade de estratégias de prevenção e rastreamento específicas para idosos, incluindo acompanhamento dermatológico regular e educação sobre exposição solar, uma vez que a população mais velha é a mais vulnerável à mortalidade por melanoma. Além disso, políticas de saúde pública devem considerar a faixa etária como um importante fator de risco na priorização de recursos e programas de prevenção.
Na amostra analisada, os óbitos por melanoma foram mais frequentes entre os homens, representando 57,27% do total, enquanto as mulheres corresponderam a 42,72%. Esse achado é consistente com estudos nacionais e internacionais, que relatam maior mortalidade masculina por melanoma, apesar da incidência semelhante ou ligeiramente superior entre mulheres jovens (SCHMITT et al., 2015; NASSER et al., 2023).
A maior mortalidade masculina pode ser explicada por diferenças comportamentais e biológicas. Homens tendem a apresentar menor cuidado com a pele e menor adesão ao rastreamento e à detecção precoce, resultando em diagnóstico em estágios mais avançados (SILVA & DIAS, 2018). Além disso, a localização dos tumores em homens frequentemente envolve áreas de difícil visualização, como tronco e costas, o que contribui para atrasos no diagnóstico e pior prognóstico.
Assim, esses dados reforçam a necessidade de campanhas de conscientização direcionadas especificamente ao público masculino, enfatizando a importância da proteção solar, do autoexame e do acompanhamento dermatológico regular, como estratégias para reduzir a mortalidade por melanoma nesta população.
Na amostra analisada, a maioria dos óbitos por melanoma ocorreu entre indivíduos de raça/cor branca, correspondendo a 78,20% do total, seguida por pardos (11,90%), pretos (2,20%), amarelos (0,40%) e indígenas (0,05%). Esses dados estão de acordo com a literatura nacional e internacional, que apontam maior incidência e mortalidade por melanoma em populações de pele clara, especialmente em indivíduos com fototipos I e II, devido à menor proteção natural contra a radiação ultravioleta (SCHMITT et al., 2015; SILVA & DIAS, 2018).
A predominância de óbitos entre brancos no Brasil reflete a composição demográfica das regiões mais acometidas, como Sudeste e Sul, e evidencia a relação entre cor da pele e vulnerabilidade ao melanoma. Em contraste, os grupos de pele mais escura apresentaram mortalidade significativamente menor, embora a detecção tardia nesses grupos possa resultar em prognóstico mais desfavorável quando a doença se manifesta (NASSER et al., 2023).
Esses achados reforçam a importância de campanhas de prevenção direcionadas não apenas à população de pele clara, mas também àquelas com pele mais escura, considerando que a conscientização sobre sinais e sintomas da doença é essencial para reduzir o atraso diagnóstico e a mortalidade, independentemente da cor da pele.
CONCLUSÃO
O presente estudo evidenciou que o melanoma cutâneo no Brasil, embora represente menor proporção dos cânceres de pele, é responsável por elevada mortalidade, totalizando 41.835 óbitos entre 1996 e 2024. Observou-se maior concentração de casos nas regiões Sudeste e Sul, refletindo tanto a predominância de população de pele clara quanto fatores ambientais e de exposição solar. A análise por faixa etária revelou que os indivíduos com 60 anos ou mais apresentaram a maior proporção de óbitos, enquanto a avaliação por sexo mostrou predomínio em homens, possivelmente relacionado a menor adesão a medidas preventivas e diagnóstico em estágios mais avançados. Quanto à raça, a maioria dos óbitos ocorreu em pessoas brancas, destacando a vulnerabilidade dessa população à radiação ultravioleta. Além disso, foi identificado aumento gradual no número de óbitos ao longo das décadas, indicando impacto do envelhecimento populacional, maior conscientização e melhoria no registro de dados. Esses achados reforçam a necessidade de políticas públicas contínuas de prevenção, rastreamento precoce e educação em saúde, com foco em populações de maior risco, para reduzir a mortalidade e melhorar o prognóstico do melanoma no Brasil.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
FERREIRA, C.A.Z.; MARQUES, L.S.K.; MIOT, H.A.; SCHMITT, J.V. Epidemiological transition of primary cutaneous melanoma in a public hospital in Brazil (1999–2019). Anais Brasileiros de Dermatologia, v. 98, n. 1, p. 89‑92, jan./fev. 2023. Disponível em: https://www.anaisdedermatologia.org.br/en-epidemiological-transition-primary-cutaneous-melanoma-articulo-S0365059622002410. Acesso em: 5 nov. 2025.
MELO, A.C. de; WAINSTEIN, A.J.A.; BUZAID, A.C.; THULER, L.C.S. Melanoma in Brazil: incidence and mortality in the last 15 years. Brasília: Instituto Nacional de Câncer – INCA, 2018. Disponível em: https://ninho.inca.gov.br/jspui/bitstream/123456789/3377/1/Andreia%20Melo.pdf. Acesso em: 5 nov. 2025.
NASSER, Nilton; SILVA, Joana Laurindo da; CORRÊA, Grazielle. Epidemiology of cutaneous melanoma in Blumenau, Santa Catarina state, Brazil from 1980 to 2019. Anais Brasileiros de Dermatologia, v. 98, n. 5, p. 611‑619, 2023.
SILVA, R. D.; DIAS, M. A. I. Análise e incidência do melanoma cutâneo em um hospital de câncer localizado no Triângulo Mineiro. Revista Família, Ciclos de Vida e Saúde no Contexto Social, v. 6, n. 0, p. 2897, 2023.
SILVA, R. D.; DIAS, M. A. I. Skin cancer epidemiology. REFACS (Revista Eletrônica Acervo Científico), v. 6, Supl. 1, p. 330‑337, 2018.
SCHMITT, J. V. et al. Melanoma characteristics in Brazil: demographics, treatment, and survival analysis. BMC Research Notes, 2015.
1Universidade Nove de Julho – São Paulo – SP – email: giovannas_gsa@hotmail.com – autora principal
2Universidade Anhembi Morumbi – SP – email: maribarreto99@hotmail.com
3Universidade São Judas Tadeu – email: marianalopeshquintana@gmail.com
4Universidade de Uberaba – MG -email: isapeferreira@gmail.com
5Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – Poços de Caldas – MG- email: joaogabrielramostrincha@hotmail.com
