EFFICACY OF RESISTANCE TRAINING WITH MACHINES AND ELASTIC BAND IN KNEE OSTEOARTHRITIS: A NARRATIVE REVIEW
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/fa10202510190022
Kaio Alecsander Mendonça Santos1
Victor Augusto Barreto Monteiro2
Suziany dos Santos Caduda3
Marceli Matos Andrade Mesquita4
Walderi Monteiro da Silva Junior5
RESUMO
Introdução: A osteoartrite de joelho (OAJ) é uma condição degenerativa caracterizada por dor, rigidez e perda funcional, sendo uma das principais causas de incapacidade em idosos. O exercício físico é amplamente recomendado como a principal abordagem não cirúrgica para o tratamento da osteoartrite de joelho. Dentre as modalidades disponíveis, o treinamento resistido destaca-se por promover ganhos significativos de força muscular, estabilidade articular e redução da dor. Metodologia: Trata-se de uma revisão narrativa realizada na base de dados PubMed, incluindo ensaios clínicos publicados entre 2017 e 2025, nos idiomas inglês e espanhol, que investigaram os efeitos do treinamento resistido com máquinas e com faixas elásticas em indivíduos com OAJ. Resultados: Os estudos mostraram que o treinamento com máquinas favorece maiores ganhos de força e hipertrofia, sendo seguro mesmo em intensidades moderadas. Já o treinamento com faixas elásticas apresentou eficácia semelhante na melhora da dor e da função, destacando-se acessibilidade e baixo custo. Conclusão: Ambas as modalidades são seguras e eficazes no manejo da OAJ e a escolha deve considerar o perfil clínico e os recursos disponíveis.
Palavras-chave: Osteoartrite de Joelho. Exercício Físico. Treinamento Resistido
ABSTRACT
Introduction: Knee osteoarthritis (KOA) is a degenerative condition characterized by pain, stiffness, and functional loss, and is a leading cause of disability in older adults. Exercise is widely recommended as the primary non-surgical approach for treating knee osteoarthritis. Among the available modalities, resistance training stands out for promoting significant gains in muscle strength, joint stability, and pain reduction. Methodology: This is a narrative review conducted in the PubMed database, including clinical trials published between 2017 and 2025, in English and Spanish, which investigated the effects of resistance training with machines and elastic bands in individuals with KOA. Results: Studies have shown that machine training promotes greater strength and hypertrophy gains and is safe even at moderate intensities. Training with elastic bands, on the other hand, showed similar efficacy in improving pain and function, highlighting its accessibility and low cost. Conclusion: Both modalities are safe and effective in managing KOA, and the choice should consider the clinical profile and available resources.
Keywords: Knee Osteoarthritis. Physical Exercise. Resistance Training.
1 INTRODUÇÃO
A osteoartrite é uma é uma doença articular degenerativa que envolve alterações estruturais em diversos componentes como cartilagem, osso subcondral, membrana sinovial e tecidos periarticulares, resultado em dor, rigidez e limitação funcional (Kolasinski et al., 2020). Essa condição afeta aproximadamente 240 milhões de pessoas em todo o mundo e está entre das principais causas de incapacidade entre os idosos, além de uma fonte considerável de custos sociais (Jiang, Tan, Cheng, Wang, 2024). Embora diversas articulações possam ser acometidas, o joelho é o de maior prevalência com 22,9% em indivíduos com 40 anos ou mais devido ao seu papel fundamental na locomoção e suporte de peso corporal (Katz; Arant; Loeser, 2021; Dainese et al., 2022).
Os fatores de risco como envelhecimento, gênero, obesidade e histórico de lesões articulares têm sido associados ao desenvolvimento e progressão da osteoartrite de joelho (OAJ) (Jiang, Tan, Cheng, Wang, 2024). Além disso o diagnóstico da condição clínica é baseado na avaliação clínica e confirmado por exames de imagem, como a radiografia e em casos específicos, pela ressonância magnética (Kellgren; Lawrence, 1957; Hayashi; Roemer; Guermazi, 2019). Contudo as estratégias de tratamento incluem abordagens farmacológicas, não farmacológicas e em estágios avançados a cirúrgica. As diretrizes da Osteoarthritis Research Society International (OARSI) e do American College of Rheumatology recomendam priorizar medidas não cirúrgicas, como educação em saúde, controle do peso corporal e prática regular de exercício físico, por apresentarem benefícios comprovados na dor e na função (Bannuru et al., 2019; Kolasinski et al., 2020).
O exercício físico é uma forma estruturada e planejada de movimento corporal que visa aprimorar componentes da aptidão física e da capacidade funcional (Caspersen; Powell; Christenson, 1985; Warburton; Nicol; Bredin, 2006). Entre as modalidades de maior evidência para o tratamento da OAJ destaca-se o treinamento resistido, reconhecido por melhorar a força, massa muscular, equilíbrio e mobilidade funcional (Kraemer; Ratamess, 2004; Ceballos-Laita et al., 2023). Contudo a fraqueza dos músculos dos membros inferiores é um fator de risco importante para o agravamento da osteoartrite, pois aumenta a sobrecarga articular e acelera o processo degenerativo (Zeng et al., 2021). Assim, o fortalecimento muscular exerce efeito condroprotetor e contribui para o alívio da dor e melhora da qualidade de vida (Cebalos-Laita et al., 2023).
O treinamento resistido pode ser realizado com diferentes tipos de resistência, como máquinas e faixas elásticas, que possuem mecanismos distintos de aplicação de carga, mas ambos são eficazes no aumento da força e função (Schwanbeck et al., 2020; Lopes et al., 2019). As máquinas de musculação permitem melhor controle da amplitude de movimento e estabilidade durante a execução dos exercícios, sendo ideais para indivíduos em reabilitação, com menor coordenação motora ou que precise de uma maior atenção com a segurança (Haugen et al., 2023; Ratames et al., 2009). Por outro lado, o treinamento com elásticos oferece resistência variável conforme o alongamento da faixa, sendo uma opção versátil, de baixo custo e aplicável em ambiente domiciliar (Colado; Triplett, 2008; Lopes et al., 2019).
Diante disso, compreender os efeitos e diferenças entre o treinamento resistido com máquinas e com elásticos é fundamental para otimizar estratégias de tratamento da osteoartrite de joelho, considerando a segurança, acessibilidade e eficácia clínica de cada método. Assim, o objetivo do presente estudo é analisar as evidências científicas disponíveis sobre os efeitos do treinamento resistido com máquinas e elásticos na osteoartrite de joelho.
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2.1 Osteoartrite de Joelho
A osteoartrite é uma doença articular inflamatória degenerativa, que provoca deterioração progressiva da cartilagem, resultando em dor e limitação funcional, com crescimento estimado para população idosas (Giorgino et al., 2023). Considerada uma das condições ortopédicas crônicas mais comuns, exerce impacto significativo sobre a saúde pública, afetando tanto os indivíduos acometidos quanto os sistemas de saúde (Hunter; Schofield; Callander, 2014). Seu quadro clínico caracteriza-se por inflamação da membrana sinovial, formação de osteófitos, destruição da cartilagem articular e alterações escleróticas do osso subcondral, culminando em dor, rigidez, redução da força e da amplitude de movimento e, em estágios avançados, deformidades anatômicas (Thomas et al., 2022). Dessa forma, a incidência de osteoartrite de joelho tem aumentado e continua em ascensão nas últimas décadas. Embora essa condição possa afetar diversas articulações do corpo, observa-se uma maior prevalência na articulação do joelho, devido à sua constante utilização, exposição a cargas mecânicas e função essencial de sustentação do peso corporal (Jang; Lee; Ju, 2021).
O diagnóstico da OAJ é geralmente estabelecido por meio de exame radiográfico, que complementa a avaliação clínica, pela qual a gravidade da doença é classificada pela escala de Kellgren e Lawrence, variando de 0 a 4 pontos (Kellgren; Lawrence, 1957). Outros métodos de exames são através da tomografia computadorizada e da ressonância magnética, que permitem uma análise mais detalhada da articulação, abrangendo aspectos da cartilagem, osso subcondral, tecidos moles e processos inflamatórios (Hayashi; Roemer; Guermazi, 2019). Assim, o tratamento da OAJ envolve abordagens farmacológicas, não farmacológicas e, nos casos mais severos, cirúrgicas. As diretrizes da Osteoarthritis Research Society International (OARSI) recomendam uma abordagem ampla e integrada, priorizando estratégias não cirúrgicas, como educação em saúde, promoção do autocuidado, controle do peso corporal, uso de anti-inflamatórios e prática regular de exercício físico, tanto para prevenção quanto para tratamento (Bannuru et al., 2019). Entretanto, em situações avançadas, quando o tratamento conservador não proporciona alívio satisfatório dos sintomas, pode ser indicada a artroplastia total do joelho, procedimento no qual a articulação é substituída por uma prótese metálica (Stetty et al., 2024).
2.2 Exercícios Físico na Osteoartrite de Joelho
O exercício físico constitui uma forma específica de atividade física, caracterizada por envolver movimentos corporais que aumentam o gasto energético em relação ao estado de repouso. Sua diferença em relação a atividade física está por ser realizado de maneira planejada, estruturada e repetitiva, com o objetivo de aprimorar ou manter componentes da aptidão física e a capacidade funcional para determinadas tarefas (Caspersen; Powell; Christenson, 1985). Seus benefícios à saúde abrangem tanto aspectos físicos quanto emocionais, incluindo a prevenção de doenças cardiovasculares, redução do risco de enfermidades crônicas, fortalecimento ósseo, dentre outros efeitos positivos (Warburton; Nicol; Bredin, 2006).
Diversas modalidades de exercício físico podem ser aplicadas conforme os métodos utilizados e os sistemas energéticos que desejam ser estimulados. O treinamento aeróbico, por exemplo, é amplamente reconhecido por sua eficácia na melhoria da capacidade cardiovascular e respiratória, promovendo adaptações importantes na função cardiorrespiratória (Garber et al., 2011). Já o treinamento resistido tem como principal propósito o aumento da força e da massa muscular, além de contribuir para o aprimoramento da potência, resistência e equilíbrio, aspectos fundamentais tanto para o desempenho físico quanto para a funcionalidade em diferentes contextos (Kraemer; Ratamess, 2004). Assim como outras modalidades destinadas a objetivos específicos como o treinamento de flexibilidade e treinamento funcional (Wan et al., 2021; Da Silva-Grigoletto et al., 2020).
O exercício físico é amplamente indicado como estratégia de primeira escolha tanto para a prevenção quanto para o tratamento da osteoartrite de joelho, sendo preferido em relação à intervenção cirúrgica, conforme estabelecem as diretrizes da Osteoarthritis Research Society International (OARSI) e do American College of Rheumatology (Bannuru et al., 2019; Kolasinski et al., 2020). Entre as diferentes modalidades de exercício que já foram comprovado o efeito terapêutico destaca-se o papel da força muscular. A fraqueza dos músculos dos membros inferiores é reconhecida como um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento e progressão da OAJ, favorecendo o avanço do processo degenerativo (Cebalos-Laita et al., 2023; Zeng et al., 2021). Dessa forma, o treinamento resistido tem se mostrado capaz de exercer um efeito condroprotetor estático e dinâmico ao promover força, hipertrofia muscular e consequentemente, maior absorção de impacto durante as atividades diárias, contribuindo para reduzir a perda de cartilagem e o estreitamento do espaço articular, além de aliviar a dor, melhorar a função física nesses indivíduos (Cebalos-Laita et al., 2023).
2.3 Treinamento Resistido com Máquinas
O treinamento resistido com máquinas é definido pelo uso de equipamentos guiados com cargas ajustáveis que permitem controlar a amplitude de movimento e garantir maior estabilidade e segurança durante a execução dos exercícios (Haugen et al., 2023). Exemplos desses tipos de equipamento são os máquinas guiadas de extensão de perna, supino, remada de cabo e elevação de panturrilha (Kompf, Rhodes, Lee, 2025). Essas reduzem a necessidade de estabilização ativa, isolando mais o músculo-alvo e diminuindo a exigência de coordenação motora em comparação aos pesos livres. Os exercícios em máquinas seguem um plano fixo de movimento, o que facilita o aprendizado e reduz o risco de erros técnicos (Haugen et al., 2023). Além disso, o American College of Sports Medicine (ACSM) aponta que as máquinas podem ser mais seguras devido à menor exigência de equilíbrio e controle postural sendo ideal para indivíduos iniciantes ou em reabilitação (Ratames et al., 2009).
Embora promovam maior estabilidade durante a execução, os exercícios realizados em máquinas podem resultar em menor ativação dos músculos estabilizadores, entretanto, constituem uma alternativa eficaz e segura para o desenvolvimento de força e hipertrofia, especialmente quando o objetivo é ocontrole do movimento e a prevenção de lesões(Schwanbeck et al., 2020). Em um estudo comparativo entre pesos livres e máquinas,foram observados aumentos semelhantes na força e na espessura muscular dos músculos quadríceps e bíceps após oito semanas de intervenção, indicando queambas as modalidades são eficazes em promover adaptações neuromusculares(Schwanbeck et al., 2020). Além disso,o uso de máquinas pode otimizar a execução dos exercícios, por reduzir o risco de sobrecarga articular e permitir melhor controle da carga externa, sendo bastante interessante para os protocolos de alta intensidade, reabilitação ou treinamento de idosos (Kraemer & Ratamess, 2004).
2.4 Treinamento Resistido com Elásticos
O treinamento resistido com elásticos é caracterizado pelo uso de faixas que proporcionam resistência progressiva conforme são estendidos, o que possibilita a realização de exercícios de força com baixo custo e alta adaptabilidade. Essa modalidade permite ajustar facilmente a intensidade do esforço por meio da variação da tensão e da amplitude do movimento, podendo ser aplicada em diferentes contextos, desde o treinamento esportivo até a reabilitação física (Colado & Triplett, 2008). Os elásticos promovem uma resistência variável, aumentando a carga à medida que o comprimento da faixa se estende, o que estimula o músculo em diferentes ângulos e fases do movimento (Andersen et al., 2010). A característica de resistência variável dos elásticos aumenta a carga no final da fase concêntrica e proporcionam maior estímulo excêntrico, além de que pode complementar ou substituir cargas constantes, favorecendo adaptações de força quando dosadas corretamente (Lorenz, 2014).
Estudos indicam que programas com elásticos produzem ganhos de força semelhantes aos obtidos com dispositivos convencionais com máquinas ou pesos, sustentando sua equivalência para desenvolvimento de força, além de poder ser uma alternativa ou complemento ao equipamentos (Lopes et al., 2019). Já uma revisão sistemática demonstrou que exercícios com bandas elásticas melhoram a força e o equilíbrio em idosos, contribuindo para a prevenção de quedas e para a manutenção da independência funcional (Martins et al., 2013). Em síntese, o treinamento resistido com elásticos constitui alternativa eficaz, segura e versátil para aprimorar força e função em diferentes faixas etárias e contextos domiciliar e presencial com resultados comparáveis aos dispositivos convencionais quando bem prescritos (Lopes et al., 2019).
3 METODOLOGIA
A pesquisa foi conduzida por meio da seleção de artigos científicos disponíveis na base de dados PubMed. Os critérios de inclusão adotados foram: estudos publicados nos últimos oito anos (2017–2025), redigidos em inglês ou espanhol. Foram considerados ensaios clínicos e estudos que investigaram os efeitos do treinamento resistido com máquinas e da resistência elástica na osteoartrite de joelho, desde que fosse possível obter acesso ao texto completo.
Utilizaram-se como palavras-chave: “knee osteoarthritis”, “resistance training”, “elastic bands exercise” e “machine exercise”. A seleção envolveu a análise de títulos, resumos e, posteriormente, a leitura integral dos textos pertinentes, organizando-se os achados em formato narrativo.
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Quadro 1. Características dos ensaios clínicos randomizados incluídos no estudo.
| Autor/Ano | Amostra | Intervenção | Tipo de Resistência | Conclusão |
| León- Ballesteros et al., 2017 | 32 mulheres, entre 50 a 70 anos, com osteoartrite de joelho (KL: 2 a 3) e sobrepeso/obesidade grau I | 6 semanas, 3x/semana. Ambos os grupos realizaram alongamentos e fortalecimento de quadríceps com elástico. Grupo experimental: exercícios + KT. Grupo controle: exercícios + técnica placebo de tape | Theraband (faixas elásticas de diferentes cores) | O uso de KT associado ao fortalecimento não trouxe benefícios adicionais em relação ao exercício de fortalecimento isolado. O fortalecimento com Theraband foi eficaz para reduzir dor e melhorar função, independentemente do uso de KT |
| Chen et al., 2020 | 60 idosos, entre 60 a 70 anos, com osteoartrite de joelho (KL ≤3) e diabetes mellitus tipo 2 | 12 semanas, 3x/semana, em casa. Grupos: 1- Dinâmico: exercícios com Theraband (10 repetições × 5 séries, progressão pela cor/tensão da faixa), incluindo quadril (abdução, adução, flexão, extensão, rotações), joelho (flexão/extensão) e tornozelo (flexão plantar/dorsiflexão); 2- Isométrico: os mesmos movimentos, mas apenas contração isométrica sem banda. | Theraband (faixa elástica) para o grupo dinâmico; exercícios isométricos com peso corporal no grupo isométrico | O treinamento dinâmico com Theraband foi mais eficaz do que o isométrico para melhorar força, equilíbrio e função em idosos com OA de joelho e DM2. É uma estratégia domiciliar, barata e segura para essa população |
| Hsu et al., 2021 | 66 pacientes obesos (>55 anos) com osteoartrite leve a moderada de joelho (KL ≤ 3) | Três grupos: (1) Controle dietético (1200 kcal/dia, orientação semanal via telemedicina); (2) Exercícios resistidos com faixas elásticas supervisionados remotamente (3x/semana, 12 semanas); (3) Intervenção combinada dieta + exercícios | Faixa elástica (TheraBand), exercícios em cadeia aberta para quadril, joelho e tornozelo (extensão/flexão, abdução/adução, rotações, dorsiflexão/flexãoplantar | A combinação de dieta controlada com exercícios resistidos por faixa elástica via telemedicina é eficaz e segura para reduzir peso, melhorar composição corporal, parâmetros bioquímicos e função dos membros inferiores em obesos com OA de joelho |
| Vincent et al., 2019 | 54 participantes (60–85 anos com osteoartrite de joelho (graus II–III KL) | 4 meses, 2x/semana. Grupos 1: CNC RT em máquinas MedX convencionais (1 série, 12 repetições a 60% de 1RM); Grupo 2: ECC RT em máquinas MedX modificadas, sobrecarga excêntrica equivalente a 1RM e 8 repetições; Grupo 3: Controle lista de espera, sem exercício | Máquinas de musculação MedX | Tanto CNCRT quanto ECCRT aumentaram a força muscular e foram bem tolerados. Nenhum foi superior de forma consistente para sintomas ou função. A escolha do método pode ser guiada pela preferência, metas individuais e disponibilidade de equipamentos |
| Ferraz et al., 2018 | 48 mulheres, de 50 a 65 anos, OAJ (graus II–III de Kellgren–Lawrence) | 12 semanas, 2x/semana, leg press bilateral e extensão de joelho em máquinas. Grupos 1: HI-RT: 80% de 1RM; Grupo 2: LI-RT: 30% de 1RM; Grupo 3: BFRT: 30% de 1RM + restrição parcial de fluxo (cuff 70%) | Máquinas de musculação convencionais (Nakagym) | HI-RT aumentou força, massa muscular e função, mas não reduziu dor e apresentou alta taxa de abandono por dor. LI-RT reduziu dor, porém sem ganhos relevantes de força ou função |
| Vincent & Vincent, 2020 | 88 idosos com OAJ (graus II–III de Kellgren–Lawrence) | 4 meses, 2x/semana. Grupos 1: CNCRT (1 série, 12 repetições a 60% de 1RM); Grupo 2: ECCRT (fase excêntrica sobrecarregada até 1RM); Grupo 3: Controle (lista de espera, sem exercício) | Máquinas de musculação MedX | Tanto o treino concêntrico quanto o excêntrico reduziram a dor funcional e aumentaram a força muscular. O CNCRT mostrou maior eficácia em reduzir a dor durante a caminhada e após esforço, sendo uma opção vantajosa para melhora do conforto durante a deambulação em indivíduos com OA de joelho |
| DeVita et al., 2018 | 30 adultos (45 a 70 anos; com OAJ | 12 semanas, 3x/semana. Treino supervisionado de fortalecimento de quadríceps (leg extension, leg press e avanço), 3×10 repetições. Progressão: 60% 3RM (2 sem), 70% 3RM (2 sem) e 85% 3RM (8 sem). Controle: nenhum tratamento | Máquinas de musculação (leg press, extensão de joelho) + exercícios com peso corporal (avanço) | O treinamento resistido melhorou a força, reduziu dor e melhorou função em indivíduos com OA de joelho, mas não alterou substancialmente a biomecânica do quadríceps ou as cargas articulares durante a marcha |
| Skoffer et al., 2017 | 30 pacientes ( 19 mulheres, 11 homens; com osteoartrite avançada de joelho. | 4 semanas, 3x/semana, iniciadas 5 semanas antes da ATJ. Sessões de 1h: aquecimento em bicicleta + 6 exercícios unilaterais (leg press, extensão de joelho, flexão de joelho, extensão de quadril, abdução e adução). Intensidade: início em 12RM, progressão até 8RM. 3 séries/exercício, 2 min de intervalo | Máquinas de musculação (Cybex) | O treinamento resistido progressivo pré-operatório não exacerbou dor ou derrame no joelho, apesar da progressão de carga e dos ganhos substanciais de força. É uma intervenção segura e potencialmente benéfica para pacientes aguardando ATJ |
Legenda: OAJ: Osteoartrite de Joelho; WOMAC: Western Ontario and McMaster Universities Osteoarthritis
Index; KT: Kinesiotape; KL: Kellgren–Lawrence; DM2: Diabetes Mellitus Tipo 2; CNCRT: Treinamento Resistido Concêntrico; ECCRT: Treinamento Resistido Excêntrico; ATJ: Artroplastia Total de Joelho.
Esta revisão narrativa analisou os efeitos do treinamento resistido com máquinas e elásticos em indivíduos com osteoartrite de joelho, com foco na comparação entre os dois métodos de intervenção. Embora estudos com máquinas tenham evidenciado maiores ganhos de força e hipertrofia muscular, os resultados em relação à dor mostraram-se inconsistentes aos protocolos, principalmente o de alta intensidade, com maior taxa de abandono. Por outro lado, os programas com elásticos demonstraram eficácia semelhante na melhora da função e na redução da dor, destacando-se pela praticidade, baixo custo e possibilidade de aplicação domiciliar ou por telemonitoramento. A heterogeneidade dos protocolos, das características das amostras e dos desfechos avaliados dificulta a generalização dos resultados, mas os achados sugerem que ambas as modalidades são alternativas viáveis e seguras, podendo a escolha ser orientada pelo contexto clínico e pelas necessidades individuais de cada paciente.
Em relação ao tipo de resistência utilizada, tanto os exercícios realizados em máquinas quanto aqueles com elásticos apresentaram efeitos positivos, porém com características distintas. Nos estudos conduzidos com máquinas, Vincent et al. (2019) observaram aumentos significativos de força muscular após protocolos concêntricos e excêntricos, embora sem diferenças consistentes em dor ou função entre os métodos. Já Ferraz et al. (2018) relataram que o treinamento de alta intensidade em máquinas aumentou a força e massa muscular, mas não reduziu a dor, em contrapartida o de baixa intensidade mostrou maior efeito analgésico, ainda que com ganhos limitados em função.
Outros estudos que investigaram o treinamento resistido em máquinas como Vincent & Vincent (2020) observaram que tanto o protocolo concêntrico quanto o excêntrico aumentaram a força muscular e reduziram a dor funcional em idosos com OAJ, principalmente durante a caminhada e após esforços. Já DeVita et al. (2018), por sua vez, relataram que um programa de 12 semanas de exercícios supervisionados em máquinas, associado a movimentos com peso corporal, promoveu melhora na força, redução da dor e ganho de função. Enquanto Skoffer et al. (2017) que investigaram pacientes com grau de OAJ avançada, mostraram que a intervenção não exacerbou dor ou derrame articular, mesmo com intensidades elevadas, além de gerar ganhos expressivos de força muscular.
Em conjunto esses estudos reforçam que o treinamento resistido em máquinas é seguro e eficaz, contribuindo para analgesia e melhora funcional. Os achados estão parcialmente de acordo com a revisão sistemática de Kirk, Steele e Fisher (2024), pela qual expõe que o treinamento resistido em máquinas é capaz de promover ganhos consistentes de força e de capacidade funcional em idosos, sem a necessidade de exercícios altamente específicos ou desafiadores em termos de equilíbrio. Em relação aos estudos que utilizaram o treinamento resistido com faixas elásticas, León-Ballesteros et al. (2017) observaram que, em mulheres com osteoartrite de joelho, o fortalecimento do quadríceps por meio de Theraband foi eficaz para reduzir dor e melhorar a função, independentemente da associação com o kinesiotaping. Esses achados indicam que, mesmo em protocolos de curta duração, a utilização das faixas elásticas pode promover efeitos clínicos relevantes aos pacientes com OAJ.
De forma complementar, Chen et al. (2020) compararam exercícios dinâmicos com Theraband e exercícios isométricos sem carga adicional em idosos com OAJ. O protocolo dinâmico, composto por 12 semanas de treinamento domiciliar, mostrou-se mais eficaz para melhorar força, equilíbrio e função do que o exercício isométrico, sugerindo que a resistência progressiva proporcionada pelas faixas elásticas é uma estratégia superior, além de segura e de baixo custo para essa população. Hsu et al. (2021), por sua vez, combinaram uma dieta hipocalórica com exercícios resistidos supervisionados por telemedicina, realizados com faixas elásticas, e após 12 semanas, os participantes apresentaram melhora da composição corporal, parâmetros bioquímicos e função dos membros inferiores, reforçando que o uso de elásticos, aliado ao acompanhamento remoto e representa uma intervenção viável e eficaz.
Portanto os estudos analisados demonstram que o treinamento resistido com faixas elásticas pode promover ganhos de força e função, além de redução da dor em diferentes perfis de pacientes com osteoartrite de joelho, além da praticidade, baixo custo e aplicabilidade em programas domiciliares ou de telemonitoramento, configura uma alternativa relevante às máquinas convencionais. Os achados estão parcialmente de acordo com a revisão sistemática de Oliveira et al. (2022), pela qual demonstra que treinamento resistido com elásticos tem se mostrado eficaz para melhorar diferentes parâmetros de capacidade funcional, como força de membros superiores e inferiores, mobilidade, flexibilidade e desempenho em testes funcionais. Em adição o estudo de Colado & Triplett (2008) comparou diretamente o treinamento resistido com faixas elásticas e com máquinas em mulheres sedentárias de meiaidade, demonstrando que ambos os métodos promoveram melhorias semelhantes na composição corporal e na capacidade funcional dessa população.
Esta revisão apresenta limitações relacionadas à heterogeneidade dos protocolos de treinamento, diferenças na intensidade, frequência e duração das intervenções, além de amostras pequenas e curtos períodos de acompanhamento, o que restringe a generalização dos resultados. Futuras pesquisas devem incluir amostras mais amplas, protocolos padronizados e avaliar desfechos biológicos e funcionais, a fim de esclarecer os mecanismos envolvidos. Além disso, destaca-se a ausência de ensaios clínicos comparativos diretos entre o treinamento resistido realizado com máquinas e aquele executado com faixas elásticas em população com osteoartrite de joelho, o que limita a compreensão sobre possíveis diferenças entre essas modalidades. Assim, recomenda-se que estudos futuros explorem protocolos híbridos que combinem ambas as formas de resistência e avaliem seus efeitos em parâmetros funcionais, de força e inflamação.
5 CONCLUSÃO
Esta revisão mostra que o treinamento resistido, seja em máquinas ou com faixas elásticas, apresenta efeitos positivos na osteoartrite de joelho. Os protocolos em máquinas favorecem ganhos de força e hipertrofia, embora em altas intensidades possam aumentar a dor e o abandono. Já os elásticos destacam-se pela redução consistente da dor, melhora funcional e praticidade domiciliar. A diversidade metodológica entre os estudos limita generalizações, mas reforça a segurança de ambas as abordagens. Assim, a escolha deve considerar perfil clínico, recursos disponíveis e metas individuais de tratamento.
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1Universidade Federal de Sergipe, Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento.
E-mail: kaioalecsander@hotmail.com
2Universidade Federal de Sergipe, Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde.
E-mail: victoraugusto36@live.com
3Universidade Federal de Sergipe, Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde.
E-mail: suzicaduda@academico.ufs.br
4Universidade Federal de Sergipe, Programa de Pós-Graduação em Educação Física.
E-mail: marcelimesquita@hotmail.com
5Universidade Federal de Sergipe, Departamento de Fisioterapia.
E-mail: walderi@academico.ufs.br
