EFICÁCIA DA FISIOTERAPIA PÉLVICA NA QUALIDADE DE VIDA DE MULHERES COM INCONTINÊNCIA URINÁRIA DE ESFORÇO

EFFECTIVENESS OF PELVIC FLOOR PHYSIOTHERAPY ON THE QUALITY OF LIFE OF WOMEN WITH STRESS URINARY INCONTINENCE

REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ar10202511070148


Edineia Alves
Natal de Aquino
Nilcelia Almeida Miranda
Tifi Jaiane Silva
Thayanne Nayara Martins
Orientador: Bruno Silva Lomazzi


Resumo

Introdução: A incontinência urinária de esforço (IUE) é uma disfunção que afeta significativamente a qualidade de vida das mulheres, especialmente no período pós-parto e na menopausa. O fortalecimento do assoalho pélvico tem sido apontado como intervenção conservadora eficaz, promovendo melhora funcional e psicossocial. Objetivos: Avaliar a eficácia da fisioterapia pélvica na qualidade de vida de mulheres com diagnóstico de IUE, considerando aspectos clínicos, funcionais e psicossociais. Materiais e Métodos: Trata-se de uma revisão sistemática de literatura com abordagem quantitativa, realizada nas bases SciELO, PubMed, LILACS e Google Acadêmico. Foram incluídos 22 estudos publicados entre 2013 e 2024, com amostras compostas por mulheres diagnosticadas com IUE e submetidas a intervenções fisioterapêuticas. As variáveis analisadas abrangeram tipo de protocolo, duração do tratamento e resultados sobre continência e qualidade de vida. Resultados: Os estudos demonstraram redução significativa dos episódios de perda urinária, melhora da força muscular e aumento dos escores em instrumentos como I-QOL e KHQ. Intervenções que combinaram exercícios de Kegel, biofeedback e eletroestimulação mostraram maior efetividade. A adesão e o acompanhamento fisioterapêutico contínuo foram fatores determinantes para os resultados positivos. Conclusão: A fisioterapia pélvica mostrou-se uma estratégia segura, acessível e altamente eficaz para o tratamento da IUE, promovendo não apenas a recuperação funcional, mas também o bem-estar emocional e social das mulheres, devendo ser amplamente incorporada às políticas de atenção à saúde feminina.

Palavras-chave: Saúde da mulher. Reabilitação fisioterapêutica. Exercícios de Kegel. Bem-estar psicológico. Autocuidado.

Abstract

Introduction: Stress urinary incontinence (SUI) significantly affects women’s quality of life, particularly during the postpartum and menopausal periods. Pelvic floor muscle training has been identified as an effective conservative approach, promoting functional and psychosocial improvement. Objectives: To evaluate the effectiveness of pelvic floor physiotherapy on the quality of life of women diagnosed with SUI, considering clinical, functional, and psychosocial aspects. Materials and Methods: This study is a systematic review with a quantitative approach conducted in the SciELO, PubMed, LILACS, and Google Scholar databases. Twenty-two studies published between 2013 and 2024 were included, focusing on women diagnosed with SUI who underwent physiotherapeutic interventions. Variables analyzed included intervention type, treatment duration, and outcomes related to continence and quality of life. Results: The studies revealed a significant reduction in urinary leakage episodes, increased pelvic muscle strength, and higher scores on assessment tools such as I-QOL and KHQ. Interventions combining Kegel exercises, biofeedback, and electrostimulation were the most effective. Continuous adherence and professional follow-up were crucial for achieving sustained results. Conclusion: Pelvic floor physiotherapy proved to be a safe, accessible, and highly effective treatment for SUI, promoting not only functional recovery but also emotional and social well-being. It should be widely incorporated into women’s health care programs and public health policies.

Keywords: Women’s health. Physiotherapeutic rehabilitation. Kegel exercises. Psychological well-being. Self-care.

Introdução

A incontinência urinária de esforço (IUE) é uma das disfunções urogenitais mais prevalentes entre mulheres, sendo definida como a perda involuntária de urina durante atividades que aumentam a pressão intra-abdominal, como tossir, espirrar, rir ou praticar esforço físico¹. Essa condição, embora não represente risco à vida, exerce impacto significativo sobre o bem-estar físico, emocional e social das pacientes, interferindo na autoestima, na sexualidade e nas relações interpessoais². Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que até 50% das mulheres em diferentes faixas etárias podem apresentar algum grau de incontinência urinária, com maior incidência após a menopausa e o parto vaginal.

Entre os fatores de risco associados ao desenvolvimento da IUE destacam-se o envelhecimento, a multiparidade, as alterações hormonais, a obesidade e a fraqueza dos músculos do assoalho pélvico³. Essas alterações anatômicas e funcionais comprometem os mecanismos de continência, favorecendo o escape urinário involuntário. Em países em desenvolvimento, o impacto psicossocial da IUE tende a ser agravado pela vergonha e pelo estigma, que muitas vezes retardam a busca por tratamento e contribuem para o isolamento social e sintomas depressivos⁴.

No contexto do Sistema Único de Saúde (SUS), a incontinência urinária ainda representa um desafio para a atenção primária e para a reabilitação. O subdiagnóstico e a baixa procura por tratamento resultam em sobrecarga dos serviços de média e alta complexidade, além de elevar custos indiretos com absorventes, consultas médicas e medicamentos. Assim, torna-se essencial fortalecer as estratégias de cuidado conservador, com enfoque interdisciplinar e acessível, voltadas à reeducação funcional e à melhoria da qualidade de vida das pacientes.

Nesse cenário, a fisioterapia pélvica consolidou-se como a principal abordagem conservadora para o tratamento da IUE. A intervenção baseia-se em exercícios de fortalecimento do assoalho pélvico, conhecidos como exercícios de Kegel, que visam restabelecer o controle muscular e a função esfincteriana. Outros recursos, como o biofeedback, a eletroestimulação e o uso de cones vaginais, complementam a terapia e contribuem para resultados mais consistentes. Diferentemente das abordagens farmacológicas ou cirúrgicas, a fisioterapia pélvica apresenta baixo custo, ausência de efeitos adversos significativos e elevada taxa de adesão, o que a torna uma alternativa viável, especialmente no contexto do SUS.

Nos últimos anos, a literatura científica tem apontado para a crescente eficácia da fisioterapia pélvica no controle dos sintomas urinários e na recuperação funcional do assoalho pélvico. Ensaios clínicos e revisões sistemáticas destacam melhora significativa na força muscular, na frequência dos episódios de perda urinária e na percepção de qualidade de vida entre mulheres submetidas à intervenção fisioterapêutica. Além dos benefícios físicos, estudos também relatam ganhos psicossociais relevantes, como o resgate da autoconfiança e a retomada da vida sexual ativa, demonstrando que o impacto da terapia vai além da redução dos sintomas.

Apesar desses avanços, persistem desafios relacionados à padronização dos protocolos de tratamento, à capacitação de profissionais e ao acesso desigual às terapias conservadoras, especialmente nas regiões de menor cobertura assistencial. Esses aspectos reforçam a importância de estudos que consolidem a evidência científica sobre a eficácia da fisioterapia pélvica e que subsidiem políticas públicas voltadas à ampliação desse cuidado na rede de atenção à saúde da mulher.

Dessa forma, o presente estudo tem como objetivo avaliar a eficácia da fisioterapia pélvica na qualidade de vida de mulheres com incontinência urinária de esforço, considerando os efeitos clínicos, funcionais e psicossociais da intervenção. Além disso, busca-se identificar os principais métodos fisioterapêuticos utilizados, analisar a evolução dos sintomas urinários e correlacionar o nível de adesão ao tratamento com os resultados obtidos, contribuindo para o fortalecimento da prática fisioterapêutica baseada em evidências.

Materiais e Métodos

4.1 Amostra e tipo de estudo

A presente pesquisa caracteriza-se como uma revisão sistemática da literatura, de natureza aplicada, com abordagem quantitativa e objetivos exploratórios e explicativos. Segundo Gil⁵, a pesquisa exploratória busca proporcionar maior familiaridade com o problema, enquanto a explicativa procura identificar os fatores que determinam ou contribuem para a ocorrência dos fenômenos observados.

Conforme Marconi e Lakatos⁶, a pesquisa bibliográfica é desenvolvida a partir de material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos, permitindo uma análise comparativa e crítica das evidências disponíveis.

A amostra do estudo foi composta por 22 artigos científicos que abordaram a eficácia da fisioterapia pélvica na qualidade de vida de mulheres com diagnóstico de incontinência urinária de esforço (IUE). As publicações foram selecionadas a partir de bases de dados nacionais e internacionais, sem necessidade de contato direto com seres humanos, motivo pelo qual o presente estudo dispensa apreciação ética por comitê de ética em pesquisa, conforme as diretrizes da Resolução nº 510/2016 do Conselho Nacional de Saúde⁷.

4.2 Delineamento da pesquisa

O levantamento bibliográfico foi realizado entre abril e agosto de 2025, abrangendo as bases SciELO, PubMed, LILACS e Google Acadêmico. Foram utilizados descritores controlados segundo o DeCS/MeSH — “fisioterapia pélvica”, “incontinência urinária de esforço”, “qualidade de vida” e “tratamento fisioterapêutico” — combinados pelos operadores booleanos AND e OR.

A coleta seguiu as etapas de identificação, triagem, elegibilidade e inclusão, conforme as recomendações do protocolo PRISMA 2020. As buscas foram realizadas eletronicamente, em períodos distintos, com intervalo médio de 15 dias entre as rodadas de coleta, para atualização dos resultados e exclusão de duplicidades.

Os artigos selecionados foram exportados para uma planilha eletrônica no programa Microsoft Excel® 2021, onde se registraram autor, ano, país, tipo de estudo, amostra, intervenção e principais resultados. O processo de triagem e extração de dados foi realizado de forma independente por dois revisores, com posterior consenso em caso de divergências.

4.3 Critérios de inclusão e exclusão

Foram incluídos estudos que atenderam aos seguintes critérios:

  1. Publicações entre 2004 e 2024;
  2. Artigos em português, inglês ou espanhol;
  3. Pesquisas que envolveram mulheres adultas com diagnóstico clínico de IUE;
  4. Estudos que avaliaram a eficácia de intervenções fisioterapêuticas, incluindo exercícios de Kegel, biofeedback, eletroestimulação, cones vaginais ou métodos combinados;

Artigos disponíveis na íntegra e com metodologia claramente descrita.

Foram excluídos:

  1. Estudos duplicados;
  2. Trabalhos voltados exclusivamente à incontinência urinária mista ou de urgência;
  3. Pesquisas com amostras masculinas, pediátricas ou gestantes;
  4. Revisões narrativas, relatos de caso e resumos de eventos científicos;
  5. Artigos sem dados quantitativos ou qualitativos sobre eficácia terapêutica.

4.4 Procedimentos

A análise dos dados seguiu abordagem descritiva e comparativa, com foco na identificação de padrões metodológicos e resultados convergentes entre os estudos. Segundo Pereira *et al.*⁸, a revisão sistemática permite integrar e sintetizar evidências científicas sobre determinado tema, aumentando a confiabilidade das conclusões obtidas.

Foram tabuladas as variáveis referentes ao tipo de intervenção fisioterapêutica, frequência das sessões, duração do tratamento e instrumentos de avaliação (como I-QOL, KHQ e ICIQ-SF), bem como os principais desfechos clínicos e psicossociais observados.

Os dados foram organizados em quadros e tabelas para facilitar a comparação entre os estudos e permitir a identificação de lacunas na literatura. Não foi aplicada meta-análise, uma vez que os estudos apresentaram alta heterogeneidade metodológica em relação ao número de participantes, instrumentos e protocolos utilizados.

Resultados

A busca nas bases de dados identificou 102 publicações. Após a remoção de duplicados e a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, 22 artigos compuseram a amostra final. A Figura 1 apresenta o fluxograma do processo de identificação, triagem, elegibilidade e inclusão dos estudos, elaborado conforme as recomendações do protocolo PRISMA (2020).

Figura 1 – Fluxograma do processo de identificação, triagem, elegibilidade e inclusão dos estudos, conforme recomendações do protocolo PRISMA (2020).

Fonte: Elaborado pelos autores (2025).

Os trabalhos selecionados foram publicados entre 2011 e 2024, com predominância nos últimos cinco anos, revelando o interesse crescente pelo tema. Os estudos contemplaram diferentes contextos geográficos, sendo conduzidos em países da Europa, Ásia, América Latina e Oriente Médio, além do Brasil. Houve predomínio de ensaios clínicos randomizados, seguidos de revisões sistemáticas e metanálises.

As intervenções incluíram exercícios de Kegel, programas de treinamento muscular supervisionados ou domiciliares, eletroestimulação, biofeedback e combinações com outras modalidades, como Pilates. Os desfechos avaliados foram força muscular, frequência de episódios de perda urinária e qualidade de vida mensurada por instrumentos validados. Em geral, os estudos demonstraram eficácia da fisioterapia pélvica, com taxas de sucesso entre 60% e 85% em casos de IUE leve a moderada.

O Quadro 1 apresenta a síntese de algumas das principais características metodológicas e resultados dos artigos incluídos nesta revisão sistemática.

Quadro 1 – Características dos estudos incluídos na revisão sistemática sobre fisioterapia pélvica em mulheres com incontinência urinária de esforço

Autor/AnoPaísTipo de estudoAmostraIntervençãoPrincipais resultados
Al Belushi et al.9 (2020)OmãEnsaio clínico randomizado, simples-cego80 mulheres adultasTreinamento domiciliar de assoalho pélvico por 12 semanasO estudo evidenciou redução expressiva dos episódios de perda urinária e melhora significativa nos escores do questionário I-QOL. As participantes apresentaram aumento da força do assoalho pélvico e maior autoconfiança nas atividades cotidianas, confirmando a eficácia do treino domiciliar supervisionado em mulheres adultas com IUE leve e moderada.
Kucukkaya; Kahyaoglu Sut10 (2021)TurquiaEnsaio clínico60 mulheresTreino pélvico e abdominal, 8 semanasHouve melhora significativa na força muscular abdominal e do assoalho pélvico, com diminuição dos episódios de perda urinária e maior controle vesical. As participantes também relataram melhor qualidade de vida e autoconfiança após oito semanas de intervenção supervisionada, confirmando a importância da abordagem combinada pélvico-abdominal.
Sahin; Yesil; Gorcan11 (2022)TurquiaEnsaio clínico randomizado, seguimento de 6 meses75 mulheresBiofeedback e cones vaginaisO ensaio demonstrou que tanto o biofeedback quanto o uso de cones vaginais reduziram a gravidade da incontinência, melhoraram a força muscular e impactaram positivamente os escores do KHQ. As pacientes mantiveram os resultados por seis meses, indicando a efetividade e a durabilidade das intervenções fisioterapêuticas.
Fitz et al.12 (2020)BrasilEnsaio clínico randomizado60 mulheresTreino domiciliar vs. ambulatorialComparou-se o treino domiciliar ao ambulatorial e ambos foram eficazes na melhora da continência urinária. O protocolo domiciliar supervisionado apresentou maior adesão e satisfação das pacientes, mostrando que a flexibilidade do tratamento favorece o sucesso terapêutico, especialmente em contextos de limitação de acesso a clínicas especializadas.
Marques et al.13 (2020)BrasilEnsaio clínico randomizado58 mulheresTreino pélvico e fortalecimento de quadrilO treinamento combinado de assoalho pélvico e quadril resultou em melhora funcional significativa, com redução dos episódios de perda urinária e aumento da estabilidade lombo-pélvica. O estudo destacou a importância da integração muscular para potencializar os efeitos do tratamento fisioterapêutico e aprimorar o controle urinário em mulheres com IUE.
Dudonienė et al.14 (2023)LituâniaEnsaio clínico randomizado100 mulheresPFMT vs. estimulação magnética funcionalComparando o PFMT com a estimulação magnética funcional, observou-se que o treinamento muscular proporcionou resultados superiores na redução dos sintomas e melhora da qualidade de vida. O estudo reforçou a fisioterapia como tratamento de primeira escolha, apresentando benefícios duradouros e ausência de efeitos adversos relevantes nas participantes.
Weber-Rajek et al.15 (2020)PolôniaEnsaio clínico randomizado90 mulheresPFMT vs. estimulação magnética extracorpóreaAmbos os métodos, PFMT e estimulação magnética extracorpórea, mostraram-se eficazes na redução dos episódios de perda urinária. Contudo, o treinamento muscular apresentou resultados mais consistentes na melhora da força do assoalho pélvico e na recuperação funcional, destacando-se como intervenção preferencial para casos leves e moderados de IUE.
Alves et al.1 (2021)BrasilEstudo observacional120 mulheresPerfil clínico de mulheres com IUEO estudo descreveu o perfil clínico de mulheres atendidas em um centro de referência, revelando alta prevalência de IUE associada a fatores como idade, multiparidade e sobrepeso. A pesquisa destacou a importância do diagnóstico precoce e da inserção da fisioterapia pélvica nos serviços públicos de saúde para prevenção e tratamento.
Biason; Sebben; Piccoli16 (2013)BrasilEstudo observacional35 mulheresFortalecimento da musculatura pélvicaAs participantes submetidas ao fortalecimento da musculatura pélvica apresentaram melhora significativa na percepção de qualidade de vida, controle urinário e função sexual. O estudo reforçou que o treinamento muscular sistemático é essencial para reduzir os impactos físicos e emocionais da incontinência urinária e promover o bem-estar feminino.
Caetano; Tavares; Lopes17 (2004)BrasilEstudo quase-experimental40 mulheresAtividades físicas para IUEA implementação de atividades físicas adaptadas para mulheres com IUE resultou em maior controle da perda urinária, melhora do condicionamento geral e redução da ansiedade associada ao sintoma. O estudo evidenciou que a prática regular de exercícios supervisionados contribui para o fortalecimento pélvico e melhora global da qualidade de vida.
Da Costa Teixeira et al.18 (2024)BrasilRevisão com análise de casos50 mulheresRevisão de práticas em mulheres com IUEA revisão apresentou uma síntese das principais práticas fisioterapêuticas aplicadas à IUE, demonstrando evidências de melhora funcional e psicossocial. Destacou a importância da adesão ao tratamento e da atuação interdisciplinar para potencializar resultados, sugerindo padronização dos protocolos fisioterapêuticos para diferentes perfis de pacientes brasileiras.
Da Silva et al.19 (2017)BrasilEstudo observacional45 mulheres idosasFisioterapia e qualidade de vida em idosasA fisioterapia aplicada a mulheres idosas mostrou-se eficaz na melhora da força muscular, equilíbrio e controle urinário. As participantes relataram redução do uso de absorventes, maior independência e melhora emocional, comprovando que o tratamento fisioterapêutico é benéfico também na terceira idade e deve ser amplamente ofertado no SUS.
Das Neves Glisoi; Girelli20 (2011)BrasilEstudo observacional30 mulheresAprendizagem da contração pélvicaO estudo destacou a relevância da conscientização e aprendizado da contração correta da musculatura pélvica. As mulheres que compreenderam a dinâmica corporal apresentaram melhor desempenho muscular e maior continência, reforçando a importância da educação em saúde como componente essencial no tratamento fisioterapêutico da incontinência urinária de esforço.
De Oliveira Souza et al.4 (2019)BrasilEstudo observacional70 mulheresFisioterapia e qualidade de vidaA pesquisa evidenciou melhora significativa na qualidade de vida, força muscular e autoconfiança após o tratamento fisioterapêutico. As mulheres relataram diminuição de episódios de perda urinária e maior controle da bexiga, mostrando que a fisioterapia atua de forma integral sobre aspectos físicos e psicossociais da incontinência urinária feminina.
Farias et al.21 (2021)BrasilEnsaio clínico controlado25 mulheresMétodo PilatesO método Pilates demonstrou eficácia no fortalecimento do assoalho pélvico, melhora da postura e aumento do controle urinário. As participantes apresentaram redução de perdas involuntárias e maior satisfação corporal. O estudo sugere o Pilates como abordagem complementar à fisioterapia tradicional no manejo conservador da incontinência urinária de esforço.
Ferreira; Santos22 (2012)PortugalEstudo observacional60 mulheresProgramas de treinoOs programas de treino aplicados em mulheres com IUE resultaram em melhora expressiva da força muscular e da qualidade de vida. As participantes relataram redução dos sintomas urinários e melhora da autoconfiança. O estudo reforçou a relevância da fisioterapia como tratamento de primeira escolha frente às abordagens farmacológicas e cirúrgicas.
Fernandes et al.2 (2015)PortugalEstudo observacional55 mulheresQualidade de vida em mulheres com IUEA investigação demonstrou que mulheres com IUE apresentavam severo comprometimento da qualidade de vida, o qual melhorou significativamente após o tratamento fisioterapêutico. Houve redução dos sintomas físicos, melhora emocional e reintegração social, reforçando o papel da fisioterapia pélvica como ferramenta essencial para reabilitação integral feminina.
Rett et al.3 (2007)BrasilEnsaio clínico controlado40 mulheresFisioterapia para IUEO ensaio clínico controlado comprovou a eficácia da fisioterapia pélvica na redução da perda urinária e na melhora da função muscular. As participantes relataram ganhos em bem-estar e autoestima, confirmando que a reabilitação fisioterapêutica proporciona resultados duradouros e deve ser considerada abordagem prioritária no tratamento da IUE.
Fonte: Elaborado pelos autores (2025).


Discussão

Os resultados obtidos na presente revisão sistemática reforçam de maneira expressiva a eficácia da fisioterapia pélvica como intervenção conservadora de primeira escolha no manejo da incontinência urinária de esforço (IUE) em mulheres, corroborando amplamente as evidências apresentadas nas últimas duas décadas. Em todos os estudos incluídos, observou-se redução significativa dos episódios de perda urinária, melhora da força dos músculos do assoalho pélvico e impacto positivo na qualidade de vida, representado por ganhos na autoconfiança, funcionalidade e reinserção social. Esses achados consolidam a fisioterapia como alternativa segura e custo-efetiva frente às abordagens cirúrgicas e farmacológicas, frequentemente associadas a maiores riscos e custos de manutenção.

Os ensaios clínicos controlados incluídos nesta revisão, como os de Al Belushi et al.⁹, Sahin, Yesil e Gorcan¹¹ e Dudonienė et al.¹⁴, demonstraram de forma consistente que programas estruturados de treinamento dos músculos do assoalho pélvico (PFMT) promovem melhora funcional mensurável e sustentada ao longo do tempo. Al Belushi et al.⁹, em um ensaio randomizado realizado em Omã com 80 mulheres, verificaram que o treino domiciliar supervisionado reduziu de forma significativa a perda urinária e elevou os escores do questionário I-QOL, confirmando que a prática regular e monitorada é capaz de proporcionar resultados comparáveis aos protocolos ambulatoriais. Esses dados foram reiterados por Fitz *et al.*¹², em estudo brasileiro que comparou a eficácia do treino domiciliar e do ambulatorial, observando que ambos proporcionaram benefícios semelhantes, embora o modelo domiciliar supervisionado apresentasse maior adesão. Tais resultados indicam que a acessibilidade e a continuidade do tratamento são fatores determinantes para o sucesso terapêutico.

A efetividade das técnicas associadas, como biofeedback e o uso de cones vaginais, também foi amplamente documentada. O estudo de Sahin, Yesil e Gorcan¹¹ evidenciou que o uso combinado dessas intervenções promoveu aumento significativo da força muscular e melhora dos escores de qualidade de vida no King’s Health Questionnaire (KHQ), com manutenção dos resultados após seis meses de acompanhamento. Esses achados sugerem que o estímulo visual e sensorial auxilia no aprendizado motor e na conscientização da contração muscular, aspectos fundamentais para o fortalecimento do assoalho pélvico. Tal constatação encontra respaldo em Das Neves Glisoi e Girelli²⁰, que destacaram o papel da educação corporal e da conscientização motora como componentes essenciais da reabilitação, reforçando que o sucesso do tratamento depende tanto da adesão ao protocolo quanto da percepção da própria paciente sobre seu corpo e suas funções fisiológicas.

Outro aspecto relevante identificado nos estudos é a importância da integração de diferentes grupos musculares durante o processo de reabilitação. Marques et al.¹³ verificaram que o fortalecimento combinado dos músculos do quadril e do assoalho pélvico produziu efeitos superiores em comparação ao treinamento isolado, promovendo maior estabilidade lombo-pélvica e melhor controle urinário. Esse resultado está em consonância com Kucukkaya e Kahyaoglu Sut¹⁰, que apontaram ganhos simultâneos na força abdominal e pélvica, evidenciando que a sinergia entre as cadeias musculares auxilia na manutenção da continência urinária. A literatura reforça que a estabilidade do core e o alinhamento postural são determinantes na funcionalidade pélvica, o que explica a crescente incorporação de métodos globais como o Pilates nos programas terapêuticos, conforme observado em Farias et al.²¹, que documentaram benefícios significativos dessa prática no controle da IUE e na melhora da autoestima.

A comparação entre o PFMT e outras modalidades de intervenção fisioterapêutica, como a estimulação magnética funcional, foi explorada em estudos recentes. Dudonienė et al.¹⁴ e Weber-Rajek et al.¹⁵ relataram que, embora ambas as abordagens reduzam os sintomas urinários, o PFMT demonstrou resultados mais consistentes e sustentáveis, com maior impacto sobre a força muscular e o controle voluntário da micção. Isso reforça a ideia de que o recrutamento ativo e consciente da musculatura pélvica é mais eficaz que o estímulo passivo em longo prazo. Essa constatação tem implicações práticas, pois confirma a superioridade de programas de reeducação funcional baseados em exercícios personalizados, especialmente em contextos de atenção primária à saúde, onde o acesso a tecnologias de alto custo pode ser limitado.

Em paralelo aos resultados clínicos, vários estudos incluídos destacaram o impacto psicossocial positivo da fisioterapia pélvica. De Oliveira Souza et al.⁴ e Biason, Sebben e Piccoli¹⁶ relataram que mais de 70 % das participantes apresentaram aumento da autoconfiança e melhora da vida social após o tratamento. Essa dimensão subjetiva, frequentemente negligenciada em abordagens biomédicas tradicionais, reforça o caráter integral da fisioterapia, que atua não apenas na função corporal, mas também na reconstrução da identidade e autoestima feminina. Farias et al.²¹ e Fernandes et al.² acrescentam que o fortalecimento muscular repercute diretamente na autopercepção corporal, reduzindo sentimentos de vergonha e isolamento, especialmente em mulheres na pós-menopausa. Tais resultados confirmam o impacto biopsicossocial da intervenção, indo além da mera redução dos sintomas urinários.

O perfil das amostras analisadas também forneceu informações relevantes sobre os fatores de risco e as características das pacientes acometidas. Alves et al.¹ identificaram prevalência maior da IUE entre mulheres de meia-idade, multíparas e com sobrepeso, destacando a influência da fraqueza muscular decorrente de alterações hormonais e traumas obstétricos. Esses achados estão alinhados às descrições clássicas de Rett et al.³, que já apontavam a associação entre idade, partos múltiplos e menopausa como fatores de vulnerabilidade pélvica. O reconhecimento desses determinantes reforça a importância da fisioterapia preventiva, que deve ser incorporada ainda no pré-natal e no puerpério imediato, conforme sugerido por Caetano, Tavares e Lopes¹⁷, que observaram efeitos benéficos da prática de atividades físicas adaptadas para manutenção da força pélvica e controle urinário.

A presente revisão também evidenciou lacunas importantes na literatura, especialmente no que diz respeito à padronização dos protocolos terapêuticos. A heterogeneidade metodológica entre os estudos dificultou a comparação direta dos resultados, variando desde a frequência das sessões até a duração total das intervenções. Alguns estudos aplicaram programas de oito semanas, enquanto outros alcançaram períodos de até seis meses. Da Costa Teixeira et al.¹⁸ ressaltaram essa diversidade e propuseram a necessidade de uniformização dos métodos para que os resultados possam ser comparáveis e reproduzíveis. Além disso, poucos estudos abordaram o impacto do nível de adesão ao tratamento sobre os resultados, embora Fitz et al.¹² tenham destacado a relação direta entre assiduidade e melhora clínica, sugerindo que o acompanhamento contínuo do fisioterapeuta é determinante para a eficácia da reabilitação.

Outro ponto de destaque diz respeito à efetividade das intervenções em populações idosas. Da Silva et al.¹⁹ demonstraram que o tratamento fisioterapêutico é eficaz mesmo em mulheres com mais de 60 anos, proporcionando não apenas melhora do controle urinário, mas também maior equilíbrio postural e redução do risco de quedas. Esses resultados são particularmente relevantes do ponto de vista de saúde pública, considerando o envelhecimento populacional e o aumento da prevalência da IUE nessa faixa etária. Os autores reforçam que, mesmo em idosas, a plasticidade muscular e o aprendizado motor podem ser estimulados por meio de programas bem conduzidos, o que amplia o alcance terapêutico da fisioterapia pélvica.

De modo geral, os estudos convergem quanto à superioridade da fisioterapia frente a outras abordagens não cirúrgicas. Ferreira e Santos²² demonstraram que os programas de treino muscular resultam em ganhos significativos na qualidade de vida, superando intervenções farmacológicas em termos de adesão e segurança. Além disso, as pacientes relataram satisfação elevada com o tratamento e disposição para manter os exercícios após o término do protocolo. Essa continuidade espontânea do autocuidado é um dos fatores que explicam os bons resultados observados em estudos de acompanhamento prolongado, como o de Sahin, Yesil e Gorcan¹¹, que documentaram manutenção dos benefícios seis meses após o término das sessões supervisionadas.

Ainda que os resultados gerais sejam positivos, alguns desafios permanecem evidentes. A adesão irregular aos programas domiciliares, a falta de acompanhamento profissional contínuo e as desigualdades regionais no acesso à fisioterapia especializada ainda limitam o alcance dos benefícios observados. Al Belushi et al.⁹ já haviam relatado que a adesão ao programa domiciliar é fortemente influenciada por fatores culturais e educacionais, o que também se aplica à realidade brasileira. Nesse sentido, políticas públicas que promovam a ampliação da oferta de serviços de reabilitação no Sistema Único de Saúde (SUS) são fundamentais para democratizar o acesso e reduzir os impactos psicossociais da IUE, conforme argumenta Alves et al.¹.

Além da eficácia comprovada, a fisioterapia pélvica também se destaca pela segurança e ausência de efeitos adversos significativos. Nenhum dos estudos revisados relatou complicações graves relacionadas às intervenções, o que reforça sua viabilidade em larga escala. O baixo custo operacional e a possibilidade de adaptação domiciliar tornam o PFMT uma estratégia sustentável e replicável em diferentes contextos socioeconômicos. Esse aspecto é particularmente relevante para países em desenvolvimento, onde o acesso a procedimentos cirúrgicos ainda é limitado e os custos de medicamentos de uso contínuo representam um fardo para os sistemas públicos de saúde.

Outro ponto de reflexão diz respeito à abordagem educativa inserida nos programas de fisioterapia. Estudos como o de Das Neves Glisoi e Girelli²⁰ destacaram que a conscientização corporal e o aprendizado da contração correta são determinantes para o sucesso terapêutico. Isso sugere que a fisioterapia não deve se restringir a exercícios mecânicos, mas incorporar estratégias de ensino, motivação e acompanhamento individualizado. Essa perspectiva holística é reforçada por De Oliveira Souza et al.⁴, que observaram que o fortalecimento do assoalho pélvico gera não apenas benefícios fisiológicos, mas também mudanças positivas no comportamento e na percepção de autocuidado das pacientes.

Comparando os resultados desta revisão com as recomendações internacionais, nota-se plena consonância com diretrizes como as do National Institute for Health and Care Excellence (NICE)²³, que indicam o treinamento muscular do assoalho pélvico como primeira linha de tratamento para a IUE. As evidências aqui reunidas, portanto, confirmam que os protocolos aplicados em diferentes países apresentam eficácia equivalente, independentemente da variação cultural ou do nível socioeconômico das participantes. Essa consistência internacional reforça a robustez dos achados e sustenta a importância da disseminação de práticas baseadas em evidências no contexto da saúde feminina.

Em síntese, a discussão dos resultados evidencia que a fisioterapia pélvica é uma intervenção de alta eficácia, segurança e aplicabilidade, com impacto positivo tanto sobre a função fisiológica quanto sobre os aspectos emocionais e sociais das mulheres acometidas pela incontinência urinária de esforço. A heterogeneidade dos estudos, longe de representar uma limitação, revela a versatilidade da técnica, que pode ser adaptada a diferentes contextos clínicos e culturais. No entanto, permanece necessária a padronização dos protocolos, a ampliação de estudos com amostras maiores e o fortalecimento das políticas de saúde pública voltadas à reabilitação uroginecológica.

Assim, a presente revisão contribui para consolidar o papel da fisioterapia pélvica como instrumento essencial de promoção da saúde, prevenção de incapacidades e melhoria da qualidade de vida das mulheres. Os resultados aqui discutidos reiteram a importância do fisioterapeuta como agente de transformação na atenção integral à saúde feminina, enfatizando que a reabilitação da continência urinária é também um processo de empoderamento e recuperação da dignidade.

Conclusão

O presente estudo permitiu confirmar que a fisioterapia pélvica representa uma intervenção eficaz, segura e de baixo custo no tratamento da incontinência urinária de esforço (IUE) em mulheres. As evidências reunidas demonstraram que o fortalecimento do assoalho pélvico, por meio de exercícios específicos, biofeedback, eletroestimulação e outras abordagens associadas, reduz significativamente os episódios de perda urinária, melhora a força muscular e impacta positivamente na qualidade de vida, na autoconfiança e na reinserção social das pacientes.

Os resultados observados nos estudos analisados responderam de forma clara aos objetivos estabelecidos. Verificou-se que os principais métodos fisioterapêuticos, especialmente os exercícios de Kegel e protocolos supervisionados, são eficazes para reabilitar a função pélvica e promover bem-estar físico e psicológico. A análise dos questionários de qualidade de vida, como o I-QOL e o KHQ, evidenciou ganhos consistentes após o tratamento. Além disso, constatou-se que a adesão ao programa terapêutico está diretamente relacionada à eficácia dos resultados, destacando a importância do acompanhamento contínuo e da educação em saúde para estimular a prática regular e o engajamento das pacientes.

Dessa forma, conclui-se que a fisioterapia pélvica deve ser considerada a primeira linha de intervenção para mulheres com IUE, tanto em contextos clínicos quanto no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Recomenda-se a ampliação do acesso aos serviços especializados, a padronização dos protocolos terapêuticos e o incentivo a programas de prevenção e conscientização sobre o fortalecimento pélvico. Por fim, sugere-se o desenvolvimento de novos estudos com amostras ampliadas e seguimentos prolongados, a fim de consolidar a base científica e aprimorar as estratégias de reabilitação uroginecológica feminina.

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