CLINICAL EFFICACY AND SCENARIO ASSESSMENT OF INJECTABLE PRE-EXPOSURE PROPHYLAXIS (PREP) FOR HIV PREVENTION
REGISTRO DOI: 10.69849/revistaft/ni10202511182119
Kelvy Oliveira Santos1
Mariana Moreira Andrade2
RESUMO
A profilaxia pré-exposição (PrEP) consiste no uso de antirretrovirais por indivíduos não infectados, com o objetivo de prevenir a aquisição do vírus da imunodeficiência humana (HIV) antes de uma possível exposição. Essa estratégia representa um marco na prevenção do HIV, embora enfrente limitações como baixa adesão, estigma social e desigualdades de acesso, o que reduz sua efetividade em contextos reais. A infecção pelo HIV continua sendo um dos maiores desafios da saúde pública global, mesmo após avanços significativos em terapias antirretrovirais e estratégias preventivas. Nesse cenário, a PrEP injetável de longa duração surge como uma inovação biomédica promissora, destacando-se o cabotegravir de ação prolongada, administrado bimestralmente, e o lenacapavir subcutâneo, de uso semestral. Este estudo teve como objetivo analisar a eficácia clínica e avaliar o cenário geral da PrEP injetável, abrangendo avanços, desafios e perspectivas para sua implementação. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura científica, realizada entre março e maio de 2025, com buscas em bases como PubMed, SciELO, LILACS, Scopus e Web of Science, além de documentos técnicos de organismos como WHO, UNAIDS e Ministério da Saúde. Foram incluídos artigos publicados entre 2020 e 2025, em português e inglês, que abordassem eficácia clínica, aceitabilidade, barreiras e experiências internacionais. As evidências indicam que a PrEP injetável apresenta eficácia superior à PrEP oral, com elevada aceitabilidade em diferentes populações-chave. Entretanto, desafios econômicos, logísticos e sociais limitam sua adoção em larga escala, tornando essencial a formulação de políticas públicas robustas que assegurem equidade e sustentabilidade no acesso. Dessa forma, a literatura científica evidencia que a incorporação da PrEP injetável pode contribuir de maneira decisiva para o alcance das metas globais de eliminação do HIV até 2030, desde que acompanhada de estratégias que integrem saúde, educação e justiça social.
Palavras-chaves: Cabotegravir. HIV. Lenacapavir. Prevenção. PrEP injetável.
ABSTRACT
Pre-exposure prophylaxis (PrEP) consists of the use of antiretroviral drugs by HIV-negative individuals to prevent infection before potential exposure. This strategy represents a milestone in HIV prevention, although it faces limitations such as low adherence, social stigma, and inequalities in access, which reduce its real-world effectiveness. HIV infection remains one of the major global public health challenges, even after significant advances in antiretroviral therapies and preventive strategies. In this context, long-acting injectable PrEP has emerged as a promising biomedical innovation, particularly with cabotegravir, administered bimonthly via intramuscular injection, and lenacapavir, a subcutaneous formulation with a six-month dosing interval. This study aimed to analyze the clinical efficacy and assess the overall scenario of injectable PrEP, covering advances, challenges, and perspectives for its implementation. It is a narrative review of the scientific literature conducted between March and May 2025, through searches in databases such as PubMed, SciELO, LILACS, Scopus, and Web of Science, as well as technical documents from WHO, UNAIDS, and the Brazilian Ministry of Health. Articles published between 2020 and 2025, in Portuguese and English, addressing clinical efficacy, acceptability, barriers, and international experiences were included. Evidence indicates that injectable PrEP shows superior efficacy compared to oral PrEP, with high acceptability among key populations. However, economic, logistical, and social challenges still limit large-scale adoption. The scientific literature suggests that the incorporation of injectable PrEP could play a decisive role in achieving the global HIV elimination goals by 2030, provided it is supported by integrated strategies involving health, education, and social justice.
Keywords: Cabotegravir. HIV. Lenacapavir. Prevention. Injectable PrEP.
1 INTRODUÇÃO
A profilaxia pré-exposição (PrEP) é uma estratégia biomédica de prevenção ao HIV que consiste no uso antecipado e contínuo de medicamentos antirretrovirais por pessoas não infectadas, com o objetivo de impedir a entrada e a replicação do vírus no organismo (Brasil, 2024). Sua principal função é criar uma barreira farmacológica protetora, de modo que, caso ocorra exposição ao HIV, a infecção seja bloqueada ainda nas etapas iniciais do ciclo viral. A PrEP integra as ações de prevenção combinada, sendo indicada principalmente para indivíduos com risco aumentado de infecção, como homens que fazem sexo com homens (HSH), mulheres trans, casais sorodiscordantes e profissionais do sexo (World Health Organization, 2025; John et al., 2023). Além de reduzir drasticamente o risco de transmissão sexual, a PrEP também contribui para o controle epidemiológico do HIV ao ampliar as possibilidades de cuidado, autonomia e proteção nas populações vulneráveis (Montano-Campos et al., 2025).
A epidemia de HIV permanece como um dos maiores desafios da saúde pública mundial, mesmo após quatro décadas de avanços científicos e tecnológicos. Estima-se que cerca de 39 milhões de pessoas vivam atualmente com o vírus, com aproximadamente 1,3 milhão de novos diagnósticos registrados em 2023 (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS, 2025). No Brasil, apesar da ampliação da testagem e do acesso universal à terapia antirretroviral, as taxas de infecção continuam elevadas, sobretudo entre homens que fazem sexo com homens (HSH), mulheres trans e jovens, grupos considerados prioritários para estratégias de prevenção (Brasil, 2023).
A PrEP oral é composta pelos fármacos tenofovir disoproxil fumarato (TDF) e emtricitabina (FTC), ambos pertencentes à classe dos análogos de nucleosídeos inibidores da transcriptase reversa. Esses medicamentos impedem a conversão do RNA viral em DNA, bloqueando a infecção logo após o contato com o vírus (WHO, 2024). Ensaios clínicos de grande escala confirmaram sua eficácia, demonstrando reduções superiores a 90% na incidência de HIV quando o uso é consistente (Murchu et al., 2022). No entanto, em cenários de vida real, a eficácia da PrEP oral é frequentemente limitada por desafios como adesão irregular, barreiras comportamentais, estigma e dificuldades logísticas que comprometem a continuidade do regime (Rachman et al., 2024).
Para superar essas barreiras, a PrEP injetável de longa duração surge como alternativa promissora. O cabotegravir de longa ação (CAB-LA), administrado a cada oito semanas por via intramuscular, demonstrou superioridade em grandes ensaios clínicos, como o HPTN 083 e o HPTN 084, com reduções significativas na incidência do HIV em comparação à PrEP oral (Landovitz et al., 2021; Delany-Moretlwe et al., 2022). Outra inovação é o lenacapavir subcutâneo semestral, que apresentou eficácia superior a 95% em estudos recentes, consolidando-se como um dos agentes mais promissores para prevenção (Gilead Sciences, 2024). Projeções publicadas em periódicos de impacto apontam que a ampliação dessas formulações pode reduzir drasticamente novas infecções, especialmente em regiões de alta prevalência (Phillips, 2025).
As vantagens da PrEP injetável vão além da eficácia clínica. Populações jovens e minorias sexuais demonstraram preferência por esquemas de aplicação menos frequentes, destacando maior privacidade, menor estigma e maior conveniência como fatores determinantes (John et al., 2023). Em análises de custo-efetividade, o cabotegravir injetável mostrou-se viável economicamente em médio prazo, considerando a redução de novas infecções e a diminuição de custos com tratamento de longo prazo (Montano-Campos et al., 2025). Esses resultados reforçam o potencial transformador da PrEP injetável no enfrentamento da epidemia.
Apesar desses avanços, a implementação enfrenta entraves importantes. Questões relacionadas ao custo elevado dos fármacos, necessidade de infraestrutura para aplicações regulares, risco de resistência em casos de infecção não diagnosticada, além das desigualdades no acesso à saúde, constituem barreiras relevantes. Para que a PrEP injetável seja efetivamente incorporada como estratégia global, recomenda-se a integração com políticas públicas, campanhas educativas e sistemas de monitoramento que assegurem acesso equitativo e sustentabilidade (WHO, 2025).
Nesse contexto, torna-se essencial avaliar de forma crítica a eficácia clínica da PrEP injetável e suas perspectivas para o controle da epidemia de HIV. A análise cuidadosa dessa inovação pode fornecer subsídios científicos e práticos para fortalecer políticas de prevenção, reduzir desigualdades e avançar no enfrentamento do HIV.
2 METODOLOGIA
Este estudo foi elaborado por meio de uma revisão narrativa da literatura, abordagem metodológica que busca reunir, sistematizar, analisar e interpretar criticamente o conhecimento existente sobre determinada temática. Segundo Siddaway, Wood e Hedges (2019), a revisão narrativa é indicada quando há diversidade de metodologias e delineamentos nos estudos analisados, permitindo a integração de resultados a partir de uma interpretação crítica e contextualizada. Dessa forma, essa metodologia foi escolhida para possibilitar uma compreensão ampla e integrada da eficácia clínica da profilaxia pré-exposição (PrEP) injetável, bem como de seus desafios e perspectivas.
O processo de construção iniciou-se com a formulação da pergunta norteadora: “Quais são as evidências científicas recentes acerca da eficácia clínica, dos desafios e das perspectivas da PrEP injetável na prevenção do HIV?”. A definição dessa questão orientou todas as etapas da revisão, desde a seleção das fontes até a análise crítica dos achados, garantindo foco e coerência ao trabalho.
A busca bibliográfica foi conduzida entre março e maio de 2025 em bases de dados nacionais e internacionais, incluindo PubMed, SciELO, LILACS, MEDLINE, Scopus e Web of Science, além da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Foram também consultados livros acadêmicos, artigos e relatórios técnicos, assim como documentos institucionais de órgãos oficiais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e o Ministério da Saúde. Essa diversidade de fontes visou garantir tanto atualização científica quanto embasamento teórico sólido.
Os descritores utilizados, em português e inglês, foram combinados com operadores booleanos para ampliar a abrangência da busca: “HIV”, “profilaxia pré-exposição”, “PrEP injetável”, “cabotegravir”, “lenacapavir”, “eficácia clínica”, “long-acting PrEP”, “adesão”, “aceitabilidade” e “prevenção do HIV”. Essa estratégia permitiu localizar publicações relevantes e atualizadas que abordassem diferentes dimensões da temática.
Foram definidos critérios de inclusão: trabalhos publicados entre 2020 e 2025, em português ou inglês, disponíveis na íntegra, que discutissem diretamente a eficácia clínica da PrEP injetável, seus impactos epidemiológicos, barreiras de adesão, aceitabilidade, desafios logísticos e experiências internacionais. Os critérios de exclusão compreenderam artigos repetidos, publicações sem acesso integral, estudos que tratassem exclusivamente da PrEP oral e textos opinativos sem base científica.
Após a busca inicial, procedeu-se à triagem por título e resumo, seguida da leitura exploratória do material potencialmente elegível. Esse processo resultou na seleção preliminar de estudos que, após avaliação aprofundada do conteúdo, compuseram um conjunto final de referências constituído por artigos originais, revisões sistemáticas, documentos institucionais, diretrizes técnicas e obras de referência. As informações extraídas foram organizadas em eixos temáticos abrangendo eficácia clínica da PrEP injetável, adesão e aceitabilidade, limitações operacionais, impacto social, experiências internacionais e projeções futuras. A análise comparativa entre os achados permitiu identificar convergências e divergências entre diferentes autores, subsidiando uma interpretação crítica alinhada ao problema de pesquisa.
3 REFERENCIAL TEORICO
3.1 HIV: Visão Geral
O Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), agente etiológico da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS), representa um dos maiores desafios da saúde pública global desde sua descoberta no início da década de 1980 (Bekker et al., 2023). Identificado pela primeira vez em 1983 por Luc Montagnier e Françoise Barré-Sinoussi, pesquisadores do Instituto Pasteur na França, o HIV foi associado a casos de imunossupressão grave e infecções oportunistas incomuns (Montagnier; Barré-Sinoussi, 1983). Trata-se de um retrovírus da família Retroviridae, subfamília Orthoretrovirinae, gênero Lentivirus, caracterizado por sua longa fase de latência e persistência crônica no organismo humano (Cunha, 2022).
Existem dois tipos principais de HIV: o HIV-1 e o HIV-2. O HIV-1 é responsável pela maioria dos casos de AIDS no mundo. Ele possui alta virulência, elevada taxa de replicação e está subdividido em grupos (M, N, O e P), sendo o grupo M o mais comum e dividido em subtipos como A, B, C, D, F, G, H, J e K. No Brasil, os subtipos B, C e F predominam, com variações regionais significativas (Brasil, 2023). Já o HIV-2 é menos transmissível, tem uma progressão mais lenta e é mais restrito geograficamente, concentrando-se em países da África Ocidental. Ele apresenta menor carga viral, menor taxa de replicação e maior controle imunológico por parte do hospedeiro, o que retarda a progressão para a AIDS (Fonseca; Vasconcelos, 2020).
O HIV é um vírus envelopado com aproximadamente 100 nanômetros de diâmetro. Sua estrutura compreende um envelope lipídico, derivado da célula hospedeira, contendo as glicoproteínas gp120 e gp41. A gp120 liga-se ao receptor CD4 presente na superfície de linfócitos T auxiliares, macrófagos e células dendríticas, enquanto a gp41 promove a fusão da membrana viral com a membrana celular, permitindo a entrada do conteúdo viral. No interior, o vírus contém uma cápside em forma de cone composta pela proteína p24, que protege o material genético: duas fitas idênticas de RNA de sentido positivo, além das enzimas transcriptase reversa, integrase e protease, indispensáveis para o ciclo replicativo viral (Coffin et al., 1997; Murray et al., 2020).
O genoma do HIV possui cerca de 9,7 mil bases e codifica os genes estruturais gag (que produz as proteínas da matriz, capsídeo e nucleocapsídeo), pol (responsável pelas enzimas virais) e env (que codifica as glicoproteínas do envelope gp120 e gp41). Há também genes regulatórios tat e rev que modulam a transcrição e exportação do RNA, e genes acessórios como nef, vif, vpr e vpu (ou vpx no HIV-2), que atuam na evasão da resposta imune e na modulação de proteínas celulares, aumentando a infectividade e a replicação viral (Flint et al., 2020).
3.1.1 Mecanismo de Ação do HIV
O mecanismo de ação do HIV é altamente complexo e representa um dos maiores desafios para a biomedicina moderna. O ciclo replicativo do vírus é composto por diversas etapas interdependentes que garantem sua capacidade de invadir, persistir e se multiplicar nas células do sistema imunológico (Yin et al., 2022). A infecção tem início com a interação da glicoproteína gp120, presente na superfície do envelope viral, com o receptor CD4 localizado na membrana de células-alvo, como linfócitos T CD4+, macrófagos e células dendríticas. Essa ligação inicial é fundamental para a entrada do vírus na célula hospedeira e define a especificidade do HIV por células do sistema imune (Alves et al., 2021).
Em seguida, ocorre uma interação subsequente com correceptores quimioatratores, principalmente o CCR5 ou CXCR4, o que determina o tropismo viral e influencia a progressão da doença (Gonçalves et al., 2020). Após essa interação, a gp120 sofre uma alteração conformacional que permite sua ligação aos correceptores CCR5 ou CXCR4. O uso preferencial desses correceptores varia conforme o estágio da infecção. O subtipo R5, que utiliza o CCR5, é mais prevalente nas fases iniciais, enquanto o subtipo X4, que usa CXCR4, predomina em estágios avançados, associado a uma progressão mais rápida da doença (Sauter; Kirchhoff, 2019).
Uma vez que ocorre a ligação bem-sucedida, a glicoproteína gp41, também presente no envelope viral, é exposta e inicia a fusão da membrana viral com a membrana da célula hospedeira. Esse processo permite a liberação do capsídeo viral no citoplasma (Murray et al., 2020). Dentro do citoplasma, a enzima transcriptase reversa converte o RNA viral de fita simples em DNA de fita dupla. Este processo é altamente propenso a erros, o que gera uma elevada taxa de mutação, contribuindo para a diversidade genética do HIV e dificultando tanto a resposta imune quanto o desenvolvimento de vacinas (Flint et al., 2015).
Esse processo é crucial para o sucesso da infecção, uma vez que as mutações acumuladas contribuem para a evasão do sistema imune e para o desenvolvimento de resistência a antirretrovirais (Johnson; Jones; Clark, 2022). O DNA viral recém-sintetizado forma um complexo de pré-integração que é transportado até o núcleo celular. A enzima integrase então facilita a inserção desse DNA no genoma da célula hospedeira, tornando-se um provírus. Este provírus pode permanecer em estado de latência por anos, o que é um dos principais entraves para a erradicação do HIV, pois permite que o vírus escape tanto da ação dos medicamentos quanto da vigilância imunológica (Siliciano; Siliciano, 2023; Pasternak et al., 2023; Baxter et al., 2022), isso tem sido mostrado pela literatura desde a década de 90 e confirmado com a atual (Coffin et al., 1997).
A integração do DNA viral ao genoma hospedeiro permite que o vírus permaneça em estado latente ou entre em um ciclo de replicação ativa, dependendo do estado de ativação celular. Durante a fase ativa, ocorre a transcrição do DNA proviral em RNA mensageiro, que será traduzido em proteínas virais estruturais e enzimáticas. As proteínas virais, juntamente com cópias do genoma viral, são então montadas na membrana plasmática da célula hospedeira, onde ocorre o brotamento de novos vírions. A protease viral desempenha um papel essencial nesse estágio, promovendo o processamento das poliproteínas em proteínas funcionais necessárias para a formação de vírus maduros e infectantes (Fernandes et al., 2023; Engelman e Cherepanov, 2022; Freed, 2022).
Uma vez integrado, o provírus é transcrito em RNA mensageiro pela maquinaria celular. Este RNA serve de molde tanto para a síntese de proteínas virais como para a formação de novos genomas virais. As proteínas estruturais, como as da cápside e do envelope, bem como as enzimas virais, são então traduzidas e processadas. Na fase final do ciclo, o vírus se monta na membrana da célula hospedeira, brota dela e adquire seu envelope lipídico (Peters et al., 2008). A protease viral desempenha um papel crítico neste momento, clivando as poliproteínas precursoras em proteínas funcionais, permitindo a maturação dos novos vírions (Freire, 2025; Wang et al., 2023).
Além da complexidade do seu ciclo replicativo, o HIV possui estratégias sofisticadas de escape imunológico. A alta taxa de mutações durante a transcrição reversa e a capacidade de estabelecer reservatórios latentes dificultam a erradicação viral, mesmo sob terapia antirretroviral. Essa latência é estabelecida principalmente em células T CD4+ de memória, que mantêm o genoma viral integrado de forma silenciosa, possibilitando a reativação viral mesmo após anos de supressão terapêutica (Del Prete et al., 2019).
Estudos recentes destacam também o papel crucial do capsídeo na regulação da entrada nuclear e na proteção do DNA viral durante o transporte até o núcleo. Pesquisas conduzidas por Gilead Sciences (2025) mostraram que fármacos inibidores do capsídeo, como o lenacapavir, podem bloquear múltiplas etapas do ciclo viral, desde a entrada até a montagem, representando uma nova geração de terapias promissoras.
O entendimento detalhado do mecanismo de ação do HIV tem sido fundamental para o desenvolvimento de terapias antirretrovirais que atuam em diferentes etapas do ciclo viral. Os inibidores de entrada, transcriptase reversa, integrase e protease constituem classes de medicamentos que visam bloquear a replicação do vírus e reduzir a carga viral a níveis indetectáveis, contribuindo para a recuperação imunológica do paciente (Cameron et al., 2021).
Diante dessa complexidade, fica evidente que o HIV possui uma capacidade altamente eficiente de replicação e evasão imune, justificando a necessidade de abordagens terapêuticas que combinem múltiplos mecanismos de ação para interromper seu ciclo de vida.
3.1.2 Patogenicidade e Virulência do HIV
A patogenicidade do vírus da imunodeficiência humana (HIV) refere-se à sua habilidade de causar disfunção e destruição progressiva do sistema imunológico, especialmente pela depleção dos linfócitos T CD4+. Esses linfócitos são fundamentais na orquestração da resposta imune adaptativa, e sua perda compromete a capacidade do organismo de combater infecções oportunistas e neoplasias associadas à imunossupressão (Barré-Sinoussi et al., 2021). O processo de destruição dos linfócitos T CD4+ não ocorre apenas por lise viral direta, mas também por mecanismos indiretos, como apoptose de células não infectadas, ativação imune crônica e disfunção mitocondrial (Okoye; Picker, 2022).
A carga viral plasmática é um dos principais marcadores da replicação ativa do HIV e da velocidade de progressão da infecção para a Síndrome Da Imunodeficiência Adquirida (AIDS). Estudos demonstram que cargas virais persistentemente elevadas estão associadas à rápida queda na contagem de CD4+ e à evolução clínica mais agressiva, enquanto cargas virais indetectáveis, obtidas por meio da Terapia Antirretroviral (TARV), estão relacionadas à preservação imunológica e ao bloqueio da progressão da doença (Rong et al., 2020).
Um dos fatores que intensifica a virulência do HIV é sua alta taxa de mutação, decorrente da baixa fidelidade da transcriptase reversa, o que resulta em grande variabilidade genética e formação de quase-espécies virais. Essa variabilidade permite ao vírus escapar de respostas imunes específicas e dificulta o desenvolvimento de vacinas eficazes e terapias universais (Arien; Vanham, 2021). Além disso, a seleção de variantes com maior tropismo por correceptores como o CXCR4 está associada a uma progressão mais rápida da doença, pois essas variantes tendem a infectar células T naive, fundamentais para a regeneração do sistema imune (Stroberg; Tapia, 2022).
A virulência também pode ser influenciada por fatores do hospedeiro, como polimorfismos genéticos relacionados a correceptores virais e moléculas do sistema HLA, que podem afetar a suscetibilidade à infecção e a resposta imune antiviral. Por exemplo, indivíduos com mutação no gene CCR5Δ32, que codifica um correceptor essencial para a entrada do HIV-1 em células CD4+, apresentam resistência natural à infecção por cepas R5-trópicas do vírus (Carrington; Alter, 2021).
O HIV estabelece ainda um estado de ativação imune crônica, mesmo em fases precoces da infecção, caracterizado pela elevação de citocinas inflamatórias e ativação contínua de células imunes. Esse processo contribui para a exaustão celular e destruição progressiva do tecido linfoide, o que agrava o colapso imunológico (Doitsh et al., 2020). Em pacientes em TARV, embora a replicação viral esteja controlada, a inflamação crônica pode persistir e está associada a comorbidades não infecciosas, como doenças cardiovasculares, neurocognitivas e metabólicas, evidenciando que a patogenicidade do HIV vai além da simples contagem de vírus ou células CD4+ (Deeks et al., 2023).
Portanto, a patogenicidade e a virulência do HIV resultam de uma combinação complexa entre características intrínsecas do vírus, como sua variabilidade genética e capacidade de evasão imune, e fatores do hospedeiro, que modulam a resposta imune e a susceptibilidade individual. Esse entendimento é essencial para o aprimoramento de estratégias terapêuticas e vacinais.
3.2 Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) Injetável
A Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) é uma estratégia biomédica preventiva que consiste no uso de medicamentos antirretrovirais por indivíduos soronegativos com o objetivo de impedir a infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) antes do contato com o vírus. É denominada “pré-exposição” justamente porque sua ação ocorre antes da penetração viral e da instalação da infecção nas células do hospedeiro, bloqueando as etapas iniciais do ciclo replicativo viral (Venter et al., 2024). No caso da modalidade injetável, a PrEP é administrada profilaticamente, ou seja, antes de uma possível exposição ao HIV, mantendo níveis plasmáticos de fármaco por períodos prolongados. O cabotegravir de longa ação (CAB-LA) é aplicado por via intramuscular a cada oito semanas, enquanto o lenacapavir, de ação subcutânea, possui duração semestral, garantindo proteção sustentada sem necessidade de uso diário e reduzindo falhas por esquecimento (Cancio-Suárez et al., 2023).
A Profilaxia Pré-Exposição Injetável (PrEP injetável) representa uma evolução importante nas estratégias de prevenção do HIV, oferecendo uma alternativa de longa duração em comparação com regimes orais diários (Lalley-Chareczko et al., 2023). Essa forma de prevenção busca superar obstáculos tradicionais relacionados à adesão, como esquecimento, estigma ligado ao uso contínuo de comprimidos e dificuldades de acesso ou rotina, ao proporcionar doses espaçadas que mantêm níveis de proteção elevados (Goswami, Veeramachaneni e Masurkar, 2025).
Os avanços mais recentes incluem o lenacapavir com regime injetável semestral, recomendado pela WHO como nova opção de PrEP para prevenção do HIV, especialmente para populações que enfrentam dificuldades com a adesão ao oral (WHO, 2025). O cabotegravir de longa ação (CAB-LA), já aprovado e implementado em vários países, também se destaca como marco clínico, tendo demonstrado eficácia elevada frente ao regime oral em ensaios como HPTN 083 e HPTN 084 (Mann et al., 2024; Stranix-Chibanda et al., 2025).
Outra vantagem relevante da PrEP injetável é a aceitabilidade entre usuários. Um estudo recente com mulheres que injetam drogas mostrou que a maioria prefere cabotegravir injetável ao regime oral, com boa aceitação da primeira injeção (Roth et al., 2025). Em adolescentes vulneráveis, o perfil de tolerabilidade e segurança de cabotegravir injetável foi satisfatório e as reações adversas geralmente moderadas, reforçando sua viabilidade como opção preventiva nesses grupos (Stranix-Chibanda et al., 2025).
Apesar dessas evidências promissoras, existem desafios para sua implementação em larga escala. Entre eles, destacam-se os custos elevados de medicamentos injetáveis, necessidade de infraestrutura para aplicação regular, logística de armazenamento e distribuição, além de barreiras regulatórias e de acesso (Patel et al., 2024). A demora na adoção dessas modalidades por parte de sistemas de saúde pública, mesmo após aprovações regulatórias ou recomendações, evidencia lacunas entre evidência clínica e uso real (Patel et al., 2024; WHO, 2025).
Dado esse panorama, a PrEP injetável emerge não apenas como uma inovação biomédica, mas como uma potencial ferramenta transformadora para prevenção do HIV, desde que seus benefícios sejam sustentados por políticas públicas eficazes, financiamento adequado e estratégias que garantam equidade no acesso.
3.2.1 Mecanismo de Ação dos Antirretrovirais na PrEP Injetável
Os antirretrovirais utilizados na PrEP injetável de longa duração possuem mecanismos de ação específicos que bloqueiam etapas fundamentais do ciclo de replicação do HIV, proporcionando uma barreira altamente eficaz contra a infecção. A PrEP injetável atua majoritariamente na fase inicial da infecção, impedindo que o vírus se integre ao DNA das células hospedeiras ou que sua cápside viral execute funções essenciais para a replicação (Rosas Cancio-Suárez et al., 2023).
O principal antirretroviral atualmente aprovado para PrEP injetável é o cabotegravir de longa ação (CAB-LA). Este fármaco é um inibidor da enzima integrase de transferência de fita (INSTI), cuja função é bloquear a integração do DNA viral ao genoma da célula hospedeira. Esse bloqueio ocorre por meio da ligação do cabotegravir ao sítio ativo da integrase, impedindo que a enzima catalise a inserção do DNA proviral no DNA da célula. Sem essa integração, o HIV não consegue estabelecer infecção permanente, nem gerar cópias virais, o que impede a disseminação do vírus no organismo (Thoueille et al., 2022).
O cabotegravir apresenta uma formulação nanocristalina, o que permite sua liberação lenta e contínua no plasma, mantendo níveis terapêuticos eficazes por até oito semanas após a aplicação intramuscular (Gautam et al., 2021). Essa característica farmacocinética é um dos principais diferenciais em relação aos antirretrovirais orais, que exigem administração diária. Segundo (Marzinke et al. 2023), essa liberação sustentada garante concentrações suficientes para bloquear a integrase durante todo o intervalo entre as doses.
Além do cabotegravir, outro antirretroviral em estágio avançado de pesquisa para PrEP injetável é o lenacapavir, que possui um mecanismo de ação completamente diferente. O lenacapavir é um inibidor da cápside do HIV-1, atuando em múltiplas fases do ciclo viral, tanto na fase precoce quanto tardia. Ele impede a correta montagem e estabilidade da cápside viral, além de bloquear o transporte nuclear do complexo pré-integração, o que dificulta que o material genético do vírus chegue ao núcleo da célula (Marsico et al., 2023).
O desenvolvimento dessas formulações injetáveis reflete avanços significativos na farmacologia do HIV, focando não apenas na eficácia antiviral, mas também em melhorias na adesão, na qualidade de vida dos usuários e na redução das barreiras sociais e estruturais associadas ao uso diário de comprimidos.
3.2.2 Eficácia clínica da PrEP injetável
Ensaios clínicos recentes têm demonstrado que a PrEP injetável apresenta eficácia substancialmente elevada em comparação às modalidades orais, especialmente em cenários com desafios de adesão diária (Marzinke et al., 2023; Landers et al., 2024; Eshleman et al., 2021). Um estudo multicêntrico que envolveu homens cisgênero e mulheres trans confirmou que o cabotegravir de longa duração reduziu o risco de infecção pelo HIV em cerca de 70% a mais do que a PrEP oral, em populações com comportamentos de risco elevados (Landovitz et al., 2021). Em mulheres cisgênero em regiões do sul da África, os resultados do HPTN 084 revelaram redução de incidência superior quando usado cabotegravir bimestral em comparação com tenofovir/emtricitabina oral (Delany-Moretlwe et al., 2022).
O lenacapavir, com administração semestral, apresentou eficácia notável nos ensaios PURPOSE-1 e PURPOSE-2, alcançando níveis de proteção acima de 90% entre participantes que receberam doses regulares e sem interrupções (WHO, 2025). Em estudo recente publicado no New England Journal of Medicine, o lenacapavir injetável manteve supressão de infecção em grupos de alto risco, com tolerabilidade aceitável e poucas falhas de prevenção atribuíveis a interrupções de tratamento (NEJM, 2024).
Além disso, análises de subgrupos apontam que a PrEP injetável mantém sua eficácia mesmo em populações tradicionalmente mais vulneráveis: adolescentes, pessoas trans e aquelas com instabilidade de acesso aos serviços de saúde. Por exemplo, o estudo HPTN-084-01 confirmou que adolescentes sexualmente ativas toleraram bem o regime injetável de cabotegravir, com forte proteção contra aquisição de HIV em comparação a controles (Stranix-Chibanda et al., 2025).
Estudos de eficácia também consideram fatores como tempo de proteção entre doses; os níveis plasmáticos mantidos por formulações de longa ação se mostraram estáveis, o que permite janelas mais amplas entre aplicações sem perda significativa de proteção (Patel et al., 2024). Entretanto, há alertas quanto a possíveis falhas em casos de infecção aguda não detectada antes da primeira injeção ou entre doses, o que evidencia a necessidade de triagem rigorosa (Moameri et al., 2025).
3.2.3 Desafios para a implementação da PrEP injetável
A adoção da PrEP injetável em escala global enfrenta desafios econômicos, logísticos e sociais que vão muito além da simples comprovação de eficácia clínica. O custo da formulação de cabotegravir de longa ação permanece elevado, o que limita sua incorporação em programas públicos de prevenção, especialmente em países de baixa e média renda. Modelagens recentes demonstram que, para que CAB-LA seja custo-efetivo, o preço anual precisa ser substancialmente inferior ao atualmente praticado, incluindo margens menores sobre o regime oral, o que demanda acordos de licenciamento ou produção genérica (Jin et al., 2025).
No aspecto logístico, há necessidade de infraestrutura robusta para aplicação periódica, armazenamento sob condições apropriadas, cadeia de frio quando aplicável, transporte seguro e serviços de saúde preparados para executar injeções com regularidade. Em muitos contextos, a limitação de pessoal treinado, de instalações sanitárias adequadas e de acesso físico eficiente aos serviços representa barreira significativa (Tembo et al., 2024; Gashema et al., 2025).
Socialmente, o estigma ligado a injeções, crenças culturais negativas sobre terapias injetáveis e medo de reações locais (dor, inflamação) afetam a aceitabilidade e podem gerar abandono ou hesitação. Comunidades marginalizadas frequentemente enfrentam ainda discriminação de gênero, abordagem inadequada nos serviços de saúde e falta de informação clara sobre os benefícios e riscos da PrEP injetável, o que compromete a adesão sustentável (Gashema et al., 2025).
Além disso, desafios regulatórios e operacionais desempenham papel central: demora no registro de medicamentos nos países, ausência de fornecedores genéricos, complexidade nos processos de importação ou aprovação nacional, além de lacunas nas políticas de financiamento público e reembolso, que frequentemente não contemplam totalmente os custos indiretos para o usuário (como transporte, tempo de deslocamento, custos de visita clínica). Essas barreiras combinadas podem impedir que o impacto da PrEP injetável observado em ensaios clínicos se reproduza no mundo real (Jin et al., 2025; Tembo et al., 2024).
3.2.4 Comparação PrEP oral e PrEP injetável
A distinção entre a PrEP oral e a PrEP injetável tem se tornado cada vez mais relevante na análise das estratégias de prevenção ao HIV, sobretudo diante das limitações observadas em regimes que dependem do uso diário contínuo. De acordo com Girometti et al. (2023) e Liu et al. (2022), a PrEP oral apresenta elevada eficácia quando utilizada com adesão adequada, porém sua efetividade populacional é frequentemente reduzida por interrupções no uso, esquecimento e dificuldades comportamentais. Esses achados são corroborados também pelos resultados de Maloney et al. (2023), que identificaram queda significativa na proteção entre indivíduos com baixa persistência terapêutica. Assim, conforme esses autores demonstram, a modalidade oral enfrenta desafios que podem comprometer sua proteção real em grupos mais vulneráveis. Essas características e limitações podem ser visualizadas de forma organizada na Tabela 1, que sintetiza as principais diferenças entre a PrEP oral e a PrEP injetável.
No contexto das limitações da via oral, diversos autores têm destacado o potencial das formulações injetáveis de longa duração como alternativa capaz de reduzir o impacto da adesão diária sobre a proteção preventiva. De acordo com O’Halloran et al. (2024) e Marzinke et al. (2023), tanto o cabotegravir intramuscular bimestral quanto o lenacapavir subcutâneo semestral mantêm concentrações plasmáticas sustentadas, promovendo níveis de proteção contínuos contra a infecção pelo HIV. Estudos de Bekker et al. (2023) e Landers et al. (2024) também demonstram maior aceitação, melhor experiência do usuário e aumento da retenção em populações-chave quando comparadas à PrEP oral, principalmente devido à conveniência das aplicações espaçadas. Essa vantagem é ainda reforçada por Magnus et al. (2024), que evidenciam maior efetividade da PrEP injetável em contextos de maior vulnerabilidade e risco. A dinâmica de atuação farmacológica dos antirretrovirais utilizados em ambas as modalidades pode ser observada de forma esquemática na Figura 1, que ilustra os pontos exatos do ciclo replicativo do HIV onde cada fármaco exerce sua ação.
A partir desse conjunto de evidências, torna-se claro que a PrEP oral e a PrEP injetável configuram modalidades complementares dentro do modelo de prevenção combinada. De acordo com Rusie et al. (2023) e Sidebottom et al. (2024), a modalidade oral permanece indispensável por sua ampla disponibilidade, menor custo inicial e facilidade de distribuição em sistemas públicos. Por outro lado, estudos de Jones et al. (2024) e Biello et al. (2023) demonstram que os esquemas injetáveis ampliam o alcance dos programas preventivos ao oferecer opções mais compatíveis com rotinas instáveis e perfis de risco diversos. Além disso, Chandraratna et al. (2024) reforçam que a coexistência das duas modalidades permite intervenções mais flexíveis e individualizadas, ajustadas às necessidades epidemiológicas de cada população atendida.
Tabela 1 – Comparação sintética entre PrEP Oral e PrEP Injetável
| Característica | PrEP Oral | PrEP Injetável |
| Fármacos | Tenofovir + Emtricitabina | Cabotegravir (IM bimestral) / Lenacapavir (SC semestral) |
| Mecanismo | Inibição da transcriptase reversa | Cabotegravir: inibição da integrase; Lenacapavir: inibição da cápside |
| Regime | Uso diário contínuo | Doses espaçadas (Cabotegravir: 8 semanas e Lenacapavir: 6 meses) |
| Eficácia | Alta em ensaios, mas reduzida pela adesão no mundo real | Superior pela independência da adesão diária |
| Principais Pontos | Disponibilidade ampla e baixo custo | Proteção prolongada, maior conveniência e melhor aceitação |
Fonte: Brasil (2024); WHO (2024; 2025); Landovitz et al. (2021); Delany-Moretlwe et al. (2022); Thoueille et al. (2022); Marsico et al. (2023); Gilead Sciences (2024).
Figura 1 – Ação Farmacológica da PrEP Oral e Injetável nas Diferentes Fases do Ciclo de Vida do HIV

Fonte: Produção própria do autor (2025)
3.3 Experiências internacionais com a PrEP injetável
Nos últimos anos, diversos países têm avançado na incorporação da PrEP injetável (principalmente com cabotegravir de longa ação, CAB-LA) em programas nacionais ou em demonstrações piloto, permitindo que se aprendam lições sobre adoção, logística, aceitação e impacto real. Zambia e Zimbabwe foram dos primeiros a implementar CAB-LA programaticamente, incorporando-o como alternativa adicional à PrEP oral, com aprendizados importantes sobre prontidão do sistema de saúde, engajamento comunitário e necessidade de monitoramento contínuo (Zambia & Zimbabwe, 2024).
Na África do Sul, o documento “Evidence Summary for Cabotegravir as PrEP” do Ministério da Saúde destaca que os ensaios HPTN 083 e 084 servem de base para adoção e que a distribuição regulatória tem avançado, embora existam desafios operacionais significativos ─ principalmente relacionados à retenção de usuários, à necessidade de testes frequentes, ao calendário de injeções e à infraestrutura para garantir acesso rural e remoto (Health South Africa, 2024).
Estudos de modelagem no contexto da África do Sul estimam que uma expansão razoável da cobertura de CAB-LA poderia levar a reduções substanciais nas incidências de HIV entre 2022 e 2042, caso os obstáculos de acesso, custo e adesão sejam adequadamente mitigados (Stansfield et al., 2025). Essa projeção reforça que embora os ensaios clínicos mostrem eficácia alta, a efetividade dependerá fortemente de fatores do mundo real, como logística de fornecimento, continuidade dos cuidados e aceitação do usuário.
Em contextos de renda média e baixa, como Malawi, Zâmbia e Eswatini, o rollout de CAB-LA iniciou em 2024; em países como Zâmbia, mais de 90% dos usuários elegíveis para a segunda injeção receberam-a no prazo esperado, e crianças, adolescentes e populações com mobilidade restrita têm sido contemplados, embora desafios de reabastecimento, transporte e educação em saúde persistam (Transformation of Long-Acting Injectables real-world data from Zambia, 2024).
Apesar dos progressos, há atrasos perceptíveis em muitos países para adoção plena. Um estudo recente intitulado “Why is roll-out of injectable PrEP agents so slow?” aponta que mesmo com licenças voluntárias para produção genérica de CAB-LA, muitos países de média renda enfrentam burocracias regulatórias, desafios de financiamento sustentado, cobertura limitada e escassez de dados de uso real para guiar políticas nacionais (Patel et al., 2024).
3.4 Impacto e perspectivas da PrEP injetável na prevenção do HIV
Modelagens epidemiológicas sugerem que a introdução ampla da PrEP injetável, especialmente o cabotegravir de longa ação (CAB-LA), pode provocar reduções substanciais nas novas infecções por HIV em diversos cenários. Em cenários na África Subsaariana simulados por estudos de modelagem, o uso do CAB-LA mostrou potencial para diminuir incidência de HIV em mais de 30 % ao longo de 5 a 10 anos, dependendo da cobertura alcançada, da adesão e da persistência no uso (Mitchell et al., 2023; Stansfield et al., 2025). Em particular, um modelo que projeta a expansão do CAB-LA entre homens que fazem sexo com homens (HSH) indicou que atingir 50 % de cobertura nesse grupo poderia evitar mais de 45 % das novas infecções até 2032, em contextos com epidemia crescente (Stansfield et al., 2023).
No campo da custo-efetividade, estudos recentes apontam que, embora os custos iniciais da PrEP injetável sejam consideravelmente maiores do que os da PrEP oral, os benefícios em saúde, como redução de tratamentos futuros, hospitalizações, e mortes relacionadas ao HIV, podem compensar a diferença no custo, especialmente quando a prevalência e incidência já são altas. O estudo “Cost-effectiveness of Cabotegravir Long-Acting for HIV PrEP” estimou que o caminho com CAB-LA previne mais infecções primárias e secundárias por 100 usuários do que o regime oral, e apesar dos custos maiores, mostra razões de custo incremental por QALY (quality-adjusted life year) ganhos que podem ser justificáveis em muitos sistemas de saúde (Brogan et al., 2024).
Perspectivas de políticas públicas apontam que o sucesso da PrEP injetável não depende apenas da eficácia ou dos modelos econômicos, mas também de fatores como capacidade regulatória, prontidão dos sistemas de saúde, estratégias de engajamento comunitário, e garantia de acesso equitativo. A adoção de esquemas diferenciados de prestação de serviço (“differentiated service delivery”), fortalecimento do monitoramento, educação em saúde e atenção às populações marginalizadas são elementos apontados como críticos para maximizar impacto (Bleasdale et al., 2024; AVAC, 2025).
Ainda há espaço para inovações futuras, tais como formulações com intervalos de aplicação ainda mais longos, opções auto-injetáveis, regimens combinados com prevenção multiproduto, e parcerias globais para licenciamento e produção genérica, que possam reduzir custos e ampliar o acesso. A recente expansão da licença voluntária da ViiV Healthcare para permitir produção genérica do CAB-LA em muitos países de renda baixa ou média é exemplo de medida que poderá acelerar esse processo e contribuir para uma distribuição mais justa (ViiV, 2025; Reuters, 2025).
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO
A análise da literatura científica evidencia que a PrEP injetável representa um marco na prevenção do HIV, com resultados consistentes de eficácia clínica superior em comparação à modalidade oral (Landovitz et al., 2021). Ensaios multicêntricos como o HPTN 083 e o HPTN 084 confirmaram que o cabotegravir de longa ação reduziu substancialmente a incidência de novas infecções em diferentes populações. No HPTN 083, conduzido com 4.566 homens cisgênero e mulheres trans que fazem sexo com homens, o risco de aquisição do HIV foi 66% menor em comparação à PrEP oral diária (Landovitz et al., 2021). Já o HPTN 084, realizado com mais de 3.200 mulheres cisgênero na África Subsaariana, demonstrou redução de 89% na incidência, consolidando a superioridade da via injetável em populações com maior vulnerabilidade (Delany-Moretlwe et al. ,2022).
Estudos recentes como PURPOSE 1 e 2, apresentados pela Gilead Sciences (2024), avaliaram o lenacapavir subcutâneo semestral, obtendo taxas de proteção acima de 95%, o que amplia as perspectivas de longo prazo para a profilaxia em populações diversas (Gilead Sciences, 2024; UNAIDS, 2024). Os resultados clínicos observados decorrem, em grande parte, do perfil farmacocinético dessas formulações de longa duração. Diferente da PrEP oral, que requer adesão diária para manter níveis plasmáticos eficazes, o cabotegravir e o lenacapavir mantêm concentrações protetoras por semanas ou meses, garantindo cobertura prolongada e reduzindo falhas associadas ao esquecimento ou à descontinuidade (Parker et al., 2023). Isso explica por que ensaios multicêntricos relataram maior efetividade e menor incidência de abandono (Clement et al., 2020).
A aceitabilidade é outro fator determinante para o sucesso dessa modalidade. De acordo com Kakande et al. (2025), no estudo longitudinal conduzido em áreas rurais de Uganda e Quênia, 97% dos participantes relataram satisfação com o cabotegravir injetável após 24 semanas de uso, e 96% após 48 semanas, indicando excelente adesão. Resultados semelhantes foram observados por Kamya et al. (2024) no ensaio SEARCH Dynamic Choice, que demonstrou cobertura de 69,7% do tempo de acompanhamento com PrEP injetável, comparado a apenas 13,3% no grupo controle. Isso confirma que o uso injetável é viável mesmo em contextos de baixa infraestrutura e entre populações jovens e rurais.
Além disso, análises qualitativas conduzidas por Keddem et al. (2024) identificaram que a maioria dos usuários prefere o regime injetável por razões de conveniência, menor estigma e maior discrição. Esses achados reforçam que a PrEP injetável, quando integrada a serviços comunitários, pode alcançar populações tradicionalmente afastadas do sistema de saúde.
Por outro lado, barreiras econômicas e logísticas persistem. Segundo Castor et al. (2023), a infraestrutura necessária para armazenamento, transporte refrigerado e aplicação supervisionada representa um desafio em países de média e baixa renda. Esses autores ressaltam que o custo do medicamento e da logística deve ser reduzido para que a estratégia seja custo-efetiva e sustentável nos sistemas públicos. Modelagens econômicas de Jin et al. (2025) e Moameri et al. (2025) indicam que, caso os preços dos antirretrovirais de longa duração sejam reduzidos em 50%, a incorporação seria financeiramente viável e traria retorno positivo ao sistema de saúde pela redução das infecções futuras.
Do ponto de vista social, Keddem et al. (2024) também relataram que o estigma e o medo de julgamento nos serviços de saúde continuam sendo entraves importantes, especialmente entre mulheres trans e homens que fazem sexo com homens. Isso demonstra que o sucesso da implementação depende não apenas da eficácia clínica, mas de estratégias educativas e campanhas culturalmente sensíveis que promovam conscientização e acolhimento (UNAIDS, 2024).
Experiências internacionais corroboram esses achados. Nos Estados Unidos, onde o cabotegravir foi aprovado em 2021 pela FDA, a adoção avançou, mas com disparidades regionais, predominando em grandes centros urbanos e entre pessoas com seguro de saúde (CDC, 2023). Na África do Sul, programas-piloto mostraram alta adesão e eficácia, mas enfrentaram dificuldades logísticas e de financiamento (WHO, 2025). Já em Zâmbia e Zimbábue, projetos apoiados pelo USAID demonstraram taxas de retorno acima de 85% para as doses subsequentes, porém relataram escassez de recursos e interrupções no fornecimento (USAID, 2024). Esses resultados reforçam que o sucesso da PrEP injetável requer sistemas de saúde bem estruturados e políticas públicas comprometidas.
Por fim, modelagens matemáticas de Stansfield et al. (2025) projetam que a expansão da PrEP injetável poderia reduzir em até 40% as novas infecções por HIV até 2030, caso haja cobertura populacional ampla e preços acessíveis. Além disso, estudos de perspectiva preveem que formulações anuais ou combinações multiproduto poderão tornar a prevenção mais sustentável e acessível globalmente (Gilead Sciences, 2024).
Em síntese, os resultados analisados demonstram que a PrEP injetável reúne evidências robustas de eficácia clínica, elevada aceitabilidade e impacto epidemiológico significativo, comprovados em ensaios multicêntricos e programas-piloto internacionais (Landovitz et al., 2021; Delany-Moretlwe et al., 2022; Kamya et al., 2024; Kakande et al., 2025). Entretanto, sua efetividade em larga escala dependerá da superação de barreiras econômicas, logísticas e sociais, bem como da formulação de políticas públicas que assegurem acesso equitativo. A literatura reforça que a ciência já consolidou o potencial dessa estratégia o próximo desafio é político e social: garantir que essa inovação esteja disponível de forma justa para todas as populações que dela necessitam.
5 CONCLUSÃO
A análise realizada ao longo deste trabalho reforça que a PrEP injetável representa um dos avanços mais relevantes da prevenção biomédica do HIV nas últimas décadas. Ao longo da revisão, ficou evidente que os resultados clínicos de cabotegravir de longa ação e lenacapavir demonstram uma eficácia superior em comparação ao modelo oral, respondendo diretamente ao maior desafio histórico da profilaxia pré-exposição: a manutenção da adesão contínua. A possibilidade de oferecer esquemas de aplicação espaçados, sem a dependência do uso diário de comprimidos, torna a estratégia mais viável para populações que convivem com barreiras sociais, logísticas e comportamentais.
Os dados analisados também mostraram que a aceitabilidade da PrEP injetável é elevada em diferentes grupos, com destaque para jovens, mulheres trans, profissionais do sexo e pessoas que usam drogas injetáveis. Isso indica que a inovação não se limita ao aspecto clínico, mas se conecta diretamente a fatores culturais e sociais, oferecendo uma alternativa mais prática, menos estigmatizada e mais condizente com as realidades de muitas comunidades vulneráveis. Essa característica amplia o potencial de impacto da intervenção em contextos onde a PrEP oral não alcançou os resultados esperados.
Por outro lado, não se pode ignorar que a implementação em larga escala ainda enfrenta barreiras importantes. O custo elevado dos medicamentos, a necessidade de estrutura para aplicação periódica e a desigualdade de acesso entre países de diferentes rendas são obstáculos que precisam ser superados. A incorporação da PrEP injetável em programas nacionais depende de políticas públicas eficazes, de negociações de preço com a indústria farmacêutica e do fortalecimento dos sistemas de saúde, sobretudo em países em desenvolvimento. Sem esses ajustes, o risco é que a inovação fique restrita a poucos contextos e não alcance seu verdadeiro potencial populacional.
Diante disso, conclui-se que a PrEP injetável não é apenas mais uma opção entre tantas, mas uma ferramenta transformadora para o controle da epidemia do HIV. Sua eficácia clínica comprovada, aliada ao perfil de aceitabilidade, a coloca em posição de destaque como a principal inovação da prevenção biomédica. Entretanto, sua efetividade depende de decisões políticas, investimentos estratégicos e compromisso com a equidade em saúde. O futuro da prevenção do HIV passa pela consolidação da PrEP injetável, mas seu sucesso real dependerá de como cada sociedade decidirá enfrentar as barreiras que ainda se colocam.
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1Discente do curso de Biomedicina da Faculdade de Ilhéus, Centro de Ensino Superior, Ilhéus, Bahia. e-mail: kelvysantos41@gmail.com
2Professora Dra. do curso de Biomedicina da Faculdade de Ilhéus, Centro de Ensino Superior, Ilhéus, Bahia. e-mail: mariana.andrade@faculdadedeilheus.com.br
